sábado, agosto 15, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

produção interna e importações elevadas afetam o mercado


Os preços do leite no Brasil registraram uma queda de 1,5% em termos reais em julho, interrompendo uma tendência de alta que se estendia desde novembro de 2023. De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, a média nacional caiu para R$ 2,7225 por litro. Apesar da redução, o valor ainda é 7,9% superior ao de julho de 2023, ajustado pelo IPCA de julho/24. Embora o preço pago aos produtores tenha subido 30,1% desde o início do ano, a média de R$ 2,50 por litro acumulada de janeiro a julho é 11,5% inferior à do mesmo período do ano passado.

A diminuição nos preços é atribuída ao aumento da oferta interna de leite. O Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) do Cepea subiu 4,6% em julho, com todas as regiões registrando incremento na produção. Os maiores aumentos ocorreram em Minas Gerais (8%), Rio Grande do Sul (4,7%) e Santa Catarina (4,1%). Essa recuperação na produção é resultado dos investimentos em nutrição dos rebanhos, que, apesar de elevar o Custo Operacional Efetivo (COE) em 0,62% no mês, contribuiu para uma elevação de 3,93% na margem bruta do produtor, que subiu para 85 centavos por litro na média nacional.

Além da produção interna crescente, as importações de lácteos continuam a pressionar o mercado. Em junho, as compras externas de leite aumentaram 37,4%, totalizando 251,1 milhões de litros em equivalente leite, superando em 35,3% as importações do mesmo mês do ano passado. As indústrias de laticínios enfrentam dificuldades em manter margens de lucro, com o leite UHT, a muçarela e o leite em pó fracionado apresentando desvalorizações de 5,68%, 2,03% e 0,25%, respectivamente, em julho. Esse cenário sugere uma possível continuação do recuo nos preços do leite cru no terceiro trimestre.





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Queda do dólar afeta preço da soja no Brasil; veja cotações


O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios. Os preços ficaram de estáveis a mais baixos. A Bolsa de Chicago apresentou volatilidade, fechando no positivo.

O dólar, por outro lado, recuou, pressionando a queda das cotações domésticas. Os produtores estiveram distantes, esperando por novas altas.

Preços da soja no país

  • Região das Missões: R$ 133
  • Porto de Rio Grande: R$ 141,00.
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 135 para R$ 134
  • Porto de Paranaguá (PR): diminuiu de R$ 142 para R$ 141
  • Rondonópolis (MT): R$ 132
  • Dourados (MS): baixou de R$ 130 para R$ 128
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 131 para R$ 129

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em alta. O dia foi volátil. As preocupações com o clima nos Estados Unidos e sinais de boa demanda asseguraram os ganhos ao final da sessão.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou hoje que os exportadores privados norte-americanos venderam 126 mil toneladas para a China e outras 189.700 toneladas para destinos não revelados.

Contratos futuros

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Foto: Pixabay

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com alta de 2,00 centavos de dólar, ou 0,19%, a US$ 10,23 1/2 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,41 1/2 por bushel, com ganho de 2,25 centavos ou 0,21%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,85% a US$ 326,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 41,17 centavos de dólar, com alta de 1,01 centavo ou 2,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,18%, sendo negociado a R$ 5,5715 para venda e a R$ 5,5695 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5700 e a máxima de R$ 5,6483.



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‘Espero que o ministro Fávaro honre com a palavra’, diz secretário de Agricultura de SP



São Paulo é um dos estados mais atingidos pelos focos de incêndio que acometem o país. De acordo com o secretário da Secretaria de Agricultura do estado, Guilherme Piai, o prejuízo para o agronegócio já atinge a marca de R$ 2 bilhões.

Segundo ele, esse número se refere às lavouras que precisarão de replantio e também às perdas de casas, maquinários, equipamentos, rebanhos e de recomposição de solo. “É apenas um número prévio que ainda deve aumentar”.

O secretário reforça que já foram levantadas mais de oito mil propriedades atingidas pelo fogo em 317 municípios paulistas graças ao uso de imagens de satélite, sensores térmicos e cruzamento de dados com o sistema do Cadastro Ambiental Rural (CAR).

“São 48 municípios em estado de emergência e 482 mil hectares de terra, sendo que somente no setor sucroenergético são 240 mil hectares [atingidos]”.

Secretário: ‘Mapa precisa cumprir promessa’

O secretário destacou que o ministro Carlos Fávaro, do Mapa, fez a promessa de lançar uma linha de crédito subsidiado ao estado de São Paulo, semelhante ao ofertado ao Rio Grande do Sul, mas ainda não concretizou.

“Já fiz o ofício, assinei e, até agora, não chegou nada. Espero muito que o ministro honre o compromisso, honre a palavra porque o agro de São Paulo é o mais exportador do Brasil, empatado com Mato Grosso. Então o agro brasileiro depende do agro de São Paulo”.

