segunda-feira, julho 27, 2026

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Atraso no plantio da safra prejudica exportações de soja de Mato Grosso



Exportações registram queda de 82% em novembro




Foto: Leonardo Gottems

As exportações brasileiras de soja registraram forte retração em novembro de 2024, totalizando 2,55 milhões de toneladas (mi de t), uma queda de expressivos 50,87% em comparação ao mesmo mês de 2023, conforme dados divulgados pela Secex. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso foi um dos estados mais impactados pela redução, com exportações somando apenas 95,25 mil toneladas (t), retração de 82% frente a novembro do ano passado.

A menor oferta de soja no estado resultou em um cenário inédito: a participação de Mato Grosso nas exportações nacionais foi de apenas 3,73% em novembro, o menor índice já registrado na série histórica para o mês. No acumulado do ano (janeiro a novembro de 2024), o estado exportou 24,64 mi de t, uma redução de 11,79% em relação ao mesmo período de 2023.

Além da oferta limitada, o atraso no plantio da safra 2024/25 agrava as expectativas para os próximos meses. O Imea projeta que o volume exportado em dezembro de 2024 será ainda menor, com reflexos negativos previstos para os embarques de janeiro de 2025, que devem ficar abaixo dos níveis registrados no início deste ano.

O desempenho das exportações de Mato Grosso tem gerado apreensão no mercado, considerando que o estado é tradicionalmente responsável por uma parcela importante dos embarques nacionais. A redução na oferta local impacta diretamente a competitividade e os fluxos comerciais do Brasil, principal exportador mundial de soja.

 





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Redução de safra global de milho deve refletir em altas de preços no Brasil


A safra global 2024/25 de milho foi projetada em 1.217,89 bilhão de toneladas pelo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) publicado nesta terça-feira (10). O número está abaixo das 1.219,40 bilhão de toneladas indicadas em novembro pelo órgão.

O documento estimou estoques finais da safra mundial 2024/25 em 296,44 milhões de toneladas, ante as 304,14 milhões de toneladas indicadas em novembro e abaixo das 303,4 milhões de toneladas previstas pelo mercado. Para os principais produtores, a estimativa é a seguinte:

  • Estados Unidos: 384,64 milhões de toneladas
  • China: 292 milhões de toneladas
  • Brasil: 127 milhões de toneladas
  • Argentina: 51 milhões de toneladas
  • Ucrânia: 26,5 milhões de toneladas
  • África do Sul: 17 milhões de toneladas

Exportações e plantio brasileiros

exportação de milho irã dólarexportação de milho irã dólar
Foto: Cláudio Neves/APPA

No Brasil, as exportações brasileiras de milho em dezembro foram revisadas para baixo pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). Agora, espera-se que o país embarque 3,9 milhões de toneladas do grão, número 39% inferior às 6,4 milhões de toneladas de mesmo período de 2023.

Por outro lado, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio do milho verão atingiu 65,1% da área estimada até o início deste mês, com destaque para o Paraná, que já concluiu a semeadura.

No mercado, o cereal encerrou a semana passada cotado a US$ 4,31 por bushel (+1,89%) em Chicago, para o contrato com vencimento em dezembro de 2024. No Brasil, na B3, o milho seguiu o movimento de alta, com variação de +3,21%, encerrando a R$ 73,95 por saca no contrato de janeiro de 2025. Esse cenário foi refletido no mercado físico brasileiro, provocando valorização em várias regiões.

Tendências para o mercado

  • Acordo entre Mercosul-União Europeia: após 25 anos de negociações, o Mercosul e a União Europeia (UE) concluíram o maior acordo do planeta. De acordo com análise da plataforma Grão Direto, o acordo prevê a retirada gradual de taxas de importação para diversos produtos agropecuários, incluindo o milho. “Caso seja aprovado pelos Estados-membros da UE e o Parlamento Europeu, abrirá novas oportunidades de exportação para o grão brasileiro no mercado europeu, podendo ser mais uma fonte internacional relevante para a demanda do cereal brasileiro”.
  • Transporte retomado: o transporte de soja e milho pelas hidrovias dos rios Tapajós e Madeira foi retomado após interrupções causadas por uma seca severa, operando inicialmente com capacidade reduzida. “Essas rotas são cruciais para o escoamento da produção do Centro-Oeste brasileiro pelos portos do Arco Norte. Durante a interrupção, cargas foram redirecionadas para portos das regiões Sudeste e Sul, elevando os custos logísticos. Com a retomada das operações e a expectativa de continuidade das chuvas, espera-se uma normalização dos fluxos de exportação e redução dos custos operacionais”, diz a nota da Grão Direto.
  • Análise gráfica: as cotações de milho poderão continuar seu movimento de alta durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3. Isso deve continuar impactando os preços dos mercado físico brasileiros em diversas regiões.



