quarta-feira, agosto 5, 2026

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Soja tem dia com negócios pontuais no Brasil; leia a análise completa



Os negócios com soja no Brasil foram pontuais nesta quinta-feira (7). O porto de Rio Grande foi uma das exceções, com bons lotes movimentados. Os preços ficaram firmes no porto, favorecidos pela valorização de Chicago. Ainda assim, no geral, foram poucas indicações no dia.

Segundo a Safras & Mercado, várias tradings estão fechando, ou quase fechando, o programa do ano. Embora as cotações no mercado interno estejam fortalecidas, quem tem soja disponível está segurando o produto à espera de melhores preços.

Preços no país

  • Passo Fundo (RS): R$ 137, aumento de R$ 2
  • Missões (RS): R$ 136, aumento de R$ 2
  • Rio Grande (RS – Porto): R$ 145, aumento de R$ 2
  • Cascavel (PR): R$ 139, aumento de R$ 1
  • Paranaguá (PR – Porto): R$ 146, aumento de R$ 3
  • Rondonópolis (MT): R$ 154, aumento de R$ 2
  • Dourados (MS): R$ 140
  • Rio Verde (GO): R$ 138, aumento de R$ 3

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quinta-feira em forte alta, liderados pelos ganhos superiores a 4% do óleo. Informações de menor produção de óleo de palma na Malásia e o aumento na demanda da Indonésia impulsionaram as cotações do óleo.

Além disso, há a expectativa de que a vitória de Donald Trump resultará em tarifas adicionais ao óleo recuperado da China, com maior demanda doméstica nos Estados Unidos para fabricação de biodiesel.

A alta do óleo ajudou na recuperação do grão, também respaldada pela boa demanda por grãos americanos. As exportações líquidas norte-americanas de soja, referentes à temporada 2024/25, com início em 1º de setembro, somaram 2.037.200 toneladas na semana encerrada em 31 de outubro. Analistas esperavam exportações entre 1,2 milhão e 2,2 milhões de toneladas.

USDA

O relatório mensal de novembro do USDA, que traz as estimativas para a oferta e demanda mundial de soja, será divulgado nesta sexta-feira (8), às 14h. Para a safra e os estoques finais de soja dos EUA em 2024/25, espera-se uma estimativa de 535 milhões de bushels, abaixo dos 550 milhões previstos em outubro.

Em relação à produção, a previsão é de uma safra de 4,553 bilhões de bushels, inferior aos 4,582 bilhões projetados no mês passado. Para os estoques globais finais de soja em 2024/25, estima-se um número de 134 milhões de toneladas, levemente abaixo dos 134,7 milhões de outubro. Já os estoques finais globais de soja em 2023/24 devem ficar em torno de 112,3 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 112,4 milhões do mês anterior.

No que diz respeito à China, as importações de soja no mês de outubro somaram 8,09 milhões de toneladas, um aumento de 56% em relação ao mesmo mês de 2023. No acumulado de 2024, as importações chinesas atingiram 89,94 milhões de toneladas, representando um avanço de 11,2% sobre o ano passado.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja com entrega em janeiro fecharam com alta de 22,50 centavos de dólar, ou 2,24%, a US$ 10,26 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,37 1/2 por bushel, com ganho de 22,75 centavos, ou 2,24%.

Nos subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro fechou com alta de US$ 0,10, ou 0,03%, a US$ 298,50 por tonelada. O óleo de soja, com vencimento em dezembro, fechou a 48,32 centavos de dólar, com alta de 1,98 centavo, ou 4,27%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão estável, sendo negociado a R$ 5,6757 para venda e a R$ 5,6737 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,6334 e a máxima de R$ 5,7229.



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Os benefícios do uso de bioinsumos na produção da soja



Na última quarta-feira (6), representantes do setor agropecuário, da indústria e parlamentares se reuniram na sede da Aprosoja Brasil, em Brasília, para discutir a produção sustentável no país, com ênfase nos bioinsumos aplicados à agropecuária, como na produção da soja.

O encontro aprofundou debate sobre dois projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional: o PL 3668/2021 e o PL 658/2021. Enquanto o PL 658 regulamenta e permite a produção de insumos biológicos dentro das propriedades rurais para uso próprio por parte dos agricultores, o PL 3668 impõe restrições a esta prática e exige desses insumos o mesmo tratamento dado aos produtos químicos.

