quinta-feira, julho 30, 2026

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Brasil passará a exportar produtos suínos a país do Sudeste Asiático



O Brasil recebeu autorização sanitária para a exportação de produtos suínos, especificamente mesentério e papada congelados – insumos utilizados na produção de embutidos e alimentos processados – para as Filipinas.

O país do Sudeste Asiático se tornou, neste ano, o maior mercado para a carne de porco brasileira.

Para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a recente abertura agrega produtos especialmente valorizados em mercados asiáticos, o que “fortalece a confiança mútua e contribu para o incremento dos volumes exportados pelo Brasil”.

Além dessa nova autorização, outros três mercados foram abertos nas Filipinas neste ano: alevinos de tilápia, produtos de reciclagem animal e peixes ornamentais.

Com esse último anúncio de produtos suínos, o agronegócio brasileiro alcança a marca de 205 novos mercados abertos em 2024, totalizando 283 aberturas em 62 países desde o início de 2023.



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polícia combate esquema de falsificação de sementes de milho e soja



Na manhã desta quarta-feira (4), uma operação policial envolvendo cerca de 120 policiais civis e 15 agentes fiscais agropecuários foi deflagrada para combater o comércio de sementes falsificadas nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Bahia e Minas Gerais.

O esquema criminoso falsificava sementes de milho e soja, além de embalagens e documentos fiscais, lesando agricultores com produtos de baixa qualidade vendidos como sendo de alto rendimento.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de São Luiz Gonzaga (RS). Segundo o delegado Heleno dos Santos, a operação teve início após uma cooperativa local denunciar a fraude, que resultou na perda total da safra de produtores da região.

Os criminosos adquiriam grãos de baixo custo destinados à ração animal ou sementes danificadas em estados como Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Tocantins.

Esses grãos eram pintados para simular sementes de marcas renomadas e embalados em sacos falsificados, posteriormente revendidos a preços até 12 vezes superiores ao custo original.

De acordo com a investigação, os grãos, comprados por cerca de R$ 100 a saca, eram vendidos a até R$ 1.200 após a falsificação – um lucro ilícito de R$ 1.000 por saca.

Representantes comerciais e corretores atuavam na intermediação das vendas, enquanto pessoas jurídicas funcionavam como “laranjas” para distribuir as sementes falsificadas.

Logística e falsificação das sementes

A operação revelou que o esquema contava com o apoio de gráficas localizadas em São Paulo e na Bahia para falsificar embalagens. Escritórios de contabilidade e profissionais de computação gráfica, também alvos de buscas, eram responsáveis pela adulteração de documentos fiscais e agropecuários.

Os produtos falsificados eram transportados em caminhões da organização criminosa para estados como Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Ação conjunta

A operação contou com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e das Secretarias e Agências de Agricultura e Pecuária dos estados envolvidos.

As investigações continuam para identificar todos os responsáveis e dimensionar o impacto financeiro causado ao setor agrícola.



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Fiscais apreendem e destroem 3,4 toneladas de alimentos vencidos



A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) apreendeu 3,4 toneladas de alimentos irregulares na semana passada.

A operação ocorreu em um estabelecimento localizado na zona centro-sul de Manaus após uma denúncia anônima.

Entre os itens apreendidos estavam produtos lácteos e cárneos como queijo muçarela, presunto, mortadela e linguiça calabresa, que eram fatiados sem autorização e fiscalização estadual ou federal.

Além disso, as mercadorias também possuíam selos de inspeção falsificados e alguns estavam fora do prazo de validade.

Fatiamento irregular de alimentos

No local, servidores da Gerência de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Gipoa) flagraram nove funcionários fatiando e reembalando os produtos em um espaço improvisado dentro de uma câmara frigorífica desativada.

O dono do estabelecimento, que possuía alvará de funcionamento para venda de produtos no atacado, admitiu aos fiscais o fatiamento irregular e a falsificação do selo de inspeção, mas negou que os produtos vencidos seriam destinados ao consumidor final.

