terça-feira, julho 28, 2026

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AgroNewsPolítica & Agro

Milho silagem: déficit hídrico compromete produtividade


O Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS destacou o avanço do cultivo de milho silagem no Rio Grande do Sul, com diferentes estágios de desenvolvimento e variações nas expectativas de produtividade entre as regiões.

O milho silagem plantado precocemente já se aproxima da maturação em várias localidades do Estado, enquanto nas regiões da Campanha e Fronteira Oeste, o plantio das cultivares de ciclo tardio foi iniciado. Em áreas afetadas pelo déficit hídrico registrado entre o final de outubro e meados de novembro, especialmente no Noroeste e Centro, as perdas de produtividade são consideradas irreversíveis. Por outro lado, nas regiões onde a umidade do solo se manteve adequada, há expectativa de uma safra superior à anterior.

A Emater/RS-Ascar projeta para a safra 2024/2025 um total de 357.311 hectares cultivados no Estado, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Campanha, o plantio segue avançando. As lavouras destinadas à produção de leite, que utilizam a silagem como principal fonte de alimento volumoso, recebem maior investimento. Em Aceguá, 60% dos 2.500 hectares previstos já foram semeados, enquanto Hulha Negra atingiu 55%. Apesar disso, há relatos de infestação por buva (Conyza sp.) e milhã (Digitaria sp.). Em Santana do Livramento, na Fronteira Oeste, a estimativa é de mil hectares cultivados, com 40% já implantados.

Em Erechim, produtores preparam as ensiladeiras para a colheita, que deve atingir produtividade média de 40 mil kg/ha, com comercialização a R$ 400,00 por tonelada.

Na região de Frederico Westphalen, 30% das lavouras estão em florescimento e 70% em enchimento de grãos, com expectativa média de 41 toneladas por hectare. Já em Pelotas, o plantio alcançou 55% da área prevista, com a maior parte das lavouras em estádio vegetativo. Em Santa Maria, o plantio precoce foi concluído, e mais de 50% das lavouras já estão em fase reprodutiva, embora poucas áreas estejam aptas para colheita.





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Acordo entre Mercosul e UE não cria livre comércio, diz ex-negociador


Com a experiência de ter participado dos primórdios da negociação do acordo de integração entre o Mercosul e a União Europeia (UE), o diplomata aposentado José Alfredo Graça Lima considera que não se deve falar em livre comércio. Ele pontua que há diferentes tipos de mercadoria que terão quotas de importação e exportação.

“Um acordo nessas bases não pode ser considerado como um livre comércio. O tratamento que é dado ao setor agrícola é diferente do tratamento que é dado para os bens industriais, para os quais, no caso da União Europeia, as tarifas já são bastante baixas”, acrescentou.

Ao mesmo tempo, ele manifesta ceticismo quanto à possibilidade de disseminação de produtos eletrônicos europeus pelo mercado brasileiro. “[Neste setor], a Europa é muito pouco competitiva na comparação com a China. Então, mesmo que esse acordo entre o Mercosul e a União Europeia se concretize, não deve haver grandes mudanças na oferta de produtos importados europeus no Brasil”.

Graça Lima ocupou, entre 1998 e 2002, o posto de Subsecretário-Geral para Assuntos de Integração, Econômicos e de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores. Na época, cabia a ele liderar as negociações comerciais bilaterais, plurilaterais, birregionais e multilaterais do Brasil e do Mercosul. As primeiras conversas com a UE se iniciaram em 1999.

Ao deixar o posto em 2002, Graça Lima foi designado representante permanente do Brasil nas comunidades europeias, ficando sediado em Bruxelas (Bélgica) por quatro anos. Dessa forma, ele continuou envolvido nas tratativas do acordo até 2006.

Atualmente, ele é vice-presidente do Conselho Curador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), um think tank independente criado para contribuir com a discussão da agenda internacional do país.

A conclusão do acordo entre o Mercosul e a UE foi anunciada nesta sexta-feira (6), após 25 nos de negociações que enfrentaram sucessivos entraves, envolvendo, por exemplo, questões ambientais e protecionismo agrícola.