O debate destacou a necessidade de um texto de consenso que garanta segurança jurídica às empresas e permita ao produtor rural produzir seus próprios bioinsumos sem burocracia. O uso no Brasil cresceu 50% nas últimas duas safras, segundo dados da FGV Agro, refletindo a crescente adoção de práticas agrícolas mais sustentáveis.

De acordo com Fabrício Rosa, diretor-executivo da Aprosoja Brasil, “o diálogo se baseou na ciência, na técnica e na criação de uma estrutura regulatória que proporcione segurança jurídica para todos os envolvidos.” Segundo o diretor, hoje existem três modelos de negócio: o produto de prateleira, fertilizantes e inoculantes, além da indústria de equipamentos que vende insumos para o agricultor fazer sua produção ”on farm”.

Produção ‘on farm’

Durante a discussão, um ponto-chave foi o conceito de “on farm”, que se refere à prática de produzir insumos biológicos diretamente nas propriedades rurais para consumo próprio. Essa abordagem tem se mostrado uma solução eficiente para os agricultores que buscam maior independência e sustentabilidade, reduzindo a dependência de insumos químicos importados. A produção de bioinsumos “on farm” utiliza recursos locais e soluções naturais, favorecendo a saúde do solo e das culturas.

A utilização de bioinsumos “on farm” apresenta grandes vantagens, especialmente na produção de soja. Ao tratar as sementes com produtos químicos, muitas vezes ocorre uma interferência no processo de germinação, que é crucial para o desenvolvimento da planta. Esse momento é quando a planta estabelece a base de sua interação com o solo, e os produtos químicos podem causar perturbações nesse processo, afetando a qualidade das raízes e o desenvolvimento inicial da planta.

Com a transição para o uso de biológicos, como inoculantes e outros microrganismos benéficos, a resposta da planta tende a ser muito mais positiva. Os biológicos melhoram a qualidade da germinação, estimulam o crescimento das raízes e são eficazes no controle de doenças. A aplicação adequada desses biológicos, como no sulco de plantio, também otimiza a integração dos insumos com o solo, com um controle mais eficiente e bons resultados.

Produção da soja e o uso de bioinsumos

O uso de bioinsumos no tratamento de sementes tem se mostrado fundamental para garantir uma soja mais saudável e produtiva. A adoção de bactérias e fungos benéficos, como tricodermas e bacilos, contribui para o controle biológico de doenças e favorece a fixação de nitrogênio, um nutriente essencial para o crescimento das plantas. Com a utilização de bioinsumos, é possível reduzir a agressividade dos tratamentos químicos, o que garante que a planta esteja bem estabelecida desde o início.

Além disso, o uso de equipamentos específicos que aplicam os biológicos diretamente no sulco de plantio, com a quantidade e pressão adequadas, garante máxima eficiência na distribuição e absorção dos insumos, com menos desperdícios e ótimos resultados.

O impacto do PL 658

A discussão também enfatizou a urgência na aprovação do PL 658, que deve ser votado até o final deste mês. Caso o projeto não seja aprovado ainda este ano, os agricultores que produzem bioinsumos, incluindo milhões de pequenos produtores de alimentos orgânicos, correrão o risco de se tornar ilegais ao continuar produzindo seus próprios insumos.



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Conab vai comprar 200 mil t de trigo para auxiliar produtores do RS



A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai comprar 200 mil toneladas de trigo gaúcho em Aquisição do Governo Federal (AGF). O anúncio foi feito pelo diretor presidente da companhia, Edegar Pretto, e pelo ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

“A Conab fará intervenção no mercado de trigo, porque no Rio Grande do Sul foi verificado preço no mercado abaixo do mínimo. A intervenção será conforme prevê a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPM) e por AGF”, disse Pretto em coletiva de imprensa.

“O governo lança mão de medidas em apoio ao produtor rural. A AGF de trigo é uma medida serena para ajudar o agricultor com preço baixo”, destacou Teixeira.

A Conab vai investir R$ 261 milhões na AGF de trigo, com recursos provenientes do crédito extraordinário direcionado à calamidade climática do Rio Grande do Sul. A partir do anúncio da AGF de trigo, produtores gaúchos interessados em comercializar o cereal à Conab ao preço mínimo de R$ 78,51 por saca de 60 kg, para tipo pão, devem procurar os armazéns da companhia para tornar viável a operação.

