O mercado físico do boi gordo voltou a negócios acima da referência média em vários estados. Para a consultoria Safras & Mercado, a expectativa é de continuidade do movimento de alta.
“No entanto, o que se percebe é que a alta dos preços tem se tornado menos explosiva, em especial na Região Norte do Brasil. Os frigoríficos na maior parte do país ainda convivem com escalas de abate encurtadas, posicionadas entre quatro e seis dias úteis a depender da praça”, avalia o analista da empresa Fernando Henrique Iglesias.
Segundo ele, as exportações ainda são expressivas na atual temporada, o que também tem justificado as valorizações da arroba.
Preços médios do boi gordo
São Paulo: R$ 347
Goiás: R$ 342,14
Minas Gerais: R$ 333,53
Mato Grosso do Sul: R$ 327,05
Mato Grosso: R$ 330,20
Mercado atacadista
O mercado atacadista apresenta preços firmes no decorrer desta terça-feira, e o ambiente de negócios ainda sugere pela elevação dos preços no curto prazo.
“Novembro possui uma característica diferente, com a entrada do décimo terceiro salário mantendo o consumo aquecido em todo o mês. O grande limitador para continuidade deste movimento está justamente no poder de compra da população brasileira, que tende a optar por proteínas mais acessíveis que causem menor impacto na renda familiar”, assinalou Iglesias.
O quarto traseiro foi precificado a R$ 26,00 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 19,50 por quilo. A ponta de agulha segue no patamar de R$ 19,00 por quilo.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,31%, sendo negociado a R$ 5,7666 para venda e a R$ 5,7646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,7472 e a máxima de R$ 5,7962.
Ao participar da abertura oficial da Feicorte 2024, em Presidente Prudente, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, destacou que o estado é o maior exportador do agronegócio brasileiro.
De acordo com ele, atrás da cana, o setor carnes ocupa o segundo lugar nos embarques, tendo grande importância para a economia.
Assim, Freitas disse que a partir do status de livre de febre aftosa sem vacinação, São Paulo agora estabelecerá um projeto de lei que cria um fundo de defesa estadual de sanidade animal.
O governador diz que a ideia é criar um fundo compensatório que vai ajudar o produtor quando ele tiver algum problema sanitário. “A segurança jurídica para isso virá do diálogo entre o setor público e o setor produtivo”, informa.
Freitas elencou ainda a importância da regularização fundiária empreendida pelo estado, com a concessão de inúmeros títulos de terras aos produtores, para o crescimento do agronegócio brasileiro.
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Uma das novidades é o conceito “7 dias – 7 temas” – Foto: Andav
A Agritechnica 2025, maior feira mundial de máquinas agrícolas, acontecerá de 9 a 15 de novembro em Hanover, Alemanha. Com o tema “Touch Smart Efficiency”, o evento, organizado pela DLG (Sociedade Alemã de Agricultura), destacará sistemas agrícolas inovadores que utilizam tecnologias digitais para aumentar eficiência, sustentabilidade e produtividade. As inscrições para expositores começaram em 18 de novembro, oferecendo espaços em áreas como robótica, startups e pesquisa científica.
Uma das novidades é o conceito “7 dias – 7 temas”, que organiza as atividades da feira para diferentes públicos. O Digital Farm Center, apresentado pela FarmRobotix, será o ponto central de tecnologias como drones, automação e agricultura de precisão. Além disso, o Campus Científico apresentará pesquisas acadêmicas, enquanto o Dealer Centre será um espaço exclusivo para concessionários, ideal para networking e troca de ideias sobre novas tendências do mercado.
A última edição da Agritechnica contou com 2.776 expositores de 52 países e atraiu mais de 473 mil visitantes de 149 nações. Reconhecida como referência no setor, a feira foi avaliada positivamente por 90% do público. A edição 2025 continuará promovendo soluções práticas e interativas, como o programa “Workshop Live”, com demonstrações ao vivo de manutenção e otimização de máquinas agrícolas.
Empresas interessadas podem se inscrever pelo site oficial do evento, que também traz informações detalhadas sobre áreas como o Drive Experience, onde visitantes poderão testar tecnologias de propulsão alternativa. A Agritechnica 2025 promete ser uma oportunidade imperdível para inovação e avanços no agronegócio global.
