sexta-feira, agosto 14, 2026

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Cotações da soja sofrem recuo nesta semana em Chicago


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações da soja em Chicago recuaram nesta semana em meio à expectativa pelo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira (12). Mesmo com o relatório considerado neutro pelo mercado, os preços reagiram ligeiramente após a divulgação, com o contrato de novembro fechando em US$ 9,91 por bushel, uma leve alta em relação aos US$ 9,77 registrados em 10 de agosto. Na semana anterior, a cotação estava em US$ 10,08 por bushel.

O relatório do USDA trouxe poucas mudanças para o cenário da nova safra de soja nos EUA. A produção norte-americana foi mantida em 124,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais para o ciclo 2024/25 tiveram uma leve queda, passando para 15 milhões de toneladas. No entanto, a produção mundial da oleaginosa foi revisada para cima, chegando a 429,2 milhões de toneladas, com os estoques globais finalizando o período em 134,6 milhões de toneladas.

A produção brasileira de soja, segundo o relatório, foi mantida em 169 milhões de toneladas, enquanto a da Argentina segue em 51 milhões de toneladas. Já as importações de soja pela China continuam projetadas em 109 milhões de toneladas para o atual ano comercial. Com essas perspectivas, o preço médio ao produtor nos EUA foi mantido em US$ 10,80 por bushel, uma queda em relação aos US$ 12,50 do ciclo anterior.

Em termos de qualidade, até o dia 8 de setembro, 65% das lavouras de soja nos EUA estavam classificadas como boas ou excelentes, um avanço em relação aos 54% do ano anterior. Outros 25% das áreas foram consideradas regulares e 10% ruins ou muito ruins.

No campo das exportações, os EUA venderam 1,6 milhão de toneladas da nova safra de soja na semana encerrada em 5 de setembro, com a maior parte destinada à China. Esse volume ficou dentro das expectativas do mercado. No entanto, as exportações da safra velha somaram 45,4 milhões de toneladas, um número inferior às mais de 53 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2023.

Na Argentina, os produtores de soja seguem focados em aumentar a área plantada da oleaginosa, em detrimento do milho. Estima-se que a área de plantio de soja no país vizinho alcance 17,7 milhões de hectares, um aumento de 7,5% em comparação ao ano anterior, com uma colheita projetada entre 52 e 53 milhões de toneladas. Já a área de milho poderá ser reduzida em até 21%, atingindo 8 milhões de hectares, devido à falta de chuvas e à infestação de cigarrinhas.

Por sua vez, a demanda chinesa por soja continua forte. Em agosto, a China importou 12,1 milhões de toneladas da oleaginosa, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume elevado foi impulsionado pelo desembaraço alfandegário de navios que tiveram atrasos no mês anterior. No acumulado dos primeiros oito meses de 2024, a China importou 70,5 milhões de toneladas de soja, um crescimento de 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com uma leve queda nos estoques de soja e farelo, os níveis de estoque na China continuam altos.





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Com USDA “morno”, atenções se voltam à soja na América do Sul


Os dados do mais recente levantamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para a soja, divulgados na quinta-feira (12), pouco alteraram o quadro de ampla oferta mundial da oleaginosa.

Os números vieram pouco abaixo do estimado pelo mercado para a produção e os estoques e tiveram impacto moderadamente positivo sobre os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

O relatório indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,586 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,2 bushels por acre.

O número ficou abaixo da expectativa do mercado, de 4,609 bilhões ou 125,4 milhões de toneladas. Em agosto, a estimativa era de 4,589 bilhões de bushels ou 124,9 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

Estoques finais

Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas.

O mercado apostava em carryover de 578 milhões de bushels ou 15,73 milhões de toneladas. Em agosto, os estoques estavam estimados em 560 milhões de bushels ou 15,24 milhões de toneladas.

Para 2023/24, o Departamento indicou estoques de passagem de 340 milhões de bushels. O mercado esperava 343 milhões de bushels.

Produção mundial de soja

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Foto: Divulgação

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 429,2 milhões de toneladas. Em agosto, o número era de 428,73 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,75 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,6 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,2 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,3 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,25 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,25 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi cortada de 49 milhões de toneladas para 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.

As importações chinesas em 2023/24 foram amntidas em 111,5 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Fator climático

O fator clima no Safras IA Score, que antes apontava para uma tendência baixista fraca, agora aponta para uma tendência neutra para a soja, com os problemas climáticos atuais no Brasil contrabalanceando o clima positivo nos EUA.

Tal fato trouxe mudanças para o Score e a tendência da soja no curto prazo, tanto em Chicago quanto no mercado interno.

