domingo, julho 26, 2026

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como ficam as chuvas? Climatempo explica


O verão 2024/2025 começa oficialmente às 6h21 do dia 21 de dezembro de 2024 e segue até às 6h02 do dia 20 de Março de 2025. Mas, neste verão, não teremos os impactos do fenômeno El Niño – é o que informa o Instituto Climatempo. No ano passado, o fenômeno colaborou para manter a atmosfera global muito aquecida, contribuindo para ocorrência de ondas de calor e de eventos extremos no Brasil.

Verão sem La Niña

Globalmente os oceanos permanecem quentes, havendo tendência de resfriamento apenas no Pacífico Equatorial na costa do Peru, mas sem alcançar a configuração de um La Niña. O fato de o oceano Pacífico Equatorial na costa do Peru estar com uma tendência de resfriamento, vai influenciar o padrão de chuva e de temperatura no Brasil neste próximo verão. Um dos efeitos desse padrão frio é o de facilitar a formação de corredores de umidade entre o Norte, o Centro-Oeste e o Sudeste do Brasil.

Chuvas no verão

A chuva mais volumosa e frequente do verão 2024/2025 deve ocorrer nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste, em muitas áreas do Norte e em parte do Nordeste. Na Região Sul, o verão será marcado por chuva irregular e espaçada, com vários dias de predomínio de tempo seco entre um episódio e outro de instabilidade.

Temperaturas

Não há expectativa de ondas de calor de grande abrangência sobre o Brasil, como no verão 23/24, mas a Região Sul e também a Região Norte devem experimentar períodos quentes, com alguns dias com calor acima do normal. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, há tendência de aquecimento.

A expectativa de mais nebulosidade e chuva sobre o país neste verão vai evitar os longos períodos de calor intenso no Centro-Oeste e no Sudeste, como ocorreu no verão 2023/2024.

Frentes frias e ZCAS

O balanço de temperatura da superfície do mar no Atlântico Sul será favorável ao avanço das frentes frias pela costa do Sul e da região Sudeste. A passagem destas frentes ajuda a canalizar o ar úmido do Norte para o Centro-Oeste e para o Sudeste estimulando as áreas de instabilidade. Há possibilidade de formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).

Zona de Convergência Intertropical

Segundo o Climatempo, para o verão 2025, a previsão é de que ocorra um atraso na aproximação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), pois o balanço de temperatura da superfície do mar entre o Atlântico Tropical Norte e Tropical Sul não está favorável.

O Atlântico Tropical Norte está mais quente que o Atlântico Tropical Sul, o que dificulta a aproximação da ZCIT na costa norte do Brasil. As áreas de instabilidade tendem a se organizar nas áreas oceânicas mais quentes.

Durante o verão e o outono no Hemisfério Sul, a ZCIT é o principal sistema meteorológico que contribui para chuva volumosa no Nordeste e em parte no Norte do país.

Oceanos quentes

A circulação atmosférica e oceânica no verão 2025 no Hemisfério Sul sentirá a influência dos oceanos quentes, como já ocorreu no verão passado.

Globalmente, a maioria das áreas oceânicas do planeta continua com temperatura acima da média. Apenas a porção central e leste do Pacífico Equatorial, na costa peruana, está com temperatura um pouco abaixo da média.

Oceano PacíficoOceano Pacífico
Foto: Pixabay

A tendência do Pacífico equatorial um pouco frio será responsável apenas por uma parte do estímulo para que o verão 2025 seja com mais chuva do que o normal no Brasil. Ao longo da estação, outros fenômenos de escala mensal devem atuar para aumentar ou reduzir a chuva em algumas porções do país.

Destaques regionais

Sul: risco de ondas de calor principalmente no oeste dos estados de RS, SC e PR. Temperaturas mais elevadas e picos de calor em Porto Alegre. Leste de SC e PR tendem a apresentar temperaturas mais próximas da média, com um calor moderado.

