domingo, agosto 2, 2026

News

News

Primeira-dama Janja xinga empresário Elon Musk, que responde à ofensa


O painel Cria G20, que busca conectar pautas da sociedade civil aos debates propostos no encontro do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo), foi palco de um momento inusitado neste sábado (16) quando a primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, foi convidada a falar e ofendeu o empresário norte-americano Elon Musk, que posteriormente respondeu em comentário no “X”, antigo Twitter, rede social da qual é o proprietário.

Entenda como foi

No discurso de improviso, ela falou dos desafios do governo federal em socorrer as vítimas das enchentes de maio deste ano no Rio Grande do Sul e, também, em combater a desinformação que surgiu à época. “Pessoas arriscaram a vida de pessoas”, considerou.

Ao ter a fala interrompida por um barulho agudo, aparentemente de microfonia, disse em tom de brincadeira que se tratava de Elon Musk tentando silenciá-la. “Não tenho medo de você! Inclusive, fuck you, Elon Musk”. A expressão em inglês é semelhante ao “vá se f…” do português.

Resposta de Musk

Elon Musk, Amazonia, Brasil, TwitterElon Musk, Amazonia, Brasil, Twitter
Elon Musk. Foto: Divulgação/SpaceX

Em comentário sobre o vídeo que retrata o ocorrido, Musk respondeu com emojis de gargalhadas e disse que o atual governo perderá a próxima eleição.

Como pano de fundo do xingamento de Janja está o fato da rede social “X” ser frequentemente acusada de disseminar notícias falsas indiscrimidamante.

“A gente falou da regulamentação das redes sociais, das plataformas. Sempre tenho falado que não é uma questão local, se a gente não fizer essa discussão de uma forma global, a gente não vai conseguir vencer. Não adianta ter leis no Brasil – e sabemos que está difícil de acontecer, a gente sabe todos os empecilhos – se a gente não discutir essa questão de forma global”, disse a primeira-dama.

No final de 2023, Janja teve sua conta do X kackeada por alguém que passou a publicar ofensas machistas contra ela, bem como menções ao escândalo do mensalão e aos ministros do Superior Tribunal Federal (STF). A primeira-dama possui cerca de 1,2 milhões de seguidores na rede social.

Elon Musk foi recentemente anunciado como chefe do novo Departamento de Eficiência Governamental do governo de Donald Trump, que se inicia em janeiro de 2025.

O empresário foi no período de campanha um dos maiores apoiadores e financiadores do presidente recém-eleito.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Criptoativos ganham espaço no agronegócio brasileiro



Parceria quer investir no setor



A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente
A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente – Foto: Pixabay

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) firmou, na quarta-feira (13), um acordo de cooperação técnica com a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), fortalecendo a integração do agronegócio brasileiro ao mercado financeiro. A parceria inclui a realização de ações educacionais, estudos conjuntos e seminários sobre temas como Fiagro, crowdfunding, certificados e criptoativos, como bitcoin, criptomoedas e tokens digitais. A iniciativa também busca capacitar os servidores da CVM em questões relacionadas ao setor agropecuário, ampliando o diálogo entre as áreas.

A relação entre o agronegócio e as tecnologias financeiras tem avançado rapidamente, especialmente com o uso de blockchain e tokens digitais. Essa tecnologia oferece aos produtores rurais uma alternativa para acessar crédito, muitas vezes difícil em instituições tradicionais. Por meio de tokens lastreados em commodities agrícolas, investidores podem financiar a produção e, em troca, receber ativos digitais vinculados à colheita futura, garantindo transparência e eficiência. O acordo com a SNA reforça o potencial de inovação no setor, sob a regulação da CVM, que garante segurança jurídica a essas operações.

O movimento acompanha tendências do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), que desde 2020 explora o uso do blockchain. Em 2022, o MAPA chegou a buscar consultores especializados em criptomoedas para apoiar projetos futuros, sinalizando o interesse crescente do setor público em novas tecnologias financeiras.

