sexta-feira, agosto 7, 2026

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Chuvas e ventos impactam colheita de aveia branca no RS



Preços variam conforme a qualidade dos grãos




Foto: Compre Rural

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (31) pela Emater/RS-Ascar, no Rio Grande do Sul, a colheita de aveia branca já se aproxima da fase final em várias regiões, com produtividade variando consideravelmente entre as lavouras. A maior parte das lavouras apresentou rendimento abaixo do esperado devido a intempéries e ao manejo de baixo investimento em algumas áreas.

Com uma área cultivada de 365.590 hectares para produção de grãos, a expectativa inicial de produtividade era de 2.402 kg/ha, mas chuvas e ventos fortes comprometeram o rendimento em diversos pontos. A Fronteira Oeste, especialmente em Bagé, registra lavouras acamadas, exigindo colheita rente ao solo para minimizar perdas. Em Maçambará, onde 50% da área já foi colhida, a produtividade ficou em 2.090 kg/ha, uma redução de 5% em relação às projeções iniciais.

Em Ijuí, a produtividade alcança cerca de 2.600 kg/ha, e muitos produtores estão armazenando os grãos em suas propriedades devido à qualidade inferior, que dificulta a venda. Já na região de Soledade, apesar de chuvas e ventos fortes, a cultura manteve boa qualidade, com produtividade de até 3.000 kg/ha nas primeiras áreas colhidas.

Na comercialização, os preços variam conforme a qualidade dos grãos, com valores médios de R$ 60,00 por saca em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo e R$ 66,00 em Erechim.





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curso prático ensina uso de armadilhas do tipo curral


O curso “manejo e controle de javali com uso de armadilha tipo curral” teve sua primeira edição realizada em outubro deste ano, em Capão Alto, na Serra Catarinense. Com mais quatro edições programadas para este ano, o treinamento integra o Plano de Ação Territorial para a Conservação de Espécies Ameaçadas de Extinção do Planalto Sul (PAT Planalto Sul) e é voltado a proprietários rurais, equipes de unidades de conservação, comunidades tradicionais e outros interessados no controle do javali.

Na atividade, técnicos abordaram temas relativos à legislação e procedimentos para a obtenção de autorização para o controle de javalis, riscos sanitários da espécie e coleta de material biológico, legislação e procedimentos de segurança para o uso de armas de fogo, construção de armadilhas do tipo curral e sua operação.

Controle de javaliControle de javali
Foto: IMA/divulgação

Os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer, na prática, a construção e uso de uma armadilha do tipo curral. Essa ação foi viabilizada com a aquisição de armadilhas por meio do Programa Pró-espécies – Todos contra a extinção, do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

A oferta da capacitação é resultado de uma parceria do IMA com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), a Polícia Militar Ambiental (PMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).

Os javalis são animais exóticos invasores capazes de causar danos significativos às lavouras, à flora, à fauna e aos recursos hídricos e representam uma ameaça à saúde pública, podendo transmitir doenças tanto para suínos domesticados quanto para seres humanos.

“Dentro deste cenário, o IMA e demais instituições envolvidas buscam contribuir, por meio de capacitações, dentre outras ações, com a redução das populações de javalis em Santa Catarina, apresentando alternativas de controle”, explica a coordenadora do Programa Estadual de Espécies Exóticas Invasoras e Engenheira Agrônoma do IMA, Elaine Zuchiwschi.

A capacitação está prevista no Plano de Manejo e Controle do Javali de Santa Catarina, instituído pela Portaria IMA 197/2023, o qual visa reduzir a população desses animais exóticos e os impactos que causam ao meio ambiente e ao setor agropecuário.

O Plano é coordenado pelo IMA e tem a coordenação de apoio composta pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (SAR), Cidasc, Polícia Militar Ambiental e Polícia Civil, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (Caoagro). Instituições governamentais e da sociedade civil organizada também são parceiras do Plano, seja como integrantes do Grupo de Assessoramento Técnico ou como articuladores e colaboradores das ações.


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diretora do IBP propõe medida que pode atrasar aumento de mistura ao diesel



A diretora do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), Anna Mandelli, defendeu na última quinta-feira (31), que a fase de testes do aumento do percentual do biodiesel no diesel seja feita considerando as condicionantes de diferentes regiões brasileiras.

Na prática, seriam realizados inúmeros testes, o que poderia atrasar a regulamentação do mandato obrigatório na mistura do biocombustível, segundo interlocutores do setor.

O presidente Lula sancionou a lei “combustíveis do futuro” no início de outubro. O texto trata de uma série de iniciativas, incluindo determinações sobre o aumento da mistura de biodiesel ao diesel.

