segunda-feira, julho 27, 2026

News

AgroNewsPolítica & Agro

Boi gordo fecha semana com preços estáveis



Primeira quinzena de dezembro registra queda acumulada no pecuário




Foto: Sheila Flores

Apesar de um mercado pressionado, a sexta-feira iniciou com preços estáveis para o boi gordo, mantendo uma característica recorrente desse dia da semana. Durante os últimos dias, a pressão nas cotações foi alimentada por uma ponta compradora abastecida, levando os vendedores a adotar uma postura retraída, fechando negócios apenas conforme a necessidade. Na primeira quinzena de dezembro, o boi gordo registrou queda acumulada de R$ 35,00 por arroba, conforme o informativo Tem Boi na Linha.

De acordo com informativo, na região de Dourados, no Mato Grosso do Sul, a sexta-feira manteve a pressão sobre os preços. As cotações para todas as categorias abriram o dia com recuo de R$ 5,00/@, mesmo com um volume reduzido de movimentações.

Clique para seguir o canal do Agrolink no WhatsApp

No mercado baiano, o escoamento de carne enfraquecido e as escalas de abate superiores a 10 dias resultaram em uma queda de R$ 5,00/@ para todas as categorias.

No Triângulo Mineiro, a oferta elevada de fêmeas, especialmente mais velhas, pressionou os preços da vaca para baixo, com redução de R$ 5,00/@. Já o boi e a novilha mantiveram estabilidade nos valores no comparativo diário.





Source link

News

Famato comemora aprovação de PEC de conservação em MT



A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) celebrou a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12/2022, que visa regularizar a criação de novos parques estaduais em MT. A matéria foi aprovada em segunda votação pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) durante a sessão plenária realizada na quarta-feira (11/12), com o apoio de uma ampla articulação do setor produtivo rural.

O presidente da Famato, Vilmondes Tomain, destacou a importância da aprovação da PEC para o setor produtivo e para MT em geral. Segundo ele, a regularização das unidades de conservação trará segurança jurídica para os produtores rurais, o que permite que preservação ambiental seja realizada de forma responsável, sem prejudicar os direitos dos proprietários de terras.

A PEC determina que 80% das 47 unidades de conservação de MT sejam regularizadas antes que novas áreas sejam criadas, garantindo que a preservação dos biomas mato-grossenses seja efetiva e não apenas teórica. Atualmente, muitos parques enfrentam pendências de regularização fundiária, e a medida é considerada crucial para que as áreas de conservação cumpram sua função ambiental de forma adequada.

Vilmondes Tomain enfatizou que a prioridade deve ser a regularização das unidades já existentes, para garantir que cumpram efetivamente seu papel na preservação. Além disso, a PEC autoriza a captação de recursos financeiros de ONGs, entidades públicas ou privadas, tanto nacionais quanto internacionais, para auxiliar na criação e manutenção das unidades de conservação. Esses recursos serão destinados ao Fundo Amigo da Floresta (3F), criado em junho deste ano, para apoiar a regularização e manutenção dos parques estaduais e outras áreas protegidas.

Atualmente, o Sistema Estadual de Unidades de Conservação abrange 47 unidades, que totalizam mais de 2,8 milhões de hectares, divididos entre parques estaduais, reservas, áreas extrativistas e estações ecológicas. No entanto, apenas 7,3% dessas áreas têm regularização fundiária completa, apesar de já existirem há mais de 20 anos.

O deputado Carlos Avallone, presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALMT, também comemorou a aprovação da PEC em MT, destacando que a medida corrigirá falhas das legislações anteriores e garantirá recursos financeiros nos próximos 10 anos para a regularização das unidades de conservação. Ele ressaltou a importância da PEC para garantir justiça aos produtores rurais que tiveram suas terras transformadas em unidades de conservação sem receber compensações.

