sábado, agosto 15, 2026

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Projeções da soja para 2024


Nesta quinta-feira (12), a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) atualizou suas estatísticas mensais sobre o complexo brasileiro da soja até julho de 2024.

A produção da soja em grão sofreu uma leve redução de 200 mil toneladas em relação à projeção anterior, devido à reavaliação da produtividade com base nas informações fornecidas pelas associadas da entidade.

Agora, a expectativa é de que o volume alcance 153 milhões de toneladas, com um esmagamento estimado em 54,5 milhões de toneladas. Já a produção de farelo permanece estimada em 41,7 milhões de toneladas e a de óleo em 11 milhões de toneladas.

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Processamento mensal

AEB, soja
Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O processamento da soja em julho foi de 4,3 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 2,5% em relação a junho de 2024. No entanto, houve uma queda de 5% em comparação com julho de 2023, ajustada pelo percentual amostral de 90,6%. No acumulado do ano, a queda foi de 0,5% em relação a 2023, também considerando o ajuste do percentual amostral.

Comércio exterior

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Imagem: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Os volumes de exportação foram mantidos em 97,8 milhões de toneladas da soja em grão e 1,15 milhão de toneladas de óleo do grão. A exportação de farelo foi ajustada para 22 milhões de toneladas, um aumento de 200 mil toneladas em relação ao levantamento anterior. As receitas com exportações dos produtos do complexo soja estão estimadas em US$ 52,1 bilhões para 2024.

A estimativa de importação da soja em grão também foi ligeiramente revisada, passando de 800 mil toneladas para 930 mil toneladas. Esse ajuste reflete a necessidade de suplementação do mercado devido à maior demanda para esmagamento e exportações.



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AgroNewsPolítica & Agro

Paquistão e Vietnã lideram compras de algodão de MT


Segundo maior volume registrado para o mês de agosto na história




Foto: Canva

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), agosto de 2024 marcou o início do ciclo de exportações da safra 23/24, com Mato Grosso respondendo por 57,17% dos embarques nacionais de algodão. O estado exportou 63,89 mil toneladas, o segundo maior volume registrado para o mês de agosto na história.

Os principais destinos da pluma mato-grossense foram o Paquistão, com 14,19 mil toneladas, e o Vietnã, com 12,96 mil toneladas. Já as negociações com a China têm se mostrado tímidas nas últimas semanas, após o governo chinês reduzir a cota de importações de algodão em uma tentativa de estabilizar os preços internos e apoiar seus produtores.

Apesar desse cenário, o Imea projeta que as exportações de algodão de Mato Grosso superem as do ciclo 22/23, alcançando um recorde de 1,79 milhão de toneladas na safra 23/24.





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USDA aponta estoques mundiais 2024/25 acima das expectativas do mercado


O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou a safra mundial da soja em 2024/25 de 429,2 milhões de toneladas. Em relação ao mês de agosto, o número era de 428,73 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,75 milhões de
toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,6 milhões de toneladas, superando a previsão do mercado de 134,2 milhões e um pouco acima da estimativa de 134,3 milhões do mês passado. Para a temporada 2023/24, os estoques são estimados em 112,25 milhões de toneladas, exatamente o que o mercado esperava.

A produção brasileira da soja para 2023/24 permanece em 153 milhões de toneladas e para 2024/25 é projetada em 169 milhões de toneladas.

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China e Argentina

Divulgação/Canal Rural

As importações chinesas da soja para 2023/24 foram mantidas em 111,5 milhões de toneladas. Já na Argentina, a previsão para 2023/24 foi reduzida de 49 milhões para 48,1 milhões de toneladas, enquanto a estimativa para 2024/25 permanece em 51 milhões de toneladas.



