segunda-feira, agosto 10, 2026

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‘Os produtores estão reagindo para extinguir a Moratória da Soja’, afirma diretor-executivo da Aprosoja Brasil


No segundo painel da Abertura Nacional do Plantio da Soja, realizado nesta sexta-feira (11), na Fazenda Pau Brasil, em Açailândia (MA), foram discutidos temas cruciais para o setor agrícola brasileiro: a Moratória da Soja e a Lei Antidesmatamento da União Europeia.

Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, destaca que a moratória, que limita a venda de soja de áreas desmatadas no bioma amazônico, gerou insatisfação entre os produtores rurais, que afirmam não fazer parte desse acordo e não concordam com ele. Rosa questionou as sanções associadas: “Os produtores não podem vender, mas terão que fazer um ajuste de conduta”, explicou.

Desde sua implementação em 2008, a moratória teve um impacto significativo. Rosa e Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja-MT, ressaltaram que o acordo prejudica as fronteiras agrícolas e a economia local. Bier alertou que “o acordo gera prejuízos anuais de até 32 bilhões de reais em Mato Grosso, afetando especialmente os municípios mais vulneráveis”.

Luiz Pedro Bier, vice-presidente da Aprosoja-MT

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Pedido de revogação

A Aprosoja Mato Grosso tem se mobilizado para revogar a moratória. Na quarta-feira (9), a Assembleia Legislativa do estado aprovou um projeto de lei que retira incentivos fiscais para empresas que adotam a Moratória da Soja ou outros acordos que sobreponham a legislação nacional. A lei, aprovada em segunda votação com apoio das prefeituras, visa extinguir o acordo, que, segundo os produtores, traz mais prejuízos do que benefícios.

Os representantes agrícolas também afirmaram que as negociações com a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) têm sido infrutíferas, com as solicitações dos produtores sendo sistematicamente ignoradas.

Lei Antidesmatamento na UE

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil

A Lei Antidesmatamento da União Europeia, que proíbe a importação de produtos de áreas desmatadas após 2020, foi outro foco da discussão. Os participantes criticaram a legislação, considerando-a uma barreira comercial que favorece os produtores europeus em detrimento dos brasileiros.

Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, reiterou que a legislação da UE é desproporcional e penaliza injustamente o Brasil, que adota práticas sustentáveis. Ele afirmou que o país está preparado para cumprir as exigências, mas as demandas europeias são inviáveis.

Recentemente, a Comissão Europeia sugeriu adiar a implementação da lei por um ano, permitindo que os países produtores se adaptem às novas exigências. Essa proposta, que se estende até 2026 para micro e pequenas empresas, foi vista como uma oportunidade de diálogo.

Os representantes da Aprosoja enfatizaram a importância da união entre os produtores para enfrentar os desafios e buscar soluções que atendam tanto às exigências internacionais quanto à realidade agrícola brasileira.



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especialistas debatem sustentabilidade, inovação e diversificação no agro


Esta sexta-feira (11) foi histórica para o Maranhão. O estado foi palco da Abertura Nacional do Plantio da Soja – Safra 2024/25, realizada na Fazenda Pau-Brasil, no município de Açailândia. Pela primeira vez, o Maranhão, parte da nova fronteira agrícola brasileira do Matopiba, recebeu este evento crucial para o agronegócio.

A ocasião, além de simbolizar o início da temporada de plantio, reuniu especialistas para debater temas essenciais como sustentabilidade, inovação e a diversificação na produção de soja.

Durante o evento, o chefe-geral da da Embrapa Territorial, Gustavo Spadotti, destacou a importância da gestão eficiente dos recursos naturais para manter a competitividade internacional do Brasil no setor.

Sua visão ressalta o papel do Brasil como líder em práticas sustentáveis, como o plantio direto e a rotação de culturas, alinhadas com a preservação ambiental, além de sistemas integrados, irrigação e de zoneamento agroclimático.

“Somos o único país capaz de expandir a produção de alimentos de forma sustentável. O diferencial do Brasil é o aumento da intensificação no uso da terra. É você ter mais de uma safra agrícola dentro daquele ano”, disse Spadotti.