O mercado brasileiro de soja teve um dia de preços mais baixos nesta terça-feira (19). Embora houvesse reporte de preços firmes a partir da indústria, os volumes negociados foram pequenos. Nos portos, o movimento foi praticamente estagnado. As cotações caíram, seguindo a tendência de queda observada na Bolsa de Chicago.
Além disso, a fraqueza do mercado interno reflete a oferta limitada de produto, o que leva algumas praças a apresentarem preços mais vantajosos, com boas oportunidades de negócio. No entanto, no geral, a falta de intenção de compra e as indicações de preços estão limitadas.
Cotações por região
Passo Fundo (RS): A saca caiu de R$ 134,00 para R$ 132,00
Missões (RS): O preço recuou de R$ 133,00 para R$ 131,00
Porto de Rio Grande (RS): A cotação passou de R$ 143,00 para R$ 141,00
Cascavel (PR): A saca caiu de R$ 137,00 para R$ 136,00
Porto de Paranaguá (PR): O preço caiu de R$ 143,00 para R$ 142,00
Rondonópolis (MT): O preço diminuiu de R$ 153,00 para R$ 150,00.
Dourados (MS): A saca passou de R$ 140,00 para R$ 139,00
Rio Verde (GO): A cotação caiu de R$ 134,00 para R$ 131,00
Recorde previsto
O mercado também segue pressionado pela perspectiva de uma grande oferta global, especialmente com a safra recorde que se aproxima no Brasil. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) projetou números recordes para o complexo da soja em 2025, com a produção de soja atingindo 167,7 milhões de toneladas, o esmagamento a 57 milhões de toneladas, e as exportações a 104,1 milhões de toneladas de grãos.
Além disso, o mercado lida com incertezas políticas, como a possibilidade de uma nova guerra comercial entre os EUA e a China, o que pode redirecionar a demanda de soja para o Brasil, principal fornecedor mundial da commodity.
A soja em Chicago
Os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira em baixa. A pressão no mercado internacional continua devido à perspectiva de uma ampla oferta global, especialmente pela safra recorde que o Brasil deve colher. A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE) projetou números recordes para o complexo da soja em 2025, com a produção de soja a 167,7 milhões de toneladas, o esmagamento atingindo 57 milhões de toneladas e as exportações com 104,1 milhões de toneladas.
Contratos futuros da soja
Os contratos de soja em grão com entrega em janeiro caíram 11,25 centavos de dólar, ou 1,11%, fechando a US$ 9,98 1/2 por bushel. A posição de março teve uma perda de 10,50 centavos, ou 1,03%, e fechou a US$ 10,08 1/2 por bushel. Já nos subprodutos da soja, o farelo teve alta de US$ 1,70, ou 0,58%, fechando a US$ 288,60 por tonelada. Por outro lado, o óleo de soja, com vencimento em dezembro, fechou com baixa de 0,68 centavo, ou 1,49%, sendo cotado a 44,84 centavos por libra-peso.
No cenário cambial, o dólar comercial encerrou o dia com alta de 0,31%, negociado a R$ 5,7666 para venda e R$ 5,7646 para compra. Durante o dia, a moeda oscilou entre a mínima de R$ 5,7472 e a máxima de R$ 5,7962.
Uma área de exploração mineral com volume estimado de 245 milhões de toneladas de minério diamantífero, será leiloada pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). As informações sobre o leilão foram divulgadas pelo órgão governamental nesta segunda-feira (18).
De acordo com o SGB, o depósito de Diamantes de Santo Inácio está localizado no município de Gentio do Ouro, na Chapada Diamantina, distante 612 km de Salvador (BA).
Foto: Divulgação/ SGB
O Projeto Diamante de Santo Inácio, do programa Patrimônio Mineral do SGB, envolve cinco áreas de mineração, totalizando 2.400 hectares, o equivalente a 3.429 campos de futebol.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, estudos recentes apontam que os recursos de diamante têm teor de 0,58 cpht, totalizando 1,8 milhão de quilates.
Foto: Divulgação/ SGB
Para o diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira, o leilão do depósito de diamantes de Santo Inácio, representa uma oportunidade de negócio promissora.
“Situado em uma região com histórico de produção diamantífera, o projeto agrega valor ao território por meio da avaliação detalhada do depósito, regulamentação adequada e parcerias estratégicas voltadas para atrair investimentos iniciais”, destacou.
