terça-feira, agosto 11, 2026

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Empresa parceira da MF Rural oferece crédito ao agro com juros a partir de 2% a.a.


Entra ano, sai ano e o crédito rural permanece no radar dos produtores. A tomada de empréstimos surge como necessidade em diferentes momentos da vida do produtor rural, seja na aquisição de imóveis rurais, máquinas, equipamentos, expansão dos negócios ou promoção de melhorias na propriedade.

No Plano Safra 2024/25, as taxas gerais das linhas de investimento e custeio foram mantidas entre 7% e 12% ao ano (.a.a.). As taxas elevadas são resultado de uma taxa Selic de 10,5% a.a. O custo alto para produzir foi novamente alvo de críticas do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Para o ministro, a taxa Selic a 10,5% ao ano não é condizente com a “inflação controlada” de 3% a 4% a.a. do Brasil. “Falamos há um ano e meio que a taxa Selic é desproporcional no Brasil”, destacou ele.

Mas não é só de crédito rural oferecido pelo governo que o produtor rural vive. A página Crédito para Fazendas em parceria com a MF Rural, das consultoras financeiras Gabriela e Tainara, uma extensão do Grupo SG Agronegócios, é um exemplo disso.

As empresárias são especialistas em captação de recursos para o setor do agronegócio. Elas
oferecem ótimas condições para aquisição de áreas rurais e compra de maquinário, com taxas a partir de 2% a.a. e 20 anos para pagar. Juntas somam mais de dez anos no mercado financeiro e já liberaram mais de R$ 500 milhões em crédito para os produtores rurais.

As profissionais trabalham com mais de 20 instituições financeiras, buscando sempre a melhor linha de crédito e direcionamento para cada cliente. Segundo Gabriela, uma das premissas da empresa é entender qual o principal objetivo do produtor rural e oferecer as melhores opções e condições para que o produtor tome o crédito.

“Nosso primeiro passo é sempre identificar a necessidade do cliente, garantias que possui,
cadastro e faturamento. Buscamos sempre a melhor taxa, custo de operação e prazos de pagamentos que se adequam ao perfil do produtor”, ressaltou a profissional.

Tainara destaca que as garantias que o produtor rural possui e prazo para o pagamento da dívida são determinantes para alcançar melhores condições. “A garantia vai depender da linha de crédito que adequa ao perfil de cada cliente, temos linhas que o próprio imóvel serve, 1×1, até linhas que solicitam garantia 3×1. Por isso, no primeiro contato é primordial que as informações sejam claras e objetivas”, revelou a consultora.

Foto: SG Agronegócios

Mateus Ferraz, da Fazenda Santa Helena em Água Limpa, Goiás, afirma que um diferencial das consultoras é o atendimento, e que durante todo o processo recebeu ajuda para liberação do crédito.

“Estava procurando um crédito para aquisição de uma área vizinha à minha, mas o banco não liberou. Encontrei a página na internet e vi que eles tinham parceria com o MF Rural que me trouxe mais segurança para a negociação. Consegui o crédito com uma taxa boa e prazo de pagamento de 15 anos. Elas sempre foram muito atenciosas e me ajudaram em todo processo”, Mateus.

Para se ter uma ideia da amplitude da empresa, só em 2023 a SG Agronegócio liberou R$ 1,2 bilhão de recursos para o agronegócio, atendendo clientes do Brasil todo, com valores solicitados de R$ 150 mil a R$ 150 milhões.

Para simular o crédito é muito fácil: basta acessar o site creditoparafazendas.com.br ou entrar em contato diretamente com as consultoras Gabriela e Tainara.



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Soja: chuvas no Brasil e colheita nos EUA são fatores que afetam Chicago



Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em baixa. De acordo com informações da consultoria Safras & Mercado, a previsão de chuvas nos próximos dias nas regiões produtoras do Brasil, viabilizando o plantio da nova safra, e o avanço da colheita da maior safra dos Estados Unidos pressionaram as cotações.

Completando o cenário negativo para os preços, o mercado ainda absorve a decisão da União Europeia de adiar por pelo menos um ano a entrada em vigor da Lei Antidesmatamento. Na teoria, a lei beneficiaria a demanda daquele continente por produto americano em detrimento da soja e farelo do Brasil e da Argentina.