Gustavo Spadotti, da Embrapa Territorial

Inovação e tecnologia: chaves para um futuro verde

Marcos Fava Neves, da FGV

Marcos Fava Neves, Chanceler da Harven Agribusines School, discorreu sobre a gestão do agro para sua transformação sustentável e uma visão de gestão alinhada com projeção de preços não tão grandes daqui para frente, chegando a um preço médio de US$ 10,4 por bushel nos próximos dez anos. 

A adoção de tecnologias avançadas, como a agricultura de precisão, foi destacada por Neves como essencial para aumentar a produtividade, e é o que tem feito o Brasil chegar onde chegou na produção de soja.

“O Brasil nesta safra vai ter simplesmente 40% da soja feita no mundo. Eu tenho um orgulho enorme disso. Chegar a ter 40% da soja do planeta, e quase 60% das importações de soja no mundo vêm do Brasil. Parabéns produtores! Vocês são o Real Madrid do agronegócio mundial”, diz Neves.

Cooperação e diversificação: o poder da união no agronegócio

Basílio Carloto, da Coopernorte

O diretor-presidente da Coopernorte, Basílio Carloto, compartilhou a visão da cooperativa, que se prepara para se tornar uma agroindústria de referência na região Norte.

Com um modelo de negócios inovador, a Coopernorte busca fortalecer o poder de barganha dos produtores na aquisição de insumos e na comercialização de grãos, além de uma prática de maior diversificação na produção agrícola.

“A agricultura não sobrevive se não fizer diversificação de cultura, não sobrevive se não fizer rotação de cultura, não sobrevive se não fizer o plantio direto, usar plantas de serviço. Isso que leva nossa região ter uma das maiores índices de produtividade do país”, disse Carloto.

A Abertura Nacional do Plantio da Soja destacou o exemplo do trabalho do produtor rural Fernando Sisto, da Agro São João. Em sua propriedade na região, ele adota a diversificação na agricultura para não depender apenas da soja.

“Chegamos nessa diversificação através de uma gestão dos três Ps, ou seja, investir nas pessoas no lugar certo, processos bem definidos, e um planejamento detalhado. Dessa maneira, aliado à nossa produção e ao nosso clima, isso vai trazer a mudança da realidade da nossa região”, declarou Sisto.

Um novo horizonte para o agronegócio

Os avanços da tecnologia agrícola são responsáveis pelo desenvolvimento da soja no Brasil. Foto: Wenderson Araujo (Trilux)/CNA

A Abertura Nacional do Plantio da Soja representa mais que o início de uma safra; é um símbolo da evolução do agronegócio rumo a um futuro que une sustentabilidade, inovação e cooperação.

O evento integra o Projeto Soja Brasil, iniciativa do Canal Rural e da Aprosoja Brasil.

A inciativa ainda conta com a coordenação técnica da Embrapa, consultoria da Safras & Mercado, Harven Agribusiness School e Climatempo, além de contar com os patrocínios da Mitsubishi, Intacta 2 Xtend e Campo Forte.

Matopiba

Áreas de Cerrado do Maranhão, assim como as do Tocantins, Piauí e Bahia, formam o Matopiba. A região compreende 337 municípios em 31 microrregiões geográficas, que somam cerca de 73 milhões de hectares.

A produção agropecuária do Matopiba é marcada pelas grandes colheitas de grãos, especialmente soja, milho e algodão. Segundo a Embrapa. com base na safra 2022/2023, do total da área, cerca de 4,8 milhões de hectares com plantio de soja, que somaram a produção total de 18,5 milhões de toneladas, representando cerca de 12,3% do total produzido no Brasil.



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Brasil tem 22,38 milhões de hectares atingidos pelo fogo em nove meses


Entre janeiro e setembro de 2024 o Brasil teve 22,38 milhões de hectares queimados pelos focos de incêndio que avançaram por todo país, mostrou o MapBiomas, no Monitor do Fogo divulgado nesta sexta-feira (11). Apenas em setembro foram 10,65 milhões de hectares – quase metade de toda a área atingida nos oito meses anteriores.

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O total equivale ao tamanho do estado de Roraima e é 150% maior que no mesmo período de 2023, quando o fogo atingiu 8,98 milhões de hectares. A vegetação nativa representa 73% da área queimada, principalmente formação florestal. Áreas de uso agropecuário também foram atingidas representando 20,5%.

