quarta-feira, agosto 12, 2026

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Mercado do boi gordo supreende; veja as cotações da arroba


O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com preços mais altos durante a quinta-feira (26).

Segundo a consultoria Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, uma vez que mesmo com sequências altas dos preços da arroba do boi gordo há grande dificuldade na composição das escalas de abate, que ainda estão na pior posição da atual temporada.

A demanda aquecida é outro elemento a ser considerado, com exportações caminhando para um recorde histórico em um ano que também é pautado por avanços dos indicadores de consumo no mercado doméstico.

Preços da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 275 à vista ou até mesmo em até R$ 280 a prazo
  • Minas Gerais: R$ 270 a prazo
  • Mato Grosso do Sul: R$ 270 a prazo
  • Mato Grosso: R$ 235 a prazo

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista segue com preços firmes para a carne bovina e os negócios ainda sugerem pela elevação dos preços no curto prazo, em linha com a entrada dos salários na economia durante a 1ª quinzena do mês, motivando a reposição entre atacado e varejo.

A carne bovina tende a seguir perdendo competitividade em relação as proteínas concorrentes, em especial da carne de frango.

O quarto traseiro segue no patamar de R$ 19,90, por quilo. Ponta de agulha ainda é cotada a R$ 15,00, por quilo. Quarto dianteiro segue precificado a R$ 15,15.



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AgroNewsPolítica & Agro

Crescimento do arroz na Europa supera expectativas


A edição de setembro do boletim JRC MARS, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, aponta que a safra de arroz na Europa superou as expectativas, apesar das ondas de calor e temperaturas máximas elevadas registradas em várias regiões. A previsão de rendimento médio na União Europeia está estimada em 6,78 t/ha, 6% acima da média dos últimos cinco anos.

Na Itália, embora o desenvolvimento do arroz tenha sido inicialmente atrasado por frequentes chuvas durante a semeadura em abril e a fase vegetativa em junho e julho, as temperaturas elevadas em agosto e setembro proporcionaram excelentes condições de crescimento. A área cultivada também foi ampliada, com um aumento de 16.000 hectares (+7,5% em relação a 2023), e as regiões do nordeste, como Verona e Ferrara, apresentaram acúmulo de biomassa acima da média.

Na Espanha, o arroz enfrentou um atraso de 15 dias no desenvolvimento devido às baixas temperaturas de junho, mas as condições melhoraram com o tempo. Regiões como Andaluzia e Extremadura registraram acúmulo de biomassa acima da média, embora a Valência tenha sofrido com uma onda de calor entre 25 de julho e 10 de agosto, o que impactou o rendimento. Mesmo assim, a previsão de produção para o país permanece acima da média.

Outras regiões, como a Grécia e Portugal, também mantêm previsões de rendimento elevadas. Na Grécia, o calor extremo foi compensado pela constante disponibilidade de água para irrigação, sustentando o crescimento das plantações. Já no sul da França, o arroz não foi severamente afetado pelas ondas de calor em agosto, com biomassa acima da média desde meados do mês.

No entanto, a situação é diferente nos países do Leste Europeu. Na Bulgária e Romênia, as safras de arroz foram prejudicadas pelas altas temperaturas e seca. Na Bulgária, o clima quente e seco comprometeu as plantações durante a fase reprodutiva, e as imagens de satélite confirmam a acumulação de biomassa abaixo da média. A Romênia enfrentou temperaturas anômalas, com picos de até 36°C em julho, o que resultou em uma previsão de rendimento inferior à média de cinco anos.

Por outro lado, na Hungria, os principais distritos produtores, como Jász-Nagykun-Szolnok e Békés, registraram condições de crescimento acima da média, e a safra avançou 10 dias em relação a uma temporada comum, com uma previsão de rendimento final superior.





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Confira como os preços da soja fecharam o dia no Brasil e em Chicago


O mercado brasileiro da soja apresentou uma jornada de preços mistos nesta quinta-feira, com uma comercialização marcada pela tranquilidade.

As cotações variaram, refletindo o cenário do mercado interno, onde as ofertas superaram as paridades de exportação devido à demanda por soja disponível por parte da indústria.

A Bolsa de Chicago registrou uma queda e o dólar também se desvalorizou, resultando em uma redução nos preços no porto e impactando as negociações internas.

