segunda-feira, julho 27, 2026

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Brasil Importou 6,52 milhões de toneladas de trigo em 12 meses



Movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino




Foto: Canva

As importações brasileiras de trigo têm registrado crescimento expressivo em 2024, atingindo, no acumulado de 12 meses, o maior volume em quatro anos. Segundo dados analisados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), em novembro, mesmo com o avanço da colheita nacional e o aumento da paridade de importação, as compras externas mantiveram-se em alta.

Esse movimento foi impulsionado pela oferta competitiva de trigo argentino. Foram importadas 427,53 mil toneladas de trigo em novembro de 2024, volume 33% maior que o registrado no mesmo mês de 2023, de acordo com informações da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

A Argentina se destacou como principal fornecedora do cereal, sendo responsável por 79,5% das aquisições brasileiras em novembro. Este foi o maior volume importado do país vizinho nos últimos seis meses.

No acumulado de 12 meses encerrados em novembro de 2024, o Brasil comprou 6,52 milhões de toneladas de trigo do mercado externo, superando a marca de novembro de 2020, quando foram adquiridas 6,53 milhões de toneladas.

Contexto para o mercado interno

Esse cenário reflete a importância das importações para equilibrar a oferta nacional de trigo, especialmente em períodos de colheita e diante de oscilações na produção doméstica. Pesquisadores do Cepea destacam que a competitividade dos preços argentinos tem sido um fator determinante para esse aumento, reforçando o papel do país como parceiro estratégico na cadeia de abastecimento brasileira.

O aumento das importações em meio à safra nacional pode impactar os preços internos do trigo, que, historicamente, estão atrelados à dinâmica de mercado e à paridade de importação.

 





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Goiás bate recorde com mais de 1 milhão de bovinos abatidos



Goiás registrou um marco histórico no terceiro trimestre de 2024: o maior número de bovinos abatidos desde o início da série histórica, com 1,06 milhão de cabeças, segundo a Pesquisa Trimestral da Pecuária do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse número representa um aumento de 1,4% em relação ao trimestre anterior e um expressivo crescimento de 10,1% em comparação ao mesmo período de 2023.

Com o crescimento registrado também no segundo trimestre, quando o abate de bovinos subiu 35,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, o estado se aproxima de um recorde anual, dependendo dos resultados do quarto trimestre.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Pedro Leonardo Rezende, destacou o impacto positivo desses números para a economia local.

“Os resultados alcançados até o momento já são positivos, mas continuaremos investindo em infraestrutura, sanidade animal e assistência técnica, para garantir o crescimento e fortalecimento dessa cadeia produtiva em Goiás”, afirmou Pedro.

Frangos, leite e ovos em alta

Além do desempenho na pecuária bovina, outros setores agropecuários também registraram crescimento no terceiro trimestre:

  • Frangos: Goiás abateu 126 milhões de aves, um aumento de 6,6% em relação ao mesmo período de 2023, consolidando-se como o quinto maior produtor do país.
  • Leite: A produção alcançou 536,2 milhões de litros, uma alta de 5,0% comparada ao segundo trimestre de 2024.
  • Ovos: A produção de ovos atingiu 66,4 milhões de dúzias, o maior número da série histórica iniciada em 1987. O crescimento foi de 5,3% em relação ao segundo trimestre de 2024 e 10,0% em relação ao mesmo período do ano passado.

Brasil

A Pesquisa Trimestral da Pecuária foi divulgada pelo IBGE no dia 5 de dezembro, e também mostra que o abate de bovinos registrou alta de 15,3% em comparação ao 3º trimestre de 2023 e acréscimo de 3,9% frente ao 2° trimestre de 2024. O total de cabeças abatidas chegou a 10,37 milhões, ultrapassando pela primeira vez a marca de dez milhões de cabeças em um trimestre.



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Volume de soja comprada pela China diminui em novembro


A China importou 7,15 milhões de toneladas de soja em novembro de 2024, baixa de 11,5% em relação ao volume de outubro e 9,7% abaixo do registrado em novembro de 2023 (7,92 milhões de toneladas), de acordo com dados preliminares publicados nesta terça-feira (10) pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês). Em valores, as compras somaram US$ 3,53 bilhões no mês. Entretanto, no acumulado de janeiro a novembro, as importações somaram 97,09 milhões de toneladas, alta de 9,4% em comparação com igual período do ano anterior. 

Mais uma queda

Segundo a GACC, a China importou 498 mil toneladas de óleos vegetais comestíveis no décimo primeiro mês de 2024, recuo de 12,9% em relação a outubro e 46,1% abaixo do registrado em novembro do ano passado. As compras no mês passado somaram US$ 573,7 milhões. No acumulado do ano, o volume importado foi de 6,46 milhões de toneladas, 28% a menos do que um ano antes.

