sexta-feira, agosto 7, 2026

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Clima favorável impulsiona desenvolvimento do milho


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (31), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul avançou para 74% da área projetada para a safra 2024/2025. O plantio cobre quase todas as regiões do estado, com exceção da Campanha, onde o milho de safra precoce ainda não foi semeado.

A maior parte das lavouras gaúchas (90%) encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com 10% já em fase de florescimento, que deve se intensificar a partir de novembro. O clima favorável, com solo úmido, alta radiação solar e noites amenas, tem beneficiado o desenvolvimento das plantas. No entanto, ventos intensos causaram acamamentos pontuais nas regiões Celeiro, Fronteira Oeste e Vale do Rio Pardo, com prejuízos mais acentuados no Alto Ijuí.

No manejo, produtores estão aplicando nitrogênio e controlando plantas invasoras, especialmente em áreas iniciais. O nível de infestação por pragas permanece baixo, com controle da cigarrinha-do-milho em poucas áreas, especialmente no Alto Uruguai. Para a safra 2024/2025, a área de cultivo de milho está estimada em 748.511 hectares, com produtividade média de 7.810 kg/ha.

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Na Fronteira Oeste, em São Gabriel, o excesso de umidade paralisou o plantio em algumas áreas, e as lavouras tardias enfrentam risco de replantio devido a enxurradas e sementes de qualidade inferior. Na Campanha, a primeira janela de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático se encerrou sem conclusão, mas uma nova janela começa em 1º de novembro e vai até janeiro de 2025.

Regiões como Santa Rosa e Soledade relatam potencial produtivo elevado, com bom desenvolvimento das plantas e poucas infestações. No entanto, foi detectada a presença de pulgões e vaquinhas, exigindo medidas de controle.

O preço da saca de 60 quilos de milho subiu 2,79% em relação à semana anterior, passando de R$ 63,72 para R$ 65,50, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Fiscalização apreende toneladas de fertilizantes ‘batizados’ com defensivos



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter realizado em outubro quatro operações com o Ibama para fiscalizar defensivos agrícolas proibidos e irregulares no Brasil.

Segundo a pasta, as apreensões das forças-tarefa resultaram na aplicação de multas de R$ 9,405 milhões. As empresas, cujos nomes não foram informados, responderão processos judiciais.

A primeira operação resultou no embargo da fabricação de três produtos e apreensão de 124 toneladas desses agroquímicos que estavam sendo produzidos com matérias-primas de uso proibido no Brasil.

“Neste caso, tratavam de substâncias químicas de alta toxicidade, bioacumulação e persistência no ar, água e solo, e que se acumulam nas células de gordura, sendo toxicologicamente preocupantes para a saúde humana e ao meio ambiente, proibidos pela Convenção de Estocolmo”, disse a pasta em nota.

Outras duas forças-tarefa foram realizadas para controle de qualidade dos defensivos agrícolas importados.

Foram suspensas as atividades de importação e formulação de 36 produtos e a apreensão de 235 toneladas de agroquímicos de duas empresas por não realizarem o controle de qualidade dos importados.

A quarta operação envolveu a Receita Federal de Viracopos e foi deflagrada com a Polícia Federal de Campinas, São Paulo, que resultou na apreensão de 12,2 toneladas contrabandeadas, além de fertilizantes batizados com defensivos.

A empresa produtora de fertilizantes tinha registro dos produtos junto ao Ministério. Ao fiscalizar o estoque, foram encontrados os produtos proibidos.

Os resultados apresentaram a presença de químicos vetados pela legislação em pelo menos dois dos fertilizantes e dois adjuvantes produzidos pela empresa.

Além desse teste, foram coletadas amostras que serão analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) de Campinas, para confirmar o uso dos produtos proibidos na fabricação de fertilizantes e adjuvantes.



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pesquisa revela impacto positivo de práticas agrícolas sustentáveis



Pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Embrapa conduziram um estudo para avaliar a porosidade do solo em diferentes sistemas de manejo agrícola no bioma Cerrado.

O levantamento mostrou que práticas agrícolas sustentáveis podem preservar características do solo, como a porosidade e a agregação, em níveis comparáveis ao de áreas de mata nativa. Segundo o estudo, o manejo adequado do solo favorece a deposição de matéria orgânica, essencial para a saúde do ecossistema e o desenvolvimento de culturas e pastagens.