Segundo o fiscal agropecuário médico-veterinário Leonardo Assis, informações repassadas pelo proprietário indicam que eram manipulados entre 500 e 600 kg de produtos por dia.

Os agentes lacraram os equipamentos usados na ação ilegal e lavraram o auto de infração. O dono do estabelecimento tem o prazo de 30 dias para fazer sua defesa.

Os alimentos apreendidos foram levados a um aterro sanitário para a destruição. A Adaf também apreendeu 33,5 mil etiquetas falsificadas, que eram usadas na reembalagem dos produtos irregulares.



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Homens são presos em aeroporto de SP por contrabando de barbatana de tubarão



Dois homens foram presos na última terça-feira (3) no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, por contrabando de itens da fauna brasileira. A carga apreendida incluía 50 barbatanas de tubarão, 38 pepinos-do-mar, mais de 3 kg de bexigas natatórias de peixes e cerca de 1 kg de pescado seco.

A ação ocorreu após agentes da Polícia Federal (PF) identificarem materiais suspeitos nas bagagens dos passageiros por meio de raio-x. Durante a fiscalização, agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) confirmaram a presença dos itens ilegais.

Os homens alegaram que a carga era para consumo próprio e que seria levada para Hong Kong. No entanto, não apresentaram documentos que autorizassem o transporte internacional dos itens.

Espécies protegidas

Em nota, a PF destacou que os tubarões cujas barbatanas foram apreendidas pertencem a espécies listadas na Convenção sobre Comércio Internacional das Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (Cites).

A convenção proíbe o comércio internacional de espécies ameaçadas para proteger a fauna e flora em extinção.

Os suspeitos foram presos em flagrante e multados por contrabando e crimes ambientais. As mercadorias foram apreendidas, e a investigação segue para determinar a origem dos itens e possíveis conexões com redes internacionais de tráfico de fauna.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo



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Sistema de alertas de desastres da Defesa Civil entra em operação no Sul e no Sudeste



O novo sistema de alertas de desastres de grande perigo da Defesa Civil Nacional entrou em operação nesta quarta-feira (4) nos estados das regiões Sul e Sudeste.

O Defesa Civil Alerta utiliza a rede de telefonia celular para emitir alertas gratuitos, com mensagem de texto e aviso sonoro, suspendendo qualquer conteúdo em uso na tela do aparelho, incluindo os que estão no modo silencioso.

Os alertas são disparados para a população em área com cobertura de rede 4G ou 5G e com risco iminente para as seguintes situações:

  • Alagamentos;
  • Enxurradas;
  • Deslizamentos de terra;
  • Vendavais
  • Chuvas de granizo e outras situações de risco

O órgão destaca que as pessoas não precisam fazer cadastro prévio para receber as informações de autoproteção, ele será automático.

O conteúdo dos alertas é de responsabilidade da Defesas Civis de estados e municípios. Assim em uma determinada situação de previsão crítica de desastre, seja ele hidrológico, meteorológico, geológico, entre outros, esses órgãos poderão enviar o Defesa Civil Alerta para a população que estiver na área de risco potencial.

Redução de impactos

De acordo com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, o objetivo da tecnologia é complementar as outras ferramentas de alertas de emergência disponíveis para prevenção e diminuir os impactos causados por desastres, avisando e orientando as pessoas que estejam em localidades com risco iminente.

A ferramenta foi criada em parceria com o Ministério das Comunicações, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e quatro grandes operadoras de telefonia móvel (Algar, Claro, Tim e Vivo).

O Defesa Civil Alerta é para casos de desastres de grande perigo. Para os desastres de menor intensidade, com menor comprometimento da segurança das pessoas, os demais mecanismos, como SMS, TV por assinatura, WhatsApp e Google, permanecem vigentes.