A partir de 2025 será acrescentado 1 percentual de mistura por ano, até atingir 20% em março de 2030. Desde março de 2024 o biodiesel passou a ser misturado ao diesel de origem fóssil no percentual de 14%.

Viabilidade dos biodiesel

O Ministério de Minas e Energia (MME) e agentes do setor discutem agora a fase de testes de viabilidade técnica e econômica das mudanças. Estudos sobre aspectos sociais também poderão ser elaborados, como o impacto da produção de biocombustíveis nas comunidades locais.

“Já temos exemplos de montadoras que já aprovaram teores mais altos, mas estamos discutindo aqui colocar teores mais altos do biodiesel no diesel do Oiapoque ao Chuí. Temos que efetivamente refletir nesses testes o que o consumidor vai receber nas diferentes regiões do país, que é tão grande”, declarou Anna.



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Comercialização da soja segue em alta no Rio Grande do Sul



Semeadura da soja avança com expectativa de produtividade elevada




Foto: Pixabay

No Rio Grande do Sul, a semeadura de soja acelerou na última semana, alcançando 10% da área prevista para a safra 2024/2025. O avanço, que até então cobria 3% da área estimada, ocorreu sobretudo em grandes propriedades e em áreas não ocupadas pela colheita de trigo ou pelo plantio de arroz, conforme dados do Informativo Conjuntural divulgados pela Emater/RS-Ascar.

De acordo com o informativo, ns lavouras semeadas mostram emergência rápida e uniforme, com um estande de plantas considerado satisfatório, favorecido pelas boas condições de umidade e temperatura do solo. Enquanto alguns produtores estão concentrados na dessecação de restevas de trigo, aveia, canola e pastagens para plantar soja em novembro, a Emater/RS-Ascar orienta atenção ao ciclo de maturação das cultivares e à classificação dos solos. A prática visa assegurar o plantio dentro da janela preferencial, conforme as diretrizes do Proagro, para garantir eventual cobertura de perdas.

Para esta safra, a área de cultivo está projetada em 6.811.344 hectares, com uma produtividade média de 3.179 kg/ha. A comercialização da soja segue em alta, com o preço médio da saca de 60 quilos subindo 1,65% em relação à semana passada, de R$ 125,82 para R$ 127,90.





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receita do arábica pode crescer R$ 22 bi por ano


Estudo realizado por cientistas da Embrapa Meio Ambiente (SP) e da Syngenta Proteção de Cultivos no Brasil investigou o efeito da inserção de colônias de abelhas manejadas em fazendas de café.

O foco foi o rendimento, a qualidade e o valor de mercado do café arábica. Os resultados indicaram que a polinização assistida aumenta a produtividade e a qualidade do café, o que, consequentemente, pode elevar a receita anual do arábica em até R$ 22 bilhões. Os dados demonstraram que a presença das abelhas introduzidas aumentou a produtividade em 16,5%, passando de 32,5 para 37,9 sacas por hectare.

A qualidade do café, avaliada pela nota sensorial da bebida, aumentou em 2,4 pontos, promovendo a classificação de grãos de regulares para especiais em algumas fazendas. Esse salto de qualidade elevou o valor da saca em 13,15%, o que representa um ganho de US$ 25,40 por saca.

A pesquisa apontou, portanto, para o fato de que a polinização assistida pode gerar impactos econômicos significativos na cafeicultura, tornando o manejo de abelhas uma ferramenta poderosa para melhorar a rentabilidade dos cafeicultores.

Os cientistas monitoraram, ainda, a saúde das colônias de abelhas nativas sem ferrão expostas a um dos inseticidas sistêmicos mais utilizados no controle de pragas da cultura, o tiametoxam. Colaboraram para o estudo a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz ( Esalq/USP), a AgroBee, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Natural England e a Eurofins.

O trabalho inédito foi conduzido entre 2021 e 2023 em fazendas de São Paulo e Minas Gerais, as principais regiões produtoras de café arábica no Brasil. Foi analisada a introdução de colmeias de abelhas africanizadas (Apis mellifera) na produção de café, comparando os resultados com áreas onde a polinização era realizada apenas por insetos silvestres.

Manejo de abelhas aumenta lucros

Diferentemente de estudos anteriores, que focavam apenas em polinizadores silvestres, esse experimento controlou a quantidade de abelhas manejadas nas lavouras, permitindo uma comparação direta entre as áreas com e sem polinização assistida.

A inserção das colmeias foi realizada em uma extremidade de cada talhão, enquanto a outra extremidade contou apenas com a polinização natural. O objetivo foi determinar se, nas condições reais da cafeicultura brasileira, o aumento de polinizadores poderia gerar ganhos palpáveis em produtividade e qualidade.

