A previsão do tempo para os próximos dias indica a possibilidade de focos de incêndio em grande parte do Brasil Central, incluindo nas regiões do Matopiba. Por isso, os produtores devem evitar qualquer manejo com fogo nos próximos 15 dias, especialmente porque não há previsão de chuva.
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O tempo no Sul
Segundo o meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller, no Sul do país, um ciclone em formação deve levar chuva para Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e até a porção sul do Mato Grosso do Sul. Essa situação, porém, não deve espalhar precipitação para o Brasil Central, onde o retorno das chuvas está previsto apenas para a virada do mês de agosto para setembro.
Quando a chuva vem?
Entre os dias 24 e 28 de agosto, a chuva deve se concentrar no Paraná e no sul do Mato Grosso do Sul. A partir da virada do mês, espera-se precipitação pouco volumosa e mal distribuída no Centro-Oeste e Sudeste, suficiente para, aos poucos, amenizar os focos de incêndio, repor a umidade do solo e permitir que os produtores acelerem os trabalhos no campo.
Quer turbinar suas vendas no campo? A dica é aproveitar o que está em alta, caprichar na apresentação e usar bem as redes sociais.
O exemplo vem do produtor Diego Amaral, de Piracaia, interior de São Paulo, que dobrou suas vendas de morangos ao entrar na onda do ‘morango do amor’. Acesse aqui e confira dicas valiosas para alavancar suas vendas.
E lembre-se: o Sebrae está sempre pronto para apoiar com orientação, cursos e estratégias para fortalecer o pequeno negócio rural. #PROGRAMETE #20
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Descubra o ‘ouro branco’ da Mata Atlântica paulista
#PROGRAMETE #19
Na Palmitolândia, em plena Mata Atlântica paulista, o palmito pupunha é valorizado como ouro branco. Ele vira alimento, papel, vassoura, cerveja e, em breve, até estrutura de construção! Tudo isso com foco em sustentabilidade, respeito ao meio ambiente e propósito.
Esse projeto reúne agricultura, gastronomia e turismo para mostrar o potencial da floresta e promover a conservação de espécies nativas, como o Jussara.
Confira aqui a história completa da Gabi Rodrigues, proprietária da Palmitolândia e veja o palmito com outros olhos!
#PROGRAMETE #19
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Saiba como o ‘ALI Rural’ impulsiona a gestão e os lucros do produtor
#PROGRAMETE #18
O Agente Local de Inovação Rural, ALI Rural, faz parte do programa gratuito do Sebrae que apoia os micro e pequenos produtores a aumentarem a produtividade, aprimorarem a gestão da propriedade e inovarem no campo.
E o impacto é real! Produtores atendidos pelo programa podem ter até 20% de aumento na renda, segundo Paulo Renato Cabral, gerente de inovação do Sebrae.
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Saiba como produtores de chás se tornaram referência nacional
#PROGRAMETE #17
O Sítio Shimada, tradicional produtor de chá artesanal, é a prova viva de que a formalização pode ser um divisor de águas para pequenos agricultores. Com o CNPJ em mãos e o negócio legalizado, a família conquistou novos mercados — inclusive fora do Brasil.
Além disso, encontrou no Sebrae/SP o apoio para transformar sonhos em negócios.
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Aprenda a usar o WhatsApp Business para vender mais
#PROGRAMETE #16
Para pequenos e microempreendedores, o WhatsApp Business pode ser um grande aliado na organização, nas vendas e na proximidade com os clientes.
Conversamos com a Natália Assunção, empresária que usa a ferramenta no dia a dia e compartilha a sua experiência e dá dicas pra quem quer profissionalizar o atendimento e vender mais.
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#PROGRAMETE #15
Antes de iniciar o cultivo de mel em Itu, interior de São Paulo, Galdino Avelino Cruz buscou qualificação no Sebrae e no Senar. Só depois de aprender tudo sobre as abelhas Apis Mellifera, que começou a preparar iscas em sua propriedade para atrair os insetos locais.
Atualmente, Galdino tem nove caixas de abelhas e consegue envasar cerca de 40 kg de mel por mês. Com isso, conseguiu montar o ‘Apiário Lua Mel’.
A certificação necessária para comercializar o mel ainda é um desafio, mas encontrou uma solução através de uma parceria com uma cooperativa de Sorocaba, que cuida de todo o processo de envase e rotulagem.
