domingo, julho 26, 2026

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Tecnologia aumenta eficiência em culturas de milho e soja



Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%)



Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades
Sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades – Foto: USDA

A adoção da Agricultura de Precisão tem crescido entre os grandes operadores agrícolas nos Estados Unidos, principalmente em culturas como milho e soja, segundo o relatório “2023 Technology Use”. O USDA revelou que 27% das explorações agrícolas utilizavam ao menos uma dessas tecnologias no último ano, como monitores de rendimento, Drones e ordenha robotizada, com taxas superiores a 50% nos estados líderes em produção de grãos. A adoção é significativamente maior entre grandes propriedades, que conseguem maximizar os benefícios dessas ferramentas, enquanto pequenas explorações enfrentam barreiras como custos elevados e falta de infraestrutura, como internet de qualidade.

Entre as tecnologias mais comuns, sistemas de direção automática são usados em 70% das grandes propriedades, seguidos por equipamentos de taxa variável (45%) e drones (12%). No caso das explorações leiteiras, 19% adotaram ordenha robotizada. Já nas explorações médias, mais de 50% utilizam mapas de rendimento e mapas de solos, enquanto pequenas explorações, com menos de 350 mil dólares de receita bruta anual, registram uma adoção limitada, com apenas 13% utilizando monitores de rendimento.

Os principais motivos para a adoção incluem aumento de produtividade (55%), redução de custos (41%) e melhorias no solo e no impacto ambiental (40%). A economia de tempo e a redução da fadiga do operador também são fatores importantes. Entretanto, barreiras como o alto custo inicial e a complexidade de ferramentas baseadas em dados dificultam a disseminação, especialmente entre pequenos agricultores. Apesar dos desafios, tecnologias mais acessíveis e de fácil uso têm encontrado maior adesão, reforçando o potencial da Agricultura de Precisão em transformar a produção agrícola, com ênfase na eficiência e sustentabilidade, principalmente nas grandes propriedades.

 





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Vem aí ‘Porteira Aberta Empreender’


No dia 20 de dezembro, às 20h, estreia um programa pensado para os micro e pequenos produtores rurais. O projeto inovador será transmitido no Canal Rural e no YouTube e tem o Sebrae como parceiro nesta missão empreendedora. 

“São homens e mulheres que acordam de manhã, nunca desistem, enfrentam as adversidades naturais da vida e fazem com que sua produção local, dentro do próprio espaço, gere renda à família”, diz Décio Lima, presidente do Sebrae.

A cada programa um especialista ajudará a explicar um tema que será fundamental para o agronegócio.

Na estreia do Porteira Aberta Empreender, Simone Goldman, consultora de agronegócio do Sebrae, estará presente para falar sobre Crédito Consciente. 

Daniel Azevedo e o comentarista Miguel Daoud, comandarão o programa que tem como objetivo levar informações, dicas práticas e histórias inspiradoras para ajudar no desenvolvimento do empreendedorismo no campo.

Para Julio Cargnino, presidente do Canal Rural, o programa será um marco na comunicação tendo como destaque o micro e pequeno produtor:

“O Porteira Aberta Empreender será um espaço dinâmico e informativo para apoiar o produtor rural. Vamos ajudá-lo a acessar crédito, organizar sua empresa e se adaptar às mudanças no campo para que ele de fato seja um empreendedor de sucesso. E a comunicação acessível e qualificada são essenciais para garantir o sucesso dos empreendedores rurais”, afirma Cargnino. 

À frente do Porteira Aberta Empreender, a jornalista Queli Ávila reforça essa missão:

“Esse projeto é um sonho antigo. Levar informações para o micro e pequeno produtor rural sempre foi um desafio e também uma necessidade. A parceria do Sebrae, essa instituição tão reconhecida no Brasil, fortalece essa jornada. Estamos muito otimistas e empenhados em ajudar esse produtor que coloca alimento na mesa da população todos os dias”, finaliza Ávila. 

  •  Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Conheça a equipe

Daniel Azevedo | Apresentador

“A expectativa é a melhor possível, porque a parceria do Sebrae e do Canal Rural no programa Porteira Aberta Empreender responde a uma das demandas mais relevantes do agro brasileiro: melhorar a gestão do micro e pequeno empreendedor rural.”

Daniel Azevedo | Apresentador

Miguel Daoud | Comentarista

“É um projeto inovador que trará ao micro e pequeno produtor rural mudanças de patamares.”