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Conab divulga o último levantamento da safra 2023/2024


Conforme o 12º e último Levantamento da Safra de Grãos 2023/2024, divulgado nesta quinta-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a soja se destaca como a principal cultura afetada pelo clima adverso. O volume total colhido na safra 2023/2024 é estimado em 147,38 milhões de toneladas, uma redução de 7,23 milhões de toneladas em relação ao período 2022/2023.

A queda se deve, principalmente, ao atraso do início das chuvas, às baixas precipitações e às altas temperaturas nas áreas semeadas entre setembro e novembro, nas Regiões Centro-Oeste, Sudeste e na região do Matopiba, situações que causaram replantios e perdas de produtividade.

Só em Mato Grosso, principal estado produtor do grão, a produção ficou em 39,34 milhões de toneladas, quebra de 11,9% ao se comparar ao primeiro levantamento ou 15,7% ao se comparar com a safra passada. No Rio Grande do Sul, o excesso de chuva também prejudicou a produção da oleaginosa.

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Safra 2023/24

Colheita de sojaColheita de soja
Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Na safra 2023/2024, a produção de grãos atingiu 298,41 milhões de toneladas, uma queda de 21,4 milhões de toneladas em relação ao ciclo anterior. A redução é atribuída à irregularidade das chuvas no início do plantio e à baixa precipitação durante parte do ciclo em regiões como Centro-Oeste, Matopiba, São Paulo e Paraná, além do excesso de chuvas no Rio Grande do Sul, que afetou as lavouras de primeira safra. Apesar das adversidades em vários estados, a safra é a segunda maior da série histórica da Conab.

O levantamento revela que a área semeada subiu para 79,82 milhões de hectares, um aumento de 1,6% em relação à safra anterior. No entanto, a produtividade média caiu 8,2%, passando de 4.072 quilos por hectare na temporada passada para 3.739 quilos por hectare neste ciclo.



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Frente fria causa chuva no Sul, enquanto Sudeste e Centro-Oeste enfrentam calor extremo



Saiba como o clima irá se comportar nesta sexta-feira (13) em todo o Brasil:

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Sul

A frente fria continua avançando pela costa da região sul, provocando chuvas na metade norte do Rio Grande do Sul, sul e centro-oeste de Santa Catarina, e no sul e oeste do Paraná. No norte do Paraná, o sol predomina, favorecendo a elevação das temperaturas. No Rio Grande do Sul, nas áreas de fronteira com o Uruguai, o tempo firme volta a predominar, com temperaturas mais baixas.

Sudeste

A sexta-feira será de sol e temperaturas elevadas. O destaque continua sendo a baixa umidade do ar, que pode atingir níveis críticos, especialmente no interior de São Paulo e Minas Gerais.

Centro-Oeste

Sem mudanças significativas nas condições do tempo para a região. O dia será marcado por sol, altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar, favorecendo o aumento dos focos de queimadas.

Nordeste

A circulação de ventos do oceano em direção à costa mantém a umidade elevada na costa leste do nordeste, com pancadas de chuva isoladas desde a Bahia até o Rio Grande do Norte. No interior, o sol predomina e a umidade relativa do ar permanece baixa.

Norte

A combinação de calor com alta umidade favorece pancadas de chuva no oeste, noroeste e norte do Amazonas, assim como em Roraima. Entre o Amapá e o norte do Pará, chove de forma isolada, enquanto nas demais áreas da região o sol predomina entre poucas nuvens ao longo do dia.



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mercado brasileiro mantém ritmo lento nesta quinta-feira



O início desta quinta-feira (12) deve ser marcado por um mercado de soja lento no Brasil, com poucas variações nos preços. A recuperação técnica em Chicago continua e o dólar registra leve queda. Os agentes aguardam o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para ser divulgado no início da tarde.

O mercado já havia mostrado lentidão na quarta-feira. Com a espera do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os operadores mantiveram-se afastados das negociações. Durante o dia, a Bolsa de Chicago e o dólar operaram em direções opostas, o que contribuiu para a estabilidade dos preços no Brasil.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos manteve-se em R$ 135,50. Na região das Missões, a cotação ficou estável em R$ 134,50 por saca. No Porto de Rio Grande, o preço permaneceu em R$ 141,50.