Quer saber mais sobre a história de Galdino Avelino Cruz?
Então aperte o play e confira detalhes desta história inspiradora.
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#PROGRAMETE #14
Halison Gusmão, produtor de cachaça artesanal no nordeste de Minas Gerais, apostou nas redes sociais como ferramenta de divulgação e venda. Com a nova estratégia, ele consegue vender sua produção com muito mais agilidade.
A gestora de Alimentos e Bebidas, Micheli Bueno, do Sebrae/RS, compartilha dicas práticas para você turbinar as vendas da sua loja no Instagram.
Produtora paranaense transforma propriedade em destino de turismo rural
#PROGRAMETE #13
Após superar desafios de saúde, Fabiana Castelari Leme, produtora rural de Marialva (PR), sentiu a necessidade de retomar o trabalho e encontrou uma forma inovadora de vender suas uvas sem sair de casa.
Ela começou divulgando seus produtos em grupos locais e passou a vender diretamente para os consumidores.
Mas foi além: abriu as porteiras do sítio e passou a receber clientes interessados em conhecer seu parreiral, dando origem ao Colha e Pague.
Em seguida, trouxe novas inovações para a propriedade e lançou o Open de Uva, ampliando o atendimento para estudantes e idosos.
Em todas essas iniciativas, Castelari contou com o apoio do Sebrae, mergulhou em capacitações e transformou sua propriedade em um destino de turismo rural, combinando tradição, experiência e novas oportunidades de negócio.
Quer conhecer mais a história da Fabiana Castelari Leme?
Sabia que é possível aumentar suas vendas e fortalecer a conexão com seus clientes através das plataformas digitais?
Mas não basta estar nas redes sociais, é essencial ter uma estratégia bem definida e um planejamento eficaz para divulgar e promover seus produtos.
Maria e Alexander, agricultores de Pedro de Toledo, interior de São Paulo, são prova disso. Com o apoio do Sebrae, eles aprenderam a criar conteúdos estratégicos para as redes sociais e, hoje, impulsionam seus produtos pelas redes.
Quer saber como fazer o mesmo e tornar seu Instagram mais atrativo?
Produtora rural aposta na produção orgânica e amplia sua rentabilidade
#PROGRAMETE #11
Heloísa da Silva Campos viu o potencial dos orgânicos e desenvolveu um modelo de negócio que combina propósito e rentabilidade.
Com práticas sustentáveis e foco na qualidade de seus produtos, como cebolas e alhos, Heloísa conquistou o mercado paranaense. Hoje, ela sabe bem que empreender no campo pode ser sustentável e lucrativo.
Clique aqui para conhecer mais sobre a inspiradora história de Heloísa Campos.
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PNAE apoia pequenos produtores rurais e incentiva a participação feminina no agro
#PROGRAMETE #10
Uma família que cultiva goiabas orgânicas em Nazaré Paulista, interior de São Paulo, encontrou no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) uma oportunidade para aumentar a renda familiar, além de contribuir para a alimentação saudável de muitos alunos.
O programa também incentiva a participação feminina na comercialização da produção
Clique aqui e saiba quais são os documentos necessários para participar das chamadas públicas.
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PROGRAMETE #9
O turismo rural pode incluir atividades que vão desde hospedagem e interações com a natureza até uma experiência completa com o agro.
O sítio São João, administrado pela Jô Rocha e sua família, em Caçapava (SP), produz cana-de-açúcar, cachaças e licores. Atualmente, está sendo adaptado para gerar renda extra com o turismo rural. Acesse aqui e confira essa história!
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Do planejamento à colheita: saiba como um produtor de Goiás gerencia seus créditos
PROGRAMETE #8
Com um planejamento eficiente, Márcio Martins, produtor rural de Alexânia, Goiás, obteve crédito várias vezes, para inovar e transformar sua produção de hortaliças. A dedicação, compromisso financeiro e ajuda ativa da esposa, Maria Martins, impulsionaram o negócio no campo. Assista aqui essa história!
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IG: reconhecimento que vai além do selo
PROGRAMETE #7
De queijos artesanais a cafés especiais, a Indicação Geográfica é um reconhecimento que conecta produtos ou serviços ao território de origem, fortalecendo o turismo e a economia local. Além disso, garante ao consumidor a qualidade do que está adquirindo.
