terça-feira, julho 21, 2026

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agropecuária recebe reforço de R$ 230,9 milhões do FCO Rural



Objetivo é impulsionar a agropecuária goiana




Foto: Pixabay

Segundo o informado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, a agropecuária do estado será contemplada com R$ 230,9 milhões provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO), conforme aprovado pela Câmara Deliberativa do Conselho de Desenvolvimento do Estado de Goiás (CD/CDE) durante a 411ª Reunião Ordinária. O montante foi distribuído em 76 cartas-consulta aprovadas na última reunião do ano, realizada em dezembro.

Do total de recursos, mais de 70% serão destinados a produtores de pequeno porte, que receberão cerca de R$ 162 milhões. As propriedades de pequeno-médio porte ficarão com R$ 43,1 milhões (18,7%), enquanto as de médio porte serão beneficiadas com R$ 25 milhões (10,8%). A previsão é de que o investimento resulte na geração de 530 empregos diretos.

Instituído pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei nº 7.827, de 27 de setembro de 1989, o Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) tem como objetivo impulsionar o desenvolvimento econômico e social nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Os recursos, disponíveis por meio das modalidades FCO Empresarial e FCO Rural, podem ser acessados por produtores rurais, empresas, pessoas físicas, jurídicas e cooperativas de produção.





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Animais silvestres recebem alimentos ‘fora do padrão’ no Paraná


Três vezes por semana, um caminhão do Criadouro Conservacionista Onça Pintada, em Campina Grande do Sul, ai buscar frutas, legumes e verduras doadas pela Central de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR), em Curitiba.

Por meio de uma parceria com o Instituto Água e Terra (IAT) e a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), alimentos fora do padrão de comercialização são reaproveitados para alimentar 4 mil animais de 206 espécies resgatadas.

Desde o início do programa em setembro de 2023, 29 toneladas mensais de alimentos são destinadas ao criadouro, reduzindo os custos de alimentação e contribuindo para a conservação de espécies.

Foto: Denis Ferreira Netto/Sedest

Redução do desperdício e apoio à fauna

O programa Banco de Alimentos Comida Boa, criado em 2020, busca zerar o desperdício de alimentos não comercializados nas Ceasas do estado. Atualmente, 440 toneladas mensais de hortaliças são distribuídas para instituições assistenciais e, mais recentemente, para o cuidado de animais silvestres.

No Criadouro Onça Pintada, 60% da alimentação dos animais é proveniente das doações. “Tudo é aproveitado, inclusive os alimentos mais danificados, que são consumidos por espécies como porcos selvagens e catetos”, conta Carlos Eduardo Conte, biólogo do criadouro.

Foto: Denis Ferreira Netto/Sedest

Expansão para novas instituições

O programa deve ser ampliado para outras entidades vinculadas ao IAT, como os Centros de Apoio à Fauna Silvestre (Cafs) e o Centro de Triagem e Atendimento de Animais Silvestres (Cetas).

Além disso, a Ceasa-PR pretende levar a iniciativa para suas unidades em Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu e Cascavel, aumentando o impacto positivo.

“Com a consolidação deste projeto em Curitiba, queremos replicar a experiência nas outras unidades do estado, diminuindo ainda mais o desperdício de alimentos”, afirmou Eder Bublitz, diretor-presidente da Ceasa-PR.

Impacto social e reconhecimento internacional

O Banco de Alimentos também distribui alimentos para mais de 330 instituições que atendem idosos, hospitais, abrigos e famílias em situação de vulnerabilidade. A iniciativa foi apresentada na ONU como exemplo de programa governamental e recebeu o Stevie Awards em 2024, um dos maiores prêmios internacionais de contribuições sociais.

O projeto também promove a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, que trabalham no processamento dos alimentos e participam de capacitações. Em 2025, o programa contará com uma nova cozinha industrial para ampliar ainda mais o alcance das ações.



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Mulher é condenada a indenizar vizinho após fogos de artifício provocarem morte de dois cavalos



Uma mulher foi condenada a indenizar um vizinho após o uso de fogos de artifício, que provocou a morte de dois cavalos. A decisão foi proferida pela 29ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que manteve o entendimento da 2ª Vara de Itápolis, no interior do estado, onde o juiz Bertholdo Hettwer Lawall havia proferido sentença.