As abelhas africanizadas desempenharam um papel importante na melhoria dos resultados. A introdução das colmeias não só aumentou a quantidade de grãos por hectare, como também influenciou positivamente a qualidade do produto final. O aumento da nota sensorial, que leva em consideração características como sabor e aroma, permitiu que parte da produção alcançasse o status de café especial, um mercado com valor agregado substancialmente maior.

Para o pesquisador da Embrapa e um dos líderes do estudo, Cristiano Menezes, esses resultados mostram o potencial da integração entre o manejo de polinizadores e a cafeicultura de larga escala. “O uso de abelhas manejadas demonstra uma clara oportunidade de ganho econômico, ao mesmo tempo em que contribui para uma agricultura mais sustentável e eficiente”, afirmou.

Impacto da polinização assistida sobre setor cafeeiro

Com base nos dados do estudo, os pesquisadores calcularam que, se todos os cafeicultores brasileiros adotassem a tecnologia de polinização assistida, a produção de café no país poderia ser transformada.

Considerando os resultados da pesquisa e os valores atuais estimados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a produção cafeeira em 2024, haveria um aumento de 16,5% na produtividade com a presença das abelhas, o que representaria 6,5 milhões de sacas adicionais, elevando a produção total para 46,1 milhões de sacas.

Haveria também um impacto significativo no valor de mercado: o preço da saca de café chegaria a R$ 2.014,90, com um aumento de 13,15%. No total, o mercado cafeeiro brasileiro saltaria dos atuais R$ 70,490 bilhões para R$ 92,919 bilhões, com um impacto econômico total estimado em R$ 22,429 bilhões.

Esses números demonstram que a polinização assistida é uma estratégia não apenas viável, mas essencial para aumentar a produtividade e a qualidade do café. Além disso, ela contribui para a preservação dos polinizadores, que desempenham um papel crucial no equilíbrio dos ecossistemas e na segurança alimentar global.

Abelhas com caféAbelhas com café
Foto: Gustavo Facanalli/Embrapa

Polinização e controle de pragas, uma convivência possível

O estudo também investigou como o uso de defensivos agrícolas afeta a saúde das colmeias. Os pesquisadores focaram no tiametoxam, um inseticida sistêmico amplamente utilizado no cultivo de café. Seis propriedades que utilizam o defensivo de forma convencional e duas fazendas orgânicas participaram da análise.

Três parâmetros de saúde das abelhas foram monitorados: produção de cria, mortalidade de larvas e atividade de forrageamento (procura de alimentos). As avaliações foram realizadas em cinco momentos: antes da floração; logo após; e 45, 75 e 105 dias depois.

Embora tenham sido encontrados resíduos do pesticida em pólen e néctar coletados pelas abelhas, os resultados indicam que as taxas de aplicação de tiametoxam, via irrigação do solo, não interferiram nos parâmetros de saúde das colônias. Isso reforça a viabilidade de um manejo coordenado entre a polinização assistida e o controle de pragas, desde que o uso de defensivos siga as recomendações técnicas.

Menezes enfatiza que a integração entre o manejo de colônias de abelhas e o uso ponderado de defensivos agrícolas é fundamental para minimizar os riscos a organismos não-alvo.

Destaca ainda que, embora essas práticas sejam discutidas na literatura científica, sua aplicação conjunta em realidade de campo é muito escassa, dificultando a tomada de decisões pelos agricultores e a formulação de políticas públicas eficazes para a proteção dos polinizadores. “Esse estudo interdisciplinar busca preencher tal lacuna, avaliando o impacto do manejo de abelhas na produtividade do café, crucial para milhões de famílias rurais”, frisa.

O pesquisador também ressalta a importância de equilibrar o controle de pragas com a preservação dos polinizadores. “O produtor pode ter a melhor polinização possível, mas se pragas como a broca-do-café, a ferrugem ou o bicho-mineiro não forem controladas, o esforço será em vão”, alertou. Segundo ele, a chave está no uso criterioso de defensivos, que deve garantir a proteção da lavoura sem comprometer a saúde dos polinizadores.

A pesquisadora da Esalq/USP e coautora do estudo, Denise Alves, afirma que os resultados representam um incentivo significativo para que os cafeicultores adotem práticas mais sustentáveis.

“As abelhas são um elo entre a agricultura e a conservação ambiental. O manejo adequado dos polinizadores, combinado com o controle eficiente de pragas, pode reduzir a dependência de insumos externos e promover uma agricultura mais sustentável”, afirmou.