As exportações líquidas norte-americanas da soja da temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, ficaram em 1.443.500 toneladas na semana encerrada em 26 de setembro. A China liderou as importações, com 725.700 toneladas. Para a temporada 2025/2026, as exportações ficaram em 1.000 t. Analistas esperavam exportações entre 1 milhão e 1,6 milhão de toneladas, somando-se às duas temporadas.

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Soja em grão

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 10,00 centavos de dólar, ou 0,94%, a US$ 10,46 por bushel. A posição de janeiro teve cotação de US$ 10,64 1/2 por bushel, com perda de 9,75 centavos ou 0,90%.

Nos subprodutos, a posição de dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 7,90 ou 2,32%, a US$ 332,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 44,53 centavos de dólar, com alta de 0,89 centavo ou 2,03%.



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Conflito no Oriente Médio pode impactar preços de insumos agrícolas e petróleo



A recente escalada das tensões no Oriente Médio, com o envolvimento do Irã e do grupo extremista Hezbollah, está causando preocupações sobre o impacto na oferta e nos preços do petróleo, o que pode afetar diretamente o agronegócio e os custos agrícolas no Brasil. A região é estratégica, pois é responsável por aproximadamente 50% das reservas mundiais de petróleo, e conflitos nessa área podem gerar instabilidade no mercado global.

O advogado e assessor de investimentos Bruno Rocio destacou a importância da região. “O Estreito de Ormuz, por onde passa de 20% a 25% de todo o petróleo comercializado no mundo, é uma rota vital e vulnerável. Qualquer escalada do conflito pode impactar diretamente os preços globais.”

Segundo Rocio, o envolvimento do Irã, membro influente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep+), é motivo de grande preocupação. “O Irã pode efetivamente reduzir a produção de petróleo em resposta às tensões regionais. Há também o risco de ataques às refinarias, o que pode gerar ainda mais incerteza no mercado”, disse.

Impacto nos custos do Brasil

Mesmo sendo um produtor relevante de petróleo, o Brasil não está imune aos efeitos da crise. “A Petrobras ajusta os preços internos conforme o mercado global, então, com esse cenário no Oriente Médio, poderíamos ver um aumento do petróleo aqui no Brasil”, ressaltou Rocio. Ele destacou que o país é um importador de gasolina e diesel, o que poderia elevar os custos do transporte e da produção, impactando a inflação. “Apesar do Banco Central já estar tentando conter a inflação com a alta dos juros, uma escalada do conflito pode exigir um ‘remédio’ ainda mais amargo”, afirmou.

Possíveis sanções e impactos nos insumos agrícolas

Rocio alertou ainda para o histórico de sanções econômicas contra países do Oriente Médio em cenários de crise, o que poderia afetar o preço dos fertilizantes e outros insumos agrícolas. “O Irã é um dos maiores produtores de fertilizantes. Se houver sanções que limitem sua capacidade de exportar, os custos de produção agrícola no Brasil, que depende dessas importações, podem aumentar, encarecendo os produtos alimentícios e pressionando ainda mais a inflação”, afirmou.

Análise de Miguel Daoud

O comentarista Miguel Daoud também avaliou a situação, destacando que o conflito pode afetar não apenas o preço do petróleo, mas também a oferta e os preços das commodities. “O conflito tem mexido com o preço do barril nos últimos dias, mas a situação também pode impactar a logística e a oferta de insumos agrícolas, gerando aumento nos custos”, afirmou.

Daoud enfatizou que o produtor rural precisa estar atento a essas variáveis e entender como elas podem afetar tanto os preços dos produtos quanto os custos. “Os insumos agrícolas, principalmente os nitrogenados, que dependem do petróleo, terão seus preços afetados se o conflito se intensificar”, comentou.

Além disso, ele ressaltou a necessidade de compreensão e análise da situação, dado que o cenário global está se tornando cada vez mais volátil. “O produtor precisa focar no entendimento do que está acontecendo para se preparar para possíveis impactos na produção e nos custos.”

A situação no Oriente Médio, portanto, traz desafios econômicos e financeiros que podem ter consequências no agronegócio brasileiro, demandando dos produtores uma maior atenção e planejamento estratégico para mitigar os riscos envolvidos.



