segunda-feira, agosto 10, 2026

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Confira os preços da soja em dia de relatório do USDA


O mercado brasileiro de soja teve dois momentos distintos nesta sexta-feira (11). Antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços domésticos eram firmes e houve registro de negócios. Depois, as cotações passaram a recuar, travando o mercado.

No fechamento da sessão, os preços ficaram mistos, com os vendedores recusando baixar suas pedidas.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): seguiu em R$ 134
  • Região das Missões: estabilizou em R$ 133
  • Porto de Rio Grande: seguiu em R$ 141,50
  • Cascavel (PR): valorizou de R$ 138,50 para R$ 139
  • Porto de Paranaguá (PR): se manteve em R$ 143
  • Rondonópolis (MT): ficou em R$ 136
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 136
  • Rio Verde (GO): desvalorizou de R$ 131 para R$ 130

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira em baixa, revertendo os ganhos iniciais e ampliando as perdas acumuladas ao longo da semana.

O ponto de reversão da recuperação técnica foi o relatório de outubro do USDA.

Relatório do USDA

O relatório trouxe números de safra e estoques norte-americanos acima do esperado, confirmando a produção recorde dos Estados Unidos à medida que colheita avança naquele país.

Completando o cenário baixista, a previsão é de chuvas nos próximos dias no Brasil, beneficiando o plantio e afastando os temores recentes de perdas de produtividade.

O relatório indicou que a safra norte-americana de soja deverá ficar em 4,582 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,7,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,1,2 bushels por acre.

O número ficou acima da expectativa do mercado, de 4,572 bilhões ou 124,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa era de 4,586 bilhões de bushels ou 124,8 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 542 milhões de bushels ou 14,75 milhões de toneladas. Não houve alteração na comparação com setembro.

Safra mundial de soja

Navio sendo carregado de soja em grãos no Porto de ParanaguáNavio sendo carregado de soja em grãos no Porto de Paranaguá
Foto: Ivan Bueno/APPA

O USDA projetou safra mundial de soja em 2024/25 de 428,9 milhões de toneladas. Em setembro, o número era de 429,2 milhões. Para 2023/24, a previsão é de 394,71 milhões de toneladas.

Os estoques finais para 2024/25 estão estimados em 134,7 milhões de toneladas, acima da previsão do mercado de 134,3 milhões de toneladas. No mês passado, a previsão era de 134,6 milhões de toneladas. Os estoques da temporada 2023/24 estão estimados em 112,4 milhões de toneladas. O mercado esperava número de 112,2 milhões de toneladas.

Para a produção brasileira, o USDA manteve as estimativas em 153 milhões de toneladas para 2023/24 e em 169 milhões para 2024/25. Para a Argentina, a previsão para 2023/24 foi mantida em 48,1 milhões. Para 2024/25, a estimativa é de 51 milhões de toneladas, sem alteração sobre o mês anterior.

As importações chinesas em 2023/24 foram elevadas de 111,5 milhões para 112 milhões de toneladas. Para a próxima temporada, a previsão é de um número de 109 milhões de toneladas, repetindo o mês anterior.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 9,25 centavos de dólar, ou 0,91%, a US$ 10,05 1/2 por bushel. A queda semanal superou 3%. A posição janeiro teve cotação de US$ 10,21 por bushel, com perda de 10,50 centavos ou 1,01%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 1,00 ou 0,31% a US$ 315,10 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 43,33 centavos de dólar, com baixa de 0,43 centavo ou 0,98%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,52%, sendo negociado a R$ 5,6139 para venda e a R$ 5,6120 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,5584 e a máxima de R$ 5,6534. Na semana, a moeda teve valorização de 2,91%.



