segunda-feira, agosto 3, 2026

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semeadura é lenta em Goiatuba (GO)



O plantio da soja da safra 2024/25 em Goiatuba, no sul de Goiás, segue em ritmo mais lento devido às intensas precipitações que afetaram a região nos últimos dias. Até o momento, os dados da semeadura apontam que 85% dos 75 mil hectares previstos para a safra foram plantados, segundo informações da Emater local.

Os volumes de chuva registrados entre o início de novembro e a segunda-feira (11) foram expressivos, com volumes entre 70 e 100 milímetros por dia. Em algumas lavouras, o excesso de precipitação causou assoreamentos, dificultando o avanço do plantio e o desenvolvimento das culturas.

Apesar das condições climáticas adversas, Alceu ressalta que as lavouras de soja estão se desenvolvendo de forma razoável. A soja que foi plantada primeiro já entrou na fase de floração, com mais de 30 dias de cultivo. As lavouras mais recentes, por sua vez, estão entre as fases de crescimento vegetativo e germinação.

Com a amenização das chuvas a partir de segunda-feira (11), alguns produtores retomaram o plantio e os trabalhos culturais. No entanto, a previsão é de mais precipitações nos próximos dias, o que pode continuar afetando o ritmo das atividades. A expectativa, no entanto, é de que o plantio seja concluído ainda em novembro, desde que as condições climáticas se estabilizem.

Expectativa

Se o clima favorecer o desenvolvimento da semeadura, a produtividade média da soja em Goiatuba pode atingir até 3.600 quilos por hectare, um bom desempenho para a região. Esse rendimento está em linha com as expectativas de crescimento da produção de soja no estado de Goiás.

De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a área plantada de soja em Goiás para a safra 2024/25 deverá somar 4,85 milhões de hectares, um aumento de 2,1% em relação aos 4,75 milhões de hectares plantados na safra anterior (2023/24).

Até o dia 11 de outubro, o estado já havia plantado 83% da área prevista, um avanço significativo em relação aos 63% registrados na semana anterior e aos 52% no mesmo período de 2023. A média histórica para a data é de 60,6%.

A produção de soja no estado de Goiás também deve crescer. Já a expectativa é que a safra 2024/25 produza 18,531 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 7,1% em relação aos 17,298 milhões de toneladas da safra anterior. O rendimento médio nas lavouras de soja em Goiás deve ser de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.660 quilos por hectare obtidos na safra passada.



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Soja: semeadura é lenta em Goiatuba (GO)


soja goiás
Foto: Pedro Silvestre

O plantio da soja da safra 2024/25 em Goiatuba, no sul de Goiás, segue em ritmo mais lento devido às intensas precipitações que afetaram a região nos últimos dias. Até o momento, os dados da semeadura apontam que 85% dos 75 mil hectares previstos para a safra foram plantados, segundo informações da Emater local.

Os volumes de chuva registrados entre o início de novembro e a segunda-feira (11) foram expressivos, com volumes entre 70 e 100 milímetros por dia. Em algumas lavouras, o excesso de precipitação causou assoreamentos, dificultando o avanço do plantio e o desenvolvimento das culturas.

Apesar das condições climáticas adversas, Alceu ressalta que as lavouras de soja estão se desenvolvendo de forma razoável. A soja que foi plantada primeiro já entrou na fase de floração, com mais de 30 dias de cultivo. As lavouras mais recentes, por sua vez, estão entre as fases de crescimento vegetativo e germinação.

Com a amenização das chuvas a partir de segunda-feira (11), alguns produtores retomaram o plantio e os trabalhos culturais. No entanto, a previsão é de mais precipitações nos próximos dias, o que pode continuar afetando o ritmo das atividades. A expectativa, no entanto, é de que o plantio seja concluído ainda em novembro, desde que as condições climáticas se estabilizem.

Expectativa

Se o clima favorecer o desenvolvimento da semeadura, a produtividade média da soja em Goiatuba pode atingir até 3.600 quilos por hectare, um bom desempenho para a região. Esse rendimento está em linha com as expectativas de crescimento da produção de soja no estado de Goiás.

