No planejamento nutricional para 2026, a escolha da variedade de milho para silagem é uma decisão estratégica que pode determinar o lucro por arroba ou por litro de leite. Segundo o zootecnista Edson Poppi, essa escolha depende dos objetivos do produtor: se é necessário volume para alimentar o gado ou densidade energética para substituir o concentrado.
Com a safrinha em desenvolvimento, entender as categorias de silagem é fundamental para a gestão de estoque de alimentos na fazenda. A silagem clássica, amplamente utilizada no Brasil, aproveita todo o potencial da lavoura de milho. As opções de silagem não são consideradas “volumosos” tradicionais, mas sim métodos de processar o milho para substituir o milho seco moído (fubá) na dieta, aumentando a eficiência energética.
Confira:
Importância dos inoculantes na silagem
O uso de inoculantes específicos, como o Lactobacillus buchneri, é essencial, especialmente nas silagens de grão. Edson Poppi afirma que esses inoculantes aceleram a quebra da proteína que protege o amido e evitam o aquecimento do silo após a sua abertura, reduzindo perdas por fungos e leveduras.
O cuidado na escolha do milho é importante para o produtor que adquiriu milho seco ou não teve estrutura para colher o grão úmido no momento adequado.
Estudo da CNA aponta que mais de 80% das estradas vicinais do país estão fora do padrão. Foto: Divulgação/CNA.
O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou nesta sexta-feira (20), em Mato Grosso, da assinatura de um termo de intenção para a construção de um corredor rodoviário transfronteiriço entre Brasil e Bolívia.
A proposta prevê a implantação e pavimentação de uma rodovia com cerca de 148 quilômetros de extensão. O trecho ligará a fronteira brasileira, conectada à MT-199, em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT), ao entroncamento com a Rodovia 10 boliviana, em San Ignacio de Velasco, no departamento de Santa Cruz.
O acordo envolve o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Aliança do Setor Produtivo de Mato Grosso — formada por FAMATO, FIEMT e FECOMÉRCIO-MT — e o Governo Autônomo Departamental de Santa Cruz, representado pelo governador Luis Fernando Camacho.
Durante o ato, Fávaro destacou o papel estratégico das rotas de integração sul-americanas para o comércio regional. Segundo ele, a iniciativa faz parte da estratégia brasileira de consolidar corredores logísticos que conectem os oceanos Atlântico e Pacífico.
De acordo com o ministro, a nova rota pode ampliar o acesso da Bolívia aos mercados internacionais por meio dos portos do Arco Norte brasileiro, ao mesmo tempo em que aumenta a escala e a competitividade das exportações do Brasil.
Ele também ressaltou o avanço na relação entre os países e citou outros projetos de integração, como a ligação em Guajará-Mirim (RO), que também busca facilitar o acesso à Bolívia e às rotas de exportação.
Próximos passos
O termo assinado formaliza o interesse das partes e abre caminho para a estruturação do projeto.
O Mapa deve atuar na articulação entre os setores público e privado e na interlocução com instituições financeiras, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para avaliar alternativas de financiamento.
A proposta também prevê a criação de um canal permanente de cooperação entre os envolvidos, com troca de informações e alinhamento institucional para viabilizar o corredor.
Na prática, a iniciativa busca ampliar as opções de escoamento, estimular o comércio bilateral e fortalecer a integração produtiva entre Brasil e Bolívia.
O tamanduá-da-soja (Sternechus subsignatus) é uma das pragas que desafiam o manejo nas lavouras brasileiras, especialmente pela forma como se desenvolve e ataca plantas.
De acordo com o mestre em zoologia na Univerdade Federal da Paraíba (UFPB) João Paulo Nunes, o animal é pertencente à família Curculionidae a segunda família mais diversa de animais do planeta. “Nela há mais de 50 mil espécies. É um número absurdo, só essa família tem mais espécies do que todas as espécies dos vertebrados juntos” destaca.
A diversidade só é superada pela família dos chamados potós (Paederus), besouros de corpo alongado que, quando esmagados sobre a pele humana, podem causar queimaduras.
O inseto chama atenção pela estrutura alongada na cabeça, o chamado rostro. O termo vem do latim rostrum, que significa “bico” ou “focinho”, característica que inspirou o nome popular, pela semelhança com o tamanduá.