Produtor deve reportar o problema

Piai ressalta que todos os homens e todas as mulheres do campo de São Paulo que tiveram as suas propriedades afetadas devem procurar a Casa de Agricultura e entrar no site da Secretaria para comunicar o problema.

“Se comuniquem com a gente para preencher um termo circunstanciado emergencial, que é essencial para se conseguir crédito com juro zero e com carência para pagar. Assim, se consegue uma nova moradia e proprociona segurança jurídica para comprovar que o produtor foi vítima de incêndios criminosos […]. Porque o agronegócio de São Paulo foi vítima do que está acontecendo e é o setor mais afetado”.

Piai lembra que as chamas não discrimiram o porte do produtor rural, atingindo fazendas de pequenos, médios e grandes.



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Potencial da carne bovina no México


A Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques



A Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques
A Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques – Foto: Divulgação

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec) divulgou uma nota informando sua participação em um evento realizado na Embaixada do Brasil no México, na quinta-feira (29). A iniciativa, organizada em parceria com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), fez parte de uma missão oficial promovida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) ao país. O México, um dos mercados mais recentes abertos à carne bovina brasileira, tem registrado um crescimento expressivo nas exportações, fato destacado pela Abiec durante o encontro.

Segundo a nota, a Abiec apresentou dados sobre a evolução dos embarques de carne bovina para o México, que tiveram um salto significativo entre janeiro e julho de 2024, comparado ao mesmo período de 2023. O volume exportado passou de 288 toneladas em 2023 para impressionantes 23.108 toneladas em 2024. A diretora de Relações Internacionais da Abiec, Lhais Sparvoli, atribuiu esse crescimento à alta demanda do mercado mexicano por carne de qualidade e ao reconhecimento dos rigorosos padrões de segurança e sanidade da carne brasileira.

A associação também destacou o papel crucial da parceria com a ApexBrasil, através do projeto Brazilian Beef, no sucesso dessas exportações. Além de fortalecer o comércio bilateral, a Abiec ressaltou que as importações de carne bovina brasileira ajudam o México a otimizar seu mix de produtos exportados, permitindo ao país atender à demanda interna e ganhar escala para exportar outros cortes estratégicos. Na nota, Lhais Sparvoli conclui que eventos como esse são fundamentais para estreitar as relações bilaterais e fazem parte de uma agenda estratégica contínua, visando à consolidação e ao crescimento do mercado de carne bovina brasileira no México.
 





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Escalas de abate garantem preços mais altos para a arroba do boi


O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar preços mais altos nesta quinta-feira (5). O ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate, que seguem encurtadas em grande parte do país, com uma média de seis a sete dias úteis.

Em relação à demanda de carne bovina, o mercado segue bastante aquecido, com forte ritmo de exportação, em um ambiente em que o Brasil é o grande fornecedor de proteínas de origem animal em escala global.

“A demanda doméstica também está aquecida neste momento”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Preços da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 250,25

Mercado atacadista

carne bovinacarne bovina
Foto: Freepik

O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa demanda durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,18%, sendo negociado a R$ 5,5715 para venda e a R$ 5,5695 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5700 e a máxima de R$ 5,6483.



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Custo da cesta básica recua em 17 capitais pelo 2º mês consecutivo


O custo da cesta básica reduziu em 17 capitais analisadas pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos em agosto deste ano.

O levantamento é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). As principais quedas foram registradas em:

Na comparação com agosto de 2023, houve aumento no valor do conjunto dos alimentos básicos em nove cidades, sendo as maiores altas em São Paulo (5,06%), Goiânia (4,11%), Belém (3,88%) e Vitória (3,53%).

Por outro lado, dentre as oito localidades com registro de queda, as mais significativas ocorreram em Recife (-8,20%) e Aracaju (-4,84%).

Acumulado do ano

Nos oito primeiros meses deste ano, a maior variação também ocorreu em São Paulo, em que a alta foi de 3,33%, seguido da capital paraense, Belém (3,02%).

Na mesma base de comparação, os recuos no custo da cesta básica ocorreram em 11 capitais, com variação entre -3,66%, em Brasília, e -0,02%, em Curitiba e Salvador.

Preços da cesta básica

No que diz respeito ao preço da cesta básica, a capital paulista foi a cidade com maior valor registrado (R$ 786,35). Em seguida estão:

  • Florianópolis (R$ 756,31);
  • Rio de Janeiro (R$ 745,64); e

O Norte e Nordeste do País, onde há uma composição diferente da cesta, apresentaram os menores valores médios em Aracaju (R$ 516,40), Recife (R$ 533,12) e João Pessoa (R$ 548,90).