O objetivo das tratativas era chegar a um consenso em torno de medidas para facilitar o acesso a mercados estratégicos, reduzindo barreiras tarifárias e criando um ambiente mais favorável para investimentos e trocas comerciais.

Anúncio do acordo

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Declaração à imprensa dos Presidentes dos Estados Partes do MercosulPresidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Declaração à imprensa dos Presidentes dos Estados Partes do Mercosul
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O anúncio ocorreu no Uruguai, durante a 65ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. Conforme divulgou o governo brasileiro, o Mercosul se comprometeu com uma ampla liberalização tarifária, afetando cestas de produtos de forma imediata ou linear ao longo de prazos que variam entre 4, 8, 10 e 15 anos.

Já a UE teria apresentado um escopo ainda mais abrangente. De acordo com o governo brasileiro, apenas uma parcela muito reduzida dos bens ficará sujeita a quotas ou outros tratamentos não tarifários.

Foram negociadas condições especiais para o setor automotivo. Os efeitos serão gradativos para os veículos eletrificados, movidos a hidrogênio e novas tecnologias, com prazos fixados em 18, 25 e 30 anos, respectivamente.

Regras específicas também foram definidas para outros bens, a exemplo dos minerais críticos, que são considerados fundamentais para a transição energética. O acordo permite que o Brasil aplique restrição às exportações desses minerais se julgar apropriado, mas a alíquota aplicável à UE deverá ser mais baixa do que a incidente sobre outros destinos.

Graça Lima vê pouca ambição em alguns mecanismos do acordo. “Eu diria que o resultado tem mais impactos do ponto de vista político-institucional do que do ponto de vista de acesso aos mercados. Não há ganhos espetaculares. Veja o tratamento dos automóveis, por exemplo. Eles só vão ser liberalizados em 18 anos. Tem elementos dentro do acordo que são muito pouco ambiciosos”.

Ratificação do acordo

Apesar das negociações terem sido encerradas, as medidas não entram em vigor de forma imediata. O acordo ainda precisa ser ratificado internamente pelo Congresso de cada nação do Mercosul.

Além disso, deve ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia, onde ele pode ser barrado por quatro países contrários que respondam por 35% ou mais da população do bloco. Não há prazo para a finalização desse processo. O governo francês já anunciou que trabalhará contra o acordo.

“Alguns países europeus capitaneados pela França nunca estiveram contentes com a proposta, por mais restritiva que ela seja. Nós não estamos falando de livre comércio. Nós estamos falando de comércio administrativo. Quando você tem quotas, você tem restrições quantitativas. E mesmo dentro das quotas, você tem tarifas”, avalia Graça Lima.

Ele explica que há uma pressão dos agricultores franceses, que temem não ter condições de oferecer preços minimamente competitivos diante da concorrência estrangeira. Nesse cenário, o diplomata aponta que há um incômodo político, social e eleitoral que desafia o governo do país europeu.

“Embora possa ter benefícios em relação aos produtos industriais, a França se opõe abertamente ao acordo por causa do comércio agrícola”.

De acordo com Graça Lima, é uma situação similar a 2019, quando as partes também anunciaram ter chegado a um texto conclusivo. No entanto, posteriormente, os países manifestaram resistência em avançar com o acordo.

Em meio ao aumento do desmatamento na Amazônia, os europeus passaram a alegar, por exemplo, que seriam necessários compromissos ambientais mais amplos por parte os integrantes do Mercosul. As discussões foram retomadas em 2023.

Segundo avaliou o presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, o novo acordo é “bem diferente” do anunciado em 2019. Ele afirmou que o governo anterior, liderado por Jair Bolsonaro, teria pactuado condições que seriam “inaceitáveis”.