Preços da soja no país

  • Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos se manteve em R$ 135,00
  • A cotação na Região das Missões (RS) permanece em R$ 134,00
  • No Porto de Rio Grande, o preço da saca continua em R$ 142,00.
  • Em Cascavel (PR), a saca valorizou, passando de R$ 137,00 para R$ 138,00
  • No Porto de Paranaguá (PR), o preço da saca caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00.
  • Em Rondonópolis (MT), a saca teve uma queda de R$ 134,00 para R$ 131,00.
  • O preço em Dourados (MS) se manteve em R$ 132,00.
  • Em Rio Verde (GO), o preço da saca caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00.

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) encerraram a quinta-feira em baixa, em um dia marcado por intensa volatilidade. Após uma abertura positiva, impulsionada por preocupações climáticas nos Estados Unidos e reações a medidas de estímulo da economia chinesa, o mercado acabou cedendo à pressão provocada pela queda do petróleo e a um cenário fundamental menos otimista para o médio prazo.

A escassez de chuvas tem potencial para impactar a produtividade da safra americana em diversas regiões. No Brasil, o clima seco está atrasando o plantio. Apesar dessas dificuldades, a expectativa é de que a produção americana atinja um recorde, e as estimativas iniciais para o Brasil também indicam uma safra recorde.

Os participantes do mercado começam a se posicionar para o relatório de estoques trimestrais dos Estados Unidos, que será divulgado na próxima segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Contratos futuros da soja

cotação preço soja queda Chicagocotação preço soja queda Chicago
Foto: Reprodução

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com uma baixa de 12,25 centavos de dólar, ou 1,16%, cotados a US$ 10,41 por bushel. A posição de janeiro teve uma cotação de US$ 10,59 1/4 por bushel, com uma perda de 12,50 centavos ou 1,16%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com uma baixa de US$ 1,40, ou 0,42%, a US$ 326,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro encerraram a 42,90 centavos de dólar, com uma queda de 1,25 centavo ou 2,83%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,57%, sendo negociado a R$ 5,4447 para venda e a R$ 5,4426 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4041 e a máxima de R$ 5,4538.



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Parque da Chapada dos Veadeiros é fechado por conta de incêndio



O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, foi fechado nesta quinta (26) por conta de um novo incêndio florestal.

O fogo teve início ontem (25) dentro do parque, próximo à Vila de São Jorge. Os visitantes, incluindo os que estavam na área de acampamento das Sete Quedas, foram retirados pela equipe da concessionária Parquetur.

Mais de 60 brigadistas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e voluntários trabalharam no combate às chamas que foram controladas por volta da meia-noite. No dia de hoje, seguem os trabalhos de rescaldo e monitoramento na região.

De acordo com o ICMBio, ainda não há data para reabertura do parque. No início do mês, um incêndio já havia destruído 10 mil hectares do parque.

História do Parque

O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros está localizado no nordeste do estado de Goiás, entre os municípios de Alto Paraíso de Goiás, Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma e São João d’Aliança.

Criado em 1961, o local protege uma área aproximada de 240.611 hectares de Cerrado. No local, há espécies únicas de vegetais, nascentes e cursos d’água e rochas pré-históricas.

Desde 2001, o local foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).



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AgroNewsPolítica & Agro

França mantém expectativa otimista para safras de verão


Regiões ocidentais enfrentaram um déficit de chuvas até meados de agosto





Foto: Divulgação

Segundo o boletim de setembro do JRC MARS Bulletin, divulgado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, a França registrou condições climáticas variadas durante o período de revisão. As regiões ocidentais enfrentaram um déficit de chuvas até meados de agosto, enquanto o leste e o norte do país experimentaram precipitações acima da média. Mesmo com essas diferenças regionais, a perspectiva geral para as safras de verão no país é positiva.

O oeste e o sul da França sofreram com a escassez de chuvas entre julho e meados de agosto, o que gerou condições secas que afetaram parte da produção agrícola. No entanto, a partir da segunda metade de agosto, houve um aumento significativo nas chuvas, reabastecendo as reservas hídricas e melhorando as condições para o cultivo. Por outro lado, as regiões leste e norte mantiveram níveis regulares de precipitação durante todo o período, favorecendo o desenvolvimento das safras e preservando a umidade ideal do solo.

Do ponto de vista das temperaturas, o oeste do país permaneceu dentro da média histórica, enquanto o leste experimentou temperaturas de 0,5 a 2,5°C acima do esperado para o período. As safras de verão, que tiveram um desenvolvimento mais lento devido ao atraso na semeadura e temperaturas mais baixas durante a primavera, estão em processo de recuperação e devem atingir a maturidade até o fim da estação.

