quarta-feira, agosto 12, 2026

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Arroz registra maior média de preços em 16 semanas



Embora sigam oscilando em um pequeno intervalo há praticamente dois meses, os preços do arroz em casca apresentam tendência ligeiramente altista desde maio/24. 

Entre 13 e 19 de setembro, o Indicador Cepea/Irga-RS atingiu a maior média em 16 semanas, de R$ 118,91/saca de 50 kg, ficando apenas 1,5% abaixo da registrada na última semana de maio, que foi uma das mais altas desde janeiro deste ano. 

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Levantamentos do Cepea mostram que, de modo geral, o mercado de arroz em casca no Rio Grande do Sul segue com baixa liquidez, limitada pela ‘queda de braço’ entre compradores e vendedores. 

Produtores aguardam um aumento mais expressivo nos preços, enquanto indústrias de beneficiamento sinalizam dificuldades para comercializar o arroz beneficiado, resistindo em adquirir o produto a valores maiores.



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Chicago realiza lucros e recua com previsão de chuvas no Brasil



Os contratos da soja em grão enfrentam uma leve queda nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Esse recuo é visto como uma realização de lucros após um período de alta nas últimas duas sessões.

A retração nos preços do petróleo em Nova York e a expectativa de chuvas no Brasil, que podem melhorar as condições climáticas para o cultivo, têm influenciado esse movimento. Traders consultados por agências internacionais destacam que os fundamentos de oferta e demanda apresentam um cenário pessimista para o mercado, o que contribui para a pressão nos preços.

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,33 por bushel, apresentando uma queda de 9,25 centavos de dólar, ou 0,88%, em comparação ao fechamento anterior. Na sessão anterior, a soja havia fechado em alta, embora abaixo das máximas do dia.

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As preocupações com a seca e o atraso no plantio no Brasil sustentaram os preços. Além disso, relatos de rendimentos abaixo do esperado no início do plantio nos Estados Unidos também exerceram pressão de alta sobre os contratos.

Outro aspecto que chamou a atenção dos investidores foi o plano de incentivo à economia anunciado pelo governo chinês. O mercado interpreta essas medidas como um potencial aumento na demanda por commodities, dado que a China é o maior comprador da soja do mundo.

Contratos da soja

Na última atualização, os contratos da soja com entrega em novembro fecharam em alta de 3,00 centavos de dólar, ou 0,28%, atingindo US$ 10,42 1/4 por bushel. A posição para janeiro foi cotada a US$ 10,60 1/2 por bushel, com um ganho de 3,75 centavos ou 0,35%.



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Recorrência de queimadas ameaça fitofisionomia do Cerrado


O Cerrado sofre com o fogo sem controle e a incidência maior das queimadas pode alterar a paisagem, ou no termo técnico, fitofisionomia do bioma. Os incêndios florestais provocam sérios danos às plantas, ao solo e todos os seres vivos, é o que mostra o terceiro episódio da série especial Cerrado Sem Fogo.

De acordo com o Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), até 16 de setembro, 32,6% das queimadas no Brasil foram no Cerrado.

Quase 61 mil focos (60.900) foram registrados. Foi o segundo bioma com o maior  número de incêndios florestais, atrás da Amazônia que ultrapassou 93 mil focos.

Especialistas afirmam que uma das características da vegetação do Cerrado, é de ser mais resistente ao fogo em ocorrências espaçadas, ao longo do tempo, no entanto, o problema é que as queimadas estão cada vez maiores e em pouco meses. Isso pode provocar o desaparecimento de animais e alterar a fitofisionomia do bioma.

A coordenadora de educação ambiental do Parque Vida Cerrado, Gabrielle Rosa, explica que “quando o fogo passa, as árvores mais velhas, que são aquelas que tem a casca bem desenvolvida, elas vão resistir, se reestabelecer após o período de incêndio, logo depois começa o período chuvoso no Cerrado”.

