sábado, agosto 8, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Exportações do RS avançam com destaque para tabaco


As exportações da indústria de transformação do Rio Grande do Sul registraram um crescimento expressivo de 23,2% em setembro, em comparação ao mesmo mês de 2023. O desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de Tabaco (+50,2%), Alimentos (+13,8%) e Máquinas e Equipamentos (+61,2%), conforme levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS). Esse foi o primeiro aumento interanual desde abril de 2024 e o mais significativo do ano.

“Esse resultado é animador, sobretudo após uma queda superior a 14% em agosto. A principal razão para essa recuperação está no aumento da demanda global por nossos produtos”, afirmou Claudio Bier, presidente da FIERGS. Ao todo, 14 dos 23 setores industriais do estado ampliaram suas vendas em setembro.

Entre os setores exportadores, o tabaco foi o grande destaque ao faturar US$ 274,6 milhões, um crescimento de US$ 91,8 milhões frente ao ano anterior. A alta foi motivada tanto pelo aumento das quantidades exportadas (+14,7%) quanto pelo avanço dos preços (+31%). O processamento industrial de tabaco liderou o segmento, com US$ 257,7 milhões em embarques, tendo como principais destinos Bélgica, Estados Unidos e Egito.

O setor de alimentos também registrou bom desempenho, totalizando US$ 432,3 milhões em vendas externas, um aumento de US$ 52,6 milhões em relação ao mesmo período de 2023. A alta foi atribuída ao avanço dos preços médios (+14%), já que o volume exportado manteve-se praticamente estável (-0,1%). O abate de aves foi o principal responsável, com US$ 125,2 milhões em exportações, destinadas especialmente aos Emirados Árabes Unidos.

Outro destaque foi o setor de máquinas e equipamentos, que alcançou US$ 255,2 milhões em exportações, um salto de US$ 96,9 milhões na comparação anual. O crescimento foi influenciado tanto pelo aumento de preços (+9,9%) quanto pelas maiores quantidades embarcadas (+46,7%). A Coreia do Sul foi o principal destino, mas as exportações deste mês foram consideradas atípicas pela FIERGS.

As importações do estado acompanharam o movimento de crescimento, registrando alta de 26,6%, com US$ 1,3 bilhão em mercadorias compradas. Químicos lideraram as aquisições, somando US$ 433,4 milhões, um aumento de 107% em relação ao ano passado. Os principais produtos importados foram intermediários para fertilizantes e adubos.





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Tempestades e queda de granizo marcam o dia; veja previsão



As Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil terão uma quinta-feira com tempo encoberto, além da ocorrência de tempestades e, em Mato Grosso, queda de granizo. Confira a previsão do tempo:

Sul

Todo o Sul do país permanece com tempo instável. A maior concentração de chuva é esperada para o centro-oeste e litoral do Rio Grande do Sul, além da região central do Paraná e de Santa Catarina, com ocorrência de raios e trovoadas.

Sudeste

O tempo segue encoberto, com chuva isolada em São Paulo e em grande parte de Minas Gerais. Não se descarta a ocorrência de tempestades localizadas.

Centro-Oeste

A alta umidade favorece a formação de nuvens carregadas sobre grande parte dos estados da região. Em Mato Grosso, é possível a ocorrência de temporais e queda de granizo.

Nordeste

O sol predomina em toda a Região Nordeste, sem previsão de chuva para nenhum dos estados.

Norte

A chuva diminui na Região, ocorrendo apenas no oeste do Amazonas, norte do Acre e em Roraima. Nas demais áreas, o tempo será estável e quente.



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Custos de produção do algodão em MT caem


A estimativa atual do COE é a mais baixa desde a safra 2021/22





Foto: Canva

De acordo com o projeto Acapa-MT, o custo de produção do algodão na safra 2024/25 apresentou retração em setembro de 2024. O custeio foi estimado em R$ 9.606,40 por hectare, registrando uma queda de 1,99% em comparação com o relatório anterior e 2% em relação à safra 2023/24.

