segunda-feira, agosto 10, 2026

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Mariana Carvalho (União) e Léo (Podemos) vão ao 2º turno


Os candidatos Mariana Carvalho (União) e Léo Moraes (Podemos) vão disputar o segundo turno das eleições para a prefeitura de Porto Velho, em Rondônia. Com 94,75% das urnas apuradas, a deputada do União Brasil liderou a votação, com 44,29% dos votos válidos, seguida do concorrente do Podemos, com 25,89%. Célio Lopes (PDT) ficou em terceiro, com 11,69%.

A deputada federal Mariana Carvalho é médica, bacharel em direito, tem 38 anos e nasceu em São Paulo. Ela está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados e também já foi vereadora em Porto Velho. A candidata tem o apoio do prefeito Hildon Chaves (União), que não pode mais se reeleger porque já está em seu segundo mandato. O vice-prefeito eleito em sua chapa é Pastor Valcenir (PL), da Igreja Missionária Unida do Brasil.

Léo Moraes é formado em Direito, tem 34 anos e iniciou sua carreira política em 2012, como vereador de Porto Velho. Em 2014, foi eleito deputado estadual e, dois anos depois, concorreu a prefeito de Porto Velho pela primeira vez, chegando ao segundo turno. Em 2018, foi eleito deputado federal. A candidata a vice-prefeita em sua chapa é a advogada Magda dos Anjos. 



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Pragas de armazenamento ameaçam até 10% dos grãos estocados no Brasil



As pragas de armazenamento, como o caruncho-dos-cereais e o besourinho-do-fumo, representam um grande desafio para os produtores rurais do Brasil. Dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que, anualmente, até 10% dos grãos estocados no país podem ser perdidos devido a essas pragas.

Além da perda na quantidade de grãos, a qualidade dos cultivos também sofre um impacto significativo. Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), alerta, “além do prejuízo em quantidade, precisamos considerar as perdas qualitativas, que podem comprometer todos os grãos produzidos ou classificá-los com menor valor agregado”.

Para evitar esse problema, é fundamental que os produtores adotem práticas integradas de manejo das pragas. “As pragas primárias atacam os grãos íntegros ou sadios, perfurando-os e se alimentando do interior, o que causa danos econômicos. Já as pragas secundárias ocorrem em menor número e raramente exigem medidas de controle”, explica Kagi.

As principais pragas que afetam os grãos armazenados no país incluem o caruncho-dos-cereais (sitophilus zeamais), o besouro castanho (tribolium castaneum), o besourinho-do-fumo (lasioderma serricorne) e a traça-dos-cereais (ephestia kuehniella). “O caruncho é a principal praga do trigo, mas também pode atacar arroz, cevada e milho. Já o besouro castanho ataca cereais moídos, farinhas e grãos defeituosos, causando deterioração e prejuízos”, complementa Kagi.

Limpeza e fumigação são essenciais

Para minimizar as perdas, é essencial que os produtores realizem a limpeza e fumigação dos locais de armazenamento. Unidades armazenadoras devem estar livres de insetos, fungos e roedores e manter condições adequadas de temperatura e umidade. A fumigação preventiva, utilizando inseticidas à base de fosfeto de alumínio, é recomendada para combater todas as fases de desenvolvimento dos insetos.

“A fumigação, feita com equipamentos de proteção, é crucial para controlar diferentes pragas, garantindo a qualidade dos grãos e a entrega de alimentos saudáveis”, afirma Kagi.



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Lentidão no e-Título foi causada por grande número de acessos, diz TSE



A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, disse neste domingo (6) que a lentidão relatada por eleitores no aplicativo e-Título foi provocada pelo grande número de acessos simultâneos no início da manhã. 

Neste domingo, eleitores buscaram as redes sociais para reclamar da lentidão da plataforma, que é utilizada principalmente para fazer a justificativa pela ausência na votação. 

Segundo Cármen Lúcia, a demora ocorreu pela alta demanda, e os usuários ficaram em uma fila virtual à espera de atendimento. 

“No início da manhã, nós tivemos um número enorme de pessoas que acessaram ao mesmo tempo. Nós chegamos a ter 7,6 milhões de buscas por minuto. Realmente há uma demora, é como se fosse uma fila. Não há problema algum. O que há é uma demora na resposta considerando o número de acessos que foram feitos”, afirmou a ministra. 

Segundo o TSE, o eleitor que quiser realizar a justificativa ainda hoje tem até as 17h para entrar no aplicativo. 

O prazo para justificativa é de 60 dias após cada turno. Quem não votar no primeiro turno pode votar no segundo ou vice-versa.

Pelas regras, o eleitor que não estiver em seu domicílio eleitoral deverá justificar ausência na votação. A restrição ocorre porque não há possibilidade de voto em trânsito nos pleitos municipais.