De acordo com levantamento da consultoria Safras & Mercado, a área plantada de soja em Goiás para a safra 2024/25 deverá somar 4,85 milhões de hectares, um aumento de 2,1% em relação aos 4,75 milhões de hectares plantados na safra anterior (2023/24).

Até o dia 11 de outubro, o estado já havia plantado 83% da área prevista, um avanço significativo em relação aos 63% registrados na semana anterior e aos 52% no mesmo período de 2023. A média histórica para a data é de 60,6%.

A produção de soja no estado de Goiás também deve crescer. Já a expectativa é que a safra 2024/25 produza 18,531 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 7,1% em relação aos 17,298 milhões de toneladas da safra anterior. O rendimento médio nas lavouras de soja em Goiás deve ser de 3.840 quilos por hectare, superando os 3.660 quilos por hectare obtidos na safra passada.

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Agricultores franceses protestam contra acordo Mercosul-UE


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

Agricultores franceses protestaram na terça-feira (12), contra o acordo comercial entre União Europeia (UE) e Mercosul, que aumentaria as importações agrícolas da América do Sul. A UE e o bloco comercial, composto por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e Bolívia, chegaram a um acordo inicial em 2019. No entanto, as negociações enfrentam resistência de agricultores e governos europeus.

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O protesto em Aurillac, no sul da França, marcou o início de uma nova onda de manifestações, que deve se espalhar pela comunidade agrícola europeia, em meio ao receio de que o acordo possa ser finalizado na cúpula do G20 no Brasil, nos dias 18 e 19 de novembro, apesar de a ministra da agricultura francesa, Annie Genevard, afirmar ser “altamente improvável”.

Em entrevista à TF1, ela disse: “Não queremos esse acordo porque ele é prejudicial. Ele trará produtos, incluindo substâncias proibidas na Europa, ao custo do desmatamento, e competirá de forma injusta com nossa produção doméstica.”

Contudo, grupos agrícolas não se convenceram com a declaração da ministra. Na semana passada, manifestantes franceses bloquearam o edifício estatal na comuna de Niort, enquanto na segunda-feira, as duas principais organizações agrícolas do bloco Copa-Cogeca enviaram uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pedindo que rejeitasse o acordo Mercosul e adotasse “uma política comercial coerente”. Além disso, mais de 600 parlamentares franceses publicaram uma carta aberta à von der Leyen, no jornal Le Monde, dizendo que as condições para o acordo “não foram atendidas”.

As preocupações dos agricultores europeus consideram que as normas ambientais são excessivamente rigorosas na UE, enquanto o acordo com o Mercosul poderia inundar o mercado com importações da América do Sul produzidas com padrões ambientais e trabalhistas inferiores, segundo Véronique Le Floch, presidente da Coordination Rurale, segundo maior sindicato de agricultores da França. “Se o acordo Mercosul for assinado, será o fim da nossa agricultura”, disse.

Enquanto isso, os maiores sindicatos prometeram ação. A Federação Nacional dos Sindicatos de Agricultores da França (FNSEA, na sigla em francês), o maior sindicato do país, convocou protestos nacionais assim que a temporada de plantio de inverno terminar, em meados de novembro. A Coordination Rurale prometeu “uma revolta agrícola” a partir de 19 de novembro em Auch e Agen, duas cidades no sudoeste da França, enquanto a Confédération Paysanne, conhecido por sua postura anti-globalização, também planeja ações contra “acordos de livre comércio.”

Agricultores na Bélgica também convocaram manifestações próximas à sede da UE em Bruxelas nesta quarta-feira. 

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Soja: Chicago recua leve com oferta e indicação para Agência de Proteção Ambiental dos EUA


soja preço baixo
Foto: Pixabay/ Arte Canal Rural

Os contratos da soja em grão registram preços levemente mais baixos nas negociações da sessão eletrônica na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado opera sem uma direção clara, influenciado por fatores contraditórios.

