segunda-feira, agosto 10, 2026

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Cientistas sugerem nova categoria para furacões devido à intensidade histórica de Milton



Os especialistas estão avaliando a possibilidade de criar uma nova categoria na escala Saffir-Simpson, tradicionalmente usada para medir a intensidade dos furacões. A proposta surgiu após o furacão Milton, que ganhou força rapidamente e pode ter ventos superiores a 307 km/h, algo sem precedentes. Atualmente, a escala vai até a categoria 5, que classifica tempestades com ventos acima de 252 km/h.

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Em um estudo publicado no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences, cientistas sugeriram a criação da categoria 6 para classificar os furacões mais intensos, que têm se tornado mais frequentes devido ao aquecimento das águas oceânicas, um efeito direto das mudanças climáticas. “O furacão Milton está batendo recordes de velocidade de intensificação e agora levanta a necessidade de repensarmos como classificar essas tempestades, que estão além do que a escala atual cobre”, explicou o meteorologista Arthur Müller.

Furacão Milton pode ser mais destrutivo que Helene

O furacão Milton é considerado potencialmente mais devastador do que o furacão Helene, que atingiu a Flórida e a Carolina do Norte há apenas duas semanas e resultou em mais de 200 mortes. Müller explicou que, além dos ventos extremos, Milton pode trazer chuvas intensas de até 400 mm em algumas regiões da Flórida. “A combinação de ventos de mais de 300 km/h e tempestades severas torna Milton uma das tempestades mais destrutivas que já vimos”, destacou o especialista.

Outro fator preocupante é que, após cruzar a Flórida, o furacão pode ganhar força novamente ao adentrar o Atlântico, já que as águas do oceano também estão aquecidas. Müller ressaltou que a possibilidade de Milton retornar como um furacão ainda mais forte não está descartada, e áreas como as Carolinas e até Nova York podem estar na rota de risco.

Mudanças climáticas e novas categorias de furacões

O rápido fortalecimento de Milton, que foi de categoria 2 para 5 em menos de três horas, é uma demonstração clara dos efeitos das mudanças climáticas. “Estamos vendo sistemas meteorológicos que estão fora de controle”, comentou Müller, enfatizando que o aquecimento das águas oceânicas é o principal combustível para a formação desses “mega furacões”.

A criação de uma nova categoria 6 para furacões é algo que muitos especialistas veem como inevitável, especialmente considerando que o furacão mais forte registrado até agora, Allen, em 1980, atingiu ventos de 305 km/h. Com Milton, os ventos previstos de 307 km/h podem ser um divisor de águas na forma como os furacões são classificados e estudados.

Alerta máximo na Flórida

As autoridades na Flórida emitiram alertas para evacuação obrigatória em várias regiões, à medida que Milton se aproxima da costa. Müller foi enfático ao alertar os residentes: “Esse furacão está em um nível nunca antes visto. Quem estiver na rota de Milton precisa sair da região imediatamente para evitar tragédias.”

Com a chegada iminente de Milton, a preparação e a resposta rápida das autoridades e moradores serão cruciais para minimizar os danos e proteger vidas. A tempestade continua a ser monitorada de perto, enquanto o debate sobre uma nova categoria de furacões ganha força entre a comunidade científica.



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CNA defende participação do agro nas metas climáticas da COP29



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) reforça a importância de garantir meios de implementação para ações climáticas no setor agropecuário. A entidade alerta que o governo federal não deve definir novas metas de redução de gases de efeito estufa – Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) – a partir de 2031 sem incluir o setor agropecuário e suas especificidades.

O posicionamento faz parte das propostas que a CNA levará à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP29), em novembro, no Azerbaijão.

No documento divulgado, a CNA destaca que o financiamento é um dos principais desafios para viabilizar as metas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A entidade sugere a diversificação das fontes de financiamento e afirma que o Brasil deve se preparar para garantir os meios de implementação de sua NDC na COP30, quando sediará a conferência, em 2025.

Segundo a CNA, a agropecuária brasileira é essencial para a segurança alimentar e a mitigação dos impactos climáticos globais.

Entre os pontos considerados prioritários pela CNA estão o avanço nas negociações sobre o mercado de carbono, a ampliação do financiamento para o setor e a adoção de ações cooperativas que envolvam os setores agrícolas e energéticos.

