sábado, agosto 15, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Cevada apresenta projeção de alta produtividade


De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Gerência de Planejamento, o desenvolvimento das lavouras de cevada no Rio Grande do Sul está em boas condições gerais. As plantas estão expandindo a área foliar e, nas áreas semeadas no início da janela de plantio, encontram-se nas fases de emissão de espigas e floração.

O manejo de plantas daninhas e a aplicação de nitrogênio foram finalizados, com os produtores agora focados no controle de doenças, especialmente o oídio, por meio da aplicação de fungicidas. No extremo Norte do Estado, algumas áreas semeadas no início da janela de plantio e atualmente em fase de floração têm recebido atenção especial devido aos danos causados por geadas.

A projeção para a safra é de 34.429 hectares, com uma expectativa de produtividade de 3.245 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Erechim, apesar de alguns danos pontuais provocados por geadas, a expectativa de produção permanece alta, alcançando 3.600 kg/ha, devido ao elevado potencial produtivo das áreas semeadas no final da janela de plantio.

Em Frederico Westphalen, aproximadamente 60% da área está em desenvolvimento vegetativo, 35% em florescimento e 5% em enchimento de grãos. Na região de Ijuí, as lavouras estão no final do estádio vegetativo, com baixa incidência de doenças e excelente potencial produtivo. Comparado às safras anteriores, as plantas mostram melhor sanidade e menos folhas basais amareladas.

Em Soledade, 19% das lavouras estão em perfilhamento, 78% em alongamento de colmo e 3% em espigamento. As condições climáticas durante o período foram favoráveis, e as perspectivas de produtividade estão alinhadas às expectativas, especialmente para as lavouras manejadas com boas práticas tecnológicas. No entanto, foram registrados casos de deficiências nutricionais em algumas áreas.

No mercado, a cotação média da cevada para indústria de malte na região de Erechim é de R$ 85,00 por saca de 60 quilos, enquanto em Frederico Westphalen, o preço médio é de R$ 83,00 por saca.





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demanda forte e escalas curtas sinalizam que preços seguirão subindo


O mercado físico do boi gordo encerrou a semana com preços firmes. O viés ainda é de alta no curto prazo, considerando o encurtamento das escalas de abate em um momento de demanda muito positiva para a carne bovina.

O resultado das exportações ainda sinaliza para embarques recorde na atual temporada, da mesma maneira que a demanda doméstica também conta com avanços em um momento de baixo nível de desemprego.

“Esse ambiente sugere por forte impacto do décimo terceiro salário na atividade econômica na atual temporada”, disse o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique
Iglesias.

Preços médios da arroba do boi

  • Mato Grosso do Sul: R$ 250,25

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista se mantém com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a boa reposição entre atacado e varejo durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

O fluxo de exportação permanece muito contundente, com perspectiva de um recorde de embarques na atual temporada.

O quarto traseiro segue precificado a R$ 18,40 por quilo. O quarto dianteiro ainda é precificado a R$ 14,00 por quilo. A ponta de agulha permanece precificada a R$ 14,00.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,5914 para venda e a R$ 5,5893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5289 e a máxima de R$ 5,6010. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,73%.



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Veja como os preços da soja terminaram esta semana


A queda dos preços da soja no Brasil travou o mercado nesta sexta-feira (6). A retração acompanhou o movimento de Chicago e desanimou os produtores.

Durante a manhã, houve algumas ofertas mais firmes. Posteriormente, com a baixa acentuada na bolsa estadunidense, os agentes se afastaram dos negócios.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 134 para R$ 133
  • Região das Missões: baixou de R$ 133 para R$ 132
  • Porto de Rio Grande: recuou de R$ 141 para R$ 139
  • Cascavel (PR): desvalorizou de R$ 134 para R$ 132
  • Porto de Paranaguá (PR): decresceu de R$ 141 para R$ 140
  • Rondonópolis (MT): estabilizou em R$ 132
  • Dourados (MS): diminuiu de R$ 128 para R$ 127
  • Rio Verde (GO): recuou de R$ 129 para R$ 126

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, reduzindo e praticamente zerando os ganhos semanais.

A expectativa de boa safra norte-americana e a maior aversão ao risco no mercado financeiro determinaram a queda nas cotações.

Os dados de mercado de trabalho nos Estados Unidos foram mal recebidos pelo mercado, trazendo novamente o temor de recessão na economia americana.

Como consequência, títulos e dólar subiram, enquanto bolsas e petróleo recuaram. As commodities agrícola também tiveram perdas generalizadas.

Na semana, a posição novembro teve leve alta de 0,5%. A semana vinha sendo de recuperação, devido a sinais de demanda pelo produto americano e de preocupação com o clima seco nos Estados Unidos.