“Conseguimos preservar nossos interesses em compras governamentais, o que nos permitirá implementar políticas públicas em áreas como saúde, agricultura familiar e ciência e tecnologia. Alongamos o calendário de abertura do nosso mercado automotivo, resguardando a capacidade de fomento do setor industrial. Criamos mecanismos para evitar a retirada unilateral de concessões alcançadas na mesa de negociação”, destacou Lula.

Para Graça Lima, será um desafio garantir que o acordo contribua para melhorar as condições de vida das populações mais pobres nos países do Mercosul.

“Um possível resultado pode ser a redução dos preços de queijos e vinhos que a França exporta para o Brasil e para os países do Mercosul. Mas em que isso beneficia o consumidor de baixa renda?”, questiona.



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Encontro de líderes rurais debate invasões de propriedades no Paraná



Mais de quatro mil produtores rurais de todas as regiões do Paraná participaram nesta sexta-feira (6) do 4º Encontro Estadual de Líderes Rurais, em Pinhais, município da Região Metropolitana de Curitiba.

O evento, promovido pelo Sistema Faep, que completa 60 anos em 2024, é reconhecido como o maior do Brasil na categoria de reunião de homens e mulheres do campo.

Entre os focos debatidos, a insegurança jurídica e as invasões de propriedades rurais que marcaram o estado este ano.

O presidente do Sindicato Rural de Maringá, José Antônio Borghi, ressaltou que 2024 foi muito desafiador para o Paraná.

“Foi um ano bastante sofrido. Nós entramos o ano com preços muito baixos e algumas regiões do Paraná, principalmente a noroeste, teve produção baixa, principalmente de grãos e isso afeta bastante. Agora, estamos de novo com uma nova lavoura implantada e o produtor vem carregando um endividamento muito grande de duas ou três safras frustradas”.

Segundo ele, o desequilíbrio fiscal e o dólar a R$ 6 também se somam ao pacote de desafios que o produtor rural do estado terá de enfrentar.

Defesa do direito às propriedade rurais

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, esteve presente e reforçou o papel dos representantes do setor no Congresso Nacional.

“Estamos melhorando a legislação, deixando-a mais impositiva, mais forte e mais responsável em relação a punibilidade desses invasores [de propriedades rurais]. Já aprovamos um projeto que não permite que invasores sejam beneficiados em programas sociais, fazendo com que essas pessoas, utilizadas como massa de manobra, principalmente pelo MST [Movimento Sem Terra] e outros movimentos não sejam usados para invadir propriedades”.

Participação feminina

O encontro foi marcado pela presença massiva do público feminino, cerca de 70% dos presentes. Nesse tom, o Sistema Faep comemora este ano a conquista de 100 comissões estaduais de mulheres, agregando mais de 3.100 integrantes em todas as regiões do estado.

“A gente viu que as mulheres querem participar, aprender, se engajar. A gente propôs o programa Sindicato Protagonista, que envolve mais ainda a comissão de mulheres com as diretorias e os sindicatos rurais. Assim, a mulherada está atrás de informação de capacitação”, diz a coordenadora da Comissão Estadual de Mulheres da Faep, Lisiane Czech.



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mercado de brócolis e couve-flor sofre impacto de menor procura



Brássicas enfrenta queda nas vendas e espera por chuvas




Foto: Pixabay

A produção de brássicas no Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (05) pela Emater/RS, apresenta bom desenvolvimento, mas enfrenta desafios com a redução no volume de vendas e a necessidade de chuvas para alcançar a produtividade esperada.

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Segundo o informativo, na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em Linha Nova, os produtores reportaram estabilidade nos preços praticados na Ceasa nas últimas semanas. Apesar disso, o volume de vendas diminuiu, preocupando os agricultores.

As condições climáticas, com boa luminosidade, têm favorecido o desenvolvimento das plantas, que apresentam estado geral satisfatório. Contudo, o retorno das chuvas é essencial para sustentar o potencial produtivo das culturas. Os preços médios registrados para as principais brássicas na Ceasa são:

  • Brócolis: entre R$ 15,00 e R$ 35,00 a dúzia.
  • Couve-flor: entre R$ 20,00 e R$ 50,00 a dúzia.
  • Couve folha: entre R$ 10,00 e R$ 35,00 a dúzia.
  • Repolho roxo: entre R$ 18,00 e R$ 50,00 a dúzia.
  • Repolho verde (unidade): de R$ 1,00 a R$ 2,20.