A pesquisadora da UFRRJ Érika Pinheiro detalha que a densidade do solo é um fator crucial que influencia diretamente a porosidade, a capacidade de infiltração de água, o crescimento radicular e a emergência das plantas.

Segundo ela, esses aspectos são determinantes para a produtividade agrícola, especialmente em solos do Cerrado, que têm características únicas e requerem cuidados específicos. “O estudo avaliou a porosidade do solo sob diferentes sistemas de manejo agrícola em comparação com uma área de mata nativa no bioma Cerrado, no município de João Pinheiro, Minas Gerais”, disse Pinheiro.

Para a realização do estudo, os pesquisadores coletaram amostras de solo em diferentes áreas de cultivo e manejo no Cerrado. As amostras foram utilizadas para determinar a densidade do solo e a qualidade da porosidade em três tipos de manejo: plantio convencional de milho, pastagem produtiva com capim mombaça, e uma área de Cerrado denso preservado, utilizado como referência de comparação e como estratégia para o protocolo de MRV (monitoramento, relato e verificação) para o Projeto PRS Cerrados, afirma o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto.

A análise revelou que, no sistema de plantio convencional de milho, a densidade e porosidade do solo eram semelhantes às observadas nas áreas de mata nativa e nas pastagens. De acordo com Manzatto, essa similaridade se deve ao histórico de uso da área com cultivo de Brachiaria, o que ajudou a enriquecer o solo com matéria orgânica via sistema radicular.

Já a pesquisadora da UFRRJ Letícia Pimenta informa que a área destinada ao plantio de milho teve um período de cultivo de abóbora sob plantio direto no ano anterior, o que contribuiu para reduzir a compactação do solo, pois o sistema não envolveu o uso de maquinário pesado para revolvimento. Esse intervalo entre as culturas e a ausência de operações mecanizadas ajudaram a manter a estrutura do solo mais favorável à infiltração de água e ao crescimento das raízes.

Nas áreas de pastagem produtiva, a conservação da porosidade do solo foi explicada por uma série de práticas de manejo voltadas para o controle do impacto da atividade pecuária. Segundo pesquisador da Embrapa Solos David Campos, o uso controlado da taxa de lotação animal e a rotação entre os piquetes permitem que o capim mombaça tenha períodos de recuperação, o que contribui para a preservação da estrutura do solo e, consequentemente, sua porosidade.

Essa prática, segundo os especialistas, diminui o risco de compactação causado pelo pisoteio excessivo do gado, além de promover o desenvolvimento de um sistema radicular mais robusto, capaz de contribuir para a manutenção e aumento da matéria orgânica no solo.

Importância do manejo adequado para o bioma Cerrado

A preservação da estrutura do solo no Cerrado é fundamental para a sustentabilidade do bioma e para a manutenção da produtividade agrícola a longo prazo. O Cerrado, uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta, é também um dos ecossistemas mais suscetíveis a impactos ambientais. O manejo inadequado do solo pode levar à sua compactação, redução da capacidade de infiltração de água e diminuição do suporte às raízes das plantas.

A pesquisa conduzida pela equipe da UFRRJ e da Embrapa reforça a importância das práticas de manejo que mantêm o solo em condições semelhantes às das áreas nativas, mesmo em cenários de produção agrícola e pecuária.

Essa abordagem, que inclui o uso de pastagens bem manejadas e práticas de plantio direto, revela-se fundamental para a conservação do solo e da vegetação nativa, ajudando a garantir a resiliência dos solos do Cerrado e a segurança alimentar das próximas gerações.  A pastagem produtiva com o capim Massai também foi avaliada no estudo sobre a porosidade. 

Os resultados deste estudo oferecem subsídios para que produtores e técnicos do setor agrícola adotem práticas sustentáveis no manejo do solo. A pesquisa confirma que é possível conciliar a produção com a conservação ambiental, especialmente em regiões ecologicamente sensíveis, como o Cerrado.

Esse trabalho foi apresentado na XXI Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água e VIII Simpósio Mineiro de Ciência do Solo, 2024 e os autores são Letícia Pimenta, Vanessa Pereira, Amanda Santos, Maria Eduarda Xistuli, Érika Pinheiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; David de Campos, da Embrapa Solos; e Celso Manzatto, da Embrapa Meio Ambiente.