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AgroNewsPolítica & Agro

Operação no Paraná apreende 10 mil litros de vinho falsificado


Operacão aconteceu na última sexta-feira





Foto: Mapa

Na última sexta-feira (27), uma operação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Polícia Militar (PM) e a Polícia Civil do Paraná resultou na apreensão de aproximadamente 800 caixas com mais de 10 mil litros de vinho falsificado em Campina Grande do Sul, na região metropolitana de Curitiba. A ação teve como objetivo combater a fabricação ilegal e garantir a segurança dos produtos consumidos pela população.

Segundo informações do Mapa, a operação revelou que o local da produção apresentava condições sanitárias precárias, com a utilização de substâncias proibidas como corantes, conservantes, aromatizantes e açúcar na fabricação do vinho, configurando fraude. Amostras do produto foram coletadas para análise e comprovação da adulteração.

De acordo com o chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal do Paraná, Fernando Mendes, o ambiente onde o vinho era produzido estava em péssimas condições, e o proprietário não possuía autorização para a fabricação, tampouco emitia notas fiscais. A ação reforça a importância de o consumidor adquirir produtos devidamente registrados no Mapa para evitar riscos à saúde.





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Rio Verde destaca prioridades do agronegócio para eleições municipais



O município de Rio Verde, em Goiás, é reconhecido como um dos principais polos do agronegócio no estado. Juntamente com Cristalina, a cidade se destaca pela produção de soja, milho e cana-de-açúcar, que exigem tecnologia e mão de obra especializada. O agronegócio em Goiás, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado, empregou mais de um milhão de pessoas no último ano.

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Apesar das condições favoráveis, como solo e clima propícios, os produtores rurais e entidades representativas esperam que os novos governantes eleitos nas próximas eleições municipais estejam comprometidos com as demandas do setor. Eles destacam a importância de prefeitos, vice-prefeitos e vereadores conhecerem as necessidades do meio rural e terem um compromisso com a agropecuária, principalmente nas áreas de infraestrutura e educação.

Em Rio Verde, o sindicato rural tem promovido reuniões com candidatos, apresentando as necessidades da região. Questões como a infraestrutura das estradas rurais e a aplicação dos impostos arrecadados pelo setor produtivo estão em debate. Além disso, os produtores estão atentos às inovações tecnológicas necessárias para enfrentar desafios como a escassez de chuva, que demandam pesquisas e práticas agrícolas mais sustentáveis.

Nas eleições municipais de 2020, a maior parte dos principais municípios produtores elegeu líderes ligados ao agronegócio, como Sapezal e Campo Novo do Parecis, no Mato Grosso, e São Desidério, na Bahia. A expectativa agora é que este número aumente nas eleições de 2024, reforçando o papel do setor no cenário político local.

O canal rural está preparando uma cobertura especial das eleições nas principais cidades agrícolas do país, com análises e transmissões ao vivo no dia 6 de outubro.



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Os desafios no plantio da soja no Rio Grande do Sul e as expectativas para a safra



O estado do Rio Grande do Sul enfrenta desafios no plantio da soja para a safra 2024/25. Segundo a Aprosoja-RS, a preocupação com dívidas e o acesso ao crédito são questões centrais para os agricultores, que buscam manter suas atividades diante de dificuldades climáticas e financeiras.

O presidente da associação, Ireneu Orth, destaca que muitos produtores lidam com a falta de recursos para insumos e incertezas sobre a colheita. “Sem condições adequadas para plantar, os prejuízos podem aumentar, tornando o futuro da produção agrícola incerto. Assim, é necessário que as lavouras, com clima favorável, consigam produzir de forma robusta, dentro da sua capacidade, para melhorar as condições de mercado”, comenta.

Na metade sul do estado, a situação é desafiadora. A região enfrentou dificuldades devido às enchentes, que impactaram a colheita, gerando preocupações entre os agricultores. Orth observa que muitos estão lidando com a falta de recursos para insumos essenciais e, em alguns casos, tiveram que buscar alternativas para o plantio, o que pode aumentar os custos.

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A expectativa por precipitações

Segundo Orth, quanto às chuvas de granizo, embora tenham gerado preocupação, a maioria das lavouras da soja não foi afetada, pois muitas sementes ainda não haviam germinado. Contudo, alguns produtores com insumos armazenados em galpões danificados podem enfrentar perdas.