Miguel Daoud | Comentarista

Ludmila Santana | Editora-chefe e apresentadora

“Estamos com um time incrível que não mede esforços para trazer as melhores soluções aos desafios diários dos pequenos produtores, com dicas, histórias inspiradoras e, sobretudo, serviço.”

Ludmila Santana | Editora-chefe e apresentadora

Luíza Cardoso | Apresentadora

“Não existe vitória sem planejamento. Então, espero poder ajudar o pequeno produtor rural a se preparar, a se qualificar e a entender onde ele pode buscar ajuda para arrumar os eixos do seu negócio.”

Luíza Cardoso | Apresentadora

Matheus Martins | Especialista em Mídias Sociais

“Meu objetivo neste programa, é desenvolver conteúdos para redes sociais orgânicos e impactantes com uma abordagem informativa e com muito entretenimento. Quero contribuir para o crescimento sustentável do público agro, unindo relevância e conexão nas plataformas digitais.”

Matheus Martins | Especialista em Mídias Sociais

Fabiana Bertinelli | Editora

“Estou muito feliz em fazer parte desse time em que cada integrante traz uma experiência única, o que torna o trabalho colaborativo e enriquecedor. Sem dizer, que é um programa que traz uma linguagem inovadora e informativa para você, produtor rural!”

Fabiana Bertinelli | Editora

Wellington Borges | Editor de vídeo

“Poder participar e contribuir de um projeto tão especial, que levará informação e capacitação a todos os micro e pequenos empreendedores rurais, só engrandece e dignifica o nosso trabalho.”

Wellington Borges | Editor de vídeo

Queli Ávila | Coordenadora do Porteira Aberta Empreender

“Com o apoio do Sebrae, vamos construir um belo caminho contando histórias e dando dicas de empreendedorismo rural para além da porteira”. Por isso: Abra as porteiras do seu negócio e venha empreender com a gente.

Queli Ávila |Coordenadora



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BNDES apoia duplicação da BR-163 em Mato Grosso com R$ 5 bilhões



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comunicou em nota que aprovou apoio financeiro no valor de R$ 5,05 bilhões para a Concessionária Nova Rota do Oeste realizar a duplicação de 444 km da BR-163, principal corredor logístico do agronegócio brasileiro, no estado de Mato Grosso.

Na operação, o banco subscreveu R$ 4,575 bilhões em debêntures e aprovou financiamento no valor de R$ 475 milhões, por meio do BNDES Finem. O projeto de duplicação desse trecho da rodovia, além da implementação de melhorias, tem investimento total de R$ 9 bilhões.

Duplicação da BR-163 até 2029

Com os investimentos, todo o trecho sob concessão, de 850 km, entre os municípios de Itiquira e Sinop, ambos em Mato Grosso, estará duplicado até 2029, impactando diretamente 19 municípios e dois terços da população do estado.

A rodovia transporta mais de 20% da exportação agrícola do país (40 milhões de toneladas ou US$ 33 bilhões em 2023), escoando a produção para os portos das regiões Norte e Sudeste.

Segundo levantamento do BNDES, as obras têm potencial para gerar 3.400 empregos diretos e indiretos, e mais de 2.400 após a implantação. Quando concluída, a duplicação vai reduzir em 35% o número de acidentes e em 20% o tempo de viagem entre Cuiabá e Sinop.

“O apoio financeiro do BNDES para a duplicação da BR-163 reforça o compromisso do governo do presidente Lula com o pacto republicano, com o crescimento econômico, com o agronegócio brasileiro e com a população de Mato Grosso. Também é importante pois viabiliza o sucesso da primeira solução consensual do setor, destravando investimentos no país”, explica o presidente da instituição, Aloizio Mercadante.



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Mapa aprova registro de 23 defensivos contra pragas de soja, milho, citros e café


O Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA) confirmou o registro de 23 defensivos agrícolas que estarão disponíveis para uso dos produtores. Desses, oito são de baixo impacto.

Entre os produtos, quatro são à base de ativos novos, sendo dois de origem química, classificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como categoria 5, ou seja, produto improvável de causar dano agudo ou não classificado – as menores classes de risco toxicológico.

Já as outras duas possuem recomendação para a cultura dos citros, que nos últimos anos tem enfrentado grandes problemas fitossanitários que podem comprometer a produtividade do setor.