A principal influência para essa redução foi o recuo de 5,16% nos custos com defensivos, motivado pela queda nos preços desses produtos em razão de uma demanda mais fraca no período atual. Com a revisão dos custos, o Custo Operacional Efetivo (COE) para a safra 2024/25 foi projetado em R$ 13.095,50 por hectare em setembro, uma queda de 1,55% ante o relatório de agosto e 4,37% abaixo do consolidado da safra passada.

A estimativa atual do COE é a mais baixa desde a safra 2021/22, o que tem incentivado os produtores que já contam com infraestrutura adequada a expandir a área de cultivo de algodão em Mato Grosso.





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Preços do açúcar recuam nas bolsas internacionais


No mercado interno, o açúcar cristal apresentou uma leve valorização





Foto: Divulgação

De acordo com as informações divulgadas pela União Nacional da Bioenergia (UDOP), nesta segunda-feira (22), os contratos futuros de açúcar fecharam em baixa nas principais bolsas internacionais, influenciados pela previsão de chuvas no Centro-Sul do Brasil e pela valorização do dólar em relação ao real, de acordo com informações do Barchart. A alta da moeda norte-americana incentivou os produtores brasileiros a aumentarem as exportações, pressionando os preços no mercado internacional.

Na ICE Futures de Nova York, o açúcar bruto registrou queda. O contrato de março/25 recuou 35 pontos, fechando a 21,83 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o contrato de maio/25 caiu 25 pontos, encerrando a 20,19 centavos de dólar por libra-peso.

De acordo com as informações divulgadas pela Udop, em Londres, na ICE Futures Europe, o açúcar branco também apresentou retração. O contrato de dezembro/24 teve baixa de US$ 3,50, sendo negociado a US$ 563,10 por tonelada. O contrato de março/25 registrou queda de US$ 5,60, encerrando a US$ 569,50 por tonelada.

No mercado interno, o açúcar cristal apresentou uma leve valorização. De acordo com o Cepea/Esalq, as usinas negociaram a saca de 50 quilos por R$ 155,48, um aumento de 0,05%. Em contrapartida, o etanol hidratado sofreu uma leve queda de 0,15%, com o metro cúbico negociado a R$ 2.665,00, segundo o Indicador Diário de Paulínia.





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Produção de feijão cresce 30% mesmo com redução na área plantada


feijão é uma das leguminosas mais importantes para o Brasil. Apesar da redução expressiva na área plantada, a produção aumentou consideravelmente, graças ao uso de novas tecnologias agrícolas, conforme apontou dados da Netafim. De acordo com a Embrapa, entre 1974 e 2021, a área plantada de feijão diminuiu 39%, enquanto a produção total cresceu 30%. Esse aumento é resultado de avanços tecnológicos que têm tornado as lavouras mais produtivas.

Um dos principais fatores que impulsionam essa produtividade é a adoção da irrigação por gotejamento, que otimiza o uso da água e dos nutrientes, permitindo maior colheita sem necessidade de expandir as áreas de cultivo. Warlen Pires, especialista agronômico da Netafim, explica que a fertirrigação melhora a eficiência no uso da água e dos fertilizantes. “Com a fertirrigação, conseguimos fornecer e nutrientes diretamente na raiz da planta, aproveitando cerca de 90% da água utilizada e otimizando o uso de fertilizantes. Isso tem sido essencial para melhorar a produtividade do feijão, especialmente em áreas onde a terra cultivada está diminuindo”, afirma Pires.

A agricultura empresarial domina a produção de feijão no Brasil, sendo responsável por 76,9% do total produzido. A agricultura familiar, por sua vez, responde por uma parcela importante da produção, especialmente no cultivo de feijão preto e de outras variedades regionais. No Nordeste, onde predomina a agricultura familiar, a produtividade média é de 480 kg/ha, enquanto no Centro-Oeste e Sudeste, com sistemas mais avançados de irrigação, as médias são de 2.178 kg/ha e 1.795 kg/ha, respectivamente, de acordo com dados divulgados pela Netafim.

