O governo federal estendeu para 30 de setembro o prazo para que os produtores rurais do Rio Grande do Sul solicitem descontos nas dívidas de crédito rural.
O prazo original terminava na terça-feira (10). A prorrogação oferece mais tempo para que os produtores, afetados pelas fortes chuvas deste ano, reúnam a documentação necessária e enviem os pedidos às instituições financeiras responsáveis pelos créditos.
Os bancos terão até 3 de outubro para encaminhar as solicitações aos Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), responsáveis por validar as perdas.
Os produtores serão informados sobre a validação até 24 de outubro e terão até 30 de outubro para renegociar ou liquidar as dívidas.
Para perdas superiores a 60%, as solicitações serão analisadas pela Comissão Especial de Análise de Operações de Crédito Rural do Rio Grande do Sul, que deverá publicar os resultados até 20 de novembro. A liquidação ou renegociação nesses casos deve ocorrer até 27 de novembro.
Operações cobertas por seguro rural, como o Proagro, estão excluídas do benefício. As instituições financeiras têm até 3 de outubro para comunicar aos produtores os pedidos negados.
O segundo maior bioma brasileiro também ocupa essa posição (segundo) quando o assunto é ameaça à biodiversidade e aos serviços ecossistemáticos. De acordo com estudo realizado pela Mapbiomas, o Cerrado perdeu 27% de sua vegetação nativa nos últimos 39 anos, o que representa 38 milhões de hectares.
Em toda a cobertura natural do país que sofreu transformação no uso do solo, o bioma, proporcionalmente, só foi menos afetado que o Pampa, que perdeu 28% de vegetação nativa ao longo desses anos.
Também conhecido como savana brasileira, o Cerrado ocupa 25% do território nacional, em 11 estados que se estendem do Nordeste à maior parte do Centro-Oeste, e mantém áreas de transição com praticamente todos os biomas, exceto os Pampas. Pelas características adquiridas no contato com mais quatro ecossistemas (Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica e Caatinga), é considerada a savana mais biodiversa do planeta.
Ao longo desse período, o bioma teve 88 milhões de hectares atingidos pelo fogo, o que causou a perda de 9,5 milhões de hectares. Embora seja mais resiliente aos incêndios, pesquisadores apontam que as mudanças climáticas associadas ao uso indiscriminado do fogo têm ameaçado a integridade de sua cobertura natural. “É essencial implementar políticas públicas que promovam a conscientização, reforcem sistemas de monitoramento e apliquem leis rigorosamente contra queimadas ilegais”, reforça a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Vera Arruda.
Junto com a cobertura natural do solo, a perda do Cerrado significa perder também a sua enorme capacidade de reter gás carbônico na biomassa de suas longas raízes, de recarregar a água subterrânea e de manter o ciclo hídrico que equilibra o planeta. “Temos observado que as áreas úmidas no Cerrado estão secando. Além disso, a expansão da agricultura sobre essas áreas vêm ocorrendo em algumas regiões no bioma, o que pode afetar o abastecimento hídrico e resultar em escassez de água para a população e para a agricultura, aumentando também a vulnerabilidade a desastres climáticos e à perda de biodiversidade”, alerta Joaquim Raposo, pesquisador do Ipam.
Para se ter uma ideia, de toda a área perdida ao longo dos 39 anos estudados, 500 mil hectares foram de áreas úmidas substituídas principalmente por pastagem. São áreas naturais consideradas fundamentais na manutenção dos recursos hídricos, presentes em 6 milhões de hectares do bioma onde nascem oito das 12 bacias hidrográficas brasileiras.
Neste 11 de setembro, em que é celebrado o Dia do Cerrado, organizações da sociedade civil como os institutos Cerrados, Sociedade População e Natureza, Ipam e WWF Brasil lançaram uma campanha de sensibilização sobre a relevância do bioma e os desafios a serem enfrentados para a sua preservação.
Chamada Cerrado, Coração das Águas, a campanha foi lançada em um site que reúne informações relevantes sobre o bioma, suas características, biodiversidade, povos, turismo e caminhos para a preservação, além de reunir boas histórias dessa “floresta invertida”.
O fogo queimou 88 milhões de hectares de Cerrado brasileiro entre 1985 e 2023, uma média de 9,5 milhões de hectares todos os anos.
O número supera as queimadas na Amazônia, com 7,1 milhões de hectares por ano, em média, apontou nesta quarta-feira (11), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que coordena o mapeamento do bioma na Rede MapBiomas.