“A aprovação dessa parceria com a SNA representa um passo importante para fortalecer a conexão entre o agronegócio e o mercado de capitais. Com o crescente interesse do setor em acessar novas fontes de financiamento, é essencial que avancemos em estudos e pesquisas que possibilitem políticas e normas mais adequadas às necessidades específicas do agronegócio“, disse em nota da CVM o Superintendente de Securitização e Agronegócio da CVM, Bruno Gomes.

 





Source link

News

Preços do boi gordo ainda terão alta nesta semana? Analista responde


O mercado físico do boi gordo manteve a trajetória de preços aquecidos para a arroba ao longo da semana.

De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, o fator cambial, com a desvalorização do dólar frente ao real, contribuiu para que os frigoríficos permanecessem agressivos no mercado, cenário que reflete o instenso ritmo de embarques registrado nas últimas semanas.

Conforme ele, o ambiente de negócios ainda sugere pela alta das cotações no curto prazo, considerando a atual posição das escalas de abate, bastante apertadas neste momento, posicionadas entre quatro e cinco dias úteis na média nacional.

Preços médios da arroba do boi

Os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do país estavam assim no dia 14 de novembro (véspera do feriado):
  • São Paulo (Capital): R$ 339,42, alta de 2,8% frente aos R$ 330 registrados na semana passada
  • Goiás (Goiânia): R$ 331,43, avanço de 3,5% perante os R$ 320 praticados na última semana
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 329,41, aumento de 2,9% em relação aos R$ 320 da semana passada
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 325,68 a arroba, alta de 1,7% contra os R$ 320 da semana anterior
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ R$ 314,59, estável frente à última semana
  • Rondônia (Vilhena): R$ 305, inalterado frente à semana passada

Mercado atacadista

carne bovina - exportaçõescarne bovina - exportações
Foto: Wenderson Araujo/CNA

O mercado atacadista, por sua vez, apresentou preços acomodados no decorrer da semana. Contudo, o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação no curto prazo, em linha com a boa demanda ao longo da primeira quinzena do mês.

Iglesias ressalta que a carne de frango tende a ganhar competitividade no restante da temporada, consequência do baixo poder de compra da população brasileira para a aquisição de cortes bovinos.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 24,00 por quilo, estável frente à semana passada. O quarto do dianteiro foi cotado a R$ 19,50 por quilo, também inalterado frente à última semana.

Exportações de carne

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 354,554 milhões em novembro (6 dias úteis), com média diária de US$ 59,092 milhões, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A quantidade total exportada pelo país chegou a 73,522 mil toneladas, com média diária de 12,253 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.822,40.

Em relação a novembro de 2023, houve alta de 36,9% no valor médio diário da exportação, ganho de 30,4% na quantidade média diária exportada e avanço de 5,0% no preço médio.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Custo de alimentação para pecuária cresce


O Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP) apontou R$ 14,90 no Centro-Oeste em outubro de 2024, marcando uma alta expressiva de 10,13% em relação a setembro. No Sudeste, o índice ficou em R$ 11,89, com leve alta de 0,25%. O aumento reflete o aquecimento da pecuária de corte, impulsionado pela demanda internacional por proteína animal e a valorização do preço da arroba. A elevação nos custos de nutrição está diretamente relacionada à intensificação do confinamento e à alta nos preços de insumos como milho, Ureia e soja.  

No Centro-Oeste, o custo médio da tonelada de matéria seca para a dieta de terminação subiu 9,62%, atingindo R$ 1.114,78. Já no Sudeste, a mesma dieta custou R$ 1.120,82, com alta de 6,38%. Apesar da estabilidade no ICAP geral no Sudeste, as maiores pressões vieram de insumos como núcleos minerais (+31,30%) e caroço de algodão (+8,46%). Em contrapartida, as dietas de adaptação e crescimento tiveram leves quedas, segurando o índice na região.  

A longo prazo, o aumento no custo da engorda tem pressionado margens, especialmente no Centro-Oeste, que registrou uma alta de 5,67% nos custos comparado a outubro de 2023. No Sudeste, houve redução de 2,67%, favorecendo a lucratividade. Estimativas indicam custos de R$ 218,66 e R$ 188,74 por arroba produzida, respectivamente, para as duas regiões, permitindo lucros de até R$ 980 por cabeça no Sudeste.  

