segunda-feira, agosto 10, 2026

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boas expectativas e produtividade à vista



O plantio da soja no Rio Grande do Sul atingiu 96% da área projetada até o momento, conforme dados da Emater/RS. Na semana passada, o percentual era de 94%, e em igual período do ano passado, o índice era de 91%. A média dos últimos cinco anos para o período é de 92%, o que indica que o avanço do plantio em 2024 está acima da média histórica.

Avanço lento da soja

O ritmo do plantio tem sido um pouco mais lento em algumas regiões, devido à sequência de semeadura em áreas previamente ocupadas por outras culturas, como milho e tabaco, além das áreas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP).

Nessas áreas, a retirada dos bovinos ou a colheita de sementes forrageiras acontece tardiamente, o que acaba atrasando o processo de semeadura. A expectativa é que o plantio seja concluído até a primeira quinzena de janeiro, conforme as áreas forem sendo liberadas.

Desenvolvimento das lavouras

As lavouras de soja apresentam um excelente desenvolvimento, impulsionado pela alta luminosidade e pela umidade razoável do solo. Aproximadamente 96% da área cultivada encontra-se em fase vegetativa, com as plantas apresentando emissão expressiva de ramos laterais e fechamento entre as fileiras, sinais de vigor satisfatório. O estágio vegetativo precoce tem garantido um bom crescimento das plantas, o que é um indicativo positivo para as lavouras deste ano.

Início da floração e irrigação

Nas lavouras de cultivares precoces, semeadas na primeira quinzena de outubro, já é possível observar o início da floração em cerca de 4% da área cultivada. A floração é um momento crucial para o desenvolvimento da soja, pois a partir desse estágio, a demanda hídrica aumenta.

Isso tem gerado preocupações em relação à distribuição irregular das chuvas durante o mês de dezembro, especialmente nas regiões Centro e Oeste do Estado, que apresentaram baixos volumes de precipitação nas primeiras três semanas do mês.

Controle de pragas e doenças

Nas lavouras em estágio inicial de desenvolvimento vegetativo, as atividades de controle de plantas daninhas e formigas estão em andamento. Muitos agricultores têm realizado as primeiras capinas químicas, especialmente nas áreas implantadas mais precocemente. Em algumas dessas áreas, foi possível observar sintomas de fitotoxicidade, um efeito colateral relacionado à aplicação de herbicidas em pós-emergência. No entanto, após o período inicial de estresse, as plantas estão retomando o crescimento normal.

Em áreas semeadas no início do período recomendado, também estão sendo realizadas aplicações preventivas de fungicidas para garantir a sanidade da cultura e proteger as plantas contra doenças que possam comprometer o desenvolvimento e a produtividade.

Projeções

A área de cultivo projetada pela Emater/RS é de 6.811.344 hectares, um número que reflete o crescimento contínuo do setor agrícola no estado. A produtividade média estimada para a safra de soja é de 3.179 kg/ha, uma expectativa que, se confirmada, representará bons resultados para os produtores gaúchos.

Apesar de alguns desafios, como a irregularidade das chuvas e o controle de pragas, as perspectivas para a soja no Rio Grande do Sul continuam otimistas. O acompanhamento contínuo das condições climáticas e o manejo adequado das lavouras serão fundamentais para garantir o sucesso da safra.

Fonte: Boletim Semanal da Emater/RS.



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Estudo desenvolve tecnologia orgânica para combate à cigarrinha


A cada ano, novos insumos químicos e biológicos buscam combater uma praga que causa grandes estragos nas lavouras de milho há cerca de 80 anos: a cigarrinha (Dalbulus maidis).

Agora, pesquisa da Ingal Agrotecnologia em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, desenvolveu um novo produto voltado ao manejo orgânico do inseto.

Composta por ácido fítico, aminoácidos e mucilagem extraídos de fontes vegetais, a tecnologia é conhecida como Organic Bloom HydroProtect.

De acordo com estudo realizado pela única empresa brasileira de pesquisa especializada em Entomologia Agrícola, a AgroRattes, realizado na safra 2023/24, o lançamento proporcionou incremento de 15,97 sacas de milho por hectare.

O resultado foi possível com cinco pulverizações de 300 mL/ha cada iniciadas no estádio fenológico V2 e com intervalo de 7 dias.

Segundo a diretora de Pesquisa e Desenvolvimento da Ingal Agrotecnologia, Cristiane Reis, a nova tecnologia orgânica proporcionou a redução dos níveis de enfezamento em 39%, ganhos nas características agronômicas avaliadas, como maiores espessuras de colmo, de número de fileiras de grãos por espiga, de peso de espiga e de rendimento, além de não ter casado fitotoxicidade às plantas de milho.