A modalidade da AGF dispensa a necessidade de publicação de edital para compra pública do cereal pela companhia. Produtores e cooperativas gaúchas pediram à Conab a realização de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) para subsídio ao preço do cereal.

Medidas para o trigo

De acordo com Pretto, no primeiro momento, a medida será restrita ao trigo do Rio Grande do Sul, onde verificou-se preço de mercado R$ 11 por saca abaixo do mínimo estabelecido para a safra no estado, de R$ 78,51 por saca.

“Hoje no Rio Grande do Sul vemos essa diferença de preços com trigo sendo comercializado a R$ 67 por saca, mas continuaremos observando o mercado no estado e dos demais estados e a eventual necessidade de maior intervenção até o final da safra, que está em curso. Se for necessário faremos nova intervenção no mercado de trigo”, disse Pretto.

O limite máximo de comercialização do cereal por produtor ainda será definido pela companhia, mas tende a ficar entre 2 mil a 3 mil sacas por produtor, segundo o diretor-executivo de Política Agrícola e Informações da Conab, Silvio Porto.

“A partir da próxima semana, no máximo, o produtor poderá buscar o armazém mais próximo para fazer a entrega do produto tipo pão. A preferência pela AGF foi para reter o produto no mercado interno e no ano que vem podermos devolver ao mercado para balizar o preço e administrar o fluxo de abastecimento e de oferta no mercado interno na entressafra”, disse Porto.

O trigo adquirido pela Conab será direcionado aos estoques públicos da companhia e possivelmente vendido ao mercado na entressafra, quando o preço reagir. A modalidade da AGF prevê venda dos estoques públicos, quando os preços do produto ultrapassarem o Preço de Liberação de Estoques (PLE).

“Vamos observar a reação do mercado e à medida que chegar no ponto de afetar o preço com possível impacto de inflação é o momento de liberarmos esse estoque ao mercado. O volume não é expressivo, mas é importante para a recomposição dos estoques e do volume de abastecimento do mercado interno”, observou Porto. “Sabemos que o próprio anúncio vai promover reação ao preço, talvez não seja necessário inclusive os produtores comercializarem todo esse volume”.

A última AGF para trigo havia sido realizada pelo governo federal em 2014. No ano passado, a Conab realizou leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) e de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) para subsidiar o preço do trigo. Na época, a companhia investiu R$ 255,7 milhões para 479 mil toneladas de trigo.



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AgroNewsPolítica & Agro

Preço da passagem aérea caiu 14,7% em setembro, diz Anac


O preço médio do bilhete aéreo em voos nacionais teve redução de 14,7% em setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, sendo comercializado por R$ 666,01. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a diminuição da tarifa foi influenciada pela redução de 11,4% no valor médio do litro do querosene de aviação.

Segundo dados disponibilizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), 46,4% dos bilhetes comercializados em setembro deste ano tiveram preço abaixo de R$ 500. No mesmo período do ano passado, o indicador estava em 37,4%.

As passagens comercializadas a menos de R$ 300 somaram 20,3% neste ano e as tarifas acima de R$ 1,5 mil representaram 6,8% do total.

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além da redução no preço do querosene de aviação, o aumento da oferta de voos e o crescimento de assentos ofertados justificam a queda na tarifa. “O resultado também é fruto do plano de universalização do transporte aéreo que lançamos juntos com as companhias brasileiras. Estamos trabalhando para tornar as tarifas ainda mais acessíveis. Estamos no caminho certo”, disse.

Todas as regiões brasileiras tiveram redução no valor médio da tarifa aérea. A Região Norte registrou o maior percentual de queda no indicador, com 22%, seguida pelo Centro-Oeste (18,2%), Sudeste (16,7%), Nordeste (9,4%) e Sul (8,6%). O resultado leva em consideração o preço médio praticado no valor de origem do voo. 

Houve redução real no preço do bilhete em 23 estados e no Distrito Federal. Com média de R$ 589,33, o Mato Grosso do Sul foi a localidade com o menor valor praticado em setembro, seguido por Rio de Janeiro (R$ 590,74) e Minas Gerais (R$ 597,52).





