domingo, julho 26, 2026

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Projeções positivas marcam safra de arroz


O último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira (19), destaca o avanço da safra de arroz no Rio Grande do Sul, com condições promissoras em diversas regiões, embora alguns desafios pontuais persistam. Na região de Bagé, na Fronteira Oeste, o período de estiagem até 13 de dezembro permitiu a conclusão da semeadura em municípios como Alegrete, Itaqui e São Gabriel. Com barragens em capacidade plena e estande de lavouras satisfatório, as projeções são otimistas, apesar de dificuldades no controle de plantas daninhas em áreas com irrigação menos uniforme, como nas taipas.

Na Campanha, as lavouras semeadas em outubro estão entrando em fases fenológicas críticas, sensíveis ao frio. Temperaturas abaixo de 10°C nas primeiras semanas de dezembro têm gerado apreensão entre os produtores.

Já em Pelotas, com a semeadura concluída, os rizicultores avançam nos tratos culturais, como irrigação, adubação nitrogenada e controle de ervas daninhas. As lavouras, ainda em estágio vegetativo, apresentam excelente desenvolvimento graças às condições climáticas favoráveis.

Em Santa Maria, o plantio está praticamente finalizado, restando pequenas áreas marginais. As lavouras encontram-se em desenvolvimento vegetativo, com algumas mais precoces já iniciando a floração. Apesar de reservatórios incompletos a oeste da região, os produtores monitoram possíveis impactos na irrigação.

Na região de Santa Rosa, as chuvas recentes continuam garantindo condições hídricas para a irrigação, enquanto temperaturas amenas e maior insolação favorecem o crescimento das lavouras, atualmente na fase vegetativa.

Em Soledade, a semeadura foi concluída, e os produtores seguem com adubação nitrogenada em cobertura, controle de plantas daninhas e manejo da lâmina d’água para otimizar o potencial produtivo.

A comercialização do arroz registrou recuo no valor médio da saca de 60 quilos, com preço reduzido de R$ 101,34 para R$ 99,08, uma queda de 2,23%, conforme levantamento da Emater/RS-Ascar.





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nova técnica aumenta em 287% a produção de milho!


Em estudo desenvolvido no município e Marianópolis (TO), foi observado que o cultivo intercalar de milho, antes da colheita da soja, aumenta a produtividade e reduz os riscos da segunda safra tardia.

Chamada de Antecipe, a técnica desenvolvida pela Embrapa promoveu aumento do número de espigas e da produtividade de grãos de milho em 287%, comparado ao plantio convencional desse cereal pós-soja. Com a tecnologia, os pesquisadores registraram a média de 3.062 quilos por hectare nos experimentos realizados no Tocantins.

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O estudo comparou três sistemas de cultivo: intercalar do milho antes da colheita da soja (o Antecipe), a semeadura do milho após a colheita da soja e um terceiro sistema denominado “padrão do produtor”, em que o milho foi semeado após a colheita da soja no mesmo dia do Antecipe. A pesquisa foi executada em parceria por três Unidades da empresa: Embrapa Pesca e Aquicultura (TO), Embrapa Milho e Sorgo (MG) e Embrapa Pecuária Sudeste (SP).

“O Antecipe é uma tecnologia com potencial de aumentar a produção de milho na segunda safra no Tocantins, respeitando a janela de recomendação para o milho safrinha no estado”, declara o agrônomo da Embrapa Francelino Peteno de Camargo, responsável pelo experimento no estado.

Antecipe é sucesso em oito estados

O Tocantins é um dos oito estados em que o Antecipe gerou bons resultados. “O sistema foi validado em várias regiões do país que adotam a safrinha, como Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Goiás, Bahia, Mato Grosso do Sul e Maranhão”, relata o pesquisador Décio Karam, líder do projeto.

Ele conta que os resultados têm sido promissores, tanto nas operações de plantio intercalar do milho como na colheita da soja. Em Goiás, por exemplo, ocorreram os resultados expressivos na segunda safra de 2021. Em um experimento conduzido em Rio Verde (GO), o Antecipe entregou 66 sacas de milho por hectare. Na semeadura tradicional, com o milho semeado após a colheita da soja, a produtividade foi de 28 sacas por hectare.

