segunda-feira, julho 27, 2026

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Milho emenda sexta queda consecutiva e B3 atinge menores patamares em um mês…


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Nesta quinta-feira (21), s preços futuros do milho emendaram sua sexta sessão consecutiva de baixa na Bolsa Brasileira (B3) e atingiram o seu menor patamar em um mês, conforme aponta a Agrinvest.   

“O programa brasileiro de exportação continua lento, já que o Brasil está menos competitivo do que origens como os Estados Unidos, Argentina e Ucrânia. A safra de milho verão está se desenvolvendo bem e diante do recente fortalecimento dos preços, houve uma melhora nas margens do produtor, o que pode estimular a manutenção de área de cultivo da safra 2025”, dizem os analistas da consultoria.  

 O Consultor de Mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, destaca ainda que, as indústrias de ração animal no Brasil, que estavam demandando fortemente o grão e ajudando nas recentes altas de preços, começaram a desacelerar as compras nessa reta final de ano.  

 “A B3 deu aquela esfriada que a gente já estava esperando. O setor de ração parou de comprar, as grandes empresas do setor estão parando de comprar nessa semana e vão fazer férias coletivas e manutenção de equipamentos em dezembro”, diz Brandalizze.   

Na B3, o vencimento janeiro/25 foi cotado à R$ 72,37 com desvalorização de 0,84%, o março/25 valeu US$ 73,39 com perda de 0,76%, o maio/25 foi negociado por R$ 71,95 com queda de 0,44% e o julho/25 teve valor de R$ 67,80 com baixa de 0,59%. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira

Já no mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou elevações neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Alto Garças/MT. Já as valorizações apareceram em Rondonópolis/MT, Primavera do Leste/MT, Itiquira/MT, Sorriso/MT, Machado/MG e Porto de Santos/SP. 

Mercado Externo 

Os preços internacionais do milho futuro também encerraram o pregão desta quinta-feira registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

De acordo com a análise da Agrinvest, um dólar mais forte, associado a quedas nos futuros da soja e do óleo, acabou trazendo pressão também ao milho e ao trigo nesta quinta-feira em Chicago. 

“Pela manhã, o trigo (e o milho) chegou a subir devido aos temores de conflitos no Mar Negro. A Ucrânia havia acusado a Rússia de ter lançado um míssil intercontinental contra Kiev, mas os russos negaram tal ataque”, destaca a consultoria.  

O vencimento dezembro/24 foi cotado à US$ 4,26 com perda de 3,50 pontos, o março/25 valeu US$ 4,36 com baixa de 3,75 pontos, o maio/25 foi negociado por US$ 4,43 com desvalorização de 3,75 pontos e o julho/25 teve valor de US$ 4,46 com queda de 3,50 pontos. 

Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (20), de 0,81% para o dezembro/24, de 0,85% para o março/25, de 0,84% para o maio/25 e de 0,78% para o julho/25. 





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Estudo revela potencial de R$ 4 bilhões anuais para impulsionar o agro paulista


A recomposição de vegetação nativa ao redor de cultivos agrícolas pode gerar um aumento na produção agrícola. É o que revela um estudo inédito, realizado grupo do projeto Biota Síntese, coordenado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil) e a Universidade de São Paulo (USP). Segundo a pesquisa, a manutenção da vegetação nativa ao redor de cultivos agrícolas pode gerar um aumento de R$ 4,2 bilhões anuais à produção agrícola do estado em algumas culturas de cultivo.

Os agricultores podem ter ganhos bilionários com restauração ecológica a partir do plantio de vegetação nativa, que é a prática de plantar espécies originárias de uma determinada região ou ecossistema. O efeito de ganho vem da polinização gerada pelas abelhas.

Apenas com a produção de soja, laranja e café, seriam acrescentados respectivamente R$ 1,4 bilhão, R$ 1 bilhão e R$ 660 milhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do estado todos os anos. Outros cultivos permanentes, como goiaba, abacate e manga, teriam ganhos de R$ 280 milhões, enquanto lavouras temporárias, como tomate, amendoim e feijão, teriam acréscimo de R$ 820 milhões, totalizando assim cerca de R$ 4,2 bilhões de aumento total na produção.