Janeiro com chuva irregular e mal distribuídas ao longo do mês. Fevereiro tende a ter chuva um pouco acima da média no Sul, com pancadas frequentes, mesmo que de forma isolada. As frentes frias tendem a passar rapidamente sobre a região.

Sudeste: alternância entre semanas chuvosas com temperaturas próximas e/ou abaixo da média e semanas de calor e pancadas de chuva típicas de verão. O verão 2025 será menos quente do que o verão de 2023/2024, com períodos mornos pelo litoral da região, no leste de SP, RJ, ES, sul e leste de MG.

As frentes frias avançam com frequência pela costa do Sudeste e ajudam a organizar os corredores de umidade, que aumentam a chuva, com possibilidade de formação de ZCAS. A estação terá mais chuva para o Sudeste do que no verão 2023/2024, o que vai ajudar a manter a temperatura próxima da média

Centro-Oeste: frequente formação de corredores de umidade e possibilidade de ocorrência de ZCAS. Volumes de chuva acima da média, principalmente, no GO, MT e leste do MS.
Não devem ocorrer ondas de calor frequentes, mas eventuais picos de calor podem afetar o centro-sul e oeste do MS ao longo do verão.

O verão 2025 trará chuvas mais volumosas e frequentes do que no verão 2023/2024, o que vai deixar as temperaturas próximas da média.

Nordeste: irregularidade da chuva continua no MA-TO-PI-BA na primeira quinzena de janeiro, o que fará a temperatura subir bastante. Destaque para a atuação de corredores de umidade que estarão posicionados para norte da posição climatológica, o que favorece a ocorrência de chuvas acima da média em grande parte do Nordeste.

De acordo com o Climatempo, haverá atraso na aproximação da ZCIT no litoral norte do nordeste. A partir da segunda quinzena de janeiro esse sistema começa a se deslocar para a região favorecendo chuvas frequentes. A estação será de calor intenso no leste da BA, SE, AL e PE .

Norte: tempo abafado na maioria das regiões, com temperaturas acima da média em praticamente toda a região. Frequente formação de corredores de umidade e possibilidade de episódios de ZCAS.

Apesar da previsão de chover menos do que a média durante o verão, a chuva é volumosa e frequente, o que favorece a recuperação gradual dos rios na região. Não deve ocorrer novo recorde histórico de vazão baixa nos rios da Amazônia.



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São Paulo celebra liderança nas exportações do agronegócio brasileiro em 2024



O estado de São Paulo ultrapassou Mato Grosso e se consolidou na liderança das exportações do agronegócio brasileiro, registrando superávit de US$ 23,22 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2024, o equivalente a R$ 139,9 bilhões. O valor representa aumento de 10% em relação ao mesmo período de 2023. A informação foi divulgada pela Agência SP.

De acordo com o levantamento realizado pelos pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo (SAA), as exportações paulistas do agronegócio alcançaram US$28,40 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. As importações setoriais também avançaram, totalizando US$5,18 bilhões, alta de 11,4%.

A participação do agronegócio paulista representou 43,7%, aumento de 4 pontos percentuais em relação a igual período de 2023. Nas importações setoriais, a participação foi de 7,4%, incremento de 0,4 pontos percentuais ante 2023.

“Esses resultados destacam a relevância estratégica do agronegócio paulista para a economia estadual e nacional, reforçando a posição do setor como um pilar do desenvolvimento sustentável e da geração de divisas para São Paulo e o Brasil”, disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

TOP 4

São Paulo é responsável por 18,6% de participação nas exportações do agronegócio brasileiro, na liderança dos negócios. Mato Grosso aparece na segunda posição (16,7%), seguido pelo Paraná (11,1%) e Minas Gerais (10,4%).

“Esse resultado de janeiro a novembro, em um ano de estiagem prolongada, demonstra a vocação agropecuária dos produtores rurais paulistas”, acrescenta Guilherme Piai, secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento.