Com a alta demanda e os custos em elevação, o pecuarista precisa manter eficiência na produção e buscar bonificações junto aos frigoríficos, como o diferencial do Boi China, que oferece até R$ 7,50 a mais por arroba. A gestão rigorosa dos custos será essencial para manter a lucratividade em um cenário de desafios e oportunidades.  

 





Source link

News

Navio à vela transportará 600 toneladas de café verde e sementes de cacau para a França


O Porto de São Sebastião, no litoral de São Paulo, inicia nesta semana o carregamento de cerca de 600 toneladas de café a serem transportadas até a França por um navio sustentável, movido a vela e energia eólica.

O produto saiu de uma fazenda em Mococa, no interior paulista, e levará três semanas para chegar ao porto de Le Havre.

O carregamento prevê a exportação de 700 pallets com 14 sacas de café em cada um deles, totalizando 9,8 mil sacas. Além disso, também serão embarcadas algumas sacas contendo semente de cacau brasileiro para a indústria europeia de chocolates.

Primeira viagem

É a primeira viagem do veleiro-cargueiro Artemis, que saiu diretamente do estaleiro onde foi fabricado, no Vietnã, para São Sebastião. A proposta é realizar a operação da forma mais sustentável possível, desde a produção até o transporte.

Por isso a escolha do Porto de São Sebastião para o transporte do café. O local é administrado pela Companhia Docas de São Sebastião, vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), e possui o selo verde.

A decisão também levou em conta as condições facilitadas de operação, como a profundidade do canal de navegação, e até as características da região, com a beleza natural das praias da cidade e da vizinha Ilhabela.

Características do navio

Porto de São SebastiãoPorto de São Sebastião
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

O veleiro possui um conjunto de velas que ocupam um total de 3.000 metros quadrados de área. O mastro principal tem 65 metros de altura. Além disso, joysticks operam o veleiro direto da cabine de comando.

O vento também gera energia eólica com o movimento das velas. Essa energia limpa é armazenada em baterias e alimenta toda a operação do navio, como painéis, equipamentos e iluminação.

Apenas em casos extremos, quando não há vento suficiente, a embarcação utiliza motor a combustão. Já a carga de café é rastreada, o que permite aos compradores saber como foi o processo de plantio e colheita da carga.

“Essa é uma operação extremamente significativa e que reforça o crescimento do Porto de São Sebastião, que vem batendo recordes de movimentação de cargas. É relevante também realizar o transporte de um produto tão simbólico para o estado de São Paulo e para o Brasil, ainda mais em um formato sustentável”, disse o diretor-presidente da Docas de São Sebastião, Ernesto Sampaio.

Porto não movimentava café há décadas

Em setembro de 2024, o Porto de São Sebastião realizou a primeira operação de café para exportação depois de mais de 60 anos sem movimentações deste tipo.

Mais de 8 mil toneladas de café verde produzidos em Minas Gerais e São Paulo foram embarcadas com destino à Alemanha. A última operação do setor cafeeiro feita no Porto de São Sebastião havia ocorrido na década de 1960.

Rafael Moura, diretor de Logística da FTS Par, que controla a Seaforte (empresa operadora da carga de café), considerou essa operação histórica.

“Falamos de uma carga especial, que é o café brasileiro, e também o nosso cacau 100% rastreável, tudo dentro de uma cadeia sustentável, desde o plantio, cultivo e a colheita, até este momento em que a carga seguirá seu destino à Europa, em um transporte marítimo que reduz a emissão de gases poluentes.”

*Sob supervisão de Victor Faverin


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

News

Café raro extraído das fezes do jacu ultrapassa os R$ 30 mil por saca



Com uma plumagem preta e porte médio, a ave jacuaçu, popularmente conhecida como jacu, nem sempre foi bem-vinda nas lavouras de café.

Isso porque ela se alimenta dos grãos maduros, atrapalhando o rendimento da colheita. No entanto, de ameaça, a ave tem se tornado uma aliada e responsável pela produção de um dos cafés mais caros do Brasil, o café do jacu.

