sábado, março 28, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Setor prevê avanço na produção de uva



“Acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos”


"Acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos"
“Acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos” – Foto: Divulgação

A próxima safra de uva no Rio Grande do Sul avança com expectativa favorável, impulsionada pelo bom desenvolvimento das videiras e pela previsão de alta produtividade para 2025/26. Após as perdas recentes do setor, técnicos e instituições indicam um quadro de recuperação, apoiado por condições climáticas consideradas adequadas ao longo do último inverno.

O Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado projeta incremento em torno de 50 milhões de quilos na colheita em relação ao ciclo anterior. A estimativa preliminar do setor aponta que 2024/25 tenha alcançado cerca de 750 milhões de quilos, enquanto 2026 pode chegar a aproximadamente 800 milhões de quilos. Há expectativa de maior elaboração de vinhos leves, brancos e jovens, tendência associada ao comportamento de novos consumidores, segundo avaliação repassada pelo instituto.

“Em termos de planejamento, acredito que o setor irá se organizar para elaborar maior quantidade de vinhos, especialmente os mais leves, brancos e jovens, os quais se mostram como uma tendência para os novos consumidores”, destaca o presidente do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), Luciano Rebellato.

A Embrapa Uva e Vinho atribui o cenário positivo ao inverno rigoroso, que registrou 395 horas de frio, volume considerado ideal para garantir brotação uniforme e gemas férteis. Com a primavera, as plantas exibem boa fertilidade e formação expressiva de cachos. A previsão de menor volume de chuva entre dezembro e janeiro também favorece o avanço das lavouras, já que a fase exige tempo mais seco. O ponto de atenção é a oscilação térmica provocada pelo La Niña, que pode reduzir o número de bagas por cacho.

 





Source link

News

Genética acelera retomada da ovinocultura e reposiciona o RS no cenário nacional



A ovinocultura, uma tradição histórica no Rio Grande do Sul, volta a ganhar força após décadas de retração. O estado, que já liderou nacionalmente a criação de ovinos até a crise da lã nos anos 1980, agora desponta em uma retomada impulsionada pelo investimento consistente em genética. A estratégia vem elevando a qualidade dos rebanhos, fortalecendo as raças voltadas para carne, lã e até produção de leite.

Uma trajetória de 25 anos na seleção genética

Em Candiota, na Campanha Gaúcha, uma propriedade completa 25 anos dedicados à criação da raça Texel. A família, que migrou da Serra Gaúcha para a pecuária, encontrou no rebanho um novo caminho produtivo. Desde 2000, o foco tem sido investir no que há de mais avançado em genética, adquirindo animais de cabanhas tradicionais e referência na ovinocultura nacional.

O resultado aparece a campo, pois a cabanha acumula 15 títulos e já comercializou reprodutores valorizados em quase R$ 100 mil nos leilões mais seletos do país.

Rio Grande do Sul busca recuperar a liderança nacional

Com mais de 3 milhões de cabeças, o Rio Grande do Sul ocupa hoje a terceira posição no ranking brasileiro de ovinos, ficando atrás de Bahia e Pernambuco. Quase metade do rebanho gaúcho é destinada à produção de carne, segmento que cresce com demanda crescente e oferta qualificada.

A meta, porém, é ambiciosa: voltar a ser líder nacional como na década de 1970. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) conduz ações focadas em assistência técnica, registro genealógico e modernização dos programas de melhoramento genético.

Segundo a entidade, os animais registrados contam com histórico completo e certificação que atestam o avanço fenotípico e genético. O próximo passo é ampliar programas de avaliação e seleção por mérito genético, reforçando a competitividade do rebanho brasileiro.

Lã, carne e leite ampliam oportunidades

O setor de lã vive nova fase com o crescimento da certificação e o olhar atento ao mercado chinês. Na carne, a estratégia é ampliar o consumo nacional mostrando o potencial e o sabor da proteína ovina.

Outro nicho em expansão é o de lácteos de ovelha. Em Bento Gonçalves, uma empresa pioneira trabalha há mais de duas décadas com produtos fabricados a partir do leite da raça Lacaune. Embora o mercado ainda seja pequeno no Brasil, o crescimento é constante. O principal desafio é o preço mais elevado quando comparado ao leite de vaca ou cabra, o que limita a expansão em ritmo mais acelerado.