Alta frequência de queimadas podem alterar a fitofisionomia do bioma; matopiba, CerradoAlta frequência de queimadas podem alterar a fitofisionomia do bioma; matopiba, Cerrado

No entanto, Rosa detalha ainda que as “árvores mais jovens, as mais novas, não têm essa casca de proteção, então, elas acabam morrendo nessas queimadas e se esses incêndios começam a se tornar recorrentes nas mesmas áreas, e temos um processo de mudança da fitofisionomia do Cerrado.”.

Uma área que era historicamente densa, fechada, ela vai se ralhando ao longo do tempo e eu saio de uma estrutura, de um Cerrado restrito, um Cerrado denso e venho para um campo sujo, um campo limpo ou um gramial no futuro. – Gabrielle Rosa, coordenadora de Educação Ambiental – Parque Vida Cerrado

Animais sem abrigo, solo degradado

Com o fogo, a realidade para os animais são ferimentos, a morte e mudanças severas no ambiente, principalmente para muitos filhotes de animais silvestres, que se desenvolvem no bioma.

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Imagem: Reprodução/Parque Vida Cerrado

Além disso, a microbiologia, os microrganismos que estão presentes no solo, como fungos e bactérias são perdidos.

“As queimadas frequentes, podem e causam um desequilíbrio na microbiota do solo”, disse a doutora em ciências biológicas da JCO Bioprodutos, Flávia Arruda.

Contudo, também participaram deste episódio, Suzana Viccini, produtora rural e Ani Sanders, cofundadora do Grupo Progresso.

Ambas relatam os impactos causados pelo fogo nas propriedades com áreas de preservação.

Assista ao segundo episódio:

O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.


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AgroNewsPolítica & Agro

Safras de verão sofrem com secas na Ucrânia


Seca prejudica semeadura e reduz expectativa de rendimento de milho e girassol





Foto: Divulgação

De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a metade oriental da Ucrânia enfrentou condições severas de seca durante o período de revisão, agravando ainda mais as perspectivas de rendimento para as safras de verão.

A seca já havia se instalado em julho e continuou prevalecendo nas semanas seguintes, com precipitações entre 50% e 100% abaixo da média de longo prazo (LTA) em diversas regiões. No entanto, algumas áreas no oeste, centro, norte e sul do país experimentaram condições apenas ligeiramente mais secas do que o normal, com chuvas até 50% abaixo da média. As temperaturas, por sua vez, estiveram entre 1°C e 2°C acima do esperado, com aquecimento mais intenso nas regiões de Vinnyts’ka, Khmel’nyts’ka e Chernivets’ka, onde os termômetros subiram até 3°C acima da média.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Enquanto as regiões ocidentais e centrais apresentaram um clima mais favorável às safras, as áreas do leste e sudeste sofreram fortemente com a falta de chuva. As culturas mais afetadas pela seca foram o milho em grão e o girassol, enquanto a soja, concentrada nas regiões ocidentais, foi menos impactada.

A colheita nas áreas orientais já começou devido à aceleração do ciclo causado pela seca. Contudo, a produção foi revisada para baixo nas previsões do JRC MARS, e a semeadura de colza, já concluída no oeste, enfrenta atrasos nas regiões orientais por conta da dureza e secura dos solos.

Essas condições climáticas têm gerado preocupações para o setor agrícola ucraniano, especialmente com o impacto na produção de grãos, essenciais para a economia local e as exportações do país.





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Anvisa proíbe venda de duas marcas de azeite no Brasil



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de azeite de duas marcas em território brasileiro. A decisão foi publicada em uma resolução no Diário Oficial da União desta terça-feira (24).

Segundo o texto publicado, está proibida a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso dos azeites das marcas Serrano e Cordilheira, com 0,5% de acidez.

A Anvisa informou que a produção desses azeites estava sendo realizada por empresas desconhecidas no Brasil. Elas não informaram registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), nem local de fabricação. 

