sábado, agosto 15, 2026

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Amplitude térmica agressiva e baixa umidade afetam bovinos


Enfrentamos diferenças térmicas de quase 20ºC entre o dia e a noite



Enfrentamos diferenças térmicas de quase 20ºC entre o dia e a noite
Enfrentamos diferenças térmicas de quase 20ºC entre o dia e a noite – Foto: Divulgação

A temperatura ideal para bovinos varia com a raça: zebuínos toleram até 35ºC, enquanto taurinos preferem 15 a 27ºC. Bezerros leiteiros são sensíveis a variações extremas, exigindo cuidados especiais no inverno, segundo Felipe Pivoto, da Vetoquinol. O inverno de 2024 tem sido marcado por condições adversas, com alertas de tempo seco e qualidade do ar ruim, além de quedas bruscas de temperatura devido a massas de ar polar. Essas mudanças extremas complicam o manejo dos bovinos.

“Frequentemente, enfrentamos diferenças térmicas de quase 20ºC entre o dia e a noite. Isso traz prejuízos não só para a saúde humana, mas ainda mais para a saúde dos animais. Os bovinos, que se aglomeram e ficam, muitas vezes, expostos às mudanças nos termômetros, ficam suscetíveis às Doenças Respiratórias de Bovinos (DRBs)”, alerta Pivoto. 

A homeostase ajuda os animais a lidar com temperaturas extremas, mas pode causar estresse térmico, sudorese, vômitos e diarreia, afetando a alimentação e a imunidade. Vírus e bactérias aproveitam esse estresse para infectar o rebanho. Para minimizar os danos, é crucial gerenciar o impacto climático e monitorar sinais de infecção. O Acura Max, da Vetoquinol, combina antibiótico e anti-inflamatório para tratar doenças respiratórias e acelerar a recuperação.

“Os agentes externos, como vírus e bactérias, aproveitam-se dessa situação para infectar o rebanho, podendo se alastrar muito facilmente para grande número de animais. Para reduzir esses potenciais prejuízos, o pecuarista deve aliviar os impactos climáticos nos animais e estarem atentos aos sinais clínicos de infecção para tomada de decisão eficiente”, ressalta o médico-veterinário.
 





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Comercialização da soja avança, mas fica abaixo da média histórica


A comercialização da soja, tanto para a atual como para a safra nova, avançou bem nos últimos 30 dias, apesar de estar ainda um pouco abaixo da média dos últimos cinco anos, conforme dados de Safras & Mercado.

Nesta última semana, os produtores aproveitaram os repiques dos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e do dólar comercial. Os prêmios seguem firmes.

No exterior, a semana foi marcada por boa demanda pela soja norte-americana e algumas preocupações com o desenvolvimento final da safra nos Estados Unidos. O clima seco atinge cerca de 25% do cinturão produtor e pode comprometer o rendimento final, que não ficaria em números tão altos como os que o mercado vinha trabalhando.

Comercialização da soja

A comercialização da safra 2023/24 de soja do Brasil envolve 82,2% da produção projetada, de acordo com relatório de Safras & Mercado, com dados recolhidos até 6 de setembro. No relatório anterior, com reportes de 9 de agosto, o número era de 77,5%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 79,8% e a média de cinco anos para o período é de 86,4%. Levando-se em conta uma safra estimada em 151,55 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 124,55 milhões de toneladas.

Venda antecipada

sojasoja
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

Levando-se em conta uma safra de 171,54 milhões de toneladas, Safras projeta uma comercialização antecipada 2024/25 de 22,5%, o equivalente a 38,62 milhões de toneladas.

Em igual período do ano passado, a comercialização antecipada era de 17,9% e a média para o período é de 26,4%. No relatório anterior, o número era de 18,2%.

Para a próxima semana, o destaque fica por conta do relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na quinta (12).

As atenções estarão voltadas para o número de safra nos Estados Unidos e se o departamento vai ratificar as previsões mais recentes de produção recorde.

