terça-feira, julho 28, 2026

News

News

Resíduo do etanol será usado na produção de amônia e adubo


A Yara Brasil iniciou, em seu complexo industrial em Cubatão (SP), a produção de amônia renovável e, a partir deste insumo, de adubo nitrogenado com baixa pegada de baixo carbono. De acordo com o vice-presidente de marketing e agronomia da empresa, Guilherme Schmitz, a amônia renovável é produzida a partir do biometano – um biogás que substitui o gás natural, proveniente de fonte fóssil. “No processo industrial, há a substituição de um pelo outro, sem necessidade de mudança de estrutura na fábrica”, esclareceu.

O biogás será fornecido pela Raízen que produz o insumo em Piracicaba (SP), a partir da vinhaça – resíduo da fabricação de etanol de cana-de-açúcar -, e da torta de filtro, subproduto da produção de açúcar.

Segundo Schmitz, a amônia renovável será usada tanto na planta de Cubatão para produção de adubo nitrogenado, quanto comercializada para outras indústrias, não só do segmento de fertilizantes, já que a amônia tem várias aplicações. “Além da amônia renovável, vamos comercializar o fertilizante nitrogenado low carbon (baixo carbono) produzido a partir dela”, complementou.

Vista aérea da unidade Yara Fertilizantes Cubatão/SP
Foto: Yara Fertilizantes

A Yara Brasil produz, anualmente, 200 mil toneladas de amônia convencional, o que resulta em 400 mil toneladas de fertilizantes nitrogenados/ano. Para dar conta desse volume, são consumidos, diariamente, 700 mil metros cúbicos de gás natural. Quanto ao biometano, conforme o executivo, serão demandados inicialmente 20 mil metros cúbicos por dia, para se alcançar a produção anual de 6 mil toneladas de amônia renovável e 15 mil toneladas de fertilizante nitrogenado de baixo carbono.

“O suprimento de biometano que temos hoje servirá para converter 3% da nossa produção de fertilizante nitrogenado (em um adubo de baixo carbono)”, detalhou Schmitz.

Café e laranja

Conforme a demanda por ambos os produtos renováveis for sendo intensificada – na agricultura, a Yara aposta inicialmente nos setores de café e citros (com suco de laranja) -, a tendência é a de que a produção na planta de Cubatão seja aumentada. Schmitz reforça que não há necessidade de investimento em alteração da estrutura industrial para substituir o gás de origem fóssil pelo biometano. Ele comenta ainda que a companhia espera um aumento da demanda para que a produção ganhe escala e os custos tanto da amônia renovável quanto do fertilizante low carbon sejam reduzidos.

A partir da amônia renovável, a Yara descarboniza parte de sua operação e portfólio e, consequentemente, tem potencial para influenciar toda a cadeia que faz uso de fertilizantes nitrogenados com menor pegada de carbono e de soluções industriais. O presidente da Yara Brasil, Marcelo Altieri, destaca que, ao combinar a nova geração de fertilizantes com menor pegada de carbono ao conhecimento agronômico da companhia, será possível trazer “ainda mais valor para o agricultor – abrindo novos mercados e fontes de receita”, diz, e complementa: “Na cadeia do café, por exemplo, a expectativa é de uma redução de até 40% na pegada de carbono do grão colhido”.

Schmitz avaliou que políticas públicas que incentivem a produção de biocombustíveis também devem contribuir para aumentar a oferta de biometano no País. Ele disse ainda que, hoje, caso a Yara necessitasse substituir 100% do que usa de gás natural por biometano, “não haveria oferta suficiente disponível”. “Ainda é necessário haver ampliação desses projetos de biogás”, comenta. “Por isso precisamos de políticas públicas que estimulem a produção de biogás para que tenhamos uma agricultura mais verde.”



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Cenário positivo para o trigo



Para os produtores brasileiros, a recomendação é vender o trigo físico



Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se o mau estado das colheitas russas
Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se o mau estado das colheitas russas – Foto: Divulgação

De acordo com relatório da TF Agroeconômica, o cenário para o mercado de trigo apresenta perspectivas positivas, tanto no cenário internacional quanto no nacional. Problemas climáticos enfrentados por grandes produtores como Rússia e Austrália, além da baixa produção brasileira, devem impactar a oferta global e aumentar a necessidade de importação pelo Brasil, mesmo durante a colheita local. Apesar disso, os gráficos atuais não indicam alta imediata, com preços estáveis no Paraná e cotações em Chicago dentro de um canal de tendência.