“O tamanduá-da-soja leva esse nome justamente porque ele tem como se fosse um focinho. O besouro tem uma espécie de focinho que se assemelharia ao do tamanduá”, explica Nunes.
Danos causados
O dano causado pelo tamanduá-da-soja ocorre em fases diferentes do ciclo de vida, o que dificulta o controle. Na fase larval, o inseto atua como broca e penetra no caule e se alimenta da parte interna da planta, abrindo galerias que comprometem o desenvolvimento.Já os adultos permanecem na parte aérea, consumindo folhas.
A espécie está presente em praticamente todo o Brasil e também em outros países da América do Sul, como Argentina, Bolívia, Peru e Colômbia.
Manejo exige antecipação
Para Nunes, o ciclo de vida é um dos pontos-chave para o manejo, entre fevereiro e outubro, as larvas permanecem no solo ou protegidas na planta; já de novembro a janeiro ocorre a fase adulta, quando os insetos ficam na superfície e se alimentam de folhas. Esse comportamento favorece estratégias mais eficientes de controle, principalmente preventivas.
Ele explica que o controle mais eficaz ocorre antes da postura de ovos, já que, depois que as larvas entram no caule, ficam protegidas e menos suscetíveis a aplicação de defensivos e métodos de combate.
Foto: Clara Beatriz H. Campo/Embrapa
O especialista explica que, dentre as principais estratégias de controle estão a rotação de culturas, a eliminação de restos da lavoura anterior, o controle biológico com uso de parasitoides e o uso combinado de diferentes métodos.
A rotação de culturas, além de reduzir a população da praga, também contribui para a saúde do solo, evitando o esgotamento de nutrientes.
Papel no equilíbrio ambiental
Apesar de ser considerada praga agrícola, a espécie faz parte de um grupo essencial para os ecossistemas. Os gorgulhos são majoritariamente fitófagos (se alimentam de plantas) e ajudam a controlar o crescimento da vegetação. Em ambientes naturais, esse papel evita desequilíbrios, como o crescimento excessivo de uma única espécie vegetal.
Materiais do Canal Rural já começam a mostrar, em diferentes regiões, relatos de produtores enfrentando dificuldade para encontrar diesel. Não é só o preço alto. Em alguns casos, há racionamento, cotas limitadas e atraso na entrega. É o tipo de sinal que o campo percebe antes de todo mundo, e que normalmente indica que algo está saindo do eixo.
Tenho conversado com produtores nos últimos dias e recebo informações: o diesel já não chega como antes. E isso não acontece por acaso.
Os dados mais recentes mostram uma queda forte na importação de diesel, uma das maiores dos últimos tempos. E o Brasil depende dessa importação para complementar a oferta interna. Quando ela recua, é porque a conta deixou de fechar para quem opera nesse mercado.
Aí está o ponto central.
Quando o governo sinaliza controle de preços, segura reajustes ou interfere de forma indireta, o efeito pode até parecer positivo no primeiro momento. Mas o mercado reage rápido. Se o preço interno não cobre o custo real, dólar, frete, risco, o importador sai. E sem importador, a oferta diminui.
E quando a oferta diminui, o diesel começa a faltar.
Ao mesmo tempo, o governo tenta aliviar a pressão reduzindo tributos federais, como PIS e COFINS, e passa a pressionar os estados para que também reduzam o ICMS. O problema é que os estados vivem uma situação fiscal delicada. Abrir mão de receita não é simples, e, em muitos casos, não é viável. E aqui vale um alerta: nós já vimos esse filme no passado, e sabemos exatamente como ele termina.
No fim, o problema apenas muda de lugar.
A União reduz um pouco, pede que os estados reduzam mais, mas ninguém resolve a origem da pressão: o custo do combustível, que continua subindo lá fora e chegando aqui dentro.
Não existe milagre fiscal. Alguém sempre paga essa conta.
Enquanto se tenta segurar o preço de um lado, o mercado responde do outro. A queda na importação é o primeiro sinal. A dificuldade de abastecimento começa a aparecer logo depois.
O governo até tenta compensar com bônus, subsídios pontuais e medidas emergenciais. Isso ajuda? Ajuda, mas só por um tempo. Não sustenta o sistema. Porque o custo continua lá, pressionado pelo petróleo, pela logística global, pelo câmbio e até pelos fertilizantes, que também seguem em alta.
Não dá para tabelar uma cadeia inteira.
