sábado, agosto 15, 2026

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produtor é obrigado a atravessar com a filha em área incendiada



Mato Grosso registrou cerca de 28.800 focos de calor do início do ano até a tarde desta última quarta-feira (4), de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é quase 170% superior ao mesmo período do ano passado, quando cerca de 10.800 focos foram reportados.

Os incêndios têm atingido em cheio as propriedades rurais, trazendo desespero aos agricultores. Exemplo disso é o produtor rural Rodrigo Dezordi, de Chapada dos Guimarães. Sua propriedade foi atingida por chamas que se alastram há dias na região.

De acordo com ele, o fogo se iniciou em uma lavoura de milho situada há mais de 30 km de sua fazenda.

“É um incêndio de grandes proporções e já queimou muita coisa, passando por diversas propriedades e queimando áreas de Cerrado, de pastagem; atingiu propriedades de micro-produtor, queimou plantações de abacaxi, de banana. Cada um vem fazendo o que é possível, o que tem recursos para fazer, mas [a nossa atuação] é muito limitada”.

Nos vídeos abaixo, é possível vê-lo tentando extinguir as chamas com uma mangueira e sofrendo para passar pelo incêndio com o trator ao lado da filha. O fogo atingiu cerca de 70 hectares de sua propriedade.

Dezordi relata, ainda, que o incêndio estava com aproximadamente 10 km de extensão de linha de fogo. “As pessoas que estão tentando controlar têm muito mais boa-vontade do que preparo”.

Produtor pede ajuda

O produtor acredita que sem o auxílio de brigadas e de aviões, o fogo só terá fim com a chegada das chuvas. “Mas o problema é que elas estão previstas só para daqui 15 a 20 dias“.

Ele pede uma atuação firme do governo do estado, com parcerias privadas e estratégicas, com uso de aeronaves, para ajudar no combate às chamas.

“O fogo chegou em nossa propriedade no sábado e estamos lutando desde então [para combatê-lo]”.

Mês das chamas

Os números comprovam que agosto liderou a quantidade de ocorrências de incêndio no ano em Mato Grosso. Foram registrados 14.617 focos, contra 2.626 reportados em mesmo período do ano passado, conforme o Inpe.

Neste rol, se destacam os municípios de Colniza (1.984 focos); Cáceres (1.082) e Comodoro (879).



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Incêndios elevam índices de poluição no Acre e forçam suspensão de aulas



O Acre enfrenta uma grave crise de qualidade do ar devido aos inúmeros focos de incêndio que assolam o estado desde a segunda quinzena de agosto. O índice de qualidade do ar na região está até 30 vezes pior do que o limite permitido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Como resultado, as aulas da rede pública de ensino foram suspensas nesta quinta-feira, conforme comunicado da Secretaria de Estado de Educação e Cultura. Estados vizinhos, como Amazonas e Rondônia, enfrentam problemas semelhantes, com a fumaça prejudicando a saúde pública e o cotidiano dos moradores.

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A intensificação dos incêndios e os desafios no combate

Em uma entrevista ao programa “Mercado & Companhia”, o meteorologista Guilherme Martins, doutor em Ciência do Sistema Terrestre pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), destacou que conter um incêndio é significativamente mais difícil do que preveni-lo. Ele explicou que, em um cenário de atraso das chuvas na primavera, o contingenciamento das queimadas será ainda mais desafiador, pois não se pode contar com a umidade natural para ajudar a controlar o fogo.

Martins explicou que os focos de calor são identificados por satélites, que detectam emissões de energia de áreas queimadas. Esses focos variam em tamanho, de pequenas queimadas de 375 metros até grandes incêndios de 5 quilômetros de extensão. “A detecção é feita por meio de sensores acoplados aos satélites, que identificam a presença de queimadas. Pequenos ou grandes, todos os focos são contabilizados e monitorados”, detalhou.

Incêndios recorde e fatores contribuintes

O especialista ressaltou que 2024 está se configurando como um ano recorde para incêndios no Brasil, com condições climáticas adversas, como altas temperaturas e baixa umidade, exacerbadas pelo fenômeno El Niño. “Nunca antes visto em termos de intensidade, este ano tem sido marcado por uma combinação perigosa de fatores, incluindo o aquecimento global, que amplifica as condições para as queimadas“, afirmou Martins.