No Brasil, o foco está ligado no início do plantio da safra 2024/25 e o comportamento do clima. Há preocupação com a falta de chuvas, que poderá atrasar o preparo do solo e o início da semeadura.



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São Paulo lança selo de certificação para produtos artesanais



O estado de São Paulo ganhou um novo selo de certificação para produtos artesanais, com o objetivo de fortalecer a competitividade e agregar valor à produção local. O Selo de Qualidade dos Produtos Artesanais de São Paulo foi lançado pela Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento, em parceria com a Defesa Agropecuária e a Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios.

O lançamento ocorreu nesta semana em Campinas, durante a celebração dos 26 anos da Defesa Agropecuária de São Paulo. O selo será concedido gratuitamente a todos os estabelecimentos artesanais reconhecidos pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP). Composto por quatro dígitos, o selo segue uma ordem sequencial e cronológica de registro, permitindo que ele seja incorporado ao rótulo comercial dos produtos artesanais.

Criamos o selo para atender aos produtores artesanais paulistas, que são os que mais precisam de reconhecimento e certificação. Uma medida como essa garante maior rentabilidade, quando chancelamos o valor desse tipo de produção”, destacou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Ele enfatizou que o selo ajudará a diferenciar os produtos artesanais pela sua alta qualidade, ampliando as oportunidades de mercado para os produtores locais.

O selo é parte de um esforço contínuo para profissionalizar e agregar valor à cadeia produtiva de produtos artesanais em São Paulo. Com 115 estabelecimentos já registrados no SISP Artesanal nas áreas de carne, mel, ovos, pescados e leite, São Paulo se destaca como o segundo maior estado em número de estabelecimentos artesanais, com a expectativa de liderar o ranking nacional nos próximos meses.

A atualização da legislação para registro de produtores artesanais, em 2023, também contribuiu para esse crescimento, aumentando significativamente o número de registros de menos de dois por ano para 60 no mesmo período após a modernização.



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SC investe mais de R$ 40 milhões em projetos de apoio aos produtores rurais



O governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), destinou em agosto R$ 40,7 milhões para 2.950 projetos de apoio direto aos agricultores, marcando o maior desembolso mensal do ano. Esses recursos são direcionados para fomentar o desenvolvimento rural e subvencionar juros para investimentos nas propriedades, com destaque para os programas “Água para Todos” e “Financia Leite SC“.

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O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto, destacou a importância desse investimento para a sustentabilidade das propriedades rurais catarinenses. “Esses programas garantem novos investimentos, melhorias nas estruturas e um novo fôlego para os produtores permanecerem no meio rural“, ressaltou Colatto, seguindo a diretriz do governador Jorginho Mello de fortalecer o apoio direto ao produtor.

Principais programas de fomento em Santa Catarina

O programa “Água para Todos” recebeu R$ 15,1 milhões, contemplando 479 projetos voltados para a captação e armazenamento de água, tratamento de efluentes, proteção de nascentes, práticas conservacionistas, irrigação e piscicultura. Destinado principalmente aos produtores enquadrados no Pronaf, o programa busca promover a sustentabilidade hídrica nas propriedades rurais catarinenses.

O “Financia Leite SC”, integrante do Programa Leite Bom SC, foi outro destaque, com R$ 12 milhões investidos em 358 projetos. Esse programa, lançado em abril deste ano, visa fortalecer o sistema produtivo leiteiro por meio do Fundo de Desenvolvimento Rural (FDR), atendendo aos produtores de leite em Santa Catarina.

Além disso, o “Financia Agro SC” destinou R$ 8,4 milhões para 270 contratos, focando na melhoria dos sistemas produtivos, inovação, agregação de valor, turismo rural e apoio à legalidade produtiva no estado.

Fomento à sucessão familiar e sanidade animal em SC

Santa Catarina também está investindo na sucessão familiar no campo. O “Programa Jovens e Mulheres no Campo” recebeu R$ 1,7 milhão em agosto, distribuídos entre 143 contratos, incentivando a autonomia de jovens e mulheres nas atividades agropecuárias e promovendo a sucessão familiar nas propriedades rurais catarinenses.