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Preço do trigo mantém alta no Brasil



Brasil pode aumentar as importações do cereal em 2025




Foto: Canva

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), os preços do trigo no Brasil seguem em tendência de alta, principalmente para o produto de qualidade superior. No Rio Grande do Sul, o valor médio do saco de trigo está em R$ 68, enquanto no Paraná, onde a colheita já avança para 91% da área, o preço varia entre R$ 77 e R$ 79 por saco. Um ano atrás, o trigo superior gaúcho tinha uma média de R$ 49,64 por saco, enquanto o valor no Paraná era de R$ 54. Esse salto nos preços representa uma valorização de 37% no Rio Grande do Sul e de até 47% no Paraná.

Em São Paulo, onde a colheita foi praticamente finalizada, a alta dos preços foi ainda mais acentuada devido à consolidação da quebra de safra. No Rio Grande do Sul, a colheita atingiu 29% da área até 24 de outubro, levemente abaixo da média histórica para o período, que é de 31%, conforme apontou a análise.

A expectativa da Ceema é de que a quebra da safra brasileira de trigo fique entre 20% e 25%, com uma produção final ao redor de 7,5 milhões de toneladas, abaixo das 8,1 milhões colhidas em 2023. A qualidade do grão é outro fator preocupante: grande parte da produção não atinge o padrão de PH 78 e o índice de Falling Number ideal, indicadores importantes para o mercado de trigo. Esses fatores devem levar o Brasil a aumentar as importações do cereal em 2025, com uma estimativa de 5 a 6 milhões de toneladas para suprir o mercado interno.





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China prepara estímulos econômicos que podem beneficiar Brasil, mas efeito pode ser limitado



Os próximos dias serão decisivos para a economia mundial. De 4 a 8 de novembro, o Comitê Permanente do Congresso Nacional do Povo da China se reúne para anunciar uma série de estímulos para impulsionar o crescimento da segunda maior economia do planeta. 

De acordo com a agência de notícias estatal chinesa Xinhua, os estímulos fiscais deverão ser conhecidos apenas durante o evento, que é muito aguardado pelos investidores, mas informou que diversos projetos de lei e relatórios de agências governamentais serão revisados.

Para o professor de economia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) Paulo Dutra Constantin, entender a hierarquia política chinesa é essencial para captar a dimensão global dessas decisões.

“O Partido Comunista Chinês é o centro do poder, enquanto o Congresso Nacional do Povo define as políticas econômicas e sociais”, afirma.

Efeitos na economia global: o que muda?

Constantin enfatiza que, sendo a China a segunda maior economia mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, cada medida aprovada pelo CNP afeta mercados ao redor do mundo. “A reforma econômica de 1978, por exemplo, alavancou a economia a taxas superiores a 9% ao ano, promovendo um boom de commodities no início dos anos 2000”.

Em setembro, o Banco Central chinês deu início a uma série de estímulos, com uma injeção de liquidez de 1 trilhão de yuans (o equivalente a mais de R$ 800 bilhões) e cortes nas taxas de juros. As medidas de apoio monetário foram as mais agressivas desde a pandemia da Covid-19. Segundo o economista, embora esses estímulos forneçam fôlego temporário, não são suficientes para sustentar um crescimento acelerado no longo prazo. 

“A China já opera próxima da sua capacidade máxima de produção e enfrenta limitações naturais de expansão. Medidas adicionais, como emissão de títulos e subsídios, podem aumentar a demanda agregada, mas o efeito será passageiro e pode resultar em inflação. Em médio prazo, a economia pode entrar em um ciclo de estagnação e aumento de preços”, prevê Constantin.

Impactos para o Brasil e o agro

A reunião do Congresso chinês é um evento de impacto global, e as deliberações da próxima semana podem determinar não apenas o ritmo de crescimento econômico na China, mas também o cenário para os principais parceiros comerciais do país asiático, incluindo o Brasil. 

Constantin avalia que, no curto prazo, os incentivos fiscais podem elevar a demanda por commodities, beneficiando a economia brasileira. Ele alerta, porém, que “com o aumento da inflação na China, medidas restritivas serão aplicadas, reduzindo o consumo, principalmente de minerais”.

As commodities agrícolas, por sua vez, deverão ser menos afetadas por serem essenciais à alimentação.

Para o professor da Faap, o ritmo de crescimento da China deve desacelerar naturalmente, devido à base de comparação que aumenta ano a ano, além das limitações tecnológicas para ganhos de produtividade.

“Essa desaceleração é inevitável. O Brasil precisa diversificar seus parceiros comerciais e investir em infraestrutura e produtividade para reduzir a dependência chinesa, criando uma base econômica mais equilibrada”, conclui.



