segunda-feira, agosto 10, 2026

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Tarcísio elogia Lula por túnel Santos-Guarujá e anuncia data de leilão



O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), elogiou o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta terça-feira (18), ao falar sobre a reunião que teve com o petista para a definição do leilão do túnel Santos-Guarujá.

Ele informou que o pregão acontecerá em 1º de agosto. “É bom que se registre, houve muita sensibilidade do governo federal e quero agradecer publicamente”, disse.

O presidente e o governador conversaram na quarta-feira passada (12), em reunião fora das agendas de ambos. Tarcísio também não publicou o encontro em suas redes sociais, preferindo postar um vídeo cumprimentando o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em almoço.

Após a reunião com o presidente da República, ficou decidido que o governo de São Paulo assumirá a condução do processo de concessão público-privada.

“Apresentamos uma proposta que iria acelerar o leilão do túnel Santos-Guarujá e o governo federal topou. O presidente da República deu ok. Hoje publicaram o convênio de delegação”, disse Tarcísio. “No dia 27, o presidente da República vai estar em Santos conosco para lançar o edital. Já tem data para o leilão, que é 1º de agosto. Estaremos na Bolsa para celebrar.”

Investimentos na Sabesp

Nesta terça-feira, o chefe do Executivo paulista anunciou R$ 7,5 bilhões de investimentos junto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para saneamento em nove municípios da Baixada Santista.

O aporte inclui as obras da travessia de água no Santos-Guarujá, que têm início agora e ampliará a capacidade de abastecimento no Guarujá.

Tarcísio aproveitou para ressaltar o processo de privatização da empresa, conduzido por ele. “Iniciamos uma jornada de R$ 7,5 bilhões que serão contratados e executados até 2029. No contrato anterior da Sabesp, não alcançávamos as pessoas das áreas irregulares. O novo contrato alcança e abraça a todos. Era impossível falar em praias limpas, saúde, coleta e tratamento de esgoto.”



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Marca Agro do Brasil quer fortalecer setor e aproximar campo e cidade



O agronegócio brasileiro, setor que deve movimentar quase R$ 1,3 trilhão em 2024, lançou a iniciativa “Marca Agro do Brasil” com o objetivo de fortalecer sua imagem e aproximar o campo da cidade. Com o apoio de autoridades, entidades do setor e da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agrícola (ABMRA), o projeto busca consolidar a reputação do Agro no Brasil e no exterior, evidenciando seu impacto econômico, tecnológico e sustentável.

A proposta nasceu a partir da pesquisa “Percepções sobre o Agro: O que pensa o Brasileiro”, que ouviu 4.215 pessoas em diferentes regiões do país.

O levantamento revelou que 70% da população têm uma visão positiva do setor, mas identificou que 30% dos entrevistados se dizem propensos a boicotar produtos agropecuários, sendo 51% desse grupo composto por jovens de 15 a 29 anos.

Estratégia de comunicação

O projeto “Marca Agro do Brasil” visa mudar a percepção pública sobre o setor, mostrando que o agro vai além da produção de alimentos e desempenha um papel fundamental na economia, inovação e sustentabilidade.

Para ampliar esse impacto, a iniciativa atuará em três pilares estratégicos:

  • Consistência: produção de conteúdos baseados em ciência e fontes oficiais;
  • Frequência: comunicação contínua e presente no dia a dia da população;
  • Sequência: informações transmitidas de forma gradual para facilitar a compreensão.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion, destacou a necessidade de combater narrativas inverídicas sobre o setor. “A grande dificuldade do agro é a comunicação. Passamos o tempo todo combatendo informações erradas sobre o setor. Precisamos mostrar como o agronegócio impacta a vida de todos os brasileiros”, afirmou.

Fortalecimento da imagem do agro

A iniciativa tem o respaldo de diversas entidades do setor. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues celebrou o lançamento da marca e ressaltou a importância de unir esforços para melhorar a imagem do setor. “Essa iniciativa une o setor em prol do reconhecimento do Agro. Precisamos amar, respeitar e admirar o agronegócio, que fará do Brasil um campeão mundial na segurança alimentar”, afirmou.