Por um lado, a pressão sobre a oleaginosa é intensificada pela indicação do ex-congressista Lee Zeldin, escolhido pelo presidente eleito Donald Trump, para comandar a Agência de ProteçãoAmbiental dos Estados Unidos (EPA). Zeldin é amplamente visto como um cético em relação à indústria de biocombustíveis, o que traz preocupações ao setor. Além disso, a maior oferta nacional, resultado da consolidação da maior safra da história, agrava ainda mais o cenário desfavorável.

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No entanto, o mercado encontra algum suporte em um movimento de recuperação técnica após as significativas perdas dos últimos dois pregões, além do avanço dos preços do petróleo em Nova York, fatores que ajudam a limitar um direcionamento mais definido para os preços.

Os contratos com vencimento em janeiro de 2025 operam cotados a US$ 10,10 1/4 por bushel, baixa de 0,25 centavo de dólar, ou 0,02%, em relação ao fechamento anterior.

Ontem (13), a soja fechou em baixa. O mercado foi pressionado por um movimento de vendas técnicas e realização de lucros, após ter atingido o maior patamar em um mês na semana passada. Destaque para a queda de mais de 4% do óleo, que acentuou as perdas do grão e do farelo.

Em termos fundamentais, o mercado segue pressionado pela consolidação de uma das maiores safras da história dos Estados Unidos, mesmo que o relatório de novembro do Departamento de Agricultura norte-americano tenha indicado número abaixo do esperado. Ainda há certa apreensão com uma possível guerra comercial entre EUA e China com a eleição de Donald Trump. O óleo liderou as perdas, acompanhando a queda dos preços do óleo de palma na Malásia.

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar, ou 1,14%, a US$ 10,10 1/2 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,22 1/2 por bushel, com perda de 12,75 centavos, ou 1,23%.

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AgroNewsPolítica & Agro

Produção de aveia branca cresce 50% no RS



No entanto, a colheita enfrenta variações regionais significativas




Foto: Canva

A nova estimativa para a safra de aveia branca no Rio Grande do Sul, realiazada pela Emater/RS-Ascar, aponta crescimento expressivo na produção, mesmo em meio a desafios climáticos e problemas no manejo. Conforme os dados atualizados da segunda quinzena de outubro, a área cultivada foi de 354.987 hectares, o que representa uma redução de 2,74% em comparação aos 364.989 hectares de 2023, segundo as informações do Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar.

De acordo com informativo, ainda assim, a produção estimada aumentou para 878.166 toneladas, uma alta de 50,39% em relação às 583.912 toneladas colhidas no ano anterior. Esse salto positivo deve-se, em parte, ao aumento de 3% na produtividade média, que passou de 2.402 kg/ha para 2.474 kg/ha.

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No entanto, a colheita enfrenta variações regionais significativas. Na região de Frederico Westphalen, 90% da área de aveia branca já foi colhida, com o restante em fase de maturação. Na área de Ijuí, a produtividade média tem se mantido pouco acima de 2.500 kg/ha, mas a qualidade do grão está abaixo do exigido para consumo humano. Em Passo Fundo, a produtividade está abaixo da média, em torno de 2.000 kg/ha, com 60% da área já colhida. Em Soledade, cerca de 80% da área foi colhida, com níveis produtivos considerados satisfatórios, embora temporais tenham causado acamamento das plantas, gerando perdas.

Os preços médios para a saca de 60 kg variam entre as regiões: R$ 60,00 em Ijuí, R$ 78,00 em Passo Fundo e R$ 69,00 em Frederico Westphalen.





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Proposta de redução da jornada de trabalho gera divisão no Plenário da Câmara



A proposta de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 têm gerado intensos debates no Plenário da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (12). A deputada Érika Hilton (SP), do PSOL, busca reunir 171 assinaturas para apresentar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que estabelece uma jornada de trabalho de quatro dias por semana, com três dias de descanso, limitando o tempo de trabalho a 36 horas semanais.

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A proposta foi defendida por parlamentares da base governista, como o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), que afirmou que a escala 6×1 é “muito pesada, injusta e explorativa”, destacando que o descanso e o lazer são fundamentais para o bem-estar dos trabalhadores. “A vida não é só o exercício pesado do trabalho, mas também o descanso”, completou Alencar.