Gestão de sucesso: Quinta do Olivardo combina sabor e tradição
PROGRAMETE #6
Olivardo Saqui, empresário e produtor rural, concretizou seu sonho ao criar um espaço que une tradição, sabores e experiências no campo. É a pousada e restaurante Quinta do Olivardo, localizada em São Roque, interior de São Paulo.
Descubra as melhores oportunidades de financiamento rural no ‘programete 5’
Neste vídeo, há orientações sobre como solicitar crédito de forma consciente e estratégica. Não perca a chance de transformar oportunidades em crescimento real.
Veja como o crédito pode trabalhar a favor do seu sucesso! Confira:
PROGRAMETE #5
Produção orgânica valoriza alimentos e fortalece as vendas. Confira aqui o ‘programete 4’
A certificação garante qualidade, procedência e aumenta a valorização no mercado. Além de saudável, o selo contribui para o crescimento sustentável do setor.
A busca pelo selo orgânico tem transformado a realidade de pequenos produtores rurais. A certificação não apenas agrega valor aos produtos, mas também amplia a aceitação do público. O tomate cereja, por exemplo, destaca-se pelo sabor diferenciado e pela procedência garantida.
PROGRAMETE #4
Saiba como formalizar o seu negócio para crescer no mercado
A formalização garante os seus direitos como empreendedor e ajuda a ter acesso a mais recursos com competitividade de mercado
PROGRAMETE #3
Selo SIM: acesso a novos mercados
Entenda como a certificação municipal facilita a comercialização de produtos de origem animal com segurança e qualidade!
PROGRAMETE #2
Oportunidades para o pequenos produtor rural
Saiba o que é empreendedorismo rural e conheça mais sobre o Porteira Aberta Empreender.
A medida impacta especialmente manga, uva e gengibre, enquanto suco de laranja e castanha-do-Brasil ficam isentos da nova tarifa, mas mantêm os 10%.
A partir desta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, entra em vigor a nova etapa da política tarifária norte-americana sobre produtos agroalimentares brasileiros. A medida estabelece uma sobretaxa adicional de 40%, que se soma aos 10% já em vigor desde abril, resultando em uma carga tarifária de até 50% sobre parte relevante das exportações brasileiras de frutas frescas.
O novo cenário afeta diretamente os principais produtos hortifrutícolas enviados aos Estados Unidos. Entre os mais impactados estão: manga, uva, gengibre, castanhas e suco de laranja. Dentre esses, apenas o suco de laranja e as castanhas-do-Brasil foram excluídos da sobretaxa adicional de 40%, mas mantêm a tarifa de 10%. Essas isenções parciais trazem alívio pontual ao setor citrícola e ao segmento de castanhas, mas não eliminam a pressão sistêmica sobre a cadeia de frutas e hortaliças frescas. Implicações e reações no setor
A aplicação plena do tarifaço amplia os desafios da fruticultura de exportação, sobretudo para produtores do Vale do São Francisco (frutas) e do Espírito Santo (com destaque para a produção de gengibre). A elevação dos custos para os importadores norte-americanos deve gerar uma renegociação de contratos, redução de volumes e, em muitos casos, a suspensão de embarques. Entidades setoriais e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) têm reforçado a necessidade de uma resposta diplomática urgente, enquanto os exportadores avaliam alternativas comerciais, como o fortalecimento das relações com a União Europeia, o Oriente Médio e mercados asiáticos.
Manga é o principal foco de preocupação
No curto prazo, a maior preocupação do setor recai sobre a manga, principal fruta fresca brasileira exportada para os EUA. Justamente nesta semana, a cadeia começaria a se organizar para os primeiros embarques da nova safra, mas o início da vigência da tarifa coloca em risco a viabilidade comercial dos próximos lotes.
Além de ser um produto altamente perecível e in natura, a manga é também um dos mais difíceis de redirecionar em grandes volumes para outros destinos em função da capacidade limitada de absorção de outros mercados. Assim como no setor cafeeiro, a expectativa do setor frutícola é que, caso a medida tarifária venha a provocar pressões inflacionárias internas nos EUA, haja uma revisão parcial da sobretaxa, especialmente para produtos não produzidos em escala comercial no território norte-americano — como é o caso da manga.