Os estados Mato Grosso, Pará e Tocantins somaram mais da metade do território queimado e tiveram respectivamente 5,5 milhões, 4,6 milhões e 2,6 milhões de hectares atingidos pelo fogo. O município paraense de São Félix do Xingu foi o que mais queimou, seguido de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

Amazônia

Dentre os biomas brasileiros, a Amazônia foi a mais afetada e representou 51% do total do que o fogo alcançou nos nove primeiros meses do ano. Foram 11,3 milhões de hectares queimados no período.

De acordo com a diretora de ciências do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, que coordena o MapBiomas Fogo, a crise dos incêndios na região em 2024 foi agravada por uma seca mais severa decorrente da intensificação das mudanças climáticas. “Isso se reflete nos números de setembro, onde metade da área queimada na região foi em formações florestais.”

A exemplo do que ocorreu em todo o país, o bioma amazônico queimou mais em setembro. Foram 5,5 milhões de hectares, dos quais 2,8 milhões eram de formação florestal. Entre as áreas em que o solo já havia sido convertido anteriormente pelo homem, as pastagens foram as mais afetadas pelo fogo, tendo 1,8 milhão de hectares queimados.

Cerrado

Em nove meses, o Cerrado teve 8,4 milhões de hectares consumidos pelo fogo, dos quais 4,3 milhões queimaram em setembro, maior área afetada nos últimos cinco anos, para o mesmo mês.

“Setembro marca o pico da seca no Cerrado e isso torna o impacto do fogo ainda mais severo. Com a vegetação extremamente seca e vulnerável, o fogo se espalha rapidamente, resultando inclusive na baixa qualidade do ar nas cidades próximas”, explica Vera Arruda, pesquisadora no Ipam e coordenadora técnica do Monitor do Fogo.

Pantanal

Na média dos últimos cinco anos, o Pantanal foi o bioma que observou maior aumento de área queimada nos nove primeiros meses do ano. O crescimento foi de 2.306% em 2024, na comparação com a média.

Foram1,5 milhão de hectares consumidos pelo fogo, dos quais 318 mil hectares foram atingidos no mês de setembro, quando 92% da área queimada foram de vegetação nativa.

Outros biomas

De todo o território afetado pelo fogo, a Mata Atlântica queimou 896 mil hectares, sendo a maioria, 71%, de área agropecuária. Já a Caatinga e os Pampas tiveram redução na área atingida por incêndios de janeiro a setembro de 2024, com respectivamente 151 mil hectares e 3,1 mil afetados.



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previsão de chuva e raios em várias regiões do Brasil



Saiba como o clima irá se comportar neste final de semana em todo o país:

Sábado (12)

Sul

Há condições para pancadas de chuva no litoral norte, na Serra e no norte do Rio Grande do Sul, além do oeste, sul e litoral de Santa Catarina, e no litoral e nordeste do Paraná. O sábado será de mais sol e tempo firme no interior da região.

Sudeste

O sol aparece com bastante nuvens na maior parte da região e pode chover em forma de pancadas no centro-sul e leste de São Paulo, no noroeste e norte de Minas Gerais. O tempo fica mais encoberto e chuvoso no Rio de Janeiro, no sul e Triângulo Mineiro, e no sul do Espírito Santo.

Centro-Oeste

O tempo segue mais instável no centro-leste de Mato Grosso, centro-sul e leste de Goiás, com chance de chuva forte. As pancadas podem ocorrer à tarde no Distrito Federal, no nordeste de Mato Grosso do Sul e nas demais áreas entre o norte de Goiás e de Mato Grosso.

Nordeste

Chove de maneira rápida no litoral de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Há pancadas mais isoladas no sul do Maranhão e tempo firme nas demais áreas. A temperatura sobe, especialmente no Piauí e Ceará, com atenção para a baixa umidade no interior de ambos os estados.

Norte

O dia será de sol em todas as áreas da região, sem previsão de chuva no norte do Pará e no Amapá. O tempo ficará firme em Manaus e Boa Vista, mas há chance de pancadas de chuva e risco de raios e trovoadas no Tocantins, Acre, Rondônia, oeste de Roraima e no interior e sul do Amazonas e Pará.

Domingo (13)

Sul

O domingo pode começar com mais nuvens no sul e norte do Rio Grande do Sul, oeste e interior de Santa Catarina e na maior parte do Paraná, mas já sem expectativa de chuva. As temperaturas serão mais amenas e o tempo firme, inclusive nas capitais.

