As chuvas intensas ocorridas em diversas regiões do Rio Grande do Sul no final de setembro interromperam a semeadura de arroz e aumentaram a preocupação quanto a novos impactos sobre a safra em andamento.
Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, o clima adverso também dificultou o carregamento do cereal e o cumprimento de alguns contratos. Compradores com necessidade de renovar estoques tiveram de elevar os valores de suas ofertas, para atrair vendedores.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
No geral, pesquisas do Cepea mostram que o mercado encerrou o mês de setembro com baixa liquidez, contrariando as expectativas iniciais.
Além do clima e das chuvas, pesquisadores do Cepea explicam que as negociações foram influenciadas pela desvalorização do dólar e pelo menor ritmo nas vendas do arroz beneficiado. Também aumentou a disparidade entre os preços de compra e de venda.
A greve trabalhista que fecha portos na Costa Leste e no Golfo dos Estados Unidos pode causar interrupções significativas no comércio de fertilizantes, disse o vice-presidente de assuntos governamentais do Fertilizer Institute, Ryan Bowley. Segundo ele, mais de 70% das importações de fertilizantes da Costa Leste e do Golfo entram pelo porto de Nova Orleans, enquanto mais da metade das exportações passa por Tampa.
Ambos os portos são afetados pela greve.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Além disso, mesmo que terminais de granéis não sejam afetados, a paralisação tem efeitos sobre os terminais portuários de contêineres, acrescentou Bowley. “As empresas de fertilizantes estão cada vez mais usando contêineres para enviar fertilizantes e insumos de fertilizantes”, disse.
“Um sistema logístico durante todo o ano é necessário para atender às necessidades dos agricultores, por isso uma greve que afeta mais de uma dúzia de portos é incrivelmente desestabilizante”, afirmou.
A diversificação de matrizes produtivas vem se consolidando na Bahia, e a fruticultura tem sido a atividade com maior destaque. De acordo com os últimos dados divulgados pela pesquisa da Produção Agrícola Municipal (PAM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o setor registrou um crescimento expressivo no último ano, gerando R$ 5,7 bilhões para o estado.
O patamar é um novo recorde e mostra um aumento de 16,4% em relação ao ano anterior. Com isso, a Bahia se torna o terceiro maior produtor de frutas do Brasil, atrás apenas de São Paulo e Pará.
Impulsionada pela expansão da fruticultura, a economia de diversos municípios baianos foi revitalizada. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Agricultura do estado, a Seagri, a Mesorregião do Vale do São Francisco, o principal polo produtor, registrou um crescimento de 29% no valor da produção, atingindo R$ 2,4 bilhão.
Frutas em destaque
A manga, principal fruta produzida no estado, apresentou um crescimento de 5,6% na produção e 61,9% no valor. Os municípios de Juazeiro e Casa Nova lideraram a produção e o valor gerado pela manga.
O maracujá também contribuiu significativamente para os bons resultados, com a Bahia mantendo a liderança nacional na produção da fruta com um crescimento de 8,3%, em relação ao ano anterior, totalizando 253.857 toneladas. O valor gerado pela fruta aumentou 15,9%, chegando a R$ 545,6 milhões.
Produtores realizam evento inédito voltado para a fruticultura
Outras frutas como o mamão e o cacau também apresentaram um desempenho expressivo. A Bahia assumiu a liderança nacional na produção de mamão, com destaque para o município de São Félix do Coribe, com 354.525 toneladas.
Já o cacau lidera o ranking nacional na produção de amêndoa. Em 2023, a Bahia produziu 139.011 toneladas, ultrapassando o Pará. O valor da produção de cacau no estado aumentou 16,1%, chegando a R$ 2,4 bilhões.
Expansão
Em outubro, será realizado no estado o I Seminário da Fruticultura Irrigada, primeiro evento técnico voltado exclusivamente para a atividade. “Somos o principal polo produtor do estado, com as culturas do cacau e da uva, por exemplo, em franca expansão. Temos certeza de que com a atração de mais investimentos, alcançaremos ainda melhores resultados”, afirma o produtor e presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Barra (SindBarra), cidade-sede do encontro, Marco Caviola.
A instituição é a entidade realizadora do evento, que acontece nos dias 18 e 19 de outubro.
Siga o Canal Rural Bahia no Instagram! Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Clique aqui e envie uma mensagem para o nosso WhatsApp!