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Chuvas beneficiam plantio da soja em MT



A terceira temporada da série Aprosoja Clima e Mercado, após percorrer mais de 4.000 km em Mato Grosso, chega à terceira semana com destaque para a situação das lavouras no estado. O décimo episódio tem início em Água Boa, na fazenda do produtor de soja César Giacomolli.

Ele relata que as chuvas começaram mais cedo e com maior intensidade este ano, com registros de até 100 mm nas primeiras precipitações. Apesar das chuvas fortes, o plantio na fazenda seguiu o cronograma, iniciando em 15 de outubro e terminando em 5 de novembro, em apenas 20 dias, um cenário bem diferente do ano passado, quando o plantio se estendeu por 60 dias devido à seca.

Na região de Água Boa, as chuvas deste ano foram mais bem distribuídas, o que beneficiou os produtores locais, incluindo César. No entanto, em outras áreas, como o setor do Jaraguá, o excesso de chuvas dificultou o plantio, com problemas de atoleiros e atolamento de máquinas. Isso pode afetar a safra, especialmente a segunda safra de milho, que deve registrar uma perda de 20 a 30% em comparação com os anos anteriores.

Em relação ao ano passado, as chuvas deste ano têm sido mais generosas. Enquanto a safra anterior acumulou cerca de 1.000 mm, já se registraram 800 mm em algumas fazendas, com até 1.200 mm em outras. A expectativa é que as chuvas continuem, beneficiando a soja e a safrinha. Leste de Mato Grosso é privilegiada por opções de culturas para a segunda safra, como milho, sorgo e gergelim. César planeja cultivar sorgo, que voltou a ser uma boa opção.

Uma preocupação para os produtores é a colheita, que será concentrada em um curto período devido ao plantio acelerado. A falta de infraestrutura de armazenamento na região pode gerar dificuldades, especialmente com a umidade dos grãos. O uso de máquinas grandes na colheita também traz desafios logísticos.

A série segue acompanhando a evolução das lavouras e o impacto do clima na produção de soja e outras culturas em Mato Grosso. Para mais informações, basta seguir a Aprosoja nas redes sociais e assistir aos episódios no YouTube.

Confira:



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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Semeadura do feijão está concluída na maior parte do Rio Grande do Sul


A semeadura da primeira safra de feijão foi concluída na maioria das regiões do Rio Grande do Sul. No entanto, de acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (21/11), permanecem áreas a serem implantadas no Sul e Nordeste, especialmente nos Campos de Cima da Serra, onde se adota cultivo único com plantio tardio, concentrado no mês de dezembro. Para a Safra 2024/2025 no Estado, a Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 28.896 hectares e a produtividade média estimada é de 1.864 kg/ha.

O tempo seco, de altas temperaturas, baixa umidade relativa do ar e ventos ocasionais da última semana, configurou-se como um fator climático desfavorável à cultura, que já apresenta sinais de estresse hídrico. A maior parte das lavouras encontra-se na fase reprodutiva (florescimento, formação de vagens e enchimento de grãos) e restrições hídricas nesse estágio podem afetar a produtividade. Contudo, até o momento, o quadro não é considerado crítico. As precipitações ocorridas recentemente poderão amenizar a situação e limitar perdas.

Na região de Santa Maria, 93% das áreas estão semeadas. A maior parte está em estágio reprodutivo, como a lavoura registrada em Toropi, no começo do mês (07/11), e 4% estão colhidos.

SOJA
O ritmo de semeadura das lavouras foi influenciado diretamente pelos níveis de umidade do solo, que variaram conforme a distribuição irregular de precipitações no Estado. A área semeada alcançou 50% da projetada.