Salário mínimo e tempo

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Foto: USP

A partir do registro da cesta básica na cidade de São Paulo – a mais custosa em agosto de 2024 -, a Dieese calculou que, no mês, para o salário mínimo suprir as necessidades do trabalhador estabelecidas na Constituição, o valor deveria ser de R$ 6.606,13 ou 4,68 vezes o piso mínimo de R$ 1.412,00.

Em relação ao salário mínimo líquido, descontado de 7,5% da Previdência Social, o instituto observou que, no mesmo período, o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média 50,13% do rendimento para obter o conjunto básico dos alimentos.

O tempo necessário para adquirir os produtos da cesta básica em agosto de 2024 foi de 102 horas e 1 minuto. O valor é menor do que em julho do mesmo ano, que chegou a 105 horas e 8 minutos. Já em agosto de 2023, o tempo médio para obter os produtos foi de 109 horas e 01 minuto.



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Produtores enfrentam desafios no início da safra da soja



O início da safra da soja 2024/25 no Brasil acumula incertezas. No Mato Grosso, por exemplo, produtores expressam preocupação com o impacto das altas temperaturas, focos de incêndio e a falta de umidade, condições que ameaçam o bom desenvolvimento das lavouras. Esse cenário traz um risco para a produção, que já enfrenta um possível atraso no plantio.

O especialista em agronegócio, Carlos Cogo, interagiu com internautas e abordou as principais dúvidas sobre o futuro da safra da soja e os impactos climáticos. Segundo Cogo, os números da produção brasileira do grão estão consolidados, com uma expectativa de safra de cerca de 145 milhões de toneladas. No entanto, os desafios climáticos podem afetar esses números, reforçando a necessidade de monitoramento constante.

Além disso, as previsões para os preços da soja também foram discutidas. No Paraná, por exemplo, foi questionada a projeção do valor da saca da soja para fevereiro de 2025. Cogo destacou que, devido ao atraso no plantio e ao cenário climático desfavorável, os preços podem sofrer quedas.

O especialista explicou que o prêmio sobre as cotações de Chicago, atualmente em torno de 80 a 90 centavos de dólar, tende a cair para cerca de 2 centavos no período de março, impactando diretamente no valor da saca, que deve recuar para valores entre R$ 126 e R$ 127.

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Momento ideal

Outro ponto levantado pelos internautas foi o melhor momento para a venda da soja e se o ideal para contratos futuros já havia passado. Cogo afirmou que, apesar de o momento mais oportuno poder ter passado, ainda há oportunidades devido às incertezas climáticas e ao fenômeno El Niño. A volatilidade do mercado pode trazer boas chances para produtores que souberem aproveitar os períodos de alta.

Também foi discutido o cenário de longo prazo para o mercado de grãos no Brasil, com perguntas sobre as restrições ao agronegócio e o impacto do marco temporal nas propriedades rurais. O especialista reconheceu que o setor enfrenta muitos desafios, incluindo a queda das margens e o ciclo de baixa das commodities, mas reafirmou que o Brasil continuará crescendo e se adaptando às condições do mercado.

O futuro da safra da soja, portanto, depende de uma série de fatores climáticos e econômicos que estão sendo monitorados de perto. Os produtores devem se preparar para um ano desafiador, mas com possíveis oportunidades de venda em momentos estratégicos.



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Fiscalização apreende 56 toneladas de arroz avaliada em mais de R$ 300 mil



Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda do Pará (Sefa) apreendeu, nesta quarta-feira (4), 56 toneladas de arroz avaliadas em R$ 312.480,00 com documentação fiscal irregular.

A ação foi realizada por servidores lotados na unidade de controle de mercadorias em trânsito do Itinga, no município de Dom Eliseu, nordeste do estado.

De acordo com o coordenador do local, Gustavo Bozola, durante a entrega da papelada, os profissionais desconfiaram da veracidade da operação, que tinha como origem Estreito, Santa Catarina, e o destino em Muaná, no Pará.

Muito arroz para cidade pequena

“O que chamou a atenção dos fiscais foi a quantidade enorme de arroz destinada a uma pequena cidade”, contou. De acordo com o IBGE, o município tem pouco mais de 40 mil habitantes.

Assim, a coordenação regional de Belém foi acionada e enviou uma equipe para fazer a verificação in loco da empresa destinatária, constatando-se a não localização do empreendimento no endereço informado na nota fiscal.

A Coordenação de Belém suspendeu o cadastro da empresa e as documentações fiscais apresentadas foram desconsideradas. Foi lavrado Termo de Apreensão e Depósito (TAD) no valor de R$ 57.600,48.