A Justiça de Goiás aprovou o pedido de recuperação judicial da AgroGalaxy, uma das maiores redes de varejo de insumos agrícolas do país, que tem dívidas de R$ 3,7 bilhões e US$ 160 milhões. A decisão, proferida pela juíza Alessandra Gontijo do Amaral, da 19ª Vara Cível de Goiânia, concede à empresa um prazo de seis meses para apresentar um plano de reestruturação financeira.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
No pedido de recuperação protocolado em 18 de setembro, a empresa destacou as dificuldades financeiras geradas por fatores como a crise no agronegócio, que, segundo a AgroGalaxy, vem afetando o setor desde março de 2023, juntamente com “a queda drástica nos preços das commodities, condições climáticas adversas e altos custos de aquisição”, resultando em impactos significativos na liquidez e na capacidade de honrar compromissos.
Com a aprovação do pedido, a execução de débitos contra a empresa está temporariamente suspensa. A juíza Alessandra Gontijo do Amaral ressaltou em sua decisão que “a medida busca permitir que a empresa tenha tempo para organizar suas dívidas e manter suas atividades.”
A decisão judicial também determinou que os bancos ABC, Daycoval, Santander, Citibank e Banco do Brasil não poderão reter os recebíveis da AgroGalaxy que ingressem nas contas a partir desta terça-feira. No entanto, os valores retidos antes do pedido de recuperação judicial não serão devolvidos, assegurando parte dos interesses dos credores. A juíza reforçou que a suspensão das cláusulas contratuais que previam vencimento antecipado e execução de garantias não se aplica a “operações envolvendo derivativos”.
Para o acompanhamento do processo de recuperação, os advogados Miguel Cançado, ex-presidente da OAB de Goiás, e Aluizio Craveiro Ramos foram nomeados pela Justiça de Goiás como administradores judiciais, com a responsabilidade de supervisionar o cumprimento das obrigações estabelecidas pela legislação.
A AgroGalaxy tem agora 60 dias para apresentar seu plano de reestruturação, que será submetido à análise dos credores. Estes, por sua vez, terão 30 dias para levantar objeções ao plano apresentado. Caso haja divergências, uma assembleia-geral de credores será convocada, com até 150 dias para deliberação e possíveis ajustes no plano.
O pagamento das dívidas da AgroGalaxy deve seguir a ordem prevista na legislação de recuperação judicial, começando por créditos trabalhistas, seguidos por créditos com garantia real, tributários, quirografários, multas e juros.
O Conselho de Administração da Petrobras aprovou a atuação da companhia na África do Sul, viabilizando a aquisição de participação no bloco Deep Western Orange Basin (DWOB), por meio de processo competitivo conduzido pela TotalEnergies.
O bloco está localizado em águas profundas na Bacia de Orange, na qual recentemente houve descobertas significativas pelas empresas TotalEnergies, Shell e Galp. Desta forma, a Petrobras terá 10% de participação no bloco DWOB, passando o consórcio a ter a seguinte composição: TotalEnergies, operadora (40%), QatarEnergy (30%), Sezigyn Pty. (20%) e Petrobras (10%).
A operação terá como finalidade a diversificação do portfólio exploratório com geração de valor e está alinhada com a estratégia de longo prazo da companhia, que visa à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio de exploração de novas fronteiras, tanto no Brasil quanto no exterior, e atuação em parceria.
Em nota, a estatal informou que a aquisição do bloco DWOB, na África do Sul, observa todos os trâmites internos e de governança da companhia, em consonância com seu Plano Estratégico 2024-2028+, e está condicionada à aprovação dos órgãos reguladores locais.
Na última sexta-feira (27), uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Militar e a Polícia Civil do Paraná resultou na apreensão de mais de 10 mil litros de vinho falsificado em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A ação identificou cerca de 800 caixas do produto adulterado, indicando uma grave ameaça à saúde pública e à integridade do mercado nacional.
Durante a inspeção, foram encontrados corantes, conservantes, aromatizantes e açúcar – substâncias proibidas na produção de vinho. Essa adulteração evidencia a necessidade de rigor na fiscalização. O Mapa coletou amostras das bebidas e do álcool para análise, reforçando seu compromisso em garantir a qualidade dos produtos consumidos pela população.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso, destacou a importância da atuação coordenada entre os órgãos envolvidos. “O combate às fraudes é essencial para garantir que os alimentos e bebidas que chegam à mesa do consumidor sejam seguros e de qualidade. Nosso objetivo é fortalecer essa cooperação em prol da saúde pública e do mercado nacional” afirmou.
Além disso, o local de fabricação apresentava condições insalubres, com acúmulo de sujeira e odor de fezes próximo à área de envase. O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, Fernando Mendes, alertou para a importância de adquirir produtos apenas com identificação e registro no Mapa.