Uma saída mais organizada seria um mecanismo transparente de compensação, um fundo, por exemplo, que use receitas do petróleo para suavizar os preços sem desmontar o mercado. Mas isso exige dinheiro, previsibilidade e disciplina fiscal.
Sem isso, vira improviso.
E improviso, em energia, costuma terminar em escassez.
Para quem está no campo, o risco é imediato. Diesel não é opcional. É o que move a colheita, o transporte, a produção. Sem ele, para tudo.
Preço artificial pode até aliviar hoje. Mas falta de diesel paralisa amanhã.
No fim das contas, a discussão precisa ser mais direta. O problema não é o preço na bomba. É o custo estrutural do Brasil, logística cara, dependência externa e insegurança nas regras.
Tabelar combustível é tentar resolver tudo isso com uma canetada.
E a história já mostrou, mais de uma vez, como isso termina.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
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Dados oficiais de importação de carne bovina pela China, compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) a partir de informações do Ministério do Comércio do país e da Administração Geral das Alfândegas (GACC, na siga em inglês), indicam um avanço relevante no primeiro bimestre de 2026.
Nesse contexto, o Brasil chama atenção pelo ritmo acelerado no preenchimento da cota anual.
Entre janeiro e fevereiro, o país embarcou 372,08 mil toneladas e, com isso, já ocupou 33,64% da cota total de 1,1 milhão de toneladas. Além disso, o Brasil lidera com folga os embarques para o mercado chinês, à frente de Argentina e Austrália.
Ao mesmo tempo, a China importou 627,8 mil toneladas no período, o que corresponde a 23,36% da cota global disponível para 2026.
Diante desse cenário, a Abiec adota um tom de cautela. Em nota, a entidade afirmou que “os números mostram um ritmo acelerado de utilização da cota”, o que, por sua vez, acende um sinal de alerta para o restante do ano.
Além disso, a associação avalia que a velocidade de consumo pode gerar efeitos mais adiante. Na prática, esse avanço antecipado tende a pressionar o desempenho das exportações no segundo semestre, caso a cota se esgote antes do previsto.
Por isso, a Abiec também destaca a necessidade de atenção ao equilíbrio do mercado e à previsibilidade das vendas externas ao longo do ano.
Pedido por monitoramento mais próximo
Nesse sentido, a entidade defende um acompanhamento mais próximo por parte do governo brasileiro. Em comunicado, afirmou que “é importante que mecanismos sejam adotados para acompanhar de forma mais próxima a evolução desse cenário”.
Ao mesmo tempo, a associação lembra que as salvaguardas estabelecidas pela China exigem monitoramento contínuo. Dessa forma, o objetivo é garantir maior segurança nas relações comerciais e evitar distorções ao longo do ano.
Por fim, a Abiec reforça que seguirá acompanhando o tema de perto, em diálogo com autoridades e parceiros comerciais, para assegurar a continuidade e a sustentabilidade das exportações brasileiras de carne bovina.
O uso de inteligência artificial aliado a imagens de satélite está abrindo caminho para identificar áreas agrícolas abandonadas no Cerrado brasileiro com alto nível de precisão.
Um estudo conduzido pela Embrapa em parceria com a Universidade de Brasília (UnB) mapeou mais de 13 mil hectares nessa condição apenas no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais, entre 2018 e 2022. O volume representa quase 5% da área agrícola existente no início do período analisado.
Segundo os pesquisadores, trata-se da primeira avaliação detalhada desse tipo no bioma, com potencial para apoiar políticas públicas de restauração ambiental, planejamento territorial e adaptação às mudanças climáticas.
Como foi feito o mapeamento
A pesquisa combinou imagens do satélite Sentinel-2, da Agência Espacial Europeia, com técnicas de aprendizado profundo (deep learning). A partir de uma rede neural, os cientistas conseguiram classificar diferentes usos do solo, incluindo, de forma inédita, áreas agrícolas abandonadas.
A acurácia do mapeamento chegou a 94,7%, índice considerado elevado para estudos de sensoriamento remoto.
Eucalipto lidera áreas abandonadas
O levantamento mostra que 87% das áreas abandonadas correspondem a antigas plantações de eucalipto voltadas à produção de carvão vegetal.
Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, Edson Sano, fatores econômicos e produtivos ajudam a explicar o cenário.