O Fórum Agro teve um papel fundamental na articulação para a aprovação da PEC, promovendo diálogos entre as entidades do setor e os deputados estaduais, além de fornecer dados e informações técnicas para sustentar a proposta. Com a aprovação da PEC em segunda votação, o texto agora segue para redação final e será encaminhado ao governador Mauro Mendes para sanção.



Source link

News

Pesquisa desenvolve porta-enxertos de maracujá resistentes à fusariose



Duas novas cultivares de maracujás silvestres para uso como porta-enxerto desenvolvidas pela Embrapa, em parceria com a Coopernova, estão trazendo de volta a possibilidade de produção do maracujá-azedo em Mato Grosso.

Os materiais BRS Terra Nova (BRS TN) e BRS Terra Boa (BRS TB) são resistentes à fusariose, doença que dizimou os maracujazeiros no estado. Selecionadas a partir de espécies silvestres, elas servem como porta-enxerto para cultivares comerciais de maracujá-azedo.

Já validadas para o estado de Mato Grosso, essas cultivares foram apresentadas nesta semana em Terra Nova do Norte (MT). Outras duas cultivares, também resistentes à doença têm apresentação prevista para os próximos meses: a BRSRJ MD, validada no Rio de Janeiro em condições de Mata Atlântica, e a UFERSA BRSRM 153, validada no Rio Grande do Norte e Bahia em condições do Semiárido e Cerrado.

As novas cultivares são das espécies Passiflora nitida Kunth (BRS TN) e Passiflora alata Curtis (BRS TB). Elas foram desenvolvidas e validadas na região norte de Mato Grosso. Materiais selecionados de diferentes espécies e híbridos interespecíficos foram testados em áreas com problemas de fusariose de produtores rurais associados à Coopernova a partir do ano de 2008.

As cultivares BRS TN e BRS TB foram as que melhor se adaptavam à região, apresentavam compatibilidade com cultivares de maracujá-azedo Passiflora edulis, mantinham-se produtivas e, acima de tudo, não apresentavam sintomas ou mortalidade por fusariose.

A ação da fusariose no maracujá

Os fungos Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae e Fusarium solani causam, respectivamente, o entupimento do sistema vascular e a podridão das raízes, levando à morte prematura das plantas. Esses fungos estão presentes no solo e aproveitam de lesões nas raízes para infectar a planta. Com o tempo ocorre o apodrecimento das raízes e a murcha das folhas, levando o maracujazeiro à morte. O controle é difícil, uma vez que não existem alternativas químicas nem outras estratégias eficazes para o manejo da doença. Além disso, o fungo pode sobreviver por muitos anos no solo, mesmo na ausência de plantas hospedeiras.

Ações de pesquisa começaram há 26 anos

As pesquisas que buscam desenvolver tecnologias que contribuam com o manejo dessas doenças causadas por Fusarium começaram há 26 anos, na Embrapa Cerrados (DF). Segundo Fábio Faleiro, líder do Programa de Melhoramento Genético dos Maracujás da Embrapa (PMGM), resolver o problema da fusariose sempre foi uma importante demanda dos produtores de maracujá.

“Muitos produtores desistem do maracujá por causa da fusariose. Por isso, a apresentação das primeiras cultivares de maracujás silvestres, para uso como porta-enxerto, desenvolvidas pelo PMGM representa um marco importante para a cultura no país”, afirma Faleiro, que também atua como chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa Cerrados. Ele ressalta que os novos materiais foram validados em condições comerciais e registrados no Ministério da Agricultura (Mapa).

Os primeiros experimentos foram estabelecidos em 1998 pelo pesquisador Nilton Tadeu Vilela Junqueira e envolviam a identificação e o uso de espécies silvestres e híbridos resistentes à fusariose a serem utilizadas como porta-enxertos de maracujazeiro azedo. Com o início do PMGM, foram realizados cruzamentos, seleção e recombinação de genótipos promissoras.