Por outro lado, parlamentares da oposição criticaram a proposta, defendendo negociações diretas entre empregador e empregado. O deputado Luiz Lima (PL-RJ), por exemplo, sugeriu que a mudança na jornada deve ser discutida “caso a caso”, levando em consideração as diferentes realidades dos trabalhadores. Já o deputado Zé Trovão (PL-SC) chamou a proposta de “demagógica”, argumentando que ela poderia prejudicar o setor produtivo e a geração de empregos.

Outra proposta que já está em tramitação, a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), propõe a redução gradual da jornada semanal de 44 para 36 horas ao longo de dez anos. Essa proposta também gerou divergências, com alguns parlamentares apontando os possíveis impactos financeiros e previdenciários para o país.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, durante a COP29 no Azerbaijão, comentou a tendência mundial de redução de jornadas, destacando que é um tema relevante para a sociedade e o Congresso. “É uma tendência no mundo inteiro, impulsionada pelo avanço tecnológico”, afirmou o vice-presidente.

Com a tramitação de propostas conflitantes e uma ampla discussão no Congresso, a redução da jornada de trabalho continua a ser um tema divisivo no Brasil, com diferentes setores e parlamentares apresentando argumentos sobre os benefícios e desafios dessa mudança. A PEC de Érika Hilton ainda precisa de apoio para avançar nas discussões legislativas.



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Podcast: confira as notícias que afetam o mercado hoje


podcast PicPay diário econômico

Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que o Banco Central pode prolongar o ciclo de alta de juros diante das incertezas econômicas e da necessidade de manter uma política monetária confiável e alinhada com a disciplina fiscal. O mercado segue atento às tensões com o governo e às pressões externas.

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AgroNewsPolítica & Agro

Mato Grosso alcança novo recorde em exportação de carne bovina



A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense




Foto: Pixbay

As exportações de carne bovina de Mato Grosso registraram um novo recorde em outubro, com o maior volume mensal da história do estado, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Foram enviadas ao exterior 79,83 mil toneladas equivalente carcaça (TEC) durante o mês, consolidando um total acumulado de 628,84 mil TEC entre janeiro e outubro de 2024. Esse volume supera o recorde anterior, de 605,35 mil TEC, alcançado em 2022.

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Apesar do crescimento no volume exportado, a receita das exportações de 2024 apresentou queda de 20,6% em comparação a 2022. Essa retração é atribuída ao menor preço médio por tonelada, que foi de US$ 3.468,20 até agora. A China segue como o principal destino da carne bovina mato-grossense, representando 42,2% das exportações estaduais, seguida pelos Emirados Árabes Unidos (9,92%) e pelo Egito (5,02%).

O cenário de demanda aquecida pela proteína de Mato Grosso tem ajudado a absorver a alta oferta de animais no estado, contribuindo para a manutenção dos preços do boi gordo.





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AgroNewsPolítica & Agro

Chuvas elevam preço de hortaliças no MG


No entreposto de Contagem da CeasaMinas, o último monitoramento de preços, realizado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), revelou alta nos preços de diversas hortaliças durante as duas semanas analisadas, de 28 de outubro a 8 de novembro. Apenas o alho manteve seus preços estáveis, enquanto itens como batata, tomate, abóbora moranga, abobrinha italiana e quiabo apresentaram elevação, impulsionada principalmente pelas condições climáticas desfavoráveis em Minas Gerais.

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As fortes chuvas impactaram especialmente a batata, cuja colheita foi prejudicada, reduzindo a oferta e elevando os preços, que saltaram de R$3,47 para R$6,13/kg. O tomate também sofreu com o clima, resultando em preços mais altos devido à dificuldade de colheita e aumento do descarte de frutos. Já as quedas de preço foram verificadas para cebola, cenoura, chuchu e pimentão, com o clima favorecendo a produção de algumas dessas culturas.

Entre os destaques específicos:

Batata: Após queda inicial, o preço disparou, registrando alta acumulada de 76,9% entre as semanas, alcançando R$6,13/kg.

Tomate: A chuva intensificou a demanda, elevando o preço de R$2,17 para R$2,83/kg.