Sudeste

A frente fria continuará se afastando para alto mar, na altura do Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, ainda estimulando a formação de nuvens carregadas nessas áreas. O tempo segue firme na maior parte de São Paulo, com nuvens médias altas ao longo do dia, enquanto em Minas Gerais, entre a Zona da Mata, centro e noroeste do estado, a chuva deverá ocorrer em forma de pancadas.

Centro-Oeste

O dia será abafado, com algumas aberturas de sol em Mato Grosso, no noroeste de Mato Grosso do Sul e no interior de Goiás. Pode chover a qualquer momento, com períodos de melhora. Há risco de chuva moderada a forte, acompanhada de raios e trovoadas.

Nordeste

Chuva rápida e passageira desde o litoral de Alagoas até o litoral da Paraíba. O dia será de sol, muito calor e ar seco no sul do Maranhão, Piauí, interior do Ceará e norte da Bahia, sem previsão de chuva. Atenção para ventos moderados a fortes na costa norte da região.

Norte

Há condições para pancadas de chuva no Acre, Rondônia, oeste e norte do Amazonas e no sul do Pará. O dia será abafado, com chance de chuva, raios, trovoadas e alguns temporais localizados. Chove com moderada a forte intensidade no oeste e sul do Tocantins. Palmas, Belém e Macapá terão tempo firme.



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AgroNewsPolítica & Agro

PIB do agronegócio da Bahia alcança R$ 35,1 bilhões


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, agronegócio baiano registrou um crescimento expressivo no segundo trimestre de 2024, com alta de 13,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor, divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), atingiu R$ 35,1 bilhões em valores correntes, representando 28,4% da atividade econômica do estado. O bom desempenho do setor reforça a importância do agronegócio para a economia baiana, consolidando sua posição como um dos principais motores de crescimento no estado.

O destaque no período foi para o agregado II, que compreende a agropecuária em si, respondendo por 59,6% da atividade total do agronegócio. A colheita de culturas como soja, milho e algodão, tradicionais na Bahia, foi determinante para esse avanço, já que o segundo trimestre é historicamente o mais forte para a produção agrícola no estado.

A SEI classifica o PIB do agronegócio em quatro agregados: o agregado I, que engloba insumos para a agropecuária; o agregado II, que inclui agricultura, pecuária, silvicultura, extrativismo vegetal e pesca; o agregado III, que se refere às indústrias que utilizam produtos do agregado II; e o agregado IV, que abrange transporte, comércio e serviços ligados à distribuição dos produtos agrícolas.

No acumulado do primeiro semestre de 2024, o setor movimentou R$ 51,96 bilhões, representando 21,69% do PIB da Bahia. Comparado ao primeiro semestre de 2023, o crescimento foi de 5,2%. Esse avanço reflete a relevância do agronegócio não apenas como um componente fundamental da economia estadual, mas também como um impulsionador da dinâmica econômica baiana.

O aumento da participação do agronegócio no PIB baiano no segundo trimestre é atribuído, principalmente, à sazonalidade da produção agrícola, que concentra colheitas nesse período, e à valorização de produtos como café, laranja e frutas, que puxaram o crescimento do setor. Enquanto no primeiro trimestre de 2024 o agronegócio representava 13,7% da economia do estado, essa participação saltou para 28,4% no segundo trimestre, sinalizando uma trajetória de expansão robusta.





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‘Estamos comprometidos com o crescimento responsável do agro’, diz o presidente da Aprosoja-MA


A tão aguardada Abertura Nacional do Plantio da Soja já está em andamento na Fazenda Pau Brasil, em Açailândia, no Maranhão. Com mais de mil participantes, incluindo agricultores, estudantes e profissionais do setor, o evento se destaca como um marco para a agricultura brasileira.

O dia é dedicado a debates sobre temas fundamentais para o setor, como a Moratória da Soja, a Lei Antidesmatamento, gestão sustentável e diversificação de culturas.

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Rumo ao recorde

Foto: Gesiel Dal Pont

A nova safra de soja no Brasil pode atingir um recorde de 166,28 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em uma área de 47,4 milhões de hectares. Este crescimento estimado de 12,82% em relação à safra anterior é impulsionado especialmente pela região do Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, onde a área plantada deve crescer 5%, alcançando 6,7 milhões de hectares.