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Cooperativismo em Notícia destaca sucessão familiar em produção granjeira



O programa Cooperativismo em Notícia deste sábado traz como destaques a terceira corrida Alfa, realizada em Chapecó, Santa Catarina, que reuniu mais de 1,3 competidores, bem como a família Nespolo no quadro Gente que Faz o Agronegócio:

  • Corrida do Bem: realizada pela Cooperalfa, a terceira Corrida Alfa foi um sucesso de público. O evento já tradicional trouxe corredores de todas as regiões e até mesmo de outros estados. Assim, a Cooperalfa valida o sétimo princípio do cooperativismo: o interesse pela comunidade. Com 1.360 inscritos, 40% a mais do que no evento do ano passado, a corrida Alfa começou ainda nos primeiros raios de sol. O percurso, escolhido pela organização, teve retas, subidas e descidas, com grandes dificuldades, como requer toda boa prova. O atleta Diego Andrade levou a melhor na prova de 5 km masculino e a Rafaela Roman foi a campeã no feminino. Já na prova dos 10 km, destaque para o Mauro Freitag, campeão no masculino e Mariana dos Santos, no feminino.
  • Família exemplar: ser exemplo de produtor rural em um universo onde a grande maioria se destaca não é fácil. É preciso ter gestão, foco no que realmente dá resultados, fazer investimentos sólidos, sem jamais esquecer a sucessão rural. Porque, esse dia, em algum momento, vai chegar. E a família Nespolo, nesse sentido, está trilhando um belo caminho. A propriedade era do pai do Ivonei, que mais tarde casou com a Andriana e, de presente, ganhou uma filha: a Morgana. E são eles que tocam uma granja onde a avicultura e o leite formam o ganha pão de todo o santo mês. A história dos Nespolo está intimamente ligada à da Copérdia. O pai do Ivonei, o Seu Valdomiro, foi um dos fundadores da cooperativa.

O programa Cooperativismo em Notícia é produzido pela equipe de comunicação da Fecoagro/SC e veiculado pelo Canal Rural aos sábados, as 8h30, com reprises às terças-feiras, às 13h30.



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Animais resgatados de queimadas são retirados de abrigo após ameaça de novo incêndio



Na última semana, animais resgatados dos incêndios em Mato Grosso foram retirados às pressas de uma unidade de tratamento após um incêndio florestal chegar muito próximo ao local onde os animais estavam.

A operação de retirada foi feita na base de atendimento onde os animais se encontravam, na rodovia Transpantaneira, próximo da cidade de Poconé, a 104 km de Cuibá (MT).

A orientação para a ação foi dada pelo Sistema de Comando de Incidentes (SCI) Emergência fauna Pantanal 2024, formado pelo Ibama e ICMBio.

“Com base nas informações do SCI Fogo, os focos de incêndio estavam a apenas quatro quilômetros da base, levando o comando a recomendar pela evacuação imediata dos animais”, disse a veterinária do Ibama, Marília Gama.

Transferência de animais

A partir da articulação interinstitucional entre a equipe do SCI Fauna e Sema-MT, foram transferidos quatro animais: um tamanduá, um veado, uma anta e uma onça-parda. Os três primeiros, que haviam sido resgatados anteriormente de incêndios e apresentavam ferimentos nas patas, foram encaminhados para o Posto de Atendimento Emergencial de Animais Silvestres (Paeas), situada na entrada da Transpantaneira.

A onça, recebida ainda filhote, está em processo de reabilitação para futura soltura e será acolhida pelo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres do estado de Mato Grosso do Sul (Cras/MS), onde continuará a receber os cuidados essenciais.

“Assim que a base estiver segura novamente, os animais retornarão. Após o cuidado de saúde e reabilitação, eles poderão voltar para o seu habitat”, ressaltou Marília.

A operação foi realizada em conjunto entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Instituto Ampara Pantanal.

*Sob supervisão de Victor Faverin



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Produtora de morango aumenta produção em 50% com apoio de engenheira agrônoma



Neste sábado, 12 de outubro, é comemorado o Dia do Engenheiro Agrônomo. A profissão é uma das responsáveis pelo patamar de liderança que o agronegócio brasileiro alcançou nas últimas décadas.

Produtores rurais que trabalham diariamente com a terra e que, por motivos variados, não conseguiram se profissionalizar, contam com esses especialistas para melhorar os seus resultados.

Exemplo disso é a produtora de morangos Rosana Aparecida Gabardo Pallu, de Mandirituba, no sudeste do Paraná. Ela começou a sua jornada no campo há pouco mais de cinco anos. Trabalhou por muitos anos como confeiteira, mas o verdadeiro sonho sempre foi o de se dedicar à produção agrícola.