A entidade defende que o Brasil mostre liderança nas discussões climáticas, demonstrando seu compromisso com a produção sustentável e a preservação ambiental.



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Multinacional brasileira lança nova marca e foca em inovação no setor de bioenergia



Em comemoração aos seus 65 anos, a Copersucar, empresa do setor de bioenergia do mundo, anunciou uma nova expressão de marca com o propósito de “Nutrir e mover o mundo com a força do vínculo”. A iniciativa busca reforçar o compromisso com a transição energética global e a segurança alimentar, destacando seu papel como líder no mercado de biocombustíveis e alimentos naturais.

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Segundo Tomás Manzano, presidente da Copersucar, a empresa foi pioneira no desenvolvimento de soluções em bioenergia e alimentos em larga escala, sendo um verdadeiro ecossistema de negócios especializados. “Nossa história começou há 65 anos, com a criação da cooperativa de produtores de açúcar e álcool de São Paulo. Hoje, somos um ecossistema global que conecta 38 usinas no Brasil, 17 destilarias de etanol nos EUA e um sistema logístico multimodal eficiente em ambos os países”, afirma Manzano.

Impacto global e inovação em biocombustíveis

Destaque mundial na comercialização de etanol e açúcar, a Copersucar movimenta mais de 15 bilhões de litros de etanol e 12 milhões de toneladas de açúcar anualmente, atendendo mais de 70 países. Em 2023/2024, a comercialização de etanol pela companhia evitou a emissão de 36,7 milhões de toneladas de CO2 eq, o que equivale ao consumo anual de 18 milhões de veículos movidos a gasolina.

Além disso, a Copersucar está expandindo seu portfólio para incluir novos biocombustíveis, como o biometano e o SAF (combustível sustentável de aviação). “O biometano será a próxima fronteira da bioenergia, descarbonizando a indústria e o transporte. Nossa meta é acelerar o desenvolvimento desse mercado, com potencial de produzir 2 milhões de metros cúbicos por dia até 2032”, explica Manzano.

A companhia também anunciou o desenvolvimento de tecnologia para a produção de SAF a partir do biometano, em parceria com a Geo, com uma planta piloto de demonstração comercial prevista para iniciar operações em 2025.

Expansão

A Copersucar ampliou seu portfólio ao entrar no mercado de comercialização de energia elétrica, adquirindo 50% da NewCom, com foco no mercado livre brasileiro. A empresa visa dobrar a oferta de energia renovável, reforçando o compromisso com um futuro mais sustentável.

“Com esta nova expressão de marca, reafirmamos nosso compromisso em apoiar o Brasil como polo global de bioenergia e alimento natural”, conclui Manzano.



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Região Sul apresentou a maior alta do etanol no país em setembro



O mais recente Indice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), levantamento que consolida o comportamento de preços das transações nos postos de combustível, revelou que na Região Sul o preço médio do litro da gasolina, comercializado a R$ 6,17 no fechamento de setembro, caiu 0,16% ante o consolidado de agosto.

Em contrapartida, o etanol, encontrado a R$ 4,39, e o diesel S-10, comercializado a R$ 5,98, apresentaram alta, 0,92% e de 0,17%, respectivamente. O preço do diesel comum manteve estabilidade, em relação ao mês anterior, e fechou setembro a R$ 5,92.

Para quem utiliza ambos os tipos de diesel, a Região Sul é, em todo o país, o lugar mais barato para abastecer. Seguindo essa tendência, o Paraná é onde se encontra os dois tipos de diesel mais baratos entre todos os estados brasileiros.

O etanol, quando comparado à gasolina, foi considerado mais vantajoso para abastecer apenas no Paraná. “Contudo, vale ressaltar que o biocombustível, por emitir menos poluentes na atmosfera, contribui para uma mobilidade de baixo carbono”, destaca o diretor-geral de Mobilidade da Edenred Brasil, Douglas Pina.



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Boi gordo e “boi China” registam alta nas cotações


Segundo dados da análise do informativo “Tem Boi na Linha”, em São Paulo, a cotação do boi gordo registrou uma alta de R$3,00/@ nesta terça-feira (3), após uma segunda-feira de estabilidade. A valorização também foi acompanhada pelo “boi China”, que subiu R$2,00/@. Enquanto isso, os preços da vaca e da novilha não sofreram alterações.