Carne

As importações chinesas de carnes e miúdos totalizaram 581 mil toneladas no mês passado, avanço de 8,6% ante outubro e cerca de 4,3% acima de novembro do ano passado. Em valores, as importações em outubro somaram US$ 2,09 bilhões. De janeiro a novembro, o total importado foi de 6,05 milhões de toneladas, 11,2% a menos do que em igual período de 2023.

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Foto: Freepik

Fertilizantes

Além disso, a China importou 1,135 milhão de toneladas de fertilizantes em novembro deste ano, alta de 3,3% na comparação mensal com outubro, mas cerca de 10,3% abaixo do volume de novembro de 2023, de acordo com dados da GACC. As importações do mês totalizaram US$ 346,5 milhões no período. No acumulado do ano, o volume importado somou 12,61 milhões de toneladas, avanço de 8% ante igual período de 2023.



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Acordo Mercosul-UE desafia auditores fiscais agropecuários



Apesar do avanço, desafios emergem



Apesar do avanço, desafios emergem
Apesar do avanço, desafios emergem – Foto: Foto: Portos RS

Após 25 anos de negociações, Mercosul e União Europeia anunciaram a conclusão do histórico Acordo de Parceria, que promete impulsionar o comércio internacional. Reconhecendo a qualidade do agronegócio brasileiro, o tratado beneficia produtos como carne, soja e café, além de eliminar tarifas para suco de laranja, frutas, café solúvel, peixes, crustáceos e óleos vegetais. Também garante preferência para exportações de carnes, açúcar, etanol, arroz, ovos e mel.  

Os auditores fiscais federais agropecuários desempenham papel essencial nesse cenário. São responsáveis por garantir as certificações sanitárias e fitossanitárias internacionais, além de atuar na fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras, e na defesa agropecuária. No exterior, adidos agrícolas colaboram na abertura de novos mercados para o agronegócio nacional.  

Apesar do avanço, desafios emergem. O presidente do Anffa Sindical, Janus Pablo Macedo, alerta para a necessidade de valorização da carreira e ampliação do quadro de auditores, diante do aumento das demandas e do impacto na saúde dos profissionais. Ele destaca a urgência de investimentos para evitar interferências políticas na fiscalização e preservar a credibilidade mundial do Brasil no setor.  

“O acordo Mercosul-União Europeia é um marco histórico para o comércio internacional, especialmente para a agropecuária brasileira. Com ele, certamente haverá uma maior demanda pelos grãos e proteínas nacionais e o trabalho técnico dos auditores fiscais federais agropecuários é essencial para a credibilidade do Brasil no mercado internacional e para a garantia da segurança da segurança alimentar em todo o mundo. Por outro lado, é urgente e necessária a valorização da carreira e a ampliação do quadro de profissionais em todo o país. Há uma deficiência de estrutura e de recursos humanos por falta de concursos públicos. Este cenário nos preocupa, pois se não houver investimentos urgentes por parte do Governo Federal na melhoria de condições de trabalho, toda essa segurança reconhecida mundialmente poderá ser colocada em risco, abrindo margem para questionamentos internacionais”, afirmou. 

 





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fiscal anima mercado e juros recuam; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o fechamento positivo do Ibovespa, que subiu 0,85%, e a queda de 0,57% do dólar frente ao real.

O IPCA de novembro avançou 0,39%, acima das expectativas, puxado por alimentos e passagens aéreas, enquanto energia elétrica trouxe alívio.

A expectativa é de alta de 0,75 ponto na Selic, com viés de aperto maior na reunião do Copom hoje.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Sebrae-SP oferece bolsas para Agentes Locais de Inovação



Por ASN São Paulo

O Sebrae-SP está com inscrições abertas para bolsistas do Programa ALI – Agentes Locais de Inovação – Produtividade e Rural. No Alto Tietê, são 20 vagas para início imediato e 80 para cadastro reserva para os dois projetos. As bolsas variam de R$ 5 mil a R$ 6,5 mil e as inscrições podem ser feitas pelo site do Sebrae.

São dois editais abertos, sendo um para o ALI Produtividade – que acompanha micro e pequenos negócios – e outro para o ALI Rural, destinado ao acompanhamento de pequenos produtores e negócios rurais. 

No caso do ALI Produtividade, são 12 vagas para início imediato. O cadastro reserva prevê mais 48 vagas. O candidato precisa ter graduação completa em áreas de gestão, engenharias, dados, entre outras. As inscrições podem ser feitas até 7 de janeiro.

Já para o ALI Rural são 8 oportunidades para início em agosto de 2025 e mais 32 vagas para cadastro reserva. 

O candidato deverá ter graduação completa nas áreas de conhecimento de agronegócios ou agrária. Para este projeto, as inscrições estão abertas até o dia 24 de janeiro.