Na última sexta-feira (27), uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Militar e a Polícia Civil do Paraná resultou na apreensão de mais de 10 mil litros de vinho falsificado em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A ação identificou cerca de 800 caixas do produto adulterado, indicando uma grave ameaça à saúde pública e à integridade do mercado nacional.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Durante a inspeção, foram encontrados corantes, conservantes, aromatizantes e açúcar – substâncias proibidas na produção de vinho. Essa adulteração evidencia a necessidade de rigor na fiscalização. O Mapa coletou amostras das bebidas e do álcool para análise, reforçando seu compromisso em garantir a qualidade dos produtos consumidos pela população.
O diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, Hugo Caruso, destacou a importância da atuação coordenada entre os órgãos envolvidos. “O combate às fraudes é essencial para garantir que os alimentos e bebidas que chegam à mesa do consumidor sejam seguros e de qualidade. Nosso objetivo é fortalecer essa cooperação em prol da saúde pública e do mercado nacional” afirmou.
Além disso, o local de fabricação apresentava condições insalubres, com acúmulo de sujeira e odor de fezes próximo à área de envase. O chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, Fernando Mendes, alertou para a importância de adquirir produtos apenas com identificação e registro no Mapa.
Nesta terça-feira (1º), os ministros da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, anunciaram o início das obras de ampliação e modernização do Aeroporto Regional de Sorriso Adolino Bedin, em Mato Grosso. O projeto, que contará com um investimento total de mais de R$ 104 milhões, visa qualificar o terminal para melhor atender a região.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
Segundo o ministro Fávaro, a obra representa um importante reconhecimento do presidente Lula quanto à relevância da cidade de Sorriso para a economia brasileira. “Isso demonstra o compromisso com o desenvolvimento econômico, a geração de empregos e a criação de oportunidades. É o PAC funcionando em Mato Grosso, em Sorriso, para que essa região prospere ainda mais”, afirmou.
As obras incluirão a reforma e ampliação do pátio de aeronaves, a construção de uma nova pista de taxi, novo acesso aos hangares, e um estacionamento de veículos. O projeto também permitirá que o aeroporto receba aeronaves de maior porte, como os modelos B737-800 e A320, aumentando a eficiência operacional e a segurança do terminal. Para essa etapa inicial, serão destinados R$ 25 milhões, com a conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026.
O ministro Silvio Costa Filho enfatizou a importância da iniciativa para a infraestrutura local: “Estamos anunciando investimentos de mais de R$ 100 milhões para a reforma do aeroporto de Sorriso, uma obra que vai transformar definitivamente sua capacidade e segurança, otimizando toda a logística para o desenvolvimento do turismo de negócios e lazer.”
Desde dezembro de 2023, o aeroporto está sob a gestão da Infraero, que assumiu a responsabilidade de realizar as melhorias necessárias. Em dezembro deste ano, um novo edital será lançado para ampliar a pista de pouso, ajustar a área de segurança e construir um novo terminal de passageiros com 6.000 m².
Durante a cerimônia, o ministro Fávaro também destacou a internacionalização do aeroporto de Cuiabá, que deve ser concluída em 45 dias, como parte das tratativas do governo federal para impulsionar o desenvolvimento do estado.
O investimento na infraestrutura aeroportuária reforça as oportunidades no setor agropecuário e o fortalecimento das relações comerciais do Brasil.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.
Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo:siga o Canal Rural no WhatsApp!
No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que a intensificação dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio tomou conta dos mercados, com prevalência da aversão a risco. O VIX, conhecido como índice do medo, chegou a disparar mais de 20% e as bolsas americanas fecharam no vermelho. Para hoje, olho nos dados de produção industrial por aqui.
Estimado usuário. Preencha o formulário abaixo para remeter a página.
Foto: Divulgação
O mercado futuro do café, tanto para as variedades arábica quanto robusta, mantém uma tendência de alta, operando em níveis elevados. Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, mesmo após uma correção no início da semana, os contratos próximos ao vencimento permanecem valorizados, refletindo a preocupação com a oferta no curto prazo.
O comportamento dos fundos especulativos reforça essa tendência. Embora tenha ocorrido uma liquidação parcial na última sexta-feira, o mercado ainda projeta altas, impulsionado pelas condições climáticas desfavoráveis no Brasil. A seca e o calor excessivo nas regiões produtoras estão elevando os riscos para a safra 2025/26, enquanto as expectativas de chuva permanecem incertas.
Os estoques globais de café também são motivo de apreensão. Com níveis baixos tanto nas áreas de origem quanto nos principais destinos, qualquer nova adversidade climática pode intensificar a escassez, pressionando ainda mais os preços. Além disso, o Vietnã, importante produtor de robusta, enfrenta uma colheita menor devido às condições climáticas adversas, agravando o cenário de déficit global.