terça-feira, agosto 11, 2026

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Alta umidade e calor trazem chuva a Mato Grosso; veja a previsão do tempo



Saiba como o clima irá se comportar em todas as regiões do Brasil nesta terça-feira (1º):

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Sul

O avanço de uma frente fria, combinado com a circulação de ventos em médios níveis da atmosfera, forma nuvens carregadas nos três estados do sul do país. A previsão é de pancadas de chuva com trovoadas, ventanias e eventual queda de granizo. O tempo ficará estável apenas no extremo noroeste do Paraná.

Sudeste

Terça-feira com pancadas de chuva na região de Presidente Prudente e Vale do Ribeira, devido à aproximação de uma frente fria. No Espírito Santo e na Zona da Mata mineira, o dia será de sol entre muitas nuvens. Nas demais regiões, o dia será ensolarado e com alerta de baixa umidade do ar.

Centro-Oeste

Instabilidades associadas ao calor e à alta umidade continuam atuando no norte de Mato Grosso. As pancadas de chuva são isoladas, mas com intensidade moderada. Em Mato Grosso do Sul e em Goiás, não chove em nenhuma região, e as temperaturas sobem rapidamente.

Nordeste

Pancadas de chuva isoladas marcam presença na costa leste da região e no interior dos estados do Maranhão e Piauí, sem alertas. O dia será ensolarado, seco e quente nas demais áreas.

Norte

Previsão de pancadas de chuva irregulares, mas pontualmente fortes, em todos os estados da região. A sensação será de abafamento, com as temperaturas facilmente passando dos 35 ºC.



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à espera do USDA, Chicago mantém perdas na reabertura



Os contratos da soja em grão registram preços mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Desde a manhã desta segunda-feira (30), o mercado realiza parte dos lucros obtidos na semana passada, enquanto aguarda a divulgação do relatório trimestral de estoques dos Estados Unidos. As condições climáticas no Brasil e o potencial produtivo das lavouras norte-americanas continuam sendo pontos de atenção.

Os estoques trimestrais norte-americanos de soja na posição de 1º de setembro deverão ficar acima do número indicado pelo USDA no mesmo período do ano anterior. A projeção é de analistas e corretores entrevistados pelas agências internacionais, que indicam estoques trimestrais de 350 milhões de bushels.

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No mesmo período do ano anterior, o número era de 264 milhões de bushels. Além disso, os exportadores privados norte-americanos reportaram ao USDA a venda de 116.000 toneladas de soja em grãos para a China, a serem entregues na temporada 2024/25.

Os contratos com entrega em novembro estão cotados a US$ 10,60 1/2 por bushel, com uma baixa de 5,25 centavos de dólar, ou 0,49%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com entrega em janeiro de 2025 operam com recuo de 4,50 centavos de dólar, ou 0,41%, cotados a US$ 10,78 1/2 por bushel.



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prejuízo com quebra da safra de trigo do PR é de R$ 1,3 bi



O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab) reportou incorretamente uma informação distribuída em notícia da última sexta-feira (27). Produtores de trigo paranaenses devem enfrentar um prejuízo estimado em cerca de R$ 1,3 bilhão com as perdas da safra, e não de R$ 3 bilhões, como havia sido informado anteriormente.

O Deral, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná (Seab), revisou para baixo as estimativas da safra 2023/24 de trigo, projetando uma quebra de 32% na produção, cuja colheita está em andamento no estado. A nova previsão indica que a colheita deve totalizar 2,58 milhões de toneladas, uma redução significativa em relação ao potencial inicial de 3,8 milhões de toneladas.

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As perdas, que somam 1,2 milhão de toneladas, são atribuídas à seca severa e às geadas que atingiram o estado durante o inverno.

Segundo o analista da cultura no Deral, Hugo Godinho, a estiagem afetou de forma mais intensa as lavouras no norte do Paraná, onde a colheita já está em andamento.

Com isso, os produtores de trigo paranaenses devem enfrentar um prejuízo estimado em cerca de R$ 1,3 bilhão, mesmo considerando os preços anteriores ao início dos problemas climáticos. O valor pode ser parcialmente compensado pelos contratos de seguro, mas a situação ainda é preocupante para os triticultores.

A colheita de trigo no Paraná atingiu 50% da área semeada, que foi de 1.149,6 mil hectares na safra 2023/24, uma redução de 19% em relação à safra 2022/23, que teve 1.415,5 mil hectares. As projeções para a área de trigo na safra 2024/25 ainda não foram definidas.