Coco ralado

A resolução publicada pela agência também proibiu a venda do lote  030424158 de coco ralado da marca Coco e Cia. A Anvisa informou que a análise de amostras do produto apresentaram resultado insatisfatório quanto à quantidade de dióxido de enxofre, e por isso deve ser recolhido.



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Caiado critica ‘falta de um seguro rural’ no Brasil



O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), criticou a falta de um seguro rural no Brasil. As declarações ocorreram durante o painel “Brasil 2025/26: As oportunidades nos estados”, em conferência do Banco Safra, em São Paulo, nesta terça-feira (24).

“Eu ouvi do vice-presidente mundial da John Deere um detalhe interessante que quero transmitir aqui. Ele disse: governador, o senhor sabe que os produtores que mais absorvem tecnologia, e falo pela John Deere, são os brasileiros? E eu falei, mas por quê?”, contou.

Caiado continuou: “Ele falou: por uma coisa simples. Porque o produtor rural brasileiro tem que arriscar a vida dele toda, jogar na safra dele com tudo, porque não tem seguro. Se ele perder uma safra nos Estados Unidos ou na Europa, ele tem um seguro agrícola e ele tem a tranquilidade de ficar. Aqui, se ele perder a safra, ele quebra e vai ter que entregar a fazenda dele, porque não tem condição de pagar as dívidas.”

Na sequência, o governador afirmou que até hoje o Brasil não tem seguro rural. “É algo impressionante, num país em que a base da economia dele é exatamente a agropecuária.”

Diferentemente do que disse o governador de Goiás, o Brasil oferece seguro a produtores rurais. O site do Ministério da Agricultura lembra que o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR) oferece ao agricultor a oportunidade de segurar sua produção, por meio de auxílio financeiro do governo federal.

A subvenção econômica concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária pode ser pleiteada por qualquer pessoa física ou jurídica que cultive ou produza espécies contempladas pelo programa e permite a complementação dos valores por subvenções concedidas por estados e municípios.

Para contratar o seguro rural, o produtor deve procurar uma seguradora habilitada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária no Programa de Subvenção. Caso o produtor já tenha cobertura do Proagro ou Proagro Mais para uma lavoura, o mesmo não será beneficiado pelo PSR na mesma área. 



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Anec reduz projeção de exportação de soja em setembro



A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) reduziu ligeiramente sua projeção de exportações de soja do Brasil em setembro, em relatório publicado nesta terça-feira (24). A nova estimativa indica embarques de 5,821 milhões de toneladas no mês, ante expectativa anterior de 5,828 milhões de toneladas.

O volume ainda é maior do que o registrado em setembro do ano passado, de 5,547 milhões de toneladas. Já em relação ao farelo de soja, a Anec projetou embarque de 1,971 milhão de toneladas no nono mês deste ano, em linha com o volume do ano passado.

Exportações de milho

Em relação ao milho, a associação disse que o Brasil deve embarcar neste mês um volume de 6,686 milhões de toneladas. No relatório anterior, a projeção era de embarque entre 6,469 milhões e 6,800 milhões de toneladas. Já em comparação com setembro de 2023, a nova estimativa ficou abaixo das cerca de 9 milhões de toneladas exportadas.

Entre os dias 15 e 21 de setembro, o Brasil embarcou 1,210 milhão de toneladas de soja e 272.563 toneladas de farelo de soja, disse a Anec. As exportações de milho somaram 1,245 milhão de toneladas no período.

Para a semana de 22 a 28 de setembro, a entidade prevê que o volume de exportações de soja fique em 1,242 milhão de toneladas e o de farelo suba para 424.373 toneladas. Os embarques de milho também devem subir, para 1,731 milhão de toneladas.



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Copom aponta para alta de 0,5 pp em novembro



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay Igor Cadilhac destaca que a ata do Copom reforçou um tom hawkish, no sentido de mais juros, apontando para uma alta de 0,5 pp na reunião de novembro.