Uma rede de parcerias foi estabelecida para a realização de testes de compatibilidade com o maracujazeiro-azedo comercial (Passiflora edulis L.) para a otimização dos métodos de produção de mudas enxertadas; realização de bioensaios e validação em áreas comerciais com histórico de ocorrência de fusariose. O trabalho ainda envolveu o estabelecimento da logística de produção de sementes e mudas das cultivares desenvolvidas. Essas ações foram realizadas durante as cinco fases do programa.



Source link

News

Aprosoja Piauí elege nova diretoria para o biênio 25/27



A Associação dos Produtores de Soja do Estado do Piauí (Aprosoja PI) elegeu, por unanimidade, sua nova diretoria para o biênio 2025/2027. A eleição ocorreu, na última semana, durante assembleia realizada na sede do Sindicato Rural do município de Bom Jesus, a cerca de 600 km de Teresina.

O produtor Janailton Fritzen foi escolhido para a presidência da Aprosoja PI, sucedendo Alzir Neto, que esteve à frente da entidade por dois mandatos consecutivos. Fritzen, que já ocupava o cargo de diretor financeiro na gestão anterior, tem forte experiência na região do cerrado, sendo um dos pioneiros na produção de grãos e na organização dos produtores locais em associações para o fortalecimento do setor.

Ao lado de Fritzen, Patrícia Ceccato Barili assume a vice-presidência da Aprosoja Piauí. Durante a plenária, a nova diretoria delineou suas estratégias para os próximos dois anos, com destaque para a busca contínua por melhorias na infraestrutura da região do cerrado, visando o desenvolvimento sustentável do setor produtivo do Piauí.

“Conseguimos avançar, mas temos que continuar defendendo o desenvolvimento do setor, porque ele é fundamental para o crescimento do estado. A nossa organização enquanto associação é essencial para fortalecer a produção e a economia local”, destacou Janailton Fritzen, o novo presidente.

Em sua despedida, o ex-presidente Alzir Neto fez um balanço dos avanços obtidos durante sua gestão, ressaltando que, apesar dos progressos em infraestrutura, ainda existem desafios a serem enfrentados, como a regularização fundiária e a melhoria no fornecimento de energia elétrica, que continuam a ser gargalos para o pleno crescimento do setor.

O novo presidente reafirmou seu compromisso de manter o diálogo com as autoridades estaduais e federais para garantir a valorização do produtor piauiense e a busca por soluções que favoreçam o desenvolvimento contínuo da agricultura no estado.



Source link

News

Campanha ambiental garante a segurança de 5.200 ovos de tracajá



O Programa Quelônios da Amazônia (PQA), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), está promovendo o monitoramento e a manutenção do berçário destinado à incubação dos ovos de tracajá (Podocnemis unifillis).

Trata-se de uma espécie de quelônio de água doce com carapaça e pele negras e manchas amarelas na cabeça. A iniciativa, realizada no município de Pracuúba, no Amapá, desde setembro, tem o objetivo de colaborar com a preservação da espécie na região.

Desde o início da missão, os agentes do Ibama promoveram melhorias na área de incubadora dos ovos, monitoraram o berçário e o entorno, bem como transferiram ninhos, quando necessário.

Além disso, verificaram a viabilidade de ninhos antigos e removeram ovos inviáveis e formigas. Foi possível, também, acompanhar a eclosão e efetuar a soltura de filhotes de tracajá.

Produção atual de ovos de tracajá

Foram identificados e transportados 217 ninhos na primeira quinzena de novembro, quando essa etapa de campo foi finalizada. Considerando que a média de ovos por ninho na região é de 24 unidades, estima-se que a produção atual do berçário esteja em cerca de 5.200 ovos.

Dentre eles, há aqueles inviáveis e ninhos que apresentaram baixa eclosão, devido à predação de formiga-de-fogo (Solenopsis saevissima).

Nas fichas de campo utilizadas na coleta de dados, foram registrados os ninhos identificados e transferidos na região dos lagos, bem como informados os níveis de predação ocorridos na área por causa humana ou animal. O monitoramento dos agentes do Ibama na região permanecerá até o fim de dezembro.