Assim, a oportunidade de cultivar a fruta veio através do empenho pessoal, mas também graças à parceria com uma engenheira agrônoma.

“A parte da gestão é fundamental. Nós estávamos perdidos porque a mão de obra aqui é constante, dia a dia você trabalhando, sem tempo de parar e contar o que que você vendeu, o seu lucro. O agricultor não consegue fazer isso, eu não conseguia”, declara Rosana.

Salto na produção de morango

Com o direcionamento da engenheira agrônoma Vanessa Reinhart e de diversos outros profissionais, a propriedade de Rosana evoluiu rapidamente. Com isso, em 2021, a produção começou a crescer, contando com duas estufas, 10 mil pés de morango e uma produtividade de 12 toneladas do produto por ano.

A continuidade do auxílio técnico fez ser possível instalar mais duas estufas, levando a colheita média chegar a 18 toneladas por ano, ou seja, um aumento de 50% frente ao que era obtido inicialmente.

O crescimento exigiu maior organização administrativa. O apoio da engenharia trouxe mais eficiência para os negócios com planejamento e manejo sustentável das culturas, o que também trouxe maior rentabilidade à propriedade.

“Nós fazemos a nossa parte de plantar o morango, de colocar a mão na terra, e eles fazem a parte que eles estudaram para fazer. A parte deles aqui é fundamental. Eu só tenho a agradecer”, declara Rosana.

Encarar a propriedade como empresa

Vanessa, que também é coordenadora de assistência técnica do Sistema Faep, exalta a harmônia entre as funções.

“O produtor sabe produzir, sabe fazer os manejos, os tratos, mas se ele quer realmente avançar, se ele quer ter essa visão da propriedade como uma empresa e se ele quer ter essa melhoria na gestão, precisa ter um acompanhamento mais detalhado, mais próximo. Então o engenheiro agrônomo consegue ter essa visão macro da propriedade”.

A Rosana reforça a importância desse profissional. “Me ajudou muito, [agora] eu tenho clareza da parte de vendas, da parte de dinheiro. Eu tenho uma visão que eu não tinha antes. Sabia plantar, colher, mas não tinha visão do lucro, da parte financeira mesmo. Devo isso aos agrônomos que me orientaram para eu conseguir essa produção que eu tenho hoje em dia”.



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Plantio da soja atinge 8,81% da área no Mato Grosso, diz Imea



O plantio de soja em Mato Grosso atingiu 8,81% da área estimada para a safra 2024/25 até esta sexta-feira (11), segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Essa evolução representa um aumento de 6,73 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas o avanço ainda é considerado atrasado devido ao início da temporada seco.

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O aumento das queimadas na região preocupa os agricultores, impactando diretamente o calendário de plantio. Lucas Costa Bêber, presidente da Aprosoja-MT, destaca a urgência de implementar medidas de prevenção e manejo. O atraso das chuvas forçou os produtores a recorrer a áreas irrigadas por pivô central, mas a fumaça reduz a luminosidade, levando muitos a adiar o plantio para garantir melhores condições de fotossíntese e produtividade.

Além de comprometer a soja, o atraso nas chuvas também afeta o plantio do milho, ampliando as preocupações sobre a produção de ambas as culturas. Bêber ressalta a importância do plantio direto sobre a palha, que conserva a umidade do solo e recicla nutrientes, contribuindo para a produtividade. Essa prática se torna essencial, pois as queimadas exigem altos investimentos em controle e representam riscos à segurança e ao patrimônio dos produtores.



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Anvisa atualiza normas de vigilância em portos e aeroportos



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atualizou as regras de vigilância epidemiológica em portos e aeroportos brasileiros.

Na prática, a norma, aprovada pela diretoria colegiada esta semana, trata de medidas para reduzir o risco de entrada e disseminação de doenças no país, por viajantes e mercadorias.

Em nota, a Anvisa destacou que tais medidas devem ser adotadas por administradores de portos e aeroportos brasileiros e também por companhias de transporte aéreo e marítimo que atuam nessas localidades. A previsão da agência é que as regras sejam publicadas ao longo dos próximos dias.

“Recentemente, algumas situações necessitaram de medidas de rígido controle e vigilância epidemiológica. Como exemplos, podemos citar os casos importados de sarampo e a emergência em saúde pública de importância internacional (ESPII) da nova variante do vírus causador da mpox na África.”