Os desembargadores fixaram as reparações em R$ 8 mil por danos morais e R$ 40 mil por danos materiais. O caso ocorreu durante a passagem de ano de 2021.

De acordo com o processo, a mulher havia alugado uma chácara e utilizado fogos de artifício na festa de Ano Novo. O intenso ruído gerado pelos artefatos agitou os cavalos, resultando na tragédia. Um dos animais foi encontrado morto no pasto com ferimentos graves no crânio e na cervical. O outro teve de ser sacrificado devido à gravidade das lesões.

Após a condenação em primeira instância, a ré recorreu ao Tribunal (Apelação nº 1001780-77.2021.8.26.0274). O relator do caso, desembargador Mário Daccache, destacou que, embora o uso de fogos de artifício não fosse ilegal à época, os riscos que eles representam à saúde e bem-estar dos animais são amplamente conhecidos.

“Assim, sendo amplamente divulgado, na mídia, a alta sensibilidade dos animais em relação a fogos de artifício, e o consenso coletivo de que, em áreas rurais, não são disparados esses tipos de artefato, isso é, sem dúvida, fonte de obrigação, e a corré não pode fugir desta”, afirmou Daccache.

Os desembargadores Neto Barbosa Ferreira e Silvia Rocha também participaram do julgamento, acompanhando o voto do relator.



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Produção de carne de frango deve crescer em 2025, mas terá que enfrentar desafios



A avicultura nacional apresenta boas perspectivas de crescimento em 2025, mas deve lidar com desafios significativos, especialmente relacionados à biossegurança animal e a conflitos em importantes mercados de destino da carne brasileira.

Estudos realizados por pesquisadores do Cepea indicam que a produção de carne de frango pode atingir 14,2 milhões de toneladas em 2025, representando um aumento de 2,9% em relação ao ano anterior.

Do lado da demanda, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta que o consumo per capita de carne de frango no Brasil alcance 46,6 kg em 2025, um crescimento de 1,9% em comparação a 2024.

Apesar do cenário promissor, as perspectivas do setor avícola dependem diretamente da ausência de casos de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (H5N1 ou IAAP) em granjas comerciais. O Brasil, até o momento, permanece livre da doença, conforme as diretrizes da Organização Mundial para Saúde Animal (OMSA). Esse status tem beneficiado o país, já que surtos da doença em outros grandes produtores têm deslocado a demanda global para o mercado brasileiro.

Outro ponto de atenção para o setor é a continuidade dos conflitos no Oriente Médio, que completaram um ano em outubro de 2024. O Brasil é o maior fornecedor global de carne de frango Halal, atendendo países como os Emirados Árabes Unidos, que ocupam a segunda posição entre os principais destinos da carne brasileira. Em 2024, até novembro, foram exportadas 425 mil toneladas de carne ao país árabe.

Mesmo diante dos desafios, o setor avícola brasileiro mantém projeções positivas para 2025, com foco na ampliação da produção e no fortalecimento da biossegurança para garantir sua competitividade no mercado global.



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Conflito por terra resulta em quatro baleados no interior do Paraná


Uma disputa por terras entre Guaíra e Terra Roxa, no oeste do Paraná, deixou quatro indígenas Avá-Guarani feridos na noite de ontem (3). A Polícia Federal (PF) está investigando a autoria do ataque.

Em nota, a PF informou que forças de segurança federais, estaduais e municipais estiveram no local na noite de sexta-feira para evitar novos episódios de violência. Além disso, uma perícia foi realizada na área na manhã deste sábado (4).

De acordo com a RPC, afiliada da Globo no Paraná, as vítimas, com idades de 7, 14, 25 e 28 anos, foram baleadas e levadas a hospitais da região. Ainda não há informações sobre o estado de saúde delas.

INDÍGENA FERIDO
Vítima é socorrida após ser baleada no interior do Paraná

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, também em nota, afirmou que a Força Nacional foi informada do ataque por volta das 21h de ontem e que equipes foram mobilizadas para reforçar o patrulhamento na área.



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Produção de erva-mate segue em crescimento


Segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS nesta quinta-feira (2), a produção de erva-mate apresenta cenário positivo no Rio Grande do Sul. Com clima favorável e boas condições fitossanitárias, a cultura segue em desenvolvimento nas principais regiões produtoras do estado.