O Fundo Estadual de Sanidade Animal (Fundesa) destinou R$ 1,4 milhão para a indenização de 84 produtores rurais que realizaram o abate sanitário de animais diagnosticados com tuberculose e brucelose, assegurando a sanidade do rebanho bovino e a saúde das famílias rurais e dos consumidores.

Com esses investimentos, o governo de Santa Catarina reafirma seu compromisso com o desenvolvimento sustentável do setor agropecuário, promovendo um ambiente propício para o crescimento econômico e social das comunidades rurais do estado.



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Doenças respiratórias em bovinos preocupam pecuaristas na reta final do inverno



Na reta final do inverno, as condições climáticas extremas, com noites geladas, dias quentes e muita secura no ar, têm se mostrado um desafio para a saúde tanto de seres humanos quanto de bovinos. A gangorra térmica é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças respiratórias nos rebanhos, o que pode resultar em prejuízos significativos se não forem controladas adequadamente.

Em entrevista ao quadro “Raio-X da Pecuária“, Felipe Pivoto, médico veterinário e gerente técnico de bovinos da Vetoquinol, destacou a importância de os pecuaristas ficarem atentos aos sintomas das doenças respiratórias, que incluem letargia, dificuldade respiratória, secreções nasais e oculares, perda de apetite, tosse e febre. “É essencial identificar rapidamente os animais doentes e iniciar o tratamento imediato para evitar a disseminação dos agentes patogênicos pelo rebanho”, alertou Pivoto.

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Entre as principais doenças respiratórias que afetam os bovinos, destacam-se aquelas causadas por vírus como BVD, parainfluenza, IBR e coronavírus, além de infecções bacterianas como micoplasma e pasteurella. Pivoto também mencionou que doenças causadas por nematoides, embora menos frequentes, também podem comprometer a saúde respiratória dos animais.

Estudos recentes indicam que a prevalência dessas doenças é maior em animais jovens, especialmente entre dois e 12 meses de idade. Nos bovinos de leite, os bezerros de dois a três meses são os mais afetados, enquanto nos bovinos de corte, a desmama e o confinamento em áreas com maior proximidade entre os animais aumentam a incidência de doenças respiratórias.

Para o tratamento, Pivoto recomendou o uso de medicamentos como marbofloxacina e ácido tolfeno, que combinam ação antibiótica e anti-inflamatória para uma recuperação rápida. “Em alguns casos, vemos animais se recuperando em menos de 12 horas, retornando à ingestão de alimentos e retomando uma performance similar aos demais do rebanho”, afirmou.

No entanto, ele ressalta que, mesmo com um tratamento eficaz, as perdas de peso e desempenho podem ser inevitáveis após a manifestação da doença. “A prevenção e o manejo adequado são fundamentais para minimizar os impactos dessas doenças e proteger a produtividade do rebanho“, concluiu Pivoto.



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O crescimento dos produtos biológicos no Brasil


Globalmente, o mercado de produtos biológicos registrou um crescimento



A transição dos produtos químicos para os biológicos é impulsionada pela necessidade de combater a resistência de pragas
A transição dos produtos químicos para os biológicos é impulsionada pela necessidade de combater a resistência de pragas – Foto: Pixabay

Os produtos biológicos têm se consolidado como uma alternativa eficaz e sustentável na agricultura, especialmente no Brasil. Segundo Reinaldo Bonnecarrere, Diretor de Biológicos LATAM da Indigo Agricultura, o mercado de bioinsumos no país atingiu mais de R$ 6 bilhões em 2023, com 80% desse valor vindo de biodefensivos e 20% de bioinoculantes. A previsão é de que o setor cresça anualmente 16,6% até a safra 2027/28, destacando-se como o segmento de maior avanço entre os insumos agrícolas, conforme levantamento da CropLife Brasil.