As escalas de abate mantiveram uma média de sete dias, sem grandes variações de oferta.

No Sul do Tocantins, o mercado de boi gordo permaneceu estável, com as escalas de abate mantendo uma média de sete dias. Já no Norte do estado, os preços subiram levemente: o boi gordo avançou R$5,00/@, a vaca R$2,00/@ e a novilha R$1,00/@. Além disso, o “boi China” no Sul do Tocantins teve um acréscimo de R$5,00/@.

No Acre, todas as categorias de animais apresentaram alta. O boi gordo e a vaca subiram R$3,00/@, enquanto a novilha teve uma valorização maior, com aumento de R$5,00/@.

Durante a primeira semana de outubro, as exportações de carne bovina in natura somaram 39,9 mil toneladas, com uma média diária de 9,9 mil toneladas, um aumento de 12,4% em comparação com outubro de 2023, quando a média foi de 8,9 mil toneladas.

Apesar do aumento no volume exportado, o preço médio por tonelada exportada permaneceu praticamente estável, em US$4.595,3, em comparação com US$4.596,5 no mesmo período do ano anterior.





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Soja: embarques devem chegar a 4,124 milhões de t no Brasil em outubro



O line-up, programação de embarques nos portos brasileiros, indica que as exportações de soja em grão devem alcançar 4,124 milhões de toneladas em outubro, segundo levantamento da Safras & Mercado. Em comparação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações totalizaram 5,957 milhões de toneladas, a queda é significativa.

Em setembro, foram embarcadas 5,103 milhões de toneladas do grão, evidenciando a instabilidade nas exportações. Para novembro, a previsão é ainda mais modesta, com uma expectativa de embarque de apenas 588 mil toneladas.

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No acumulado de janeiro a outubro de 2024, o line-up estima um total de 92,931 milhões de toneladas exportadas, ligeiramente inferior aos 92,963 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. A Secretaria do Comércio Exterior (Secex) confirma que os embarques durante esse intervalo somaram 90,281 milhões de toneladas.

A redução nas exportações de soja pode ser atribuída a fatores como variações climáticas e problemas logísticos que impactaram a oferta. Produtores e exportadores estão atentos às próximas semanas, na esperança de que condições favoráveis possam melhorar os números para o final do ano.



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Produtores da soja no Tocantins estão receosos, diz a presidente da Aprosoja



Liberados desde 30 de setembro, os produtores da soja no Tocantins já podem iniciar o plantio da safra 2024/25. Caroline Barcellos, presidente da Aprosoja Tocantins, destaca que a abertura do plantio no estado foi marcada por um evento tradicional que simboliza o fim do vazio sanitário, embora os agricultores permaneçam cautelosos.

Apesar da formalidade, muitos produtores aguardam para iniciar a semeadura, preocupados com a expectativa de chuvas consistentes. O monitoramento das previsões meteorológicas é fundamental, pois a consolidação das chuvas é essencial para garantir um plantio bem-sucedido e evitar atrasos que possam impactar o ciclo da segunda safra.

”Além das incertezas climáticas, os altos custos dos insumos e a queda nos preços das commodities têm levado os produtores a avaliar cuidadosamente os riscos”, explica a presidente. Segundo ela, essa instabilidade econômica gera um clima de cautela, impulsionando os agricultores a planejarem suas operações de maneira mais estratégica, com receio de comprometer a viabilidade financeira das lavouras.

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A Aprosoja Tocantins tem se empenhado em apoiar os produtores durante este período desafiador, promovendo discussões sobre práticas agrícolas sustentáveis e estratégias para mitigar riscos. A entidade busca capacitar os agricultores a enfrentarem as adversidades trazidas pelas mudanças climáticas e oscilações do mercado.

Com a abertura oficial do plantio e a expectativa de chuvas, o cenário permanece incerto, mas os agricultores seguem esperançosos. O sucesso da safra dependerá da capacidade de adaptação e resiliência dos produtores em um ambiente cada vez mais desafiador.



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Furacão Milton enfraquece, mas segue rumo à Flórida com grande potencial de destruição


O furacão Milton, uma das tempestades mais intensas já registradas no Golfo do México, enfraqueceu para uma forte categoria 4 na manhã desta quarta-feira (9), mas continua a caminho da costa oeste da Flórida, onde deve causar grandes estragos. Com ventos sustentados de 250 km/h, a tempestade está prevista para atingir a área de Sarasota após as 2h da madrugada desta quinta-feira (10).