Para a próxima semana, o mercado volta todas as suas atenções para o relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O mercado aguarda a nova estimativa para a safra norte-americana em 2024/25.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 18,50 centavos de dólar, ou 1,80%, a US$ 10,05 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,22 1/2 por bushel, com perda de 19,00 centavos ou 1,82%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,10 ou 0,64% a US$ 324,40 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 39,63 centavos de dólar, com baixa de 1,54 centavo ou 3,74%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,5914 para venda e a R$ 5,5893 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5289 e a máxima de R$ 5,6010. Na semana, a moeda teve desvalorização de 0,73%.



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Lula diz que o agronegócio e o MST têm a mesma importância



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (6) que o agronegócio brasileiro enfrenta uma divergência com o governo do PT por razões ideológicas e não por falta de recursos e apoio.

O chefe do Executivo também mencionou o papel do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nesse cenário, afirmando que as críticas dirigidas são injustas.

“Há décadas os sem-terra não invadem terras produtivas, mas o agronegócio mantém uma postura de rejeição. Tanto o MST quanto o agronegócio são fundamentais para o Brasil”, destacou.

Ao ser questionado sobre as dificuldades de sua gestão com o agronegócio, o presidente ressaltou que defende o MST e valoriza tanto os grandes exportadores quanto os pequenos produtores.

“Os grandes exportadores garantem qualidade e abrem mercados internacionais. Já os pequenos produtores, que representam quase 5 milhões de propriedades de até 100 hectares, são os que colocam comida na mesa dos brasileiros. Eles criam frangos, suínos e outros alimentos essenciais. Ambos são igualmente importantes”, explicou Lula.

Daoud rebateu o presidente

O comentarista do Canal Rural, Miguel Daoud, rebateu o presidente, dizendo que Lula está enganado, visto as invasões de terras no chamado Abril Vermelho, onde unidades de pesquisa e propriedades foram ocupadas.

Daoud também refutou o dado trazido pelo presidente, a respeito das 5 milhões de pequenas propriedades. “Dessas, apenas 2,1 milhões estão no Proagro, na agricultura familiar. Os demais estão abandonas, na rede de assistência social […].

Para o comentarista, as faíscas entre o agronegócio e o governo petista não são ideológicas. “Os produtores rurais têm grande preocupação sobre a instabilidade que o senhor [president] traz para o campo. A leniência do governo em não questionar as invasões é preocupante”.

Veja o comentário de Miguel Daoud na íntegra no vídeo acima.



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Mais de 230 mil hectares de cana-de-açúcar foram atingidos pelos incêndios



Ao menos 231,83 mil hectares de lavouras de cana-de-açúcar foram atingidos pelos recentes incêndios registrados no interior de São Paulo.

O dado é fruto de levantamento parcial realizado pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar
e Bioenergia (Unica) junto às usinas do estado e refere-se às ocorrências de agosto.

As empresas com os números já contabilizados representam mais de 75% da produção paulista de cana-de-açúcar.

De acordo com o levantamento, 132,04 mil hectares são de áreas que ainda seriam colhidas. O restante, ou seja, 99,79 mil hectares, é referente a locais em que a cana-de-açúcar já havia
sido colhida ou a lavouras de cana-planta (plantadas nesse ano para colheita no próximo ciclo agrícola).

As regiões de Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São Carlos foram as mais atingidas pelos incêndios, respondendo por cerca de 90% da área queimada apurada até o momento. Nas regiões de Piracicaba, Araçatuba e Assis o impacto dos incêndios foi menor.

Combate aos incêndios na cana-de-açúcar

A Unica e suas associadas colocaram à disposição do estado de São Paulo toda a estrutura de combate ao fogo já disponível nas usinas.

De acordo com a entidade, mais de 1,5 mil caminhões-pipa e cerca de 10 mil colaboradores do setor sucroenergético treinados para combater incêndios continuam atuando sob coordenação do governo estadual.

“Nesse momento, os esforços do setor seguem dedicados à prevenção e combate dos focos de incêndio, com segurança aos colaboradores e colaboração com o governo do estado”, destaca o diretor de Inteligência Setorial da Unica, Luciano Rodrigues.



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Queimadas colocam Tocantins em estado de emergência


O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, decretou situação de emergência por 180 dias, por causa das queimadas, permitindo a mobilização de todos os órgãos estaduais sob a coordenação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros no combate ao fogo.

Devido às altas temperaturas e à seca natural do Cerrado, o Tocantins costuma registrar aumento nas queimadas no segundo semestre.

Ainda por conta do fogo, alguns pontos turísticos do Parque Estadual do Jalapão foram fechados por tempo indeterminado.

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Região das Dunas do Jalapão com focos de incêndio | Foto: Ana Paula Rehbein/TV Anhanguera

De acordo com o governo, em agosto, foram contabilizados 9.901 focos de incêndio no Tocantins.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Tocantins ocupa a 7ª posição no ranking nacional de queimadas.