Globalmente, o mercado de produtos biológicos registrou um crescimento de US$ 13 a 15 bilhões em 2023, com expectativa de aumento de 13% a 14% até 2032, alcançando US$ 45 bilhões. O Brasil é um dos líderes mundiais neste setor, com uso crescente de biológicos em culturas extensivas como soja e milho. Esses produtos, baseados em microrganismos vivos, oferecem vantagens como melhor absorção de nutrientes, maior resistência a condições adversas e aumento da matéria orgânica no solo.

A transição dos produtos químicos para os biológicos é impulsionada pela necessidade de combater a resistência de pragas e doenças, além dos danos ambientais e à saúde provocados pelos químicos. Os biológicos promovem biodiversidade, têm ação prolongada e são menos dependentes de insumos fósseis, contribuindo para uma agricultura mais sustentável.

Com a demanda global por alimentos prevista para aumentar em 20% nos próximos dez anos, o Brasil tem um papel crucial em atender a 40% desse crescimento. A pesquisa contínua e o desenvolvimento de novos produtos prometem expandir as possibilidades e a eficácia do controle biológico, promovendo uma agricultura mais segura e sustentável.
 





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‘Brasil abre um novo mercado agro a cada três dias’, diz secretário do Mapa



No último programa “Canal Rural Entrevista“, exibido na terça-feira (3), Julio Ramos, secretário adjunto de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), falou sobre a abertura de novos mercados para o agronegócio brasileiro. Durante a conversa, Ramos destacou o esforço do governo para diversificar os produtos exportados e aumentar as oportunidades para produtores de todo o país.

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Ramos revelou que, até o momento, 103 novos mercados foram abertos apenas este ano, elevando para 181 o total de novos mercados conquistados nos últimos 20 meses. “São 103 novas oportunidades para o produtor brasileiro e para a agroindústria“, afirmou. Ele ressaltou que a média atual é de um novo mercado aberto a cada três dias, demonstrando a preparação do Brasil para se consolidar como um dos principais exportadores de produtos agropecuários no cenário global.

O secretário destacou também os avanços na exportação de produtos não convencionais, como coprodutos de carne e equinos, que encontraram novos mercados em países como Egito, África do Sul, Austrália e Índia. “Estamos diversificando nossa oferta para fazer mais com menos e aproveitar integralmente o potencial dos nossos produtos“, explicou.

Além disso, Ramos enfatizou a importância da rastreabilidade e da sustentabilidade nas práticas agrícolas brasileiras. Ele mencionou que o Brasil se preparou para atender às exigências internacionais, o que permitiu ao país se tornar um líder em exportações de produtos como algodão, carne com osso, e pescados. “O Brasil é visto hoje como um modelo de produção sustentável e de alta qualidade“, destacou.

O secretário concluiu afirmando que o Brasil está maduro para discutir temas importantes como sustentabilidade e sanidade alimentar, garantindo que a agricultura nacional continue crescendo de forma sustentável e competitiva no mercado internacional. A entrevista completa está disponível no canal do YouTube do Canal Rural.



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semana crítica para incêndios no Brasil



Confira a previsão do tempo para a semana que vai de 9 a 13 de setembro:

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Sul

A segunda-feira começa com tempo firme no Paraná, Santa Catarina e centro-norte do Rio Grande do Sul. A tendência é que o tempo se mantenha firme durante toda a semana nesses locais, com a temperatura se elevando.

Em Paranavaí, no Paraná, a temperatura máxima pode ultrapassar os 37 °C, aumentando o risco de focos de incêndio no centro-norte do estado. Nos próximos cinco dias, a chuva se concentra no centro-sul do Rio Grande do Sul, com volumes em torno de 40 mm, especialmente nesta segunda-feira, devido à presença de um cavado na região, o que deixa essa área em alerta para tempo severo, com possibilidade de granizo e rajadas de vento.

Na terça e quarta-feira, o tempo volta a ficar firme. Na quinta e sexta-feira, a chuva retorna para a mesma região com o avanço de uma nova frente fria.