Principais produtos de exportação

  • Complexo sucroalcooleiro: 40,7% de participação no agro paulista, com US$11,52 bilhões, açúcar representa 92,8% e o etanol 7,2%;
  • Carnes: 11,4% de participação, somando US$3,24 bilhões, sendo a carne bovina responsável por 84,2%;
  • Produtos florestais: 10,2% de participação, na ordem de US$2,90 bilhões, com 54,7% em celulose e 37,5% de papel;
  • Grupo de sucos: 9,3% de participação, com US$2,65 bilhões, dos quais 98% foram representados por suco de laranja;
  • Complexo soja: 7,8% de participação, registrando US$2,22 bilhões, com a soja em grão correspondendo a 76,2%.

Os cinco produtos agregados representaram 79,4% das exportações setoriais paulistas. Já o grupo do café aparece em sexto lugar, com vendas de US$1,18 bilhão (72,1% referentes ao café verde e 23,6% de café solúvel).

Entre os grupos de produtos, no período analisado, destacaram-se aumentos nas exportações de café (+45,1%), sucos (+35,7%), complexo sucroalcooleiro (+19,2%), produtos florestais (+18,2%) e carnes (+14,5%).



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Dólar em alta impulsiona preços do milho na B3



A valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores



Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta
Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta – Foto: Pixabay

De acordo com informações da TF Agroeconômica, os principais contratos de milho encerraram a terça-feira (17) com valorização, apesar de um cenário internacional negativo. Na Bolsa de Chicago, o contrato para dezembro/24 foi cotado a US$ 4,43, registrando queda de 1,5 pontos. Contudo, o dólar teve uma alta expressiva, alcançando a máxima de R$ 6,207 e fechando o dia em R$ 6,096. Esse movimento garantiu melhores margens aos exportadores no porto, impactando positivamente os preços futuros do cereal no mercado interno.  

Nesse contexto, os contratos futuros de milho na B3 fecharam o dia em alta. O vencimento janeiro/25 subiu R$ 0,56, encerrando a R$ 74,56, embora acumule baixa de R$ 1,36 na semana. O contrato março/25 teve alta de R$ 0,54, finalizando em R$ 73,70, mas ainda registra perda semanal de R$ 0,47. Já o vencimento maio/25 também avançou R$ 0,54 no dia, sendo cotado a R$ 73,07, com uma leve queda semanal de R$ 0,06.  

A valorização do dólar frente ao real é um dos principais fatores que sustentaram as cotações na B3, mesmo em um dia de queda nos preços internacionais. Essa alta cambial favorece a competitividade do milho brasileiro no mercado externo, elevando as margens dos exportadores e influenciando diretamente o mercado interno.  

O desempenho do dólar e sua relação com o mercado internacional reforçam a importância de monitorar as variáveis cambiais. Para os players do setor, especialmente em um momento de volatilidade, o câmbio segue como um elemento decisivo para a formação de preços e para estratégias comerciais no agronegócio brasileiro.

 





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Ibovespa recupera e dólar sobe; ouça análise no Diário Econômico


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a aprovação da reforma tributária na Câmara e as expectativas para o pacote fiscal.

A ata do Copom reforçou o tom mais rígido para controlar a inflação, enquanto o mercado aguarda a decisão de juros do Fed.

O Ibovespa subiu 0,92%, aos 124 mil pontos, o dólar fechou a R$ 6,10 e a PTAX avançou 1,94%, para R$ 6,16.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Dia será marcado por pancadas fortes de chuva a qualquer hora; veja previsão



Tempo firme em algumas regiões brasileiras e dia encoberto em outras, com chances de trovoadas e pancadas de chuva de moderada a forte intensidade. Acompanhe a previsão para esta quarta-feira (18).