“Em breve, o clima norte-americano não terá mais peso na formação dos preços, enquanto o clima sul-americano ganhará peso, sendo um dos principais fatores para a definição dos rumos do mercado nos próximos meses”, destaca o consultor de Safras & Mercado, Luiz Fernando Gutierrez Roque, que aponta o clima como o principal fator de avaliação para a formação dos preços neste momento.

“Estamos em uma transição entre mercado climático norte-americano, que engloba o fim do desenvolvimento e o início da colheita por lá, e mercado climático sul-americano, que engloba o início do plantio por aqui”.

Segundo ele, nesse momento, muita volatilidade é esperada para Chicago e, consequentemente, para o mercado interno. “E é isso que estamos vendo. Enquanto o clima nos EUA continua apontando para uma safra cheia, na América do Sul traz dúvidas com relação ao avanço dos trabalhos de plantio da nova safra brasileira”, acrescenta Roque.



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Fim do vazio sanitário no MS: semeadura depende da chuva



Termina neste domingo (15) o vazio sanitário da soja no estado do Mato Grosso do Sul. Os produtores da região, então, poderão dar início à semeadura do grão. Dados da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS), a safra 2024/2025 está prevista para ter um incremento de 13,2% na produção, podendo alcançar 13,9 milhões de toneladas.

A liberação para o plantio começa no dia 16 e a Aprosoja-MS projeta que a área destinada ao cultivo da soja será de 4,5 milhões de hectares, um aumento de 6,8% em relação à safra anterior, quando foram usados 4,2 milhões de hectares. A produtividade estimada é de 51,7 sacas por hectare, um aumento de 5,9% em relação ao ciclo anterior.

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No entanto, o sucesso do início da semeadura dependerá, também, das condições climáticas e da ocorrência de chuvas adequadas, que ainda precisam ser monitoradas pelos produtores do grão.

Confira o calendário do vazio sanitário nos estados do país.



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Brasil projeta safra recorde de milho


Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do milho apresentaram leve alta em algumas regiões do Brasil nesta semana. No Rio Grande do Sul, a média estadual se manteve estável, fechando em R$ 58,02 por saca, enquanto as principais praças do estado avançaram para R$ 57,00 por saca. Em outras partes do país, os valores oscilaram entre R$ 40,00 e R$ 59,00 por saca, refletindo a dinâmica regional do mercado.

Novas projeções para a safra brasileira de milho indicam que a produção total pode atingir 133,6 milhões de toneladas, um volume superior em cerca de 6 milhões de toneladas ao previsto pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, essa produção será 6% maior do que a colhida na safra anterior. A área total plantada deve alcançar 20,9 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada de 6.400 quilos por hectare, desde que as condições climáticas sejam favoráveis.

A previsão para a safra de verão, que será colhida no início de 2025, é de 24,3 milhões de toneladas, um número inferior às 25,6 milhões do ciclo anterior. No entanto, a expectativa para a segunda safra (safrinha) de 2025 no Centro-Sul do Brasil é otimista, com uma produção estimada em 94,6 milhões de toneladas, superando as 85,9 milhões colhidas no ano passado.

Em termos de exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que, nos primeiros cinco dias úteis de setembro, o Brasil exportou 1,6 milhão de toneladas de milho, o que representa uma queda de 28,7% na média diária em comparação ao mesmo período do ano anterior. Para atingir a meta mínima de 40 milhões de toneladas exportadas até o final de 2024, o país ainda precisa vender 26 milhões de toneladas até janeiro, a fim de reduzir os estoques nacionais do grão. A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) estima que o Brasil exporte 6,5 milhões de toneladas de milho ao longo do mês de setembro.





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Produtor suíço aposta em Goiás para fabricar queijos artesanais



Na década de 1980, o suíço Stephan Gaehwiler desembarcou no Brasil para trabalhar com pecuária de corte.

O clima, a extensão territorial e as oportunidades presentes o encantaram a tal ponto que ele economizou uma década para comprar a sua propriedade no interior de Goiás, onde, atualmente, ele e a família dedicam-se à pecuária leiteira.

Como mandava a tradição suíça, Stephan optou por desenvolver um produto com maior valor agregado. Foi assim que, em plena serra goiana da histórica Corumbá de Goiás, foi criada a Queijaria Alpina.

Foi preciso vencer as barreiras linguísticas para que o produtor suíço conseguisse buscar na Agrodefesa as orientações necessárias para ampliar a comercialização do seu produto, levando-o para todo território nacional.