No sítio Pico do Boné, no município de Araponga, em Minas Gerais, a presença do pássaro é constante e motivo de satisfação para a cafeicultora Kátia Belo Martins, pois sinaliza que já está na hora da colheita e também haverá uma boa quantidade de grãos do suave e exótico café do jacu.

Ela conta que a ave não era bem-vinda na propriedade, mas mudou de ideia após conhecer a importância do pássaro como dispersor de sementes, contribuindo para a regeneração florestal, e também sobre o alto valor dos grãos que são retirados das fezes dele.

“Aqui tem muito jacu e a gente viu que, ao invés de espantar e vê-lo como inimigo, decidimos transformá-lo em aliado”, relata.

Café do jacu

A colheita dos grãos do café do jacu é feita manualmente e de forma cuidadosa, afinal é preciso procurar no chão onde estão as fezes da ave. É dessas fezes, parecidas com o tradicional doce “pé de moleque”, que se retiram os valiosos grãos de café.

Assim, todas as tardes, Kátia conta com a ajuda da mãe, da irmã ou do namorado para recolher os excrementos da ave.

Após recolhidas, as fezes passam por um processo de secagem para a retirada dos grãos de café, que em seguida são higienizados, secados, torrados, moídos e embalados.

Exótico e caro

Além de ser retirado das fezes de um pássaro, há outras características que fazem com que esse café seja considerado exótico e tenha alto valor agregado. O extensionista da Emater-MG Regivaldo Moreira Dias, explica que entre os fatores estão a qualidade dos grãos que o pássaro se alimenta, o processo de fermentação, a dificuldade de colheita e a baixa produção.

Dias informa que o pássaro se alimenta dos melhores grãos de café, garantindo uma boa qualidade final. Além disso, o processo de fermentação já ocorre no animal.

“O sistema digestivo do jacu só vai processar a casca e a polpa do café, que é a mucilagem. Então o grão fica praticamente intacto, mas ele já passou por uma fermentação natural que confere a esse grão características sensoriais muito superiores ao café comum”, explica.

Segundo Kátia Martins, a colheita exige um olhar atento e a produção é pequena, mas todo esforço vale a pena, pois a lista de espera para a compra do Penélope Majestosa (uma homenagem ao nome científico do jacu) é grande.

A comercialização, por enquanto, é feita apenas no país. O valor da saca (60kg) pode chegar a incríveis R$ 34 mil e o pacote de 150 gramas custa R$ 125.

O extensionista da Emater-MG ressalta a importância do pássaro para o setor cafeeiro. “O jacu não é um vilão. Na verdade, ele é um aliado, pois não está comendo o café, mas sim processando e produzindo um produto de melhor qualidade”, afirma.


Saiba em primeira mão informações sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo. Siga o Canal Rural no Google News.



Source link

News

Desmatamento cai 55% na Mata Atlântica no primeiro semestre


Dados do Sistema de Alertas de Desmatamento (SAD) Mata Atlântica indicam redução de 55% no desmatamento do bioma no primeiro semestre de 2024 em comparação com o mesmo período do ano anterior.

De janeiro a junho, foram desmatados 21.401 hectares, ante 47.896 em 2023, segundo levantamento divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com o MapBiomas.

Apesar da redução, a SOS Mata Atlântica avalia que o impacto do desmatamento permanece alarmante e inaceitável, especialmente neste bioma que é tão devastado e ameaçado.

Segundo a fundação, embora viável, a meta de zerar o desmatamento no bioma ainda é um desafio.

Ações de combate

A queda no desmatamento decorre, em grande parte, do fortalecimento da fiscalização, do corte de crédito para desmatadores ilegais e do uso de embargos remotos, que são restrições aplicadas a áreas desmatadas detectadas por monitoramento a distância, impedindo seu uso comercial.

“A redução do desmatamento é resultado do fortalecimento e da aplicação das políticas públicas ambientais brasileiras, principalmente a volta da fiscalização ambiental e o fortalecimento do Ministério do Meio Ambiente e do Ibama”, diz o diretor executivo da SOS Mata Atlântica, Luís Fernando Guedes Pinto.