Sustentabilidade e inovação na cafeicultura

A adoção em larga escala da polinização manejada representaria uma excelente oportunidade para o setor apícola. Seriam necessárias cerca de 6 milhões de colmeias de abelhas africanizadas para cobrir toda a área plantada de café arábica no Brasil, considerando a densidade utilizada no estudo de quatro colmeias por hectare.

Para as abelhas nativas, o número de colmeias seria ainda maior – cerca de 15 milhões. Isso abriria novas oportunidades para a expansão da apicultura no país, criando uma sinergia entre a produção agrícola e a criação de abelhas, com ganhos tanto econômicos quanto ambientais.

O fundador e CEO da AgroBee, startup que conecta criadores de abelhas com produtores rurais, conhecida como Uber das abelhas, Guilherme Sousa, destaca que “a polinização assistida em culturas como o café representa atualmente o maior potencial produtivo sustentável a ser explorado na agricultura brasileira”.

Essa prática não só otimiza a produção, mas também contribui para a conservação da biodiversidade, evidenciando que a inovação agrícola pode ser uma aliada da sustentabilidade.

Pós-doutoranda da Embrapa e também autora do estudo, Jenifer Ramos considera que a pesquisa oferece dados robustos para fundamentar políticas agrícolas que integrem sustentabilidade e alta produtividade. “O potencial dos polinizadores vai além do aspecto agrícola, afetando também o meio ambiente e a sociedade. Essa prática melhora a qualidade do agroecossistema e gera benefícios econômicos que abrangem toda a cadeia produtiva”, explica.

Ela enfatiza o caráter inovador do estudo, que, pela primeira vez, quantificou o impacto direto das abelhas manejadas na produção de café arábica em condições reais de campo. “Embora soubéssemos da importância dos polinizadores naturais, os resultados sobre a inserção de mais colmeias superaram nossas expectativas”, salienta.

Em um setor competitivo como o cafeeiro, práticas como a polinização assistida se tornam uma vantagem estratégica. “Além de incrementar a produção e a qualidade do café, essa tecnologia promove uma agricultura mais sustentável e responsável, beneficiando produtores, consumidores e o meio ambiente”, conclui

Benefícios da polinização assistida na visão do produtor

Engenheiro-agrônomo e produtor rural à frente da Facanali Cafés, Gustavo José Facanali, relata sua experiência positiva com a polinização assistida por abelhas. Ele cultiva 120 hectares em São Paulo e no sul de Minas e inicialmente duvidava da eficácia da técnica, uma vez que a flor do café se autofecunda em mais de 80%.

Contudo, ao participar de um experimento, os resultados o surpreenderam. “Nas áreas onde as abelhas foram introduzidas, a produtividade aumentou 17%, de 110 para 128 sacas por hectare. Com o preço atual do café, isso representa um ganho de R$ 27 mil por hectare”, explicou Facanali.

Na propriedade, foram utilizadas abelhas-sem-ferrão da espécie Mandaguari, introduzidas sete dias antes da floração e mantidas na lavoura por 21 dias. “Durante esse período, não fizemos intervenções na área, o que facilitou o manejo”, conta.

Além do aumento na quantidade, houve melhorias na qualidade do café, com a pontuação subindo de entre 78 e 80 até 82 pontos. “Isso demonstra que a polinização assistida não só aumenta a produção, mas também melhora a qualidade dos grãos.”

Facanali também destaca a importância da tecnologia frente às mudanças climáticas. “Estamos vivendo um clima instável, que tem gerado perdas na produtividade. A polinização assistida pode ser um contraponto a esses desafios, ajudando a manter a rentabilidade com sustentabilidade”, argumentou.

Convicto de que a prática pode ser aplicada em outras culturas, ele conclui: “A polinização assistida é um caminho sem volta, mostrando que a colaboração entre agricultura e natureza gera resultados significativos. É uma solução sustentável que pode beneficiar toda a cafeicultura e outras áreas agrícolas.”



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Fragilidade da Índia abre mercado para arroz brasileiro no Sudeste Asiático



Em missão no Sudeste Asiático, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil) já mapeou cerca de 2.700 novas oportunidades de negócios para a indústria e o agronegócio nacional, incluindo o arroz, um produto que o país não tem tradição exportadora.

Ao mesmo tempo, os adidos agrícolas que atuam no estreitamento do país com a Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) procuram maneiras de transpor barreiras para a comercialização de commodities agropecuárias para determinados países, como:

  • Gado vivo e gelatina bovina para a Malásia
  • Carne bovina para o Vietnã
  • Carne suína para a Indonésia
  • Bovinos vivos para o Camboja
  • Amendoim para as Filipinas

Arroz brasileiro para a Ásia

O gerente de Agronegócio da Apex Brasil, Laudemir Müller, conta que as conversas com a Asean identificaram que a China e o Vietnã, maiores compradores de arroz do mundo, precisaram procurar o cereal fora da Índia, nação onde têm o costume de adquiri-lo, porque a produção do país tem sido prejudicada pelos efeitos das mudanças climáticas.