O cultivo de feijão enfrenta desafios, como a alta demanda hídrica e os elevados custos de produção, mas as inovações tecnológicas, especialmente a irrigação por gotejamento, têm sido fundamentais para otimizar o uso dos recursos e aumentar a sustentabilidade do cultivo. Embora a área plantada continue a diminuir, a tendência de aumento na produtividade indica que o futuro da leguminosa no Brasil depende da adoção de soluções tecnológicas e da maximização dos recursos disponíveis. A Netafim, pioneira nessa tecnologia, tem auxiliado produtores a superar esses desafios, oferecendo soluções personalizadas que permitem uma maior eficiência na utilização de recurso importante como água e nutrientes.





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Sistema de plantio direto comemora 50 anos com 32 milhões de hectares semeados no Brasil



O Dia Nacional do Plantio Direto é comemorado nesta quarta-feira (23). O método de manejo reduz os impactos ambientais da produção agropecuária e gera mais produtividade, já que ao semear diretamente na palha, é possível reter matéria orgânica no solo.

A adoção da prática iniciou no Brasil em 1974, há exatamente 50 anos. O pesquisador da Embrapa Solos, Pedro Luiz de Freitas, destaca que o país já conta com cerca de 32 milhões de hectares com a prática sendo desempenhada por pequenos, médios e grandes produtores.

“Para a atual safra, estudos de nossos pesquisadores mostram que entre 33 e 39 milhões de hectares serão semeados em sistema de plantio direto”.

O produtor de soja Fred Frandsen realiza plantio direto desde 1995 em Palmital, interior de São Paulo. “Só tenho benefícios com esse sistema. Não mexemos mais na terra a não ser quando temos de fazer uma correção de solo em profundidade […]”.

Já Freitas destaca que todos os indicadores mostram os benefícios do sistema. “Qualquer área sobre o sistema de plantio direto sem a movimentação do solo, com a abertura permanente e com a rotação plurianual de culturas, está muito mais bem preparada, o solo está muito mais saudável do que em áreas que não estão sobre esse sistema […]”.

Acompanhe a reportagem no vídeo acima com o relato do ex-ministro da Agricultura, Francisco Turra.



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Arroba bovina alcança maior patamar em 16 meses


Em Mato Grosso, o preço da arroba do boi gordo chegou a US$ 46,29





Foto: Kadijah Suleiman

Segundo o relatório semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado nesta segunda-feira (21), a arroba bovina brasileira alcançou, em outubro de 2024, o maior valor dos últimos 16 meses. A alta foi puxada pela menor participação de fêmeas nos abates e pela crescente demanda internacional por carne bovina brasileira.

Em Mato Grosso, o preço da arroba do boi gordo chegou a US$ 46,29, o maior desde maio de 2023, o que representa um aumento de 15,58% em relação a setembro. Em São Paulo, o valor subiu para US$ 53,29, uma elevação de 18,69% no mesmo período. Apesar dessas altas significativas, a carne bovina brasileira permanece competitiva no mercado internacional, principalmente em comparação com os Estados Unidos, onde a arroba foi cotada a US$ 110,16 em setembro, impulsionada pela redução na oferta de gado no país, conforme dados do Imea.

De acordo com dados do relatório semanal, essa competitividade de Mato Grosso, que segue com o preço mais baixo entre os principais países produtores, pode fortalecer as exportações do estado, favorecendo o desempenho da pecuária brasileira no mercado global.





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Brasil terá adidos agrícolas em todos os países do Brics, diz Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) busca reforçar a cooperação agrícola com os parceiros do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Etiópia e Irã.

A segurança alimentar é um dos temas debatidos pela 16ª Cúpula do Brics, que ocorre em Kazan, na Rússia.

Em nota, o ministério informou que a posição do Brasil na cúpula é reafirmar seu papel de um dos principais fornecedores globais de alimentos e de defesa da cooperação multilateral no enfrentamento da insegurança alimentar e das mudanças climáticas.

“O Brasil agora terá adidos agrícolas em todos os países do Brics, tanto nos membros fundadores quanto nos novos integrantes, o que amplia nossa capacidade de negociação e cooperação”, disse, em nota, o secretário de Comércio e Relações Internacionais da pasta, Luis Rua, que participa da cúpula.

Segundo ele, esses profissionais são fundamentais para promover uma agenda agrícola robusta, facilitar o intercâmbio de tecnologias e boas práticas e alinhar os interesses do Brasil com os dos nossos parceiros estratégicos.