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Brasil não pode ficar refém da relação com EUA, afirma ministro da Agricultura



O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, afirmou que o Brasil tem de respeitar a posição mais protecionista do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, mas que não deve ficar refém dessa relação.

“Ele fez uma campanha numa plataforma mais protecionista. Queremos ter relações comerciais com toda a América do Sul, com os Estados Unidos, com a Europa, mas também não precisamos ficar reféns dessa situação. O fortalecimento do Brics e o fortalecimento dos países do Sul Global são fundamentais para ampliarmos as nossas negociações”, disse Favaro a jornalistas no Uruguai, onde cumpriu agenda na quarta-feira (6).

Fávaro afirmou ter “quase convicção” de que algumas declarações e posições de Trump tendem a ficar restritas ao período eleitoral. “A eleição talvez exacerbe algumas manifestações, mas a realidade governando é outra. Por isso, eu tenho certeza que os Estados Unidos continuarão tendo um protagonismo importante para o mundo, para a América Latina, para a Ásia e para o Oriente Médio na nova gestão de Donald Trump”, observou.

Para o ministro, uma ampliação das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com os países do Sul Global “supera qualquer protecionismo” a ser adotado por outros países. “Neste Sul Global, temos grande densidade populacional com Índia, China, Japão, toda a Ásia, além de todo o Oriente Médio com países com muitos recursos. E temos a América do Sul com grande densidade populacional e países bem estabilizados”, ponderou.

Fávaro voltou a afirmar que vê necessidade de a União Europeia (UE) “despertar” para maior diálogo com países de fora do bloco. “O tempo dos países colonizadores ficou para trás. Nós queremos ter uma excelente relação com a comunidade europeia, defendemos a formalização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, mas que isso seja feito de forma respeitosa e que garanta a soberania de todos os países”, disse.

Para o ministro, tanto no acordo entre os blocos quanto em outras políticas públicas medidas unilaterais e de transgressão da soberania nacional não serão bem-sucedidas. “Vejo com bons olhos a manifestação positiva da União Europeia em voltar a discutir o tema da lei antidesmatamento, uma legislação aprovada de forma unilateral, desrespeitosa e transgredindo a soberania dos nossos países”, criticou Favaro. “Mas só o fato de eles concordarem em rediscutir é a consciência de que avançaram demais”, acrescentou.

O Brasil, apoiado pelos demais países da América do Sul, pediu à Comissão Europeia a prorrogação e revisão da nova lei ambiental do bloco, que proíbe a importação de commodities ligadas a desmatamento a partir de dezembro de 2020. O adiamento da entrada em vigor da lei, previsto para 31 de dezembro, depende ainda da validação do Conselho e do Parlamento Europeu.

Fávaro afirmou que a contrariedade do Brasil em relação à lei europeia não se deve “à falta de respeito ao meio ambiente ou práticas sustentáveis na produção”. “Queremos e já estamos com várias políticas de boas práticas de sustentabilidade em todos os nossos países (da América do Sul), mas queremos discutir com eles sentados à mesa e não sendo de cima para baixo, de forma unilateral”, disse.



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Negacionismo climático de Trump pode beneficiar agro brasileiro, diz Apex



Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil no mundo, perdendo apenas para a China. A eleição do presidente norte-americano Donald Trump, confirmada nessa quarta-feira (6), deve acirrar as relações entre as duas maiores economias do mundo.

Essa é a avaliação do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), Jorge Viana.

Além disso, para ele, o novo mandatário da Casa Branca já demonstrou em seu mandato anterior (2017 a 2021) que vai na contramão do mundo ao não reconhecer os impactos das mudanças climáticas.

“Os eventos extremos climáticos estão afetando a produção agrícola nos Estados Unidos, inclusive favorecendo o Brasil no caso do algodão e do milho”.

Para Viana, o posicionamento de Trump a respeito de como enfrentar os efeitos do aquecimento global tendem a gerar desafios aos líderes globais, incluindo ao Brasil, que agora chefia o G20.

Segundo ele, além disso, outro desafio ao país se dará no ano que vem, quando o presidente Lula deve presidir os Brics, bloco que conta, entre outros países, com Rússia, China e Índia, concorrentes diretos dos Estados Unidos.