Já em Cascavel (PR), a saca seguiu cotada a R$ 133,00. No porto de Paranaguá (PR), o valor foi mantido em R$ 141,00. Em Rondonópolis (MT), a saca permaneceu em R$ 132,00. Em Dourados (MS), o preço estabilizou em R$ 130,00. No município de Rio Verde (GO), a saca continuou a R$ 128,00.

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CONAB

A produção brasileira de soja deverá alcançar 147,38 milhões de toneladas na temporada 2023/24, uma queda de 4,7% em relação à temporada anterior, quando foram colhidas 154,61 milhões de toneladas. Essa estimativa faz parte do 12º levantamento da safra de grãos divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão anterior era a mesma: 147,38 milhões de toneladas.

CHICAGO

Os contratos para novembro em Chicago operam a US$ 10,06 1/4 por bushel, uma valorização de 0,59% em relação ao dia anterior. A oleaginosa amplia os ganhos, enquanto investidores ajustam suas posições. Já a expectativa gira em torno do relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para hoje. Além disso, o aumento do preço do petróleo em Nova York reforça o cenário positivo.

O USDA deve elevar as estimativas para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25. Analistas consultados esperam estoques de 578 milhões de bushels para 2024/25, contra os 560 milhões previstos em agosto. Para 2023/24, o mercado estima 343 milhões de bushels, um leve ajuste em relação à previsão de 345 milhões feita anteriormente.

Para a produção, espera-se 4,609 bilhões de bushels em 2024/25, um aumento em relação aos 4,589 bilhões estimados em agosto. Globalmente, o mercado espera estoques finais de 134,2 milhões de toneladas para 2024/25, ligeiramente abaixo dos 134,3 milhões projetados em agosto.

PRÊMIOS

Os preços Fob da soja no Brasil subiram moderadamente na quarta-feira, acompanhando a recuperação em Chicago. Enquanto isso, os prêmios permaneceram estáveis, apesar de mais um dia de fraca movimentação nos negócios.

Os prêmios de exportação para setembro ficaram entre +160 e +200 centavos de dólar sobre Chicago no Porto de Paranaguá. Para outubro de 2024, o prêmio variou de +145 a +180. Para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre +40 e +60 centavos.

Por fim, o preço FOB (flat price) para outubro variou entre US$ 420,90 e US$ 433,80 por tonelada na quarta-feira. No dia anterior, os preços oscilaram entre R$ 419,70 e R$ 436,20.

CÂMBIO

O dólar comercial registrou leve baixa de 0,06%, cotado a R$ 5,6451. Além disso, o índice dólar (DXY) também teve queda de 0,05%, situando-se em 101,64 pontos.



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Câmara aprova texto-base que estende desoneração da folha de pagamento


A Câmara dos Deputados aprovou o texto base do Projeto de Lei (PL) nº 1847/24. O texto propõe transição de três anos para o fim da desoneração da folha de pagamento de 17 setores da economia e para a cobrança de alíquota cheia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em municípios com até 156 mil habitantes. A Casa ainda precisa analisar um destaque ao PL – com isso, a conclusão da votação deve acontecer nesta quinta-feira (12).

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Com a desoneração, empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento de contribuição social sobre receita bruta com alíquotas de 1% a 4,5%, no lugar de pagar 20% de INSS sobre a folha de salários. O texto prevê, de 2025 a 2027, a redução gradual da alíquota sobre a receita bruta e o aumento gradual da alíquota sobre a folha. De 2028 em diante, voltam os 20% incidentes sobre a folha e fica extinta a alíquota sobre a receita bruta.

