segunda-feira, agosto 10, 2026

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Perdas de milho: A ameaça da cigarrinha


O fitotecnista Paulo Garollo, com mais de 40 anos de experiência na cultura do milho, é um dos principais especialistas do país no estudo da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), considerada a maior praga do cereal atualmente. Ele destaca que os danos causados pela praga já são evidentes no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e nos Estados Unidos. 

Na Argentina, por exemplo, a cigarrinha causou uma perda de 40% na última safra. Nos Estados Unidos, há um esforço crescente de pesquisa para conter seu avanço, especialmente em estados como Flórida e Oklahoma, antes que a praga chegue ao cinturão do milho. No Brasil, Garollo observa que a cigarrinha-do-milho continua se espalhando rapidamente pelo território.

“No Triângulo Mineiro está impraticável, os ataques estão severos. No Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e Goiás, há vários registros de efeitos nocivos da ‘cigarrinha’. Principalmente nas áreas do país onde se estabelecem ‘pontes verdes’ (plantio de milho o ano inteiro), a população da praga e as doenças que ela transmite se mostram hoje altamente representativas”, diz ele.

De acordo com Garollo, a Daubulus maidis transmite bactérias do grupo dos Molicutes e dois vírus responsáveis pelas doenças enfezamento vermelho e amarelo, além do vírus do raiado fino. Ele já observou a dizimação de lavouras, com perdas que variam de 70% a 90% em certos híbridos.  O principal impacto da praga é a redução da formação do grão de milho, resultando em grãos de menor peso e qualidade, além de plantas mais baixas e com aparência “enfezada”. Em casos extremos, os grãos podem murchar a ponto de não serem pressionados pelas palhas, permitindo a entrada de água e causando pré-germinação. Isso gera prejuízos adicionais, como “descontos” na entrega e comercialização do milho.

“Antes, avaliavam-se resultados de produtos somente na fase adulta da ‘cigarrinha’. Nós, constatamos que o correto é priorizar também o controle na fase ninfal, em que a praga se multiplica rapidamente no sistema agrícola e perpetua a espécie”, salienta Garollo. “As ninfas vivem embaixo da folha, com baixíssima mobilidade na planta, protegidas, sobrevivendo em grandes proporções e sempre aumentando suas populações”, conclui.
 





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ventos fortes e temporais avançam pela região



Algumas áreas do país devem receber chuvas intensas, outras continuam sob alerta de baixa umidade. No Sul há risco para temporais e ventos fortes, com as chuvas se estendendo para todas as regiões, com exceção do Nordeste.

Sul

Ainda chove em grande parte da região. O tempo fica firme apenas no leste e sul do Rio Grande do Sul. A chuva pode ocorrer a qualquer hora e ainda há risco de alguns temporais isolados no Paraná, com potencial para ventos fortes.

Sudeste

Há condição favorável para pancadas de chuva em todo o litoral e interior de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo. O dia terá nebulosidade variável, com o sol predominando em alguns momentos.

Centro-Oeste

O tempo segue instável, com chance de pancadas de chuva moderada a forte em todas as áreas da região. Há mais nuvens em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e Goiás, com pancadas de chuva a qualquer momento do dia. Cuiabá e Brasília podem ter chuva forte, acompanhada de trovoadas.

Nordeste

A nebulosidade aumenta no sul da Bahia, mas sem previsão de chuva. A região continua estável, com alerta de baixa umidade do ar, principalmente no norte da Bahia, sul do Piauí, Ceará e Maranhão.

Norte

Ainda chove no oeste e sul do Amazonas, no Acre, e no interior de Rondônia e Roraima. No Amapá, haverá bastante nebulosidade, mas sem chuva. Nas demais regiões, o dia será de tempo mais aberto e com temperaturas altas.



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governo federal lança linha de R$ 300 mi para produção familiar



O Governo Federal, por meio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), lançou, nesta terça-feira (8), uma linha de microcrédito para estimular a agricultura familiar nas regiões Centro-Oeste e Norte.

A iniciativa, realizada com metodologia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado (Pnmpo), beneficiará mais de 30 mil pessoas em comunidades rurais, que poderão ter acesso ao crédito com condições especiais.

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O contrato tem vigência de um ano, com possibilidade de renovação. Para este ano, estão previstos R$ 300 milhões em recursos financeiros operacionalizados pela Caixa Econômica Federal em áreas rurais, com repasses dos Fundos Constitucionais de Financiamento do Centro-Oeste e do Norte sendo R$ 150 milhões do FCO e outros R$ 150 milhões do FNO.

Serão contemplados os estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Com o programa, agricultores familiares e microempreendedores em áreas que têm pouca cobertura bancária passam a ter acesso a crédito e serviços financeiros.