A pesquisa destaca ainda que há aumento da qualidade e tamanho dos produtos, resultado da maior frequência de visitas de polinizadores às flores de plantas cultivadas quando há vegetação nativa por perto.

Pesquisadores e técnicos da Secretaria, além de outras instituições, apresentaram no Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema), os resultados de estudos realizados nos últimos dois anos.

Polinização

A metodologia usada na pesquisa indica que é possível aplicar individualmente a iniciativa em cada município. “Um exemplo são as abelhas que vivem nas matas nativas, saem para buscar alimento nas flores das lavouras, polinizando-as, gerando mais frutos e consequentemente maior produção”, informou Eduardo Moreira, pesquisador da USP e coautor do estudo.

abelhasabelhas
Foto: Katia Braga

“Os serviços ecossistêmicos são extremamente valiosos, mas nem sempre são adequadamente reconhecidos, já que são prestados silenciosamente pela biodiversidade, e o projeto ajuda a preencher esta lacuna”, observou Carlos Joly, professor emérito da Unicamp e coordenador do Biota Síntese.

Serviços Ambientais

Outro estudo apresentado foi na área de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA). A publicação reúne diretrizes para fortalecer programas recentes já com bons resultados, como os PSAs Juçara, Guardiões das Florestas e Mar sem Lixo, e aprendizados de casos consolidados de sucesso, como o Projeto Conexão Mata Atlântica e o Crédito Ambiental Paulista para as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (CAP/RPPN).

Ao compilar e discutir estas experiências de PSA do estado, o grupo concluiu que incentivar cada vez mais os ganhos deste tipo de política podem ir muito além do aumento das áreas conservadas.

“O PSA agrega ganhos sociais com o aumento efetivo de renda dos prestadores de serviços ambientais, maior participação destas pessoas nas ações de conservação ambiental e seguramente um ganho importante no relacionamento entre associações e comunidades com a gestão pública das Unidades de Conservação”, explicou Patrícia Ruggiero, pesquisadora da USP e coautora do estudo.

As pesquisas receberam investimentos de R$ 4,3 milhões pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).



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Milho sobe na B3


Após  relatório USDA, os futuros de milho sobem na Bolsa de Chicago, e a Bolsa de Mercadorias de São Paulo (B3) acompanha, segundo informações da TF Agroeconômica. “O boletim do USDA divulgado no dia de hoje trouxe, entre outras coisas, menores estoques finais norte-americanos”, comenta.

“De outro lado, exportações e uso para o etanol de milho, carrochefe do uso no país, foram revisados para cima. Houve também uma redução nos estoques finais e produção mundial do cereal. No Brasil, um ponto que merece atenção é o incremento do consumo, em 2,1 milhões de toneladas, em face da produção de etanol de milho”, completa.

Diante deste quadro, as cotações futuras fecharam variações em alta no dia. “O vencimento de janeiro/25foi de R$ 75,92 apresentando alta de R$ 1.03 no dia, alta de R$ 3,59 na semana; março/25 fechou a R$ 74,17, alta de R$ 0,96 no dia, alta de R$ 2,28 na semana; o vencimento maio/25 fechou a R$ 73,13, alta de R$ 0,92 no dia e alta de R$ 1,69 na semana”, indica.

Em Chicago, então, o milho fechou em alta. “A cotação de março, referência para a nossa safra de verão,fechou em alta de 1,64 % ou $ 7,25 cents/bushel a $ 449,00. A cotação para maio, fechou em alta de 1,68 % ou $ 7,50 cents/bushel a $ 455,25”, informa.

“Com um relatório positivo para o cereal, as cotações voltaram ao mesmo patamar de 2 meses atrás. O corte no estoque final do milho americano foi o mais surpreendente para o mercado. Foram reduzidos 10,32% do saldo final, com maior consumo interno para a produção de etanol e exportações, que se concretizadas serão a segunda maior da história.