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também reforçou a importância da comunicação estratégica do setor. “O Agro cresceu muito nos últimos 50 anos, mas ainda há desafios na comunicação, pois falamos muito para dentro, para os produtores. Precisamos nos conectar com o meio urbano e mostrar o impacto social, ambiental e econômico do setor”, destacou.

Para o presidente do Sistema Faesp/Senar-SP, Tirso Meirelles, a falta de uma política de comunicação estruturada prejudica o Agro. “Esse projeto é essencial para aproximar a imagem do agronegócio da realidade. Precisamos derrubar mitos e consolidar o Agro como um dos motores da economia nacional”, afirmou.

Plataforma online para ampliar alcance da iniciativa

Com o crescente interesse de empresas e associações em apoiar e patrocinar o projeto, a ABMRA lançou um site oficial que detalha a estrutura da iniciativa.

A plataforma disponibiliza o relatório completo da pesquisa “Percepções sobre o Agro”, além do plano comercial para patrocinadores interessados em fortalecer a comunicação do setor.



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AgroNewsPolítica & Agro

Acompanhamento de abate reduz perdas



“Muitos produtores não têm acesso a essas informações”



“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação"
“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação” – Foto: Pixabay

A alta do dólar no fim de 2024 tende a pressionar os custos da pecuária, mas a produção de carne bovina no Brasil segue firme, ainda que em ritmo mais moderado, segundo o Cepea. Dados do IBGE mostram que, até setembro do último ano, o volume de abates cresceu 19%, reforçando a resiliência do setor. Nesse cenário, otimizar a gestão da produção torna-se essencial para garantir rentabilidade.  

Uma das ferramentas mais eficazes para isso é o acompanhamento técnico no abate, serviço oferecido pela Associação Novilho Precoce MS. Com a análise de dados como rendimento de carcaça, dentição e espessura de gordura, os pecuaristas podem corrigir falhas na produção e evitar prejuízos. 

O veterinário Wender Oshiro destaca que uma novilha pode perder até R$ 500 em valorização se não atingir o peso ou a cobertura de gordura ideais. Em 2023, 98% dos mais de 900 animais abatidos por sua cliente, Clarice Barbosa Yutes, atenderam aos padrões da associação, garantindo total bonificação.  

“A consultoria nos mostrou que 98% dos mais de 900 animais abatidos em 2023 atenderam ao padrão da associação, garantindo total bonificação. Conseguimos enxergar, com precisão, se é necessário investir em mais terminação, melhorar a alimentação ou ajustar a estratégia de venda”, afirma.

Segundo o superintendente da Novilho Precoce MS, Alexandre Guimarães, muitos produtores perdem dinheiro por falta de dados organizados. “Muitos produtores não têm acesso a essas informações de forma organizada e acabam perdendo dinheiro sem perceber. Com os dados detalhados do abate, conseguimos direcionar melhor as decisões do associado dentro da fazenda, garantindo um gado mais bem acabado e um retorno financeiro maior”, finaliza.

 





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quarta safra seguida de seca causa prejuízo de R$ 117 bi



Uma boa parte da safra gaúcha de soja não deve se recuperar, mesmo com as chuvas dos últimos dias. A passagem de uma frente fria trouxe apenas um pequeno alívio. Áreas plantadas mais cedo têm perdas médias de 40%, podendo ser maiores dependendo da região. A preocupação é grande entre os produtores que contabilizam a quarta safra de prejuízos.

A repórter Eliza Maliszewski foi até o município de Pantano Grande, na região central do Rio Grande do Sul, e acompanhou o drama dos produtores – desde janeiro choveu apenas um acumulado de 12 milímetros. A jornalista entrevistou alguns produtores, como Márcio Schaeffer, que plantou 850 hectares de soja. O produtor afirma que nenhuma área vai produzir 100%.