Danos causados pela cigarrinha

A cigarrinha-do-milho é uma das principais pragas do milho na América Latina. Além de se alimentar das plantas da cultura, esse inseto pode transmitir o vírus Maize rayado fino (MRFV) e duas bactérias importantes: o Corn stunt spiroplasma (CSS) e o Maize bushy stunt phytoplasma (MBSP).

Essas bactérias causam doenças conhecidas como enfezamento-pálido e enfezamento-vermelho, que prejudicam a fisiologia e a nutrição das plantas de milho, podendo reduzir a produção de grãos em mais de 70%.

Desde 2015, os cultivos de milho no Brasil têm enfrentado perdas significativas e sistemáticas na produção devido à ocorrência dessas doenças em várias regiões. Mais recentemente, essas doenças foram relatadas nos estados do sul do Brasil.

Pesquisadores apontam, ainda, que a capacidade da cigarrinha-do-milho de explorar os recursos das plantas da cultura desde a fase inicial de desenvolvimento até a senescência, além de sua alta mobilidade e grande capacidade de dispersão fizeram com que essa espécie se espalhasse por todas as áreas cultivadas.

Sintomas dos enfezamentos no milho

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Foto: Divulgação Embrapa

Os sintomas foliares do enfezamento do milho variam bastante, conforme análises da Embrapa. No campo, plantas doentes geralmente apresentam folhas avermelhadas ou amareladas, especialmente nas margens e na parte apical, com clorose entre as veias secundárias. As margens das folhas podem secar.

No entanto, não é possível diferenciar visualmente entre os dois tipos de enfezamento do milho apenas pelos sintomas nas folhas. Outros sintomas incluem altura reduzida e perfilhamento na base da planta e nas axilas das folhas. A descoloração é causada por danos aos cloroplastos, enquanto a vermelhidão resulta da produção de antocianina em resposta ao estresse.

Pesquisas indicam que a secagem precoce das plantas no estágio de enchimento de grãos provavelmente é uma estratégia da planta para drenar fotossintatos e preencher os grãos, compensando a rápida perda de água nos tecidos. Em relação à produção, geralmente ocorrem espigas menores com grãos pequenos, esparsos e enrugados.



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Chicago sobe em meio a tempo seco na Argentina



Os contratos futuros da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) registraram fortes ganhos nesta quinta-feira (26), com o grão e o farelo avançando, enquanto o óleo teve queda. O cenário foi impulsionado pela previsão de tempo seco na Argentina, aliada à boa demanda pela commodity dos Estados Unidos, que tem sustentado os preços nos últimos dias.

Além disso, o movimento de compras de barganha também contribuiu para a alta, especialmente no farelo de soja, que liderou os ganhos no mercado.

Em relação aos contratos, os futuros da soja para janeiro subiram 12,75 centavos, ou 1,3%, fechando a US$ 9,88 por bushel. Para março, o valor foi de US$ 9,97 1/4 por bushel, com uma leve queda de 1,63% em relação ao pregão anterior. Já o farelo de soja teve a maior alta entre os produtos, avançando 4,37%, com o preço fechando a US$ 305,70 por tonelada.

Por outro lado, o óleo de soja registrou uma leve queda, com uma redução de 0,92%, fechando a 39,47 centavos por libra-peso. O recuo nos preços do óleo pode ser atribuído a uma diminuição na demanda global, que viu uma desaceleração no uso de óleo vegetal devido a ajustes nas políticas de consumo e produção em diversos mercados, como a Ásia e a Europa.



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BNDES aprova R$ 120 milhões em capital de giro para empresa alimentícia afetada por enchentes


O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta quinta-feira (26), ter aprovado um financiamento de R$ 120 milhões para a empresa alimentícia Conservas Oderich S.A.

Os recursos serão emprestados na modalidade capital de giro, em apoio à necessidade de liquidez da companhia afetada pelas enchentes no Rio Grande do Sul neste ano.

Segundo o banco de fomento, o financiamento, aprovado no âmbito do Programa BNDES Emergencial, contribuirá para “ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas, além da retomada da atividade econômica, com manutenção dos empregos, nas unidades atingidas”.

O grupo Conservas Oderich S.A. teve sua sede afetada pelas enchentes, em São Sebastião do Caí, no Rio Grande do Sul, assim como a fábrica de embalagens metálicas localizada no município gaúcho de Eldorado do Sul.