Sudeste

A semana será marcada por ar seco em todo o Sudeste. Começa ensolarada e sem chuva, com temperaturas altas em todas as capitais. A umidade do ar continua em alerta na maioria das áreas, com valores entre 20% e 12%.

Nos próximos cinco dias, não deve chover em nenhuma região, e a onda de calor atinge os quatro estados, com a temperatura máxima chegando a 39 °C em Lins, São Paulo, e 32 °C em Rio Bananal, Espírito Santo. O tempo firme favorece a moagem da cana-de-açúcar, a colheita do café e a finalização da colheita do milho segunda safra.

O risco de incêndios aumenta, principalmente em Minas Gerais e no interior de São Paulo, portanto, os produtores devem ficar atentos ao manejo com fogo.

Centro-Oeste

A semana começa sem chuva na região, com baixos níveis de umidade e alto potencial para queimadas. O calor à tarde continua intenso. Nos próximos cinco dias, não há previsão de chuva em nenhuma das áreas, com a temperatura máxima ultrapassando os 40 °C, o que pode causar estresse térmico no gado em confinamento.

Os pecuaristas devem garantir boa ventilação e umidade nos confinamentos. As lavouras e pastagens continuam prejudicadas pela falta de umidade, e o risco de focos de incêndio aumenta em toda a região. Com a umidade do ar abaixo de 20%, não é recomendado o tratamento fitossanitário esta semana. Caso haja pressão de pragas nas lavouras, o produtor deve recorrer a métodos alternativos, como armadilhas e controle biológico.

O tempo firme deve favorecer o avanço da colheita do algodão e a finalização da colheita do milho segunda safra.

Nordeste

A semana começa com sol e algumas nuvens no céu, com possibilidade de chuva a qualquer momento no litoral de Alagoas e Pernambuco. Há pancadas isoladas no leste e litoral da Bahia, em João Pessoa e Natal. O tempo permanece firme e seco, com vento à tarde nas demais áreas.

O acumulado de chuva nos próximos cinco dias será de cerca de 10mm no litoral de Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. No leste da Bahia, o volume de chuva varia entre 10mm e 15mm, o que ajuda a manter a umidade do solo. O tempo quente e seco favorece a colheita do algodão, beneficiando a qualidade da pluma.

No interior, a restrição hídrica continua, aumentando o risco de incêndios. A umidade relativa do ar deve ficar abaixo de 20%, e o tratamento fitossanitário não é recomendado esta semana.

Norte

A segunda-feira começa sem chuva na faixa sul da região, com muito sol, calor e ar seco entre Rondônia, centro-sul do Pará e Tocantins. Nas demais áreas, haverá sol com pancadas irregulares entre a tarde e a noite.

Em Rondônia, Pará, Acre e Tocantins, as temperaturas máximas ultrapassam os 39 °C, causando estresse térmico nas lavouras e no gado em confinamento. Ainda não há previsão de retorno das chuvas em Rondônia, Tocantins e no centro-sul do Pará.

Com a umidade do ar abaixo de 20% no centro-norte da região, o tratamento fitossanitário não é recomendado, e os produtores devem estar atentos ao manejo com fogo.

A seca persiste na região, com previsão de retorno das chuvas apenas em outubro, e os volumes devem ficar abaixo da média.



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Brasil bate recorde na produção de algodão com inovação tecnológica e parcerias estratégicas



A produção de algodão no Brasil atingiu um marco histórico na safra 2023/2024, com 3,7 milhões de toneladas de pluma colhidas. Esse recorde foi impulsionado por práticas agrícolas inovadoras, tecnologias avançadas e o apoio de empresas como a RZK Rental, que se destacou na oferta de soluções de mecanização por meio do modelo Asset Light.

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Durante o 14º Congresso Brasileiro do Algodão, realizado em Fortaleza, Ceará, a tecnologia agrícola foi um dos temas principais. O Brasil registrou um aumento de 15% na área plantada em relação à safra anterior, totalizando quase dois milhões de hectares. Para atender essa crescente demanda, produtores têm adotado projetos de plantio e colheita com o suporte de máquinas alugadas, oferecidas pela RZK Rental.