Tipos de produtos

Entre os produtos de baixo impacto, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) liberou o registro dos formulados à base de dimpropiridaz para os seguintes controles: mosca-branca (Bemisia tabaci); cigarrinha-do-milho (Dalbulus maidis); e para o vetor do Greening, o psilídeo (Diaphorina citri).

Este produto possui mecanismo de ação que paralisa a alimentação dos insetos, reduzindo significativamente a transmissão de vírus e bactérias através de distribuição sistêmica com efeito translaminar, informa o Ato nº 58, que oficializa a lista.

“Além disso, não possui resistência cruzada a outros ingredientes ativos, sendo, portanto, uma excelente ferramenta para o manejo de resistência de pragas de maior risco fitossanitário”, diz o Mapa, em nota.

O outro produto registrado é a base de peptídeo que ativa o sistema imunológico das plantas de citros, o “arrasto energético” de outros indutores de SAR (resistência sistêmica adquirida).

“Considerado de baixo risco, o produto induz a resistência da planta a duas bactérias a Xanthomonas citri subsp. Citri causadora do cancro cítrico e a Liberibacter asiaticus causadora do Greening. Essas duas doenças tem sido os principais problemas da citricultura Brasileira”, informa o Ministério.

Análises de combinações exclusivas

A chefe de Divisão de Registro de Produtos Formulados, Tatiane Nascimento, diz que foram analisadas mais de 40 combinações exclusivas de peptídeos e antimicrobianos em testes de campo para encontrar aquela que incitasse a melhor resposta imunológica contra o Citrus Greening.

“O objetivo é trazer para o agricultor brasileiro soluções inovadoras que possam contribuir de maneira significativa no manejo integrado de doenças de plantas de forma sustentável, especialmente doenças bacterianas e fúngicas”.

Controle de praga nas culturas

Também foi registrado um produto fitoquímico a base de óleo de café e de eucalipto, para controle de Bemisia tabaci biótipo B na soja e Dalbulus maidis no milho.

Outro produto novo foi um a base de Ácido Nonanóico para controle de Hypothenemus hampei, popularmente conhecido como Broca do café. “Essa é uma praga encontrada em todas as regiões produtoras de café do mundo. Essa praga é considerada importante porque ataca os frutos em qualquer estágio de maturação, inclusive grão já seco”, diz o Mapa.

Os demais produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país. O Ministério considera que o registro de defensivos genéricos é importante para diminuir a concentração do mercado e aumentar a concorrência, o que resulta em um comércio mais justo e em menores custos de produção para a agricultura brasileira.

“Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais”, finaliza a nota do Mapa.



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Biocombustíveis devem movimentar R$ 1 trilhão



A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034



A produção de etanol será o grande destaque
A produção de etanol será o grande destaque – Foto: Divulgação

Segundo Carlos Cogo, Sócio-Diretor de Consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, com base em dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), o setor de biocombustíveis no Brasil deverá movimentar impressionantes R$ 1 trilhão até 2034. Esse montante engloba R$ 99,8 bilhões em investimentos diretos e R$ 924,4 bilhões em custos operacionais, com impactos positivos especialmente para as cadeias de cana-de-açúcar, milho e soja.  

A produção de etanol será o grande destaque, concentrando 60% dos investimentos previstos. As ações incluirão a construção de novas usinas, a modernização de plantas existentes e a formação de novos canaviais. Apenas para o etanol de primeira geração produzido a partir da cana-de-açúcar, espera-se um investimento de R$ 5,4 bilhões, dos quais R$ 3,9 bilhões serão destinados à expansão da capacidade existente, enquanto o restante será aplicado na construção de duas novas unidades. Já o etanol de milho e o de segunda geração, oriundo da cana, devem receber aportes significativos de R$ 17 bilhões e R$ 14,4 bilhões, respectivamente.  

A projeção é de que a produção de etanol atinja 48,5 bilhões de litros em 2034, com destaque também para o segmento de biodiesel. Esse mercado deverá receber R$ 14,5 bilhões em investimentos e R$ 77,5 bilhões em custos operacionais, acompanhando a elevação da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 15% em 2025 para 20% em 2030. A demanda total de biodiesel é estimada em 16,7 bilhões de litros até 2034, sendo o óleo de soja a principal matéria-prima.  