Apesar das condições secas no oeste e sul da França terem dificultado o enchimento de grãos, as previsões de rendimento para as safras de verão em todo o país foram revisadas para cima. A campanha de semeadura de colza, crucial para a produção de óleos vegetais, também está progredindo bem. A expectativa é que o rendimento permaneça acima da média, com perspectivas bastante otimistas para o fim da temporada.





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Gasolina e diesel estão 4% mais caros no Brasil que no exterior



O preço da gasolina no Brasil permanece mais elevado que o praticado no mercado internacional, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

O litro do combustível está, em média, R$ 0,11 mais caro no mercado doméstico, 4% superior ao praticado no exterior, conforme relatório publicado nesta quinta-feira (26).

“Os preços médios da Gasolina A operam acima ou na paridade em todos os polos analisados”, frisou a Abicom. “O mercado internacional e o câmbio pressionam os preços domésticos.”

Paridade de importação

O Preço de Paridade de Importação (PPI) acumula uma redução de R$ 0,51 por litro desde o último reajuste nos preços da Petrobras, calculou a entidade.

Já o preço do diesel está, em média, 4% mais caro internamente do que no Golfo do México, região usada como parâmetro para a comercialização desses combustíveis pelos importadores brasileiros. O resultado significa uma defasagem de R$ 0,13 por litro do diesel.

Segundo a Abicom, os preços médios do óleo diesel A operam acima ou na paridade em todos os polos analisados. O Preço de Paridade de Importação acumula uma redução de R$ 0,39 por litro desde o último reajuste nos preços da Petrobras, apontou a entidade.

Nos cinco polos da Petrobras, a gasolina estava, em média, 4% acima do preço internacional, R$ 0,10 a mais por litro, assim como o diesel A, 4% acima da paridade, o equivalente a R$ 0,14 a mais por litro.

Já o polo Aratu, na Bahia, operado pela Acelen, vendia o diesel 1% mais caro que o preço do Golfo. A gasolina era comercializada com preço 4% superior ao patamar internacional.

O Preço de Paridade de Importação (PPI) foi calculado pela Abicom usando como referência os valores do fechamento do mercado nesta última quarta-feira, 25.

“Com a estabilidade no câmbio e a ligeira redução nos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está acima da paridade para o óleo diesel e para gasolina”, concluiu a Abicom.



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Suspeito é preso por furto de sacas de café e trator de R$ 50 mil 


Um homem de 30 anos foi preso nesta quarta-feira (25) suspeito de furtar sacas de café e maquinários agrícolas em uma fazenda na zona rural de Machado, sul de Minas Gerais.

Segundo informações da Polícia Civil, o crime ocorreu durante a madrugada. As informações partem de reportagem do G1.

A prisão foi realizada pela delegacia especializada em Repressão a Crimes Rurais de Alfenas, após receber dados preliminares da Delegacia de Polícia Civil de Machado.

Durante as investigações, a equipe conseguiu recuperar 33 sacas de café, avaliadas em cerca de R$ 15 mil, além de três roçadeiras e uma motosserra.

Trator furtado

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Foto: Polícia Civil

A Polícia Militar também encontrou um trator avaliado em aproximadamente R$ 50 mil, que havia sido furtado e depois abandonado pelo autor do crime. A descoberta do veículo foi essencial para identificar e prender o suspeito.

O homem foi encaminhado à Santa Casa de Alfenas para realizar o exame de corpo de delito. Após o registro do Auto de Prisão em Flagrante, ele foi levado ao presídio local, onde aguardará a decisão da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, todos os materiais recuperados foram devolvidos à vítima.



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Entidades repudiam fala de pesquisadora sobre bioinsumos on farm



A Associação Brasileira de Bioinsumos (Abbins) e o Grupo Associado de Agricultura Sustentável (Gaas) divulgaram nota de repúdio na última terça-feira (24) sobre a manifestação da pesquisadora da Embrapa Soja, Mariângela Hungria, a respeito da produção de bioinsumos on farm.

Em reportagem publicada pelo Canal Rural na segunda-feira (23), a especialista citou que há cinco anos são feitas análises dos biológicos que são produzidos dentro da fazenda por produtores e que os resultados são, em geral, insatisfatórios.

“Posso falar que até hoje a gente não encontrou sequer um produto ‘on farm’ que não tivesse um problema, seja de contaminação, de baixa concentração de células etc.”, disse. Na matéria, Mariangela ressalta a necessidade de regulamentação da preparação desses compostos pelos produtores.

Nota de repúdio

Para as entidades, a fala de Mariangela foi preconceituosa, de caráter alarmista e irreal. “A responsabilidade do agricultor com a qualidade de sua produção não é menor do que a responsabilidade do pesquisador com a qualidade do seu laboratório, das suas pesquisas”, diz a nota.