“Estava tudo certo com as lavouras plantadas em outubro, mas na hora de encher o grão, a seca nos tirou quase que o total da produção. Então nossa estimativa, que era de colher 50 a 60 por hectare, nem chegue perto disso. Vamos conseguir uma produção de 15 a 20 sacas por hectare”, disse o agricultor.

Faltou chuva em momentos importantes e os grãos de soja brotaram em diversos momentos. Na plantação é possível observar grãos secos, grãos verdes e grãos que foram recentemente germinados, comprometendo a produtividade da colheita.

Dados da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul mostram que de 2020 a 2024, as estiagens provocaram perdas de R$ 117 bilhões no estado. Indústria e serviços ligados ao setor tiveram perdas que ultrapassam os R$ 319 bilhões.

O gerente técnico da Cooperativa Tritícola Caçapavana (Cotrisul), Fábio Rosso, crê numa queda de 40% na produtividade. “As lavouras estão bastante sentidas, principalmente a soja plantada do cedo e de ciclo precoce.

Segundo Alencar Rugeri, assistente técnico em culturas da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS), a situação é complexa, pois as circunstâncias variam muito entre as lavouras.

“É muito difícil quantificar valores de estado, de região e de município. Nós temos quem perdeu lavouras inteiras e tem produtor que não perdeu nada no mesmo município por época de plantio, de cultivar, manejo de solo.

Ajuda

Para Fábio Rosso, o desejo é que o produtor colha algo e consiga pelo menos pagar as contas da safra. “A nossa expectativa é para frente agora. O que vai sair dos órgãos competentes para auxiliar as cooperativas e os produtores, se não o agricultor está com poder de barganha muito baixo e é complicadíssimo. A nossa esperança é que normalize daqui pra frente”, desabafou



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Exposição gratuita mostrará evolução da agricultura ao longo dos séculos


A exposição Tesouros da Terra – Sementes da Inovação terá início na próxima quinta-feira (20), na Biblioteca São Paulo, localizada na capital paulista.

O objetivo é mostrar a evolução do agronegócio brasileiro, desde o uso da enxada às máquinas com inteligência artificial e tudo o que aconteceu no meio desta trajetória que transformou o setor responsável por cerca de 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

A iniciativa é voltada a educadores, estudantes, pesquisadores, agricultores e o público em geral. A promessa é a de abordar os avanços da agricultura e da pecuária sob uma perspectiva inédita. Assim, dinâmicas interativas e imersivas, jogos e experiências táteis, além de um simulador de colheitadeira fazem parte das atrações.

História e interatividade

Exposição Tesouros da Terra 2Exposição Tesouros da Terra 2
Foto: Divulgação

A exposição inicia a partir da chegada dos primeiros imigrantes ao Brasil e os dispositivos interativos mostram a realidade do campo nos dias de hoje e histórias de agricultores rurais e de seus familiares que dedicam suas vidas em lavouras de soja, milho, trigo e outros cultivos.

Os avanços da biotecnologia e o trabalho de cientistas, agrônomos, bioquímicos, biotecnólogos e veterinários, destacando desde a pesquisa até a implementação de tecnologias no mercado, também são destaques da exposição.

A exposição estará sediada de 20 de fevereiro a 20 de abril em um espaço de, aproximadamente, 100 metros quadrados. Trata-se de uma iniciativa cultural idealizada e produzida pela Yabá Consultoria.

“Um dos desafios do agronegócio é aproximar a realidade do campo moderno das grandes cidades. Acredito que, por meio de vivências culturais e projetos temáticos, essa conexão pode ser fortalecida, permitindo que os jovens das capitais conheçam mais sobre o setor e sua importância para o país”, destaca a CEO da Yabá, Andrea Moreira.

Serviço

Exposição Tesouros da Terra – Sementes da Inovação
Data: de 20 de fevereiro a 20 de abril
Local: Biblioteca São Paulo (Avenida Cruzeiro do Sul, 2630 – Santana)



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adiamento do B15 compromete investimentos de todo o setor, critica Aprobio



O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reuniu nesta terça-feira (18) e decidiu adiar o calendário de evolução da mistura do biodiesel ao diesel fóssil estabelecido em dezembro de 2023. A medida, aprovada no Programa Combustível do Futuro, previa a adoção do teor de 15% (B15) a partir de 1 de março de 2025.