O processo de seleção envolve três etapas: Avaliação de Conhecimentos e Prova de Redação, Comprovação Documental e Entrevista.

A publicação do resultado final está prevista para 25 de fevereiro de 2025 para o Programa Ali Produtividade e 31 de março de 2025 para o ALI Rural. 

Para mais informações sobre os dois programas basta consultar os editais disponíveis.



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Portal Agrolink lança campanha para ajudar vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul


O Portal Agrolink, uma das principais plataformas voltadas ao agronegócio no Brasil, anunciou o lançamento da campanha “Agrolink RS Solidário”, com o objetivo de arrecadar recursos para apoiar as comunidades gaúchas afetadas pelas enchentes de 2024. O fenômeno climático, que atingiu o estado nos meses de abril e maio, é considerado a pior enchente desde 1941. A tragédia resultou em 478 municípios atingidos, 182 mortes confirmadas e mais de 2,3 milhões de pessoas impactadas diretamente, muitas delas sem acesso à moradia ou condições básicas de vida.

Além do impacto humano, as enchentes devastaram a economia do Rio Grande do Sul, com danos que especialistas preveem levar até uma década para serem superados. No setor agropecuário, o prejuízo foi severo: lavouras foram destruídas, máquinas danificadas e solos degradados, com nutrientes acumulados ao longo de décadas sendo levados pelas águas. Esse cenário reforça a importância de iniciativas como a campanha solidária promovida pelo Portal Agrolink, que busca somar forças para a recuperação das comunidades e das cadeias produtivas da região.

O Portal Agrolink destacou que a iniciativa não apenas visa atender às necessidades imediatas, mas também contribuir para acelerar o processo de reconstrução do estado. “O Rio Grande do Sul é um pólo essencial para o agronegócio nacional. A recuperação do estado não é apenas uma questão regional, mas de interesse de todo o Brasil”, ressaltou a diretoria da empresa no projeto da campanha.

Como funciona

A ação solidária, que terá duração de 12 meses, destinará a margem operacional, equivalente a 15% dos resultados da comercialização de produtos e serviços do Portal Agrolink à entidade que trabalha diretamente com as comunidades afetadas. A entidade selecionada para receber os recursos foi o Movimento SOS Agro RS. A transparência será garantida por meio de auditoria externa, que apresentará relatórios detalhados sobre os valores arrecadados e a entidade contemplada.

Como participar

Empresas do setor agro e público em geral podem contribuir contratando pacotes de serviços durante o período da campanha ou realizando doações diretas à entidade parceira por meio do código PIX que será disponibilizado. A participação de empresas parceiras será amplamente divulgada nos canais do Portal Agrolink, ampliando a visibilidade da solidariedade no setor.

A campanha “Agrolink RS Solidário” reforça o papel do agronegócio como uma força capaz de mobilizar recursos e trazer esperança a um estado que enfrenta um momento crítico. A união entre empresas, instituições e comunidades é apontada como essencial para superar as consequências dessa tragédia e iniciar um novo ciclo de reconstrução para o Rio Grande do Sul.

A Aprosoja é uma das apoiadoras da campanha.





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Previsão do tempo indica temporais em duas regiões hoje; veja quais



Nesta quarta-feira (11), a previsão do tempo aponta instabilidades em diversas regiões do Brasil, de acordo com análise da Climatempo.

Enquanto o Sul registra tempo firme na maior parte do território, o Sudeste e o Norte enfrentam pancadas de chuva e alertas para temporais. Já no Centro-Oeste e no Nordeste, as condições variam entre calor intenso e chuvas localizadas.

Confira em detalhe como ficam as condições do tempo em cada região.

Sul

O tempo volta a ficar firme em boa parte da região. Destaque para a faixa leste do Paraná, leste de Santa Catarina e nordeste do Rio Grande do Sul, incluindo as regiões metropolitanas de Porto Alegre, Florianópolis e Curitiba, onde há previsão de pancadas de chuva causadas pela circulação de ventos do mar para o continente. 

Nas demais áreas, o sol predomina, sem previsão de chuva.

Sudeste

Dia instável nos quatro estados da região. Uma frente fria marítima traz umidade, favorecendo pancadas de chuva. Há alerta para temporais no Rio de Janeiro e no Espírito Santo.

Centro-Oeste

O fluxo de umidade favorece pancadas de chuva de moderada a forte intensidade em Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal. 

Em Mato Grosso do Sul, o destaque é para a faixa norte, com chuvas isoladas, enquanto o centro e o sul permanecem ensolarados. As temperaturas sobem um pouco mais em relação aos dias anteriores.

Nordeste

Ventos vindos do oceano continuarão formando nuvens carregadas desde o litoral do Maranhão até o do Rio Grande do Norte, assim como nas capitais Salvador (BA) e Natal (RN). Essas chuvas serão passageiras e isoladas, com baixos acumulados. 