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Safra de soja avança no Brasil, mas ferrugem asiática preocupa gaúchos



Colheita de soja norte-americana está praticamente concluída




Foto: Canva

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o plantio da nova safra de soja no Brasil avançou para 36% da área projetada, ligeiramente abaixo do ritmo do ano passado, de acordo com análises da Pátria Agronegócios e AgRural. No Mato Grosso, maior produtor nacional, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indica que 56% da área total foi plantada até 25 de outubro, um pouco abaixo da média histórica de 62,3% para essa época do ano.

De acordo com dados do Ceema, com a colheita de soja norte-americana praticamente concluída, as atenções do mercado voltam-se para a América do Sul, onde a expectativa é de uma safra recorde. A Commstock Investments aponta que, caso o plantio e o desenvolvimento da safra ocorram conforme o esperado, as cotações da soja em Chicago podem recuar para US$ 9,00 por bushel ou até menos.

O banco Rabobank divulgou novas estimativas de plantio para o Brasil, projetando um aumento de 1,5% na área total semeada, que deve alcançar 47 milhões de hectares. Em condições climáticas normais, o banco estima uma colheita de 167 milhões de toneladas. Para comparação, a Conab registrou uma produção de 147,4 milhões de toneladas na safra passada, apesar das quebras regionais, conforme informou o Ceema.

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Segundo o Ceema, a ferrugem asiática, principal doença que afeta as lavouras de soja no país, já começa a ser detectada no Noroeste do Rio Grande do Sul. Dados do programa Monitora Ferrugem RS, que utiliza 74 coletores em diversas áreas do estado, mostram os primeiros focos da doença, que pode reduzir a produtividade em até 90% quando encontra condições climáticas favoráveis.





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Chicago encerra outubro com baixa



Colheita americana atinge 81%




Foto: Divulgação

De acordo com a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), o mercado de milho encerrou o mês de outubro com tendência de baixa em Chicago. O primeiro contrato futuro fechou o dia 31 em US$ 4,10 por bushel, recuando frente aos US$ 4,21 registrados na semana anterior e aos US$ 4,29 do início do mês. No mesmo período do ano passado, a cotação estava em US$ 4,78 por bushel, evidenciando uma queda ao longo de um ano.

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A colheita de milho nos Estados Unidos alcançou 81% da área total até 27 de outubro, superando a média histórica para o período, que é de 64%. A rápida colheita reflete as boas condições climáticas, que contribuíram para o avanço.

No lado das exportações, os embarques de milho dos EUA totalizaram 823.664 toneladas na semana encerrada em 24 de outubro, elevando o volume total exportado no atual ano comercial para 6,6 milhões de toneladas. Esse montante representa um aumento considerável em relação aos 4,98 milhões de toneladas exportadas no mesmo período do ano anterior.





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Dia de Finados é marcado por pancadas rápidas de chuva; veja previsão para todo o país



Pancadas de chuva em grande parte do país, mas de forma mais ocasional: veja a previsão do tempo para este feriado de Finados nas cinco regiões:

Sul

A maior parte da Região Sul do país se mantém sem previsão de chuva. Este sábado terá bastante sol, mas com condição de pancadas de chuva mais isoladas no leste e norte de Santa Catarina, leste e litoral do Paraná, bem como no oeste e sul do Rio Grande do Sul. Em todas essas áreas, não são esperados grandes volumes.

Sudeste

O tempo continua mais instável no norte e noroeste de São Paulo, no centro-norte, sul, leste e Triângulo de Minas Gerais, no norte do Rio de Janeiro e no Espírito Santo. A chuva pode acontecer a qualquer momento do dia com forte intensidade e risco de alguns temporais. O sol aparece mais nas capitais fluminense e paulista, com chuva à tarde de maneira mais irregular.

Centro-Oeste

O tempo continua bem instável em todo o Centro-Oeste. O dia ainda pode começar com mais aberturas de sol no leste e nordeste de Mato Grosso do Sul, em áreas do sul de Mato Grosso e do leste e norte de Goiás, incluindo a região do Distrito Federal. Condição de chuva forte e temporais localizados na maior parte da Região. Tempo mais nublado no oeste sul-matogrossense e norte mato-grossense

Nordeste

A chuva aumenta no oeste e sul da Bahia, podendo acontecer com força em Porto Seguro e Ilhéus. Chove em forma de pancadas mais irregulares no sul do Maranhão e do Piauí. Umidade que vem do mar favorecendo um pouco de chuva sobre o litoral de Alagoas, Pernambuco e Paraíba, mas sem alertas. Tempo firme no interior do Ceará, centro-leste do Piauí e no Rio Grande do Norte.