Para os produtores brasileiros, a recomendação é vender o trigo físico agora e reinvestir parte do valor em contratos futuros na Bolsa de Chicago, utilizando entre 8% e 12% do montante total. Essa estratégia permitiria participar de possíveis altas no mercado enquanto garante liquidez no presente.

Entre os fatores que podem impulsionar os preços, destaca-se o mau estado das colheitas russas, com 38% das culturas de inverno em condições ruins, segundo a consultoria ProZerno. Na Austrália, chuvas intensas reduziram a qualidade de até 5 milhões de toneladas de trigo, destinadas agora à forragem. Já na União Europeia, o desempenho das exportações permanece fraco, com uma redução de 31% no volume embarcado em relação ao mesmo período de 2023. No Brasil, a safra apertada no Rio Grande do Sul está elevando os preços locais, que subiram 2,78% em relação ao final do ano passado.

Por outro lado, fatores de baixa incluem o desempenho das exportações americanas, abaixo da média necessária para atingir as metas do USDA, e a pressão dos baixos preços do trigo argentino sobre o mercado paranaense. No Paraná, os preços médios caíram para R$ 1.396,58/t, abaixo da linha psicológica de R$ 1.400/t, apesar de ainda estarem 10,92% acima dos níveis de 2023. Essa combinação de forças reforça a complexidade do mercado, exigindo estratégias bem planejadas por parte dos agentes.

 





Source link

News

Plantio de soja avança na Argentina; projeções são otimistas



O plantio de soja da safra 2024/25 segue avançando na Argentina, com o progresso variando conforme a região, informou a Bolsa de Cereais e Produtos de Bahía Blanca (BCP). O norte do país lidera a semeadura, com 40% da área já plantada, enquanto no centro o progresso atinge 30%. No sul, o ritmo é mais lento, com 20% das lavouras semeadas, especialmente na província de La Pampa, que concentra uma grande área destinada à soja.

Plantio de soja pelo país

Apesar das condições de solo em algumas regiões, com excesso de água retardando o plantio no centro, o avanço no plantio de soja para a safra 2024/25 é considerado um bom sinal para o setor agrícola da Argentina. O crescimento da atividade de semeadura sugere uma recuperação nas condições agrícolas do país, que enfrentou desafios nos últimos ciclos.

Em comparação com a safra anterior, o ritmo de plantio para a temporada 2024/25 mostra um avanço, embora modesto. No mesmo período da safra 2023/24, o plantio atingia 46% da área de 16,564 milhões de hectares. Este ano, a área destinada à soja foi ampliada para 17,914 milhões de hectares, e o progresso atual já superou o do ano passado, indicando que, apesar de desafios climáticos, o setor agrícola argentino está se recuperando e retomando uma trajetória positiva.



Source link

News

Homenagem ao líder do MST gera revolta de produtores e entidades do agro



A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou a concessão da medalha do mérito Farroupilha ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile.

A proposta é do deputado Adão Preto Filho, do PT. A homenagem é a condecoração máxima conferida pelo Poder Legislativo gaúcho e é destinada a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e cultural do estado.

Contudo, deputados da oposição, produtores rurais e entidades do setor agropecuário pretendem entregar nesta segunda-feira (9) um abaixo assinado, que já possui mais de 25 mil assinaturas, na Assembleia para cancelar a entrega da medalha.

“Para nós é uma afronta a maior honraria da Assembleia Legislativa, que é o Mérito Farroupilha, [ser entregue ao líder do MST]. Estamos com uma grande mobilização para que isso não aconteça, baseado na defesa do agricultor, na insegurança que as invasões de terra geram. Há poucos dias, em Pedras Altas, tivemos novas invasões e não pode um estado produtivo, um estado que depende da agricultura, estar homenageando um invasor de terra”, disse o presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do estado, o deputado Luciano Silveira.

FPA também repudia homenagem

Em nota publicada nesta segunda-feira, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) manifesta o seu total repudio à indicação da medalha a Stédile.

“Esta indicação fere gravemente a integridade da honraria e o princípio constitucional do direito à propriedade, representando uma afronta ao povo gaúcho, vítima de uma onda de invasões do movimento na semana passada, no município de Pedras Altas”.