Outra área promissora é a dos Combustíveis Sustentáveis de Aviação (SAF), com investimentos projetados de R$ 17,5 bilhões. Esses combustíveis têm uma demanda estimada de 3 bilhões de litros em 2034, posicionando o Brasil como um potencial líder na transição energética global.

 





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Fundo indenizatório para pecuaristas é aprovado em São Paulo



O Fundo de Defesa Estadual da Sanidade Animal (Fundesa) foi criado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) nesta terça-feira (17).

A iniciativa é uma resposta às demandas do setor produtivo da carne paulista e busca garantir um ressarcimento indenizatório aos pecuaristas em casos de emergências sanitárias, como, por exemplo, a infecção do rebanho por febre aftosa.

“São Paulo ficou livre da febre aftosa, em uma conquista sanitária histórica em 2023. Agora, o Fundesa traz segurança jurídica e alimentar, com o próprio setor se financiando com um valor baixíssimo, bem mais baixo do que a vacina, fora a mão de obra e o manejo de aplicação. O Fundo vai ter toda a participação do setor produtivo”, destaca o secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai.

Já o médico-veterinário e coordenador da Defesa Agropecuária, Luiz Henrique Barrochelo, acredita que o Fundesa representa um avanço histórico no apoio aos pecuaristas e uma resposta às necessidades do setor produtivo.

“A segurança jurídica que ele proporciona fortalece nossa capacidade de resposta a crises sanitárias, protegendo a produção local”.

Modelo público-privado do Fundo

Ainda de acordo com Barrochelo, o grande diferencial do Fundo é que ele será um modelo público privado, sendo administrado por um Conselho Gestor, presidido pelo Coordenador da Defesa Agropecuária com a participação de representantes da CDA, além de órgãos e entidades do setor público e das cadeias produtivas.

“Esse modelo garante o baixo custo de administração do fundo garantindo que o recurso seja usado apenas para indenização”, destaca o veterinário.

Agora, o Projeto de Lei aguarda a sanção do governador do estado, Tarcísio de Freitas. A gestão do Fundesa ficará a cargo de um conselho gestor, composto por representantes dos setores público e produtivo. A intenção é garantir transparência e eficiência na alocação dos recursos. O valor da contribuição será por cabeça de gado.

Para a presidente da Câmara da Carne Bovina na Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Christiane Morais, a iniciativa transparece uma visão de gestão e governança transparente, construído junto à cadeia produtiva da carne bovina sustentável e abrindo novos mercados internacionais.



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Casos de ferrugem asiática caem 79% em comparação com a safra passada



A ferrugem-asiática é a doença com maior potencial de perda entre as doenças foliares que incidem na soja. De acordo com o Consórcio Antiferrugem, o Brasil registrou 24 casos de ferrugem-asiática entre novembro e dezembro de 2024, com os estados de Paraná (17), São Paulo (4), Minas Gerais (1) e Rio Grande do Sul (1) enfrentando focos da doença.

A evolução da resistência do fungo aos fungicidas tem sido uma grande preocupação, desafiando os produtores a adaptarem suas estratégias de controle no campo.

Cultivo e controle da ferrugem asiática

Segundo a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja, a introdução de sistemas de cultivo com duas safras, como a soja-milho ou soja-algodão, tem sido uma alternativa eficaz no controle da ferrugem, devido ao mecanismo de escape proporcionado pelo vazio sanitário. Esse período sem semeadura reduz o inóculo do fungo, permitindo que as lavouras de soja sejam menos suscetíveis à doença.

Além disso, o desenvolvimento de cultivares precoces, semeadas no final do vazio sanitário, também tem ajudado a minimizar os impactos da ferrugem nas primeiras semeaduras. ”A doença tende a ser mais severa nas semeaduras mais tardias, como nos meses de novembro e dezembro, com regiões como o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná sendo mais vulneráveis ao fungo devido ao clima mais favorável”, explica Cláudia.

Resistência aos fungicidas

A resistência da ferrugem aos fungicidas, particularmente aos fungicidas sítio-específicos como os triazois (prothioconazol e tebuconazol), tem exigido mudanças nas práticas de manejo. Essa resistência é quantitativa, ou seja, o fungicida ainda age, mas com menor eficácia à medida que a doença avança. Claudia Godoy diz que a alternativa mais eficaz para os produtores tem sido a utilização de fungicidas multissítios que, quando combinados com fungicidas sítio-específicos, aumentam a eficácia do controle.