Entenda

O PL surgiu depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a Lei nº 14.784/23, que prorrogou a desoneração até 2027, por falta de indicação dos recursos para suportar a diminuição de arrecadação. Um acordo posterior foi fechado no sentido de manter as alíquotas para 2024 e buscar fontes de financiamento para os anos seguintes.

O prazo concedido pelo STF para negociação e aprovação do projeto antes de as alíquotas voltarem a ser cobradas integralmente vencia nessa quarta-feira (11). Por esse motivo, o item entrou na pauta. Os deputados votavam uma emenda de redação do relator, deputado José Guimarães (PT-CE), mas não houve quórum para encerrar a votação nominal. Era necessária a presença de 257 votantes, mas somente 237 registraram o voto.

O PL contém uma série de medidas que buscam recursos para amparar as isenções durante o período de vigência, incluindo a atualização do valor de imóveis com imposto menor de ganho de capital, o uso de depósitos judiciais e a repatriação de valores levados ao exterior sem declaração.



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Brasil teve mais de 11 milhões de ha atingidos em 2024


De janeiro a agosto de 2024 os incêndios no Brasil já atingiram 11,39 milhões de hectares do território do país, segundo dados do Monitor do Fogo Mapbiomas, divulgados nesta quinta-feira (12). Desse total, 5,65 milhões de hectares foram consumidos pelo fogo apenas no mês de agosto, o que equivale a 49% do total deste ano.

Nesses oito primeiros meses do ano, o fogo se alastrou principalmente em áreas de vegetação nativa, que representam 70% do que foi queimado. As áreas campestres foram as que os incêndios mais afetaram, representando 24,7% do total.

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Formações savânicas, florestais e campos alagados também foram fortemente atingidos, representando 17,9%, 16,4% e 9,5%, respectivamente. Pastagens representaram 21,1% de toda a área atingida.

Para o período, os estados do Mato Grosso, Roraima e Pará foram os que mais atingidos, respondendo por mais da metade, 52%, da área alcançada pelo fogo. São três estados da Amazônia, bioma mais atingido até agosto de 2024. O fogo consumiu 5,4 milhões de hectares do bioma nesses oito meses.

O Pantanal, até agosto de 2024 queimou 1,22 milhão de hectares, um crescimento de 249% nas áreas alcançadas por incêndios, em comparação à média dos cinco anos anteriores. A Mata Atlântica teve 615 mil hectares atingidos pelo fogo, enquanto que na Caatinga os incêndios afetaram 51 mil hectares. Já os Pampas tiveram apenas 2,7 mil hectares no período de oito meses.

Agosto

Os incêndios afetaram 3,3 milhões de hectares a mais este ano, na comparação entre agosto de 2023 e de 2024, registrando um crescimento de 149%. De acordo com a instituição, foi o pior agosto da série do Monitor de Fogo, iniciada em 2019.

Os estados do Mato Grosso, Pará e Mato Grosso do Sul foram os mais atingidos no mês. Chama a atenção o crescimento de 2.510% sobre a média de agosto de incêndios no estado de São Paulo, em relação a média dos últimos seis anos. Foram 370,4 mil hectares queimados este ano, 356 mil hectares a mais do que nos meses de agosto de anos anteriores.

“Grande parte dos incêndios observados em São Paulo tiveram início em áreas agrícolas, principalmente nas plantações de cana-de-açúcar, que foram as áreas mais afetadas do estado”, destaca a pesquisadora Natália Crusco.

Os biomas Cerrado e Amazônia, foram os que mais queimaram, representando respectivamente 43% e 35% e de toda a área antiqueimada no Brasil no período.

De acordo com a coordenadora técnica do Monitor do Fogo, Vera Arruda, o aumento das queimadas no Cerrado foi alarmante em agosto: “O bioma, que é extremamente vulnerável durante a estiagem, viu a maior extensão de queimadas nos últimos seis anos, refletindo a baixa qualidade do ar nas cidades.”