O estudo informa também que a área queimada equivale a 43% de toda a extensão do Cerrado brasileiro e supera o território do Chile e Turquia.
Redução do Cerrado
O desmatamento do Cerrado apresenta, além disso, números grandiosos no relatório do MapBiomas, alcançando, entre 1985 e 2023, 38 milhões de hectares, ou redução de 27% na vegetação original do bioma, que, hoje, tem quase metade da sua área alterada por atividades humanas.
“Atualmente, 26 milhões de hectares do Cerrado estão ocupados pela agricultura, dos quais 75% são destinados ao cultivo de soja”, aponta o estudo.
O bioma abriga quase metade da área cultivada com o grão no Brasil, somando 19 milhões de hectares. O MapBiomas informa que a outra metade da vegetação que permanece em pé corresponde a 101 milhões de hectares e representa 8% de toda a vegetação nativa do Brasil, “garantindo o posto do Cerrado como savana mais biodiversa do mundo”.
Desse remanescente, 48% estão nos estados da região Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que viu sua área de agricultura aumentar 24 vezes desde 1985. A região também concentra 41% do desmatamento registrado no bioma nos últimos 39 anos.
Impactos ao clima
Para o pesquisador Dhemerson Conciani, do Ipam, é necessário, diante deste cenário, efetivar “políticas públicas e mecanismos financeiros que incentivem a conservação do Cerrado”, diz ele, na nota.
“Seguir com o desmatamento nesse ritmo trará consequências ainda mais graves para a regulação do clima e para os setores econômicos, principalmente o agronegócio, que depende do clima e dos recursos hídricos no Cerrado.”
Por outro lado, 14,7% estão em áreas protegidas e públicas de uso coletivo, como unidades de conservação, terras indígenas e territórios quilombolas, que mantêm mais de 93% da sua vegetação nativa preservada.
Apesar da preservação, o desmatamento em terras indígenas no bioma, por exemplo, aumentou 188% em 2023, comportamento oposto ao observado no restante do país, que registrou uma redução de 27% da área desmatada.
Sobre os incêndios no bioma, de acordo com dados do Monitor do Fogo, entre janeiro e agosto de 2024, o bioma já teve 4 milhões de hectares afetados por queimadas. Deste total, 79% (ou 3,2 milhões de hectares) ocorreram em áreas de vegetação nativa.
Esse valor representa um aumento de 85% em relação a igual período do ano passado, quando 2,2 milhões de hectares foram queimados. O mês de agosto de 2024 registrou a maior área queimada desde 2019, com mais de 2,4 milhões de hectares afetados no Cerrado, superando os valores observados no mesmo período nos anos anteriores.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse que o governo tomou a decisão de recuperar algumas empresas para que o país se torne “autossuficiente na questão de fertilizantes”.
“Com a guerra da Rússia e da Ucrânia, estamos convencidos de que o Brasil precisa ser autossuficiente em tudo que precisa para fazer a terra ser mais produtiva”, declarou.
Em entrevista à Rádio Norte FM nesta quarta-feira (11), o presidente disse não conhecer a reserva de potássio no Amazonas, mas que, se for fácil de explorar e não tiver impactos ambientais negativos, será feito.
“Não conheço a reserva de potássio no Amazonas, mas se tiver e for fácil de explorar sem causar impacto à sociedade, será explorada. Se demandar impacto na Amazônia, aí vai ser mais difícil, temos de analisar se não há possibilidade de encontrar em outros lugares sem impacto negativo na Amazônia”, declarou Lula.
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Esse cenário, combinado com problemas de produção, fez com que os usuários finais dependessem cada vez mais de fornecedores estrangeiros – Foto: Divulgação
Quase 27 mil toneladas de trigo francês foram enviadas para os Estados Unidos no final de agosto, com destino a Albany, Nova York, onde a Ardent Mills opera um moinho de farinha. A informação foi divulgada pela Bloomberg, com base em dados do Porto de Rouen. A área plantada de trigo nos EUA tem diminuído nas últimas décadas, já que os agricultores preferem o milho e a soja, culturas mais lucrativas.
Esse cenário, combinado com problemas de produção, fez com que os usuários finais dependessem cada vez mais de fornecedores estrangeiros. Em 2023-24, as importações de trigo dos EUA atingiram o maior nível em seis anos, em meio à redução da produção causada pela seca, segundo o Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS) do Departamento de Agricultura dos EUA. Uma pequena parcela das 3,76 milhões de toneladas importadas veio da União Europeia.