Como funciona o sistema Antecipe

Essa técnica permite a semeadura mecanizada do milho nas entrelinhas da soja durante a fase de enchimento de grãos da leguminosa, a partir do estádio R6. O milho é cortado durante o processo de colheita da soja, reduzindo a área foliar das plantas. Porém, como o ponto de crescimento encontra-se abaixo da superfície do solo, a planta continua seu crescimento, sem prejuízo à produtividade de grãos.

Porém, essa desfolha deve ocorrer até o estádio de desenvolvimento V5 do milho, pois, se realizada após esse período, há perda de produtividade. Essa estratégia permite ao produtor antecipar o plantio do milho safrinha em até 20 dias antes da colheita da soja, reduzindo os riscos de perdas por condições climáticas desfavoráveis, típicas do final do verão e início do outono.

Com o plantio antecipado, a cultura do milho aproveita melhor as chuvas do início da estação, resultando em ganhos significativos de produtividade e rentabilidade. De acordo com Karam, a técnica também reduz os custos de produção da soja, eliminando a necessidade de dessecação da cultura para antecipar a colheita, o que beneficia o produtor em aspectos operacionais, econômicos e ambientais.

Além disso, em regiões com maior experiência no cultivo da safrinha, é possível utilizar cultivares de soja de ciclo mais longo e maior potencial produtivo, sem comprometer o desempenho do milho.

Outra vantagem do sistema é a possibilidade de implantar o milho safrinha em áreas onde a segunda safra ainda não está consolidada, expandindo as janelas de cultivo para regiões antes consideradas inviáveis. Essa flexibilidade amplia o potencial agrícola, permitindo maior eficiência no uso da terra e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.

O pesquisador Emerson Borghi explica que os cultivos intercalares antecipados nas entrelinhas da soja, antes de sua colheita, permitem semear a segunda cultura, que pode ser de milho, sorgo, milheto, gergelim ou pastagens, de acordo com a região e o negócio da propriedade.

A colheita da soja é feita sem causar danos às plantas dessas culturas. “Desse modo, com melhores condições, a garantia de segunda safra pode ampliar o retorno econômico. Isso pode acontecer na produção de grãos, silagem ou, em casos em que o produtor adota a ILPF, ganho de peso na pecuária de carne ou leite, pois o pasto semeado nas entrelinhas da soja permite a entrada do gado mais cedo na área”, exemplifica Borghi, que ainda ressalta o impacto ambiental da tecnologia: “tudo isso feito em plantio direto, garantindo uma pegada de carbono ainda mais efetiva e colocando o Brasil ainda mais na vanguarda da produção sustentável de alimentos para o mundo”.

Soja milho Antecipe TocantinsSoja milho Antecipe Tocantins
Foto: Sandra Brito/Embrapa

A história do Antecipe

Lançado em 2020, o pacote tecnológico Antecipe apresenta uma abordagem inovadora para a produção de grãos. Desenvolvido pela Embrapa, o sistema combina um método inédito de cultivo, uma semeadora-adubadora, que já conta com pedido de patente pela Embrapa, e comercializada em parceria com a empresa Jumil.

A técnica consiste em semear o milho nas entrelinhas da soja. Para isso, a lavoura deve estar no estádio fenológico R6 pois, antes disso, o milho não se desenvolve pelo sombreamento causado pela soja. Durante a colheita da soja, sem a necessidade de adaptações no maquinário, o equipamento corta simultaneamente as plantas das duas culturas, reduzindo a parte aérea do milho.

Mesmo com a passagem pela colhedora reduzindo a área foliar e os pneus da máquina amassando algumas plantas, o ponto de crescimento do milho não é afetado e, assim, a planta continua seu desenvolvimento. Os pesquisadores envolvidos no desenvolvimento da tecnologia alertam para o estádio fenológico que o milho deve estar nesse momento, o que não pode ocorrer após a emissão da sexta folha com bainha visível (conhecido como estádio fenológico V6).

O plantio intercalar antecipado oferece vantagens estratégicas, garantindo um ganho de até 20 dias no ciclo de cultivo e permitindo que o milho se beneficie de condições climáticas mais favoráveis, otimizando a produtividade, quando comparado ao plantio do milho fora do calendário agrícola preconizado pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC).