A abrangência das redes de agências e postos de atendimento da Caixa permite que o programa alcance localidades isoladas, o que é fundamental para beneficiar atividades de extrativismo, pesca, aquicultura e agropecuária em pequenas propriedades.

Isso inclui agricultores familiares, assentados, comunidades indígenas e quilombolas, que enfrentam dificuldades para arcar com os custos e o tempo de deslocamento até os centros urbanos.

“Vamos começar com um projeto-piloto inspirado na experiência positiva do Banco do Nordeste com o AgroAmigo. Atendendo a uma orientação do presidente Lula, para diminuir desigualdades regionais e promover o combate à fome, estamos buscando agricultores familiares, assentados, comunidades extrativistas, indígenas e quilombolas para investirem no desenvolvimento agrícola sustentável com práticas inclusivas”, afirmou o secretário Nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, Eduardo Tavares.

Para acessar o microcrédito, a família precisa estar inscrita no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), instrumento utilizado pelo Governo Federal para identificar o público beneficiário com acesso a linha de Microcrédito Produtivo Rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf B). Todas as condições vão seguir o Manual de Crédito Rural (MCR).

Temos taxas diferenciadas do mercado, como juros de 0,5% ao ano, prazo de até três anos para pagamento e bônus de adimplência. Isso significa que o agricultor que acessar o crédito e pagar em dia poderá obter descontos de 25% a 40% e renovar o crédito no ano seguinte, explicou Eduardo.

Conforme a metodologia do Pnmpo, a Caixa lançou um edital para credenciar empresas especializadas em apoiar e oferecer orientação para os tomadores beneficiados pelo microcrédito rural. As empresas vão tirar dúvidas, acompanhar os resultados do investimento na atividade produtiva e auxiliar as famílias no planejamento financeiro. Para atendimento de populações ribeirinhas da Amazônia, a instituição disponibilizará duas agências-barco.



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O que diz o setor sobre as queimadas que impactam produção agropecuária


Em todo o Matopiba, os esforços do setor são para prevenção e enfrentamento ao fogo. O quarto e último episódio do especial ‘Cerrado Sem Fogo‘, traz a mensagem e práticas do setor agropecuário sobre o assunto.

Assim como abordado nos episódios anteriores, as queimadas são prejudiciais aos sistemas agroecológicos e todas as práticas sustentáveis debatidas e difundidas com estudos científicos na agricultura. 

Uma das imagens que chamam atenção, é a do Julio Takahashi, produtor rural, de Balsas (MA). No vídeo ele mostra os esforços para combater um incêndio florestal em uma de suas propriedades.

“Já temos área de plantio queimada aqui, palhada. Ontem quase tivemos um acidente com graves proporções aqui, então é muito perigoso o fogo nessa época”, disse Takahashi.

Impacto da seca e o fogo

Um relatório do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), divulgado em setembro, destaca os prejuízos para o setor agropecuário, com a seca que afeta o país, condição em que ocorre maior risco de propagação do fogo.

Em agosto, 963 municípios apresentaram pelo menos, 80% de suas áreas agroprodutivas potencialmente impactadas pela seca.

De acordo com o monitor do fogo, do Mapbiomas, o Cerrado foi o bioma com a maior área queimada em agosto de 2024, com 2,4 milhões de hectares, ou 43% de toda a área queimada no Brasil.

Alta frequência de queimadas podem alterar a fitofisionomia do bioma; matopiba, CerradoAlta frequência de queimadas podem alterar a fitofisionomia do bioma; matopiba, Cerrado
Foto: Guilherme Soares/Canal Rural BA

Nesse sentido, José Cláudio de Oliveira, sócio-proprietário da JCO Bioprodutos também destaca os prejuízos que o fogo provoca para os produtores.

“Agricultor nenhum, quer botar fogo, então, às vezes, há um comentário, da sociedade urbana às vezes pensa que é o agricultor que põe fogo. O fogo é deletério, ele é prejudicial”, destacou Oliveira.

Wellson de Castro, coordenador de gestal ambiental do Grupo Progresso, destaca que nas fazendas do grupo, todos os anos sofrem com incidência de focos de incêndios florestais.

“Muitas vezes a caça predatória em área de reserva legal, caçadores acabam ateando fogo ali para fazer limpeza de área ou para afugentar os animais e conseguir fazer abate desses animais”, explica de Castro.

O que diz o setor

No âmbito de todo o contexto as entidades assumem um papel crucial diante de um assunto tão sensível.

Greice Fontana Klein, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, destaca o papel importante das instituilções. “Uma das funções das instituições mais importantes é levar a informação correta ao produtor”, enfatiza.

Para Alessandra Zanotto, vice-presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) “atrelar a queimada ao agronegócio é realmente mensurar um grande prejuízo, inclusive, na verdade, imensurável prejuízo sobre o que pode acontecer a partir dessas queimadas”.