Quais são as mudanças

Entre as mudanças anunciadas está a exigência de planos de contingência pelos administradores de portos e aeroportos. “Agora, esses planos devem ser testados anualmente, em pontos de entrada estratégicos”.

A agência informou ainda ter simplificado atividades de detecção, resposta inicial e avaliação de riscos para viajantes com condições clínicas que não representem riscos para a saúde pública. “O objetivo, nesse caso, é destravar operações que antes aguardavam liberação da Anvisa”.

A nova norma também revoga a centralização de emissão do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) na Anvisa. O documento serve como comprovante de imunização para uma série de doenças e, atualmente, é emitido pelo Meu SUS Digital.



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Cenário é otimista em algumas regiões do Brasil com chuvas à vista; confira a previsão


Quem acompanhou a Abertura Nacional do Plantio da Soja, nesta sexta-feira (11), em Açailândia (MA), teve a oportunidade de conferir, em primeira mão, a previsão do tempo apresentada por Arthur Müller, meteorologista do Canal Rural.

De acordo com as informações compartilhadas com os ouvintes do evento, a segunda quinzena de outubro será marcada por chuvas em praticamente todo o país, especialmente nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, com acumulados que ultrapassam os 40 mm.

Além disso, chuvas também começaram a chegar ao Matopiba, embora em volumes menos expressivos. Entre os dias 20 e 24 do mês, as precipitações devem persistir no Brasil Central e em áreas do Matopiba, trazendo umidade que beneficia os produtores de soja do norte ao sul do país.

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Expectativas para novembro

Para novembro, as previsões indicam que as chuvas na região Norte ficarão abaixo da média. Entretanto, a boa notícia é que deve chover acima da média tanto no Sul quanto no Sudeste, garantindo a umidade necessária no solo e favorecendo o desenvolvimento do grão. O calor persiste em Mato Grosso e no interior do Matopiba, mas a tendência é que as temperaturas diminuam com a chegada das chuvas, ficando abaixo dos 40 graus.

As máximas esperadas variam entre 20 e 24 graus, enquanto as temperaturas devem oscilar entre 30 e 33 graus. Há uma tendência de anomalia mais quente em novembro no Norte e no Matopiba, enquanto o Centro-Oeste e Sudeste devem apresentar temperaturas mais amenas.

Impactos do La Niña

efeito la niña - entrevista nadiara pereiraefeito la niña - entrevista nadiara pereira
Foto: Reprodução/Canva

A tendência é que o La Niña retorne gradualmente no Pacífico Equatorial, embora sua consolidação deva ocorrer apenas no início do verão. Os impactos desse fenômeno deverão ser mínimos, uma vez que não se espera chuvas acima da média no Matopiba e não há previsão de secas severas no Sul. Em outras áreas, o oceano continua muito aquecido, influenciando o clima global.



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Fazendas removem mais carbono do que emitem, revela pesquisa no Brasil e Uruguai



Uma recente pesquisa realizada em quatro estados brasileiros e no Uruguai revelou que propriedades rurais estão removendo mais carbono da atmosfera do que emitindo. A prática, considerada inovadora e sustentável, utiliza sistemas integrados como a integração lavoura-pecuária (ILP), resultando em alta produtividade e benefícios ambientais. Além disso, essas propriedades já veem oportunidades na comercialização de créditos de carbono, ampliando o impacto econômico da prática sustentável.

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O estudo, que envolveu 33 fazendas e cerca de 19 mil hectares, foi conduzido nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e no Uruguai. A análise revelou que essas áreas sequestraram, em média, 0,92 toneladas de CO₂ equivalente por ano, totalizando 17.250 toneladas de carbono removidas da atmosfera anualmente.

Práticas que fazem a diferença

João Lucas Mattos, produtor rural em Charqueadas, Rio Grande do Sul, trabalha com integração lavoura-pecuária há quase uma década e destaca como o sistema permite aumentar a produtividade. “No inverno, triplicamos o número de animais na pastagem, e no verão, com o melhoramento do campo, conseguimos manter a mesma quantidade”, explica. Mattos também alcançou alta eficiência no manejo, com bovinos de 15 meses pesando em média 380 kg, além de um rendimento de carcaça de 53%.