Testes da ferramenta de alertas

No último fim de semana, um alerta demonstração foi enviado para 36 municípios do Rio Grande do Sul e, também, para a cidade de Belo Horizonte, Minas Gerais, como forma de mostrar a funcionalidade da ferramenta para a população. Em agosto deste ano, em projeto-piloto, o Defesa Civil Alerta foi testado em 11 municípios brasileiros durante 30 dias.

“Um mês após o início do projeto-piloto, a população das 11 cidades aprovou o novo sistema de envio de alertas da Defesa Civil Nacional. Em pesquisa realizada nos municípios, 87% das pessoas que responderam ao questionário sobre a novidade avaliaram a ferramenta de forma positiva”, informou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional.



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AgroNewsPolítica & Agro

Produtores gaúchos afetados por enchentes participam de feira no Paraná



A Feira Sabores do Paraná aconteceu até o dia 1º de dezembro em Curitiba




Foto: Divulgação

Dez agroindústrias familiares do Rio Grande do Sul estavam entre os 76 expositores da Feira Sabores do Paraná, que aconteceu até o último domingo (1º) no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A presença dos produtores gaúchos no evento foi o resultado de uma parceria entre o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) e a Emater-RS, com o objetivo de impulsionar a retomada econômica em regiões do estado atingidas por chuvas e enchentes no início do ano, conforme o informado pela Secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

De acordo com as informações divulgadas pela Secretaria de Agricultura, os produtores selecionados foram provenientes de cidades como Dois Lajeados, Farroupilha, Soledade, Vista Alegre, Ilópolis, Paraí, Venâncio Aires, Hulha Negra, Harmonia e Bento Gonçalves. A escolha foi conduzida pela Emater-RS e pela Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag).

A iniciativa busca não apenas promover a comercialização de produtos, mas também destacar a resiliência dos agricultores familiares gaúchos, que enfrentam desafios significativos após os desastres naturais.

Segundo a Seab, após um hiato de dez anos, a Feira Sabores do Paraná retornou ao calendário, reafirmando sua importância como vitrine para a agricultura familiar. Nesta edição, 66 agroindústrias de 46 municípios paranaenses se juntaram aos expositores gaúchos, promovendo produtos artesanais e destacando a qualidade da produção local. Além das oportunidades de comercialização, a feira proporcionou experiências gastronômicas e educativas. Um espaço dedicado à gastronomia oferece aulas-show de culinária, utilizando ingredientes dos expositores ou cultivares desenvolvidas pelo IDR-Paraná. A Feira Sabores do Paraná foi promovida pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), com execução do IDR-Paraná e apoio de entidades como Adapar, Sebrae/PR, Sistema Faep/Senar-PR e Fetaep.





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o produtor de soja que equilibra estratégia e sustentabilidade


Agrônomo formado pela Universidade Estadual de Londrina, o produtor da soja, Vanderlei José de Campos Jr. não teve dúvidas sobre qual caminho seguir: ele ‘pegou carona’ no caminho do pai e, desde cedo, sabia que a agricultura era sua vocação.

Após concluir seus estudos, o sojicultor de Cascavel, iniciou sua trajetória profissional como representante técnico em uma multinacional do setor agrícola, onde prestou assistência técnica a produtores rurais e chefiou o núcleo regional da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab).

Foto: Vanderlei José de Campos Jr

A visão empreendedora e o desejo de crescimento foram pilares que o levaram a expandir suas operações, adquirindo terras em diversos estados e, assim, iniciando sua jornada como produtor rural. Focado no plantio de soja, o objetivo do produtor sempre foi elevar a produtividade, ao mesmo tempo em que implementava inovações tecnológicas para tornar suas lavouras mais sustentáveis.