“O Sudeste Asiático é uma região que precisa do Brasil e do agronegócio brasileiro. […] alguns anos atrás, não imaginávamos que poderíamos ser um player importante neste mercado. E o Brasil passa a ser procurado e temos condição de atender, mas, é claro, são variedades diferentes. Temos condição de em dois ou três anos produzir essas variedades e abastecer esse mercado”.

Müller lembra que o consumo interno brasileiro de arroz gira em torno de 10 a 11 milhões de toneladas e, na atual safra, o país tem o potencial de produzir cerca de 13 milhões de toneladas, deixando-o apto a ser um fornecedor internacional.



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ferramenta genômica vai reunir três raças leiteiras


Inédita no mundo, uma ferramenta genômica de avaliação multirracial envolvendo duas raças bovinas (holandesa e gir) e a raça sintética girolando começa a ser desenvolvida.

O trabalho é conduzido por meio de parceria entre a Associação Brasileira dos Criadores de gir leiteiro (Abcgil), a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando (Girolando) e a Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (Abcbrh) e a Embrapa Gado de Leite (MG). As instituições acabam de lançar edital público para atrair empresas privadas, que atuem no mercado de genética, visando esse objetivo.

A ideia inicial é avaliar as características de produção de leite em até 305 dias e a idade ao primeiro parto. O grande desafio, segundo o pesquisador da Embrapa, João Cláudio Panetto, tem sido conectar a imensa base de dados dos programas de melhoramento. A raça holandesa por exemplo, a mais difundida no mundo, possui no Brasil acima de dois milhões de bovinos registrados.

Já o programa de melhoramento do gir leiteiro tem cerca de quatro décadas de registros de dados. O cruzamento das duas raças deu origem à raça sintética girolando, cujo programa de melhoramento foi iniciado em 1997 e, da mesma forma, produziu centenas de milhares de dados.

O pesquisador da Embrapa, Claudio Napolis Costa, destaca que, na atual etapa de desenvolvimento, o trabalho buscará identificar a melhor estratégia para incorporar os dados com os programas de melhoramento em curso. Ainda assim, a expectativa é de uma entrega rápida. Estima-se concluir os trabalhos em apenas dois anos, com a ferramenta de análise genômica disponível comercialmente aos produtores em 2026. 

A expectativa é que o produtor identifique quais são os melhores touros gir leiteiro para o cruzamento com vacas Holandesas, e vice-versa, visando obter o melhor girolando. Em outras palavras, esse tipo de melhoramento genético multirracial irá oferecer ao produtor informações mais precisas para a composição de um rebanho com alto potencial de ganho econômico.

Melhoramento genético tem aumentado a produção de leite

Os programas de melhoramento genético, distintos para cada raça, existem há quase quatro décadas e têm permitido identificar animais de elevado potencial para diversas características de importância zootécnica e econômica. Os resultados estão cada vez mais incorporados aos sistemas de produção, impactando, por exemplo, no volume de leite.

Na raça girolando, por exemplo, nas últimas duas décadas, somente o fator genético foi responsável por um incremento de 28% na produção. Ou seja, a cada 15 litros de leite, mais de quatro têm relação direta com a elevação do mérito genético das vacas. Já no gir leiteiro, no mesmo período, o incremento de produção devido ao melhoramento genético foi de 31%.

O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Denis Teixeira da Rocha, comemorou o trabalho conjunto com as associações. “As parcerias entre instituições públicas e privadas, a exemplo de associações de criadores, centrais de inseminação, produtores de leite e Embrapa, têm colaborado muito com os avanços do setor, tornando o Brasil um dos maiores produtores de leite no mundo”, afirma.

Em 2023, o país produziu 35,4 bilhões de litros de leite com um rebanho de 15,7 milhões de vacas ordenhadas, número semelhante ao existente no início da década de 1980, quando o Brasil produzia apenas 11,2 bilhões de litros, menos de um terço do volume atual.

A percepção dos ganhos promovidos pelas parcerias é atestada pelas associações de criadores. Para o presidente da Abcgil, Evandro Guimarães, “o gir leiteiro evoluiu muito nas últimas décadas, em parte graças ao melhoramento genético impulsionado pelo Programa Nacional de Melhoramento do Gir Leiteiro (Pnmgl). A média de produção leiteira da raça mais que dobrou em quase 40 anos de Pnmgl”.