Crédito: CIRA/NOAA

O Centro Nacional de Furacões (NHC) alertou que, apesar de o furacão ter perdido parte de sua intensidade nas últimas horas, flutuações de força são esperadas até sua chegada à Flórida. Milton continua sendo considerado extremamente perigoso e pode provocar marés de tempestade, ventos destrutivos e inundações generalizadas. A tempestade ganhou notoriedade ao intensificar-se rapidamente, passando de uma simples depressão tropical para uma catastrófica categoria 5 em apenas 24 horas no início da semana.

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Impacto na Flórida

O Serviço Nacional de Meteorologia de Tampa Bay descreveu Milton como “uma tempestade histórica para a costa oeste da Flórida”, destacando que a Baía de Tampa não experimenta um furacão de tamanha magnitude há mais de um século. A cidade e regiões vizinhas foram colocadas sob alerta máximo, com ordens de evacuação obrigatórias emitidas para milhares de moradores nas zonas mais vulneráveis.

Arthur Müller, meteorologista, reforçou a gravidade da situação: “Os sistemas estão ganhando força numa velocidade muito rápida. O furacão Milton saiu de categoria 2 para categoria 5 em menos de 3 horas. Isso nunca aconteceu antes. É um reflexo das águas aquecidas no Golfo do México”.

Além disso, ele chamou atenção para os efeitos devastadores que podem ocorrer: “Essa tempestade traz consigo ventos severos, inundações e a elevação do nível do mar. O cenário para a Flórida é de muita apreensão. O momento agora é sair de casa, pois quando o Milton chegar, a situação será crítica”.

Previsões e riscos

A meteorologista Nikki Nolan, da CBS News, informou que Milton deve atingir a Flórida como um furacão de baixa categoria 4, com ventos entre 209 e 251 km/h, o suficiente para causar estragos significativos. A previsão mais recente indica que a tempestade passará pela Baía de Sarasota por volta das 5h da manhã de quinta-feira, com ventos sustentados de cerca de 209 km/h.

Embora as previsões indiquem que Sarasota seja o ponto de impacto principal, a NHC alerta que a localização exata da chegada do furacão pode variar, já que o erro médio para previsões de 24 horas é de cerca de 65 km. Assim, outras áreas da Flórida, incluindo a Baía de Tampa, devem se manter em alerta máximo.

A maior preocupação, segundo especialistas, é a maré de tempestade. Em algumas áreas da costa oeste, como de Anna Maria Island até Boca Grande, a previsão é de que a maré alcance entre 3 e 4,5 metros de altura, o que pode inundar completamente algumas regiões costeiras. Além disso, os meteorologistas alertam para possíveis inundações causadas por chuvas intensas, com previsão de até 45 centímetros de precipitação em certas áreas.

Evacuações e medidas de segurança

Milhares de moradores nas áreas mais afetadas pela tempestade já começaram a evacuar suas casas. Longos congestionamentos foram registrados nas estradas que levam ao norte da Flórida e para o estado da Geórgia, enquanto muitos tentam escapar dos impactos esperados da tempestade.

O governador da Flórida, Ron DeSantis, reiterou a urgência em seguir as ordens de evacuação. “Estamos lidando com uma tempestade catastrófica. Se você está em uma área de evacuação, por favor, saia agora. Não arrisque sua vida ficando para trás”, afirmou DeSantis em uma coletiva de imprensa na manhã desta quarta-feira.

Além das evacuações, diversas escolas e aeroportos na região foram fechados. As companhias aéreas cancelaram centenas de voos, especialmente nos aeroportos de Tampa, Sarasota e Fort Myers. Parques temáticos, como a Disney World, Universal Studios e SeaWorld, também anunciaram que estarão fechados durante a passagem da tempestade.

O que vem a seguir

Após tocar terra, espera-se que o furacão Milton perca força rapidamente enquanto cruza o estado da Flórida, mas ainda deverá manter status de furacão até chegar ao Oceano Atlântico, quando então se transformará em uma tempestade tropical. A NHC continua a monitorar atentamente a trajetória e força da tempestade, com atualizações frequentes para garantir que os moradores afetados sejam mantidos informados sobre os riscos e as medidas necessárias para se proteger.