O engenheiro agrônomo afirmou que os dados atuais representam um alívio temporário, mas ressaltou a necessidade contínua de vigilância e ação.

Nas áreas de encraves – fragmentos de vegetação nativa da Mata Atlântica localizados em limites com outros biomas como Cerrado, Caatinga e Pantanal, onde o desmatamento chamou a atenção ao longo do ano passado –, a redução chegou a 58%. Para Guedes Pinto, esta é uma ótima notícia.

“No ano passado, houve uma queda na região contínua de Mata Atlântica e aumento nos encraves, e este ano teve diminuição nessas duas regiões. Isso se deve também ao plano de combate ao desmatamento no Cerrado, a ações na Caatinga, a toda uma estratégia nacional de combate ao desmatamento”, acrescenta.

Desmatamento zero

O MapBiomas informa que restam 24% da cobertura florestal original da Mata Atlântica. A proporção está abaixo do limite mínimo aceitável para conservação da cobertura, que é, segundo estudo publicado na revista Science, de 30%.

Além disso, as florestas naturais estão restritas a espaços extremamente fragmentados – a maior parte não chega a 50 hectares – e, em 80% dos casos, estão em propriedades privadas.

Guedes Pinto lembra que, para o Brasil cumprir os compromissos firmados no Acordo de Paris, deve alcançar o desmatamento zero em todos os biomas até 2030.

Para o engenheiro agrônomo, a Mata Atlântica tem o potencial de ser o primeiro bioma brasileiro a alcançar essa meta. “Isso porque é onde o desmatamento é relativamente menor e é uma região com bastante governança”, disse.

Impunidade ao desmatamento

Ele observa que a impunidade diante dos crimes ambientais ainda é um enorme obstáculo para que tais metas sejam atingidas.

“O caminho possível é continuar a fiscalização e a aplicação dos mecanismos de comando e controle, que são as punições para a ilegalidade.”

Guedes Pinto destaca que é preciso afirmar a lei da Mata Atlântica politicamente, para órgãos federais, estaduais e municipais. “A última coisa são os incentivos econômicos para manter a floresta de pé e para a restauração”, afirma o engenheiro, que cita políticas públicas, como pagamento por serviços ambientais, além de instrumentos de mercado, como o mercado de carbono.

Queimadas criminosas

Brasil tem 22,38 milhões de hectares atingidos pelo fogo em nove mesesBrasil tem 22,38 milhões de hectares atingidos pelo fogo em nove meses
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

“As respostas das autoridades têm sido insuficientes, como vimos com relação às queimadas criminosas que este ano atingiram níveis assustadores”, ressalta a diretora de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, Malu Ribeiro.

Para ela, a falta de justiça quase uma década depois do dano ambiental decorrente do rompimento da barragem de minério em Mariana, Minas Gerais, é exemplo dessa negligência institucional.

Já Guedes Pinto aponta, ainda, o enorme impacto dos incêndios na Mata Atlântica. Segundo ele, a área de florestas queimadas foi maior do que o espaço desmatado no ano passado.

“A queimada não resulta no desmatamento, mas leva à degradação da floresta. Queimadas sucessivas podem acabar levando os pequenos fragmentos a desaparecer”, enfatiza.

As queimadas têm grande impacto sobre a biodiversidade, na emissão de gás de efeito estufa, além de degradar a floresta.

“Ela pode entrar em uma rota inclusive de morte. Por isso, é preciso proteger as áreas que foram impactadas pelas queimadas, observar como vão reagir para se recuperar. O impacto [imediato] é menor que o do desmatamento, mas, no médio e longo prazos, pode ser até parecido.”



Source link

News

Você viu? Mais de 8 mil litros de azeite adulterado são apreendidos em operação


Um total de 1.692 galões de azeite, o equivalente a mais de oito mil litros do produto, foram apreendidos em operação da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES). Essa foi uma das notícias mais lidas do Canal Rural nessa semana.

A ação ocorreu por meio da Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), em conjunto com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), na última quinta-feira (7).

As amostras foram recolhidas para análise por suspeita de se tratar de óleo misto porque o fabricante (da marca ANNA) não tinha autorização para comercializar o alimento.