O segredo para resultados tão expressivos está na adoção de boas práticas, como a rotação de pastagens, adubação eficiente e o uso de tecnologias modernas. Segundo Gustavo Heissler, gerente de sustentabilidade da SIA, a implementação de sistemas como ILP e integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF), além do plantio direto, contribui significativamente para a redução de emissões e aumento da remoção de gases.

Oportunidade econômica e ambiental

Além de promover um manejo sustentável, a pesquisa revela o potencial das propriedades rurais na comercialização de créditos de carbono. As boas práticas adotadas permitem que os produtores não apenas reduzam as emissões de gases de efeito estufa, mas também gerem créditos ao remover carbono da atmosfera.

Para João Lucas, a possibilidade de transformar essa prática em um retorno financeiro foi uma surpresa positiva. “No início, não acreditei muito na questão dos créditos de carbono, mas agora vejo como uma oportunidade real. Continuaremos adotando essas práticas para contribuir com o meio ambiente e, ao mesmo tempo, gerar benefícios para o nosso negócio”, afirma o produtor.

O estudo reforça que a intensificação produtiva pode ser uma aliada tanto para o agronegócio quanto para a preservação ambiental, provando que sustentabilidade e alta produção podem caminhar juntas no campo.



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USDA indica produção e estoques dos EUA acima do esperado



O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,582 bilhões de bushels em 2024/25, o equivalente a 124,7,8 milhões de toneladas. A produtividade foi indicada em 53,1,2 bushels por acre. O número ficou acima da expectativa do mercado, de 4,572 bilhões ou 124,4 milhões de toneladas. Em setembro, a estimativa era de 4,586 bilhões de bushels ou 124,8 milhões de toneladas. A produtividade estava estimada em 53,2 bushels por acre.

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Os estoques finais estão projetados em 550 milhões de bushels ou 14,97 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 542 milhões de bushels ou 14,75 milhões de toneladas. Não houve alteração na comparação com setembro.

O USDA está estimando exportações de 1,850 bilhão de bushels e esmagamento de 2,425 bilhões de bushels, repetindo as projeções do relatório anterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

Exportação de carne de peru sofre queda acentuada


O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revelou que as exportações brasileiras de carne de peru registraram uma queda significativa nos primeiros oito meses de 2024. Segundo o Agrostat Brasil, o país exportou 38.054 toneladas de carne de peru no período, gerando uma receita de US$ 93,035 milhões. Esses números representam uma redução de 19,8% no volume e de expressivos 54,6% na receita cambial, quando comparados ao mesmo período de 2023, que teve 47.451 toneladas exportadas e uma receita de US$ 144,083 milhões.

Entre os principais estados exportadores, Santa Catarina lidera com US$ 38,335 milhões e 16.009 toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul com US$ 35,067 milhões e 13.841 toneladas, e Paraná, que exportou 8.180 toneladas, gerando US$ 19,550 milhões. Em comparação com o ano anterior, todos os estados apresentaram retração: Paraná teve uma queda de 26,6% no volume exportado, Rio Grande do Sul diminuiu 24,6%, e Santa Catarina, 10,8%. Em termos de receita, o Paraná registrou a menor queda, com 4,4%, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu a maior perda, de 45,2%.

O preço médio da carne de peru “in natura”, que corresponde a 96,1% das exportações (36.577 toneladas), foi de US$ 2.386,81 por tonelada, uma redução de 12,7% em relação ao valor médio do ano anterior, que foi de US$ 2.735,07 por tonelada.

Os principais destinos das exportações de carne de peru brasileira foram México (6.473 toneladas, US$ 20,514 milhões), África do Sul (6.428 toneladas, US$ 9,005 milhões), Chile (4.949 toneladas, US$ 14,970 milhões), Países Baixos (4.329 toneladas, US$ 16,539 milhões) e Guiné Equatorial (1.705 toneladas, US$ 2,659 milhões). Comparando com o ano anterior, o México registrou queda de 43,3% no volume importado, a África do Sul reduziu suas compras em 22,2%, enquanto o Chile aumentou suas importações em 50,2%, e Guiné Equatorial apresentou alta de 45,2%.





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