“A região caracteriza-se por desafios produtivos, como baixa produtividade em pastagens durante períodos secos e custos crescentes de insumos fertilizantes, fatores que contribuem para o abandono de áreas agrícolas”, afirma.
Ele destaca que muitas dessas áreas eram plantios de eucalipto que perderam viabilidade ao longo do tempo.
“A predominância do abandono em áreas de eucalipto está associada à queda da atratividade econômica da produção de carvão vegetal, com aumento nos custos logísticos e de produção”, explica.
Lavouras seguem resilientes
Apesar do avanço do abandono em áreas de silvicultura e pastagens, o estudo não identificou recuo relevante em lavouras anuais, como soja e milho.
De acordo com Sano, isso indica maior resiliência dos sistemas agrícolas mais intensivos. Ele afirma que esses modelos “mantiveram sua produtividade ao longo dos cinco anos analisados”, mesmo diante do aumento de custos.
Impacto para políticas públicas
Os pesquisadores destacam que o mapeamento pode orientar ações estratégicas no campo. Para o analista da Embrapa Meio Ambiente, Gustavo Bayma, os dados permitem identificar áreas subutilizadas e direcionar iniciativas de recuperação.
Segundo ele, as informações podem ser usadas para “incluir áreas em estratégias nacionais de restauração ambiental e de mitigação das mudanças climáticas”, como projetos de sequestro de carbono e criação de corredores ecológicos.
Bayma também chama atenção para o peso dos custos de produção. Ele afirma que políticas que reduzam a volatilidade dos preços de insumos e incentivem alternativas sustentáveis são fundamentais, já que fatores econômicos foram determinantes para o abandono de áreas.
Limitações e próximos passos
Apesar dos avanços, os cientistas reconhecem desafios na metodologia. Um dos principais pontos é a dificuldade de diferenciar abandono permanente de períodos temporários de pousio.
O pesquisador da Embrapa Agricultura Digital, Édson Bolfe explica que a análise ainda depende de mais dados ao longo do tempo. “A confirmação de abandono ainda depende, em parte, da interpretação visual e do conhecimento local”, diz.
Outro obstáculo é distinguir pastagens degradadas de vegetação nativa apenas por imagens de satélite, já que apresentam características semelhantes.
Mesmo assim, os especialistas avaliam que o uso de inteligência artificial representa um avanço importante.
Segundo Bolfe, os resultados “fortalecem a necessidade de incorporar áreas abandonadas em políticas ambientais e agrícolas”, com foco em sustentabilidade e recuperação do Cerrado.
O lucro da produção de suínos no Paraná voltou a recuar em fevereiro de 2026, marcando o quarto mês consecutivo de queda após atingir o maior valor de 2025 em outubro. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (19) pelo Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
O indicador considera a diferença entre o preço pago ao produtor pelo suíno e o custo de produção estimado pela Embrapa Suínos e Aves, com valores ajustados pela inflação. Em janeiro de 2026, o resultado foi de R$ 0,96 por quilo, queda de 17,6% em relação a dezembro de 2025. Apesar do recuo mensal, houve avanço na comparação com janeiro do ano anterior, com crescimento real de 57,7%.
Em fevereiro, o lucro caiu para R$ 0,72 por quilo, retração de 25,2% frente a janeiro. Diferentemente do mês anterior, o resultado também ficou abaixo do registrado em fevereiro de 2025, com redução real de 10,6%.
De acordo com o boletim, “o desempenho de fevereiro foi consequência da queda no preço do suíno, mais intensa do que a redução observada nos custos de produção”. O preço recebido pelo produtor apresentou variação real de -5,4% em relação a janeiro e de -9,6% na comparação com fevereiro do ano passado. Já o custo de produção recuou -2,2% no mês e -9,5% em relação ao mesmo período de 2025.
O levantamento também destaca o comportamento sazonal do setor. “Retrações no lucro durante o mês de janeiro são recorrentes, em razão da menor demanda interna e externa característica do período”, aponta o documento.
Caso não haja reação no preço pago ao produtor, a tendência é de continuidade na queda da rentabilidade em março, repetindo o movimento observado no mesmo período de 2025.
A tradição cafeeira do município capixaba de Muniz Freire vem ganhando um novo significado com a consolidação da Rota Cafés de Muniz Freire, iniciativa que conecta a produção de cafés especiais ao turismo de experiência no Caparaó, região montanhosa do Espírito Santo. Mais do que apresentar o café como produto, a proposta valoriza o modo de vida no campo e convida moradores e visitantes a mergulharem na cultura, nos sabores e nas paisagens que fazem parte da identidade local.