Nas áreas onde a umidade do solo se mostrou insuficiente, a semeadura foi suspensa. Já nas localidades que receberam chuvas leves, os trabalhos prosseguiram quase sem interrupções. A área de cultivo projetada pela Emater/RS-Ascar está estimada em 6.811.344 hectares, e a produtividade média em 3.179 kg/ha.

MILHO
A semeadura do milho atingiu 84% da área projetada para a safra. A maioria das lavouras segue em fase de desenvolvimento vegetativo (58%); o restante está em florescimento (26%) e em enchimento de grãos (16%). Para a Safra 2024/2025, a Emater/RS-Ascar estima o cultivo de 748.511 hectares e a produtividade média de 7.116 kg/ha.

Os baixos regimes de chuva acarretaram sintomas de déficit hídrico nas lavouras de sequeiro. A situação é preocupante especialmente em relação às áreas em floração, fase mais sensível da cultura. Nas localidades onde choveu no início de novembro, os sintomas foram mitigados nos solos sem compactação. Porém, onde as chuvas foram insuficientes ou chegaram tardiamente, a perda de produtividade está consolidada.

Em áreas irrigadas ou com boas condições hídricas, o potencial produtivo está elevado, sendo favorecido pela alta disponibilidade de radiação solar durante o dia e pelas temperaturas amenas à noite.

BRÓCOLIS
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Lajeado, em São José do Hortêncio, a produção de brássicas do mês de novembro segue dentro da normalidade, e as plantas se desenvolvem bem. Os produtores monitoram a ocorrência de pragas, não havendo registro de perdas no último mês.
Em relação às vendas, houve bastante demanda por brócolis. Já o repolho apresenta demanda mais reduzida. O preço médio praticado, na Ceasa de Porto Alegre, para brócolis, segue entre R$ 20,00 e R$ 30,00 a dúzia, dependendo da qualidade e do tamanho do produto. A cotação do repolho baixou, ficando entre R$ 1,00 e R$ 2,00 a unidade, conforme o tamanho.

MORANGO
Na região de Caxias do Sul, o clima foi favorável para o desenvolvimento da cultura, assim como para a floração e frutificação das plantas. Apenas no final do período, a temperatura elevada causou algumas perdas, porém o maior volume já havia sido colhido. Os cultivos seguem sem evidências de doenças e pragas que possam causar prejuízos, mas os produtores monitoram constantemente suas lavouras. O feriado da Proclamação da República seguido do final da semana trouxe grande número de visitantes à região serrana, o que elevou o consumo de morango em estabelecimentos, como restaurantes e hotéis. O preço de venda direta a consumidores variou entre R$ 20,00 e R$ 25,00/kg.





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Semana reserva chuva superior a 100 mm para 3 regiões do país


O Informativo Meterológico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê a quantidade de chuva e as temperaturas máximas e mínimas para as cinco regiões brasileiras.

Confira a previsão entre esta terça-feira e o próximo sábado (14):

Sul

A semana começou com tempo firme no Rio Grande do Sul, mas instabilidades devem atuar sobre a região a partir do próximo sábado (14). Em Santa Catarina e no Paraná, a segunda-feira começou com chuvas que tendem a ser localmente fortes entre esta terça-feira e a quinta (12), com tendência de tempo firme nos dias seguintes, de acordo com o Inmet.

A partir de sábado, novas instabilidades se formarão, provocando chuvas em toda a região. Os maiores acumulados para a semana estão previstos para o Paraná e leste de Santa Catarina, com volumes que poderão ultrapassar 80 mm.

Sudeste

O Instituto prevê uma variação espacial das chuvas ao longo da semana devido às instabilidades provocadas pelo deslocamento de um sistema sobre o oceano. Assim, as chuvas que afetam São Paulo e Rio de Janeiro devem reduzir a partir de quinta-feira (12), mas retornando no sábado (14).

Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, as chuvas se intensificarão no centro-sul a partir de quarta (11), persistindo ao longo da semana.

O Inmet alerta que os maiores acumulados estão previstos para São Paulo, centro-sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, com volumes acima de 50 mm, podendo superar 100 mm em algumas localidades.

Centro-Oeste

previsão de chuva 9 a 16 de dezembroprevisão de chuva 9 a 16 de dezembro
Foto: Reprodução

As instabilidades devem persistir ao longo de toda a semana, proporcionando chuvas localmente significativas em Mato Grosso do Sul e em grande parte de Goiás, com acumulados previstos acima de 40 mm, podendo atingir 100 mm em algumas localidades (tons de vermelho no mapa acima). Em Mato Grosso, os acumulados ao longo da semana devem variar entre 10 mm e 40 mm.