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Boi gordo já é negociado abaixo de R$ 300 na Região Norte; veja cotações no país



O mercado físico do boi gordo teve mais um dia marcado por queda nos preços da arroba, com as baixas mais acentuadas registradas nas regiões produtoras do Norte do país.

De acordo com a consultoria Safras & Mercado, as indústrias que atuam na região já realizam boa quantidade dos negócios abaixo dos R$ 300 a arroba.

“O avanço das escalas de abate sugere pela continuidade deste movimento no curto prazo. A saturação da demanda doméstica de carne bovina é outro elemento que justifica o recente comportamento das indústrias, com os preços no atacado já cravados em sua máxima histórica, com pouco espaço para reajustes”, disse o analista da empresa Fernando Henrique
Iglesias.

Preços médios do boi gordo

  • São Paulo: R$ 326,25
  • Goiás: R$ 316,43
  • Minas Gerais: R$ 315,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 322,84
  • Mato Grosso: R$ 304,47

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresenta preços firmes, mas a demanda doméstica realmente parece incapaz de absorver novos reajustes da carne bovina, com os preços no atacado ainda cravados em suas máximas históricas.

“O fato é que boa parcela da população vai priorizar o consumo de proteínas mais acessíveis, como a carne de frango, principalmente, mesmo em um mês de forte circulação monetária, como é dezembro”, disse Iglesias, lembrando do recebimento do 13º salário.

O quarto dianteiro permanece precificado a R$ 20,50, por quilo. Quarto traseiro permanece precificado a R$ 27, por quilo. Ponta de agulha permanece no patamar de R$ 19,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,58%, sendo negociado a R$ 6,0088 para venda e a R$ 6,0068 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9597 e a máxima de R$ 6,0357.



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Preços estáveis; veja como a soja se comportou



O mercado brasileiro da soja teve um dia calmo em termos de negócios. Poucos lotes foram movimentados nesta sexta-feira (6), apesar do dólar valorizado. Muitos agentes já estão fora do mercado. Os preços ficaram entre estáveis a mais altos no dia. No Mato Grosso, as cotações começam a se ajustar para a safra nova, mas ainda não há soja disponível para negociar.

Cotações no Brasil

  • Passo Fundo (RS): preço subiu de R$ 136,50 para R$ 138,00
  • Missões (RS): preço subiu de R$ 135,50 para R$ 137,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço subiu de R$ 143,00 para R$ 144,00
  • Cascavel (PR): preço aumentou de R$ 136,00 para R$ 137,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço subiu de R$ 142,00 para R$ 143,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 139,00 para R$ 136,00
  • Dourados (MS): preço manteve-se em R$ 138,00
  • Rio Verde (GO): preço estabilizou em R$ 138,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a sexta-feira com preços mistos. Na semana, a posição janeiro teve valorização de 0,4%.

O mercado iniciou o dia e permaneceu boa parte da sessão no território positivo, encontrando sustentação em sinais de demanda aquecida e em fatores técnicos. No entanto, ao longo do dia, os fundamentos prevaleceram e trouxeram pressão, com o bom desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deverá fazer apenas pequenos ajustes nas estimativas para os estoques mundiais e norte-americanos de soja no relatório de dezembro. Os dados do USDA serão divulgados na terça-feira, 10 de dezembro, às 14h.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em alta de 1,11%, sendo negociado a R$ 6,0758 para venda e a R$ 6,0738 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9834 e a máxima de R$ 6,0924. Na semana, a moeda teve valorização de 1,23%.



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Litro do mel a R$ 1,8 mil; polícia inicia operação para reprimir comércio ilegal de colmeias



A Polícia Federal deflagrou nessa quinta-feira (5) a Operação Zangão, com o objetivo de coibir a prática do comércio ilegal de colmeias e enxames de abelhas sem ferrão em Goiás.