A produção de cevada teve igualmente impacto das condições climáticas, com uma redução de 14% na estimativa, agora prevista em 291 mil toneladas. Já a aveia deve registrar uma queda de 26%, embora o Deral acredite que esses números possam ser reavaliados à medida que a colheita avance.

Safra 2024/25

O Deral informou, no relatório mensal, que manteve as estimativas de produção para a safra 2024/25 no Paraná, projetando 22,4 milhões de toneladas de soja e 2,6 milhões de toneladas de milho.

A área destinada ao plantio da soja permanece em 5,81 milhões de hectares, enquanto a área do milho segue como a menor já registrada, com 257 mil hectares, representando uma redução de 13% em relação à safra anterior.

O plantio da primeira safra de milho já alcançou 60% da área prevista, com as regiões de Ponta Grossa e Guarapuava liderando os trabalhos, atingindo 85% e 70% do plantio, respectivamente.

A produtividade média do milho está projetada em 10.112 kg/ha, um leve aumento em relação à estimativa de agosto e superior aos 8.575 kg/ha registrados na safra anterior.

Para a soja, cerca de 600 mil hectares já foram semeados, representando 10% da área total, impulsionados por condições climáticas favoráveis. A produtividade esperada de 3.858 kg/ha permanece praticamente inalterada em relação à previsão anterior de 3.847 kg/ha, consolidando a projeção de 22,4 milhões de toneladas, um aumento de 21% em relação à safra anterior.

A região sul do estado continua como a principal produtora de soja, com previsão de plantar 1,67 milhão de hectares, equivalente a 28,7% do total do Paraná, seguida pela região norte, com 1,48 milhão de hectares (25,4%).



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vendedor se retrai e preços voltam a subir



O movimento de alta nos preços do milho voltou a ser verificado em praticamente todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

Segundo pesquisadores, o impulso vem sobretudo da retração de vendedores, que estão priorizando os trabalhos de campo e atentos ao clima quente e seco em partes das praças produtoras de safra verão.

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Muitos agricultores já finalizaram a colheita do milho segunda safra 2023/24 neste mês e conseguiram armazenar a produção. Agora, esses agentes limitam a oferta no spot, à espera de novas valorizações.

Demandantes, por sua vez, têm aumentado as intenções de compra, mas se esbarram nos maiores preços pedidos pelos vendedores ativos. De acordo com pesquisadores do Cepea, nesse cenário, o ritmo de negócios está lento no mercado spot nacional.



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preços retomam alta; média do Paraná é a maior do ano



Os preços da soja voltaram a subir no mercado doméstico, segundo levantamento do Cepea.

Além do reaquecimento na demanda, sobretudo por parte das indústrias esmagadoras, a resistência de produtores em negociar grandes volumes, tanto para entrega imediata (referente ao remanescente da safra 2023/24), quanto para contratos a termo (envolvendo a temporada 2024/25), reforçou o movimento de alta.

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Na última quinta-feira (26), o Indicador Cepea/Esalq – Paraná fechou a R$ 138,81/saca de 60 kg, o maior patamar nominal desde 22 de dezembro de 2023. Ainda conforme levantamentos do Cepea, produtores estão atentos às chuvas irregulares no Brasil e a incertezas quanto ao cultivo da nova temporada.



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Homem é encontrado morto após incêndio em fábrica de produtos químicos


Um homem foi encontrado morto em uma caldeira, um dia após incêndio de grandes proporções destruir uma fábrica de produtos químicos, na tarde deste sábado (28), no Setor Industrial de Barreiras, no Oeste da Bahia.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a fábrica Candeias é especializada na produção de produtos de limpeza profissional e velas.

O fogo se alastrou rapidamente, e todo o efetivo de serviço do 17º Batalhão de Bombeiros Militar foi mobilizado para combater as chamas.

Por conta da grande proporção do incêndio foi colocado em prática o plano de chamada e outros Bombeiros.

Caminhões-pipa de empresas locais, do Exército Brasileiro e Retroescavadeira da Prefeitura também auxiliaram no trabalho, que se estendeu até o dia seguinte.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, a fábrica armazenava produtos altamente inflamáveis, como parafina, além de substâncias químicas tóxicas usadas na fabricação de materiais de limpeza.

incêndio destruiu fábrica de produtos químicos e um homem foi encontrado morto, em Barreiras, oeste da bahiaincêndio destruiu fábrica de produtos químicos e um homem foi encontrado morto, em Barreiras, oeste da bahia
Foto: 17º Batalhão de Bombeiros Militar

Devido ao risco elevado, as equipes de bombeiros atuaram com cautela para evitar que a fumaça tóxica colocasse mais vidas em perigo.