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TSE recebe 5,7 mil denúncias de irregularidades durante votação


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atualizou há pouco o número de ocorrências registradas durante a votação em todo o país. 

O aplicativo Pardal, ferramenta oficial do TSE, recebeu 5.795 denúncias neste domingo (6), primeiro turno das eleições municipais. 

As principais irregularidades foram boca de urna (3.401), fixação de faixas e cartazes (230) e distribuição de panfletos (207). 

Urnas quebradas 

Até as 15h30, 2.651 urnas eletrônicas foram substituídas, número equivalente a 0,5% do total de equipamentos. 

O TSE também informou que uma seção eleitoral registrou votação manual. 

A substituição de urnas eletrônicas defeituosas é esperado pela Justiça Eleitoral, que já prepara equipamentos reserva para serem colocados em operação de imediato. 

Justificativas

De acordo com o TSE, foram enviadas ao sistema da Justiça Eleitoral 2,4 milhões de justificativas de ausência na votação por meio do aplicativo e-Título. A plataforma também recebeu 10,4 milhões de consultas do local de votação. 

Primeiro turno

Mais de 155 milhões de eleitores estão aptos a votar em 5.569 municípios. O horário de votação é das 8h às 17h (horário de Brasília) em todo o país.

O eleitor vai votar para vereador e prefeito. Em cinco municípios do país, o eleitorado ainda deve participar de consultas populares

O segundo turno da disputa poderá ser realizado em 27 de outubro em 103 municípios com mais de 200 mil eleitores, nos quais nenhum dos candidatos à prefeitura atinja mais da metade dos votos válidos, excluídos os brancos e nulos, no primeiro turno.



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Banco do Brasil lança programa de sustentabilidade na pecuária



O Banco do Brasil reformulou um de seus programas de financiamento ao setor agrícola, o Pecuária do Futuro, que passa a se chamar Pecuária Mais Sustentável. Voltado à recuperação de áreas degradadas, o programa usa insumos tecnológicos para auxiliar os produtores participantes. O Pecuária Mais Sustentável está disponível em todas as agências do BB.

De acordo com o banco, o objetivo é unir a concessão de crédito para a recuperação de áreas a iniciativas de tecnologia, rastreabilidade, sustentabilidade e elevação da lucratividade da pecuária.

As iniciativas do banco antecipam ações previstas no Sistema de Autorregulação Bancária (Sarb) número 26 de 2023, da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), e que serão válidas a partir de dezembro do ano que vem.

De acordo com o banco, na safra 2023/2024, foram concedidos R$ 6,37 bilhões para a recuperação de áreas degradadas, o que permitiu atender a 1,6 milhão de hectares.

O programa do BB terá a participação de toda a cadeia produtiva da pecuária, de fornecedores diretos e indiretos aos abatedouros, e envolverá iniciativas de diagnóstico, planejamento, auxílio na contratação de operações e comercialização de créditos de carbono, além de bonificação adicional por animal rastreado.

“Temos a missão de auxiliar na aceleração do PNCPD Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas em Sistema de Produção Agropecuários e Florestais Sustentáveis, que tem por objetivo recuperar o total de 40 milhões de hectares em um prazo de 10 anos”, diz em nota o vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do BB, Luiz Gustavo Braz Lage.

Os produtores participantes terão acesso a serviços da Traive, fintech investida do BB e que usa inteligência artificial e modelos especializados para apoiar a análise de crédito, o que, segundo o banco, reduz a probabilidade de inadimplência.

Além disso, os empreendimentos terão gestão da startup iRancho, que auxilia na tomada de decisões e no controle de animais, insumos e custos. A rastreabilidade dos animais utiliza a plataforma SafeBeef, com tecnologia blockchain, que permite ao produtor entrar no protocolo exigido pela indústria compradora.

Em outra mudança, a empresa de monitoramento via satélite e radares IDGEO disponibilizará mapas de aptidão para a tomada de decisões dos pecuaristas em relação a áreas que precisam ser recuperadas ou que podem ser convertidas. Outra adição é a da MyCarbon, subsidiária da Minerva que ajudará em projetos de créditos de carbono avaliando a área e os critérios de elegibilidade.



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Frente fria com temporais intensos e até 150 mm de chuva; veja previsão do tempo da semana



A semana começa com diferentes condições climáticas em todo o Brasil, marcadas por chuvas, temporais, ventos intensos e altas temperaturas. Confira a previsão detalhada por região para o período de 7 a 11 de outubro.

Sul

A segunda-feira (7) inicia com pancadas de chuva no norte e noroeste do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e sudoeste do Paraná. Nessas áreas, o céu estará nublado e as temperaturas permanecem amenas. Não há previsão de chuva nas demais áreas, da região incluindo as capitais.