Em Açailândia, a área dedicada à soja ultrapassa 80 mil hectares, conforme o Sindicato Rural do município. Durante a abertura do evento, o presidente da Aprosoja Maranhão, Gesiel Dal Pont, expressa seu entusiasmo: “É uma honra estarmos aqui hoje. O principal destaque deste evento é você, produtor. Estamos todos comprometidos com o crescimento responsável do agronegócio, respeitando o Código Florestal.” Estima-se que a produção na região chegue a 4,8 milhões de toneladas de soja.

Maranhão: protagonista na expansão agrícola

O Maranhão se consolida como um grande protagonista na produção de soja, com um crescimento de 12% na safra passada, alcançando 4,5 milhões de toneladas em 1,6 milhão de hectares, com produtividade média de 60 sacas por hectare. O prefeito eleito de Açailândia, Benjamin de Oliveira, ressalta: “A soja é de grande importância para o Brasil, e estamos criando novos mercados. Encontramos um ambiente propício para a expansão.”

A infraestrutura logística do Maranhão, com corredores de exportação e o Porto de Itaqui em São Luís, facilita o escoamento da produção. “Estamos em uma região estratégica que permite que nossa produção chegue aos portos com facilidade”, afirma Dal Pont.

Foto: Gilson e Gerson Kyt

Os anfitriões do evento, Gerson e Gilson Kyt, proprietários da Fazenda Pau Brasil, destacaram a responsabilidade do agronegócio: “Hoje é um dia de celebração e reflexão. O setor enfrenta desafios, mas temos grande resiliência. Precisamos encarar as dificuldades de frente”, disse Gerson Kyt. Gilson Kyt acrescenta: “Agradeço à Aprosoja e a todos presentes. Aproveitem este momento para pensar no futuro com otimismo.”

Potencial de crescimento em Açailândia

Fundada há pouco mais de 40 anos, Açailândia, no oeste do Maranhão, tinha sua economia centrada no setor ferroviário e madeireiro, mas a soja tem ganhado espaço, com um crescimento de 10% na área plantada no ciclo 2023/24, alcançando 80 mil hectares. A cidade é cortada pelas ferrovias Norte-Sul e Carajás, além das rodovias BR-010 e BR-222, conectando a produção local aos portos de Itaqui e Ponta da Madeira.

Projeto Soja Brasil: 13ª temporada

Foto: Mauricio Buffon

O projeto Soja Brasil, parceria entre o Canal Rural e a Aprosoja Brasil, chega à sua 13ª temporada, acompanhando a evolução da soja no país. Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, enfatiza os desafios da safra atual: “Estamos diante de uma safra desafiadora, mas sairemos mais fortes. Que tenhamos um excelente plantio para colher bons frutos no próximo ano.”

O papel da Embrapa na sustentabilidade

Alexandre Nepomuceno, chefe-geral da Embrapa Soja, reforça a importância da sustentabilidade: “Comemoramos os 50 anos da Embrapa Soja. Nossa missão é garantir a sustentabilidade da produção ambiental, social e econômica.” Ele destaca a atuação da Embrapa na região do Matopiba desde a década de 1980, com o Centro de Pesquisa em Balsas, que impulsionou inovações locais.

Canal Rural e a conectividade do agronegócio

Foto: Julio Cargnino

O Canal Rural, um dos principais apoiadores do evento, está transmitindo ao vivo a Abertura Nacional do Plantio da Soja. “É fundamental estarmos no Maranhão, uma região pujante. Levamos informação e mostramos a força do agronegócio brasileiro”, afirma Julio Cargnino, presidente do Canal Rural.

O evento conta com o apoio de diversos patrocinadores, incluindo Mitsubishi, Ihara2 XTend, Embrapa e Climatempo. Ele finaliza: “Agradecemos a todos que tornaram este evento possível. Que tenhamos uma safra de sucesso e que o clima e o mercado nos ajudem a colher bons resultados.”

Com o encontro em andamento, o clima é de otimismo e expectativas para uma safra promissora, especialmente na região do Matopiba, que se destaca como uma área estratégica para o agronegócio nacional.

A Abertura Nacional do Plantio da Safra de Soja 2024/25 faz parte do Projeto Soja Brasil, iniciativa do Canal Rural e da Aprosoja Brasil.