Além disso, Martins comentou sobre a peculiaridade observada no interior do estado de São Paulo, onde múltiplos focos de incêndio apareceram simultaneamente em diferentes pontos, conforme análise do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). Ele sugeriu que esses focos podem ser resultado de ações humanas deliberadas. “A maioria das queimadas no Brasil é de causa antrópica, e agosto foi um mês atípico para São Paulo, com indícios claros de ações humanas coordenadas“, explicou.

Estratégias de mitigação e prevenção

Para minimizar os impactos das queimadas, Martins destacou a importância de campanhas de educação ambiental. “É crucial conscientizar a população sobre os danos causados pelas queimadas, que não afetam apenas o local onde ocorrem, mas também têm consequências para regiões distantes, como o Sul e o Sudeste, prejudicando a saúde pública e a infraestrutura“, disse ele.

Com a previsão de períodos secos cada vez mais longos e menores totais de chuva no Brasil Central, a agricultura também precisará se adaptar. “O setor agrícola, assim como o setor elétrico e outros, deve se preparar para lidar com desafios climáticos mais frequentes e intensos“, concluiu Martins, destacando a necessidade de práticas mais sustentáveis e planejamentos de longo prazo para enfrentar as mudanças climáticas.

O impacto das queimadas no clima e na saúde

Além de agravar a crise ambiental, as queimadas contribuem significativamente para as mudanças climáticas, lançando grandes quantidades de carbono na atmosfera e aumentando a temperatura global. “As queimadas são um ciclo vicioso que alimenta as mudanças climáticas, criando um ambiente mais seco e quente, que, por sua vez, facilita a ocorrência de mais incêndios”, finalizou Martins.

Com a situação se deteriorando rapidamente, especialistas e autoridades enfatizam a urgência de ações coordenadas para mitigar os danos e prevenir futuros desastres ambientais no Brasil.



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AgroNewsPolítica & Agro

Fertilizantes com tecnologia multinutrientes serão destaques no 14º Congresso Brasileiro do Algodão


A Mosaic estará presente na 14ª edição do Congresso Brasileiro do Algodão, que acontece de 3 a 5 de setembro, em Fortaleza (CE). O público poderá visitar o estande e conhecer produtos que contam com tecnologias que auxiliam desde o manejo das adubações, passando pela fertilização adequada do solo até o desenvolvimento sustentável da cotonicultura. O portfólio da empresa contribui para uma produção de algodão ambientalmente mais responsável, cuja preocupação mundial vem crescendo e incentivando investimentos em pesquisas.

“Nossos produtos para a cotonicultura representam ganhos ambientais relevantes, altos níveis de produção e, consequentemente, maior rentabilidade ao agricultor. Importante reforçar que temos um compromisso claro com o desenvolvimento sustentável, oferecendo soluções que possuem macro e micronutrientes com alta diferenciação em qualidade física e que atendem às necessidades das plantações de algodão”, explica Filipe Miranda, gerente de Produtos da Mosaic.

Para eficiência na adubação, a Mosaic apresentará o Performa Bio com um modelo de tripla ação, que nutre, equilibra e fortalece as lavouras, contribui para plantas mais resistentes e tolerantes a interferências do ambiente, sendo um produto de destaque para esse tipo de cultura, que possui ciclos mais longos. Outro fertilizante que será exposto no evento é o Aspire, um produto à base de potássio e duas formas de boro (borato de sódio e borato de cálcio) que são liberados em sincronia com a demanda da planta, ou seja, um de forma imediata e outro de maneira gradual, proporcionando uma nutrição equilibrada. Já o Excellen é uma fonte de nitrogênio estável, de alta concentração e de maior eficiência se comparado a fontes convencionais. Um produto concentrado e estabilizado com inibidor de urease (NBPT), reduzindo perdas de nitrogênio por volatilização.

Menos emissões e mais eficiência

Durante o Congresso, a Mosaic apresentará um estudo inédito, realizado em parceria com o professor Carlos Eduardo Cerri (Esalq/USP), que revelou uma redução de 20% na emissão de óxido nitroso (N2O) em uma área de plantio de algodão onde o produto Excellen foi aplicado, em comparação com fertilizantes à base de ureia. Essa redução representa 60% menos, se considerado o padrão global estabelecido pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) da ONU. O estudo também demonstrou que o Excellen é mais eficaz na produção de algodão, pois possibilita uma redução de 70% na volatilização de amônia, em comparação com a ureia convencional, e uma redução de 50% em relação aos produtos disponíveis no mercado que contêm inibidores de urease.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

ORPLANA repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo…


A ORPLANA (Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil) – que conta, atualmente, com 33 associações de fornecedores de cana e representa mais de 12 mil produtores de cana-de-açúcar – repudia veemente os incêndios criminosos que vêm atingindo propriedades rurais na região de Ribeirão Preto. 