Mesmo assim, o avanço demonstra que a diversificação dentro da ovinocultura abre caminhos para negócios especializados, produtos premium e maior valorização do produtor.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de cannabis prevê alta de 11,2 em 2025



O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente


O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente
O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente – Foto: Laiha

O mercado de cannabis no Brasil mantém trajetória de expansão e deve encerrar 2025 com novo avanço. Projeção do Anuário de Mercado: Growshops, Headshops e Marcas indica movimentação de R$ 967,18 milhões ao longo do ano, resultado 11,2 maior que o registrado em 2024. A estimativa foi apresentada durante evento realizado em São Paulo e confirma o ritmo acelerado da cadeia, que cresce acima da inflação e amplia sua participação na economia.

A ampliação desse ambiente abre espaço para iniciativas voltadas ao uso terapêutico da planta. Entre elas está uma plataforma que chega ao mercado reunindo ciência, tecnologia e impacto social em um mesmo ecossistema digital. A estrutura busca integrar pacientes e profissionais de saúde, oferecendo um modelo pensado para facilitar o acesso a consultas, produtos certificados e acompanhamento contínuo. 

O projeto nasce com respaldo de uma associação autorizada judicialmente, reconhecida nacionalmente pela qualidade de suas análises, que incluem verificação completa de composição e metais pesados, e pela atuação comunitária em defesa da regulamentação do cultivo que também contemple pequenos produtores. A entidade reúne cerca de 12 mil associados e se tornou referência no atendimento e na organização desse segmento.

A plataforma opera de forma híbrida, combinando consultas médicas e odontológicas com prescrição digital e oferta de produtos regularizados. Um ativo digital interno permite transações, incentiva o engajamento dos participantes e funciona como ferramenta de participação comunitária e governança. A proposta busca ampliar o acesso ao tratamento, estruturar mecanismos de participação e fortalecer a cadeia em um ano marcado pelo crescimento do mercado.

 





Source link

News

Vacinação contra brucelose segue obrigatória em SP e exige atenção dos produtores



A vacinação contra brucelose está em andamento em todo o estado de São Paulo. Desde 1º de julho, fêmeas dos rebanhos bovino e bubalino de três a oito meses devem receber a imunização obrigatória até 31 de dezembro.

Por se tratar de uma vacina viva, a aplicação só pode ser realizada por médico-veterinário cadastrado, que além de garantir a correta execução do procedimento, também emite o atestado de vacinação no sistema oficial.

A Defesa Agropecuária disponibiliza a lista completa de profissionais habilitados em todos os municípios paulistas. A orientação é que o produtor programe a imunização com antecedência para garantir o cumprimento dos prazos sanitários.

Procedimentos e regras no sistema Gedave

Após a aplicação, o veterinário tem até quatro dias para registrar o atestado no sistema de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave). Esse registro valida oficialmente a vacinação e integra o histórico sanitário de cada propriedade.

Quando há divergência entre o número de animais vacinados e o rebanho declarado no Gedave, o sistema gera automaticamente uma notificação enviada por e-mail ao produtor e ao veterinário responsável.

Nessas situações, o proprietário precisa regularizar os dados para que a declaração seja efetivada, evitando pendências que possam impedir movimentação ou emissão de documentos sanitários.

Identificação dos animais: nova regra substitui marca a fogo

São Paulo adotou o primeiro modelo alternativo de identificação do país, aprovado pelo Ministério da Agricultura, como alternativa à tradicional marcação a fogo. A medida reforça o bem-estar animal e aumenta a segurança tanto do produtor quanto do veterinário.

O sistema utiliza bottons coloridos:

  • Amarelo – identifica animais vacinados com a B19
  • Azul – identifica fêmeas imunizadas com a RB51

Anteriormente, a identificação era feita com numeração a fogo conforme o ano ou com marca em “V”. Se o botton for perdido ou danificado, o produtor deve solicitar uma nova aplicação ao veterinário ou à própria Defesa Agropecuária.

Caso o produtor não consiga adquirir novos bottons, a identificação deverá seguir as regras gerais do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT).
A Defesa Agropecuária alerta ainda que o botton só é válido dentro do Estado de São Paulo e não autoriza o trânsito para outros estados, que podem exigir a marcação tradicional.

Atualização de rebanhos: obrigação anual segue até 15 de dezembro

Paralelamente, está em andamento a Campanha de Atualização de Rebanhos, iniciada em 1º de novembro. Após a retirada da vacinação contra a febre aftosa, a atualização cadastral tornou-se uma obrigação anual para todos os produtores paulistas.
A declaração, que deve ser feita até 15 de dezembro, inclui não apenas bovinos, mas também búfalos, equinos, suínos, caprinos, ovinos, aves, peixes, abelhas e até bicho-da-seda.