*Sob supervisão de Victor Faverin



Source link

News

Nova lei moderniza licenciamento ambiental e garante agilidade



O Paraná acaba de adotar novas normas para o licenciamento ambiental. Na última semana, o governador Carlos Massa Junior sancionou a Lei nº 22.252, que moderniza os procedimentos de licenciamento no Estado.

De acordo com informações fornecidas pela CNA, a nova legislação visa trazer mais segurança jurídica ao setor produtivo e agilizar os processos de licenciamento, ao mesmo tempo em que preserva as questões ambientais. O Sistema FAEP e o G7, grupo que reúne sete entidades do setor produtivo, contribuíram ativamente para a elaboração do texto final, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) na última segunda-feira (9).

Segundo Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP, a nova legislação oferece um ambiente de segurança jurídica e otimiza os processos administrativos, respeitando as questões ambientais e estimulando o desenvolvimento econômico sustentável.

Contribuição do setor produtivo

Durante as discussões sobre a legislação, o Sistema FAEP e o G7 lideraram debates que resultaram em quatro emendas importantes, que foram incorporadas ao projeto de lei. Uma das principais emendas garante que as licenças ambientais já emitidas antes da entrada em vigor da nova lei continuem válidas, assegurando estabilidade para os empreendedores.

Outra mudança proposta pelas entidades do setor produtivo é a concessão automática da Declaração de Inexigibilidade de Licença Ambiental (DILA) para empreendimentos de baixo risco, ou seja, com insignificante potencial poluidor. O mesmo vale para a Declaração de Dispensa de Licenciamento Ambiental (DLAM), que também se aplica a atividades de baixo impacto ambiental. Essas medidas visam agilizar os processos, facilitando a instalação de novos empreendimentos e a continuidade das operações já existentes.

Além disso, o Sistema FAEP e o G7 defenderam a exclusão de um artigo que exigia o relato detalhado ao órgão ambiental sobre o Gerenciamento de Áreas Contaminadas em todos os processos de licenciamento, o que, segundo as entidades, poderia gerar burocracia desnecessária. Por fim, o setor produtivo sugeriu que a nova lei entre em vigor no prazo de 120 dias, o que foi acatado.

Benefícios e impacto esperado

Com a nova legislação, o governo do Paraná acredita que o fluxo de dados no Sistema de Gestão Ambiental (SGA) será facilitado. A centralização e categorização das informações por porte e impacto ambiental dos empreendimentos permitirá uma análise mais ágil dos processos, especialmente para os de menor complexidade. Dessa forma, o tempo médio de análise de licenciamento será reduzido na maioria dos casos, permitindo que o corpo técnico do Instituto Água e Terra (IAT) dedique mais atenção aos projetos de maior porte e impacto.

Para o G7, a Lei 22.252 traz agilidade ao licenciamento e cria um ambiente propício para a instalação de novos empreendimentos rurais e urbanos no Paraná. Isso, segundo as entidades, resultará na geração de empregos, aumento da produção e elevação da arrecadação de impostos, tudo isso mantendo o compromisso com a conservação dos recursos naturais. Além disso, a nova legislação abre a possibilidade para a expansão de empreendimentos já licenciados, ampliando a produção e a criação de novos postos de trabalho.

O setor produtivo se comprometeu a continuar contribuindo para o diálogo e aperfeiçoamento das legislações voltadas ao desenvolvimento sustentável do Paraná, sempre buscando conciliar o crescimento econômico com a preservação do meio ambiente.



Source link

News

os desafios enfrentados na safra 24/25



A safra 2024/25 de soja em Mato Grosso enfrenta alguns desafios, o que reflete a pressão de preços tanto no mercado nacional quanto internacional. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) estima que o custo para o custeio desta safra será de R$ 50,27 bilhões, com um valor médio de quase R$ 4.000 por hectare. Esse cenário, com altos custos de produção, tem impactado como os produtores rurais têm buscado financiamento.