Além disso, Orth afirma que as chuvas volumosas esperadas são aguardadas com otimismo pelos produtores, pois podem trazer alívio e melhorar as condições para a safra. A superação dos desafios atuais depende da colaboração entre os agricultores e das condições climáticas, fundamentais para o sucesso da produção do grão neste ciclo.



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Cuba e Japão abrem mercados para novos produtos do Brasil



O Brasil poderá exportar novos produtos para Cuba e Japão, informaram os Ministérios da Agricultura (Mapa) e das Relações Exteriores em nota conjunta. As autorizações sanitárias foram recebidas pelo governo brasileiro na quarta-feira (2) e nesta quinta-feira (3).

O Japão abriu seu mercado para farelo de mandioca, feno, polpa cítrica desidratada, flor seca de cravo-da-índia, folha seca de erva-mate e fruto seco de macadâmia do Brasil.

Já para Cuba, o Brasil está liberado a exportar material genético ovino e caprino. A abertura do mercado cubano ocorreu em meio à missão do Ministério da Agricultura ao país.

O diretor do Centro Nacional de Sanidade Animal de Cuba (Cenasa), Roymi Hernandez Cuervo, anunciou ao secretário-executivo adjunto do ministério, Cleber Soares, a aprovação dos requisitos apresentados pelo Brasil para a exportação de sêmen e embriões de ovinos e caprinos.

“Isso trará benefícios mútuos e reforça o papel do Brasil como um parceiro estratégico para o desenvolvimento agrícola e comercial de nossos países amigos na América Central”, afirmou Soares, em nota.

Defesa animal e vegetal

Os países também atualizaram o Certificado Veterinário Internacional (CVI) para exportação de ovos férteis e pintos de um dia do Brasil e acordaram em elaborar um Memorando de Entendimento em defesa agropecuária, abrangendo defesa animal e vegetal, vigilância sanitária, laboratórios, quarentena e inspeção de produtos de origem vegetal e animal.

De acordo com as pastas, setembro foi o mês com número maior de aberturas de mercado no ano, com 50 processos concluídos em 14 países. No ano, o país acumula 168 aberturas de mercado para produtos agropecuários, com 246 mercados abertos em 60 países desde o início de 2023.

“Esse resultado é reflexo do nosso compromisso em fortalecer a agropecuária brasileira e abrir novas oportunidades para agricultores e pecuaristas. Temos a certeza de que ainda há muito a ser conquistado”, disse o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.



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Agro gera menos vagas de emprego na Bahia; veja setores que se destacaram



A Bahia gerou 16.149 empregos formais no mês de agosto, com 6.535 a mais do que em julho, o que representa um aumento de 67,97%. Em relação ao mesmo período de 2023 foram 4.469 empregos a mais, um aumento de 38,26%. Os setores da Construção Civil e Agropecuária apresentaram saldo positivo, mas inferior ao registrado em 2023.

O setor de Serviços apresentou o maior saldo de empregos formais em agosto, representando 58,4% do total (9. 438), seguido do Comércio com 19,6% do saldo total (3.160). A Indústria representou 11,9% do total de vagas (1.922). O boletim com as informações foi divulgado pelo Observatório do Trabalho, parceria da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre -BA) com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O estado ocupa a quarta colocação na geração de empregos em todo o país, em agosto, segundo os dados do Novo Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A faixa etária de 18 a 24 anos foi a que registrou maior participação, com 53,5% do saldo total (ou 8.646 empregos). Quanto ao grau de escolaridade, o maior saldo positivo foi registrado nos empregos formais para trabalhadores com Ensino Médio Completo (12.229 empregos ou 75,7% do saldo total mensal).

O Novo Caged de agosto mostra que foram gerados em todo o país mais de 230 mil novos postos de trabalho (232.513), resultado 22% maior do que o apresentado no mês de julho e 5,8% maior do em relação ao contabilizado no mesmo período de 2023.

Para alguns especialistas, o Brasil está tecnicamente na condição de pleno emprego, que é aquela em que os que buscam emprego, em sua maioria, conseguem se encaixar no mercado em pouco tempo.