A UE exportou 474 mil toneladas de trigo mole para os EUA em 2023-24, o maior volume em mais de 20 anos, de acordo com dados da Comissão Europeia, citados pela Bloomberg. Desde o início do ano comercial, em 1º de julho, pelo menos 53 mil toneladas de trigo europeu foram enviadas para os EUA. A França, principal produtora de trigo da UE, realizou o embarque para Nova York, apesar de enfrentar sua menor colheita em 40 anos, devido ao clima extremamente úmido. Com seus mercados tradicionais na África e Europa trocando o trigo francês pelo mais barato da Rússia e Ucrânia, o país está em busca de novos destinos para exportação.
Embora os EUA normalmente produzam trigo suficiente para atender à demanda interna, fatores como altos custos de transporte ferroviário e preços mais competitivos de fornecedores estrangeiros aumentaram as importações. No entanto, o FAS projeta que, com a maior safra dos últimos oito anos esperada para 2024-25, as importações de trigo dos EUA cairão 24%, atingindo 2,85 milhões de toneladas.
De acordo com o presidente da Aprosoja-MA, José Carlos Oliveira de Paula, a soja tem um impacto econômico e social importante para o estado, sendo responsável pela geração de empregos ao longo da cadeia produtiva de soja e grãos, além de agregar valor em diversas regiões.
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Principais municípios
Foto: Jefferson Aleffe/Marca Comunicação
Os principais municípios produtores da soja no Maranhão são Balsas, Tasso Fragoso, Carolina, Riachão, Sambaíba, Alto Parnaíba, Fortaleza dos Nogueiras, Loreto, Açailândia, Brejo, Chapadinha, Caxias e Grajaú.
“Muitos municípios ao redor dessas regiões também têm se destacado, mas Balsas já se consolidou como o principal centro do agronegócio no estado. Grandes empresas fornecedoras e compradoras de insumos e maquinários estão instaladas na região, facilitando a comercialização dos grãos”, comenta de o presidente.
Além disso, instituições de pesquisa, como a Embrapa, oferecem suporte tecnológico e orientação aos produtores, ajudando a expandir a produção para outras áreas, com novas empresas interessadas em investir.
E a falta de chuva?
Foto: Pedro Silvestre
Diante da irregularidade nas chuvas, os produtores que iniciam o plantio de soja em outubro enfrentam desafios que podem afetar diretamente a produtividade. A dependência climática torna o início da safra arriscado, especialmente nas microrregiões do Maranhão, onde o plantio se estende de outubro a janeiro.
José Carlos comenta que a variabilidade nas precipitações pode comprometer o desenvolvimento das plantas, impactando o rendimento. A diversificação do ciclo agrícola também exige um planejamento rigoroso para garantir o sucesso da segunda safra.
O vazio sanitário nas primeiras regiões do Maranhão, período em que há a suspensão da plantação da soja, termina em 30 de setembro.
Comercialização
A comercialização da soja também é um grande desafio, já que os produtores frequentemente enfrentam dificuldades para negociar preços justos. A escolha do momento certo para vender é crucial para evitar perdas financeiras, o que pode afetar a capacidade de cobrir os custos de produção.
A ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, disse, nesta quarta-feira (11) que o governo federal ainda está desenhando a estrutura da Autoridade Climática.
Em entrevista à imprensa no Rio de Janeiro, ela afirmou que a ideia é deixar uma instituição que seja capaz de “atravessar, o que é correto numa democracia, as alternâncias de poder”.
A intenção de criar a Autoridade Climática foi reafirmada nesta terça-feira (10) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em visita a Manaus.
“O que queremos é uma instituição que seja suficientemente robusta, não em tamanho, mas em qualidade”, disse a ministra.
‘O que há de melhor na ciência brasileira’
As ações da futura autoridade contarão com o suporte e o lastro de um comitê técnico-científico, que, de acordo com a ministra, reunirá “o que há de melhor na ciência brasileira”.
“A Autoridade Climática é um desenho que vai trabalhar no sentido da articulação, da formulação dos regramentos voltados para fazer esse enfrentamento [às questões climáticas]”.
Segundo Marina Silva, os eventos climáticos extremos estão ocorrendo com mais frequência e que é preciso se preparar para situações ainda mais extremas.