Já no extremo sul do Maranhão e do Piauí e no oeste da Bahia, as pancadas serão mais intensas, acompanhadas de raios e trovoadas. 

Nas demais áreas, o destaque fica por conta das temperaturas elevadas e da baixa umidade do ar.

Norte

Pancadas de chuva serão registradas em todas as áreas, favorecidas pelo calor e umidade típicos da região. 

Destaque para Acre, Rondônia, Amazonas e oeste do Pará, onde há alerta para temporais.



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Denúncia sobre irregularidade na Funai movimenta FPA



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas



A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas
A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas – Foto: Agência Brasil

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Pedro Lupion (PP-PR), apresentou o projeto de lei (PL 4740/2024) para estabelecer critérios legais para o reconhecimento da nacionalidade brasileira a indígenas. A proposta surgiu após denúncias de que indígenas paraguaios estariam recebendo certidões de nascimento brasileiras na região de Guaíra, no Paraná, historicamente afetada por conflitos fundiários e invasões a propriedades privadas.  

A bancada da FPA também solicitou a convocação da ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, para explicar as ações do ministério e da Funai na emissão de tais documentos. Além disso, um ofício foi enviado ao embaixador do Paraguai no Brasil, Juan Angel Delgadillo, pedindo informações sobre a imigração de indígenas paraguaios e as assistências prestadas. 

“O próprio município de Guaíra/PR, em petição no Supremo Tribunal Federal, destacou que o tráfego de indígenas não brasileiros na região não é novidade. Contudo, diante da situação vivenciada atualmente no Estado do Paraná e no Estado do Mato Grosso do Sul, há elementos que demonstram a problemática de não se ter procedimentos e requisitos para a concessão de nacionalidade. A demarcação de terras indígenas dá-se no território brasileiro e deve ser direcionada para cidadãos brasileiros indígenas”, explicou.

Lupion defendeu que a regularização é essencial para evitar conflitos e garantir segurança jurídica no campo. A FPA também requisitou à Comissão de Assuntos Internacionais um relatório sobre a migração irregular de paraguaios e seu registro como indígenas brasileiros, alertando para os impactos sobre políticas migratórias, serviços públicos e relações bilaterais com o Paraguai.  





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o que esperar do mercado da soja


As recentes movimentações no mercado de soja refletem um cenário desafiador e de oportunidades. Segundo análise da Grão Direto, diversos fatores têm influenciado o comportamento do mercado, incluindo uma queda expressiva nas exportações, oscilações cambiais e previsões climáticas que podem alterar a dinâmica global da commodity.

Exportações despencam 67% em novembro

De acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a exportação de soja brasileira foi revisada para baixo, com expectativa de alcançar apenas 1,24 milhão de toneladas em novembro. Esse volume representa uma queda de 67% em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução nas exportações reflete, em parte, a menor competitividade no cenário internacional, somada a estoques ajustados em alguns mercados compradores.

Safra avança no Rio Grande do Sul, apesar de desafios

No Brasil, o plantio avança, com destaque para o Rio Grande do Sul, que já semeou 80% da área projetada. As chuvas recentes têm beneficiado a cultura, mas a irregularidade da umidade em novembro trouxe desafios aos produtores gaúchos.

Valorização do dólar gera oportunidades e impacta custos

A valorização do dólar, que atingiu R$6,07 na última semana, gerou impacto direto no mercado de soja. Por um lado, a alta cambial favoreceu a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e impulsionou os preços internos. Por outro, os custos de produção também subiram, pressionando margens de lucro.

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros para janeiro de 2025 encerraram a semana com alta de 0,40%, cotados a US$9,95 por bushel, enquanto o vencimento de março/2025 fechou em US$10,00 (+0,30%).

Previsões climáticas e impactos na Argentina

As chuvas de novembro foram benéficas para as lavouras argentinas. Contudo, a possível chegada do fenômeno La Niña, que historicamente reduz os índices pluviométricos, pode comprometer a safra local. Caso se confirme entre dezembro e fevereiro, o fenômeno poderá trazer volatilidade aos preços globais, especialmente na Bolsa de Chicago.

Produção brasileira rumo a um novo recorde

As projeções da Conab e do USDA indicam que o Brasil está a caminho de mais uma safra recorde em 2024/25. A Conab prevê uma produção de 166,14 milhões de toneladas (+12,5% em relação à safra anterior), enquanto o USDA estima um volume de 169 milhões de toneladas. Ambas as instituições destacam a expansão da área plantada e as condições climáticas favoráveis como fatores determinantes.

Perspectivas 

Com os dados atualizados, o mercado interno deve continuar sendo influenciado pela força do dólar e pela oferta global. No curto prazo, espera-se desvalorização dos prêmios no mercado disponível e pressão baixista para a safra futura.





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