Para a sua efetividade, o Antecipe tem que ser programado com antecedência, iniciando antes da semeadura da cultura de verão, segundo ressalta Borghi. “Ele também depende da semeadora-adubadora específica, que pode ser utilizada para a semeadura de todas as culturas, independentemente da época do ano. Suas configurações atendem produtores de diferentes proporções, para diferentes finalidades, tornando essa tecnologia acessível a todos”, declara o pesquisador

O Antecipe no Tocantins

As áreas em sequeiro, manejo que predomina no Tocantins, sofrem de alto risco climático, principalmente a partir do fim do período de verão, tornando a segunda safra bastante desafiadora.

“Com a antecipação do plantio do milho, promovida pelo Antecipe, a semeadura em segunda safra é feita em época mais favorável, promovendo incrementos de produtividade quando comparada a semeaduras realizadas fora do calendário agrícola preconizado pelo Zarc”, detalha Camargo.

O estado do Tocantins é o principal produtor de grãos da região Norte do Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), considerando apenas as culturas da soja e do milho, são 1,7 milhão de hectares e, desse total, 74% são destinados à cultura da soja. No entanto, o cultivo de milho após a colheita da soja em segunda safra ainda é bastante incipiente na região – apenas 28% da área de soja recebe o milho safrinha.



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entenda o que significa e os impactos na economia



Em um ano, o dólar teve uma escalada expressiva, saindo de R$ 4,85 em 1º de janeiro para o patamar histórico de R$ 6,26 em 18 de dezembro. O movimento fez com que o Banco Central começasse uma rodada de leilões bilionários, em uma tentativa de controlar a alta da moeda norte-americana.

Até agora, o real é a moeda que mais desvalorizou frente ao dólar em 2024, de acordo com dados da consultoria Elos Ayta. Até a última terça-feira (17), a moeda brasileira acumulava desvalorização de 21,52%, patamar muito próximo do registrado em 2020, ano da pandemia. Mas como funcionam esses leilões do Banco Central?

Segundo o economista do Terraço Econômico, Caio Augusto Rodrigues, trata-se de operações em que o BC utiliza suas reservas internacionais para colocar dólares no mercado, aumentando a oferta da moeda em momentos de forte desvalorização do real. Entretanto, essas operações não são livres de riscos. 

“Essas operações são delicadas, porque podem incendiar a reação do próprio mercado: num momento em que todo mundo está querendo comprar dólar, pode acontecer das ofertas desses leilões irem embora rapidamente e o efeito sobre a cotação ser nulo ou até mesmo negativo”, afirma.

Na avaliação de Rodrigues, o compromisso mais sólido do Banco Central para controlar o dólar está nos juros. Isso porque ao ajustar o diferencial de juros entre o Brasil e mercados como os Estados Unidos, a autoridade monetária atrai capital estrangeiro e ajuda a conter desvalorizações futuras.

Razões para a alta do dólar

O movimento de alta do dólar reflete tanto questões internas quanto externas. Do lado doméstico, o cenário fiscal é um dos principais gatilhos. Rodrigues afirma que a elevação é algo que se desenha há mais ou menos um ano. 

“O governo criou uma enorme expectativa em cima do pacote de ajuste fiscal e chegou com algo que, na melhor das hipóteses, não entrega um décimo do tamanho do problema”, afirma. Ele lembra que, apesar de avanços na arrecadação em 2023, o governo não conseguiu equilibrar o crescimento das despesas. 

Além disso, decisões recentes do Federal Reserve (Fed), como o corte de 25 pontos-base nas taxas de juros e a sinalização de menos cortes em 2025, complicaram ainda mais o cenário. “O derretimento recente já era visível pelo lado doméstico, mas agora se intensifica com a pressão externa negativa”, avalia o economista.

Impactos na economia

Se por um lado a valorização do dólar é boa para as exportações, por outro o custo de insumos e outros produtos importados, como o trigo, até máquinas e equipamentos especializados, é fortemente impactado. De acordo com Rodrigues, embora o repasse ao consumidor final não seja imediato, em até dois trimestres essa alta cambial deve impactar a inflação. 

O economista alerta ainda para a possibilidade de um cenário inflacionário semelhante ao período pós-pandemia, quando a inflação anual ultrapassou os dois dígitos.