A organização e seus associados seguem rigorosamente as diretrizes do Protocolo Agroambiental – Etanol Mais Verde, que proíbe o uso de fogo na colheita de cana no Estado de São Paulo. Além disso, apoiam a campanha de combate e prevenção a incêndios da ABAG/RP (Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto), que trabalha proativamente contra as ocorrências de fogo no campo, e esclarece que os produtores de cana-de-açúcar e as usinas não são os responsáveis pelos incêndios e, sim, que atuam para afastar o fogo de suas produções.

A ORPLANA enfatiza que as queimadas prejudicam o meio ambiente, a segurança das pessoas e também a rentabilidade dos produtores rurais. Diante da baixa umidade do ar, falta de chuvas e temperaturas elevadas, toda a cadeia de produção da cana-de-açúcar está mobilizada contra os incêndios e comprometida com a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. 

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Abate de bovinos na Bahia cresce e tem melhor 2º trimestre em 10 anos



O abate de bovinos na Bahia cresceu 17,3% em 2024 em comparação ao 2º trimestre de 2023 e 6,1% em relação ao 1º trimestre deste ano, alcançando o maior número para o período em 10 anos, desde o 2º trimestre de 2014 (350.328 cabeças).

De acordo com os dados das Pesquisas Trimestrais da Pecuária, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 341.653 cabeças de bovino na Bahia, enquanto no 2º trimestre de 2023, foram 291.334 cabeças abatidas. Já no 1º trimestre deste ano foram 322.043 cabeças.

No Brasil, no 2º trimestre de 2024, foram abatidas 9,960 milhões de cabeças de bovinos sob algum tipo inspeção sanitária.

O número também foi recorde na série histórica do IBGE, iniciada em 1997, sendo 6,7% superior ao do trimestre imediatamente anterior (9,338 milhões) e 17,5% maior do que o do 2º trimestre de 2023 (8,478 milhões).

A Bahia se tornou o 10º maior produtor de carne bovina do país, com 3,4% do abate nacional. Mato Grosso continua liderando, com 18,4% de participação no 2º trimestre de 2024.

Abate de suínos também cresce

Ainda de acordo com o IBGE, na Bahia, foram abatidos 73.059 suínos no 2º trimestre de 2024.

Este número representa um forte crescimento de 17,3% frente ao mesmo trimestre de 2023 (62.260 animais) e uma leve variação positiva de 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior (72.962 animais).

Em todo o Brasil, o abate de suínos teve o seu melhor 2º trimestre da série histórica do IBGE, iniciada em 1997.

No país, foram abatidos 14,567 milhões de animais, o que representou um crescimento de 3,9% frente ao trimestre imediatamente anterior (14,019 milhões de animais) e de 2,5% frente ao mesmo trimestre de 2023 (14,209 milhões de animais).

A Bahia é o 10º maior produtor de suínos do país, responsável por 0,5% do abate nacional. O estado que lidera é Santa Catarina, com 29,1% do total.


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AgroNewsPolítica & Agro

Mercado eleva para 2,46% projeção de expansão da economia em 2024


A previsão do mercado financeiro para o crescimento da economia brasileira neste ano subiu de 2,43% para 2,46%. A estimativa está no Boletim Focus desta segunda-feira (2), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a projeção para os principais indicadores econômicos.

Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB – a soma dos bens e serviços produzidos no país) é crescimento de 1,85%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro também projeta expansão do PIB em 2%, para os dois anos.

Em 2023, superando as projeções, a economia brasileira cresceu 2,9%, com um valor total de R$ 10,9 trilhões, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2022, a taxa de crescimento havia sido 3%.

A previsão de cotação do dólar está em R$ 5,33 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda norte-americana fique em R$ 5,30.

Inflação
Nesta edição do Focus, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerada a inflação oficial do país – em 2024 subiu de 4,25% para 4,26%. Para 2025, a projeção da inflação ficou em 3,92%. Para 2026 e 2027, as previsões são de 3,6% e 3,5%, respectivamente.

A estimativa para 2024 está acima da meta de inflação, mas ainda dentro de tolerância, que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

A partir de 2025, entrará em vigor o sistema de meta contínua, assim, o CMN não precisa mais definir uma meta de inflação a cada ano. O colegiado fixou o centro da meta contínua em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em julho, puxado principalmente pelo preço da gasolina, passagens de avião e energia elétrica, a inflação do país foi 0,38% , após ter registrado 0,21% em junho. De acordo com o IBGE, em 12 meses, o IPCA acumula 4,5%, no limite superior da meta de inflação.