“Esses galões foram apreendidos em uma fiscalização conjunta, pois a marca não tinha autorização para vender azeite e o produto, provavelmente, é um óleo misto. Em 2019, a mesma marca já havia sido flagrada realizando a adulteração de azeite, colocando óleo misturado em garrafas de azeite e vendendo o produto no mercado capixaba”, afirmou o titular da Decon, delegado Eduardo Passamani.

Distribuição em restaurantes

A operação identificou que o azeite adulterado, comercializado em galões de 5 litros, vendidos em distribuidoras, foi distribuído principalmente para bares, restaurantes, lanchonetes e hotéis.

De acordo com a investigação, esses estabelecimentos abasteciam os pequenos frascos de azeite utilizados nas mesas dos consumidores. No entanto, os clientes estavam consumindo óleo de qualidade inferior sem saber.

“Esse produto, que era comercializado de forma irregular, chegou a passar por mais de 800 estabelecimentos comerciais no estado”, ressaltou Passamani. Em relação à questão criminal, o delegado explicou que os administradores da empresa responsável pelo produto adulterado responderão por crime contra a relação de consumo.

“Os administradores da empresa respondem por crime contra a relação de consumo, com pena de 2 a 5 anos, por terem produzido um produto fora das normas. O material apreendido está sendo analisado para confirmar se realmente se trata de óleo misto. Se for confirmado, a empresa só deve ter mudado a embalagem e aumentado o preço para obter lucro, mas os responsáveis serão responsabilizados criminalmente”, disse o delegado.

Análise do azeite

azeite Anna apreendido pela Polícia Cicil do Espírito Santo
Foto: Divulgação PCES

A análise das amostras do azeite apreendido já foi encaminhada ao Ministério da Agricultura, que verificará se o produto apresenta riscos à saúde do consumidor. “A princípio, esse produto não é prejudicial à saúde, mas não tem as mesmas propriedades nutricionais do azeite. Se consumido em grandes quantidades, pode causar efeitos negativos a longo prazo. No entanto, ele engana o consumidor”, completou Passamani.

O delegado também orientou os consumidores e donos de restaurantes sobre como identificar produtos irregulares. “Para os donos de restaurantes, principalmente quando adquirirem galões de 5 litros, a dica é verificar no site do Ministério da Agricultura e Pecuária se o produtor está autorizado a vender azeite”.

Caso não esteja, trata-se de um claro indicativo de irregularidade. “Além disso, sempre verifique o preço, a embalagem e a procedência do produto. Confira as informações do fabricante e desconfie de grandes disparidades nos valores. Quando o preço parece muito baixo, é bom desconfiar, porque, no fim, você pode estar comprando um produto de qualidade inferior por um preço alto”, frisou.

Em outubro, o Mapa divulgou uma lista com outras 11 marcas fraudulentas. Outras ainda estão sendo analisadas e assim que os resultados forem concluídos, uma nova lista será divulgada.

Orientações aos consumidores

A Decon orienta que o consumidor que adquiriu azeite das marcas apreendidas leve o produto até o estabelecimento comercial onde foi realizada a compra para que seja feita a troca. Caso o estabelecimento se recuse, o consumidor deve procurar a delegacia para registrar o fato.

Em caso de dúvidas sobre a veracidade da fabricação, a população pode procurar os sites do Procon ou Mapa para consultar se essa marca está cadastrada ou para denunciá-la.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o azeite é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, atrás apenas do pescado.

Veja as orientações do Mapa para não ser enganado:

  • Desconfie sempre de preços abaixo da média;
  • Se possível, verifique se a empresa está registrada no Mapa;
  • Confira a lista de produtos irregulares já apreendidos em ações do Ministério;
  • Não compre azeite a granel;
  • Se atente à data de validade e aos ingredientes contidos;
  • Opte por produtos com a data de envase mais recente.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Milho fecha em queda em Chicago



Estoques dos EUA são revisados pelo USDA




Foto: Pixabay

Segundo a análise semanal da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema), as cotações do milho encerraram a semana em queda na Bolsa de Chicago, após apresentarem alta nos dias anteriores. O bushel para o primeiro mês cotado fechou a quinta-feira (14) em US$ 4,19, abaixo dos US$ 4,27 registrados na semana anterior.