Norte

Conforme o boletim do Inmet, áreas de instabilidade associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 30 mm (tons de verde) em grande parte da região.

No entanto, no norte do Pará e em grande parte de Roraima, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 20 mm. As chuvas podem superar 100 mm em alguns locais (tons de vermelho a rosa) no centro-oeste do Amazonas e em áreas pontuais do leste do Pará.

Já no Amapá, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) poderá provocar acumulados superiores a 80 mm.

Nordeste

A previsão indica áreas de instabilidade que devem provocar chuvas no oeste e sul da Bahia, no Maranhão e no Piauí. Contudo, espera-se acumulados abaixo de 20 mm nessas áreas. Já nas faixas leste e norte do Nordeste, há possibilidade de chuvas fracas, enquanto na maior parte do interior, o tempo deve permanecer quente e com baixa probabilidade de chuva.

Temperaturas mínimas e máximas

previsão temperatura - 12 de dezembroprevisão temperatura - 12 de dezembro
Foto: Reprodução

O boletim do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) destaca que nos próximos dias permanece a previsão de temperaturas máximas elevadas em grande parte das Regiões Norte e Nordeste do país, com valores variando entre 26°C e 36°C, podendo superar 38°C em algumas localidades ao longo da semana.

No Centro-Oeste, as temperaturas máximas também estarão elevadas e devem variar entre 26°C e 34°C, enquanto no Sudeste os valores estarão entre 26°C e 32°C. Na Região Sul, as temperaturas máximas oscilarão entre 20°C e 32°C no decorrer da semana.

O Inmet sinaliza que, especificamente na quinta-feira (12), as temperaturas máximas estarão elevadas em grande parte do país (mapa acima), variando entre 26°C e 36°C. No entanto, no leste da Região Sudeste, em Santa Catarina e no Paraná, as máximas devem ficar apenas entre 18°C e 24°C devido à influência de áreas de instabilidade e ventos marítimos.

Já as temperaturas mínimas seguirão entre 22°C e 26°C na Região Norte, enquanto no Nordeste as mínimas devem variar entre 16°C e 26°C, com os menores valores previstos para a região central da Bahia.

“No Centro-Oeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 26°C ao longo da semana, com tendência de declínio no sul do Mato Grosso do Sul, onde os valores poderão variar entre 18°C e 22°C”, mostra o boletim do Instituto.

Por fim, nas Regiões Sudeste e Sul, as mínimas devem oscilar entre 10°C e 24°C. No dia 12 a tendência é de declínio das temperaturas em São Paulo e na Região Sul, com valores previstos entre 6°C e 16°C.



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Projeto de lei pode limitar recursos do Proagro e preocupa produtores rurais



O projeto de lei (PL 4614/2024) que está tramitando no Congresso Nacional propõe mudanças na legislação que regula a política agrícola no Brasil, incluindo um teto orçamentário para o Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro). Destinado a pequenos e médios produtores, o Proagro funciona como um seguro rural, cobrindo perdas causadas por fenômenos climáticos. Entretanto, há receio de que o orçamento previsto no projeto — de R$ 5,8 bilhões anuais — seja insuficiente para atender à demanda.

Os desafios climáticos dos últimos anos, como a seca e as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul, exemplificam a importância do programa. Entidades do setor apontam que a recuperação de áreas afetadas por enchentes é onerosa. Para se ter uma ideia, apenas esse ano, as chuvas causaram um prejuízo de R$ 87 bilhões ao agro gaúcho.

Vítimas das chuvas

Em Roca Sales, no Vale do Taquari, o produtor rural Lourenço Caneppelle perdeu estrutura, máquinas, animais e lavouras em três enchentes consecutivas. “O crédito foi conseguido, mas agora a conta está vindo para pagar. São três renovações de solo no mesmo ano, um custo elevado que foi financiado e precisa ser quitado”, afirma Caneppelle.

Mesmo com financiamento pelo Pronaf, o produtor não conseguiu acionar o Proagro porque sua lavoura não estava dentro do zoneamento agrícola. Apesar disso, o programa tem sido essencial para muitos agricultores familiares e médios produtores, ajudando na recuperação de perdas.