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Incêndios florestais se intensificam e desafiam brigadistas em Mato Grosso do Sul



O Brasil enfrenta um ano de intensos incêndios florestais, com mais de 5.700 focos de incêndio registrados recentemente, segundo dados do sistema BD Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Este ano, o fogo tem se comportado de maneira diferente: chegou mais cedo, com maior intensidade e está resistindo por mais tempo. A situação se torna mais crítica em estados como Pará, Mato Grosso e Tocantins, que lideram em número de ocorrências.

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Em uma entrevista ao programa “Mercado & Companhia”, Márcio Yule, coordenador do Prevfogo em Mato Grosso do Sul, detalhou as principais dificuldades enfrentadas pelos brigadistas no combate aos incêndios florestais. Ele destacou que o trabalho tem sido árduo e contínuo, especialmente devido à antecipação dos incêndios que começaram em junho, bem antes do período típico.

Principais desafios no combate aos incêndios

Márcio Yule explicou que as principais dificuldades estão relacionadas ao acesso às áreas afetadas e ao comportamento extremo do fogo, exacerbado pela seca prolongada, altas temperaturas e baixa umidade do ar. “O Pantanal, por exemplo, está em um período de seca desde outubro do ano passado, e tivemos quatro ondas de calor em 2023. A má distribuição das chuvas no início deste ano agravou ainda mais a situação”, afirmou Yule. Essas condições criam um ambiente ideal para que qualquer fagulha possa iniciar um incêndio de grandes proporções, dificultando o controle, mesmo com o uso de recursos avançados, como aviões de combate a incêndios.

Impacto ambiental e prejuízos econômicos

Os prejuízos causados pelos incêndios são imensos, afetando tanto a flora quanto a fauna local. Em 2020, por exemplo, estima-se que cerca de 17 milhões de vertebrados morreram em um dos maiores incêndios já registrados no Pantanal. Este ano, os danos continuam a ser significativos, com áreas de refúgio de animais como a onça-pintada sendo devastadas pelo fogo. Além do impacto ecológico, há também um prejuízo econômico substancial, que inclui perdas para a pecuária, destruição de cercas e uma queda no turismo em áreas afetadas.

Como os moradores podem apoiar o combate aos incêndios?

Yule enfatizou a importância da conscientização e do apoio da população local no combate ao fogo. Os moradores das regiões atingidas podem ajudar evitando ações que possam iniciar incêndios e apoiando os brigadistas com informações e recursos. “A conscientização das pessoas é fundamental, assim como a implementação da política nacional do manejo integrado de fogo, que promove o manejo controlado do combustível florestal seco antes do período crítico“, explicou Yule.



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produtor é obrigado a atravessar com a filha em área incendiada



Mato Grosso registrou cerca de 28.800 focos de calor do início do ano até a tarde desta última quarta-feira (4), de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número é quase 170% superior ao mesmo período do ano passado, quando cerca de 10.800 focos foram reportados.

Os incêndios têm atingido em cheio as propriedades rurais, trazendo desespero aos agricultores. Exemplo disso é o produtor rural Rodrigo Dezordi, de Chapada dos Guimarães. Sua propriedade foi atingida por chamas que se alastram há dias na região.

De acordo com ele, o fogo se iniciou em uma lavoura de milho situada há mais de 30 km de sua fazenda.

“É um incêndio de grandes proporções e já queimou muita coisa, passando por diversas propriedades e queimando áreas de Cerrado, de pastagem; atingiu propriedades de micro-produtor, queimou plantações de abacaxi, de banana. Cada um vem fazendo o que é possível, o que tem recursos para fazer, mas [a nossa atuação] é muito limitada”.

Nos vídeos abaixo, é possível vê-lo tentando extinguir as chamas com uma mangueira e sofrendo para passar pelo incêndio com o trator ao lado da filha. O fogo atingiu cerca de 70 hectares de sua propriedade.

Dezordi relata, ainda, que o incêndio estava com aproximadamente 10 km de extensão de linha de fogo. “As pessoas que estão tentando controlar têm muito mais boa-vontade do que preparo”.

Produtor pede ajuda

O produtor acredita que sem o auxílio de brigadas e de aviões, o fogo só terá fim com a chegada das chuvas. “Mas o problema é que elas estão previstas só para daqui 15 a 20 dias“.

Ele pede uma atuação firme do governo do estado, com parcerias privadas e estratégicas, com uso de aeronaves, para ajudar no combate às chamas.

“O fogo chegou em nossa propriedade no sábado e estamos lutando desde então [para combatê-lo]”.

Mês das chamas

Os números comprovam que agosto liderou a quantidade de ocorrências de incêndio no ano em Mato Grosso. Foram registrados 14.617 focos, contra 2.626 reportados em mesmo período do ano passado, conforme o Inpe.

Neste rol, se destacam os municípios de Colniza (1.984 focos); Cáceres (1.082) e Comodoro (879).



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