Agora, a mistura será mantida em 14% sem previsão de revisão, já que o tema será discutido na próxima reunião do Conselho, ainda sem data definida.

A Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio) criticou o parecer, destacando repercussões negativas em toda a cadeia do setor.

“Parecia inconcebível ter uma quebra de compromisso estabelecido pelo país nesse processo de transição energética a partir da aprovação do Combustível do Futuro, mas uma visão equivocada do impacto da evolução da mistura de biodiesel na inflação vai comprometer o desempenho em toda a cadeia produtiva, colocando em risco altos volumes de investimentos anunciados”, disse o presidente da entidade, Francisco Turra.

Queda do preço do biodiesel

O setor destacou que o valor do biodiesel está em queda em função da redução do valor do óleo de soja e da desvalorização do dólar.

Assim, em nota, a Aprobio ressalta que não há nenhum vínculo entre o aumento do uso de biodiesel e o preço do óleo de soja, mas sim um impacto real da decisão nos planos de investimentos anunciados pelo setor produtivo, com reflexos para a agricultura familiar e para a competitividade dos preços de alimentos que dependem do farelo de soja para as rações animais.

“Não é possível afetar toda uma cadeia produtiva com 15 dias antes da decisão esperada de aumento de mistura. As empresas empenharam seus compromissos com aquisição de matéria-prima e prepararam a estrutura produtiva para uma ampliação de oferta em cerca de 7%, que, de uma hora para outra, é cancelada”, detalhou Turra.

De acordo com o presidente da Associação, este não é o primeiro desafio enfrentado pelo setor em 20 anos de história que, “mais uma vez, estará unido para reverter essa decisão em favor de um país mais saudável, reduzindo as condições de eventos climáticos extremos que tanto prejudicaram o país, com imensos prejuízos, e tantas vidas levaram.”



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Vote no seu candidato favorito ao Prêmio Soja Brasil!



A votação para definir o vencedor (a) do Prêmio Soja Brasil 2024 já está aberta! O prêmio reconhece os produtores e pesquisadores que mais têm se destacado, contribuindo com o desenvolvimento e a sustentabilidade da soja brasileira no cenário global. Vote aqui!

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Nos ajude a escolher os profissionais que mais contribuem para o crescimento e protagonismo da soja brasileira, uma das principais commodities agrícolas do país. Conheça os indicados deste ano:

Alberto Schlatter
Produtor Rural – MS
Alberto Schlatter é produtor rural em Chapadão do Sul, Mato Grosso do Sul. Filho de suíços, seus pais desbravaram o Brasil em 1921 e escolheram Presidente Venceslau para iniciar sua produção agrícola.

Anderson Cavenaghi
Pesquisador – UNIVAG – MT
Anderson Cavenaghi é engenheiro agrônomo com doutorado em proteção de plantas (FCA/UNESP – Botucatu-SP), com foco em herbicidas e plantas daninhas. Pesquisador da Univag-MT, ele conduz estudos sobre controle de plantas daninhas nas principais culturas do Cerrado.

Cecilia Czepack
Pesquisadora – UFG – GO
Cecilia Czepack, formada em agronomia, é professora da Escola de Agronomia da Universidade Federal de Goiás. Com 26 anos dedicados à educação, ela atua na área de manejo integrado de pragas.

Claudia D’Agostini
Produtora Rural – PR
Claudia D’Agostini é produtora rural de Sabáudia, PR. A fazenda da família era cuidada por seu pai e, hoje, Claudia e sua irmã estão juntas no processo de sucessão familiar, mantendo o legado da produção rural.

Julio Cezar Franchini
Pesquisador – Embrapa Soja PR
Julio Franchini é pesquisador da equipe de manejo de solos da Embrapa Soja. Suas pesquisas estão fortemente ligadas aos desafios de produtividade, qualidade e sustentabilidade dos sistemas produtivos de soja.