Enquanto isso, equipes de resgate e emergência já estão em alerta, prontas para entrar em ação após a passagem do furacão.

“Infelizmente, os furacões estão se tornando cada vez mais intensos e frequentes, consequência direta das mudanças climáticas. A cada ano, enfrentamos fenômenos mais extremos, e o Milton é mais uma evidência clara disso”, concluiu Müller, enfatizando a necessidade de medidas urgentes para mitigar os impactos ambientais.



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Perdas de milho: A ameaça da cigarrinha


O fitotecnista Paulo Garollo, com mais de 40 anos de experiência na cultura do milho, é um dos principais especialistas do país no estudo da cigarrinha-do-milho (Daubulus maidis), considerada a maior praga do cereal atualmente. Ele destaca que os danos causados pela praga já são evidentes no Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e nos Estados Unidos. 

Na Argentina, por exemplo, a cigarrinha causou uma perda de 40% na última safra. Nos Estados Unidos, há um esforço crescente de pesquisa para conter seu avanço, especialmente em estados como Flórida e Oklahoma, antes que a praga chegue ao cinturão do milho. No Brasil, Garollo observa que a cigarrinha-do-milho continua se espalhando rapidamente pelo território.

“No Triângulo Mineiro está impraticável, os ataques estão severos. No Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e Goiás, há vários registros de efeitos nocivos da ‘cigarrinha’. Principalmente nas áreas do país onde se estabelecem ‘pontes verdes’ (plantio de milho o ano inteiro), a população da praga e as doenças que ela transmite se mostram hoje altamente representativas”, diz ele.

De acordo com Garollo, a Daubulus maidis transmite bactérias do grupo dos Molicutes e dois vírus responsáveis pelas doenças enfezamento vermelho e amarelo, além do vírus do raiado fino. Ele já observou a dizimação de lavouras, com perdas que variam de 70% a 90% em certos híbridos.  O principal impacto da praga é a redução da formação do grão de milho, resultando em grãos de menor peso e qualidade, além de plantas mais baixas e com aparência “enfezada”. Em casos extremos, os grãos podem murchar a ponto de não serem pressionados pelas palhas, permitindo a entrada de água e causando pré-germinação. Isso gera prejuízos adicionais, como “descontos” na entrega e comercialização do milho.

“Antes, avaliavam-se resultados de produtos somente na fase adulta da ‘cigarrinha’. Nós, constatamos que o correto é priorizar também o controle na fase ninfal, em que a praga se multiplica rapidamente no sistema agrícola e perpetua a espécie”, salienta Garollo. “As ninfas vivem embaixo da folha, com baixíssima mobilidade na planta, protegidas, sobrevivendo em grandes proporções e sempre aumentando suas populações”, conclui.
 





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ventos fortes e temporais avançam pela região



Algumas áreas do país devem receber chuvas intensas, outras continuam sob alerta de baixa umidade. No Sul há risco para temporais e ventos fortes, com as chuvas se estendendo para todas as regiões, com exceção do Nordeste.

Sul

Ainda chove em grande parte da região. O tempo fica firme apenas no leste e sul do Rio Grande do Sul. A chuva pode ocorrer a qualquer hora e ainda há risco de alguns temporais isolados no Paraná, com potencial para ventos fortes.

Sudeste

Há condição favorável para pancadas de chuva em todo o litoral e interior de São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e Espírito Santo. O dia terá nebulosidade variável, com o sol predominando em alguns momentos.

Centro-Oeste

O tempo segue instável, com chance de pancadas de chuva moderada a forte em todas as áreas da região. Há mais nuvens em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e Goiás, com pancadas de chuva a qualquer momento do dia. Cuiabá e Brasília podem ter chuva forte, acompanhada de trovoadas.

Nordeste

A nebulosidade aumenta no sul da Bahia, mas sem previsão de chuva. A região continua estável, com alerta de baixa umidade do ar, principalmente no norte da Bahia, sul do Piauí, Ceará e Maranhão.

Norte

Ainda chove no oeste e sul do Amazonas, no Acre, e no interior de Rondônia e Roraima. No Amapá, haverá bastante nebulosidade, mas sem chuva. Nas demais regiões, o dia será de tempo mais aberto e com temperaturas altas.



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