Segundo o estudo anual divulgado pelo instituto, a participação dos recursos próprios dos produtores de soja tem diminuído ao longo do tempo, o que tem aumentado a dependência de financiamentos externos.

A pesquisa aponta que, além da crescente participação de fontes de crédito federais e do sistema financeiro, a utilização de modalidades de financiamento mais seguras tem ganhado destaque. Essas alternativas ajudam a garantir maior estabilidade nas negociações e contribuem para mitigar os custos associados ao financiamento, proporcionando mais segurança financeira para os produtores.

O Imea também observa uma mudança importante na metodologia de análise do crédito. As fontes de financiamento passaram a incluir o crédito do Plano Safra e outras linhas de crédito oferecidas por bancos privados e multinacionais. Em 2024, a procura por crédito fora do Plano Safra cresceu. Isso reflete um aumento da participação dos bancos como principais fontes de financiamento, enquanto os recursos próprios dos produtores, que representavam cerca de 31% do custeio na safra anterior, caíram para 19%. Já o crédito de bancos e multinacionais saltou para quase 29% e 13%, respectivamente.

Esse movimento está relacionado às taxas de juros mais altas no sistema financeiro, que têm pressionado os produtores. A busca por alternativas de financiamento fora do Plano Safra também pode refletir a dificuldade de acesso ao crédito nas condições tradicionais. Embora o aumento no custo do crédito possa afetar as próximas safras, ele também mostra um reflexo positivo na produtividade dessa safra, que, apesar dos desafios financeiros, tende a ter uma produtividade maior, o que pode ajudar a equilibrar as contas no futuro.

As informações são da última edição do Rural Notícias.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Pressão baixista persiste no mercado do boi gordo



Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor



Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor
Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor – Foto: Divulgação

De acordo com análise da StoneX, o mercado do boi gordo na B3 segue pressionado por uma tendência de baixa. O índice contínuo do boi gordo registrou queda para R$ 310/@ na última semana, uma redução significativa em relação aos R$ 350/@ observados no final de novembro de 2023. Além disso, os contratos futuros, especialmente os de fevereiro de 2025, estão sendo negociados a R$ 307/@, com alertas de que os preços possam recuar ainda mais, chegando à marca de R$ 300/@.  

Essa dinâmica reflete o atual momento de mudança de ciclo no setor, em que a redução da oferta e a demanda aquecida, tanto no mercado interno quanto no externo, não foram suficientes para impedir a queda nos preços. Um fator relevante para explicar essa variação é o aumento dos abates, indicando que o volume ofertado no mercado pode ter superado a demanda efetiva, pressionando as cotações.  

Com o mercado em alerta, agentes econômicos seguem monitorando de perto os dias de espera para compras nos frigoríficos, que podem indicar desequilíbrios entre oferta e demanda. Além disso, a volatilidade dos contratos futuros na B3 e sua resposta a esses movimentos seguem como pontos de atenção para os próximos meses.  

“Sem dúvidas em relação com a mudança de ciclo e a redução da oferta, assim como com a demanda tanto externa como interna ainda aquecidas, a explicação dessa brusca variação estaria no nível de abates, já que há indícios de que o volume que esperava ser vendido se encontrava acima da demanda a ser realizada. Sendo assim, continuarão sendo monitoradas de perto os dias de espera para compras nos frigoríficos, assim como volatilidade nas negociações das cotações futuras e as suas respostas em relação a isso”, conclui.

 





Source link

News

inovação eleva bem-estar e produtividade em novilhas



Uma nova tecnologia desenvolvida para programas de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) promete melhorar o bem-estar de novilhas e aumentar a eficiência reprodutiva nas fazendas brasileiras. A ferramenta, chamada Retan Novilhas, foi projetada para reduzir o desconforto causado por dispositivos intravaginais tradicionais, que são utilizados em fêmeas jovens para sincronizar a reprodução.