Norte

O tempo continua instável com pancadas fortes de chuva no Acre, em Rondônia e no Amazonas. A precipitação continua se espalhando mais sobre o sul do Pará e o sul de Tocantins, podendo acontecer com força. Risco alto de temporais em Palmas, Rio Branco e Manaus. Pancadas mais isoladas em Belém e Macapá.



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Plantio do arroz avança no Rio Grande do Sul


O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (31), aponta que o plantio de arroz no Rio Grande do Sul segue em ritmo adequado na maior parte do estado. Com um planejamento estratégico e semeadura dentro do período ideal, a cultura apresenta bom potencial de desenvolvimento, especialmente onde o clima tem colaborado. Entre as práticas de manejo adotadas estão o controle de plantas daninhas e a adubação de cobertura, realizados nos momentos apropriados para garantir um crescimento vigoroso.

Veja mais informações sobre o clima em Agrotempo

No entanto, nas regiões da Campanha, Sul e parte das Missões, as chuvas intensas e frequentes resultaram em atraso ou interrupção na semeadura, exigindo replantio em alguns locais. Nas áreas mais afetadas, também foram necessárias reconstruções de taipas e canais de irrigação para mitigar o impacto das enxurradas. A queda nas temperaturas após as chuvas, com registros abaixo de 10°C na fronteira com o Uruguai, pode prejudicar a germinação e o desenvolvimento inicial do arroz, aumentando o risco de falhas e dificultando as práticas de manejo.

O Instituto Rio Grandense de Arroz (IRGA) projeta que a área de cultivo de arroz para a safra atual alcance 948.356 hectares, enquanto a Emater/RS-Ascar estima uma produtividade média de 8.478 kg/ha.

Na Campanha, os temporais de 24 de outubro paralisaram o plantio, sendo necessários ajustes e possíveis replantios nas áreas mais impactadas. Em Dom Pedrito, chuvas de até 190 mm foram registradas, somando um acumulado anual que ultrapassa mil milímetros no município. Em outras áreas, como Alegrete e Maçambará, onde o clima teve menor impacto, a semeadura progrediu, atingindo 80% e 75% das áreas estimadas, respectivamente.

Na região de Pelotas, a semeadura foi retomada gradualmente após as chuvas, mas permanece abaixo do ritmo registrado em 2023. Já em Santa Maria, mais de 30% da área prevista foi plantada, com as lavouras em estágios de germinação ou desenvolvimento vegetativo. Em Cacequi, técnicas de manejo para controle de plantas invasoras foram implementadas, enquanto em Santa Rosa e Soledade, os produtores aguardam a diminuição da umidade para prosseguir com a semeadura.

Quanto à comercialização, o preço médio da saca de arroz no estado sofreu uma leve queda de 0,32% na semana, passando de R$ 116,32 para R$ 115,95.





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Clima favorável impulsiona desenvolvimento da mandioca



Semeadura de mandioca se aproxima do fim em Santa Rosa




Foto: Canva

A Emater/RS-Ascar informou, no boletim divulgado nesta quinta-feira (31), que as condições climáticas na região administrativa de Santa Rosa, Rio Grande do Sul, foram altamente favoráveis para o desenvolvimento das lavouras de mandioca, com boa radiação solar e temperaturas adequadas. As chuvas de quarta (23) e quinta-feira (24) trouxeram umidade ideal ao solo, contribuindo para o vigor das plantas e o avanço do plantio, que já atinge 98% da área projetada para essa cultura. A mandioca plantada na região apresenta um quadro saudável, com boa brotação das manivas e um desenvolvimento vegetativo considerado vigoroso.

Os agricultores da região, muitos dos quais plantam a mandioca para consumo próprio, seguem com os tratos culturais, realizando o controle de plantas invasoras de forma manual. Em São Paulo das Missões, uma Unidade de Referência com 24 variedades de mandioca está sendo monitorada, e os resultados dessa análise serão apresentados ao público em um evento previsto para o início de 2025.

Em relação ao mercado, a mandioca descascada está sendo comercializada em supermercados ao valor de R$ 6,00/kg, enquanto na feira e na venda direta ao consumidor o preço varia entre R$ 7,00 e R$ 9,00/kg.





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