Expectativas para o câmbio

As previsões para o dólar indicam volatilidade. “Com o fluxo de saída atual e a inação do governo, podemos sentir saudades do dólar a R$ 6 em pouco tempo”, afirma Rodrigues. 

Caso o governo interfira na autonomia do Banco Central, a situação pode se agravar, como aconteceu na Turquia em 2019. Naquele país, após mudanças no comando do BC e decisões políticas equivocadas, a moeda local sofreu uma desvalorização drástica.

Para o Brasil, a lição é clara. “Se o país quebrar a régua dos juros após ter quebrado a régua fiscal, não podemos de jeito nenhum descartar uma desvalorização como nunca antes vista em nossa moeda frente ao dólar”, finaliza.



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mitigação passa pelo uso inteligente do solo



As mudanças de uso do solo realizadas pela atividade agrícola são algumas das maiores responsáveis pelas emissões de gases do efeito estufa na atmosfera.

Como plantas e solo estocam carbono e um solo não balanceado em nutrientes gera mais emissões, nos últimos anos, a agricultura entrou para o cardápio das soluções para mitigação das mudanças climáticas. Em 2009 surgiu o termo climate-smart agriculture (“agricultura inteligente em termos climáticos”, numa tradução livre), durante um evento da agência da Organização das Nações Unidas para alimentação e agricultura (FAO).

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“Não que a agricultura tenha sido, até agora, climaticamente agnóstica, ignorante ou neutra. Ela sempre dependeu do clima”, disse a diretora do Center for Global Food Security, da Purdue University, Sylvie Brouder, em palestra na Escola Interdisciplinar Fapesp 2024.

Brouder contou que o que caracteriza a climate-smart agriculture não é diferente do que se chamava até então de conservation agriculture. “É o que no Brasil chamamos de agricultura de baixo carbono”, explicou o mediador da palestra e professor da Faculdade de Ciências Agronômicas de Botucatu da Universidade Estadual Paulista (FCA-Unesp Ciro Rosolem à Agência Fapesp.

Segundo Brouder, a mudança de nome foi uma forma de pôr as ciências agronômicas em evidência para o financiamento de pesquisas. Pelo menos nos Estados Unidos. “Queriam chamar a atenção de quem tem o dinheiro, falando de mitigação e adaptação climática. Basta lembrar que o financiamento à pesquisa em agricultura [nos Estados Unidos] tende a ser pouco quando comparado às outras áreas”, contou.

A pesquisadora apresentou números da literatura científica sobre mudanças climáticas, “reflexo do que a ciência está pautando em termos de políticas públicas”. Em 2015, segundo a base de dados Scopus, quase todos os estudos publicados eram sobre biologia, geofísica, meteorologia ou clima. E os dez artigos mais citados eram sobre sistemas naturais, hábitats, extinção etc. “Não sobre agricultura. Isso quando a mudança climática está obviamente afetando a agricultura”, apontou.

O papel do nitrogênio

A agricultura tem papel fundamental no balanço de nitrogênio no solo. Ao mesmo tempo que é um nutriente essencial, o excesso gera emissões de gases como o óxido nitroso. Este é um dos mais potentes causadores do efeito estufa.

Em sua experiência com produtores norte-americanos, ela conta que o temor de que suas plantações não rendam a colheita esperada faz com que muitos apliquem mais nutrientes no solo do que o necessário.

As consequências podem ser tanto econômicas, com gastos excessivos em fertilizantes, até ambientais, com poluição de rios e mares pelo excesso de nitrogênio e o aumento das emissões de gases de efeito estufa.

“Não há dúvida de que nitrogênio, fósforo e enxofre no solo são necessários para sequestrar o carbono. Mas é preciso saber a dose certa, ou o excedente vai gerar emissões indiretas, água de baixa qualidade, entre outros problemas”, explicou.

Brouder disse que foca no nitrogênio, pois, ao comparar as emissões de óxido nitroso nos Estados Unidos, a região conhecida como Cinturão do Milho é uma das grandes emissoras. Isso porque os fertilizantes são aplicados em quantidade muito maior do que a necessária.