Cebola: Com produção favorecida pelo clima, o preço caiu 4,2%, chegando a R$1,92/kg.

Quiabo: A cotação do quiabo oscilou, fechando o período em alta com variação de 23,7%, custando R$13,05/kg.

Alho: Única hortaliça estável, com preço mantido a R$23,00/kg.





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AgroNewsPolítica & Agro

Brasil exportou 4,9 milhões de sacas de café em outubro


Mesmo com os gargalos logísticos que impossibilitaram o embarque de 2,1 milhões de sacas de 60 kg de café até o fim de setembro neste ano – veja aqui –, o Brasil registrou recorde mensal no volume exportado em outubro, com 4,926 milhões de sacas remetidas ao exterior, o que implica crescimento de 11,6% ante mesmo mês de 2023 e de 3,27% frente ao maior volume histórico anterior, em novembro de 2020 (4,770 milhões de sacas). Os dados são do relatório estatístico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).  

A um preço médio de US$ 282,80 por saca exportada, o valor obtido com as remessas cafeeiras do país ao exterior, em outubro, alcançou US$ 1,393 bilhão, recorde para um único mês em ambos os cenários. Na comparação com a receita cambial obtida em outubro de 2023, o crescimento é de 62,6%.

 

“Esse resultado de outubro foi, sem dúvida, muito bom para o comércio exportador de café do Brasil, pois demonstra o engajamento das empresas e de suas equipes de logísticas para consolidar seus embarques, buscando alternativas, como as exportações de cinco navios de break bulk, para honrar os compromissos com os clientes internacionais. Entretanto, é importante destacar que ainda há um grande volume de café parado nos portos e que os exportadores seguem enfrentando desafios logísticos para consolidarem seus embarques devido à continuidade dos elevados índices de atrasos de navios e rolagens de cargas”, destaca o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira.

 

De acordo com ele, o aumento na demanda por contêineres para a exportação de café, açúcar e algodão, somado à falta de infraestrutura portuária adequada para atender produtos conteinerizados, contribuiu para os elevados índices de atrasos dos navios e rolagens de cargas, impactando a gestão de gates e a lotação de pátios dos terminais.

 

“O Cecafé vem mantendo diálogo com os terminais portuários e demais entes do comércio exterior na expectativa de buscar apoio e esforços para o atendimento às cargas de café, mesmo diante de todos os desafios de pátio. Também mantemos conversas com os demais segmentos do agronegócio brasileiro para que possamos, juntos, reivindicar a ampliação dos investimentos em infraestrutura e ter maior celeridade nos processos junto às autoridades públicas, caso contrário os exportadores seguirão bancando, literalmente, o recorde exportado”, completa Ferreira.

 

Com o desempenho aferido em outubro, o Brasil elevou para 17,075 milhões de sacas o montante de café exportado no acumulado dos quatro primeiros meses do ano safra 2024/25, o que rendeu US$ 4,529 bilhões ao país. Na comparação com os desempenhos registrados entre julho e outubro de 2023, há crescimentos de 17,9% em volume e de 58,1% em receita cambial.

 

ANO CIVIL

De janeiro ao fim de outubro deste ano, as exportações brasileiras de café somam 41,456 milhões de sacas, volume histórico para o período e que representa um incremento de 35,1% em relação ao embarcado nos mesmos 10 meses do ano passado. A receita cambial de US$ 9,875 bilhões também é recorde no intervalo e implica alta de 53,8% na mesma comparação.

 

PRINCIPAIS DESTINOS

A Alemanha se colocou como o principal destino dos cafés do Brasil no acumulado de 2024. O país importou 6,640 milhões de sacas de janeiro a outubro, o que equivale a 23,9% de todas as exportações e significa crescimento de 77% na comparação com os 10 primeiros meses do ano passado.

 

Os Estados Unidos, com 23,4% de representatividade, adquiriram 6,522 milhões de sacas (+30,9%) e ocupam o segundo lugar no ranking. Na sequência, vêm Bélgica, com a importação de 3,618 milhões de sacas (+116,2%); Itália, com 3,330 milhões de sacas (+34%); e Japão, com 1,840 milhão de sacas (-1,6%).