Os oficiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Goiânia, onde apreenderam duas caixas de colmeias abandonadas pelos enxames de abelhas sem ferrão que nelas habitavam.

As investigações apuraram que o comércio se dava por meio de anúncios publicados na internet. Dependendo da raridade da espécie da abelha (a PF não divulgou o nome), o litro do mel pode chegar a valer R$ 1,8 mil e, um enxame de mesma espécie, de R$ 500 a R$ 700.

A aquisição, captura na natureza e/ou o comércio de colmeias, colônias e/ou enxames de abelhas sem ferrão, cujas espécies são ameaçadas de extinção, são práticas vedadas pela Resolução nº 496/2020 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), podendo caracterizar a ocorrência dos crimes de caça ilegal e de receptação.



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Investimento de R$ 180 milhões impulsiona Centro de Pesquisa em Indaiatuba/SP


A cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, se tornou sede do novo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPD-I), voltado exclusivamente para a agricultura . O projeto, que contou com investimento de R$ 180 milhões, visa atender de forma mais ágil às demandas dos produtores rurais, encurtando o tempo de desenvolvimento de tecnologias voltadas à realidade do campo brasileiro.

As instalações do CPD-I incluem escritórios, laboratórios, salas para calibração e manutenção, oficinas e impressoras 3D, além de uma ampla área de testes de campo com mais de 400 mil m². O centro tem como objetivo principal desenvolver tecnologias adaptadas às condições da agricultura tropical, considerando variáveis como tipos de solo, clima, conectividade e sistemas de produção. Inicialmente, 110 profissionais foram alocados para trabalhar na unidade, mas o número deverá crescer nos próximos anos.

Para Cristiano Correia, vice-presidente de Sistemas de Produção da companhia para a América Latina, o centro é uma oportunidade de criar soluções mais eficazes para atender às necessidades locais. “Sabemos que a agricultura tropical desempenha um papel essencial não só para o Brasil, mas também para o futuro do planeta. Por isso, vamos trabalhar para oferecer tecnologias que apoiem os produtores rurais e contribuam para sistemas de produção mais eficientes e sustentáveis”, destacou.

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O prefeito de Indaiatuba, Nilson Gaspar, reforçou o impacto positivo do projeto na cidade e para o setor agrícola. “Este centro de pesquisa é um motivo de orgulho, pois sabemos que os produtos que alimentarão milhões de pessoas serão desenvolvidos aqui. Além disso, o empreendimento trouxe desenvolvimento e contribuiu para a qualidade de vida do nosso município. Agradeço aos vereadores que ajudaram a tornar esse projeto realidade”, afirmou.

O secretário de Agricultura do Estado de São Paulo, Guilherme Piai, também destacou a relevância do CPD-I. “Os produtores são os verdadeiros heróis deste país. Este centro nos levará mais longe na agricultura tropical, trazendo soluções alinhadas à nossa realidade, como solos, clima e até mesmo a possibilidade de três safras por ano. Tenho certeza de que esse projeto será um divisor de águas para o agronegócio”, declarou.

As soluções desenvolvidas no centro atenderão às principais cadeias produtivas brasileiras, como grãos, cana-de-açúcar, algodão e cultivos especiais. Além disso, o espaço amplia a capacidade de realizar testes e ajustes localizados, reduzindo o tempo entre a criação de novas tecnologias e sua aplicação prática no campo.

* A jornalista viajou a convite da John Deere. 





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Abiove avaliará alterações na Moratória da Soja



Na próxima semana, a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) realizará uma reunião para discutir alterações na Moratória da Soja. A proposta é revisar a forma como a moratória é monitorada, passando de uma análise a nível de fazendas inteiras para uma avaliação mais detalhada por campo individual. Isso permitiria que os produtores escolhessem quais áreas de suas terras estariam em conformidade com os critérios estabelecidos.