300 litros por dia

Hoje, o rebanho de gado pardo suíço da Queijaria Alpina produz em torno de 300 litros por dia, em período de chuva, quando o pasto é mais abundante, caindo para 200 litros diários em período de estiagem.

A preocupação com a qualidade da alimentação dos animais faz com que o produtor invista em produzir o próprio feno e a plantar cana-de-açúcar durante o período de chuva, para servir de alimentação fresca na época da estiagem.

Mensalmente, são produzidos 500 quilos de dois tipos de queijo: raclete e o queijo Stephan, que é um queijo tipo sbrintz com um ano de maturação. Inclusive, o queijo que leva o nome do seu produtor tem conquistado reconhecimento nacional e internacional.

No último ano, ele foi um dos 22 queijos brasileiros premiados em concurso na Noruega, concorrendo com outros três mil tipos de todo o mundo.

Queijos artesanais de Goiás

O exemplo da Queijaria Alpina não é um caso isolado em Goiás. O cenário de produção artesanal de queijo no estado ganhou novos contornos com a conquista do Selo Arte e de Queijo Artesanal pelas queijarias regionais.

O reconhecimento de um produto artesanal pelo Selo Arte, habilitação concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e inspecionada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), vai além das garantias de qualidade, originalidade e regionalidade daquela receita, ele também abre as portas para a comercialização em todo o território nacional.

Com isso, os queijos vem ganhando os paladares mais exigentes pelo país afora. Atualmente, 12 queijarias artesanais goianas, dedicadas a produzir receitas originais de forma artesanal, estão devidamente homologadas na Agrodefesa e são acompanhadas periodicamente.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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Brasil vai destinar US$ 1,3 bi do Fundo Clima para recuperar pastagens


O governo federal vai destinar cerca de US$ 1,3 bilhão dos recursos do Fundo Clima para o programa nacional de recuperação de pastagens degradadas e conversão em áreas agricultáveis.

A captação dos recursos internacionais será feita por meio do Eco Invest Brasil, programa de hedge cambial da Secretaria do Tesouro Nacional para atrair investimentos externos voltados à transformação ecológica, conta o assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Ernesto Augustin.

“Os recursos serão disponibilizados aos produtores com juros de até 6,5% ao ano, dez anos de pagamento e carência. Esse valor já está reservado, com o Tesouro destinando US$ 1 bilhão, o que pode chegar a US$ 1,3 bilhão com participação dos bancos”, detalhou Augustin, ao Broadcast Agro.

O programa é tido como uma das prioridades da pasta para dobrar a produção brasileira de alimentos sem abertura de novas áreas.

A captação via Eco Invest foi a saída encontrada pelo governo para a internalização dos recursos externos, minimizando as variações cambiais. A expectativa, segundo Augustin, é que os recursos possam ser disponibilizados aos produtores até o fim do ano.

“Os recursos do Eco Invest vão permitir a recuperação e conversão de aproximadamente 1 milhão de hectares e efetivamente inaugurar essa nova agricultura. Não será financiamento apenas para aumentar a produção, mas sim terá de haver uma forte contrapartida de sustentabilidade com agricultura de baixo carbono “, apontou Augustin.

A equipe econômica e do Ministério da Agricultura, segundo Augustin, estão preparando um regramento específico para anunciar o edital para a recuperação de pastagens dentro da linha de “blended finance” do Eco Invest. Após a definição do modelo, o leilão será ofertado aos bancos que farão lances aos projetos de financiamentos. A linha blendend finance combina recursos públicos, provenientes do Fundo Clima gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e privados.

Em paralelo, o Ministério da Agricultura juntamente com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está elaborando uma normativa técnica com os critérios de produção a serem cumpridos pelos produtores para os financiamentos serem elegíveis aos recursos.

Entre as práticas ambientais a serem exigidas estão o uso do plantio direto, o uso de bioinsumos e práticas para redução das emissões de gases ligados ao efeito estufa.

“Os juros mais baixos serão determinantes para os produtores fazerem a conversão das áreas e adotarem essas práticas. Hoje, o País já converte 1 milhão de hectares por ano e pode converter o dobro”, avaliou o assessor especial do Ministério da Agricultura.

O projeto do governo federal prevê converter 40 milhões de hectares de áreas degradadas em áreas agricultáveis em até dez anos por meio do Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistemas de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis (PNCPD), criado no ano passado. A ideia é fomentar a prática com a concessão de financiamentos a juros acessíveis aos produtores rurais.