Alerta

Agora, o setor está apreensivo com o possível impacto das mudanças. “O teto proposto é muito baixo. Neste ano, tivemos um gasto de R$ 11 bilhões, e agora se prevê R$ 7 bilhões. Para a agricultura familiar, o Proagro é essencial. Não podemos retroceder nessa política pública”, alerta Carlos Joel da Silva, presidente da Fetag/RS.

“Sem o Proagro, o pequeno produtor não tem como contratar seguros por conta própria, seja pelo custo elevado ou pela indisponibilidade. Precisamos de segurança jurídica para garantir que o contratado retorne ao produtor em caso de sinistro”, ressalta o advogado Roberto Ghigino, especialista em Direito Agrário.

O PL faz parte do pacote de ajuste fiscal do Governo Federal, que estima uma economia de R$ 199,1 bilhões aos cofres públicos até 2030, segundo o Ministério da Fazenda. O Proagro foi criado com o objetivo de atender aos pequenos e médios produtores, garantindo a exoneração de obrigações financeiras relativas a operação de crédito rural de custeio, cuja liquidação seja dificultada pela ocorrência de fenômenos naturais, pragas e doenças que atinjam rebanhos e plantações, na forma estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional – CMN.



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AgroNewsPolítica & Agro

Egito lidera compras de milho de Mato Grosso



Egito adquiriu 2,53 milhões de toneladas




Foto: Pixabay

As exportações de milho de Mato Grosso registraram queda em novembro de 2024, totalizando 3,05 milhões de toneladas, uma redução de 28,59% em relação a outubro, de acordo com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). O cenário reflete o desempenho nacional, já que o Brasil exportou 4,72 milhões de toneladas no mesmo mês, volume 26,21% inferior ao registrado em outubro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O acumulado da safra 23/24 também apresentou redução. Mato Grosso exportou 18,90 milhões de toneladas até o momento, o que representa uma queda de 8,65% em relação ao mesmo período da safra anterior. Segundo o Imea, o recuo está diretamente relacionado à menor produção do cereal no ciclo atual, além da redução das importações pela China, que é um dos principais consumidores globais.

Apesar da retração, o Egito se destacou como o maior comprador de milho de Mato Grosso na safra 23/24, adquirindo 2,53 milhões de toneladas. Em seguida, aparecem o Vietnã, com 2,43 milhões de toneladas, e a Coreia do Sul, com 1,55 milhão de toneladas.

As projeções do Imea indicam que Mato Grosso deve exportar um total de 27,21 milhões de toneladas de milho até o final da safra 23/24. 

 





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Confira como está a situação das lavouras de soja no Paraná



A safra de soja 2024/25 no estado do Paraná foi totalmente plantada. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura do Paraná, a última semana marcou a conclusão dos trabalhos, atingindo 100% da área prevista. Atualmente, 92% das lavouras estão em boas condições, enquanto 8% apresentam situação média. Na comparação com a semana anterior, a condição das lavouras se manteve estável.

Quanto ao estágio das plantas, 34% estão na fase de crescimento vegetativo, 33% em floração, 27% em frutificação e 6% em maturação. Em relação à semana passada, a área em germinação foi de apenas 1%, com o crescimento vegetativo (47%), floração (32%) e frutificação (20%) já avançados.

Em relação à área total cultivada, os números devem chegar a 5,776 milhões de hectares, ligeiramente abaixo dos 5,784 milhões de hectares da safra 2023/24. A produção estimada para a temporada 2024/25 é de 22,285 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 20% em comparação com o ano anterior. A produtividade esperada é de 3.858 quilos por hectare, superando os 3.200 quilos por hectare registrados na safra 2023/24.

No Paraná e em outros estados

De acordo com levantamento da AgRural realizado na última quinta-feira (5), o plantio da safra de soja 2024/25 no Brasil alcançou 95% da área prevista, superando o mesmo período do ano passado, quando 91% das lavouras haviam sido semeadas.

Com o plantio quase concluído e perspectivas de boas produtividades em todo o país, as chuvas que chegaram a áreas mais secas do Paraná, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul ofereceram alívio importante para as lavouras.