O combate ao incêndio incluiu o resfriamento de áreas próximas para evitar que as chamas atingissem veículos estacionados e galpões adjacentes.

Ao todo, cinco caminhões-baú foram retirados em segurança. Além disso, carros-pipa também prestaram apoio e foi necessária a presença da Coelba no local, pois havia risco iminente de choque elétrico.

Morte em caldeira

Durante o combate, as equipes foram informadas sobre a possível presença de um funcionário que não havia sido localizado.

No domingo (29), os bombeiros encontraram a vítima, que trabalhava na fabricação de esponjas de louça, sem vida em uma caldeira.

A identidade do funcionário não foi divulgada. Até o momento, as causas do incêndio ainda estão sob investigação.

O trabalho dos bombeiros foi essencial para evitar danos maiores, dada a gravidade do material envolvido.


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Previsão no Focus para alta do PIB de 2024 segue em 3,0% e avança a 1,92% para 2025



O mercado financeiro manteve a sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2024 após seis semanas de alta, em 3,0%, conforme a mediana do relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (30), pelo Banco Central. Considerando as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa também se manteve em 3,0%.

A mediana do relatório Focus para a alta do PIB de 2025, por sua vez se ampliou de 1,90% para 1,92%. Quatro semanas antes, estava em 1,85%. Levando em conta só as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, passou de 1,91% para 1,93%.

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Os economistas do mercado não alteraram as projeções de crescimento da economia em 2026 e 2027. Ambas permaneceram em 2,0%, como já estão há 60 e 62 semanas, respectivamente.

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro ampliou a projeção do BC para o crescimento do PIB deste ano de 2,3% para 3,2%.



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Sojicultor bate recorde com 137,28 sacas por hectare


João Lincoln Reis Veiga, sojicultor de Nepomuceno (MG), alcançou a marca de 137,28 sacas de soja por hectare em sua propriedade, a Fazenda Congonhal. O feito foi conquistado no último Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja, organizado pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (CESB). Segundo Veiga, a chave para o sucesso está na combinação entre o uso de tecnologias avançadas e uma equipe altamente comprometida.

Tecnologia e equipe afinada: os segredos para alta produtividade

Veiga afirma que a produtividade recorde não seria possível sem a tecnologia. “A tecnologia nos oferece conhecimento de alto nível, seja por meio de equipamentos, fertilizantes ou defensivos. Hoje, conseguimos analisar o genoma das plantas ainda nas folhas, sem a necessidade de colheita, o que proporciona um incremento significativo na lavoura”, explica.

Além das inovações tecnológicas, como o uso de equipamentos guiados por satélites e insumos avançados, o sojicultor destaca a importância da equipe. “O time precisa estar bem afinado e comprometido. Sem pessoas, não conseguimos fazer nada”, ressalta. Para ele, atender às demandas da planta no momento certo é crucial para o sucesso da safra.

A força do controle biológico

Outro ponto fundamental para o sucesso na fazenda de Veiga é o uso do controle biológico. Ele conta que, nos últimos cinco anos, o manejo biológico se tornou essencial. “A planta vem com mais vigor e agradece. Temos usado regularmente e alcançado ótimos resultados”, comenta.

Expectativas para o próximo desafio

Veiga, que já é destaque na sojicultura do Sudeste, está otimista para o próximo Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja. Apesar do desejo de manter ou superar a marca, ele reconhece que o fator sorte também tem grande influência no setor agrícola. “Vivemos em uma indústria a céu aberto, e dependemos de fatores externos. Mas o planejamento será essencial para continuar nessa jornada de alta produtividade”, conclui.





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La Niña deve ter intensidade fraca este ano, diz climatologista


O fenômeno La Niña, se as tendências dos modelos de previsão estiverem corretas, provavelmente será fraco e talvez não se sinta os efeitos costumeiros, segundo a climatologista Francis Lacerda, do Instituto Agronômico de Pernambuco, em entrevista ao programa Natureza Viva, da Rádio Nacional da Amazônia.

O La Niña é marcado pelo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico.

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De acordo com Francis, o La Niña provoca chuva no Nordeste do Brasil, e gera seca na Região Sul, em boa parte do Centro-Oeste e no Sudeste.  

A climatologista explica que o fenômeno iniciou há dois meses o processo de resfriamento, porém em velocidade mais lenta que o habitual. 

“O que a gente tem observado e os modelos de previsão do mundo inteiro indicam é que o La Niña este ano está atrasado, já era para estar um pouco mais avançado no tempo e a previsão é que seja uma La Niña fraca”, disse. 

De acordo com Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a probabilidade do La Niña nos meses de outubro-novembro-dezembro aumenta para 60%.