“O mundo ainda não sabe lidar com esse novo normal. E os cientistas estão dizendo que o que era extremo pode se transformar no normal e o que vai ser extremo [no futuro], a gente nem sabe ainda o que é”, alertou a ministra.
Seca e incêndios no país
Christiano Antonucci/Secom-MT
Ela também falou que o governo está trabalhando para lidar com a situação de seca que atinge 25 unidades da Federação, das quais nove estão com estiagem em 100% de seu território, a baixa umidade relativa do ar e os incêndios que estão ocorrendo em vários pontos do território nacional.
“Tem uma química perversa que se complementa nesse momento, que é a alta temperatura, baixa umidade, ventos fortes e pessoas ateando fogo em várias regiões”, disse a ministra, que defendeu penas mais severas para aqueles que provocam incêndio criminoso.
“Já são 32 inquéritos investigando a origem criminosa para que o processo de dissuasão [aos criminosos] possa ficar claro, de que quem fez a queima criminosa haverá de pagar”.
Emergência climática
Ela também defendeu o fim da regularização fundiária para pessoas que ocuparam ilegalmente e degradaram áreas de vegetação nativa.
Segundo ela, o governo tem se preparado para essa situação de emergência climática desde a transição, no fim de 2022, mas o problema deveria ter começado a ser resolvido em 1992, quando houve um alerta dos cientistas sobre as mudanças climáticas.
“O fator basilar é não terem sido tomadas medidas [contra as situações] que levaram à mudança do clima. E ela [a mudança climática] já aconteceu, nós já estamos vivendo sob os efeitos dessa mudança. Nós alcançamos 1,5 grau Celsius (°C) [de elevação] de temperatura da Terra [em relação ao período pré-industrial] no ano passado, e agora os cientistas estão verificando se isso vai se estabilizar ou se ainda tem como retroagir”, disse Marina.
“E aí se você me diz, o que o governo tem que fazer para não secar os rios no ano que vem? Era o que todos os governos e todos os empresários deveriam ter feito desde 1992”, acrescentou.
Petróleo na foz do Amazonas
Em relação à exploração e produção de petróleo na Foz do Rio Amazonas, a ministra disse que essa é uma decisão que cabe ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e que os aspectos ambientais serão analisados pelo Ibama.
“A discussão sobre os aspectos de conveniência e oportunidade de exploração de petróleo é uma discussão do CNPE e que o Ibama se atenha à viabilidade ambiental dos empreendimentos. Nesse contexto, nem dificultamos nem facilitamos”, afirmou Marina.
O Grupo de Trabalho da Agricultura do G20, realizado em Chapada dos Guimarães, Mato Grosso, está reunindo o maior número de delegações da história do evento. Com a participação de 50 países, o encontro internacional debate temas cruciais como a segurança alimentar, a importância da agricultura familiar e a sustentabilidade na produção agrícola.
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O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anfitrião do evento, destacou a importância do combate à insegurança alimentar, afirmando que “a fome é a maior de todas as degradações do ser humano”. O evento reúne, além das 20 maiores economias do mundo, a União Africana, nações convidadas pelo Brasil e organismos internacionais.
Declaração ministerial e acordos comerciais
Pela primeira vez, o G20 Agro fará uma declaração ministerial ao invés de uma simples carta ao final do evento. Roberto Perosa, coordenador do grupo de trabalho, explicou que essa declaração terá a força de um acordo internacional, cuja implementação dependerá de cada país. Além das discussões sobre sustentabilidade, o evento prevê a realização de reuniões bilaterais que podem resultar em novos acordos comerciais.
Sustentabilidade no foco
O Brasil, como um dos maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, enfrenta pressão internacional para cumprir suas responsabilidades ambientais. Fávaro ressaltou a importância de diferenciar os produtores que seguem práticas sustentáveis da pequena minoria que ainda comete crimes ambientais. “Mais de 97% dos produtores têm boas práticas de sustentabilidade”, afirmou o ministro, destacando que políticas públicas estão sendo implementadas para premiar os produtores responsáveis e punir aqueles que desrespeitam o meio ambiente.
O encontro segue até o final da semana e promete consolidar novas parcerias e diretrizes para o futuro da agricultura global.
Segurança alimentar e sustentabilidade são os motes do programa que visa transformar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em sistemas produtivos eficientes e de baixo carbono.
O projeto pode entrar nos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro, que ocorre em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, até sexta-feira (13).