Sede da empresa alagada

O BNDES lembra que, em São Sebastião do Caí, a elevação recorde do nível do rio Caí alagou a sede da empresa, no centro da cidade de São Sebastião do Caí, provocando prejuízos e paralisação das atividades.

Em Eldorado do Sul, houve transbordamento dos rios Jacuí e Guaíba, paralisando a fábrica de embalagens metálicas por cerca de 14 dias, sem possibilidade de acesso nem energia elétrica nas instalações.

“Os recursos aportados pelo BNDES proporcionarão para a Oderich a recuperação acelerada das suas atividades e o atendimento dos seus clientes no Brasil e exterior. Permitirá o aumento de empregos e renda nas regiões de São Sebastião do Caí e Eldorado do Sul”, afirmou o diretor-presidente, Marcos O. Oderich, em nota distribuída pelo banco de fomento.

Recursos ao Rio Grande do Sul

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Foto: Lauri Alves/Secom-RS

As ações emergenciais do BNDES em socorro ao Rio Grande do Sul após as fortes chuvas já mobilizaram R$ 25,7 bilhões desde junho deste ano.

Os recursos alcançaram 464 municípios gaúchos, em 8.568 operações de crédito, 5 mil operações de garantia e suspensão de pagamentos em 72 mil contratos.

“O BNDES está contribuindo para a continuidade da trajetória de produtividade e crescimento de importantes empresas do Rio Grande do Sul. A oferta de crédito é uma das prioridades do governo do presidente Lula para garantir empregos e acelerar o enfrentamento às consequências socioeconômicas dos eventos climáticos extremos no estado”, declarou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, na nota.

O programa BNDES Emergencial já aprovou cerca de R$ 17,17 bilhões em crédito para empresas do Rio Grande do Sul afetadas pelos temporais de maio.

“A maior parte dos recursos, R$ 11,8 bilhões (69% do total), foi destinada a micro, pequenas e médias empresas em 8.190 operações. Os R$ 5,4 bilhões restantes foram acessados por empresas de grande porte em 378 operações”, contabilizou o banco.

A empresa

A empresa Conservas Oderich S/A, fundada em 1908, é voltada para a industrialização de produtos alimentícios, com cerca de 2.050 colaboradores.

“A produção inclui produtos em conserva, enlatados, congelados e embalados em bisnagas, vidros e bombonas, num portifólio com mais de 200 linhas de produtos. Opera com cinco unidades, três delas no do Rio Grande do Sul e duas em Goiás”, relatou o BNDES.



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AgroNewsPolítica & Agro

Edição genética melhora condições do tomate



A estratégia foi testada com arroz e tomate



O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN
O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN – Foto: Pixabay

Cientistas do Instituto de Genética e Biologia do Desenvolvimento (IGDB) da Academia Chinesa de Ciências, sob a liderança do professor Xu Cao, publicaram um estudo inovador na revista Cell em 13 de dezembro, que propõe uma nova estratégia para o desenvolvimento de culturas mais resistentes ao estresse térmico. A pesquisa foca em uma técnica de edição genética chamada CROCS (Climate-Resilient Optimized Carbon Allocation Strategy), que tem como objetivo melhorar o rendimento e a qualidade das culturas sob condições climáticas extremas, como altas temperaturas.  

O conceito fundamental da pesquisa está na manipulação do gene CWIN, que regula a relação fonte-dreno nas plantas, ou seja, o equilíbrio entre a produção e o armazenamento de energia. Este gene é essencial para o transporte de carboidratos, como a sacarose, das folhas para os órgãos que necessitam dessa energia, como frutas e sementes. Sob condições de estresse térmico, o gene CWIN é suprimido, comprometendo esse equilíbrio e resultando em menor produção e qualidade dos frutos. Para contornar isso, os cientistas introduziram elementos reguladores sensíveis ao calor nos promotores do gene CWIN, aumentando sua atividade em temperaturas elevadas.  

A estratégia foi testada com arroz e tomate. Nos experimentos realizados em condições normais, o rendimento de tomate aumentou entre 14% e 47%, enquanto o arroz apresentou um aumento de 7% a 13%. Em situações de estresse térmico, o CROCS foi ainda mais eficaz: no tomate, a produção de frutos aumentou de 26% a 33%, enquanto o arroz teve uma recuperação de até 41% nas perdas causadas pelo calor. Além disso, a qualidade dos frutos melhorou significativamente, com aumento na uniformidade e no teor de açúcar.  