O leilão
O SGB informou que podem participar do leilão empresas brasileiras ou estrangeiras, entidades de previdência complementar e fundos de investimento, isoladamente ou em consórcio.
O certame será formalizado por meio de contrato de Promessa de Cessão de Direitos Minerários, a ser assinado após o leilão, pelos representantes da organização ou entidade vencedora.
O evento ocorre no dia 27 de novembro, a partir das 9h, na sala Plenária da ANM, em Brasília, contando com o apoio do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) da Presidência da República.
O cronograma completo pode ser acessado no site da empresa pública.
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A segunda quinzena de novembro trará chuvas para várias regiões do Brasil, especialmente no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte. As precipitações têm um papel importante para o desenvolvimento das lavouras da soja, com a umidade do solo favorecendo o crescimento saudável das plantações.
De acordo com o Climatempo, neste início de semana, uma frente fria avança pela costa da Região Sul. Já na quarta-feira (20) essa frente fria se desloca para São Paulo, e entre quinta e sexta-feira (21-22 de novembro), seguirá pela costa do Sudeste, chegando até o Espírito Santo.
Sul do Brasil
A primeira parte da semana será marcada por chuvas fortes no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com alertas para temporais e riscos de ventos e raios. A previsão é de que os acumulados possam ultrapassar os 80 mm em algumas áreas, favorecendo a umidade do solo e o bom desenvolvimento das lavouras de soja.
No entanto, essa chuva também é importante para as áreas centrais do Rio Grande do Sul, que ainda necessitam de mais precipitações para otimizar o desempenho das lavoura.
Centro-oeste e sudeste
A partir de quarta-feira, 20 de novembro, uma frente fria começa a se deslocar para o Sudeste, afetando principalmente São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Essas chuvas são muito importantes para a agricultura, especialmente para o Centro-Oeste, onde as condições de umidade do solo já são favoráveis, com destaque para Mato Grosso e Goiás. desenvolvimento ideal da cultura.
Entre quinta e sexta-feira, 21 e 22 de novembro, o fluxo de umidade da Amazônia ajudará a aumentar a precipitação sobre a região Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mato Grosso do Sul e Paraná também serão afetados por essas chuvas, com os acumulados podendo ultrapassar 80 mm, o que é essencial para o bom desenvolvimento da soja.
Minas Gerais e Matopiba
Minas Gerais e as áreas centrais do Matopiba devem experimentar um aumento constante da umidade no solo, com chuvas benéficas para a implantação da safra de soja 2024. As chuvas em boa parte dessas regiões são positivas para o bom crescimento das lavouras, com volumes em torno de 50 a 80 mm em algumas áreas. A previsão é de que as condições climáticas continuem favoráveis, contribuindo para um desenvolvimento sólido da safra de soja.
Já no Pará, as chuvas mais intensas são esperadas para o sul do estado nos próximos 5 dias, com acumulados de 30 a 40 mm. Na próxima semana as chuvas devem atingir o norte do estado, incluindo cidades como Santarém e Paragominas, com volumes de precipitação variando entre 50 e 80 mm.
A reportagem “Incêndios em São Paulo” (assista abaixo), exibida pelo Canal Rural em setembro de 2024, foi indicada como finalista da 17ª edição do Prêmio Prêmio Abag/RP de Jornalismo “José Hamilton Ribeiro”.
Concorrendo na modalidade Grande Reportagem/Especial da categoria Profissional, a matéria da repórter Luiza Cardoso mostra os prejuízos causados a produtores rurais do interior paulista pelos incêndios provocados pelas ondas de calor e pela seca prolongada que atingiram o estado neste ano.
Foram afetados pelas chamas cultivos de cana-de-açúcar, seringais, pastagens e até áreas de preservação permanente.
Criado em 2008 pela Associação Brasileira do Agronegócio da Região de Ribeirão Preto, o prêmio Abag/RP de Jornalismo homenageia José Hamilton Ribeiro, um dos mais reverenciados jornalistas brasileiros contemporâneos.
O objetivo da premiação é o de incentivar e reconhecer a divulgação de assuntos relacionados ao agronegócio regional e nacional, nas categorias Profissional e Jovem Talento, voltada a estudantes.
Os vencedores da 17ª edição serão divulgados em evento a ser realizado em 29 de dezembro, em Ribeirão Preto (SP).