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No último sábado (16), foi realizado no Oeste da Bahia o Dia do Algodão, promovido pela Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). O evento bateu recorde de público e também a celebrou os 25 anos daentidade, reunindo cerca de 1,7 mil pessoas entre produtores rurais, empresários, estudantes e autoridades.
Realizado na Fazenda Santana, uma das maiores da região, do Grupo Franciosi, o encontro trouxe uma programação intensa, com palestras, visitas técnicas a estações de cultivares, espaço de expositores e discussões sobre inovação, sustentabilidade, mercado e o futuro do algodão brasileiro.
Para a presidente da Abapa, Alessandra Zanotto Costa, o aumento no número de participantes e expositores reflete a força do setor na Bahia.
Acredito que isso mostra a força do algodão no nosso estado. Já avançamos em mais da metade da colheita e as expectativas estão até se superando, mesmo diante dos desafios climáticos”, afirmou.
Anfitriã do evento, Valentina Franciosi, representante da segunda geração da família proprietária da Fazenda Santana, destacou a importância de abrir as portas da propriedade para o setor.
Foto: Vinicius Ramos/Canal Rural BA
“É um orgulho muito grande. Hoje temos cerca de 40 mil hectares irrigados, conseguimos duas safras por ano e buscamos sempre eficiência com os recursos hídricos. Além disso, a fazenda é referência em sustentabilidade, com áreas de reserva e preservação ao redor do rio”, disse.
Além do público, 37 expositores do setor participaram do encontro. O palestrante Rodrigo Buffon ressaltou a relevância do Oeste baiano para o debate agrícola no país.
“A região se tornou um palco de discussões sobre agricultura regenerativa de alta performance, com investimentos em solo, irrigação e sustentabilidade, o que resulta em qualidade e produtividade da fibra”, destacou.
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O parasitismo compromete a conversão alimentar – Foto: Divulgação
O manejo sanitário durante a transição do sistema extensivo para o intensivo é crucial para garantir produtividade no confinamento de bovinos. Segundo Antônio Coutinho, gerente nacional de marketing da Vetoquinol Saúde Animal, vermes e timpanismo estão entre os principais fatores que podem reduzir o desempenho dos lotes.
O parasitismo compromete a conversão alimentar e deve ser tratado antes da entrada no confinamento. “O tratamento anti-helmintico deve ser feito antes de os animais entrarem no sistema de terminação intensiva. E o problema é sério. Os vermes causam prejuízos de cerca de R$ 40 bilhões anuais à pecuária. Não podemos ignorar um problema dessa magnitude”, reforça Coutinho.
Já o timpanismo, provocado pelo excesso de gases no sistema digestivo, ocorre com frequência na mudança brusca da alimentação e pode levar à morte de animais se não houver intervenção rápida. “Essa condição tem rápida evolução e a equipe de manejo precisa estar muito atenta. Caso contrário, haverá perdas de animais e consequentes prejuízos econômicos”, completa o gerente.
Para enfrentá-los, a Vetoquinol disponibiliza produtos eficazes: o Ruminol VTQ®, à base de simeticona, combate o timpanismo sem deixar resíduos, enquanto os endectocidas Contratack Injetável Plus® e Bullmax® Premium controlam vermes, garantindo produtividade e segurança alimentar.
Com essas soluções, os pecuaristas conseguem minimizar perdas, manter o bem-estar animal e assegurar carne e leite de qualidade, fortalecendo a rentabilidade do confinamento. “Essas soluções resolvem os problemas dos pecuaristas contra dois desafios importantes, ampliando a produtividade e proporcionando manutenção da saúde e bem-estar dos animais”, conclui.
Pecuaristas, a busca por uma maior produção leiteira exige uma dieta bem elaborada e um manejo estratégico do rebanho. Patrícia Silva, produtora de Maria da Fé, no estado de Minas Gerais, tem uma vacada leiteira que produz 25 litros por dia e quer saber qual é a ração ideal para aumentar ainda mais a produção, já que seu gado também consome pastagem e silagem de milho.
Nesta segunda-feira (18), o zootecnista Tiago Felipini, especialista em nutrição animal e consultor da Alcance Planejamento Rural, respondeu à dúvida no quadro “Giro do Boi Responde”.