O ponto de atenção se deve ao fato de o USDA reduzir a demanda chinesa de milho, de 16 para 14 milhões de toneladas, volume 40,20% inferior ao importado em 2023. A manutenção dos robustos dados da safra no Brasil e Argentina também devem ser observados”, conclui.

 





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Conab prevê 166,2 milhões de toneladas para 2024/25



A produção brasileira de soja deverá totalizar 166,211 milhões de toneladas milhões de toneladas na temporada 2024/25 – um aumento de 12,5% na comparação com a temporada
anterior, quando foram colhidas 147,718 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 3º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em novembro, a companhia trabalhava com estimativa de safra de 166,143 milhões de toneladas. A Conab indica que houve elevação de 2,6% sobre o ano anterior na área de cultivo. São 47,369 milhões de hectares. A produtividade está estimada em 3.509 quilos por hectare. Em 2023/24, o rendimento ficou em 3.201 quilos por hectare, o que representa uma elevação de 9,6%.

O tempo

O relatório do Conab informa que a regularização das precipitações na maioria das regiões produtoras, o plantio da soja avançou na Região Centro-Oeste, Norte e Nordeste, alcançando 90% da área estimada de cultivo, no início de dezembro.

Essa concentração do plantio em novembro implicará também em uma colheita concentrada e demandará uma programação precisa na secagem da oleaginosa por parte dos produtores, para evitar perdas durante a colheita.

O clima

“As chuvas ocorridas em novembro favoreceram a implantação e o desenvolvimento da cultura em grande parte dos estados produtores. Apenas algumas regiões do Mato Grosso do Sul, Paraná, Piauí, Tocantins e Maranhão tiveram curtos períodos de falta de chuva, mas não o suficiente para influenciar nas estimativas iniciais de produtividade da cultura”, diz o relatório.

Na maioria das áreas, as precipitações frequentes, intercaladas com períodos de sol, favoreceram o estabelecimento e desenvolvimento da cultura, propiciando condições ideais para a manifestação do potencial produtivo da soja.



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Após nova cirurgia, Lula está acordado e conversando, afirma equipe médica



O médico Roberto Kalil afirmou que a cirurgia de embolização da artéria meníngea média, realizada na manhã desta quinta-feira (12) no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para prevenir um novo sangramento na cabeça, foi bem-sucedida.

“A gente conseguiu embolizar aquela artéria. O presidente está acordado e conversando”, afirmou o médico Roberto Kalil após o cirurgia, que teve início por volta das 7h10 e durou menos de uma hora.

Queda no banheiro

Lula tem 79 anos e fez uma cirurgia de emergência na madrugada de terça-feira (10) para drenar um hematoma na cabeça em decorrência da queda que sofreu no banheiro de casa em outubro.

O objetivo deste último procedimento – realizado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo – é evitar um possível novo sangramento. Segundo os médicos, ele não ficará com nenhuma sequela.

Com o presidente internado, o vice-presidente Geraldo Alckmin comanda nesta quinta-feira (11) a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável.



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Milho em ritmo lento novamente


O mercado de milho fechou uma terça-feira em ritmo lento no estado do Rio Grande do Sul, com produtores aumentando pedidas, de acordo com informações da TF Agroeconômica. “Nas indicações, manutenção: Santa Rosa a R$ 73,00; Não-Me-Toque a R$ 70,00; Marau e Gaurama R$ 70;00 Arroio do Meio, Lajeado e Frederico Westphalen a R$ 71,00 e Montenegro a R$ 74,00. Pedidas iniciando no R$ 75,00 FOB nas localidades, produtor sem pressa. Não ouvimos negócios no dia de hoje”, comenta.