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Inflação provocada por seca não se resolve com juros, diz Haddad


A inflação dos alimentos provocada pelo prolongamento da seca preocupa “um pouquinho”, disse nesta quarta-feira (11) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Apesar dos efeitos sobre os preços, ele disse que o problema não pode ser enfrentado por meio do aumento de juros pelo Banco Central (BC).

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A inflação preocupa um pouquinho, sobretudo em virtude do clima. Estamos acompanhando a evolução da questão climática, o efeito do clima sobre o preço do alimento e eventualmente sobre o preço de energia faz a gente se preocupar um pouco com isso. Mas a inflação advinda desse fenômeno não se resolve com juros. Juros são outra coisa”, disse Haddad no Ministério da Fazenda.

Na próxima semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) reúne-se para definir a Taxa Selic (juros básicos da economia). Atualmente, em 10,5% ao ano, ela pode ser elevada para conter as pressões inflacionárias provocadas pela alta do dólar nos últimos meses e pelo aquecimento do mercado de trabalho.

Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central (BC), os analistas de mercado projetam elevação de 0,25 na Selic na próxima reunião, nos dias 17 e 18. Eles preveem que a taxa encerrará o ano em 11,25% ao ano.

O Banco Central está com um quadro técnico bastante consistente para tomar a melhor decisão, e nós vamos aguardar o Copom da semana que vem”, disse Haddad. Essa será a primeira reunião do Copom após a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência do Banco Central no próximo ano.

A divulgação de que a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou negativa em 0,02% em agosto reduziu as pressões para que o Copom promovesse um reajuste maior, de 0,5 ponto percentual na próxima reunião. O índice registrou a primeira deflação desde junho do ano passado, motivado principalmente pela queda no preço da energia, mas a expectativa é que a bandeira vermelha na conta de luz impacte a inflação nos próximos meses.

PIB

Em relação ao crescimento da economia, Haddad disse que o Ministério da Fazenda deve elevar para acima de 3% a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) em 2024. “Estamos fechando a grade e devemos divulgar essa semana, mas acredito que o piso de 3% já está basicamente contratado, bastante consistente e com impacto na economia”, declarou o ministro.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB avançou 1,4% no segundo trimestre em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre de 2023, o crescimento chega a 3,3%. O resultado veio acima do esperado pelo mercado.



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Valor da produção agrícola cai 2,3% em 2023


Em 2023, após seis anos ininterruptos de crescimento, a produção agrícola nacional apresentou retração na geração de valor de produção, em números absolutos, mesmo com a consolidação de um novo recorde na produção de grãos.

O valor da produção das principais culturas agrícolas do Brasil alcançou R$ 814,5 bilhões, o que representa uma queda de 2,3%, na comparação com o ano anterior. É o que aponta a Produção Agrícola Municipal (PAM) 2023, divulgada nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Com a superoferta de algumas das principais commodities agrícolas, como a soja e o milho, que bateram recorde de produção no país, e o esfriamento de mercados consumidores globais, os preços dos principais produtos agrícolas nacionais sofreram forte correção ao longo do ano, impactando diretamente na receita gerada.

Ao todo, as dez culturas com maior valor bruto de produção concentraram 87% de todo o valor bruto gerado pela produção agrícola nacional.

Segundo o IBGE, dentre todas as culturas agrícolas, a soja ainda segue em destaque em termos de valor gerado. A oleaginosa também obteve recorde de produção e exportação em 2023.

O volume total produzido chegou a 152,1 milhões de toneladas, um acréscimo de 25,4% no ano. Segundo a pesquisa, a soja apresentou novamente o maior valor de produção entre os produtos agrícolas levantados, totalizando R$ 348,7 bilhões, um acréscimo de 0,4% na comparação com o ano anterior.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, em 2023, a soja novamente liderou o ranking de valor gerado com a exportação entre os produtos nacionais.