Assim, mesmo que os desafios aumentem, Viana acredita que cabe ao Brasil focar no apoio a quem quer plantar, produzir e exportar. “É isso o que a Apex está fazendo aqui na Ásia, que é o grande mercado comprador do mundo, com mais de 1/3 da população do planeta, três bilhões de pessoas e um PIB de 30 trilhões de dólares”, diz Viana, em relação à missão da Apex Brasil no Sudeste Asiático.



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Dourados (MS) ultrapassa 80% no plantio de soja; veja os dados da semeadura



O plantio da safra de soja 2024/25 em Dourados, sul de Mato Grosso do Sul, atingiu 85% da área de 223 mil hectares planejada para esta temporada. Apesar das chuvas irregulares na região, elas têm sido suficientes para manter boas condições de umidade, essenciais para o desenvolvimento das lavouras.

No município, as plantas seguem em bom crescimento, entre as fases de germinação e desenvolvimento vegetativo. A expectativa é que o plantio seja concluído até o fim dessa semana.

Além disso, as previsões climáticas para novembro indicam chuvas mais regulares, o que ajudará a normalizar o regime de precipitações na região e beneficiará ainda mais o desenvolvimento das lavouras.

Números estimados em Mato Grosso do Sul

De acordo com o levantamento da Safras & Mercado, a área de soja cultivada no estado de Mato Grosso do Sul deve atingir 4,350 milhões de hectares na safra 2024/25, o que representa um aumento de 1,9% em relação aos 4,290 milhões de hectares plantados na temporada anterior. Até o dia 1º de novembro, o plantio no estado atingiu 65% da área prevista, superior aos 50% registrados na semana anterior aos 59% no mesmo período de 2023. A média histórica para o período nos últimos cinco anos é de 56,8%.

A produção estimada para a safra de soja de 2024/25 é de 15,582 milhões de toneladas, o que representaria um aumento de 19,3% em relação ao número de 13,062 milhões de toneladas da safra passada. O rendimento médio das lavouras deve ser de 3.600 quilos por hectare, superior aos 3.060 quilos por hectare obtidos no ano anterior.



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AgroNewsPolítica & Agro

Tendências globais de equipamentos agrícolas na EIMA 2024



Em 2023, as exportações globais de tratores totalizaram US$ 23 bilhões



A produção global de máquinas agrícolas alcançou um pico de US$ 210 bilhões em 2021
A produção global de máquinas agrícolas alcançou um pico de US$ 210 bilhões em 2021 – Foto: Pixabay

Durante a EIMA 2024, a Agrievolution, coalizão de 13 associações globais, apresentou as principais tendências do setor de equipamentos agrícolas e produção. O Secretário-Geral Charlie O’Brien e o Presidente Ignacio Ruiz destacaram o crescimento regional diversificado na produção de culturas, que impulsiona a mecanização, mas também apontaram as flutuações na demanda por equipamentos, afetada pela instabilidade econômica, com altas taxas de juros e inflação. 

Entre as tendências globais de longo prazo, o número de estabelecimentos e funcionários no setor de máquinas agrícolas aumentou entre 2011 e 2021, especialmente na Ásia, enquanto a Europa viu uma queda. A produção global de máquinas agrícolas alcançou um pico de US$ 210 bilhões em 2021, com US$ 80 bilhões em exportações, com a Europa permanecendo um ator-chave no mercado. Em 2023, as exportações globais de tratores totalizaram US$ 23 bilhões, com um potencial de crescimento de 37%. Outros equipamentos, como semeadoras, colheitadeiras e pulverizadores, também mostraram grande potencial de expansão.

A situação regional foi abordada, com destaque para a recuperação da agricultura na Argentina após a seca de 2023, com aumentos significativos nas vendas de tratores e pulverizadores em agosto. Contudo, o mercado argentino enfrenta incertezas políticas. Na China, a demanda por tratores grandes está em declínio, refletindo preços baixos dos grãos e menor poder de compra. Já na França, a escassez de cereais causou uma queda nas vendas de equipamentos, com uma previsão de redução de 15% em 2024, com uma leve recuperação em 2025. 

Nos Estados Unidos, a queda na renda líquida das fazendas e o estoque de equipamentos usados estão impactando negativamente o mercado, com uma previsão de queda nas vendas. As perspectivas globais para o setor de máquinas agrícolas permanecem mistas, com algumas regiões em recuperação e outras enfrentando desafios contínuos.