“As razões pelas quais as pessoas fazem isso são socioculturais. É o que sempre aplicaram e elas querem colheitas ainda maiores, o que leva a crer que precisam aplicar ainda mais. Somado a isso, até recentemente os fertilizantes nitrogenados eram relativamente baratos”, notou.

O pensamento é uma herança direta da chamada Revolução Verde, conjunto de inovações que levaram a uma explosão de produtividade em diversas culturas no pós-guerra. “Muitos pensam na Revolução Verde apenas em termos de genética e sementes, mas foi um conjunto de fatores, incluindo irrigação, maquinário, fertilizantes químicos, este último agora associado como uma consequência ruim daquele momento”, lembrou.

É preciso lembrar, disse, que houve também investimentos em infraestrutura social, pesquisa, crédito para os produtores. Essa confluência proporcionou o aumento massivo de produtividade.

Mas nem todos se beneficiaram da Revolução Verde, o que suscitou nos anos 1980 a noção de segurança e insegurança alimentar. Os desafios agora se somam com os fatores climáticos, gerando pressão na produção de alimentos por conta de disponibilidade de água, mudanças no regime de chuvas e aumento das temperaturas médias, entre outras consequências das mudanças climáticas globais.



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Produção de trigo no Brasil cai para 7,7 milhões de toneladas em 2024, aponta CEEMA



Além da menor quantidade, a qualidade dos grãos colhidos preocupa




Foto: Canva

A queda nos preços do trigo no Brasil está desafiando as expectativas do mercado, especialmente diante da redução na produção e do câmbio desfavorável para importações. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), a média de preços no Rio Grande do Sul fechou a semana em R$ 65,27 por saco, enquanto o Paraná manteve valores em R$ 72,00 por saco em algumas regiões.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o Rio Grande do Sul registrava R$ 63,00 por saco, e o Paraná, R$ 67,00, demonstrando uma tendência de retração nos valores, mesmo em um cenário de menor oferta.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta para uma produção nacional de 8,1 milhões de toneladas em 2024, mas análises do setor privado indicam um ajuste para 7,7 milhões de toneladas, sendo 3,7 milhões no Rio Grande do Sul – abaixo das 4,1 milhões inicialmente estimadas.

Além da menor quantidade, a qualidade dos grãos colhidos preocupa. “É surpreendente que os preços do trigo de qualidade superior não tenham apresentado alta significativa, considerando a menor oferta e o impacto cambial nas importações”, destaca o relatório da CEEMA.

No entanto, o mercado permanece com baixa liquidez e os preços, no mercado FOB, atingiram os menores níveis desde abril/maio deste ano. Apesar disso, analistas esperam uma recuperação dos preços para fevereiro e março de 2025, quando a oferta no mercado interno pode diminuir ainda mais.





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Agricultores recebem kits de irrigação e maquinários na Bahia



Agricultura familiar ganha reforço com kits de irrigação no oeste da Bahia




Foto: Nadia Borges

A Associação Baiana de Produtores de Algodão (Abapa) encerrou as ações de 2024 do projeto “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares” com a entrega de 40 kits de irrigação no município de Cocos, localizado na região oeste da Bahia. A iniciativa reforça o compromisso da entidade com o desenvolvimento da agricultura familiar, conforme as informações da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri).

Dos kits entregues, 25 foram doados pela própria Abapa, enquanto os outros 15 vieram da empresa Santa Colomba, representada pelos diretores Douglas Orth e Miguel Prado. Essa parceria segue as diretrizes do Fundo para o Desenvolvimento do Agronegócio do Algodão (Fundeagro), uma iniciativa do Governo da Bahia, através da Secretaria da Agricultura (Seagri), que utiliza a renúncia fiscal para fortalecer a cadeia produtiva do algodão no estado.

Neste ano, Cocos passou a integrar o grupo de 12 municípios do oeste baiano contemplados pelo programa, que visa capacitar pequenos agricultores das comunidades rurais para aumentar a produção com maior eficiência e qualidade. Segundo Wallison Tum, secretário da Agricultura da Bahia, a ação em Cocos simboliza o avanço do programa e sua contribuição para a agricultura familiar.

De acordo com o Seagri, o projeto contou ainda com a parceria da Agência de Defesa Agropecuária do Estado da Bahia (Adab) e da prefeitura de Cocos, responsáveis por prestar assistência técnica aos agricultores, garantindo o uso eficiente dos equipamentos.