O texto finaliza: “Homenagear alguém que motiva a desordem, promove a violência e ameaça a segurança de milhares de famílias dias após tomar a terra de pessoas na ‘mão grande’ mais se parece pano de fundo para uma série de ações orquestradas do movimento e que contraria os interesses da população do RS”.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Mercado de soja ganha fôlego em dezembro com alta do dólar



O dólar em alta aumenta a competitividade da oleaginosa brasileira




Foto: United Soybean Board

O mercado interno de soja registrou um movimento incomum de maior liquidez no início de dezembro, influenciado pela valorização do dólar frente ao real. Segundo informações do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), o dólar em alta aumenta a competitividade da oleaginosa brasileira no mercado internacional, estimulando a demanda tanto no mercado externo quanto no interno.

Esse cenário tem gerado uma disputa acirrada entre consumidores domésticos e compradores estrangeiros, o que manteve os preços da soja firmes no Brasil ao longo da última semana.

No entanto, o volume de negociações foi limitado, já que parte dos vendedores demonstra resistência em comercializar o remanescente da safra 2023/24 neste momento, preferindo postergar as vendas para o primeiro bimestre de 2025.





Source link

News

Produtor de soja terá acesso a créditos de carbono com o RenovaBio



Na última semana, o Senado aprovou o Projeto de Lei (PL 3149/2020) que altera a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio), que permite que os produtores de soja participem da comercialização dos créditos de carbono gerados pelas indústrias de biocombustíveis. A medida amplia as oportunidades para os agricultores, que poderão negociar diretamente com as empresas de biodiesel e etanol, obtendo prêmios sobre sua produção de soja, convertida em biocombustíveis.

Até então, os créditos de carbono eram um benefício exclusivo das indústrias. Agora, com a mudança, o produtor de soja, uma das principais matérias-primas do biodiesel, passa a ser reconhecido e recompensado por sua contribuição à descarbonização, promovendo a sustentabilidade da cadeia produtiva como um todo.

Avanço para o produtor de soja

A Aprosoja Brasil, por meio de negociações com as associações representativas das indústrias de óleos vegetais e etanol de milho, foi importante para garantir que o produtor fosse incluído nesta política ambiental. Para Fabrício Rosa, diretor executivo da Aprosoja Brasil, essa conquista representa um avanço para o setor, fortalecendo a relação entre a produção agrícola e as políticas de sustentabilidade.

O senador Efraim Filho (União – PB), relator da proposta, destacou a importância dessa vitória para o agronegócio e agradeceu o apoio da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que foi essencial para o avanço do texto. A aprovação da proposta representa uma nova oportunidade para os produtores de soja, que agora podem agregar valor à sua produção, contribuindo com a redução das emissões de carbono e gerando novas fontes de receita no crescente mercado de biocombustíveis.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Vendedores e compradores de milho recuam em dezembro



Cepea aponta resistência de vvendedores e queda nas negociações de milho




Foto: Nadia Borges

O mercado brasileiro de milho segue com negociações limitadas no início de dezembro, refletindo um cenário de baixa liquidez, conforme apontam pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). Enquanto compradores domésticos permanecem afastados do mercado spot, as exportações continuam em ritmo lento, assim como ocorreu ao longo de toda a atual temporada.

Apesar disso, vendedores também reduziram a oferta no mercado interno na última semana, o que contribuiu para uma leve reação nos preços do milho. Segundo o Cepea, os compradores mantêm o foco no clima favorável, que pode resultar em maior produção nos próximos meses, e na lentidão das exportações, que deve elevar os estoques de passagem. Por outro lado, os vendedores estão atentos ao desenvolvimento das lavouras da safra de verão e preferem aguardar melhores oportunidades.

Os pesquisadores destacam que essa retração no mercado físico é comum nesta época do ano. Além de muitos agentes já trabalharem com o produto estocado ou comprometido em negociações anteriores, questões fiscais também contribuem para a redução das comercializações do cereal.

 





Source link

News

à espera do USDA, Chicago reabre em alta



Nesta segunda-feira (9), os contratos futuros de soja em grão registraram alta na reabertura da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com os preços em alta após uma sessão marcada pela volatilidade. O otimismo no mercado é alimentado pela expectativa do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã.

A forte valorização do petróleo e a queda do dólar em relação a outras moedas, juntamente com a sólida demanda pela soja norte-americana, sustentam o avanço dos preços. O mercado especula sobre estoques americanos de 471 milhões de bushels para a safra 2024/25, levemente acima da previsão anterior de 470 milhões.