Oliverio Alves de Melo
Produtor Rural – MA
Oliverio de Melo é produtor rural em Balsas, MA. Formado em técnico agropecuária e administrador de empresas, chegou ao Maranhão em 1995, integrando o Programa de Cooperação Nipo-Brasileira para o Desenvolvimento do Cerrado.

Os profissionais estão na linha de frente da pesquisa, produção e desenvolvimento da soja e, em primeira mão, foram revelados durante o evento realizado em Santa Carmem (MT), na região de Sinop. Agora é a sua vez de contribuir para o reconhecimento dos mais destacados profissionais da soja brasileira!



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AgroNewsPolítica & Agro

Semeadura da 2ª safra de feijão avança apesar da seca



Preço do feijão tem alta no mercado




Foto: Pixabay

A semeadura da segunda safra de feijão no Rio Grande do Sul segue em ritmo acelerado, mesmo com as restrições hídricas. De acordo com o boletim conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado na última quinta-feira (13), 45% da área projetada já foi plantada.

Segudo informativo, as chuvas registradas em 5 de fevereiro favoreceram o avanço da semeadura e ajudaram no desenvolvimento das lavouras já implantadas. Atualmente, 92% das plantações estão em fase vegetativa, 6% em floração e 2% na formação de legumes.

A estimativa da Emater/RS-Ascar para a segunda safra 2024/25 é de 18.863 hectares, com uma previsão de produtividade de 1.572 kg por hectare.

Na região administrativa de Ijuí, o plantio avançou rapidamente após a colheita do milho. A emergência da cultura do feijão tem sido satisfatória, graças ao uso da irrigação nas lavouras.

Em Soledade, as chuvas beneficiaram parte da região, permitindo a retomada da semeadura, que já alcança 50% da área planejada. No entanto, no Alto da Serra do Botucaraí, a maior parte do plantio ainda depende de chuvas mais expressivas para ser finalizada.

A comercialização do feijão no estado também registrou valorização. O levantamento semanal da Emater/RS-Ascar apontou um aumento de 0,84% no preço médio da saca de 60 kg, que passou de R$ 222,50 para R$ 224,38 em comparação à semana anterior.

A tendência para os próximos dias dependerá do clima e da evolução da colheita, que pode influenciar na oferta e nos preços do produto.





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Mauricio Buffon alerta os produtores de soja sobre a Lei Antidesmatamento



Os produtores brasileiros de soja estão sendo pressionados por algumas tradings que estão incluindo exigências ambientais em contratos de compra e venda, preocupando a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil). A entidade alertou que essas regras, relacionadas à sustentabilidade e ao desmatamento, estão sendo aplicadas antes mesmo de a legislação entrar em vigor. Veja o vídeo:

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O presidente da Aprosoja, Mauricio Buffon, abordou o tema em entrevista. Buffon explicou que algumas empresas já estão tentando impor essas regras ambientais, afetando diretamente os produtores, especialmente em estados como Goiás e Tocantins.

Buffon criticou a imposição dessas condições aos produtores de soja, destacando que elas são uma afronta à legislação brasileira. “Essas imposições acontecem antes mesmo da lei entrar em vigor, o que não é aceitável. O Brasil já faz o dever de casa, com várias áreas sendo convertidas para a agricultura, muitas delas em terras degradadas”, afirmou o presidente da Aprosoja.

Ele também alertou os produtores para que leiam atentamente seus contratos, uma vez que nem todas as tradings estão impondo essas novas regras. Buffon recomendou que os produtores busquem negociar com empresas que não exigem essas condições, evitando a imposição de cláusulas que ainda não são obrigatórias.

A Aprosoja está trabalhando para proteger os produtores de exigências que ainda não fazem parte da legislação vigente. Buffon destacou que essa situação tem gerado grande insegurança no mercado e pode impactar nas negociações de soja no Brasil.