Os municípios que mais registraram focos no último mês foram Lagoa da Confusão (444), Pium (182), Formoso do Araguaia (167), Rio Sono (142) e Lizarda (129).

Em âmbito nacional, o cenário também é preocupante. O Brasil registrou 68.635 focos de queimadas em agosto de 2024, com as regiões Norte e Centro-Oeste liderando. No Norte, foram 33.639 focos, enquanto o Centro-Oeste contabilizou 20.441.

O presidente do Naturatins, coronel Edivan de Jesus Silva, destacou que a instituição vem realizando trabalhos contínuos, independentemente da época de estiagem.

Ele pontuou ainda que as ações emergenciais vão ajudar também a evitar o mesmo problema nos próximos anos.

“O Governo do Tocantins está envidando esforços enormes para que possamos atender emergencialmente e tudo isso serve também para que possamos nos preparar para o próximo ano, porque sabemos que esse é um problema recorrente e é importante um planejamento prévio”, comentou.

Situação de emergência

Nesta quinta-feira (5), o governador, Wanderlei Barbosa, entregou 25 novos veículos ao Naturatins, reforçando a infraestrutura de combate aos incêndios.

Também foram assinados dois decretos: um autorizando a contratação de 60 brigadistas; e outro declarando a situação de emergência no Estado por 180 dias, permitindo a mobilização de todos os órgãos estaduais sob a coordenação da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.

A normativa também permite que as forças de segurança entrem em propriedades públicas ou privadas para prestar socorro, determinar evacuações em casos de risco iminente e utilizar propriedades em situações de emergência.

Atualmente, mais de 600 bombeiros estão à disposição para ações de combate, caso haja necessidade.

Como parte das ações, o governador anunciou nesta sexta-feira (6), o investimento de R$ 6 milhões.

Além disso, a contratação de brigadistas, podem chegar até 500 pessoas para o combate aos incêndios florestais.


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Chuva deve aliviar o calor em algumas regiões produtoras de soja



Os próximos cinco dias prometem manter o tempo quente e seco na maior parte das áreas produtoras de soja no Brasil. No entanto, entre os dias 12 e 16 de setembro, espera-se uma mudança no padrão climático, com a chuva retornando à região Sul, embora de forma mal distribuída.

Entre 17 e 21 de setembro, são esperadas chuvas de 10 a 15 mm nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, e possivelmente no norte de Minas Gerais. Embora isso ajude a aumentar a umidade do ar e reduza o risco de incêndios, a chuva ainda não garantirá condições ideais para a semeadura da soja.

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Situação crítica em Nova Mutum (MT)

Em Nova Mutum, uma das principais regiões produtoras de soja no Mato Grosso, o calor extremo continuará até 22 de setembro, com temperaturas máximas de 41ºC. Sem chuvas significativas previstas até lá, setembro deverá ser praticamente seco. A chuva esperada só deve chegar a partir de 20 de outubro, com volumes de 40 mm, aliviando o calor, mas ainda atrasando o início da semeadura.

Impactos no plantio da soja

Apesar das chuvas esperadas para as próximas semanas, o cenário não é favorável para o início da semeadura da soja. A falta de regularidade nas precipitações, aliada às altas temperaturas, pode continuar trazendo desafios para os produtores. É importante que os agricultores fiquem atentos às previsões para os próximos dias e busquem orientação técnica para planejar suas operações de plantio.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores de uva concluem poda e intensificam tratamentos fitossanitários


Na região de Erechim, as videiras estão na fase inicial de brotação




Foto: Pixabay

Na quinta-feira (05), o Informativo Conjuntural divulgado pela Gerência de Planejamento trouxe atualizações sobre o estado das videiras nas regiões vitícolas do Rio Grande do Sul. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, a poda seca está em fase de conclusão. Nos municípios do Alto da Serra do Botucaraí, a poda continua devido ao risco de geadas tardias. Na região Centro-Serra, alguns viticultores ainda realizam a poda com receio de novas geadas. Já em Encruzilhada do Sul e na região baixa do Vale do Rio Pardo, tanto a poda quanto o amarrio das videiras foram finalizados. Os tratos culturais e a adubação estão previstos para setembro e outubro, respectivamente.

Na região de Erechim, as videiras estão na fase inicial de brotação, favorecida pelas condições ambientais recentes. Os produtores estão focados em tratamentos fitossanitários para prevenir doenças.