Em Santa Catarina, as pedidas aumentam. “Produtores com pedidas ao menos R$ 2,00 acima, em que compradores hoje indicam a partir de R$ 72,00 no interior e R$ 73,00/75,00 CIF fábricas.Negócios a R$ 75,00/76,00 no CIF meio oeste, em pelo menos 2 mil tons. Nas indicações, Chapecó a R$ 74,00; Campos Novos R$ 75,00; Rio do Sul a R$ 76,00; Videira R$ 73,00. Porto indicando R$ 67 outubro/R$ 69 novembro. Negócios na região oeste a R$ 75,00 mais ICMS, em 700 tons”, indica.

No Paraná, o mercado permaneceu sem negócios. “No porto, indicações a R$ 75,00 dez/75,50 jan. No norte, indicações a R$ 68,00 (+1,00); Cascavel a R$ 69,00; Campos Gerais R$ 72,00; Guarapuava a R$ 71,00; Londrina R$ 71,00 (+1,00). Preços balcão no sudoeste e oeste a R$ 58,00, e norte a R$ 57,00. Produtores com pedidas a partir de

R$ 77,00 no norte e oeste; e R$ 79,00 Campos Gerais. Não ouvimos sobre negócios no dia de hoje”, completa.

No Mato Grosso do Sul houve valorização. “Em Maracaju, indicações de R$53,00 (+1,00);Dourados aR$ 54,00 (+R$1,00); Naviraí R$ 54,00 (-R$ 1,00) e São Gabriel a R$ 49,00. Produtores iniciam ofertas FOB a R$ 52,00 com maior parte das pedidas concentradas em R$ 55,00, base interior. Negócios em ritmo lento, com produtores iniciando pedidas a R$ 58,00 no FOB, e indicações nos portos a partir de R$ 60,00”, conclui.

 





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Como a defesa sanitária nas granjas garante perus de Natal saudáveis e seguros



A carne de peru é tradição no Natal, e para assegurar a qualidade do produto, fiscais Estaduais Agropecuários e a defesa sanitária das granjas comerciais seguem atuando nas granjas de produção de perus. O objetivo é atestar aos compradores no país e no exterior que a carne de peru brasileira é livre da doença de Newcastle e da influenza aviária, assim como ocorre na produção de frango.

A operação é realizada pelos servidores de forma contínua ao longo do ano. Apenas no Rio Grande do Sul, a atividade envolve 184 propriedades – são 167 granjas comerciais de perus e 17 granjas de reprodução de perus.

Como funciona?

Os profissionais atuam em todo o processo de produção, que começa pela certificação das matrizes e incubadoras e registro das granjas de peru. A categoria também é responsável pelas coletas de sangue e outros materiais para controle das enfermidades, pelo acompanhamento da sanidade dos perus e pelo atendimento de notificações de doenças com potencial de epidemias ou risco para a saúde pública.

O Fiscal Estadual Agropecuário e conselheiro da Associação dos Fiscais Agropecuários do RS (Afagro), Jeferson Barcelos Morais, explica que, para o consumo interno, os produtores selecionam lotes com tamanho ideal para o peru de Natal assado inteiro.

“Quando chegam as festas de fim de ano, o peru é a estrela da mesa, aquecendo o consumo interno da ave natalina”, diz Jeferson.

Nesta época, a carne exportada é comercializada em cortes, com destaque para coxa, sobrecoxa e peito de peru. Durante o restante do ano, o consumo nacional resume-se a embutidos, como peito, blanquet, linguiça e salsicha. A maior parte da produção de peru é exportada.



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Confinamento de gado bovino cresce 11% em 2024: o que isso significa?



O Censo de Confinamento de 2024, realizado pela DSM-Firmenich, revelou um aumento de 11% no número de gado bovino confinado em relação ao ano anterior, alcançando 7.961.754 cabeças em 2.592 propriedades brasileiras. Segundo o gerente de confinamento da empresa, Walter Patrizi, esse crescimento reflete uma retomada no setor, que enfrentou margens negativas nos últimos dois anos.