Atualmente, apenas uma parte da produção nacional de soja é destinada ao mercado internacional, mas as novas exigências podem alterar a dinâmica do setor e afetar diretamente a competitividade do Brasil no comércio global.



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Colheita da soja atinge 25,5% da área semeada em 2024/25, diz Conab



A colheita de soja 2024/25 atingia, até domingo (16), 25,5% da área plantada no Brasil, avanço de 10,7 pontos percentuais (pp) na comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, porém, quando 29,4% da área havia sido colhida, ainda há atraso de 3,9 pp, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra.

No principal estado produtor de soja, Mato Grosso, a colheita alcançava 47,3% da área plantada, avanço expressivo de 19,8 pp em comparação com os 27,5% da área colhida na semana passada, mas atraso de 14 pp em relação aos 61,3% que haviam sido colhidos em 2023/24 neste mesmo estágio da safra.

O Paraná recuperou terreno, com 33% da área colhida, avanço de 10 pp na comparação semanal e de 3 pp em comparação com os 30% da área trabalhada em igual momento da safra 2023/24.

Já a semeadura da soja 2024/25 está praticamente concluída no país, com 99,7% da área trabalhada, avanço de 0,2 ponto percentual na comparação com a semana anterior e leve atraso de 0,3 ponto percentual em comparação com igual período da safra 2023/24, quando 100% da área havia sido plantada.

Milho segunda safra

O plantio de milho de segunda safra 2024/25, por sua vez, alcançava 35,7% da área no país, avanço de 16,9 pp ante os 18,8% da semana passada. Na comparação com igual período de 2023/24, há atraso de 9,6 pp. Mato Grosso já havia plantado, até o domingo, 43,3% da área prevista, avanço de 22,5 pp em comparação com os 20,8% da semana passada, porém atraso de 23,8 pp ante os 67,1% de 2023/24.

No Paraná, o plantio do milho safrinha atingia, até domingo, 46% da área prevista em 2024/25, avanço de 28 pontos porcentuais na comparação com os 28% da área trabalhada na semana passada. Em comparação com igual período do ciclo 2023/24, o plantio está 6 pontos percentuais adiantados.

Quanto à colheita do milho verão 2024/25, esta alcançava, até domingo, 21,1% da área, avanço de 7,8 pp em comparação com o domingo anterior e praticamente o mesmo porcentual em relação a igual período da safra passada, quando 21,4% da área havia sido ceifada. O Paraná segue liderando os trabalhos, com 67% da área trabalhada, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 60%.

O plantio de milho verão 2024/25 está praticamente concluído no país, com 98,1% da área semeada, avanço de 1,3 ponto percentual na comparação semanal e leve atraso de 0,2 ponto percentual na comparação com igual momento da safra passada.

Algodão e arroz

Quanto ao algodão 2024/25, o plantio alcançava até domingo 95,9% no país, evolução de 8,5 pontos percentuais na comparação semanal e atraso de 3,1 pontos percentuais em comparação com igual período do ciclo 2023/24, com 99% da área semeada naquele momento.

Os estados que ainda faltam concluir os trabalhos de campo são Mato Grosso (95,8% da área semeada); Bahia (95%); Goiás e Minas Gerais, ambos com 97% da área plantada.

Por fim, o plantio de arroz 2024/25 estava 99,3% concluído até domingo no país, avanço de 0,6 ponto porcentual na comparação semanal, mas atraso de 0,3 ponto porcentual na comparação anual. Ainda faltam concluir os trabalhos de campo o Maranhão, com 90% da área plantada, e Goiás, com 95% da área. Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Santa Catarina já encerraram o plantio.

A colheita de arroz já começou no país, atingindo, até domingo, 7,1% da área plantada, avanço de 4,4 pp na comparação com a semana passada e de 1,5 pp em comparação com igual período de 2023/24.

Goiás, com 35% da área ceifada, e Santa Catarina, com 30,8%, lideram os trabalhos de campo. O Rio Grande do Sul, maior produtor do cereal, tinha até domingo 3% da área colhida.



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