Atualmente, Vanderlei é reconhecido por seu manejo técnico e inovador. Em 2024, sua safra de soja no Paraná está se desenvolvendo de forma promissora. O plantio no Paraná foi finalizado em outubro e, de acordo com ele, as lavouras estão em excelente estado, resultado direto de práticas agrícolas bem estruturadas. “As condições estão ótimas, e isso se deve à adoção de práticas precisas”, afirma Vanderlei.

A base do seu sucesso está em estratégias bem definidas, como a adubação precisa, com base em análises detalhadas do solo, e o plantio cuidadoso, com uma distribuição equilibrada das sementes. Mas o verdadeiro diferencial de suas lavouras é o uso de produtos biológicos, nas adversidades Bradyrhizobium, Azospirillum, Pseudomonas fluorescens e Bacillus aryabhattai, aplicados no sulco de plantio. Esses insumos biológicos têm proporcionado excelentes resultados, aumentando a produtividade e tornando suas lavouras mais sustentáveis.

“Os resultados têm sido excepcionais, e continuarei investindo nessas práticas”, afirma Vanderlei, demonstrando plena confiança nas inovações que aplica. E ele não se limita a utilizá-las: também produz esses insumos em fábricas próprias localizadas em suas propriedades no Paraná e Goiás. Isso permite maior controle sobre a qualidade e eficiência dos insumos, além de reduzir a dependência de fornecedores externos.

Em um cenário agrícola cada vez mais competitivo, Vanderlei vê a tecnologia e a sustentabilidade como pilares fundamentais para o sucesso. Para ele, o futuro da agricultura depende de uma combinação equilibrada de conhecimento técnico e práticas sustentáveis, de modo a atender a crescente demanda por produtividade sem comprometer o meio ambiente.

Com a constante busca por soluções que aumentem a rentabilidade sem prejudicar a saúde do solo ou dos recursos naturais, Vanderlei segue investindo em tecnologias que atendem aos desafios da agricultura moderna. Sua visão é clara: a agricultura deve ser equilibrada, consciente e capaz de gerar resultados que beneficiem os produtores da soja.



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Broca da cana-de-açúcar pode elevar custo de processamento de etanol em 18%


As perdas causadas pela broca da cana-de-açúcar refletem diretamente nos custos de processamento industrial, com dispêndios de até 18%, dependendo do caso.

Essa é a conclusão de estudo realizado pelo Pecege Consultoria e Projetos em parceria com o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).

A pesquisa mostra que, em média, as unidades sucroenergéticas do Centro-Sul do país enfrentaram um aumento significativo nas despesas relacionadas à contaminação da matéria-prima e à menor eficiência fermentativa na cana processada.

Assim, essas alterações impactam especialmente a produção de açúcar e etanol, com custos ajustados em função da quantidade de produto gerado.

O levantamento mostra o custo agroindustrial em função da eficiência fermentativa e qualidade da cana por produto, ou seja, quanto maior o índice de infestação, menor a qualidade.

Perdas no processamento de açúcar e etanol

açúcaraçúcar
Foto: Embaixada dos Estados Unidos no Brasil

O estudo mostra que uma cana com 8,5% de comprometimento pela praga tem custo de processamento do açúcar branco 6% maior do que uma planta com zero infestação (R$ 231 contra R$ 218 por tonelada).

Contudo, na produção de etanol, o impacto é ainda mais expressivo ao se considerar o mesmo nível de infestação (8,5%). Neste caso, há custo de processamento de etanol 18% maior em comparação à lavoura sem broca (de R$ 285 contra R$ 235 por tonelada).

“Este levantamento reforça a relevância de compreender os danos causados pela praga e os impactos econômicos no setor sucroenergético. Os dados obtidos não apenas quantificam as perdas, mas também evidenciam a necessidade de estratégias mais eficazes de controle e mitigação”, destaca Haroldo Torres, do Pecege Projetos.

Já de acordo com o gerente de marketing do CTC, Ricardo Neme, o uso da tecnologia Bt na cana-de-açúcar apresenta eficácia de controle da broca da cana acima de 95%, reduzindo quase integralmente os danos causados pela praga tanto na área agrícola quanto no processamento industrial.