Já para o cenário global, as estimativas apontam para estoques finais de soja de 133 milhões de toneladas na temporada 2024/25, um aumento em relação ao número de 131,7 milhões de novembro.

Contratos futuros da soja

No pregão da CBOT, os contratos de soja com entrega em janeiro de 2025 subiram 7,25 centavos, ou 0,72%, fechando a US$ 10,01 por bushel. Já os contratos de março de 2025 avançaram 7 centavos, ou 0,70%, cotados a US$ 10,06 1/4 por bushel.



Source link

News

Aprosoja-MT quer leis municipais contra a moratória da soja


A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) aprovou, no dia 5, uma estratégia para pressionar prefeitos e vereadores a criarem leis que dificultem a operação de empresas signatárias da Moratória da Soja. Em assembleia geral que reuniu cerca de 250 produtores, a entidade informou que vai atuar junto aos municípios caso não haja “alteração satisfatória na conduta das empresas signatárias” até janeiro de 2025.

“A Moratória da Soja tem se mostrado um instrumento que desrespeita a legislação brasileira e prejudica a competitividade dos nossos produtores. Não vamos aceitar que empresas atuem nos nossos municípios impondo regras externas que ignoram a realidade local”, afirmou o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, em nota.

A moratória, pacto que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia após julho de 2008, mesmo que legalmente, vem sofrendo resistência crescente. Em Mato Grosso, uma lei aprovada em outubro corta incentivos fiscais para empresas signatárias a partir de janeiro. Rondônia já aprovou medida similar, e o Pará discute proposta semelhante.

A moratória proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da AmazôniaA moratória proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia
Foto: Governo do Amazonas

“Não vamos aceitar que empresas atuem nos nossos municípios impondo regras externas que ignoram a realidade local”, disse o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber.

A movimentação da Aprosoja-MT ocorre enquanto a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) discute mudanças no acordo. Entre as alterações em debate, segundo publicou o jornal britânico The Guardian, está uma modificação na forma de monitoramento, que passaria da análise de propriedades inteiras para áreas individuais.

Nova proposta

No fim de novembro, uma proposta alternativa foi apresentada em Brasília (DF) pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT). O chamado “Pacto de Conformidade Ambiental da Soja” substituiria a moratória por um sistema de certificação baseado apenas no cumprimento do Código Florestal.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

É possível comparar o Mercosul com a UE?


Aline Locks, CEO da Produzindo Certo, destaca em artigo que o acordo comercial assinado entre Mercosul e União Europeia, em 6 de dezembro, é um marco histórico, embora sua implementação ainda dependa da ratificação nos parlamentos dos dois blocos. Essa fase pode gerar novos debates e tensões, especialmente no setor agropecuário. 

“É justo celebrar-se o avanço como histórico, depois de tomar o espaço de uma geração para se chegar ao ponto em que estamos agora. Sem perder a noção, entretanto, que há muito ainda a percorrer para que o documento firmado em Montevideu neste 6 de dezembro passe a ter efeito real no comércio entre os dois continentes”, comenta.

A resistência de países europeus, como França, Holanda, Itália e Polônia, gira em torno da concorrência desleal dos produtos agrícolas do Mercosul, especialmente do Brasil. No entanto, Aline argumenta que os modelos de produção são incomparáveis, considerando as diferenças no Código Florestal brasileiro e as condições climáticas distintas entre os continentes.

Além disso, a autora critica o protecionismo europeu, que, ao sustentar políticas de subsídios, enfraqueceu o dinamismo agrícola da Europa. Em contraste, o Brasil tem investido em práticas sustentáveis e em uma agricultura mais eficiente.  Aline sugere que, em vez de comparações desfavoráveis, o acordo deve explorar as complementaridades entre os dois blocos, aproveitando as oportunidades de uma troca inteligente e lucrativa, que respeite as diferenças e promova a diversidade.

“Agricultores europeus acomodaram-se nas robustas políticas de subsídios e fizeram com que a atividade agropecuária perdesse o dinamismo no seu continente. O universo rural deixou de ser atraente aos jovens e, assim, acabou encontrando o caminho de se apoiar em outros atributos, como a tradição e a qualidade de suas cadeias agroindustriais com valor agregado. Assim, ao invés de comparar, nessa próxima temporada da novela EU-Mercosul o roteiro deveria apostar em destacar as complementaridades. A riqueza está na diversidade, no que fazemos de diferente e que podemos trocar de forma mais inteligente e rentável”, conclui.

 





Source link