Acompanhe ao vivo:



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saiba como esse alimento poderoso pode transformar sua saúde



Nesta sexta-feira (11), o Instituto Ovos Brasil comemora o Dia Mundial do Ovo, uma data dedicada a destacar os benefícios nutricionais e a versatilidade do ovo na alimentação. Celebrado mundialmente na segunda sexta-feira de outubro, o evento é uma oportunidade para promover os valores nutricionais desse alimento que faz parte da mesa de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Importância do ovo na alimentação

O ovo é um alimento reconhecido por seus altos níveis de nutrientes essenciais, como proteínas de qualidade, vitaminas e minerais. “O ovo é um dos alimentos mais completos que temos, sendo rico em nutrientes essenciais para todas as fases da vida”, explica Lucia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil. Além disso, ela ressalta que o ovo é uma excelente fonte de vitamina D, importante para a saúde óssea, e contém antioxidantes que protegem a visão.

Edival Veras, presidente do Instituto Ovos Brasil, destaca que o Dia Mundial do Ovo é uma oportunidade para conscientizar a população sobre a importância desse alimento para a saúde e o bem-estar. “O ovo está presente na mesa dos brasileiros e nosso objetivo é promover seus benefícios não só em um único dia, mas durante todo o mês de outubro, por meio de campanhas educativas e eventos”.

Ações especiais no mês de outubro

Este ano, o Instituto Ovos Brasil está promovendo uma série de atividades ao longo de outubro, com o intuito de ampliar o conhecimento sobre os benefícios do consumo regular de ovos. As principais ações incluem:

  • Campanhas digitais: Parcerias com influenciadores e especialistas para compartilhar informações sobre nutrição.
  • Eventos educacionais: Palestras em escolas, cursos técnicos e faculdades para conscientizar sobre o consumo saudável de ovos.
  • Receitas saudáveis: Divulgação de receitas criativas que mostram a versatilidade do ovo na culinária.
  • Lives com nutricionistas: Sessões ao vivo com especialistas debatendo o papel do ovo em uma alimentação equilibrada.

Comemorações internacionais

O Dia Mundial do Ovo não se restringe ao Brasil. Países como Austrália, França e Canadá também participam das celebrações, promovendo o consumo do ovo como parte de uma dieta saudável e sustentável. Iniciativas globais reforçam como o ovo é fundamental para a nutrição e a saúde, além de ser um símbolo de sustentabilidade em diferentes culturas.



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Santuário Nacional de Aparecida prepara programação especial com missas e procissões


O Santuário Nacional de Aparecida, em São Paulo, está pronto para receber milhares de fiéis neste sábado (12), Dia de Nossa Senhora Aparecida, a Padroeira do Brasil. A programação inclui missas, procissões e momentos de devoção, proporcionando diversas oportunidades para celebração da data.

Programação religiosa

As celebrações começam à meia-noite com a Vigília Mariana, que se estenderá até 04h30. Em seguida, às 05h45, será realizada a tradicional Alvorada, marcando o início do dia festivo. Ao longo do dia, seis missas estão programadas, sendo a primeira às 6h e a Missa Solene às 9h. A missa das 12h será especialmente dedicada às crianças, enquanto outras celebrações ocorrerão às 14h e às 16h, culminando com a missa final às 18h no Altar Central.

Às 15h, ocorrerá a Consagração Solene na Basílica Histórica. Não haverá missas no local ao longo do dia, mas os fiéis poderão receber bênçãos de um Missionário Redentorista nos períodos das 8h às 11h e das 14h às 17h.

O dia será encerrado com a Procissão Solene e um Show Pirotécnico, fechando as comemorações com grande entusiasmo. Todas as atividades serão transmitidas pela Rede Aparecida de Comunicação (TV, Rádio e Portal A12), garantindo que devotos de todo o país possam acompanhar as celebrações, mesmo à distância.

Programação musical

Na noite de ontem (10), o Festival da Padroeira trouxe momentos de fé e música ao Pátio das Palmeiras, no Santuário Nacional. O cantor Daniel, devoto de Nossa Senhora, foi o anfitrião do evento, acompanhado de sua filha Lara Camillo, além de convidados como Padre Antônio Maria, Maurício Manieri, Frank Aguiar e Kell Smith.

A Orquestra Pemsa (Projeto de Educação Musical do Santuário de Aparecida) também participou da apresentação, emocionando o público presente.