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Safra de laranja 2024/25 é revisada para 223,14 milhões de caixas



O Fundecitrus divulgou hoje (10) a segunda reestimativa da safra de laranja 2024/25 no cinturão citrícola de São Paulo e Triângulo e Sudoeste Mineiro. A nova projeção indica 223,14 milhões de caixas de 40,8 kg, um aumento de 3,4% em relação à reestimativa de setembro (215,78 milhões de caixas). No entanto, o volume ainda é 4% inferior à estimativa inicial divulgada em maio (232,38 milhões de caixas).

De acordo com Juliano Ayres, engenheiro-agrônomo e diretor-executivo do Fundecitrus, a safra é marcada pela forte presença da quarta florada, que representa 9,1% da produção total, ou 20,23 milhões de caixas, ante 7,1% estimados inicialmente. Essa florada tardia, atípica em comparação com outras safras, resultará em frutos colhidos fora de época, entre janeiro e abril de 2025, com peso médio de 126 gramas, inferior aos 161 gramas das três primeiras floradas.

Colheita complementar e impacto das chuvas

A atualização da estimativa foi possível após a realização de uma colheita complementar, inédita na série histórica da Pesquisa de Estimativa de Safra (PES). O procedimento revelou que a quarta florada geraria 54 frutos por árvore, contra os 32 frutos estimados inicialmente. Segundo José Carlos Barbosa, professor da Unesp e analista da pesquisa, a emissão tardia dessa florada dificultou a previsão inicial, já que muitos frutos ainda estavam em estágio inicial durante a primeira colheita realizada em março e abril.

As chuvas acima da média histórica nos meses de outubro e novembro, acumulando 85 mm além do esperado, também contribuíram para o crescimento dos frutos. Apesar disso, o peso médio por fruto, que chegou a ser projetado em 169 gramas em maio, foi ajustado para 156 gramas na nova reestimativa, devido à seca que atingiu a região por 11 meses consecutivos antes do período chuvoso.

Queda de frutos e prolongamento da colheita

A taxa de queda de frutos foi revisada para 19%, acima dos 18,5% projetados anteriormente. Fatores como o greening e a mecanização, incluindo podas, foram apontados como principais causas. A produção da quarta florada, embora tenha contribuído para o aumento na estimativa, deverá prolongar a colheita e intensificar perdas por queda.

Marcada por desafios climáticos e biológicos, além de um cenário atípico em termos de composição de floradas, a nova projeção reforça a complexidade da safra 2024/25.



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Agro é reconhecido no Prêmio ApexBrasil-Exame 2024


O Porteira Aberta Empreender, uma realização do Sebrae e do Canal Rural, marcou presença no evento organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com a Exame.

Reconhecidas pelo impacto econômico global, as micro e pequenas empresas ganharam destaque na cerimônia ‘Melhores dos Negócios Internacionais 2024’, realizada nesta segunda-feira(9), em São Paulo.

O evento reuniu o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, líderes empresariais e especialistas em comércio exterior, celebrando iniciativas que impulsionam a internacionalização e atração de investimentos.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Protagonismo das Micro e Pequenas Empresas

Casos como o da Castanha Ouro Verde Importação e Exportação LTDA, vencedora na área “Destaque Agro”, evidenciam o crescimento e a resiliência desses negócios.

“Esse prêmio é um reconhecimento de todo um trabalho feito não apenas por mim, e, sim, por toda a minha equipe”, disse Ítalo Toneto Souza Silva, dono da empresa Castanha Ouro Verde, que fica em Rondônia.     

Homem em péHomem em pé
Ítalo Toneto Souza Silva, dono da empresa Castanha Ouro Verde

No evento, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin reforçou a relevância da desburocratização para a competitividade do Brasil:

“Cada dia, a carga parada custa 0,8% do seu valor e, ao desburocratizar o portal único, reduzimos o prazo de liberação de produtos de 9 para 5 dia, gerando mais empregos e crescimento dentro do país”, afirmou Alckmin.

Jorge Viana, presidente da ApexBrasil também destacou o papel do empreendedorismo para a internacionalização:

“A noite é sobre a internacionalização dos produtos brasileiros. Há 20 anos, exportávamos dezenas de bilhões. Hoje, falamos de centenas. Estamos entrando na era trilhardária do comércio exterior, o que significa mais emprego, renda e maior presença do Brasil no mundo”, disse Viana.

Confira AQUI todas as empresas vencedoras no Prêmio ApexBrasil-Exame 2024.



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