Compatação de silagem para o gado, um dos importantes volumosos para a alimentação do gado. Foto: Reprodução
Para aumentar a produção de leite acima de 25 kg por dia, a alimentação do animal precisa ser de alta qualidade. A silagem de milho, por ter uma excelente ingestão, é um volumoso de primeira linha para a produção leiteira intensiva.
Mesmo com pastagem seca disponível, o gado preferirá a silagem, que é mais nutritiva e garante uma fonte de energia e fibra de qualidade.
Em relação à ração ideal, Tiago Felipini recomenda uma com acima de 18% de proteína bruta. A dieta, combinada com a silagem de milho, será a base para o gado potencializar a sua produção, permitindo que os animais expressem todo o seu potencial genético para a produção de leite.
Manejo do rebanho e a distribuição da ração
Foto: Giro do Boi
A forma como a ração é fornecida também impacta o resultado. Para um manejo mais eficiente e que atenda às diferentes fases do ciclo de lactação das vacas, o zootecnista sugere:
Separar em lotes: Dividir o rebanho em três lotes, de acordo com o período de lactação:
Lote 1 (Início da lactação): Vacas recém-paridas, que podem ser desafiadas com uma dose de 8 kg de ração por dia. Essa é a fase em que a vaca atinge o pico de produção.
Lote 2 (Lactação intermediária): De 120 a 210 dias de lactação.
Lote 3 (Terço final): Acima de 210 dias, quando a produção já está caindo. A dose de ração pode ser reduzida para cerca de 2 kg por dia para otimizar o custo de produção.
Monitorar o escore corporal: O ideal é que as vacas no período de secagem estejam com um escore corporal de 3 (em uma escala de 1 a 5). Isso garante que o animal esteja bem-nutrido para a próxima lactação.
Fornecimento da ração: Ofereça metade da ração após a primeira ordenha e a outra metade após a segunda. A ração pode ser misturada ao volumoso ou colocada em cochos separados, dependendo da estrutura da fazenda.
Com essa dieta e manejo, a produtividade de sua fazenda pode ser aumentada, superando os 25 kg de leite por dia que você já tem e garantindo uma produção mais eficiente e rentável.
A temporada de primavera das empresas de leilões do Rio Grande do Sul contará com 243 eventos em 37 municípios (34 gaúchos e 3 em Santa Catarina). O número representa crescimento de 14,6% em relação a 2024, quando foram realizados 212 leilões.
Os dados são do Guia de Remates da Temporada de Primavera Gaúcha, divulgado pelo Sindicato dos Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler), em parceria com a Federação da Agricultura do estado (Farsul).
Balanço dos remates
Entre os eventos programados, os bovinos lideram com 115 leilões, seguidos dos equinos (106) e dos ovinos (20). Estão previstos ainda dois eventos mistos com oferta de bovinos e equinos.
Segundo o presidente do Sindiler, Fábio Crespo, a expectativa é de demanda firme por reprodutores de plantéis com alta pressão de seleção genética. “Temos consciência sobre as incertezas do mercado que afetaram o valor do boi nas últimas semanas, mas confiamos que a busca por reprodutores não será substancialmente afetada, uma vez que projetos de seleção genética são de médio e longo prazo”, afirmou.
Crespo destacou ainda a movimentação de investimentos de outros setores da economia em direção ao agronegócio. “O que estamos vendo é um aumento da confiança no agro, um setor que tem alicerces fortes e que inspira segurança”, disse.
Antecipação da temporada
O levantamento mostra também que os leilões de alta genética vêm ocorrendo cada vez mais cedo. Antes concentrados em setembro, agora são distribuídos ao longo do segundo semestre.
Para 2025, estão previstos 18 leilões em agosto, 70 em setembro, 92 em outubro e 12 em dezembro. Outubro segue como o mês com maior volume de vendas, mas a programação de agosto já mostra avanço em relação a anos anteriores.
De acordo com Crespo, a antecipação ocorre em função do uso de pastagens cultivadas e da integração lavoura-pecuária, que permitem preparar o gado mais cedo. O processo exige ainda a retirada dos rebanhos das pastagens para liberar áreas destinadas às lavouras de verão.