O presidente da Girolando, Domício Arruda, destaca que “somente na última década, as vacas girolando aumentaram a produção de leite em torno de 35%, mostrando na prática o resultado de um programa de melhoramento genético bem executado”. O presidente, presidente da Abcbrh, Armando Rabbers, conta que os bons resultados estão relacionados à aplicação das ferramentas mais modernas para seleção de touros e vacas.

“O emprego de tecnologias e programas avançados, como análise genômica, sistemas de acasalamento e inteligência artificial, tem sido uma prática comum, contribuindo para o aprimoramento contínuo dos processos de produção”, relata Rabbers.

Pela primeira vez, ferramenta genômica vai reunir três raças de bovinos leiteiros
Pela primeira vez, ferramenta genômica vai reunir três raças de bovinos leiteiros
Foto: José Renato Chiari/Embrapa

Desenvolvimento não interfere nos programas de cada raça

Os pesquisadores frisam que esse trabalho não implica qualquer interferência no programa de melhoramento genético de cada raça.

O que se pretende é gerar novas informações a partir de uma análise única de dados dos três programas, contemplando aspectos genômicos (do DNA dos animais), características que são expressas (chamadas de fenótipos), como produção leiteira, e pedigree, para obter a classificação dos touros de acordo com a composição racial das progênies que se quer obter.

“A avaliação genômica multirracial é um avanço possibilitado pelo conhecimento e pela experiência acumulados nos programas de seleção dessas raças leiteiras,” declara Claudio Napolis.

A nova abordagem permitirá a ampliação da base genética dos rebanhos, ajudando a mitigar a endogamia e o risco de defeitos genéticos.

“Ao reunir dados de múltiplas raças, as avaliações genômicas podem melhorar a precisão dos valores genéticos estimados (EBVs, na sigla em inglês) para várias características. Isto é particularmente benéfico para características com baixa herdabilidade ou dados limitados em raças individuais, conforme já demonstrado por resultados preliminares obtidos pela nossa equipe”, explica o pesquisador da Embrapa, Marcos Vinícius da Silva.

De acordo com Panetto, a questão que poderá ser respondida a partir da pesquisa em relação ao cruzamento das raças é se os animais utilizados para se obter um produto de raça pura são também os melhores para se obter um animal cruzado. Ele explica que, entre outras vantagens, as avaliações genômicas multirraciais apoiarão o desenvolvimento e a implementação de programas estratégicos de cruzamento.

“As combinações de raças podem ser adaptadas para otimizar o vigor híbrido, a produção de leite, a fertilidade e outras características economicamente importantes, levando ao melhor desempenho geral do rebanho”, detalha Panetto.

Foco na demanda do produtor

Na visão de Rocha, a avaliação multirracial traz benefícios para as três raças. “Boa parte do mercado de sêmen da raça holandesa e quase a totalidade da raça gir leiteiro são voltadas para a produção do girolando e, com a avaliação multirracial, esse mercado será impactado positivamente com novos produtos”, considera o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.

Espera-se que o mercado de venda de tourinhos com perfil de reprodutor também seria impactado com a oferta de um produto com maior valor agregado. “Muitas fazendas de gado da raça holandesa vendem touros a um preço baixo, porque não têm avaliação do indivíduo para produzir uma progênie cruzada”, expõe Marcos Silva.

Entre os diferentes integrantes dessa cadeia, a expectativa dos presidentes das associações de criadores é que o produtor de leite seja o principal beneficiado. O acesso a informações que identificam linhagens genéticas capazes de proporcionar maior lucratividade nas condições específicas de uma propriedade deverá otimizar o tempo e os recursos financeiros investidos na produção de um girolando de qualidade.

Sintetizando a visão do grupo, o presidente da Abcgil, Evandro Guimarães, relata: “Acreditamos que os produtores terão ferramentas mais robustas e precisas na hora de escolher o reprodutor e a raça que melhor atende as necessidades de seu rebanho”.

Impacto no mercado global

Os ganhos sentidos nos sistemas de produção nacionais também deverão reverberar em outros mercados, já que o sêmen de touros da raça holandesa comercializado pelas centrais no país é praticamente todo importado.

O material genético dos mesmos indivíduos é vendido a outros países de clima tropical para a produção de animais girolando, representando, portanto, uma oportunidade ao Brasil de exportar tecnologia.

“As avaliações multirraciais fornecerão informações valiosas para programas de criação de gado leiteiro em todo o mundo. Isso facilita a colaboração internacional e o intercâmbio de recursos genéticos, promovendo o progresso genético em escala global”, prevê Silva.