 





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Ciclone bomba deve levar tempestades e ventania a região brasileira



Após uma semana de chuvas intensas no Sul do país, a promessa é de precipitações ainda mais fortes a partir da próxima terça-feira (12) por conta da possível formação de um ciclone bomba no Oceano Atlântico, próximo ao litoral da Região.

Esse fenômeno ocorre quando há uma queda rápida da pressão atmosférica no centro de um sistema ciclônico, uma condição conhecida como ciclogênese explosiva.

Para que seja classificado como “ciclone bomba”, ele precisa ter uma queda de 24 milibares ou mais em 24 horas. Esse processo acontece principalmente em regiões de alta latitude, onde massas de ar muito frias encontram massas de ar mais quentes, criando um forte gradiente de pressão que intensifica o ciclone rapidamente.

Características do ciclone

De acordo com a Climatempo, esse tipo de sistema costuma apresentar características específicas:

  • Intensificação rápida: uma queda de 24 milibares em 24 horas
  • Ventos intensos: a baixa pressão gera ventos muito fortes e chuvas intensas, embora a previsão indique que a chuva não deva afetar diretamente o Brasil

Impactos no Brasil

Os modelos meteorológicos apontam que, embora o sistema não deva atingir o território brasileiro diretamente, ele pode contribuir para o aumento da intensidade dos ventos em grande parte do Sul durante seu processo de intensificação.

Esse fenômeno pode trazer rajadas de vento significativas para regiões próximas ao litoral, afetando principalmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Segundo a Climatempo, as condições do ciclone estão sendo acompanhadas de perto, uma vez que sistemas meteorológicos podem sofrer variações significativas durante seu desenvolvimento.

Contudo, as principais ferramentas meteorológicas, como o GFS (modelo norte-americano) e o ECMWF (europeu), seguem indicando a intensificação do sistema sobre o mar na próxima terça-feira, mantendo a expectativa de um ciclone bomba.



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Exportações de carne de frango crescem em volume e receita em outubro



As exportações brasileiras de carne de frango, considerando o produto in natura e o processado, registrou alta de 15,4% em outubro, de acordo com levantamentos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

Ao todo, foram embarcadas 463,5 mil toneladas no décimo mês deste ano, contra 401,7 mil toneladas no mesmo período do ano anterior.

De acordo com a entidade, a alta em receita foi ainda mais expressiva, chegando a 25%, com US$ 904,4 milhões registrados em outubro deste ano, contra US$ 723,5 milhões no mesmo mês de 2023.

Exportações de carne de frango no ano

No acumulado entre janeiro e outubro, as comercializações de carne de frango ao exterior somam alta de 2%, com 4,38 milhões de toneladas, ante 4,29 milhões de toneladas em 2023. De acordo com a ABPA, a receita acumulada no período chegou a US$ 8,177 bilhões, saldo 1,5% menor em relação ao ano anterior, com US$ 8,301 bilhões.

Na análise por destinos, a China (principal importador) registrou elevação de 30,4% em outubro, com 53,5 mil toneladas neste ano. Em seguida, estão:

  • Japão: 39,9 mil toneladas (+19,2%);
  • México: 35 mil toneladas (+21,6%);
  • Emirados Árabes Unidos: 31 mil toneladas (-11,7%); e
  • Filipinas: 24,6 mil toneladas (73,9%)

Crescimento estratégico

O presidente da ABPA, Ricardo Santin, avalia que houve notável crescimento em diversos mercados estratégicos, que são destinos de produtos com alto valor agregado, casos de China, Japão e União Europeia, com crescimento acima de dois dígitos no mês.

“Parte do expressivo crescimento da receita em outubro se deve a esse movimento de comércio. O mercado global também segue pressionado por questões relacionadas à Influenza Aviária. Como a produção industrial do Brasil é livre da enfermidade, os exportadores avícolas seguem com elevada demanda”, afirma.

De acordo com a Associação, entre os estados que mais exportaram o produto em outubro, destacam-se:

  • Paraná: 190 mil toneladas (+14,3% em relação ao ano anterior);
  • Santa Catarina: 105,5 mil toneladas (+27,1%);
  • Rio Grande do Sul: 56 mil toneladas (-2,8%);
  • São Paulo: 28,7 mil toneladas (+13%); e
  • Goiás: 18,9 mil toneladas (+6%).



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