O mais recente relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 8 de novembro, revelou uma redução na produção de milho nos EUA para a safra 2024/25. A projeção caiu de 386,1 milhões para 384,6 milhões de toneladas. Com isso, os estoques finais americanos foram ajustados para 49,2 milhões de toneladas, ante os 50,8 milhões estimados no mês anterior.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

No entanto, a produção global de milho foi elevada para 1,219 bilhão de toneladas, um aumento de dois milhões em relação ao relatório de outubro. Apesar disso, os estoques finais globais também sofreram redução, passando de 306,5 milhões para 304,1 milhões de toneladas. As estimativas para a produção no Brasil e na Argentina foram mantidas em 127 milhões e 51 milhões de toneladas, respectivamente.

O preço médio pago aos produtores americanos para a safra 2024/25 permaneceu em US$ 4,10/bushel, valores ainda significativamente inferiores aos registrados nos dois anos anteriores: US$ 4,55 em 2023/24 e US$ 6,54 em 2022/23. A colheita de milho nos Estados Unidos avançou rapidamente, atingindo 95% da área plantada até o dia 10 de novembro. O ritmo é superior à média histórica, que é de 84% para o mesmo período, conforme a análise do Ceema.





Source link

News

Escritórios Verdes da JBS passam a atender produtores de grãos


Os Escritórios Verdes, iniciativa da JBS, será ampliada. Desde 2021, o programa fornece assistência técnica gratuita e serviços de extensão a fazendeiros que desejam melhorar o desempenho ambiental, com práticas sustentáveis e mais produtividade.

Agora, um novo formato entra em testes: a ação chega ao Maranhão e, também, entre produtores de grãos.

O anúncio foi feito pela diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil, Liège Correia, nesta sexta-feira, durante a COP29, em Baku, no Azerbaijão, no painel “Alimentando o próximo bilhão: um modelo para construir sistemas alimentares resilientes ao clima no sul global”.

Recuperação de áreas degradadas

A executiva abordou ainda a necessidade de pensar a agricultura, a pecuária e a floresta de forma sistêmica, para produzir mais nas áreas existentes e promover a recuperação de áreas degradadas.

Segundo ela, a partir desse panorama, o Brasil tem aptidão para produzir muito mais, com as áreas já disponíveis para a atividade. “Temos a oportunidade no país de compensar as deficiências de produção, seja por conta da mudança climática ou produtividade das áreas, aumentando a produção nas mesmas áreas”, disse.

A regularização ambiental de propriedades rurais e o maior acesso à ciência e tecnologia para os produtores foram outros pontos abordados no painel.

“Quando a agroindústria assumiu o compromisso público para diminuição do desmatamento, o setor passou pela lógica de bloqueio de fornecedores irregulares. Porém, as empresas entenderam que o ciclo contínuo de bloqueio não terminaria de forma sustentável”, resumiu.

Desde 2021, os Escritórios Verdes possibilitaram que 13 mil propriedades rurais fossem regularizadas, além de 5 mil hectares direcionados para recuperação florestal.

Agricultura regenerativa

A executiva explicou que o programa Escritórios Verdes, fisicamente em 20 unidades da JBS e, mais recentemente, na versão virtual, que permite atendimento em todo o Brasil, vai além da regularização ambiental da propriedade rural.

Isso porque propicia acesso a tecnologias, informações e conhecimentos de gestão para os produtores em harmonia com o conceito de agricultura regenerativa, que promove a preservação dos recursos naturais.

De acordo com Liège, na questão climática, é preciso avançar com urgência no acesso do agricultor, principalmente o pequeno que se dedica à pecuária, a financiamentos que permitam um fôlego econômico para uma atividade mais sustentável.

“Para o produtor rural, o curto prazo é o Pix na conta hoje, para produzir amanhã”, afirmou a diretora, que citou como uma possibilidade promissora a remuneração das unidades de preservação.



Source link