Uma nova frente fria associada a um cavado trará chuvas e temporais para os três estados entre segunda e quarta-feira (9). Há possibilidade de rajadas de vento superiores a 100 km/h e queda de granizo em todas as áreas, o que pode causar danos em lavouras e estruturas agrícolas, além de queda de árvores e interrupções no fornecimento de energia.

A chuva acumulada na semana varia entre 100 e 150 mm, inviabilizando trabalhos no campo e atrasando a colheita do trigo e a semeadura do arroz, feijão, milho e soja.

Há também risco de alagamentos e deslizamentos no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Sudeste

Na região, a semana começa com mais nebulosidade no sul e litoral de São Paulo e em algumas áreas do sul e oeste do Espírito Santo. Apesar disso, não há previsão de chuva no início da semana.

Em regiões como o norte, noroeste e Triângulo de Minas Gerais, assim como no extremo norte de São Paulo, a umidade permanece baixa.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva deve variar entre 40 e 60 mm devido à chegada de uma frente fria na quarta-feira. O fenômeno deve elevar a umidade do solo e diminuir o risco de incêndios. Entretanto, produtores devem ficar alertas para a possibilidade de ventos fortes, acima de 100 km/h, e queda de granizo, o que pode prejudicar lavouras e estruturas agrícolas.

As chuvas previstas ajudarão na recuperação de pastagens e aliviarão as altas temperaturas nos quatro estados da região.

Centro-Oeste

A umidade que vem da região Norte, aliada às altas temperaturas, favorecerá a formação de nuvens de chuva no noroeste, norte e oeste de Mato Grosso. Em Cuiabá, o dia será de sol com pancadas de chuva e possíveis trovoadas.

Não há previsão de chuva em Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal.

Entre quarta e sexta-feira (11), a atuação de um cavado na região trará temporais com risco de queda de granizo e ventos acima de 80 km/h, podendo causar danos em lavouras e interrupções no fornecimento de energia.

Nos próximos cinco dias, os volumes de chuva devem variar entre 25 e 40 mm, o que aumentará a umidade relativa do ar e ajudará a reduzir os riscos de incêndio.

A tendência é que as chuvas persistam até a semana seguinte, acumulando até 100 mm em 14 dias, o que permitirá o início da semeadura da safra 2024/2025.

Nordeste

Há previsão de chuva rápida no litoral da Bahia, enquanto Salvador terá um dia de sol e tempo firme. A umidade proveniente do mar pode trazer chuvas isoladas na costa leste da região, enquanto o interior começa a semana mais quente e seco.

Nos próximos cinco dias, o acumulado de chuva ficará entre 10 e 15 mm no sul da Bahia e do Maranhão, sem previsão de acumulados significativos nas demais áreas. O interior nordestino segue com restrição hídrica e risco elevado de incêndios.

A umidade relativa do ar deve permanecer abaixo de 20%, o que contraindica tratamentos fitossanitários.

Recomenda-se que os produtores evitem o uso de fogo para manejo e mantenham a hidratação, pois as temperaturas podem atingir 42 ºC no Piauí.

Norte

A semana começa com possibilidade de chuvas fortes no Acre, Rondônia, Amazonas e no sul do Pará, com potencial para temporais e ventos moderados a fortes.

O tempo permanece firme no Amapá e no norte do Pará, enquanto Palmas, no Tocantins, terá um aumento nas chances de pancadas de chuva.

Os acumulados de chuva nos próximos dias variam entre 40 e 50 mm em todos os estados da região, elevando a umidade relativa do ar e reduzindo os riscos de incêndio, além de contribuir para a reposição hídrica do solo. No entanto, as chuvas podem vir acompanhadas de temporais e rajadas de vento superiores a 50 km/h, causando possíveis transtornos.

A situação dos rios na região continua preocupante, com níveis críticos que afetam a logística e a produção de energia nas hidrelétricas locais. A normalização desse cenário está prevista somente para dezembro ou janeiro.



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Número de presos por crimes eleitorais sobe para 84; 10 são candidatos



O primeiro turno das eleições municipais acontecem neste domingo (6) e, de acordo com o Ministério da Justiça, subiu para 84 o número de pessoas presas em todo o país por crimes eleitorais.

Os crimes mais cometidos foram propaganda irregular e corrupção eleitoral (compra de votos). O número inclui os 56 detidos pela Polícia Federal (PF) até 12h de hoje.

Entre os presos estão 10 candidatos: três na Paraíba, dois em Mato Grosso do Sul, dois no Paraná, um no Amazonas, um no Amapá e um em Roraima.