As boas notícias no setor de micro e pequenos negócios começaram a chegar. De acordo com pesquisa do Sebrae e dados da Receita Federal, divulgada neste mês, o Brasil mantém ritmo de crescimento para novos negócios.
Neste ano, o país alcançou a marca de mais de 3,7 milhões de novas empresas abertas, das quais cerca de 96% (3,5 milhões) são pequenos negócios, incluindo microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte (MPEs). Em 2023, foram registrados 3,93 milhões de CNPJs (sendo 3,77 milhões de MPEs).
Segundo a pesquisa, todos os estados apresentaram crescimento na abertura de empresas. No ranking, São Paulo lidera, com um aumento de 13,4% no número de novos negócios, seguido por Sergipe, com expansão de 12,6%, e Santa Catarina, com o acréscimo de 11%.
Das atividades pesquisadas em novos negócios, todas têm relação com o empreendedorismo rural, seja dentro ou fora da porteira, como comércio, serviços e indústria de transformação.
Confira o ranking dos principais estados e atividades impulsionadas:
As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram em outubro US$ 14,27 bilhões, informou o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em nota.
O valor é recorde para o mês e 6,2% superior ao obtido em igual período do ano passado, o equivalente a um aumento de US$ 840 milhões ante os US$ 13,43 bilhões registrados um ano antes.
Assim, o setor representou 48,4% dos embarques totais do país no último mês, em comparação com 45,2% de outubro de 2023.
Quantidade de produtos exportados
O resultado positivo da balança comercial foi impulsionado, em grande parte, pelo aumento do volume exportado, de 3,7%, e da alta do índice de preços dos produtos embarcados, de 2,5%, disse o ministério.
“Se olharmos para a quantidade de produtos exportados, o Brasil só vem aumentando. Se observarmos os dados de janeiro a setembro de 2024, nossas exportações caíram 0,2%, mas, com os dados até outubro e com o crescimento de 6,2% que tivemos, já revertemos a tendência e, hoje, de janeiro a outubro, o agro está crescendo 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado”, ressaltou o secretário da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua. “O nosso agronegócio representa basicamente metade de tudo o que o Brasil exporta”, pontuou.
De acordo com nota técnica da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI) da pasta, os principais produtos exportados no último mês foram:
Complexo soja
Carnes
Complexo sucroalcooleiro
Produtos florestais
Café
Cereais
Farinhas e preparações
Juntos, representaram 82,7% de tudo o que foi exportado pelo agronegócio brasileiro no último mês, equivalente a US$ 11,80 bilhões em receita.
Commodities com maior desempenho
Foto: Wenderson Araujo/CNA
O desempenho das exportações do agronegócio de outubro foi puxado pelo aumento no volume embarcado de açúcar de cana em bruto (+1 milhão de toneladas), farelo de soja (+452,56 mil toneladas), celulose (+423,43 mil toneladas) e carnes (+190,67 mil toneladas), destacou o ministério.
Em relação ao valor exportado, houve incremento na receita gerada pela exportação de vários produtos, tais como:
Carnes (+38,6%, somando US$ 2,62 bilhões);
Açúcar (+14,5%, no total de US$ 1,763 bilhão); e
Café (+61,1%, para US$ 1,397 bilhão)
Essas commodities compensaram a queda na receita das exportações do complexo soja (-22,8%, para US$ 3,031 bilhões) e de milho (-33,5%, para US$ 1,250 bilhão).
O ministério ressaltou, ainda, o crescimento no valor exportado de suco de laranja, algodão não cardado nem penteado, bovinos vivos, feijões secos e óleo essencial de laranja.
“Estes produtos foram responsáveis por uma expansão de US$ 362,01 milhões nas exportações de outubro de 2024 em comparação com outubro de 2023”, afirmou a pasta.
Destinos dos produtos brasileiros
Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro em outubro, seguida por Estados Unidos e Alemanha.
Contudo, os embarques brasileiros à China caíram 28,5% em outubro, com as vendas externas recuando para US$ 3,50 bilhões, o equivalente a US$ 1,39 bilhão a menos exportado para os asiáticos. A queda nas vendas reduziu a participação do país de 36,4% para 24,5% em um ano.