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Tocantins reforça combate a queimadas no Pantanal e Amazonas


O Governo do Tocantins, por meio do Corpo de Bombeiros Militar (CBMTO), está empenhado em diversas operações de combate a incêndios florestais, tanto no estado quanto em outras regiões do país. Equipes tocantinenses estão em ação no Amazonas e no Mato Grosso do Sul (Pantanal), além de atuarem intensamente nos Parques Estaduais do Jalapão e do Cantão, na Ilha do Bananal e no município de Lagoa da Confusão, locais que enfrentam queimadas frequentes.

Nos parques estaduais, dezenas de bombeiros militares participam de operações contínuas, com reforço em setembro, período mais crítico devido à seca, ventos fortes e baixa umidade. Em outubro, com o início das chuvas, o número de focos de incêndio reduziu, mas as equipes permanecem de prontidão, conforme as informações divulgadas pelo Governo do Tocantins.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No Pantanal, a equipe tocantinense, composta por seis bombeiros, está em Corumbá (MS) há 56 dias, atuando dentro da Operação Pantanal. A missão foi designada pelo governador Wanderlei Barbosa, em resposta à gravidade dos incêndios que afetam a região. Em paralelo, no Amazonas, o CBMTO está há 91 dias no combate às queimadas, com bombeiros atuando em diversas localidades, incluindo Manaus, Humaitá, Lábrea, Boca do Acre e Apuí.

Além do CBMTO, 15 outras corporações participam da operação no Pantanal, com um contingente de 89 combatentes, utilizando 11 aeronaves, 24 viaturas e embarcações. O comandante-geral do CBMTO, coronel Peterson Queiroz de Ornelas, destacou a importância da cooperação entre os estados no enfrentamento das queimadas, ressaltando a capacidade e o preparo dos bombeiros tocantinenses para lidar com a situação, bem como a confiança de que poderão contar com apoio semelhante em futuras crises.

As operações no Tocantins, Pantanal e Amazonas são essenciais para conter o avanço dos incêndios florestais que devastam ecossistemas inteiros, demonstrando a importância do trabalho conjunto das forças de segurança.





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São Paulo lidera exportação agropecuária do Brasil em 2024 e supera Mato Grosso



São Paulo assumiu a liderança das exportações agropecuárias do Brasil em 2024, alcançando 18% do total nacional nos primeiros nove meses do ano e superando o tradicional líder, Mato Grosso. O agronegócio paulista registrou um aumento de 9,2% nas exportações, somando US$ 22,69 bilhões de janeiro a setembro, segundo dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta).

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Com esse desempenho, São Paulo ficou à frente de Mato Grosso, que obteve 17,3% de participação, seguido por Paraná (11,5%), Minas Gerais (10,1%), Rio Grande do Sul (8,7%) e Goiás (6,6%).

“A cada mês verificamos a potência do agro paulista na balança comercial. Os números demonstram nosso esforço, com uma produção agrícola de alta qualidade e preços competitivos. Apesar da forte estiagem, São Paulo mostrou sua força mais uma vez”, afirmou Guilherme Piai, secretário de Agricultura e Abastecimento do estado.

Balança comercial do agro paulista

No acumulado do ano, o saldo da balança comercial do agronegócio paulista registrou um superávit de US$ 18,45 bilhões, um crescimento de 8,9% em comparação ao mesmo período de 2023. As exportações representaram 43,5% do total do estado, enquanto as importações corresponderam a 7,5%.

Destaques por produtos

O levantamento destacou o crescimento nas exportações de diversos produtos, com destaque para:

  • Café verde: aumento de 121,6%;
  • Produtos de celulose: crescimento de 15%;
  • Carne bovina: aumento de 39%;
  • Suco de laranja: aumento de 27,5%.

Os principais grupos de exportação foram:

  1. Complexo sucroalcooleiro: US$ 9,15 bilhões (açúcar 93% e etanol 7%);
  2. Carnes: US$ 2,49 bilhões (carne bovina 83,9%);
  3. Produtos florestais: US$ 2,35 bilhões (celulose 54,3% e papel 38%);
  4. Complexo soja: US$ 2,10 bilhões (soja em grão 78,8%);
  5. Sucos: US$ 2,00 bilhões (sucos de laranja 98%).

Esses cinco grupos representaram 79,7% das exportações do agronegócio paulista. O café, com vendas de US$ 944,21 milhões, ocupou a sexta posição, sendo 71,4% referentes ao café verde.



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