 

Quando se analisam as exportações de café verde realizadas pelo Brasil a outros países produtores, o México lidera a tabela com a aquisição de 871.766 sacas do produto in natura, o que representa um aumento de 155,3% frente ao comprado de janeiro a outubro de 2023.

 

O Vietnã, segundo maior produtor do mundo, aparece na sequência, ampliando suas importações dos cafés verdes brasileiros para 607.233 sacas, com significativa elevação de 432,8% sobre o volume adquirido nos 10 primeiros meses do ano anterior. Destaca-se, ainda, a performance para a Índia, que ampliou em expressivos 1.356% suas compras dos cafés em grão do Brasil, para 225.936 sacas.

 

A observação das remessas ao exterior por blocos econômicos aponta que, com exceção ao Mercosul (-29,3%), os demais aumentaram a importação de todos os tipos de café do Brasil. A União Europeia, que responde por 48,1% dos embarques, lidera o ranking com a aquisição de 19,931 milhões de sacas, apresentando alta de 54,5%.

 

Na sequência, aparecem os países do Tratado de Associação Transpacífico (TPP), com 5,386 milhões de sacas (+39,8%); Oriente Médio, com 2,592 milhões de sacas (+24,7%); BRICS, com 2,173 milhões de sacas (+37,5%); Países Árabes, com 1,955 milhão de sacas (+43%); e Leste Europeu, com 1,608 milhão de sacas (+74,3%).

 

TIPOS DE CAFÉ

O café arábica, com a remessa de 30,201 milhões de sacas ao exterior entre janeiro e outubro, é a espécie mais exportada pelo Brasil. Esse volume é o maior da história para esse período de 10 meses, equivale a 72,9% do total e representa alta de 24,3% em relação ao mesmo intervalo no ano passado.

 

A espécie canéfora (conilon + robusta) vem na sequência e se coloca como o principal destaque dos embarques em 2024 ao registrar substancial crescimento de 140% frente a 2023, com o envio recorde de 7,894 milhões de sacas ao exterior. Assim, a representatividade da espécie chega a 19% das exportações gerais.

 

O segmento do café solúvel, com 3,322 milhões de sacas – avanço de 8,8% e 8% do total –, e o produto torrado e torrado e moído, com 38.303 sacas (-9,6% e 0,1% de representatividade), completam a lista.

 

CAFÉS DIFERENCIADOS

Os cafés que possuem qualidade superior ou certificados de práticas sustentáveis respondem por 17,9% das exportações totais brasileiras do produto entre janeiro e outubro de 2024, com a remessa de 7,402 milhões de sacas ao exterior. Esse volume é 42,8% maior do que o registrado nos 10 primeiros meses do ano passado.

 

O preço médio do produto foi de US$ 262,79 por saca, gerando uma receita cambial de US$ 1,945 bilhão, o que corresponde a 19,7% do obtido com os embarques totais de café de janeiro a outubro deste ano. No comparativo anual, o valor é 60,9% superior ao registrado nos mesmos 10 meses de 2023.

 

No ranking dos principais destinos dos cafés diferenciados, entre janeiro e outubro, os EUA estão na liderança, com a compra de 1,647 milhão de sacas, o equivalente a 22,3% do total desse tipo de produto exportado.

 

Fechando o top 5, aparecem Alemanha, com 1,403 milhão de sacas e representatividade de 18,9%; Bélgica, com 833.348 sacas (11,3%); Holanda (Países Baixos), com 525.138 sacas (7,1%); e Reino Unido, com 290.855 sacas (3,9%).

 

PORTOS

O Porto de Santos é o principal exportador dos cafés do Brasil entre janeiro e outubro de 2024, com 27,940 milhões de sacas, ou 67,4% do total. Na sequência, aparecem o complexo portuário do Rio de Janeiro, que responde por 28,1% dos embarques ao remeter 11,664 milhões de sacas ao exterior, e o Porto de Vitória (ES), que registrou o embarque de 465.311 sacas e teve representatividade de 1,1%.





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