“Esse aumento está totalmente em linha com o crescimento do abate registrado neste ano e supera a média histórica de 9% ao ano. Foi um crescimento realmente muito importante”, destacou Patrizi, durante evento de apresentação dos resultados do Censo de Confinamento da dsm-firmenich, realizado na terça-feira, 10. Ele também chamou atenção para a maior participação das vacas no confinamento.

A concentração geográfica da atividade permanece marcante, com 75% do volume confinado distribuído entre os Estados de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Porém, destacou que a prática tem avançado para outras regiões.

“Esses cinco Estados representam, em grande parte, o nosso confinamento. No entanto, Estados como Pará e Tocantins vêm crescendo de forma significativa nos últimos anos”, explicou.

Os dados também indicam um aumento dos grandes confinamentos. “Os maiores confinamentos, com mais de 10 mil cabeças, têm crescido mais do que os menores. Já os confinamentos de pequeno porte, em geral, reduziram o volume de animais”, apontou Patrizi.

Ele acrescentou que cem grandes produtores, entre os mais de 2.500 levantados no censo, concentram praticamente metade do rebanho confinado.

De acordo com o levantamento, a participação de confinamentos com mais de 10 mil cabeças cresceu de 53,9% (3,9 milhões de cabeças) em 2023 para 58,7% (4,7 milhões de cabeças) em 2024. Já os confinamentos com menos de 10 mil cabeças se mantiveram com 3,3 milhões de animais entre um ano e outro, mas a participação recuou de 46,1% para 41,3%.



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Copom sobe Selic e antecipa novas altas; ouça análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca a decisão unânime do Copom em subir a Selic para 12,25%, além da sinalização de novas altas nas próximas reuniões. O comitê justifica que o cenário inflacionário se mostra desafiador, exigindo uma política monetária mais contracionista.

O Ibovespa fechou em alta de 1,06%, enquanto o dólar caiu 1,53% frente ao real, refletindo as expectativas do mercado sobre o pacote fiscal.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Trigo no Sul do Brasil: Mercados lentos


De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado de trigo nos estados do Sul do Brasil enfrenta uma comercialização quase paralisada, com vendedores e compradores adotando posições cautelosas. No Rio Grande do Sul, a oferta de trigo argentino no porto de Rio Grande reforça a lentidão nas negociações, enquanto Santa Catarina e Paraná lidam com desafios semelhantes, marcados por baixa demanda e dificuldades de precificação de farinhas.  

No Rio Grande do Sul, a comercialização para retirada em dezembro e janeiro segue extremamente travada. Vendedores próximos ao porto ou com acesso a logística ferroviária buscam liquidez no canal de trigo padrão moagem, com vendas estimadas em 520 mil toneladas. Indicações de compradores permanecem não firmes, em torno de R$ 1.300,00 por tonelada na Serra para embarques na segunda metade de janeiro e fevereiro, com pagamento em março. Moinhos no centro do estado indicam valores em R$ 1.250,00. Apesar disso, ainda restam 1,845 milhão de toneladas disponíveis, insuficientes para atender à demanda local e de outros estados.  

Em Santa Catarina, o mercado segue lento devido à fraca demanda por farinhas. Moinhos indicam valores de R$ 1.350,00 CIF para trigo diferido, mas os vendedores, que esperam preços mais altos, negociam lentamente. A dificuldade em alinhar os preços da farinha com os custos da matéria-prima contribui para a paralisia do mercado, embora ambos os lados reconheçam a tendência de alta no médio prazo.  

No Paraná, os preços recuaram levemente, cerca de R$ 3,00 por saca, mas ainda oferecem margem de lucro de 3,66% devido à redução dos custos de produção. Moinhos indicam valores entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00, dependendo da localização, mas enfrentam resistência dos vendedores, que têm focado em negociações para janeiro e fevereiro. Além disso, o trigo gaúcho, ofertado a R$ 1.250,00 FOB, é considerado caro pelos moinhos paranaenses quando adicionados os custos de frete e ICMS, mantendo o mercado estagnado.  

 





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