A rota reúne dez experiências turísticas estruturadas para aproximar o público do universo dos cafés especiais e, ao mesmo tempo, fortalecer pequenos negócios rurais. O projeto articula produção, hospitalidade, gastronomia e natureza em um mesmo percurso, criando novas possibilidades de renda para quem vive da cafeicultura e ampliando o valor agregado do que é produzido nas propriedades.
Construída a partir da atuação conjunta do poder público municipal, do Sebrae-ES, da Cresol Fronteiras e da OCB-ES, a iniciativa reflete o amadurecimento de um território que vem se destacando pela qualidade dos cafés e pela organização dos empreendedores locais.
O trabalho desenvolvido com os produtores contribui não apenas para qualificar os negócios, mas também para transformar as propriedades em espaços preparados para receber visitantes e oferecer vivências ligadas ao campo.
Experiências no universo do café
Ao longo da rota, o visitante encontra experiências que vão muito além da degustação. O percurso inclui visitas a lavouras, estufas e terreiros, oficinas, colheitas simbólicas, harmonizações, trilhas, vivências sensoriais e contato direto com as histórias das famílias produtoras. É uma forma de compreender o caminho do café da lavoura à xícara, em uma imersão que une conhecimento, afeto e paisagem.
Esse movimento também amplia os reflexos positivos sobre a economia local. Ao atrair pessoas interessadas em conhecer de perto a produção de cafés especiais, a rota ajuda a movimentar outros segmentos, como hospedagem, gastronomia, artesanato e comércio. Com isso, o turismo passa a funcionar como extensão da força produtiva do campo, gerando novas oportunidades e ampliando o tempo de permanência dos visitantes na região.
Rota Cafés de Muniz Freire – experiências turísticas
Cafeteria Delícias do Caparaó – Sensorial Três Anas Degustação de cafés especiais em dois métodos de extração, acompanhada de chocolate, castanhas e queijos locais. Telefone: (28) 99988-8188 Instagram: @delicias.do.caparao
Louir Cafés Especiais Colheita simbólica, visitação à lavoura, estufa e terreiro, além de preparo de biscoitos caseiros para degustação com café especial. Telefone: (28) 98113-4704 Instagram: @cafelouir
Parque das Tilápias – Ecotilápia Experiência que une natureza e sustentabilidade na piscicultura, com trilhas até cachoeira, interação com peixes e degustação de receitas à base de tilápia. Telefone: (28) 99884-3821 Instagram: @parquedastilapias
Cafeteria Alto Fioresi Vivência ligada à tradição da família Fioresi, com percurso pela lavoura, estufa e terreiro, encerrando com degustação de receitas típicas no deck da cafeteria. Telefone: (28) 99984-8836 Instagram: @cafealtofioresi
Sítio Alto Cachoeira Experiência “Mestre de Torra por um dia”, com participação no processo de torra manual e degustação de cafés com diferentes perfis sensoriais. Telefone: (28) 99931-8028 Instagram: @sitioaltocachoeira.cafe
Sítio Alto Bom Destino Recepção com café de boas-vindas, trilha pelo cafezal e degustação de mel harmonizado com receitas caseiras. Telefone: (28) 99999-8128 Instagram: @sitioaltobomdestino
Sítio Vista Alegre e Café Pastore Mesa de café especial na recepção, trilhas por cachoeiras, pomares e lavouras, com degustação ao final da experiência. Telefone: (28) 99912-0721 Instagram: @cafepastore
Café Vale do Ipê Visitação ao ciclo completo do café, com degustações sensoriais e produtos locais. Telefones: (28) 99929-0565 / (28) 99944-2620 Instagram: @cafeipemf
Alto Ribeiro Cafés Especiais Participação no preparo do café especial harmonizado com mini pudins e orientações sobre aromas e técnicas. Telefone: (28) 99617-9427 Instagram: @altoribeiro.cafesespeciais
Sítio Figueiredo Visita à lavoura, beneficiamento do café especial e degustação guiada com foco nos cinco sentidos sensoriais. Telefones: (28) 99995-8810 / (28) 99943-4048 Instagram: @sitio.figueiredo.menino.jesus
O Irã voltou a atacar instalações de gás natural no Catar na madrugada desta quinta-feira (19), em meio à escalada de tensões na região. As informações foram divulgadas pela Agência Brasil e ocorrem após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possíveis ações contra o campo de gás iraniano South Pars.