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Boi gordo: demanda aquecida e recorde de exportação mexem com os preços; confira



O mercado físico do boi gordo volta a conviver com elevação dos preços no decorrer desta quarta-feira (23).

Para o analista da consultoria Safras & Mercado Allan Maia, o ambiente de negócios ainda sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo, em linha com a atual posição das escalas de abate que permanecem encurtadas.

“Soma-se a isso uma demanda robusta, com exportações avançando de maneira contundente na atual temporada. O Brasil tende a estabelecer um recorde absoluto de exportação na atual temporada”, disse.

Preços médios da arroba do boi

Em São Paulo foram relatadas negociações acima da referência média, com negócios atingindo o patamar de R$ 320 a arroba a prazo. As negociações no estado se concentram entre R$ 305/310 a prazo.

Em Minas Gerais novamente foram relatadas negociações acima da referência média. No Triângulo Mineiro, indicação de negócios em até R$ 300/305 a prazo.

Em Mato Grosso do Sul, mais um dia de negócios acima da referência média. Na região de Naviraí indicação de negócios a R$ 305 a prazo. Em Campo Grande indicação de negócios em até R$ 305 a prazo.

Em Mato Grosso foram novamente relatadas negociações acima da referência média. Na região de Rondonópolis relatos de negócios ao nível de R$ 300 a arroba a prazo. Em Cuiabá também foram relatadas negociações em até R$ 300 a prazo.

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a apresentar preços firmes, e o viés ainda é de elevação de preços no curto prazo.

Segundo Maia, é importante mencionar que a carne de frango segue ganhando competitividade no mercado doméstico, em especial com o recente movimento de alta deflagrado pela carne bovina nos últimos dias.

“O consumidor brasileiro segue incapaz de absorver novos reajustes da carne bovina”, assinalou.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 23,20 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,20 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 17,30 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou em queda de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,6908 para venda e a R$ 5,6888 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6847 e a máxima de R$ 5,7322.



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Mercado da soja tem quarta-feira com negociações moderadas; confira a análise completa



O mercado brasileiro de soja apresentou movimentos moderados nesta quarta-feira (23), com cotações oscilando entre a estabilidade e leves altas. Segundo a Safras & Mercado, as indicações nos portos permaneceram firmes, refletindo essa movimentação. Embora Chicago tenha mostrado volatilidade, a tendência foi positiva, com a firmeza do dólar também reforçando as cotações.

Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!

Preços do grão no Brasil

  • Passo Fundo (RS): de R$ 135,00 para R$ 136,00
  • Missões (RS): de R$ 134,00 para R$ 135,00
  • Porto de Rio Grande (RS): de R$ 143,00 para R$ 144,00
  • Cascavel (PR): segue em R$ 140,00
  • Porto de Paranaguá (PR): de R$ 143,00 para R$ 144,50
  • Rondonópolis (MT): de R$ 140,00 para R$ 141,00
  • Dourados (MS): permanece em R$ 140,00
  • Rio Verde (GO): permanece em R$ 135,00

Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam a quarta-feira com preços mais altos para o grão, enquanto os preços para farelo e óleo apresentaram queda. Após uma manhã de perdas, o mercado reagiu positivamente, impulsionado pela boa demanda do produto dos Estados Unidos. Os contratos de soja em grão com entrega em novembro de 2024 fecharam com alta de 5,75 centavos, alcançando US$ 9,97 1/2 por bushel. A posição de janeiro de 2025 teve uma cotação de US$ 10,05 por bushel, com um avanço de 4,50 centavos.

Contratos futuros da soja

Nos subprodutos, a posição de dezembro de 2024 do farelo fechou com perda de US$ 2,70, resultando em US$ 315,00 por tonelada. Já o óleo, com vencimento em dezembro de 2024, fechou a 43,39 centavos de dólar por libra-peso, apresentando uma retração de 0,30 centavo.

O dólar comercial encerrou em queda de 0,10%, sendo negociado a R$ 5,6908 para venda e a R$ 5,6888 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6847 e a máxima de R$ 5,7322.



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