Essa abordagem, que também está sendo testada em outras culturas como soja, milho e trigo, é vista como uma ferramenta promissora para a criação rápida de cultivos climaticamente inteligentes. A pesquisa não apenas oferece uma solução potencial para aumentar a produtividade agrícola em face das mudanças climáticas, mas também abre caminho para um melhor entendimento das respostas das plantas ao estresse térmico, com grande impacto na segurança alimentar global.

 





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Produção de açúcar e etanol cresce em duas regiões mesmo com clima desfavorável



Com aproximadamente 59% da safra canavieira 2024/25 já realizada nas regiões Norte e Nordeste, o processamento de cana atingiu 35,86 milhões de toneladas, 2,2% superior ao total em igual período do ciclo passado.

De acordo com a Associação de Produtores de Açúcar, Etanol e Bioenergia (NovaBio), a atual temporada agrícola, marcada pela ausência de chuvas regulares, chegará ao final com uma moagem menor do que a prevista.

Contudo, a concentração de Açúcar Total Recuperável (ATR) por tonelada de cana, matéria-prima transformada em açúcar e biocombustível, será maior.

“A pluviosidade irregular observada, pelo menos até este mês de dezembro, deverá diminuir a moagem total de cana em torno de um milhão de toneladas em relação ao volume projetado até o final desta safra, inicialmente estimado em 63 milhões de toneladas. Em compensação, a seca elevou o ATR, a riqueza da cana”, diz o presidente-executivo da NovaBio, Renato Cunha.

No entato, ele acrescenta que os níveis de sacarose extraídos da planta devem crescer em média entre 8 e 12 kgs/tonelada somente na região Nordeste.

Por conta disso, a safra será um pouco menor, mas com a fabricação de produtos finais em maior volume do que no ciclo 2023/24. A irregularidade das chuvas pode também incidir de forma mais acentuada no potencial de moagem da safra 2025/26.

Produção de etanol

Dados da entidade, que reúne 35 usinas de processamento de cana em 11 estados brasileiros, revelam que a fabricação do etanol hidratado, disponível nas bombas para abastecer veículos flex, aumentou 27,9% atingindo 933,5 milhões de litros, contra 729,7 milhões de litros produzidos na safra passada.

No mesmo período, a produção açucareira foi de 2,18 milhões de toneladas, superando em 18,2% os 1,84 milhão de toneladas no final de 2024. O Nordeste deve continuar a exportar cerca de 62% de sua produção de açúcar, principalmente pelos portos de Maceió, Alagoas; Recife e Suape, ambos em Pernambuco; em menor escala em João Pessoa, Paraíba; e por Natal, Rio Grande do Norte.

Na produção de etanol anidro, que é misturado à gasolina, houve queda de 25,9% em comparação à safra anterior. Segundo Cunha, no acumulado da safra 2024/25, contabiliza-se 561,2 milhões de litros, em comparação com os 756,8 milhões de litros fabricados no período 2023/24.

“Esta queda reflete a imprevisibilidade das políticas de competitividade e precificação dos combustíveis no Brasil. Em um país que tem o potencial para liderar a transição energética global, cujas premissas básicas demandam soluções sustentáveis para o setor de transporte, é preocupante a falta de regras que garantam maior competitividade ao etanol de cana, de origem renovável”, ressalta.

A produção total de etanol (anidro e hidratado) atingiu 1,49 bilhão de litros contra 1,48 bilhão fabricados no ciclo agrícola 2023/24, aumento de 0,5%.

O estoque físico do etanol hidratado avançou 51,03%, com 261,8 milhões de litros ante 173,3 milhões de litros armazenados na moagem passada.

Na soma total, contabilizando-se o anidro e o hidratado, o estoque cresceu 2,20%, totalizando 458,6 milhões de litros em comparação com os 448,7 milhões de litros da temporada 2023/24.

A produção de cana por estado atingiu os seguintes patamares (até 30 de novembro):

  • Amazonas: 0,36 mi/t
  • Maranhão: 2,14 mi/t
  • Pará: 1,24 mi/t
  • Piauí: 1,13 mi/t
  • Tocantins: 2,25 mi/t
  • Alagoas: 9,10 mi/t
  • Pernambuco: 7,58 mi/t
  • Bahia: 4,41 mi/t
  • Paraíba: 4,33 mi/t
  • Rio Grande do Norte: 2,14 mi/t
  • Sergipe: 1,19 mi/t

Total: 35,87 milhões de toneladas de cana.



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Governo lança passaporte eletrônico para exportação de produtos vegetais



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou hoje (26) a portaria nº 749/2024, que institui o Sistema de Certificação Sanitária e-Phyto para produtos de origem vegetal. O sistema, válido a partir de 13 de janeiro de 2025, funciona como um “passaporte da mercadoria”, modernizando e agilizando o comércio internacional de produtos vegetais.