Ainda de acordo com o texto, desde 2009 os agricultores brasileiros têm o direito de produzir bioinsumos para uso próprio amparado pelo decreto nº 6.913.

Assim, para a Abbins e o Gaas, o salto nas exportações do agronegócio brasileiro, que eram de aproximadamente US$ 65 bilhões em 2009 e fecharam 2023 com o valor de US$ 166,78 bilhões, “ocorreu concomitantemente à adoção da prática de produção de bioinsumos para uso próprio nas mais diversificadas lavouras brasileiras”.

A nota continua: “alguns produtores de frutas na Região Nordeste conseguiram manter seus
contratos de exportação para países europeus adotando o sistema de produção de
bioinsumos para uso próprio, que permitiu a redução do uso de agrotóxicos e, consequentemente, a redução do Limite Máximo de Resíduos (LMR) exigido pelos clientes”.

As entidades defendem, também, que “manuais e cursos para aprimoramento da prática sejam disponibilizados de Norte a Sul do Brasil. Quanto mais conhecimento e preparação, melhor para todos”.

Bioinsumos on farm pelo mundo

A nota das duas entidades ressalta, ainda, que na Áustria; no Japão; na Inglaterra; no estado do Missouri, Estados Unidos; na Nova Zelândia e no México “os agricultores produzem seus bioinsumos para uso próprio, essa não é uma peculiaridade do Brasil. No México, o governo desenvolveu Manuais de Produção para orientar os agricultores, nos outros países e no Missouri são as indústrias que fornecem o concentrado de microrganismos para o agricultor fermentar seu bioinsumo na propriedade”.

A nota da Abbins e do Gaas finalizada dizendo que nos países e estado supracitado “não tem terrorismo nem empresas gananciosas querendo retirar o direito do agricultor de produzir bioinsumos para uso próprio. Ao contrário, as empresas estão aproveitando esse mercado de fornecimento de insumos para o agricultor que fez a opção por produzir seu próprio bioinsumo”.

Outro lado

Após a divulgação da nota de repúdio das entidades, a pesquisadora Mariangela Hungria se manifestou em rede social:

“Relatei apenas os resultados de análises feitas em laboratório acreditado pela ISO 17025 e publicados em revista científica analisada por revisores. Não foi uma opinião. Foram resultados científicos. Com base nisso nos esforçamos muito e publicamos um Manual de Análise ricamente ilustrado, quase 200 fotos, para ajudar a verificar a qualidade dos bioinsumos produzidos. A agricultura brasileira merece bioinsumos de boa qualidade”.

A Associação Brasileira das Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), por sua vez, também soltou nota em rede social:

“A Abinbio está do lado da Ciência, dos fatos e dos dados. Apoiamos e respeitamos o trabalho dos pesquisadores brasileiros e da Embrapa, que sempre foi uma força impulsionadora do agronegócio do País. Repudiamos qualquer ataque ou tentativa de descredibilizar pesquisas e resultados comprovados, sejam qual forem os interesses por detrás disso. O Brasil precisa basear sua legislação para os bioinsumos na Ciência, garantindo uma agricultura produtiva, sustentável e segura para todos”.

O Manual de Análise citado pela pesquisadora Mariangela pode ser acessado neste link.



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Com ou sem chuva? As expectativas do produtor baiano para o plantio da soja


O estado da Bahia já pode iniciar a semeadura da soja. Segundo a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), a região se destaca como o sétimo maior produtor de soja do Brasil.

Dados da Conab confirmam a Bahia como um dos principais estados produtores, ocupando a sétima posição no ranking nacional. Desde 2001, a soja é o segundo produto agrícola mais importante do estado, representando 44% do Valor de Produção das Lavouras (VBP) e 36% do VBP da Agropecuária, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Atualmente, cerca de 99% da soja da Bahia é cultivada na região Oeste. Essa produção corresponde a 52% do total colhido no Nordeste e aproximadamente 5,1% do volume nacional, segundo a Conab.

As condições de solo e clima da região são favoráveis à cultura, com estações bem definidas, topografia plana, índices pluviométricos adequados e uma extensa bacia hidrográfica que se beneficia dos rios perenes sobre o Aquífero Urucuia, otimizando a irrigação.