A falta de atualização pode resultar em bloqueio de movimentação, impedindo a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) e gerando sanções administrativas.
O processo pode ser realizado diretamente no sistema Gedave, em unidades físicas da Defesa Agropecuária ou por e-mail, utilizando o formulário oficial disponibilizado pelo órgão estadual.

Compromisso sanitário e impacto no campo

A campanha permanente de vacinação e a atualização obrigatória do rebanho reforçam o compromisso de São Paulo com a sanidade animal, fator decisivo para manter a competitividade do setor pecuário.

Com acesso rápido ao Gedave e apoio técnico de veterinários credenciados, o produtor rural tem as ferramentas necessárias para cumprir as exigências legais e garantir a saúde do seu rebanho.

A Defesa Agropecuária ressalta que seguir corretamente todas as etapas é fundamental para proteger animais, propriedades e toda a cadeia produtiva da carne e do leite.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Autocontrole impulsiona inspeção oficial, aponta setor


A modernização da defesa agropecuária avança no país com a consolidação do modelo de autocontrole aplicado ao setor produtivo. A Frente Parlamentar da Agropecuária conduziu as negociações desde o início da tramitação, em alinhamento com o Ministério da Agricultura e com representantes do agro, a partir das primeiras minutas elaboradas ainda em 2020.

Na Câmara, o projeto recebeu relatórios que apontaram a necessidade de superar normas antigas e ampliar a eficiência da fiscalização, em um cenário de maior demanda e estrutura limitada do serviço público. A votação na Comissão de Constituição e Justiça assegurou apoio político e consolidou o texto encaminhado ao Senado.

“É um processo que, infelizmente, por falta de capital humano, o Estado não tem como manter sozinho. O agro cresceu, a demanda aumentou, e precisávamos de um modelo capaz de dar agilidade, segurança e previsibilidade à fiscalização”, explicou o deputado Pedro Lupion (PR), presidente da FPA.

No Senado, a relatoria manteve o foco na modernização do modelo de inspeção e rejeitou mudanças que poderiam fragilizar a proposta. Houve defesa de avanços na segurança jurídica e na capacidade técnica do serviço oficial. A condução do tema também contou com articulações do Ministério da Agricultura, que destacou o caráter coletivo da construção e o potencial de redução de entraves operacionais.

Em 2024, a derrubada de vetos restabeleceu a permissão para produção on farm de bioinsumos para uso próprio, retomando um dos pilares da legislação de autocontrole. A etapa final chegou com a Portaria 861, que regulamenta o credenciamento de empresas aptas a apoiar a inspeção ante mortem e post mortem no Serviço de Inspeção Federal. A norma define requisitos, responsabilidades, auditorias e punições, veda conflitos de interesse e mantém o auditor fiscal como autoridade plena nas plantas.

“Não existe privatização da fiscalização. O poder de polícia continua 100% com o Estado. O que muda é que as empresas passam a ter obrigações técnicas adicionais, enquanto o auditor fiscal agropecuário segue como autoridade responsável”, concluiu Lupion.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Moscas afetam qualidade e produtividade do leite



“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos”


“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos"
“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos” – Foto: Divulgação

A presença de moscas domésticas nas propriedades leiteiras tornou-se um desafio crescente para a rotina de produção, com impactos diretos no desempenho dos rebanhos. Consultorias do setor alertam que o inseto, comum também em áreas urbanas, age como vetor de dezenas de patógenos capazes de afetar a saúde animal e a qualidade do leite.

A zootecnista Margareth Dellatorre aponta que o estresse provocado pela infestação reduz o consumo de alimento e interfere no tempo de descanso das vacas, fatores ligados à queda na produtividade. Há ainda risco de comprometimento da saúde do úbere, o que pode elevar a contagem de células somáticas e prejudicar a qualidade final do produto.

“O controle ineficiente desses insetos resulta em aumento dos custos da fazenda, seja pelo tratamento de doenças ou pela queda na produção leiteira”, alerta a zootecnista da Vetoquinol Saúde Animal.

Os prejuízos incluem maior incidência de enfermidades como mastite, diarreia, salmonelose, ceratoconjuntivite, verminoses, tuberculose e inflamações umbilicais. A especialista destaca, em seu contexto, que falhas no controle elevam custos com tratamentos e ampliam perdas produtivas.

Para melhorar o manejo, a orientação é adotar estratégias integradas, envolvendo cuidados com esterqueiras, silos e resíduos orgânicos, além do uso direcionado de inseticidas específicos. Nesse cenário, a Vetoquinol Saúde Animal oferece uma opção formulada com atrativo sexual e ingredientes voltados ao controle da mosca doméstica, aplicada em pontos de maior concentração do inseto. 