Sul

O tempo será predominantemente firme e ensolarado no interior da Região Sul, com poucas nuvens. Já na faixa leste, desde o Rio Grande do Sul até o Paraná, pode haver chuvas isoladas. Contudo, as temperaturas estarão elevadas, com o calor predominando no interior dos três estados.

Sudeste

O tempo continua instável, com pancadas de chuva em grande parte dos estados. Entre Minas Gerais e Espírito Santo, a chuva pode vir acompanhada de trovoadas e ter intensidade de moderada a forte. Já no interior de São Paulo, o tempo será firme, com sol ao longo do dia. Na faixa litorânea e no norte paulista, há previsão de pancadas de chuva à tarde.

Centro-Oeste

A metade sul de Mato Grosso do Sul terá predomínio de tempo firme. No norte do estado, Goiás e Mato Grosso, são esperadas pancadas isoladas, podendo ser acompanhadas de trovoadas no sul goiano. Em território mato-grossense, o tempo será mais nublado, com chuvas a qualquer hora, que podem ser fortes em alguns períodos. O clima seguirá abafado em toda a região.

Nordeste

O dia será nublado, com pancadas de chuva na metade oeste da Bahia e no centro-sul do Piauí e Maranhão, onde não se descarta a possibilidade de chuva forte. Na faixa litorânea, de Sergipe a Pernambuco, as precipitações serão isoladas, assim como no litoral norte, entre o Ceará e o Maranhão. No sertão nordestino, o sol predomina entre poucas nuvens.

Norte

O calor e a alta umidade favorecem pancadas de chuva a qualquer momento no Norte do país, com intensidade forte em alguns pontos. As temperaturas seguem elevadas, mantendo a sensação de tempo abafado.



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Dólar atinge R$ 6,09 e fecha em novo recorde histórico após intervenção do Banco Central



Banco Central (BC), que vendeu mais de US$ 4,6 bilhões em dois leilões




Foto: Pixabay

O dólar encerrou a segunda-feira (16) com alta expressiva, cotado a R$ 6,09, alcançando o maior valor de fechamento desde a implantação do Plano Real, em 1994. Mesmo com a intervenção do Banco Central (BC), que vendeu mais de US$ 4,6 bilhões em dois leilões realizados durante a manhã, o mercado seguiu pressionado, refletindo preocupações fiscais e o aumento dos prêmios de risco no Brasil.

Na B3, o contrato de dólar futuro com vencimento mais próximo também registrou alta. Às 17h03, a cotação subia 0,86%, sendo negociada a R$ 6,10. Essa movimentação representa o terceiro dia consecutivo de intervenção no mercado cambial por parte do BC, em uma tentativa de conter a escalada da moeda.

A atuação desta segunda-feira é considerada a maior intervenção cambial desde março de 2020, quando o Banco Central vendeu US$ 2 bilhões em leilões semelhantes. Ainda assim, o esforço não foi suficiente para reverter o movimento de alta, impulsionado pelo receio crescente dos investidores quanto à situação fiscal do país e o aumento da aversão ao risco global.

 





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Setor de fertilizantes enfrenta cenário desafiador



“O câmbio elevado é um dos principais desafios”



A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investiment
A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investiment – Foto: Divulgação

O setor de fertilizantes atravessa um dos períodos mais difíceis da última década, segundo análise de Anderson Nacaxe. A combinação de preços reduzidos para commodities agrícolas, como soja e milho, com a escalada do câmbio em mercados emergentes, como o Brasil, tem comprimido margens, elevado custos operacionais e revelado fragilidades estruturais nas grandes empresas do setor. 

A baixa nos preços das commodities agrícolas reduziu significativamente o poder de investimento dos produtores rurais, afetando diretamente a receita de grandes players do setor. A Mosaic, por exemplo, registrou queda de 21% em suas receitas no terceiro trimestre de 2024, enquanto Yara e Nutrien tiveram reduções de 6% e 5%, respectivamente. Além disso, a Nutrien anunciou cortes drásticos, incluindo o fechamento de unidades no Brasil, ilustrando os desafios enfrentados mesmo por líderes do mercado.