A estatal QatarEnergy informou que instalações de gás natural liquefeito foram atingidas por mísseis, “causando incêndios de grandes proporções e extensos danos adicionais”. Este é o segundo ataque do Irã contra a infraestrutura energética do país árabe aliado dos EUA. O primeiro ocorreu na quarta-feira (18), quando a refinaria de Ras Laffan também foi atingida, provocando “danos extensos”, segundo a empresa.
A nova ofensiva acontece após Trump afirmar que Israel foi responsável por ataques ao campo de gás South Pars, compartilhado entre Irã e Catar. Segundo ele, não haveria novos ataques israelenses contra a infraestrutura energética iraniana.
“A menos que o Irã, imprudentemente, decida atacar um país inocente, nesse caso, o Catar. Nessa situação, os EUA, com ou sem a ajuda ou consentimento de Israel, explodirão massivamente a totalidade do campo de gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”, afirmou Trump em uma rede social.
O presidente norte-americano acrescentou que não deseja autorizar esse nível de ação, “mas se o GNL do Catar for atacado novamente, não hesitarei em fazê-lo”.
Do lado iraniano, o ministro das Relações Exteriores, Seyyed Abbas Araghchi, afirmou que o país poderá reagir de forma mais contundente caso novos ataques ocorram.
“Nossa resposta ao ataque de Israel à nossa infraestrutura empregou uma fração de nosso poder. A única razão para a contenção foi o respeito ao pedido de desescalada. Nenhuma restrição caso nossas infraestruturas sejam atingidas novamente. Qualquer fim para esta guerra deve abordar os danos causados às nossas instalações civis”, declarou.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica também se manifestou e classificou como erro o ataque às instalações energéticas iranianas. “Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz o comunicado.
Após os ataques ao campo de South Pars, o Irã ameaçou outras instalações de petróleo e gás no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. A intensificação do conflito tem pressionado os preços do petróleo no mercado internacional.
“Caso tal ato se repita, ataques subsequentes contra as redes energéticas tanto do agressor quanto de seus aliados persistirão até que sejam completamente destruídas, com uma resposta que excederá em muito a intensidade das operações anteriores”, diz comunicado da Guarda Revolucionária.
As inscrições para o Prêmio Brasil Artesanal 2026 entram na fase final. Os interessados podem se inscrever até 31 de março nas categorias doce de leite e cachaça de alambique. Para azeite de oliva, o prazo vai até 30 de abril.
Promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a iniciativa busca valorizar a produção artesanal no país e ampliar a visibilidade dos produtores rurais.
Segundo a assessora técnica da CNA, Fernanda Silva, o programa, que chega à 14ª edição, tem contribuído para fortalecer a credibilidade dos participantes e abrir novos mercados.
“Além de reconhecer a qualidade dos produtos, o prêmio amplia a visibilidade dos produtores e valoriza o trabalho artesanal desenvolvido no campo, além de estimular a melhoria contínua da produção”, afirmou.
Nos três concursos, os cinco primeiros colocados de cada categoria recebem certificado, premiação em dinheiro e divulgação nos canais digitais da CNA.
Doce de leite
O concurso é realizado em parceria com a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e o Sebrae Nacional, e é voltado a produtores com produção anual de até 300 toneladas.
As inscrições seguem até 31 de março, com envio das amostras até 17 de abril. Cada participante pode inscrever um produto nas categorias doce de leite pastoso ou em barra.
A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e etapa final de premiação.
Cachaça de alambique
Também com inscrições até 31 de março, o concurso é destinado a produtores com produção anual de até 20 mil litros e conta com parceria do Sebrae Nacional.
O envio das amostras deve ser feito até 17 de abril. Os produtos concorrem nas categorias cachaça branca e amarela.
O processo de avaliação segue critérios técnicos, análise da história do produto, júri popular e etapa final.
Azeite de oliva
Para o azeite de oliva, as inscrições vão até 30 de abril, com envio das amostras até 15 de maio.
O concurso é realizado em parceria com Epamig, Embrapa, Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Sebrae Nacional. Os produtores podem participar nas categorias blend ou monovarietal.
A avaliação inclui júri técnico, análise da história do produto, júri popular e premiação.