Papel estratégico da pecuária gaúcha
O presidente da Farsul, Gedeão Pereira, destacou a relevância econômica da pecuária para os municípios do Sul do Brasil. Para ele, a nova edição do Guia reforça a importância dos leilões na estruturação do setor.
“A busca pela eficiência e pela qualidade genética passa pelas pistas de remate. Esse trabalho fortalece o desenvolvimento da pecuária gaúcha e gera impacto em toda a economia regional”, afirmou.
Perspectivas para o setor
Com o crescimento no número de eventos e a antecipação dos remates, a temporada de primavera deve consolidar o avanço do setor de genética animal no Sul do país. A expectativa das entidades é de que a oferta diversificada e a demanda por reprodutores mantenham a liquidez do mercado, mesmo em um cenário de instabilidade nos preços do boi gordo.
O Brasil importou, em julho, o maior volume de fertilizantes do ano, com 4,79 milhões de toneladas, segundo dados do Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
O resultado representa alta de 15,6% em relação a junho e de 7,1% frente ao mesmo mês de 2024, estabelecendo um recorde histórico para julho.
No acumulado de 2025, as importações brasileiras de fertilizantes somam 24,2 milhões de toneladas, aumento de 8,8% em comparação ao mesmo intervalo de 2024. Trata-se do maior volume já registrado para o período, superando o recorde anterior de 2022 (23,67 milhões de toneladas) em 2,2%.
Foto: Divulgação Datagro
Os dados do Ministério dão conta, ainda, que entre janeiro e julho de 2025, a Rússia manteve-se como principal fornecedora, com 6,88 milhões de toneladas embarcadas (28,2% do volume total), alta de 18% sobre igual período do ano anterior.
Na sequência, a China enviou 5,14 milhões de toneladas (21,2% do volume total), com crescimento de 75,7% na comparação anual, enquanto o Canadá ocupou a terceira posição, com 3,1 milhões de toneladas (12,8% do volume total), recuo de 2,2% frente a 2024.
Em balanço sobre esses números, a consultoria Datagro destaca que, após as incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio, entre Israel e Irã, em junho, o mercado registrou, em julho, uma intensificação das tensões com a escalada da guerra tarifária conduzida pelos Estados Unidos.
“A possibilidade de novas tarifas norte-americanas sobre países que mantêm relações comerciais com a Rússia, como o Brasil, aumentou o risco de interrupções no abastecimento e pressionou as cotações internacionais dos principais fertilizantes. A Índia foi o exemplo mais recente, sofrendo um acréscimo de 25 pontos percentuais nas tarifas de importação, totalizando 50%”, lembra a nota.
Segundo a consultoria, de forma geral, os produtores buscaram antecipar compras para garantir o suprimento necessário à produção.
“Agricultores latino-americanos podem enfrentar dificuldades caso os Estados Unidos ampliem sanções a importadores de fertilizantes russos — insumos essenciais para ganhos de produtividade em culturas como, por exemplo, abacate no México, café e frutas na Colômbia, e soja e milho no Brasil. Os números de julho já indicam um movimento de antecipação, e, com a maior demanda, os preços atingiram novos patamares de equilíbrio”, ressalta a Datagro.
Alta de preços de fertilizantes
Para a Datagro, o viés altista dos preços — já presente devido a restrições de oferta na China e na Rússia — intensificou-se no atual contexto. Assim, o preço médio CIF de compostos NP atingiu US$ 570,87/t, alta de 13,2% sobre junho e de 15,9% no comparativo anual.
Já a ureia CIF avançou 7% no mês, para US$ 427,37/t. MAP e KCl subiram entre 5% e 6% frente a junho. Em relação a julho de 2024, a ureia acumula aumento de 23%, o MAP de 23,8%, o KCl de 14,5% e o sulfato de amônio de 6,2%.
“Outro ponto de atenção é a preocupação de empresas importadoras de fertilizantes russos com possíveis retaliações dos EUA, levando-as a buscar fornecedores alternativos em um mercado de oferta restrita. A Mosaic, sediada nos Estados Unidos, alertou que novas interrupções comerciais entre os maiores fornecedores globais poderiam aumentar a volatilidade dos preços.”