Impulsionados pela China, os mercados locais tiveram um dia positivo, com juros e dólar em queda e bolsa em alta.

Para hoje, olho no IPCA-15 de setembro.



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Estresse térmico e proliferação de pragas afetam safras de verão na Itália


De acordo com o boletim de monitoramento de colheitas JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, as safras de verão na Europa sofreram uma combinação de estresse térmico e proliferação de pragas e doenças, o que impactou negativamente o potencial de rendimento, especialmente no norte da Itália.

Durante agosto, três ondas de calor atingiram o norte da Europa, com temperaturas ultrapassando os 30°C, sendo que a primeira onda, em meados do mês, chegou a registrar máximas de 38°C no Vale do Pó, na Itália central. Esses eventos de calor intenso, embora concentrados, foram acompanhados de precipitação dentro da média, mas distribuída em eventos pontuais e intensos. Em setembro, o calor persistiu no início, mas as temperaturas se normalizaram na segunda semana, enquanto chuvas intensas continuaram, com registros locais de até 90 mm em regiões como a Lombardia.

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No norte da Itália, o calor no início de agosto acelerou o crescimento do milho, mas o estresse térmico por volta de 15 de agosto prejudicou a floração e o enchimento dos grãos. A soja, por ter florescido mais tarde, não foi tão afetada pelas altas temperaturas. No entanto, as condições quentes e úmidas favoreceram a disseminação de pragas e doenças, especialmente nas plantações de beterraba.

Enquanto a colheita das safras de verão, como o milho verde, começou no final de agosto e se estenderá até setembro, o atraso de 15 a 30 dias em relação ao habitual também afetou o rendimento. No centro da Itália, a colheita de girassol terminou por volta de 15 de agosto, com a fase de enchimento dos grãos comprometida pelas temperaturas elevadas.

As previsões de rendimento foram revisadas para baixo, abaixo da média, para beterraba, milho verde e girassol, enquanto permanecem estáveis para o milho em grão. Em contraste, as perspectivas para a soja foram revisadas para cima, com um rendimento previsto acima da média.





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AgroNewsPolítica & Agro

Calor e chuvas intensas desafiam agricultura na Áustria e Eslováquia


Colheitas de verão na Europa sofrem com condições climáticas extremas





Foto: Nadia Borges

Em seu boletim de monitoramento de colheitas de setembro, o JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, revela que um agosto seco e quente, combinado com um déficit hídrico no solo na Áustria e na Eslováquia, resultou em uma revisão negativa das expectativas de rendimento para as safras de verão.

Durante o período analisado, os três países enfrentaram uma onda de calor intensa, que se estendeu da segunda quinzena de agosto até o início de setembro. As temperaturas médias registradas foram as mais altas da história para esse intervalo. A falta de chuvas na Áustria e na Eslováquia no final de agosto e início de setembro acentuou o déficit de umidade do solo, que já havia sido relatado em boletins anteriores. Na Eslováquia, o déficit hídrico superou o dobro da média histórica.

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No final do período, chuvas torrenciais atingiram os três países, dificultando a quantificação de seus impactos imediatos. Essas precipitações desafiadoras afetaram o amadurecimento e a colheita das safras de verão, além de complicar a semeadura das safras de inverno.

As condições secas e quentes em agosto provocaram uma dessecação prematura das colheitas, o que pode comprometer a maturidade e a qualidade necessárias para a colheita. Na Eslováquia, a colheita de girassóis foi antecipada em algumas regiões, encurtando a estação de cultivo em um mês e resultando em rendimentos abaixo da média.

A colheita das safras de verão teve início em todos os três países, mas as recentes chuvas e a inundação dos campos apresentam desafios adicionais à conclusão bem-sucedida das colheitas nas áreas afetadas. As previsões de rendimento para as colheitas de verão permanecem próximas das tendências históricas, mas foram revisadas para baixo em relação aos girassóis e milho em grão na Áustria e Eslováquia, assim como em relação à soja na Áustria.





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