“É fundamental estabelecer parcerias com diferentes raças na busca por melhorias na cadeia de produção. Essa colaboração traz ganhos significativos, promovendo aprimoramentos contínuos na qualidade do produto, tanto para a indústria quanto para o consumidor”, afirma o presidente da Abcbrh, Armando Habbers.



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Clima favorável impulsiona desenvolvimento do milho


Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar divulgado nesta quinta-feira (31), a semeadura do milho no Rio Grande do Sul avançou para 74% da área projetada para a safra 2024/2025. O plantio cobre quase todas as regiões do estado, com exceção da Campanha, onde o milho de safra precoce ainda não foi semeado.

A maior parte das lavouras gaúchas (90%) encontra-se em desenvolvimento vegetativo, com 10% já em fase de florescimento, que deve se intensificar a partir de novembro. O clima favorável, com solo úmido, alta radiação solar e noites amenas, tem beneficiado o desenvolvimento das plantas. No entanto, ventos intensos causaram acamamentos pontuais nas regiões Celeiro, Fronteira Oeste e Vale do Rio Pardo, com prejuízos mais acentuados no Alto Ijuí.

No manejo, produtores estão aplicando nitrogênio e controlando plantas invasoras, especialmente em áreas iniciais. O nível de infestação por pragas permanece baixo, com controle da cigarrinha-do-milho em poucas áreas, especialmente no Alto Uruguai. Para a safra 2024/2025, a área de cultivo de milho está estimada em 748.511 hectares, com produtividade média de 7.810 kg/ha.

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Na Fronteira Oeste, em São Gabriel, o excesso de umidade paralisou o plantio em algumas áreas, e as lavouras tardias enfrentam risco de replantio devido a enxurradas e sementes de qualidade inferior. Na Campanha, a primeira janela de plantio do Zoneamento Agrícola de Risco Climático se encerrou sem conclusão, mas uma nova janela começa em 1º de novembro e vai até janeiro de 2025.

Regiões como Santa Rosa e Soledade relatam potencial produtivo elevado, com bom desenvolvimento das plantas e poucas infestações. No entanto, foi detectada a presença de pulgões e vaquinhas, exigindo medidas de controle.

O preço da saca de 60 quilos de milho subiu 2,79% em relação à semana anterior, passando de R$ 63,72 para R$ 65,50, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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Fiscalização apreende toneladas de fertilizantes ‘batizados’ com defensivos



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou ter realizado em outubro quatro operações com o Ibama para fiscalizar defensivos agrícolas proibidos e irregulares no Brasil.

Segundo a pasta, as apreensões das forças-tarefa resultaram na aplicação de multas de R$ 9,405 milhões. As empresas, cujos nomes não foram informados, responderão processos judiciais.

A primeira operação resultou no embargo da fabricação de três produtos e apreensão de 124 toneladas desses agroquímicos que estavam sendo produzidos com matérias-primas de uso proibido no Brasil.

“Neste caso, tratavam de substâncias químicas de alta toxicidade, bioacumulação e persistência no ar, água e solo, e que se acumulam nas células de gordura, sendo toxicologicamente preocupantes para a saúde humana e ao meio ambiente, proibidos pela Convenção de Estocolmo”, disse a pasta em nota.

Outras duas forças-tarefa foram realizadas para controle de qualidade dos defensivos agrícolas importados.

Foram suspensas as atividades de importação e formulação de 36 produtos e a apreensão de 235 toneladas de agroquímicos de duas empresas por não realizarem o controle de qualidade dos importados.

A quarta operação envolveu a Receita Federal de Viracopos e foi deflagrada com a Polícia Federal de Campinas, São Paulo, que resultou na apreensão de 12,2 toneladas contrabandeadas, além de fertilizantes batizados com defensivos.

A empresa produtora de fertilizantes tinha registro dos produtos junto ao Ministério. Ao fiscalizar o estoque, foram encontrados os produtos proibidos.

Os resultados apresentaram a presença de químicos vetados pela legislação em pelo menos dois dos fertilizantes e dois adjuvantes produzidos pela empresa.

Além desse teste, foram coletadas amostras que serão analisadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA-SP) de Campinas, para confirmar o uso dos produtos proibidos na fabricação de fertilizantes e adjuvantes.



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pesquisa revela impacto positivo de práticas agrícolas sustentáveis



Pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da Embrapa conduziram um estudo para avaliar a porosidade do solo em diferentes sistemas de manejo agrícola no bioma Cerrado.