O e-Phyto é destinado a produtos com requisitos simplificados, sem necessidade de declaração adicional ou tratamento fitossanitário prévio. A certificação é feita pelo Portal Único Siscomex, que integra os dados do exportador à interface do Mapa, permitindo a fiscalização eletrônica pelos auditores fiscais.

O sistema é aceito por países que utilizam o modelo eletrônico. Para os demais, é possível consultar a autenticidade do documento e baixar uma versão em PDF com QR Code e assinatura digital. Certificados físicos só serão emitidos em casos excepcionais, devidamente justificados.

Mais informações sobre o e-Phyto acesse: www.ephytoexchange.org/landing



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Pecuarista da Bahia tem até 17 de janeiro para atualizar cadastro do rebanho



A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) prorrogou até o dia 17 de janeiro o prazo para que pecuaristas façam a atualização cadastral dos seus rebanhos.

De acordo com a Secretaria da Agricultura do Estado, a declaração é obrigatória e o pecuarista que não a realizar terá a propriedade bloqueada e ficará impedido de transitar com os animais.

Até meados de dezembro, cerca de 70% dos criadores de bovinos em todo o estado já haviam feito a declaração, que substitui as etapas de vacinação contra febre aftosa e intensifica a vigilância direcionada aos rebanhos existentes na prevenção de doenças.

A Bahia é reconhecida nacionalmente como estado livre de febre aftosa sem vacinação e busca a referência internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), o que possibilitará a comercialização dos seus produtos pecuários em mercados mais valorizados para a carne bovina.

“Por se tratar de algo novo, a primeira atualização cadastral desde a última campanha de vacinação, em abril, decidimos prorrogar por mais 30 dias o prazo”, diz em nota o diretor-geral da Adab, Paulo Sérgio Luz.



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Produtor de soja do MS tem até o dia 10 de janeiro para declarar área plantada



Produtores rurais de Mato Grosso do Sul têm até o dia 10 de janeiro para declarar a área plantada com soja na safra 2024/25, informou a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), em nota. O cadastro é obrigatório e visa combater a ferrugem asiática, a principal doença da soja no Brasil.

Neste ano, segundo dados do Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio de Mato Grosso do Sul, a área de soja deve crescer 6,8% em relação ao ciclo anterior, atingindo 4,501 milhões de hectares. A produtividade estimada é de 51,7 sacas por hectare. Com isso a expectativa de produção é de 13,977 milhões de toneladas. A perspectiva é baseada na média dos últimos cinco anos.

A semeadura da soja começou em 16 de setembro no Mato Grosso do Sul e vai até 31 de dezembro.



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Agronegócio impulsiona transição para transporte limpo



A cana-de-açúcar tem um papel fundamental



A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas
A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas – Foto: Divulgação

A Necta Gás Natural, distribuidora localizada no interior paulista, firmou uma parceria com a Scania Brasil, uma das principais fabricantes de caminhões do mundo, com o objetivo de descarbonizar a frota de veículos pesados. A iniciativa tem o apoio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo (SDE), por meio da InvestSP, e busca promover fontes limpas e renováveis de energia, como o biometano e o hidrogênio, alinhando-se com a meta do Governo de São Paulo de zerar as emissões de carbono até 2050.

A parceria visa desenvolver uma cadeia logística que envolva redes de postos de combustíveis, transportadoras, distribuidoras de gás e embarcadores de cargas. O agronegócio, além de ser um dos maiores demandantes de transporte de carga, também tem grande potencial para se tornar um fornecedor de biometano, que pode ser produzido a partir da cana-de-açúcar, recurso abundante no Estado.

Com a colaboração de diversos setores, a iniciativa busca fortalecer a produção de biometano e garantir que os veículos pesados possam operar com fontes de energia mais sustentáveis, ajudando a reduzir as emissões no setor de transportes. Esse esforço é parte do compromisso de São Paulo em adotar práticas mais verdes, impulsionando a transição para uma economia de baixo carbono e avançando na meta de descarbonização do Estado até 2050.

 “São Paulo tem ‘o maior canavial do mundo’. Por isso, temos trabalhado duro para desenvolver a cadeia do biometano, com foco, principalmente, no setor de veículos pesados. A descarbonização dessa frota será fundamental para que o Estado, com apoio do setor privado, atinja sua meta de zerar as emissões de carbono até 2050”, afirma Marília Garcez, diretora de Estratégia e Inteligência da InvestSP.





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