O custo médio estimado pelo ministério para conversão de pastagens é em torno de US$ 3 mil por hectare, o que geraria um investimento total de, no máximo, US$ 120 bilhões (equivalente a R$ 600 bilhões), considerando a meta de recuperação de 40 milhões de hectares em dez anos. O cálculo inclui gastos com correção de solo, adequação ambiental e custeio.

Em paralelo, segundo Augustin, o governo busca mecanismos para diminuir a variação cambial para receber aportes de fundos soberanos e demais países no programa de recuperação de pastagens. A Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jika) se comprometeu em aportar de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões no programa brasileiro.



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AgroNewsPolítica & Agro

Cotação do trigo fecha estável em Chicago


Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou





Foto: Canva

Segundo a análise semana da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do trigo em Chicago, que apresentaram leve recuo durante a semana, voltaram aos níveis da semana anterior, com o fechamento nesta quinta-feira (12) alcançando US$ 5,63 por bushel, praticamente estável em relação aos US$ 5,61 registrados uma semana antes. O movimento de recuperação ocorreu após a divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

O relatório do USDA manteve a previsão de produção de trigo nos Estados Unidos para a safra 2024/25 em 53,9 milhões de toneladas, sem alterações em relação ao documento anterior de agosto. Os estoques finais norte-americanos também permaneceram inalterados, somando 22,5 milhões de toneladas. Globalmente, a produção mundial de trigo foi ajustada para 796,9 milhões de toneladas, uma leve queda de pouco mais de um milhão de toneladas em relação ao mês passado, enquanto os estoques finais mundiais aumentaram em 600 mil toneladas, totalizando 257,2 milhões de toneladas.

O preço médio ao produtor de trigo nos EUA está projetado em US$ 5,70 por bushel no novo ano comercial, uma queda em relação aos US$ 6,96 registrados no ano anterior. Para o Brasil, a expectativa de produção é de 9,5 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina foi estimada em 18 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a colheita do trigo de primavera avançou, atingindo 85% da área plantada até o dia 8 de setembro, levemente acima da média histórica de 83%. Na Argentina, a empresa Bioceres informou que precisará de pelo menos dois anos para iniciar a comercialização de seu trigo geneticamente modificado HB4 nos Estados Unidos, após a recente aprovação do cultivo do produto pelo governo norte-americano.





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Carlos Fávaro e a política internacional do etanol



O Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, se reuniu com a vice-secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Xochitl Small, neste sábado (14), durante o G20 Agro em Mato Grosso. A reunião bilateral focou na política internacional do etanol, um combustível considerado essencial para um futuro sustentável.

O ministro destacou a importância do etanol, ressaltando que a recente aprovação de um projeto que incentiva combustíveis sustentáveis no Senado pode abrir novas oportunidades com a colaboração dos EUA.

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Relações diplomáticas

O ano de 2024 marca os 200 anos de relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, o que ressalta a relevância do momento para fortalecer a cooperação entre os países. Small enfatizou que os debates no G20 Agro evidenciaram os desafios das mudanças climáticas e a necessidade de continuar o diálogo sobre o tema.

Política Nacional de Pastagens Degradadas

O Ministro também abordou a Política Nacional de Pastagens Degradadas (PNPD), uma iniciativa brasileira para combater as mudanças climáticas. Ele mencionou que estão sendo implementadas políticas públicas para restaurar pastagens e promover a agricultura sustentável, com a Embrapa liderando a iniciativa. A expectativa é que os EUA acompanhem de perto o programa, que representa uma oportunidade para investimentos e para o avanço de boas práticas sociais na agricultura.



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Ministério da Pesca projeta aumento de 30% no consumo durante Semana do Pescado


O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura (Sepea), promove, até o domingo (15), a Semana do Pescado, com o objetivo de fomentar ações e o consumo de peixes, frutos do mar e demais pescados.

A ação teve início no dia 1° de setembro e tem o apoio do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), que criou a data em 2003.

O diretor de desenvolvimento da aquicultura da Secretaria de Estado da Pesca e Aquicultura, Thiago Tardivo, destaca as ações desenvolvidas durante a Semana do Pescado.

“O objetivo desta ação é promover o consumo de pescado. Este ano, estamos focando na parte de pesquisa, em capacitações de técnicos e produtores, por meio do 1° Simpósio de Zootecnia, do IFTO, que terá como tema Aquicultura e Piscicultura. Então essa é a nossa principal ação, além de promover com os parceiros o consumo de peixe”, comenta Tardivo.

A estimativa do Ministério da Pesca é que haja um aumento no consumo de, pelo menos, 30% durante a Semana do Pescado, fortalecendo, assim, o setor da indústria, supermercados, peixarias, feiras, pontos de venda no atacado e varejo, restaurantes até a chegada do produto final aos consumidores.