Portas de entrada
No acumulado do ano, o porto de Paranaguá, no Paraná, foi a principal porta de entrada de fertilizantes no Brasil, com 6,34 milhões de toneladas (26,2% do total), seguido por:
Santos (SP) – 3,91 milhões ou 16,2%;
Rio Grande RS – 3,86 milhões ou 16%;
São Luís (MA) – 2,31 milhões ou 9,5%;
Salvador (BA) – 1,61 milhão ou 6,7%.
O dispêndio brasileiro com fertilizantes atingiu US$ 8,8 bilhões, alta de 16% na comparação anual, reflexo do maior volume importado e da elevação dos preços. As compras do insumo representaram 5,2% do total das importações brasileiras no período, ante 4,9% no mesmo intervalo de 2024.
A Datagro aponta que o segundo semestre costuma ser um período de aquecimento nas compras de fertilizantes no Brasil, o que, sazonalmente, mantém os preços em níveis mais altos. “Com as importações em trajetória ascendente, 2025 caminha para novo recorde, tanto em volume quanto em valor”, considera.
Para a consultoria, dado esse contexto, a relação de troca tende a piorar para os produtores, a depender também do preço da commodity, especialmente para aqueles que adiaram aquisições à espera de oportunidades mais favoráveis.
“Ainda assim, mesmo diante de preços elevados, a compra do insumo tende a ser mantida, já que a perda de produtividade por falta de tratos culturais teria impacto mais severo que o aumento de custos”, finaliza a nota da empresa.
Um novo risco geopolítico pode impactar diretamente a agricultura brasileira. O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), com apoio dos Estados Unidos, anunciou a possibilidade de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia.
As informações constam no Agro Mensal, relatório divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O documento destaca que o Brasil depende da Rússia para 26% das importações de fertilizantes e que, em caso de restrição, o país teria de buscar fornecedores alternativos, provavelmente mais caros, o que aumentaria os custos de produção.
Dependência brasileira dos fertilizantes russos
Segundo o relatório, em 2024 a Rússia foi responsável por 53% do fosfato monoamônico (MAP), 40% do cloreto de potássio (KCl) e 20% da ureia importados pelo Brasil.
O fornecimento russo é considerado estratégico por reunir disponibilidade e competitividade em relação a outras origens.
O Agro Mensal também mostra que os preços já registram pressão. Em julho, a ureia subiu 5,2% nos portos brasileiros, alcançando USD 455/t. O MAP recuou 0,3% no mês, para USD 757,5/t, enquanto o KCl permaneceu estável em USD 362,5/t.
O relatório aponta que, diante desse cenário, produtores — especialmente os de grãos — enfrentam uma relação de troca menos vantajosa entre produtos agrícolas e fertilizantes.
Oferta global em risco
O documento do Itaú BBA chama atenção ainda para os problemas de oferta global. Fábricas de ureia no Egito pararam, a produção no Irã foi reduzida devido à guerra contra Israel, e em julho uma planta russa de nitrogenados foi atingida por drone.
Esse quadro levou países com compras centralizadas, como a Índia, a anteciparem aquisições por precaução. Mesmo com a queda nos preços internacionais do gás natural — principal insumo dos nitrogenados —, a ureia e outros produtos seguem em trajetória de alta.
Perspectivas para o setor
De acordo com o Agro Mensal, caso a Otan avance com as sanções secundárias, o Brasil terá de avaliar alternativas de fornecimento em um mercado já pressionado. A medida pode elevar os custos da agricultura nacional e ampliar a dependência de origens mais caras.
O evento que marca a abertura da safra 2025/26 de soja já está com as inscrições abertas para quem deseja participar presencialmente. A Abertura Nacional do Plantio da Soja será realizada no dia 3 de outubro, a partir das 9h (horário de Brasília), diretamente da Fazenda Recanto, em Sidrolândia (MS). A cerimônia celebra também o início da 14ª temporada do Projeto Soja Brasil. Não fique de fora: clique aqui e faça sua inscrição gratuitamente!
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Realizado pelo Canal Rural em parceria com a Aprosoja Brasil, o encontro reunirá autoridades, produtores rurais e especialistas para debater temas de impacto no setor, como os desafios do mercado mundial, as condições climáticas para a safra e o cenário geopolítico.
Além das discussões, os participantes poderão acompanhar máquinas em ação no campo e prestigiar um almoço especial de confraternização. Faça parte deste momento histórico para a soja brasileira. Inscreva-se!