Segundo o médico-veterinário Gabriel Sandoval, da empresa Global Gen, o dispositivo menor foi adaptado anatomicamente para atender às particularidades das novilhas precoces, que entram nos programas reprodutivos com menos de 18 a 24 meses.

“Nosso estudo mostrou que essas fêmeas apresentavam sinais de desconforto, como arqueamento do dorso e cauda erguida, quando usavam dispositivos tradicionais. Com o Retan Novilhas, reduzimos significativamente esses sinais e observamos uma menor liberação de cortisol, o hormônio associado ao estresse”, diz Sandoval.

Benefícios comprovados em estudos

Os estudos foram realizados em seis fazendas com mais de 2.200 novilhas e mostraram que, além de melhorar o bem-estar animal, o dispositivo aumentou o ganho de peso das fêmeas.

“Trabalhamos com um dispositivo que tem a mesma superfície de contato e liberação de progesterona do modelo tradicional, mas sem causar o mesmo desconforto”, destaca o veterinário.

Os dados também revelaram uma menor presença de células inflamatórias nas novilhas tratadas com o dispositivo menor, comprovando os benefícios da tecnologia tanto para a saúde quanto para a produtividade dos animais.

Bem-estar animal e mercado global

Com o aumento das exigências globais em relação à saúde e bem-estar animal, a inovação pode ajudar pecuaristas brasileiros a atender mercados mais rigorosos. Sandoval ressalta que a pecuária moderna exige sistemas mais eficientes e sustentáveis, e a adoção de tecnologias como o Retan Novilhas contribui para encurtar ciclos produtivos sem comprometer a saúde dos animais.

O dispositivo já foi apresentado ao mercado durante o Global SN Group, evento realizado em Goiânia, e teve uma recepção positiva entre os pecuaristas.

Com a adoção crescente de práticas voltadas para o bem-estar animal, tecnologias como essa se consolidam como aliados estratégicos para o crescimento sustentável da pecuária brasileira.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

O futuro da agricultura sustentável



O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos



O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos
O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos – Foto: Pixabay

A agricultura sempre foi fundamental para o desenvolvimento humano, e com o crescimento populacional e os desafios ambientais, a busca por práticas mais sustentáveis nunca foi tão urgente. Os Nanofertilizantes surgem como uma solução inovadora, com previsão de crescimento do mercado para US$ 12,4 bilhões até 2034. Ao utilizar nanotecnologia, esses fertilizantes fornecem nutrientes de forma mais eficiente, liberando-os de maneira controlada para garantir a absorção ideal pelas plantas.

Diferente dos fertilizantes tradicionais, que muitas vezes resultam em desperdício e poluição, os nanofertilizantes reduzem a quantidade de insumos necessários, aumentando a produtividade e diminuindo os impactos ambientais. Eles estão disponíveis em várias formas, como nanocompostos e nutrientes nanoencapsulados, e sua aplicação precisa melhora a saúde do solo, além de otimizar o uso dos fertilizantes.

O crescimento do mercado é impulsionado pela crescente demanda global por alimentos, com a população projetada para atingir 9,7 bilhões até 2050, e as preocupações com a sustentabilidade, como a degradação do solo e da água. Além disso, há forte apoio governamental para práticas agrícolas sustentáveis e investimentos em nanotecnologia. Contudo, desafios como os altos custos de produção, questões regulatórias e a falta de conhecimento dos agricultores sobre os benefícios dos nanofertilizantes precisam ser superados.

O mercado é segmentado por tipo de nutrientes e aplicação, com destaque para a produção de culturas e horticultura. Regiões como América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico estão na vanguarda, com a América Latina também se destacando pela adoção de tecnologias inovadoras. Empresas como BASF, Nutrien e Yara estão investindo na pesquisa e desenvolvimento de nanofertilizantes, moldando o futuro da agricultura. Até 2034, espera-se que essa tecnologia desempenhe um papel essencial na segurança alimentar e na sustentabilidade.

 





Source link