Gustavo Prado, diretor-executivo da Abapa disse que “é uma inverdade muito grande falar que o produtor ocasiona isso. ele sofre muitas vezes há cometimentos e de maneira responsável ele tem que, de maneira ágil, responder a isso”.

“É inadmissível fogo em propriedade rural, nós combatemos com unhas e dentes, assim que surge a primeira chama de fogo, então, não dá pra acreditar. É uma balela imensurável jogar essa culpa em cima do agro. O agro protege o meio ambiente”, ressalta o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

As estatísticas preocupam, e as futuras gerações, aguardam um futuro incerto no planeta, que está sob constante ameaça.

“A mensagem que fica é que é uma preocupação de todos nós, produtores, associações, governo, sociedade, estudantes, jovens, crianças, para que todos entendam que existe uma responsabilidade em comum de todos sobre essa grande causa, sobre esse grande impacto que está acontecendo no nosso país,” disse Alessandra Zanotto, vice-presidente da Abapa.

Enquanto isso, a natureza tenta resistir em meio às cinzas. Só há vida no Cerrado, sem fogo.

Assista ao episódio:

Apoio

O projeto Cerrado Sem Fogo é uma campanha do Canal Rural Bahia com apoio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), JCO Bioprodutos, Grupo Progresso e Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães.


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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Preços do açúcar caem mais de 2% em Nova York e Londres na tarde desta 4ª…


Valorização do dólar incentiva vendas brasileiras para exportação

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Os preços futuros do açúcar ampliaram as perdas registradas pela manhã e passaram a cair mais de 2% nas bolsa de Nova York e Londres no início da tarde desta quarta-feira (09). Segundo informações do Barchart, as cotações são pressionadas pela redução nos valores do petróleo, que chegou a perder em torno de 2% nesta quarta-feira e, por volta das 12h, caía próximo a 1%. Além disso, a alta do dólar em relação ao real incentiva vendas para exportação pelos produtores brasileiros.

Próximo às 12h15 (horário de Brasília), em Nova York o contrato março/25 tinha queda de 0,58 cents, cotado em US$ 21,91 cents/lbp. O maio/25 perdia 0,56 cents, com valor de 20,38 cents/lbp. O julho/25 caía 0,54 cents, negociado em 19,45 cents/lbp. O outubro/25 passava a valer 19,28 cents/lbp, com redução de 0,48 cents.

Em Londres, o contrato dezembro/24 tinha baixa de US$ 13,70, cotado em US$ 561,40/tonelada. O março/25 estava precificado em US$ 567,20/tonelada, queda de US$ 13,20. O maio/25 valia US$ 562,80/tonelada, diminuição de US$ 13,10. O agosto/25 era negociado em US$ 545,50/tonelada, redução de US$ 14,60.

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Fonte:

Notícias Agrícolas





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oferta elevada e fraca demanda mantêm preços em queda



Os preços da tilápia continuaram em queda em setembro. Segundo pesquisadores do Cepea, a pressão veio da oferta elevada, visto que ainda há muitos peixes com alta biomassa nos tanques, e da demanda enfraquecida. 

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Também como reflexo da disponibilidade interna elevada, as exportações brasileiras de tilápia (filés e produtos secundários) voltaram a crescer em setembro.

Foram embarcadas 1,6 mil toneladas no último mês, avanço de 17,4% frente a agosto/24 e de 60,2% em relação a setembro/23.



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Lei do Combustível do Futuro é sancionada com três vetos



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou três trechos da Lei do Combustível do Futuro, sancionada nesta terça-feira (8), durante cerimônia na Base Aérea de Brasília. O novo marco legal dispõe sobre a mobilidade sustentável, propõe o aumento da mistura do biodiesel ao óleo diesel e eleva o porcentual mínimo obrigatório de etanol na gasolina.

O projeto também cria os programas nacionais de combustível sustentável de aviação (SAF), diesel verde e biometano, além do marco legal de captura e estocagem geológica de dióxido de carbono. A lei inclui ainda a integração entre as políticas públicas RenovaBio, o Programa Mover e o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV).

De acordo com publicação no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 9, os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia (MME) recomendaram o veto ao artigo que determinava que não produziriam efeitos na apuração de tributos federais “as eventuais diferenças decorrentes dos métodos e dos critérios contábeis previstos na legislação comercial em relação às situações objeto da Lei”.

De acordo com as pastas, esse trecho “contraria o interesse público em razão da possibilidade de sobreposição com a disciplina da Lei nº 12.973, de 13 de maio de 2014, o que comprometeria a segurança jurídica”.