A inflação de agosto será divulgada na próxima segunda-feira (9).

Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 10,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Diante de um ambiente externo adverso e do aumento das incertezas econômicas, na última reunião no fim de julho, o BC decidiu pela manutenção da Selic, pela segunda vez seguida, após um ciclo de sete reduções que foi de agosto de 2023 a maio de 2024.

De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, em um ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta no preço de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano, por sete reuniões seguidas. Com o controle dos preços, o BC passou a realizar os cortes na Selic.

Antes do início do ciclo de alta, em março de 2021, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. O índice ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

A próxima reunião do Copom está marcada para 17 e 18 de setembro.

Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 no patamar que está hoje, em 10,5% ao ano. Para o fim de 2025, a estimativa é que a taxa básica caia para 10% ao ano. Para 2026 e 2027, a previsão é que ela seja reduzida, novamente, para 9,5% ao ano e 9% ao ano, respectivamente.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

A taxa Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.





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Conab vai doar sementes de arroz para agricultores familiares do RS



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) anunciou a aquisição de 480,4 mil quilos de sementes de arroz para doar às associações de agricultores familiares nos municípios gaúchos de Nova Santa Rita, Eldorado do Sul e Viamão.

A compra do produto da safra de 2023/24 será feita por meio de leilão eletrônico, nesta quinta-feira (5), à partir das 9h. O certame será realizado a partir de oito Avisos de Compra Pública, disponíveis no site da Conab (que estava fora do ar na tarde desta quarta-feira).

Os recursos foram destinados pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), que disponibilizou um crédito orçamentário de R$ R$ 2,5 milhões para a Companhia operacionalizar a compra das sementes para a agricultura familiar.

Exigências do edital do arroz

As empresas fornecedoras de sementes de arroz que desejarem participar das operações de leilão deverão atender às exigências previstas nos editais.

O edital exige que as empresas estejam cadastradas perante uma Bolsa de Mercadorias, em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), registradas no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e demais agentes (Sican) da Conab e possuam o Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária.

Municípios gaúchos atendidos

Para o município de Nova Santa Rita, está prevista a aquisição de 127.500 kg de sementes de arroz tipo EPAGRI 108, sendo 85.000 kg para entrega no Assentamento Capela, em benefício da Cooperativa Agropecuária de Nova Santa Rita (Coopan), e 42.500 kg para entrega no Assentamento Santa Rita de Cássia II e entidade recebedora a Cooperativa Agropecuária Sete de Julho.

Outros dois editais estabelecem a compra de 12.500 kg de sementes de arroz tipo Z SCS 122 MIURA para entrega no Assentamento Capela, tendo como entidade recebedora a Coopan, e mais a compra de 85.000 kg de sementes de arroz tipo IRGA 409 para entrega no Assentamento Santa Rita de Cássia II, e entidade recebedora a Cooperativa Agropecuária Sete de Julho.

Para o município de Eldorado do Sul, os avisos definem a compra de 30.000 kg de sementes de arroz do tipo precoce BRS PAMPA CL para entrega no Assentamento Integração Gaúcha e entidade recebedora a Associação Dezenove de Setembro.

Além disso, compra de 45.000 kg de sementes de arroz do tipo IRGA 431 CL certificado irrigado em casca sul longo fino natural, sendo 20.000 kg para entrega no Assentamento Integração Gaúcha e 25.000 kg para entrega no Assentamento Apolônio de Carvalho, ambos com entidade recebedora a Associação Dezenove de Setembro.

Por fim, a compra de 50.000 kg de sementes de arroz do tipo IRGA 424 RI certificado irrigado em casca sul longo fino natural, com entrega no Assentamento Apolônio de Carvalho e entidade recebedora a Associação Dezenove de Setembro.

Nos dois avisos destinados ao município de Viamão, o primeiro indica a compra de 35.000 kg de sementes de arroz do tipo BRS A705, e o segundo, a compra de 95.480 kg de sementes de arroz do tipo BRS Pampeira com entregas no Assentamento Filhos de Sepé, e entidade recebedora a Associação dos Moradores Filhos de Sepé (AAFISE).