A rotação e mistura de diferentes tipos de fungicidas têm sido essenciais para evitar o desenvolvimento de resistência mais forte. A Rede de Fitossanidade Tropical disponibiliza anualmente resultados de eficácia de fungicidas, auxiliando os produtores na escolha dos melhores produtos para o controle das doenças.

Fatores climáticos e agronômicos

A pesquisadora comenta que o clima tem um papel importante na disseminação da ferrugem-asiática. O fungo necessita de plantas vivas para sobreviver, e a eliminação de soja voluntária (soja que brota após a colheita) é essencial para reduzir o inóculo do fungo na entressafra.

Regiões como o Cerrado, com inverno mais seco, possuem menos plantas voluntárias, enquanto o Sul do Brasil, com chuvas no inverno, apresenta maior risco de propagação devido ao aumento do inóculo. O vazio sanitário, com a eliminação da soja voluntária e semeaduras no inverno, é uma prática fundamental para o manejo da doença.

Em relação aos custos, o impacto nas perdas de produtividade vai depender da eficiência do controle com fungicidas e das condições climáticas da safra. No entanto, o maior custo está associado às aplicações de fungicidas, que não se limitam ao controle da ferrugem asiática, mas também abrangem o combate a outras doenças que afetam a cultura da soja.

Variedades de soja resistências à ferrugem asiática

O uso de cultivares resistentes à ferrugem tem se expandido, mas a resistência dos fungos pode ser quebrada, assim como ocorre com os fungicidas. As cultivares com genes de resistência são mais eficientes nas semeaduras tardias, quando a pressão da doença é mais intensa. Essas variedades oferecem maior estabilidade de produção em condições favoráveis à ferrugem, mas devem ser associadas ao uso contínuo de fungicidas, criando uma abordagem complementar para o controle da doença.

Práticas de manejo e controle integrado

O controle da ferrugem asiática baseia-se principalmente no escape da doença, que pode ser alcançado com a adoção de práticas como o vazio sanitário e o uso de cultivares precoces. Os fungicidas continuam sendo uma ferramenta importante no controle, mas devem ser aplicados com estratégias que incluam fungicidas multissítios, especialmente em situações de alta pressão da doença, como nas semeaduras mais tardias.

O controle eficaz da ferrugem-asiática e outras doenças foliares que afetam a soja depende de um manejo integrado, que combina práticas culturais, genéticas e químicas, além de considerar as condições climáticas da safra. Quando esses fatores são bem integrados, eles contribuem significativamente para minimizar os danos à cultura e proteger a produtividade. O uso de tecnologias de controle junto às estratégias adequadas de manejo garantem uma safra saudável e com menos perdas, resultando em um melhor equilíbrio entre os custos e os resultados produtivos.



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Jogador brasileiro recebe prêmio da Fifa por ajuda em enchentes no RS



O meio-campista Thiago Maia, jogador do Internacional, foi contemplado com o prêmio Fair Play da Fifa – prêmio Fifa The Best Awards – em cerimônia de gala, nesta terça-feira (17), em Doha (Catar).

O jogador foi reconhecido pelo trabalho voluntário de ajuda nas enchentes no Rio Grande do Sul, no início do ano, que atingiram quase 480 municípios, trazendo prejuízos bilionários ao meio urbano e rural do estado.

O atleta de 27 anos fez salvamento de pessoas e animais ilhados em Porto Alegre e em cidades da região metropolitana.

Durante a tragédia, as imagens de Thiago Maia se atirando na água para resgatar pessoas no telhado, ou em locais de difícil acesso, receberam apoio de torcedores não só do Colorado como de outros clubes brasileiros. Um dos vídeos que viralizou na internet mostrava Thiago Maia carregando uma idosa apoiada em suas costas durante uma operação de resgate.

Esta é a segunda vez que o prêmio Fair Play fica com o Brasil: no ano passado, a seleção canarinho foi contemplada pela campanha antirracismo, após os ataques sofrido por Vinicius Júnior em partidas na Espanha.

O Fifa The Best deste ano também premiou o atleta como o melhor jogador do ano, além de Marta (gol mais bonito), e Guilherme Gandra Moura (torcedor do ano), além da atacante Gabi Portilho (única brasileira escolhida para o time ideal feminino).