Além da entrega em Cocos, a Abapa promoveu uma ação em Canabrava, no município de Malhada, sudoeste baiano, onde o programa teve início em 2014. Na ocasião, foram entregues uma plantadeira, um pulverizador e sementes de algodão à Associação dos Produtores de Canabrava (Aspruc).





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Silagem de milho registra alto rendimento



O bom desempenho se deve ao estado geral das plantas no RS




Foto: Agrolink

A colheita do milho para silagem segue em ritmo acelerado no Rio Grande do Sul, com elevado rendimento e qualidade do material ensilado, segundo o último Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19). O bom desempenho se deve ao estado geral das plantas, mantidas até o corte com colmos verdes e enchimento adequado de grãos.

As condições climáticas, com alta radiação solar e temperaturas elevadas durante o dia, aliadas a noites amenas e chuvas intercaladas, têm favorecido o desenvolvimento das lavouras que não sofreram impacto do déficit hídrico registrado em novembro.

A Emater/RS-Ascar projeta para a safra 2024/2025 o cultivo de 357.311 hectares de milho no Estado, com produtividade média estimada em 39.457 kg/ha.

Na região administrativa de Erechim, cerca de 50% das lavouras estão em floração, 40% em enchimento de grãos e 10% já colhidas. A produtividade média está em níveis elevados, chegando a 60 mil kg/ha, com a silagem cotada a R$ 180,00 por tonelada na propriedade de origem.Em Frederico Westphalen, 20% das lavouras estão em floração e 80% em enchimento de grãos. A produtividade média esperada é de 41 mil kg/ha.

Na região de Pelotas, o plantio atingiu 75% do esperado, e a maioria das áreas se encontra em estádio vegetativo. Já em Santa Maria, a colheita foi iniciada, e a silagem apresenta resultados expressivos, com alta produtividade e qualidade.





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Cotação do trigo aponta recuperação tímida em Chicago



Na Rússia, a estimativa para a safra de trigo de 2025 sofreu novo corte




Foto: Pixabay

As cotações do trigo apresentaram leve recuperação nesta semana na Bolsa de Chicago, mas sem conseguir manter o fôlego. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), após atingir US$ 5,50 por bushel no dia 16, os preços recuaram, fechando a quinta-feira (19) em US$ 5,33, abaixo dos US$ 5,38 registrados na semana anterior. Em comparação com o mesmo período de 2023, quando o cereal era negociado a US$ 6,22 por bushel, a queda permanece significativa.

A França, tradicional exportadora de trigo macio, confirmou que as vendas externas do cereal para fora da União Europeia em 2024 serão as mais baixas em 24 anos. A redução é explicada pela menor produção desde a década de 1980 e pela retração da demanda de grandes mercados como o norte da África e a China. Além disso, o trigo russo tem se destacado como um concorrente feroz, mesmo enfrentando dificuldades internas. A projeção para as exportações francesas é de apenas 3,5 milhões de toneladas, um recuo de 66% em relação ao ano anterior.

Na Rússia, a estimativa para a safra de trigo de 2025 sofreu novo corte, agora projetada em 78,7 milhões de toneladas. Caso confirmada, será a menor colheita desde 2021. O trigo de inverno, em particular, deverá alcançar 50,7 milhões de toneladas, com uma redução de 3,6 milhões em relação às previsões anteriores. De acordo com a consultoria Sovecon, as condições para exportação de trigo russo são as mais desfavoráveis em décadas, destaca o relatório da CEEMA.





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como ficou o mercado do grão?



A soja na América do Sul segue seu avanço com bom desempenho nas lavouras, especialmente no Brasil e na Argentina. Com o plantio praticamente finalizado no Brasil e 80% da área cultivada na Argentina, as perspectivas para uma safra cheia nos dois países são cada vez mais concretas. O avanço nas lavouras sul-americanas tem dominado as tendências de preços na Bolsa de Chicago, onde os contratos de soja caíram aos menores níveis em quatro anos.

A pressão da oferta, com o ritmo acelerado do plantio, somada à diminuição da demanda chinesa, tem gerado um cenário desafiador para os preços no mercado internacional. Fatores como a desaceleração econômica na China, que reduz a necessidade de importações, e o deslocamento da demanda para a soja sul-americana, têm impactado a formação dos preços.