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Escassez de chuvas e calor intenso acionam bandeira vermelha


Pela primeira vez desde 2021, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada




Foto: Pixabay

Pela primeira vez desde 2021, a bandeira vermelha patamar 2 foi acionada, trazendo um impacto direto no bolso do consumidor em setembro. O anúncio feito  pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prevê um acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, refletindo os maiores custos para a geração de energia elétrica no país.

A decisão foi motivada pela previsão de chuvas abaixo da média histórica para o mês, o que deve reduzir a afluência nos reservatórios das hidrelétricas em cerca de 50%. Além disso, as temperaturas devem ficar acima da média em todo o território nacional, o que intensifica o uso das termelétricas, uma fonte de energia mais cara que as hidrelétricas. Esse cenário pressionou o Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) e o risco hidrológico (GSF), fatores que justificaram o acionamento da bandeira vermelha patamar 2.

Desde abril de 2022, os consumidores estavam em um ciclo de bandeiras verdes, interrompido em julho de 2024, quando a bandeira amarela foi acionada, seguida novamente pela verde em agosto.

O sistema de bandeiras tarifárias, criado pela Aneel em 2015, permite que os consumidores tenham um papel mais ativo na gestão de sua conta de energia. Ao receber o sinal de aumento de custo com antecedência, é possível ajustar o consumo para evitar surpresas no valor final da conta. Com o retorno da bandeira vermelha patamar 2, a recomendação é para que todos usem a energia de forma consciente, evitando desperdícios que impactam tanto no orçamento quanto na sustentabilidade do setor elétrico.





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Índice de Commodities do BC cai 2,31% em agosto; agro puxa baixa


O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br) caiu 2,31% em agosto, na comparação com julho, informou a autarquia. A baixa de 2,59% dos preços de commodities agropecuárias puxou o resultado, seguida pelos preços de energia (-2,34%) e de metais (-1,50%).

O IC-Br representa a média mensal dos preços, em reais, de um conjunto de commodities consideradas relevantes para a dinâmica da inflação no Brasil.

O setor agropecuário tem peso aproximado de 67% no índice, seguido pelos segmentos de energia (em torno de 17%) e de metais (com cerca de 16%).

A queda dos preços em reais foi menor do que a baixa em dólares, base na qual o IC-Br recuou 2,50% em agosto.

Quando cotados na moeda norte-americana, os três grupos que integram o índice também tiveram baixas maiores: agropecuária (-2,78%), energia (-2,52%) e metais (-1,71%).

O IC-Br em reais sobe 18,05% no acumulado do ano e 12,69% em 12 meses.

Entre os segmentos, os preços em reais das commodities agropecuárias acumulam alta de 15,97% no ano e 10,93% em 12 meses. Os metais sobem 29,11% e 28,06%, respectivamente, e a energia, 15,27% e 5,53%.



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MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios



O Ministério Público Federal (MPF) ingressou com uma Ação Civil Pública contra a União, pedindo a liberação urgente de verbas para a contratação de brigadistas.

De acordo com o órgão, no último dia 22 de agosto foi expedida uma recomendação para a contratação de mais de 450 brigadistas e disponibilidade de aeronaves para combate aos incêndios na Região Norte. Como o MPF não teve resposta, recorreu à Justiça.

Equipamentos de combate a incêndio

Na ação, o Ministério solicita de forma urgente que o Governo Federal libere a verba para contratação de 15 brigadas com 30 brigadistas temporários cada.

Além disso, que garanta equipamentos de proteção individual e de combate ao fogo, aeronaves com capacidade para transportar até 12 mil litros de água em cada voo e helicópteros equipados com dispersores de água.

É sugerido, inclusive, que a União requisite bombeiros militares de outros estados, como alternativa à contratação.

Recursos necessários

A estimativa dos recursos necessários é do Ibama em Rondônia, com quem as equipes devem atuar para controlar os incêndios da região. Segundo a entidade, atualmente ela possui apenas 205 brigadistas distribuídos em oito bases que atendem o estado e o sul do Amazonas.

O Ministério Público Federal pede ainda que a União seja condenada a pagar R$ 50 milhões a título de compensação pelos danos morais coletivos.

Outro pedido da Ação Civil Pública é que a Força Nacional de Segurança e o Exército Brasileiro envie homens em quantidade suficiente para garantir o patrulhamento do entorno das áreas onde ocorrem o combate às queimadas.

E, ainda, que os agentes brigadistas que trabalham na área de gestão do Ibama em Rondônia, que atendem também no Acre, sul do Amazonas e Oeste do Mato Grosso, ganhem escolta.



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