“O controle das moscas deve ser estratégico e eficiente, evitando desperdício com medicamentos inadequados. Um bom plano envolve o manejo correto de esterqueiras, silos, resíduos orgânicos e a aplicação direcionada de inseticidas específicos para moscas”, orienta Margareth.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Gasolina e etanol recuam no início de novembro


O início de novembro trouxe leve alívio nos preços dos combustíveis no País, com recuos registrados na comparação com a primeira quinzena de outubro. Segundo levantamento do IPTL, a gasolina caiu 0,47% e atingiu média de R$ 6,33, menor patamar desde setembro. O etanol também recuou, com redução de 0,45%, custando em média R$ 4,42. A análise indica que o movimento reflete, ainda que de forma limitada, o ajuste anunciado no fim do mês passado.

“A redução anunciada pela Petrobras em outubro começa a refletir no bolso do consumidor, embora o repasse ainda seja tímido. O preço médio da gasolina registrou queda na primeira quinzena de novembro, movimento que também se observa, de forma mais sutil, no etanol”, comenta Renato Mascarenhas, Diretor de Rede de Abastecimento da Edenred Mobilidade.

As regiões acompanharam a tendência de queda na gasolina, com destaque para o Nordeste, onde o preço recuou 0,93% e ficou em R$ 6,39. No Sudeste, o combustível foi o mais competitivo, a R$ 6,19, enquanto o Norte manteve a média mais alta, de R$ 6,82. Para o etanol, o cenário foi de estabilidade na maior parte do País, exceto no Nordeste, onde o biocombustível caiu 2,83% e chegou a R$ 4,80. O preço mais baixo foi registrado no Sudeste, a R$ 4,32, e o mais alto no Norte, a R$ 5,21.

Entre os estados, a gasolina teve a maior alta no Rio Grande do Norte, com avanço de 1,62%, chegando a R$ 6,29. A maior queda ocorreu na Bahia, onde o combustível recuou 2,33% e foi vendido a R$ 6,28. O menor preço foi encontrado na Paraíba, a R$ 6,08, enquanto o maior ficou em Roraima, a R$ 7,41. No etanol, o aumento mais expressivo foi no Tocantins, de 0,61%, e a maior retração novamente na Bahia, de 4,93%, levando a média a R$ 4,63. O valor mais alto foi registrado no Amazonas, a R$ 5,47, e o mais baixo em São Paulo, a R$ 4,21.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Efeito dominó pressiona crédito rural, aponta especialista



A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais


A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais
A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais – Foto: Pixabay

A crise no crédito rural expõe um movimento estrutural que se aprofundou ao longo dos últimos anos no agronegócio brasileiro. O consultor José Carlos de Lima Júnior analisa que a alta inadimplência, os juros acima de 15% e a falta de recursos na safra 2025/26 são efeitos de um processo mais amplo, com raízes econômicas, financeiras e institucionais.

A análise destaca que o atual ambiente não se resume a problemas pontuais de clima ou oscilação das taxas. Segundo o autor, trata-se de um fenômeno gradual, marcado por um “efeito dominó” ao longo da cadeia do agro, tema detalhado no Sumário Executivo citado no material base. Duas partes ganham relevância: a evolução da crise entre 2017 e novembro de 2025 e os impactos interligados na rede de valor do setor.

Nos últimos meses, aprofundei a investigação sobre as raízes e mecanismos da crise em curso no agro. E o que emerge é muito maior do que um problema pontual de clima ou taxa de juros. O contexto atual é apenas a face mais visível de um fenômeno gradual e sistêmico, com origens econômicas, financeiras e institucionais.

O consultor reforça que o clima apenas acelerou um quadro já crítico, sem papel central na formação da crise. A avaliação sugere atenção à interação entre mercados e instituições que sustentam o crédito rural no país, apontando para um diagnóstico que busca compreender a origem dos desequilíbrios hoje visíveis. “Ressalto que o clima não foi o grande responsável. No máximo, serviu como catalisador de um quadro já crítico”, conclui ele, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Relatório aponta domínio chinês em ingredientes essenciais



O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais


O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais
O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais – Foto: Pixabay

Um levantamento recente expôs a concentração global da produção de vitaminas e aminoácidos essenciais na China, acendendo um alerta sobre a segurança do abastecimento dos Estados Unidos. A análise, conduzida pelo Instituto de Educação e Pesquisa em Alimentação Animal, aponta que o país asiático domina parcela expressiva da capacidade fabril desses insumos usados em dietas animais e humanas.