Em resposta à discussão, a Abiove reafirmou seu compromisso com a defesa da Moratória da Amazônia, destacando que continua a buscar um equilíbrio entre as necessidades dos agricultores e as demandas do mercado, propondo ajustes ao modelo atual para aprimorar a fiscalização e a conformidade.

No mês passado, o estado de Mato Grosso se posicionou contra as empresas que aderem à moratória, aprovando uma lei estadual que retira incentivos fiscais de empresas que aplicam a Moratória da Soja ou firmam acordos comerciais que contrariem a legislação nacional, a Constituição Federal ou o Código Florestal Brasileiro.

A legislação de preservação ambiental no bioma amazônico exige que os proprietários de terras mantenham 80% de suas propriedades preservadas, com apenas 20% para o uso agrícola. A maioria dos produtores apoia a aplicação da lei, reconhecendo que o desmatamento ilegal não só prejudica o meio ambiente, mas também impacta a imagem do Brasil e a competitividade do agronegócio.



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Embrapa abre concurso público com 1.027 vagas e salários de até R$ 12,8 mil



A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) anunciou, nesta sexta-feira (6), um novo concurso público com 1.027 vagas para os cargos de assistente, técnico, analista e pesquisador. A organização ficará a cargo do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe).

As inscrições estarão abertas de 16 de dezembro de 2024 a 7 de janeiro de 2025 e podem ser feitas pelo site do Cebraspe. As provas objetivas e discursivas estão previstas para 23 de março de 2025, sendo realizadas em todas as capitais brasileiras e nas cidades onde a Embrapa possui unidades.

Salários-base

Os cargos têm remunerações atrativas, variando conforme o nível de escolaridade e a função:

  • Pesquisador – Classe B: R$ 12.814,61;
  • Analista – Classe B: R$ 10.921,33;
  • Técnico – Classe B: R$ 5.556,81;
  • Assistente – Classe C: R$ 2.186,19.

Vagas e áreas de atuação

As oportunidades abrangem 189 áreas e subáreas, alinhadas às demandas estratégicas da empresa. Os candidatos devem escolher a área desejada durante a inscrição e poderão ser alocados em qualquer unidade da Embrapa com vagas disponíveis.

A Embrapa possui uma sede em Brasília (DF) e 43 unidades descentralizadas distribuídas pelo Brasil.

Das 1.027 vagas oferecidas, 719 serão destinadas à ampla concorrência, 205 para pessoas pretas ou pardas (PPP) e 103 para pessoas com deficiência (PCD).

Exigências e etapas do processo seletivo

Os cargos disponíveis exigem diferentes níveis de escolaridade:

  • Pesquisador: formação mínima de mestrado;
  • Analista: curso superior completo;
  • Técnico: nível médio;
  • Assistente: nível fundamental incompleto.

O processo seletivo inclui etapas específicas para cada carreira, com avaliações objetivas e discursivas, além de análise curricular e outras etapas, dependendo do cargo escolhido.

Áreas de destaque

Além das áreas tradicionais, como advocacia, melhoramento genético e entomologia, o concurso oferece vagas em áreas emergentes, como biologia sintética, ciências ômicas, ciência de dados, nanotecnologia e governança sustentável (ESG).

Declarações das lideranças

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância do certame para renovar o quadro de funcionários da empresa. “Essa iniciativa reforça nosso compromisso com a renovação e a valorização de profissionais qualificados, alinhados à nossa missão de promover inovação e excelência”, afirmou.

Selma Beltrão, diretora de Administração, ressaltou a relevância do concurso, que acontece após 15 anos. “A realização do concurso da Embrapa vem repleta de expectativas de que, em breve, contaremos com mais profissionais e novos perfis que contribuam para os desafios atuais e futuros da empresa e para o necessário avanço da pesquisa agropecuária tropical”, disse.

Informações adicionais

Os interessados podem acessar o edital completo no site do Cebraspe. O certame representa uma oportunidade histórica para quem deseja ingressar em uma das instituições mais relevantes para a pesquisa agropecuária no Brasil.



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