Conforme Darci Salvetti, presidente da Aprosoja-BA, os produtores estão prontos para iniciar a semeadura assim que as condições de umidade forem favoráveis. Apesar das altas temperaturas previstas e dos desafios do ano anterior, a confiança nas tecnologias e na adaptação é alta. As máquinas estão prontas, com foco em um plantio seguro e produtivo.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Na linha de frente do plantio

Foto: José Silmar Nogueira

A irrigação desempenha um papel importante, especialmente com a utilização de pivôs que já cobrem cerca de 250 mil hectares na região. O produtor rural José Silmar Nogueira destaca que os pivôs plantados indicam um bom começo, com a maioria das áreas já cultivadas.

O vazio sanitário para plantas emergidas com antecipação termina em 25 de setembro e para quem não solicita, o prazo é 8 de outubro. Após o término do vazio, os primeiros brotos emergiram, mas muitos agricultores preferem esperar até 10 de outubro para evitar a pressão do calor, que no ano passado causou perdas significativas na produtividade.

”A pressão de pragas, como a mosca-branca e a cigarrinha, também influencia a decisão dos produtores. Aqueles que planejam cultivar feijão carioca ou milho preferem aguardar até o final de março ou início de abril para maximizar a produtividade”, destaca Nogueira.

Ele comenta que. com o cenário atual de custos elevados, os agricultores não desejam arriscar replantios que poderiam eliminar suas margens de lucro. Portanto, a prioridade é plantar soja em um momento mais seguro, entre 15 de outubro e 15 de novembro, quando as condições são mais favoráveis.

”O plantio em sequeiro tende a atrasar, pois muitos produtores hesitam em semear precocemente devido ao receio de replantios, como os do ano passado. Embora a safrinha tenha vantagens, a baixa rentabilidade leva a um planejamento cauteloso”, comenta o produtor. A expectativa é que o plantio ocorra no período padrão, a partir do final de outubro, conforme as chuvas permitirem.

A estratégia para o plantio de soja na Bahia se baseia na cautela e no aprendizado do passado. A combinação de clima, custos e a necessidade de maximizar a produtividade molda a forma como os agricultores abordam esta safra. O foco está em reduzir riscos, controlar custos de irrigação e esperar pelas condições ideais para garantir uma colheita saudável e lucrativa.



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AgroNewsPolítica & Agro

Calor e seca antecipam colheita de milho na Alemanha


Rendimentos de batata e beterraba sobem na Europa





Foto: Nadia Borges

De acordo com a edição de setembro do boletim JRC MARS Bulletin, publicado pelo Serviço de Publicações da União Europeia, o leste e o centro da Alemanha enfrentaram um agosto quente e seco, seguido por temperaturas recordes no início de setembro. Esses fatores causaram um ressecamento severo dos solos e anteciparam a colheita do milho em grão nas regiões mais afetadas. As safras de inverno, que já estão sendo semeadas, dependerão de chuvas adicionais durante o período de emergência para um desenvolvimento satisfatório.

Desde a segunda quinzena de agosto, as temperaturas subiram para máximas de até 35°C, enquanto a precipitação ficou dentro da média para grande parte do país. No entanto, no nordeste, leste e centro, as chuvas permaneceram significativamente abaixo da média até 7 de setembro, agravando o déficit hídrico. Somente a partir de 8 de setembro, a chegada de chuvas trouxe algum alívio para os solos ressecados, com Sachsen e Bayern registrando precipitações intensas desde o dia 12.

A colheita das safras de inverno foi concluída em meados de agosto, e a cevada de primavera foi colhida até o final do mês. As condições secas no período permitiram o avanço da campanha de semeadura, já concluída para a colza de inverno, enquanto outras safras ainda estão em processo de plantio. No geral, as safras de verão se beneficiaram do calor e das condições secas. O milho em grão, em especial, teve a colheita iniciada mais cedo no nordeste do país, onde o clima quente ameaçava a qualidade dos grãos.

Culturas como a batata e a beterraba sacarina também se beneficiaram das condições favoráveis de calor e radiação solar abundante. Entretanto, a umidade excessiva no início da temporada e a alta pressão de pragas limitaram os rendimentos da batata neste ano. As chuvas recentes no sul da Alemanha podem impactar tanto as safras de verão quanto as de inverno já semeadas, mas os efeitos ainda não podem ser mensurados de forma confiável.

As previsões de rendimento para o milho verde e o milho em grão permaneceram praticamente inalteradas, enquanto os girassóis tiveram suas projeções revisadas para cima, impulsionadas pelo aumento da radiação solar. Já para a beterraba sacarina e a batata, as expectativas foram elevadas levemente acima da média de cinco anos, refletindo as condições climáticas favoráveis. As estimativas de rendimento para as safras de inverno não sofreram alteração significativa.





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