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AgroNewsPolítica & Agro

Clima favorece algodão e arroz na Índia, mas novo ciclone ameaça Filipinas


Chuvas de monção avançam lentamente no sul da Ásia





Foto: Pixabay

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado nesta terça-feira (1º) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), o recuo das monções no sul da Ásia tem ocorrido de maneira lenta, com grande parte da região ainda recebendo chuvas abundantes. O clima seco ficou concentrado no norte e noroeste da Índia, aliviando o excesso de umidade das fortes chuvas das últimas semanas e beneficiando a maturação de safras como algodão e arroz. A maioria do país registrou entre 25 mm e 100 mm de chuva, com alguns locais chegando a 200 mm, o que favoreceu as culturas de kharif plantadas tardiamente. As chuvas de monção devem durar até outubro.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

Segundo o boletim, no leste da Ásia, predominou o tempo seco, especialmente nas áreas de cultivo da China, favorecendo a maturação de grãos e sementes oleaginosas. Em Heilongjiang, chuvas passageiras (até 25 mm) pouco impactaram as colheitas, enquanto precipitações mais intensas (até 150 mm) no sudeste causaram inundações localizadas, mas foram benéficas para o arroz de colheita tardia. A semeadura das culturas de inverno, que normalmente inicia em outubro, será feita sob irrigação.

Já no Sudeste Asiático, o clima chuvoso seguiu presente em grande parte da Indochina, com a maioria das áreas recebendo mais de 100 mm de chuva, o que beneficiou o desenvolvimento do arroz e reabasteceu reservatórios para a estação seca, que começa em novembro. Nas Filipinas, chuvas leves trouxeram alívio às áreas afetadas por um ciclone na semana anterior, mas a chegada de outro ciclone ao final do período pode resultar em novas chuvas intensas, impactando o arroz em maturação. A precipitação sazonal nas áreas produtoras de óleo de palma da Malásia e Indonésia causou poucos atrasos na colheita, enquanto chuvas ocasionais em Java marcaram o início da estação chuvosa e beneficiaram a última safra de arroz do atual ciclo de cultivo, conforme dados do Weekly Weather and Crop Bulletin.





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Projeto de Mourão ameaça atuação de médicos-veterinários



O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) publicou nota se posicionando contra um projeto de lei (PL) de autoria do senador Hamilton Mourão que, segundo a entidade, prejudica a atuação de médicos-profissionais e coloca os animais em risco. O PL 3665/2024 dispõe sobre a regulamentação das análises clínicas animais no Brasil.

O texto do projeto propõe que atividades como coleta, processamento de amostras biológicas de animais, emissão de laudos e responsabilidade técnica por laboratórios de análise clínica animal possam ser exercidas por profissionais de outras áreas.

Segundo o CFMV, isso representa uma ameaça à profissão de médico-veterinário. “Se aprovado, o projeto coloca em risco a saúde, a integridade e o bem-estar dos animais, além de permitir que atividades exclusivas da Medicina Veterinária sejam realizadas por profissionais não qualificados, o que contraria a legislação atual”, diz a nota da entidade.

O conselho informou que preparou uma manifestação formal que será apresentada no Senado, repudiando o projeto e apresentando argumentos técnicos e legais contra a proposta. “Essa postura segue a linha de atuação da atual gestão da autarquia, que está comprometida em defender os interesses da classe veterinária”, diz o texto.

A justificativa apresentada no projeto de Mourão é de que a Constituição Federal indica que é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

“Não há, no ordenamento jurídico vigente, norma que regulamente as análises clínicas veterinárias, deixando todas as classes que trabalham em sua cadeia de atuação em um limbo jurídico, trazendo insegurança jurídica para esses profissionais e para a sociedade como um todo”, complementa o PL.

“É inimaginável entender como um biólogo é visto legalmente competente para assinar um laudo de análises clínicas humano ou banco de sangue em diversos hospitais e laboratórios pelo país, mas encontra dificuldade em assinar laudos na área veterinária, assim como é inconcebível que um zootecnista, que estuda profundamente a produção, nutrição, anatomia e fisiologia animal não poder realizar nem mesmo a coleta de material biológico para envio ao laboratório clínico veterinário, sem falar nos milhares de técnicos
em agropecuária que tem formação para tal”, diz o texto.



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