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Plantio de soja em SC avança e está próximo do fim



O plantio da safra 2024/25 de soja em Santa Catarina está praticamente finalizado, com uma área total de 830 mil hectares cultivados, o que representa um aumento de 2,5% em relação aos 810 mil hectares da temporada passada.

Até o dia 13 de dezembro, o plantio atingia 99% da área prevista, o que supera o progresso do mesmo período no ano passado, quando o índice era de 93%. Nos últimos cinco anos, a média de plantio para a safra de soja no estado foi de 96,4%.

Segundo a Safras & Mercado, a produção esperada para a safra 2024/25 no estado é de 3,171 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 5,8% em comparação com a safra anterior, que teve uma produção de 2,998 milhões de toneladas. O rendimento médio das lavouras também deve registrar um aumento, com previsão de 3.840 quilos por hectare, contra 3.720 quilos por hectare da safra passada.

A soja em Campos Novos

Na cidade de Campos Novos, localizada na região central de Santa Catarina, o plantio da soja foi concluído em uma área de 26 mil hectares. O desenvolvimento das lavouras está sendo beneficiado por boas chuvas na região, e as plantas estão entre as fases de floração (20%) e crescimento vegetativo (80%). Os produtores da região estão monitorando ativamente o desenvolvimento das lavouras e tomando medidas preventivas para o controle de pragas, como o mofo branco, que pode afetar a produtividade.

Além de Campos Novos, a Cooperativa Regional Agropecuária de Campos Novos Ltda (Copercampos) informa que o plantio está praticamente concluído nas 140 mil hectares previstos em suas demais unidades, com exceção de uma pequena área em Lages, que continua sendo plantada. Se o clima continuar favorável, a previsão de produtividade é de 3.900 quilos por hectare.



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Uruguai impede aquisição de unidades da Marfrig pela Minerva no país



A Minerva e a Marfrig anunciaram que o órgão regulador de mercado do Uruguai manteve a decisão que impede a aquisição de três plantas da Marfrig pela Minerva. A Marfrig disse que o preço atribuído de alienação dos Ativos Uruguai foi de R$ 675 milhões, ajustado por cláusulas contratuais, e que está depositado em conta garantia.

A Minerva disse que tomou conhecimento acerca da decisão do Ministerio de Economía e Finanzas do Uruguai que manteve a decisão da autoridade concorrencial uruguaia (Comisión de Promoción Y Defensa de la Competencia Coprodec – CPDC), não aprovando a aquisição de três estabelecimentos industriais de propriedade de controladas da Marfrig Global Foods S.A. no Uruguai (Operação Uruguai).

A Companhia informa que está analisando os termos da decisão do ministério e seus efeitos sobre a Operação Uruguai, assim como avaliando as possíveis medidas e ações legais cabíveis a serem adotadas, inclusive, a reapresentação do caso, conforme sugerido pelas autoridades uruguaias.

A Marfrig também disse que recebeu a resolução do Ministério da Economia do Uruguai ratificando a decisão negando o recurso para a autorização de alienação das unidades de abate de bovinos de Colônia, Salto e San José.

Nos termos do respectivo contrato de compra e venda de ações relativos aos Ativos Uruguai, a obtenção da aprovação do CDPC é uma das condições necessárias para o fechamento da operação.

Por fim, as companhias reiteraram os seus compromissos de manter os acionistas e o mercado em geral acerca de desdobramentos relevantes dos assuntos tratados nos comunicados.

Reflexos

Por causa do imbróglio, as ações da Minerva e da Marfrig operam mistas após anúncio de uma segunda negativa do Uruguai. No começo da tarde, os papéis da Minerva (BEEF3) caíam 6,02%, a R$ 5,47, enquanto os da Marfrig (MRFG3) subiam 3,75%, a R$ 16,00.

No entanto, o governo uruguaio destacou a possibilidade de a Minerva reabrir o processo na agência antitruste.

Histórico

As duas companhias possuem um acordo – realizado em agosto de 2023 – para venda de 16 plantas da Marfrig para a Minerva na América no Sul, uma transação de R$ 7,5 bilhões. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) aprovou, com restrições, a aquisição pela Minerva de parte do negócio de carne bovina e ovina da Marfrig.

A operação envolve 11 unidades de abate e desossa de bovinos no Brasil nos estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Goiás, Rondônia e São Paulo, além de uma unidade na Argentina e outra no Chile.



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