Produção no Tocantins

O Tocantins é um produtor iminente com capacidade de produzir aproximadamente 900 mil toneladas e ocupa, segundo a Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a 18ª maior produção de peixes do Brasil, mas a ideia é colocar o estado entre os cinco maiores até 2027. 

Os dados do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) mostram que o tambaqui é a principal espécie produzida no Estado atualmente, sendo responsável por 48% do volume da produção no Tocantins. Seguidos do tambaqui, existem ainda os híbridos tambacu e tambatinga, que representam 34% da produção; e 10,49% é de pintado e seus híbridos.

O estado registrou um aumento de 6,7%, atingindo 17.350 toneladas, em 2022, representando 1,85% na produção total de pescado no país, conforme a Associação Brasileira da Piscicultura.

Além disso, após o incentivo para a produção de tilápia em tanque rede no reservatório da Bacia Rio Tocantins e alterações na legislação, o Estado teve um aumento na produção desse pescado, que saltou de 80 toneladas em 2020; para 450 toneladas em 2022, quando foram lançados os últimos dados.

Benefícios do consumo de pescado

peixe, tilápiapeixe, tilápia
Foto: Frigorífico Mais Fish

Matéria-prima de diversos pratos saborosos, o consumo de pescado tem um papel importante na alimentação e na saúde. O peixe tem uma proteína rica em retinol, ferro, zinco, vitamina D, E e B12, cálcio, iodo, selênio e elevadas quantidades de ômega 3 e é associado também à proteção contra doenças cardiovasculares e Acidentes Vasculares Cerebrais (AVCs).

A nutricionista Ludmilla Moreira explica que o consumo de pescados pode contribuir com o aumento de músculos, saúde da pele e até células. “Os peixes apresentam uma vantagem em relação às carnes vermelhas pelo menor conteúdo de gorduras e também por possuírem alta proporção de gorduras insaturadas, aquelas conhecidas como saudáveis, sendo então excelentes substitutos para a carne vermelha.” diz, Moreira.

“Os peixes, principalmente os mais gordurosos, possuem essas gorduras insaturadas, ômega 3 e ômega 6, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, que ajudam a regular o colesterol ruim, o LDL, e são capazes também de aumentar os níveis de HDL, conhecido como colesterol bom no sangue. Então, isso faz com que a gente reduza os riscos de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como o AVC, pressão alta e infarto.” explica a nutricionista.

Além dos preparos para as refeições que são diversos, a nutricionista explica que o ideal é que o peixe seja consumido ainda fresco e sem ser ultraprocessado, como é o caso dos peixes em conserva que possuem uma maior quantidade de sódio, de gordura, de conservantes e corantes.

*Sob supervisão de Victor Faverin


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os acordos estabelecidos entre o Brasil e outros países



Durante os acordos firmados no G20 Agro, em Mato Grosso, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, assinou uma série de acordos de cooperação com os seguintes países: Japão, Portugal e Azerbaijão. Os memorandos abrangem diferentes áreas do agronegócio, que vão desde a produção agrícola até a saúde animal.

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O acordo firmado com o Japão foca na expansão das relações comerciais e no fornecimento estável de grãos brasileiros ao país asiático. O pacto também visa promover sistemas agroalimentares sustentáveis. Carlos Fávaro destacou as oportunidades para colaboração na produção de alimentos e energias renováveis durante sua reunião com o ministro da Agricultura, Florestas e Pesca do Japão, Tetushi Sakamoto.

Em relação a Portugal, foi estabelecido um acordo voltado à regulação e controle de segurança e qualidade dos produtos agroalimentares. A cooperação entre os dois países visa aprimorar as práticas institucionais e técnicas. O ministro mencionou que o acordo fortalece o equilíbrio e a reciprocidade nas relações bilaterais, abrindo portas para novas parcerias. Além disso, o Brasil solicitou apoio português em negociações sanitárias e fitossanitárias com a União Europeia durante o encontro com o ministro da Agricultura e Pescas de Portugal, José Manuel Fernandes.

O memorando assinado com o país é direcionado à cooperação nos segmentos da pecuária e saúde e abrange o desenvolvimento da pecuária, gestão sustentável do agronegócio. Carlos Fávaro ressaltou que o pacto oferece novas oportunidades comerciais para ambos os países. Além disso, foi colocada em pauta a colaboração em pesquisa sobre mudanças climáticas com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) durante a reunião com o ministro da Agricultura do Azerbaijão, Magnum Mammadov.



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