O programa é uma das estratégias do Brasil para intensificar a produção agropecuária de forma sustentável, sem avançar sobre áreas preservadas.
O tema, segundo o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Ernesto Augustin, deve ser apresentado pelo ministro Carlos Fávaro aos integrantes do G20 e demais organismos internacionais convidados.
“Provavelmente o ministro Carlos Fávaro vai lançar esse programa como uma solução para a segurança alimentar com sustentabilidade, pedindo ou sugerindo apoio financeiro de outros países, como China, Japão e Oriente Médio, já que o foco deles é a segurança alimentar. Quando mostramos a possibilidade de produzir sem derrubar árvore nenhuma e com sequestro de carbono, é tudo o que o mundo quer”, disse Augustin, em entrevista ao Canal Rural e à CNN.
Recursos do programa
De acordo com o assessor especial do Mapa, o programa de recuperação de pastagens conta hoje com recursos entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, sendo parte aporte brasileiro, incluindo da iniciativa privada, e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
“Mas o importante para nós é começarmos esse primeiro ano para darmos credibilidade ao programa e, assim, captar mais recursos. Temos vários países interessados em investir”.
O programa se encontra em processo de criação das normativas e regramentos. Neste primeiro momento, considerando o volume de recurso já disponível, é possível trabalhar na recuperação de um milhão de hectares de pastagens degradadas, podendo estas voltarem a ser utilizadas como pasto ou transformadas em área agricultável, floresta e até mesmo frutíferas, salienta Augustin.
Segundo ele, tal extensão pode chegar a dois milhões de hectares no próximo ano.
“Dois milhões de hectares é um aumento de 4% na área plantada. Nós não estamos preocupados somente em aumentar a produção. Esse programa vai ser regado a requisitos fortes de sustentabilidade. Requisitos que vão compor a nova geração da agricultura, uma agricultura regenerativa, com sequestro de carbono. Tudo o que o mundo está precisando”, reforça o assessor especial do Mapa.
Segurança alimentar e sustentabilidade são os motes do programa que visa transformar 40 milhões de hectares de pastagens degradadas em sistemas produtivos eficientes e de baixo carbono.
O projeto pode entrar nos debates do Grupo de Trabalho do G20 Agro, que ocorre em Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, até sexta-feira (13).
O programa é uma das estratégias do Brasil para intensificar a produção agropecuária de forma sustentável, sem avançar sobre áreas preservadas.
O tema, segundo o assessor especial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Carlos Ernesto Augustin, deve ser apresentado pelo ministro Carlos Fávaro aos integrantes do G20 e demais organismos internacionais convidados.
“Provavelmente o ministro Carlos Fávaro vai lançar esse programa como uma solução para a segurança alimentar com sustentabilidade, sugerindo apoio financeiro de outros países, como China, Japão e Oriente Médio, já que o foco deles é a segurança alimentar. Quando mostramos a possibilidade de produzir sem derrubar árvore nenhuma e com sequestro de carbono, é tudo o que o mundo quer”, disse Augustin, em entrevista ao Canal Rural e à CNN.
Recursos do programa
De acordo com o assessor especial do Mapa, o programa de recuperação de pastagens conta hoje com recursos entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão, sendo parte aporte brasileiro, incluindo da iniciativa privada, e da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica).
“Mas o importante para nós é começarmos esse primeiro ano para darmos credibilidade ao programa e, assim, captar mais recursos. Temos vários países interessados em investir”.
Recuperação para segurança alimentar
O programa se encontra em processo de criação das normativas e regramentos. Neste primeiro momento, considerando o volume de recurso já disponível, é possível trabalhar na recuperação de um milhão de hectares de pastagens degradadas, podendo estas voltarem a ser utilizadas como pasto ou transformadas em área agricultável, floresta e até mesmo frutíferas, salienta Augustin.
Segundo ele, tal extensão pode chegar a dois milhões de hectares no próximo ano.
“Dois milhões de hectares é um aumento de 4% na área plantada. Nós não estamos preocupados somente em aumentar a produção. Esse programa vai ser regado a requisitos fortes de sustentabilidade. Requisitos que vão compor a nova geração da agricultura, uma agricultura regenerativa, com sequestro de carbono. Tudo o que o mundo está precisando”, reforça o assessor especial do Mapa.
A cobertura do G20 Agro é feita com parceria de conteúdo entre o Canal Rural e a CNN Brasil.