Em Frederico Westphalen, o acúmulo de horas de frio necessárias para um desenvolvimento adequado e produção de qualidade atingiu 174 horas em Caibi, SC. A poda de produção continua, e para a cultivar Vênus, que já começou a brotar, os produtores iniciaram tratamentos para prevenção e controle de escoriose (Phomopsis viticola) e antracnose (Elsinoe ampelina). As videiras estão em diferentes estágios fisiológicos conforme a altitude: nas regiões com altitudes de até 350 metros, a cultivar Vênus está entre os estádios 12 (5 a 6 folhas separadas) e 17 (inflorescência desenvolvida); Bordô varia de estágios 1, 2, 3, 5 e 7 (de gemas dormentes a primeira folha separada); e as Uvas Niágaras Rosada e Branca, além de outras cultivares, estão entre os estádios 1 (gemas dormentes) e 12 (5 a 6 folhas separadas e inflorescência visível). Em altitudes superiores a 350 metros, os estádios fisiológicos são ajustados, com Bordô entre 1, 2, 3, 5 e 9 (de gemas dormentes a 2 a 3 folhas separadas), Niágara Rosada e Branca de 1 (gemas dormentes) a 9 (2 a 3 folhas separadas), e Seyve Villard de 1, 2, 3 (gemas dormentes a algodão).





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Exportações brasileiras de soja retomam bom desempenho em 2024


As exportações brasileiras da soja recuperaram o fôlego em 2024 e já superaram os volumes registrados no mesmo período do ano passado. No entanto, o cenário para o óleo de soja segue negativo, mantendo a tendência de baixa verificada no primeiro semestre deste ano.

Com uma safra menor, o Brasil ainda projeta alcançar, ou até superar, o recorde de exportações de soja em grão registrado em 2023, mas a receita cambial deve ser impactada pela queda no preço internacional da commodity.

Exportação da soja

Nos primeiros oito meses de 2024, o Brasil exportou 83,4 milhões de toneladas de soja em grão, contra 81 milhões no mesmo período de 2023, um crescimento de pouco mais de 2%. Apesar do volume positivo, especialistas apontam que a receita cambial será menor, reflexo da redução dos preços internacionais e da variação cambial.

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Um ponto de destaque no desempenho das exportações de soja é o Porto de Paranaguá, que registrou um aumento de 11% nos volumes exportados, bem acima da média nacional. Além da eficiência do porto, o crescimento foi impulsionado pela atratividade do prêmio oferecido e pela interligação com regiões como Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo, parte de Santa Catarina e áreas do Rio Grande do Sul.

Farelo da soja

O farelo de soja manteve a estabilidade, com um leve crescimento nas exportações, atingindo 15,5 milhões de toneladas até agosto de 2024, comparado a 15,2 milhões no mesmo período de 2023. Esse desempenho é visto como positivo, especialmente porque a Argentina, maior exportadora global de farelo, voltou a competir com o Brasil após ter sofrido quebras de safra nos últimos anos.

Óleo de soja

Por outro lado, as exportações de óleo de soja caíram drasticamente. De janeiro a agosto de 2024, o Brasil exportou apenas 960 mil toneladas, bem abaixo dos 2,35 milhões de toneladas embarcadas em 2023. A expectativa é que o país feche o ano com cerca de 1,3 a 1,4 milhão de toneladas exportadas.

A redução nas exportações de óleo de soja é explicada por dois fatores principais: a menor produção nacional e o aumento da demanda interna, impulsionada pela política de biocombustíveis.



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Brasil registrou 2,7 mil focos de incêndio nas últimas 24 horas


Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 2.758 focos de incêndios, de acordo com o Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Todos os biomas apresentam focos, que podem representar uma ou várias frentes de fogo ativas:

O estado de Mato Grosso é o que mantém o maior número de focos, com 933, seguido do estado do Pará, onde há 415 focos ativos.

Ao lembrar do Dia da Amazônia, celebrado neste 5 de setembro, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, declarou que o governo federal está unido em esforços para combater as principais ameaças que atingem a região neste momento: a seca e os incêndios.

“Mas esse esforço não pode ser só de um ente da federação ou de governos. Precisamos colaborar juntos, com estados, municípios, academia, iniciativa privada e toda a sociedade”, reforçou.

Área consumida pelo fogo

MPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndiosMPF aciona justiça para contratação de brigadistas contra incêndios
Foto: Valter Campanato

O Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa-UFRJ) informa que mais de 7 milhões de hectares da Amazônia já foram consumidos pelo fogo.

No Pantanal, os incêndios já atingiram 2,6 milhões de hectares, o que corresponde a 17,76% do bioma, e o Cerrado teve mais de 142 mil hectares alcançados, correspondentes a 15,8% do bioma.

Na terça-feira (3), a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República anunciou o frete de mais cinco helicópteros para o combate aos incêndios. As aeronaves já atuam no Pantanal equipadas com um dispositivo capaz de lançar cerca de 2,5 mil litros de água.

Segundo o governo, atuam ainda no Pantanal 907 profissionais do governo federal, com outros quatro helicópteros e oito aviões, além de 44 embarcações. Na Amazônia, atuam 1.468 brigadistas.



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