Para o mês de outubro, a previsão do Inmet é quantidade de chuvas acima da média em grande parte da Região Sul, Mato Grosso do Sul, São Paulo e sul do Rio de Janeiro e de Minas Gerais e deve haver volta gradual das chuvas para a parte central do país na segunda quinzena.

Mudanças climáticas

A climatologista destacou a questão das mudanças climáticas, que foi abordada na Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) na última semana, principalmente no discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o multilateralismo como caminho para superação da urgência climática.

Para Francis Lacerda, as ações para minimizar os impactos do descontrole climático, como a redução das emissões, ainda enfrentam resistência de setores econômicos para serem colocadas em prática, como o agronegócio, ainda “pautado em cima da produção em larga escala e da produção de bovinos e carne que é exportada”.  “A energia e a água são convertidas nessas commodities e a gente aqui padecendo de ações para que esse setor de commodities e do agronegócio cresça em detrimento do nosso bioma e do descontrole total do clima”, ressalta.

Outro ponto citado pela climatologista é a possibilidade de a Amazônia chegar ao ponto de não retorno (estágio em que determinado processo se torna irreversível, por exemplo, o desmatamento) o que trará, conforme Francis Lacerda, graves consequências ao país. Ela defende que é preciso parar de considerar o bioma “um pasto gigante” para criação de gado e plantação de soja.

Quanto aos incêndios florestais, ocorridos em diversas regiões do país, a climatologista disse que a maioria deve ter intenção criminosa com intuito de queimar áreas de proteção ambiental. 

Um monitoramento, a partir de imagens de satélite e alertas de fogo, mostra que 99% das queimadas no Brasil têm ação humana, principalmente na Amazônia, Cerrado e Pantanal. 



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Registro de queimadas em setembro é 30% maior que a média do mês


Dados do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já colocam 2024 como um dos anos com maior quantidade de focos de queimada na última década. Setembro já contabilizou mais de 80 mil focos, cerca de 30% acima da média histórica, registrada desde 1998 pelo Inpe. Mesmo que a quantidade de focos não extrapole as médias históricas nos últimos três meses do ano, 2024 terá o maior número de focos desde 2010, quando o Brasil teve 319.383 registros.

Os dados indicam que essa média pode ser superada, pois o mês de setembro teve aumento de 311%, passando de 18 mil focos em 2023 para 75 mil em 2024.

Centro-Oeste puxa altas 

O levantamento do Inpe indica aumento consistente nos focos em todas as regiões do país, em relação a 2023, com destaque para o Centro-Oeste, que teve três unidades com mais aumentos neste ano: Mato Grosso do Sul, com 601% e 11.990 focos em 2024; o Distrito Federal, com 269%, ainda que com apenas 318 focos; e Mato Grosso, 217%, com 45 mil focos, tornando-se o estado com o maior número no país neste ano, ultrapassando o Pará. Os números em Mato Grosso são mais fortes em setembro, quando foi responsável até agora por 23,8% dos focos do país ou 19.439 registros. O Pará também teve grande quantidade de queimadas no mês: 17.297 focos, ou 21,2% de todos os registros.

Completam o ranking dos maiores aumentos dois estados do Sudeste, com números totais de queimadas menos representativos, porém com grande aumento: São Paulo e o Rio de Janeiro. O aumento para os paulistas foi de 428% em setembro, com 7855 focos ativos. No Rio, foi de 184%, ou 1074 focos.

Em São Paulo, grande parte dos focos esteve concentrada em setembro, quando o estado registrou 2.445 focos ativos, 3% das ocorrências em todo o território nacional. Nas últimas 48 horas, o estado registrou 65 focos ativos, de acordo com  o Inpe. A Defesa Civil estadual informou que quatro municípios registraram focos nesse domingo (29), entre eles Luiz Antônio, na região de Ribeirão Preto, onde o combate se concentra na Estação Ecológica do Jataí. Somente lá atuam 133 agentes, entre defesa civil, bombeiros, brigadistas e voluntários. São 42 veículos, entre caminhões pipa, tratores e camionetes 4×4. Usinas da região uniram-se à força-tarefa enviando brigadistas e veículos de apoio. Seis aeronaves, sendo quatro aviões e dois helicópteros, também foram mobilizados nessa frente. 

Desde o começo das medições, o país teve mais de 300 mil focos apenas em seis anos: 2002, 2003, 2004, 2005, 2007 e 2010. Neste ano de 2024 caminha para a volta dessa marca. Com seus 208 mil focos registrados, está atrás somente dos totais de 2020, com 222.797 focos, e 2015, com 216.778, considerando apenas os últimos dez anos.



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