De acordo com o Ministério, os estados com mais detenções são Roraima, com 23, e Rio de Janeiro, com 24. No estado do Sudeste, as prisões partiram de mandados de operação em Nilópolis, na Baixada Fluminense, que prendeu grupo que realizava compra de votos.

A lei eleitoral veda prisão por cumprimento de mandado neste domingo, mas permite detenção por flagrante de crime inafiançável.

Neste domingo, eleitores de 5.569 municípios vão às urnas para escolher os prefeitos e vereadores que os representarão pelos próximos quatro anos.

O que não caracteriza crime

A preferência do eleitor pode ser manifestada no dia da eleição de forma individual e silenciosa por meio de:

O que não pode

  • Reunião de pessoas ou o uso de instrumentos de propaganda que identifiquem partido, coligação ou federação.
  • Uso de alto-falantes e amplificadores de som
  • Realização de comício ou carreata
  • Persuasão do eleitorado e propaganda de boca de urna

Além disso, em todo o território nacional, passa a ser crime o transporte de armas e munição por colecionadores, atiradores e caçadores nas 24 horas antes e nas 24 horas depois das eleições, inclusive para civis com porte ou licença estatal.

As exceções são para agentes em serviço, como os que estejam trabalhando no policiamento ou na segurança de estabelecimentos penais e unidades de internação de adolescentes.



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FGV Agro aponta impactos no agronegócio



No programa Canal Rural Entrevista, Felippe Serigati, pesquisador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV Agro), abordou temas críticos para o setor agrícola, como juros, inflação e câmbio. A conversa trouxe uma análise sobre como o cenário econômico atual impacta a vida dos produtores rurais e que estratégias podem ser adotadas para enfrentar esses desafios.

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Aumento da taxa de juros e o cenário da inflação

Serigati destacou o recente aumento da taxa Selic em 0,25 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, essa alta reflete a preocupação com a inflação acelerada e um mercado interno aquecido, que não tem sido acompanhado pela produção. “O Banco Central está preocupado com a inflação que está fugindo da meta e, por isso, teve que iniciar um novo ciclo de alta dos juros”, explicou Serigati.

O especialista ressaltou que a inflação está sendo impulsionada principalmente pelo aquecimento da economia e pela política fiscal expansionista. “Estamos vivendo o período de política fiscal mais acelerada desde 2010. Isso aquece a economia e faz com que os salários subam acima da produtividade”, afirmou. Ele observou que o aumento dos salários é positivo para o consumo, mas também representa um custo maior para a produção, impactando diretamente setores como o de proteína animal.

Estratégias para os produtores rurais

Diante de um cenário de juros elevados, Serigati recomenda que os produtores rurais repensem seus investimentos. “Cada produtor deve analisar sua situação específica. Há setores com margens mais confortáveis, como a pecuária, que pode ver uma reversão positiva em 2025. Já outros, como o milho, enfrentam margens apertadas e precisam tomar decisões mais cautelosas”, comentou.

O pesquisador sugere que os produtores avaliem alternativas, como reduzir o nível tecnológico aplicado nas lavouras ou diminuir a área plantada para equilibrar os custos. “Cada decisão deve ser baseada em informações e gestão cuidadosa. É hora de planejar e ajustar as estratégias conforme a situação de cada mercado”, acrescentou.

Inflação dos alimentos e os impactos do câmbio

A inflação dos alimentos, que durante parte do ano foi vista como uma “vilã” do bolso do consumidor, agora parece estar se estabilizando. No entanto, Serigati alerta que essa estabilidade depende de vários fatores, como condições climáticas e oscilações no mercado internacional.

O pesquisador ressaltou a influência do câmbio sobre os custos e preços das commodities agrícolas. “Uma coisa é exportar um contêiner de carne com o dólar a R$4,90, outra é com o dólar a R$5,60. Isso afeta diretamente a rentabilidade das exportações”, afirmou. Ele destacou que a taxa cambial pode ser um fator positivo ou negativo, dependendo do momento em que a desvalorização do real ocorre e como isso se alinha com as operações de compra de insumos pelos produtores.

Brasil no cenário internacional

No contexto global, Serigati afirmou que o Brasil se encontra em uma posição de destaque entre as economias emergentes, mas ainda precisa “fazer a lição de casa” em termos de gestão econômica para aproveitar ao máximo seu potencial. “Temos um grande potencial, mas é preciso subir a vela de forma organizada para aproveitar o vento favorável”, disse o pesquisador.

Apesar das incertezas e dos desafios, o especialista expressou otimismo em relação ao agronegócio brasileiro. Segundo ele, com boas práticas de gestão e uma visão estratégica, o setor tem condições de superar os obstáculos e continuar crescendo, mesmo em um ambiente econômico adverso.



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