Eficiência e redução de custos

A estratégia de locação de máquinas tem proporcionado ganhos significativos para os produtores. Segundo Eduardo Martinatti, diretor comercial da RZK Rental, a redução de custos operacionais chega a 13%, refletindo diretamente na eficiência das operações e nas melhorias gerais das propriedades.

As máquinas da RZK Rental, incluindo modelos da John Deere, tiveram um impacto significativo na colheita, cobrindo 10% da área plantada de algodão no estado do Mato Grosso. Alex Johann, gerente de frotas e mecanização da empresa, destacou que muitos produtores já estão contratando equipamentos para a próxima safra, buscando antecipar suas necessidades e otimizar a colheita.

O futuro do algodão brasileiro

O sucesso da safra 2023/2024 confirma o Brasil como líder mundial na produção de algodão e evidencia o papel crucial da tecnologia e das parcerias estratégicas para a competitividade do setor. “Ver o Brasil líder em algodão é motivo de orgulho, e saber que contribuímos para esse resultado nos motiva a continuar inovando“, concluiu Martinatti.

A combinação de inovação tecnológica e gestão eficiente continua a posicionar o Brasil como uma referência global no agronegócio.



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Portaria define 11 novos postos para adidos agrícolas na África, Ásia e Américas



O Ministério da Agricultura e o Ministério das Relações Exteriores definiram os locais dos 11 novos adidos agrícolas do Brasil no exterior. As futuras adidâncias serão na Argélia, Bangladesh, Chile, Costa Rica, Emirados Árabes Unidos, Etiópia (incluindo União Africana, Djibuti e Sudão do Sul), Filipinas (incluindo Ilhas Marshall, Micronésia e Palau), Irã, Malásia (incluindo Brunei), Nigéria e Turquia.

Os locais, antecipados pela Coluna do Broadcast Agro em 5 de agosto, constam em portaria interministerial publicada nesta sexta-feira, 6, no Diário Oficial da União (DOU).

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Os adidos agrícolas assessoram as representações diplomáticas do Brasil no exterior. Eles são responsáveis por prospectar oportunidades de comércio, investimento e cooperação para o agronegócio brasileiro. A ampliação das adidâncias agrícolas dos atuais 29 para 40 postos foi autorizada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em decreto assinado em julho.

Com a iniciativa, o Brasil terá sete adidos agrícolas em embaixadas da África, além de novos quadros na Ásia e na América Central. “As novas adidâncias refletem o reconhecimento da importância do agronegócio e de sua maior inserção no mercado internacional para o Brasil. Com os novos postos iremos potencializar ainda mais as oportunidades para o setor, gerando empregos e renda para os brasileiros, principalmente em virtude das aberturas de mercados”, afirmou o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, em nota da pasta.

De acordo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Roberto Perosa, os novos adidos agrícolas começam a atuar em janeiro do ano que vem. “O processo de seleção está avançado e usaremos o cadastro reserva. É uma grande conquista para o agro brasileiro”, disse ao Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. Sobre os novos postos, Perosa destacou que a Ásia é um importante destino das exportações brasileiras. Já na África, o Brasil busca reforçar a cooperação técnica e relações comerciais.

Atualmente, há adidos agrícolas nos seguintes locais: África do Sul, Alemanha, Angola, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Canadá, China (dois adidos), Colômbia, Coreia do Sul, Egito, Estados Unidos da América, França (Delegação do Brasil junto às Organizações Internacionais Econômicas com sede em Paris), Índia, Indonésia, Itália (Delegação Permanente do Brasil na Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura e aos Organismos Internacionais), Japão, Marrocos, México, Suíça (Delegação do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio e outras organizações econômicas em Genebra), Peru, Reino Unido, Rússia, Cingapura, Tailândia, Bélgica (Missão do Brasil na União Europeia em Bruxelas, dois adidos) e Vietnã.



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