A partir dos dados, a Associação Americana da Indústria de Alimentos para Animais afirmou que busca mobilizar autoridades e o setor agroalimentar para reduzir o risco de uma eventual interrupção de fornecimento. A entidade citou a preocupação de sua direção com o impacto desse domínio produtivo e com o alerta reforçado pelo estudo.

O relatório foi divulgado em meio a tensões comerciais e examinou fluxos globais de vitaminas e aminoácidos, além de consultar nutricionistas sobre os efeitos de reduções no uso desses ingredientes. A conclusão é que pequenas quedas na oferta podem afetar rapidamente a saúde animal e a produtividade nas fazendas. O material avaliou itens como vitaminas A, B1, B2, B3, B7, B12, D3 e E, além de lisina, treonina, triptofano e metionina.

Entre 2020 e 2024, os Estados Unidos dependeram da China para a maior parte das importações de vitaminas e de grande parte da produção global de aminoácidos. Em itens como biotina, a oferta mundial é totalmente chinesa, o que deixa poucas alternativas em caso de ruptura.

Diante desse cenário, a associação informou que atuará na definição de prioridades e em caminhos para diversificar as cadeias de suprimentos. A entidade destacou a relevância nutricional das vitaminas e dos aminoácidos para desempenho de gado e aves, lembrando que a oferta desses insumos influencia diretamente a produção de carne, leite e ovos.

 





Source link

News

Tarifaço faz Brasil perder US$ 700 mi em vendas de carne, mas exportações batem recorde



Apesar das tarifas adicionais impostas pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros, as exportações totais de carne bovina em outubro obtiveram uma receita de US$ 1,897 bilhão, alta de 37,4% em relação ao mesmo período de 2024.

Foram movimentadas 360,28 mil toneladas, 12,8% a mais do que um ano atrás. A queda nas exportações para os EUA, com perda estimada US$ 700 milhões de agosto a outubro, foi compensada pelo aumento de vendas para outros países.

As informações são da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo), que compilou os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), incluindo na informação carnes in natura e industrializada, miudezas comestíveis e sebo bovino, entre outros subprodutos da cadeia de produção da carne bovina.

Segundo a entidade, no acumulado dos primeiros dez meses do ano as exportações totais já proporcionaram uma receita recorde de US$ 14,655 bilhões, com alta de 36% sobre o mesmo período de 2024. A movimentação, também recorde, foi de 3.148 mil toneladas, um aumento de 18% na mesma base de comparação.

Para os Estados Unidos, segundo maior cliente do segmento no Brasil, as vendas de carne bovina vêm caindo. As exportações do produto in natura para o país americano recuaram 54% no mês de outubro, em relação a outubro do ano anterior, para US$ 58 milhões, mostrando ainda certa resiliência apesar das tarifas, na visão da Abrafrigo.

No caso da carne bovina industrializada, o recuo no mesmo período foi de 20,3%, para US$ 24,9 milhões, enquanto sebo e outras gorduras bovinas recuaram 70,4%, para US$ 5,7 milhões.

Considerando o período de janeiro a outubro de 2025, as exportações totais de carnes e outros derivados bovinos para os Estados Unidos cresceram 40,4% sobre o mesmo período do ano anterior, alcançando US$ 1,796 bilhão, resultado que reflete o forte ritmo das exportações anterior ao tarifaço.

Considerando os meses de agosto a outubro de 2025, período de vigência das tarifas adicionais, as vendas totais de carne e subprodutos bovinos para os Estados Unidos recuaram 36,4%, resultando em perdas estimadas em aproximadamente US$ 700 milhões.

“Embora essas perdas tenham sido compensadas com folga pelo aumento das vendas para outros mercados, o fato é que as exportações de carne bovina do Brasil poderiam ser ainda maiores caso as tarifas punitivas do governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros não tivessem sido aplicadas”, afirma a associação.

Carne para China e UE

As exportações para a China, no acumulado do ano de 2025 até outubro, somaram US$ 7,060 bilhões de receita e 1.323 mil toneladas exportadas, com altas de 45,8% e 21,4%, respectivamente.

A União Europeia, considerando como um mercado único, foi o segundo maior destino das exportações brasileiras de carne bovina no mês de outubro de 2025, crescendo 112% em relação ao mesmo mês do ano anterior, para US$ 140 milhões.

De janeiro a outubro, as vendas para o bloco europeu cresceram 70,2% sobre o mesmo período do ano anterior, somando US$ 815,9 milhões, com preços médios que alcançaram US$ 8.362 por tonelada de carne bovina in natura.



Source link