“O câmbio elevado é um dos principais desafios, especialmente em mercados emergentes como o Brasil. Para empresas que dependem de insumos dolarizados, como gás natural, ou têm operações em moedas locais mais voláteis, o impacto é brutal. O caso da Nutrien, que sofreu perdas de US$ 220 milhões em derivativos cambiais não autorizados no Brasil, é emblemático. Mostra como a gestão de riscos financeiros é essencial em um cenário de volatilidade global”, comenta.

Apesar das adversidades, algumas empresas têm se destacado. A CF Industries apresentou uma margem EBITDA de 43,2% e o maior ROIC do setor (12,2%), impulsionada por sua diversificação em produtos de maior valor agregado, como amônia e ureia. Já empresas como Yara e Mosaic ainda enfrentam dificuldades em recuperar margens operacionais, com resultados ajustados de EBITDA muito abaixo dos melhores momentos anteriores.

 





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Indústria arrozeira portuguesa enfrenta crise



Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes



Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes
Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes – Foto: coniferconifer

A indústria de arroz em Portugal atravessa uma grave crise, com perdas estimadas em cerca de 40 milhões de euros, conforme divulgado pela agência Lusa. Apesar da boa qualidade da safra deste ano, os preços de venda despencaram de 550 euros por tonelada na campanha anterior para 350 euros nesta safra, tornando o cultivo economicamente inviável. João Reis Mendes, presidente da Aparroz, associação de produtores de arroz, alertou que o setor enfrenta condições críticas: “Estamos a produzir abaixo dos custos, o que compromete a sustentabilidade de cerca de 1.500 agricultores.”  

Além da queda nos preços, o setor sofre com estoques remanescentes do ano anterior que não foram vendidos e com a redução nas exportações para o Oriente Médio, região que tem sido dominada pelo arroz dos Estados Unidos e da Austrália. Embora o preço do arroz nos supermercados não tenha diminuído, os produtores não conseguem negociar valores que cubram os custos de produção, colocando em risco os 28 mil hectares cultivados no país e a subsistência de milhares de famílias.  

Diante dessa realidade, representantes do setor se reunirão para avaliar os impactos financeiros e traçar um plano de ação que fortaleça a cadeia produtiva. A busca por mercados alternativos e políticas que garantam preços mínimos para os produtores são algumas das possíveis medidas a serem discutidas.  A situação evidencia a necessidade de soluções rápidas para evitar o colapso do setor arrozeiro português, que desempenha um papel crucial na agricultura nacional e na preservação de paisagens rurais únicas.

 





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Mecanização otimiza produção de hortaliças



Produtor tem percebido que a orimização gera lucro



A Agritech, referência nacional em equipamentos para agricultura familiar, destaca-se nesse cenário
A Agritech, referência nacional em equipamentos para agricultura familiar, destaca-se nesse cenário – Foto: Pixabay

O verão é uma época intensa para a agricultura familiar no Brasil, especialmente na olericultura, que representa mais da metade da produção de hortaliças no país. Para otimizar o manejo no campo e aumentar a produtividade, muitos produtores têm apostado na tecnificação da lavoura, como demonstram os avanços registrados pelo Censo Agropecuário do IBGE de 2023, que apontou uma taxa de mecanização de 25% nesse segmento.

A Agritech, referência nacional em equipamentos para agricultura familiar, destaca-se nesse cenário com a linha de tratores 1155, projetada para pequenas propriedades. Com características como o menor raio de giro do mercado (2.250 mm) e sistema Autolift, o modelo facilita manobras em espaços reduzidos e melhora a eficiência do trabalho. Equipado com motor Yanmar de 42 CV, o trator combina potência, baixo consumo de combustível e compatibilidade com Biodiesel B8, alinhando tecnologia à sustentabilidade.