“A queda nas exportações de soja em grãos (-US$ 1,06 bilhão) e milho (-US$ 730,73 milhões) explicam a redução das vendas à China. Em compensação, houve incremento nas exportações de outros produtos:
Carne bovina in natura (US$ 723,24 milhões; +32,0%);
Celulose (US$ 609,53 milhões; +120,0%); e
Açúcar de cana bruto (US$ 182,42 milhões; +74,5%)
Importações brasileiras
Em outubro, o país desembolsou o valor recorde de US$ 1,771 bilhão com a importação de produtos agropecuários, aumento de 29% ante igual mês de 2023.
Os principais produtos agropecuários importados pelo Brasil no último mês foram:
Trigo (US$ 136,77 milhões; +68,9%);
Papel (US$ 92,64 milhões; +24,4%);
Malte (US$ 87,05 milhões; -2,9%);
Salmões (US$ 80,90 milhões; +16,2%);
Azeite de oliva (US$ 57,77 milhões; -1,3%);
Arroz (US$ 57,57 milhões; +7,7%);
Leite em pó (US$ 55,29 milhões; -4,0%);
Vinho (US$ 52,59 milhões; +6,1%);
Óleo de palma (US$ 50,35 milhões; +133,6%)
Exportações e importações ao longo do ano
De janeiro a outubro, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 140,02 bilhões, crescimento de 0,3% ante igual período do ano passado.
“Esse recorde foi fortemente influenciado pela elevação do volume embarcado, que subiu 6,6%. Por outro lado, o índice de preços registrou queda de 5,9%, o que reduziu a possibilidade de se atingir um valor ainda mais expressivo nas exportações”, observou a secretaria.
Já a participação do agronegócio nas exportações brasileiras recuou levemente de 49,3% nos dez meses de 2023 para 49,2% no acumulado até outubro deste ano.
Juntos, complexo soja (US$ 50,33 bilhões), carnes (US$ 21,49 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 16,60 bilhões), produtos florestais (US$ 14,30 bilhões) e café (US$ 9,75 bilhões) representaram 80,3% das vendas externas do setor entre janeiro e outubro de 2024.
As importações de produtos agropecuários cresceram 17,2% nos dez meses do ano em relação a igual período do ano anterior, para US$ 16,241 bilhões, equivalente a 7,3% do total internalizado pelo país no período.
Em contrapartida, o valor desembolsado com a internalização de insumos utilizados na produção agropecuária diminuiu na comparação anual, somando US$ 11,39 bilhões (-6,5%) de importações de fertilizantes e US$ 4,39 bilhões (-4,6%) de importações de defensivos.
O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 123,776 bilhões, abaixo dos US$ 125,754 bilhões de igual período de 2023.
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Um dos destaques dessa colaboração é o lançamento da plataforma HortiView – Foto: Pixabay
A Orbia Netafim, líder em agricultura de precisão, e a Bayer anunciaram hoje a ampliação de sua parceria estratégica, com foco em novas soluções digitais para produtores de frutas e hortaliças. A iniciativa visa simplificar a coleta de dados primários e gerar recomendações personalizadas para maximizar a produção agrícola e otimizar recursos, reduzindo impactos ambientais.
Um dos destaques dessa colaboração é o lançamento da plataforma HortiView, desenvolvida pela Bayer, que facilita a coleta e o compartilhamento de dados na produção de frutas e vegetais. A plataforma conecta produtores a serviços agronômicos integrados, permitindo decisões baseadas em dados e acesso a mercados. Paralelamente, a Orbia Netafim está integrando insights de irrigação ao HortiView, com recomendações sob medida para cada produtor, considerando os dados fornecidos. Essa integração será expandida para incluir o GrowSphere™, sistema operacional que combina irrigação, proteção de culturas e fertirrigação.
De acordo com Chris Pienaar, líder da divisão de soluções digitais da Bayer, “as ferramentas digitais em horticultura geralmente não funcionam de forma integrada, dificultando o uso dos próprios dados pelos agricultores. Nossa parceria resolve esses problemas, oferecendo recomendações específicas para cada ambiente e cultura.”
A colaboração entre Bayer e Orbia Netafim reflete um histórico de projetos conjuntos, como a iniciativa Better Life Farming e o apoio ao Farm2Fork na Europa. Juntas, as empresas reforçam o compromisso com soluções sustentáveis e conectividade digital, enfrentando desafios como mudanças climáticas e custos crescentes, enquanto promovem eficiência operacional e segurança alimentar global.