O estudo no íntegra pode ser acessado aqui.



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Itália quer mudanças no acordo Mercosul-UE



A Itália está exigindo alterações nas seções agrícolas do projeto de acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, afirmou o ministro das Relações Exteriores do país, Antonio Tajani, nesta quarta-feira (4).

O acordo propõe cotas de importação para produtos agrícolas de países do Mercosul, como Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, com isenção ou redução de tarifas. No entanto, agricultores da UE, principalmente franceses, se opõem ao tratado, argumentando que ele ampliaria os desafios econômicos já enfrentados pelo setor devido às importações baratas e regulamentações rigorosas.

Segundo a agência Reuters, Tajani declarou que, embora a Itália apoie o acordo, é necessário corrigir questões relacionadas à agricultura para proteger os interesses locais.

O ministro da Agricultura italiano, Francesco Lollobrigida, também expressou insatisfação, afirmando que o projeto atual é “inaceitável” e pediu que os países do Mercosul cumpram as mesmas normas da UE em relação a direitos trabalhistas e ambientais.

Apesar dessas preocupações, o acordo é defendido por países sul-americanos e encontra forte apoio de membros da UE, como Alemanha e Espanha.

Os líderes dos países do Mercosul devem se reunir no Uruguai nesta quinta-feira (5), e a expectativa é que o bloco possa aproveitar o evento para concluir as negociações do acordo, há muito tempo pendente.

Enquanto isso, a Itália continua pressionando por ajustes que equilibram as demandas agrícolas com os interesses industriais, buscando um consenso que beneficie ambas as partes.



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AgroNewsPolítica & Agro

levantamento analisa efeitos climáticos em 2024 e projeções para 2025


A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deu início, em 1º de dezembro, ao levantamento do fechamento da safra de café 2024 e às projeções para a safra de 2025. A pesquisa, que se estende até 14 de dezembro, tem como foco a coleta de informações para estimar a produção de café em todo o país, considerando os desafios enfrentados pelas lavouras devido às adversidades climáticas.

A Conab está conduzindo a pesquisa presencialmente nos principais estados produtores de café, como Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Goiás. Em contrapartida, a coleta será remota ou híbrida em Rondônia, Amazonas, Espírito Santo, Mato Grosso e Paraná, utilizando tecnologias para garantir a precisão dos dados. Essa abordagem permite alcançar uma visão abrangente e detalhada das condições de cultivo em diferentes regiões cafeeiras, ajustando-se às especificidades locais.

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Segundo a Conab, o levantamento ocorre em um ciclo de bienalidade positiva para o café arábica, caracterizado tradicionalmente por maior produtividade. Entretanto, fatores climáticos, como estiagens prolongadas, chuvas irregulares e altas temperaturas durante o desenvolvimento dos frutos, afetaram negativamente o desempenho das lavouras, frustrando as projeções iniciais para a safra de 2024. A Conab destaca que essa pesquisa é fundamental para avaliar os impactos climáticos na produção nacional e orientar o mercado, fornecendo informações estratégicas para o planejamento agrícola e a tomada de decisões no setor cafeeiro.

O último levantamento da Conab, divulgado em setembro, apontava uma produção de 54,8 milhões de sacas beneficiadas em 2024, uma queda de 0,5% em relação à safra anterior. A produtividade média foi de 28,8 sacas por hectare, representando uma redução de 1,9% frente ao ciclo passado, mesmo com um aumento de 1,4% na área em produção, que alcançou 1,9 milhão de hectares. Os dados obtidos durante esta pesquisa serão divulgados em janeiro de 2025. O 4º Levantamento da Safra de Café 2024 está programado para o dia 21, enquanto o 1º Levantamento da Safra de Café 2025 será apresentado no dia 28 do mesmo mês.





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