O modelo Super Estreito, também da Agritech, é outra solução versátil para diferentes cultivos, com apenas 1,18 metros de largura externa e excelente desempenho em terrenos compactos. Segundo o coordenador de Vendas da empresa, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira, esses equipamentos oferecem um custo-benefício vantajoso, retornando o investimento com maior rentabilidade ao agricultor.

“O agricultor hoje percebe que a otimização do manejo no campo, aumento de produtividade e consequente rentabilidade são essenciais para que ele tenha lucro nos negócios. Por isso, ele busca no mercado equipamentos adequados a sua propriedade com preços atrativos”, comenta o coordenador de Vendas/Marketing da Agritech, Cesar Roberto Guimarães de Oliveira. “A linha 1155 é indicada para diferentes culturas e realiza várias funções na lavoura, atendendo às necessidades da agricultura familiar, principalmente nas propriedades onde é preciso otimizar a mão de obra, garantindo aumento de produtividade. É um investimento que retorna ao agricultor em forma de rentabilidade”, conclui Oliveira.

 





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Plano de rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos é avanço para a pecuária brasileira, diz Abiec


O Plano Nacional de Rastreabilidade Individual de Bovinos e Bubalinos foi anunciado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nesta terça-feira (17). A medida é considerada um avanço pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O Plano é resultado de um Grupo de Trabalho criado pela Secretaria de Defesa Agropecuária, que contou com a participação de diversas entidades da cadeia produtiva.

“Sua instituição vai representar um avanço significativo na eficiência da defesa agropecuária do país, garantir um melhor controle da qualidade e segurança alimentar e, consequentemente, potencializar a abertura de novos mercados e a manutenção dos já existentes para a carne brasileira”, diz a Abiec, em nota.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne bovina e já está presente em mais de 150 países.

Controle individual de animais

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Foto: Gabriel Faria/Embrapa

Embora já possua um sistema de rastreabilidade consolidado, baseado no controle da movimentação de animais, através da Guia de Trânsito Animal (GTA), hoje ela é feita por lotes. “Com o Plano, através de tecnologias como bottons e brincos eletrônicos, este controle passará a ser feito por animal, individualmente”, salienta a Associação.

Para a Abiec, a rastreabilidade individual obrigatória representa um passo decisivo para a defesa agropecuária brasileira, permitindo respostas rápidas a emergências sanitárias e fortalecendo a confiança dos mercados internacionais.

“Além de proteger a cadeia produtiva contra eventuais prejuízos, esse sistema moderniza o setor e será fundamental para a abertura e manutenção de novos mercados”, afirma o presidente-executivo da entidade, Roberto Perosa.

Tempo de adaptação

Segundo ele, para o produtor, a rastreabilidade individual vai permitir uma melhoria na gestão do rebanho e das propriedades. “A implementação gradual, baseada em etapas progressivas, vai dar ao setor o tempo necessário para se adaptar”, pondera.

O diretor de Sustentabilidade da Associação, Fernando Sampaio explica que o Plano foi construído buscando consenso entre as partes interessadas, mas que ainda serão necessários esforços públicos e privados, sobretudo para o apoio a pequenos produtores na adaptação.

De acordo com a Abiec, as regras foram pensadas para facilitar a adoção da rastreabilidade e a eficiência do sistema, especialmente no registro de movimentações e na interoperabilidade de sistemas estaduais e nacionais.

O cronograma de implementação inclui o desenvolvimento do sistema nacional, a integração dos sistemas estaduais e a identificação gradual dos rebanhos ao longo de três etapas. Ao mesmo tempo, os estados também já estão se adiantando em relação ao Plano Nacional.

A Associação lembra que Santa Catarina já possui rastreabilidade individual obrigatória, o Pará está implementando seu programa e São Paulo já anunciou o seu sistema.



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