Além disso, a decisão do governo dos Estados Unidos de não oferecer incentivos à produção de biodiesel e uma maior aversão ao risco nos mercados financeiros, especialmente após o Federal Reserve sinalizar cortes mais lentos na taxa de juros para 2025, contribuíram para a pressão baixista sobre os preços.

Lavouras de soja no Brasil

O Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), projetou que a produção de soja no estado para a safra 2024/25 deve alcançar 22,18 milhões de toneladas, um aumento de 20% em relação à safra anterior. A área plantada deverá ficar em 5,774 milhões de hectares, com um aumento modesto em relação aos 5,784 milhões do ciclo 2023/24. A produtividade média está estimada em 3.841 quilos por hectare, um avanço em relação aos 3.200 quilos registrados no ano passado.

No Mato Grosso, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) prevê que a área de soja para a safra 2024/25 será de 12,66 milhões de hectares, o que representa um aumento de 1,47% em comparação com o ciclo anterior. A produtividade no estado deve alcançar 57,97 sacas por hectare, com uma alta de 11,15%. A produção total prevista é de 44,04 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 12,78% em relação à safra passada.

No Rio Grande do Sul, o plantio alcançou 94% da área prevista até o momento, superando a média dos últimos cinco anos, que é de 90%. As condições das lavouras são satisfatórias, com boa germinação e desenvolvimento vegetativo, especialmente em áreas plantadas mais cedo. A previsão de área cultivada no estado é de 6,81 milhões de hectares, com produtividade média estimada em 3.179 kg/ha.

Avanço na Argentina

Na Argentina, o Ministério da Agricultura estimou que a área plantada com soja na safra 2024/25 será de 18 milhões de hectares, um aumento de 0,6% em relação à estimativa anterior. A produção na temporada passada foi de 48,2 milhões de toneladas. O plantio de soja na Argentina atingiu 77% da área prevista, um avanço significativo em relação aos 54% da semana anterior e aos 71% registrados no mesmo período do ano passado. A estimativa de área plantada na Argentina é 8,4% superior à safra anterior.



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Pecuária se beneficia de pastagens abundantes



O mercado segue aquecido em várias regiões




Foto: Sheila Flores

O último Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (19), trouxe boas notícias para os pecuaristas gaúchos. Com uma oferta abundante de pastagens, muitos produtores estão conseguindo alimentar o rebanho exclusivamente com pasto e sal mineral, enquanto o mercado registra alta em diversas categorias de bovinos, impulsionada pela valorização do boi gordo e pelo aquecimento das exportações de terneiros.

Nas regiões monitoradas pela Emater, as condições climáticas têm favorecido o desempenho dos rebanhos e permitido práticas sanitárias mais rigorosas. Em Bagé, os trabalhos de inseminação artificial e entoure prosseguem, com altas expectativas de prenhez devido à boa condição corporal dos animais e ao clima ameno. Já em Caxias do Sul, o gado de corte apresenta excelente estado corporal, com muitos animais sendo comercializados para atender à demanda elevada por carne no final do ano.

Em Erechim, os campos nativos mostram bom desempenho, reduzindo a necessidade de volumosos conservados e rações, enquanto em Frederico Westphalen, as ações de controle contra ectoparasitas permanecem intensificadas. Na região de Passo Fundo, a vacinação em dia reflete a organização dos pecuaristas, que observam alta no mercado e maior valorização dos animais.

O mercado segue aquecido em várias regiões. Em Pelotas, houve redução na oferta de animais, o que resultou em alta nos preços nas feiras. Na região de Porto Alegre, os resultados da inseminação artificial em tempo fixo (IATF) superaram as expectativas de anos anteriores, indicando avanços no manejo reprodutivo.

Em Santa Maria, o rebanho apresenta melhoria na condição corporal, com vacas em fase de parição sendo bem nutridas para garantir o desmame de terneiros no outono. Por outro lado, em Santa Rosa, casos de raiva herbívora foram registrados, levando à intensificação do monitoramento de morcegos hematófagos. Já em Soledade, o aumento na atividade de larvas de carrapato exige maior vigilância e ações preventivas.





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