O levantamento mostrou que práticas agrícolas sustentáveis podem preservar características do solo, como a porosidade e a agregação, em níveis comparáveis ao de áreas de mata nativa. Segundo o estudo, o manejo adequado do solo favorece a deposição de matéria orgânica, essencial para a saúde do ecossistema e o desenvolvimento de culturas e pastagens.

A pesquisadora da UFRRJ Érika Pinheiro detalha que a densidade do solo é um fator crucial que influencia diretamente a porosidade, a capacidade de infiltração de água, o crescimento radicular e a emergência das plantas.

Segundo ela, esses aspectos são determinantes para a produtividade agrícola, especialmente em solos do Cerrado, que têm características únicas e requerem cuidados específicos. “O estudo avaliou a porosidade do solo sob diferentes sistemas de manejo agrícola em comparação com uma área de mata nativa no bioma Cerrado, no município de João Pinheiro, Minas Gerais”, disse Pinheiro.

Para a realização do estudo, os pesquisadores coletaram amostras de solo em diferentes áreas de cultivo e manejo no Cerrado. As amostras foram utilizadas para determinar a densidade do solo e a qualidade da porosidade em três tipos de manejo: plantio convencional de milho, pastagem produtiva com capim mombaça, e uma área de Cerrado denso preservado, utilizado como referência de comparação e como estratégia para o protocolo de MRV (monitoramento, relato e verificação) para o Projeto PRS Cerrados, afirma o pesquisador da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto.

A análise revelou que, no sistema de plantio convencional de milho, a densidade e porosidade do solo eram semelhantes às observadas nas áreas de mata nativa e nas pastagens. De acordo com Manzatto, essa similaridade se deve ao histórico de uso da área com cultivo de Brachiaria, o que ajudou a enriquecer o solo com matéria orgânica via sistema radicular.

Já a pesquisadora da UFRRJ Letícia Pimenta informa que a área destinada ao plantio de milho teve um período de cultivo de abóbora sob plantio direto no ano anterior, o que contribuiu para reduzir a compactação do solo, pois o sistema não envolveu o uso de maquinário pesado para revolvimento. Esse intervalo entre as culturas e a ausência de operações mecanizadas ajudaram a manter a estrutura do solo mais favorável à infiltração de água e ao crescimento das raízes.

Nas áreas de pastagem produtiva, a conservação da porosidade do solo foi explicada por uma série de práticas de manejo voltadas para o controle do impacto da atividade pecuária. Segundo pesquisador da Embrapa Solos David Campos, o uso controlado da taxa de lotação animal e a rotação entre os piquetes permitem que o capim mombaça tenha períodos de recuperação, o que contribui para a preservação da estrutura do solo e, consequentemente, sua porosidade.

Essa prática, segundo os especialistas, diminui o risco de compactação causado pelo pisoteio excessivo do gado, além de promover o desenvolvimento de um sistema radicular mais robusto, capaz de contribuir para a manutenção e aumento da matéria orgânica no solo.

Importância do manejo adequado para o bioma Cerrado

A preservação da estrutura do solo no Cerrado é fundamental para a sustentabilidade do bioma e para a manutenção da produtividade agrícola a longo prazo. O Cerrado, uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta, é também um dos ecossistemas mais suscetíveis a impactos ambientais. O manejo inadequado do solo pode levar à sua compactação, redução da capacidade de infiltração de água e diminuição do suporte às raízes das plantas.

A pesquisa conduzida pela equipe da UFRRJ e da Embrapa reforça a importância das práticas de manejo que mantêm o solo em condições semelhantes às das áreas nativas, mesmo em cenários de produção agrícola e pecuária.

Essa abordagem, que inclui o uso de pastagens bem manejadas e práticas de plantio direto, revela-se fundamental para a conservação do solo e da vegetação nativa, ajudando a garantir a resiliência dos solos do Cerrado e a segurança alimentar das próximas gerações.  A pastagem produtiva com o capim Massai também foi avaliada no estudo sobre a porosidade. 

Os resultados deste estudo oferecem subsídios para que produtores e técnicos do setor agrícola adotem práticas sustentáveis no manejo do solo. A pesquisa confirma que é possível conciliar a produção com a conservação ambiental, especialmente em regiões ecologicamente sensíveis, como o Cerrado.

Esse trabalho foi apresentado na XXI Reunião Brasileira de Manejo e Conservação do Solo e da Água e VIII Simpósio Mineiro de Ciência do Solo, 2024 e os autores são Letícia Pimenta, Vanessa Pereira, Amanda Santos, Maria Eduarda Xistuli, Érika Pinheiro, da Universidade Federal do Rio de Janeiro; David de Campos, da Embrapa Solos; e Celso Manzatto, da Embrapa Meio Ambiente.



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