“Por sua vez, o valor de produção obtido com a produção de milho apresentou substancial queda. Influenciado, principalmente, pela correção dos preços da commodity no mercado global, após anos em elevação, e como reflexo de uma excelente safra em termos de volume colhido, os produtores tiveram dificuldades até mesmo de encontrar armazéns de estoque para recebimento dos grãos que vinham do campo, uma vez que competiam também com uma supersafra de soja”, informa o IBGE.

Segundo o instituto, o volume de milho produzido no ano foi de quase 132 milhões de toneladas, um aumento de 20,2% em relação a 2022. “Porém, com a queda dos preços nas bolsas internacionais, o valor de produção seguiu direção contrária, com retração de 26,2%”, destaca a pesquisa.

Mesmo com registro de adversidades climáticas que afetaram a produtividade no extremo sul do país, houve, em 2023, a maior safra de grãos registrada na série histórica da pesquisa.

Foi possível observar a ampliação das áreas plantadas de soja e milho, as duas principais culturas nacionais, impulsionadas pelos bons resultados alcançados nas últimas safras, aliados aos preços das principais commodities, que se mantiveram em patamares elevados nos anos anteriores, estimulando os produtores a investirem nessas culturas.

Ambas, que somadas respondem por quase 90% do volume de grãos produzidos no país, aproveitando-se das condições climáticas favoráveis em boa parte das regiões produtoras, apresentaram incremento no rendimento médio, recuperando-se dos efeitos da estiagem que afetaram as lavouras em 2022.

Em 2023, o Brasil, que já tinha a posição de maior produtor mundial de soja, obteve nova safra recorde, resultado da ampliação das áreas de cultivo e da melhor produtividade em campo.

Esse resultado teve impacto direto na elevação da oferta global da oleaginosa, fazendo com que os preços dessa commodity fossem pressionados para baixo. Dentro desse quadro, mesmo em ano de supersafra, houve uma elevação de 0,4% no valor da produção da cultura.

“Com relação aos produtos, destaque para a soja. O peso da soja no valor de produção agrícola em 2023 foi de 42,8%. Temos quase metade do peso do valor da produção agrícola nacional advindo da soja. Soja lidera o peso no valor de produção agrícola em todas as regiões, à exceção do Sudeste”, diz o IBGE.

“Com relação à exportação, tivemos aumento de 29,4%, recorde com quase 102 milhões de toneladas exportadas no ano de 2023. A soja segue sendo o produto com a maior participação na pauta de exportações do país e a China segue sendo o maior parceiro comercial do país. Setenta e seis por cento da soja exportada teve como destino a China”, destaca o supervisor nacional da PAM, Winicius Wagner.

A área plantada, considerando todas as culturas levantadas na PAM 2023, totalizou 96,3 milhões de hectares, o que representou uma ampliação de quase 5 milhões de hectares. O resultado supera em 5,5% a registrada no ano anterior, mantendo o ritmo de crescimento observado ao longo dos últimos anos no território nacional.

Dentre os produtos que vêm ganhando mais espaço no campo, a soja se destaca com o acréscimo de mais 3,2 milhões de hectares da área cultivada, seguida do milho de segunda safra, com aumento de 1,2 milhão de hectares.

Em 2023, o Centro-Oeste mais uma vez foi a grande região com maior valor da produção agrícola, totalizando R$ 274,9 bilhões, uma redução de 9,5% frente ao ano anterior, tendo destaque na produção de soja, milho e algodão.

Entre os estados, o destaque foi novamente Mato Grosso, com a geração de R$ 153,5 bilhões, decréscimo de 12,2% no ano, com maior participação da soja, o seu principal produto agrícola, mesmo com registro de queda de 5,9% no valor gerado com a oleaginosa.

O município de Sorriso, em Mato Grosso, apesar do decréscimo de 27,6%, mais uma vez gerou o maior valor da produção agrícola nacional, totalizando R$ 8,3 bilhões, tendo a soja e o milho como as culturas de maior valor.



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