O MME também recomendou o veto ao trecho que estabelecia que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) passasse a definir diretrizes para a aquisição de biometano por comercializadores e importadores de gás natural para assegurar o cumprimento da adição obrigatória de biometano ao gás natural.

“O dispositivo contraria o interesse público ao alterar texto recém acrescentado à Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, pela Medida Provisória nº 1.255, de 26 de agosto de 2024. Além disso, a consecução da finalidade do inciso ora vetado não ficará prejudicada porque estará abarcada pela sanção da nova redação dada pelo art. 30 do Projeto de Lei ao inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997”, justificou o Planalto.

Lula também vetou, por recomendação do MME, o trecho que determinava à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) a função de regular e autorizar as atividades relacionadas à captura e à estocagem geológica de dióxido de carbono.

“O dispositivo contraria o interesse público ao alterar texto recém acrescentado à Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997, pela Lei nº 14.948, 2 de agosto de 2024. Além disso, a consecução da finalidade do inciso ora vetado não ficará prejudicada porque estará abarcada pela sanção da nova redação dada pelo art. 30 do Projeto de Lei ao caput do art. 8º da Lei nº 9.478, de 6 de agosto de 1997”, completou.



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Em Unaí (MG), plantio da soja atinge 30%; produtores esperam por chuvas volumosas



O plantio da soja em Minas Gerais, liberado desde 30 de setembro, enfrenta desafios devido à situação hídrica do estado. A irrigação, embora seja uma alternativa para alguns produtores, é limitada pela falta de chuvas, com previsões para outubro indicando apenas 6 a 20 milímetros, volume insuficiente para a semeadura.

Além disso, as queimadas no Cerrado têm gerado preocupações, danificando a palhada essencial para a conservação do solo e comprometendo a fertilidade das lavouras. As altas temperaturas, que chegam a 40 graus, dificultam ainda mais a recuperação hídrica e afetam o aquífero Guarani.

Em Unaí (MG), o plantio da soja irrigada já alcançou 30% da área prevista de 100 mil hectares, segundo a Cooperativa Agrícola de Unaí (Coagril). De acordo com a Safras & Mercado, os produtores planejam cultivar mais 250 mil hectares em sistema de sequeiro, mas a continuidade do plantio depende do retorno das chuvas, com previsões indicando a possibilidade de precipitações em breve.

A área total de cultivo na grande Unaí deve atingir 350 mil hectares, com expectativa de 180 mil hectares dedicados à soja. Em condições climáticas favoráveis, os produtores acreditam que poderão colher até 3.900 quilos por hectare na safra 2024/25.

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Expectativas para a safra

O plantio de soja em Minas Gerais deve ocupar 2,35 milhões de hectares na temporada 2024/25, representando um aumento de 4,4% em relação à safra anterior. A produção está prevista para atingir 8,979 milhões de toneladas, um crescimento de 7,8% em relação à safra 2023/24, com 8,328 milhões de toneladas. O rendimento médio esperado é de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.720 quilos registrados anteriormente.



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IPCA de setembro sobe 0,44% após cair 0,02% em agosto, afirma IBGE



A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,44%, ante uma redução de 0,02% em agosto, informou nesta quarta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado ficou próximo da mediana das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que apontava alta de 0,45%. O intervalo das previsões ia de alta de 0,38% a 0,52%.

A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 3,31%. O IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,42%, resultado também próximo à mediana das projeções dos analistas, de 4,44%, com estimativas que iam de 4,36% a 4,59%.



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AgroNewsPolítica & Agro

perspectiva positiva para grãos no oeste do país


Clima favorece enchimento de grãos e semeadura de verão





Foto: Canva

De acordo com o boletim Weekly Weather and Crop Bulletin, divulgado na última terça-feira (8) pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) e pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), chuvas dispersas, entre 3 e 20 mm, beneficiaram o enchimento de grãos de inverno e sementes oleaginosas no oeste, garantindo boas perspectivas para a safra de inverno em geral da Austrália.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No sul da Austrália e em Victoria, as chuvas também contribuíram para estabilizar as previsões de rendimento das safras de inverno, que se encontram em estágios de floração e enchimento. No entanto, em Nova Gales do Sul e no sul de Queensland, as precipitações foram mais leves e distribuídas, com muitas áreas permanecendo secas (menos de 5 mm). Nessas regiões, o trigo e outras culturas de inverno começaram a amadurecer, especialmente no norte da Austrália Oriental.

O clima relativamente seco nas áreas do cinturão do trigo facilitou a secagem das safras de inverno e permitiu o rápido início da semeadura das culturas de verão. As temperaturas se mantiveram próximas da média, variando dentro de 1°C do normal na maioria das áreas. As máximas oscilaram entre 20°C e 30°C, enquanto as mínimas permaneceram acima de 0°C, condições ideais para o desenvolvimento das lavouras.





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