Na região de Frederico Westphalen, as mudas implantadas estão recebendo tratos culturais e monitoramento. A ausência de estiagens até o momento tem reduzido perdas e dispensado a necessidade de irrigação. A produção de folhas é considerada satisfatória, com clima favorável para o crescimento das plantas. Entretanto, colheita e industrialização seguem em ritmo lento devido ao período de brotação.

Os preços na região permanecem estáveis: R$ 24,00 por arroba para erva-mate folha destinada ao chimarrão; R$ 20,00 por arroba para folhas destinadas à exportação e tererê; e R$ 1,80 por muda de erva-mate.

Na região de Soledade, o período de brotação é intenso, embora apresente alta incidência de ampola, exigindo manejo cuidadoso. As chuvas têm mantido a umidade no solo, favorecendo o crescimento das plantas. A temperatura e a radiação solar também contribuem para o bom desenvolvimento. Os preços variam de R$ 18,00 a R$ 23,00 por arroba, dependendo da qualidade do produto.

Em Caxias do Sul, cerca de 650 hectares estão cultivados, concentrados principalmente na área de Guaporé. A erva-mate é uma atividade tradicional da agricultura familiar e, na maioria dos casos, a colheita ocorre por meio de parcerias com empresas beneficiadoras. Os sistemas variam entre monocultura, extrativismo e, em menor escala, agroflorestais, que agregam valor ao produto.

Há crescente demanda por produtos artesanais, feitos em menor escala e com manejo diferenciado. A cultura apresenta boas condições fitossanitárias, e os produtores seguem com colheitas, tratos culturais e adubação. Os preços praticados variam entre R$ 15,00 e R$ 18,00 por arroba para a erva convencional, e entre R$ 16,00 e R$ 20,00 por arroba para a erva orgânica.





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Sobe para 14 o número de mortes em desabamento de ponte entre TO e MA



Mais um corpo foi resgatado na manhã de hoje (4) no Rio Tocantins, onde desabou a Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira que ligava Aguiarnópolis (TO) a Estreito, no Maranhão. Com a localização da vítima, chegam a 14 as mortes confirmadas e três pessoas ainda permanecem desaparecidas.

Segundo o Comando do 4º Distrito Naval da Marinha, que integra a força-tarefa de busca e resgate no rio Tocantins, o corpo estava nas proximidades dos destroços e foi retirado do local às 10h25.

Segundo o chefe do destacamento de mergulhadores da Marinha, capitão de mar e guerra Albino Santos, os destroços no local do desabamento aumentam o desafio no trabalho de busca e resgate das vítimas, exigindo o emprego de profissionais altamente especializados e o uso de diferentes técnicas.

São realizados diariamente mergulhos para identificar e marcar os pontos de interesse, e mergulhos a ar dependente, com mais autonomia e tempo para exploração nas áreas que ultrapassam 40 metros de profundidade.

“O mergulho a ar dependente conta com uma série de aparatos próprios destinados a essa técnica. Por exemplo, a tradicional máscara é substituída por capacete. Com ele, o mergulhador consegue receber o ar que vem da superfície”, explica.

Queda

A Ponte Juscelino Kubitschek de Oliveira, que ligava os estados do Maranhão e Tocantins pela BR-226, desabou no fim da tarde do dia 22 de dezembro de 2024. A operação de busca e resgate teve início ainda no mesmo dia, com o reforço de várias frentes como Corpo de Bombeiros, empresas privadas e o emprego de embarcações, helicóptero e viaturas na região.

Até o momento, o trânsito de veículos, por meio de balsas, na região ainda não foi estabelecido pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). As empresas responsáveis pela manutenção da BR-226 “estão mobilizadas para atender às exigências da Marinha do Brasil na execução dos acessos e do atracadouro necessários para a operação das balsas”.

Cumprida essa etapa e a liberação da outorga junto a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), as balsas deverão entrar em operação imediatamente sem custos. O serviço garantirá a travessia de carros de passeio, ambulâncias e caminhonetes.



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Medidas de resiliência climática buscam minimizar impactos da seca e do calor recorde em 2024



O ano de 2024 foi marcado por temperaturas recordes no Brasil, tornando-se o mais quente desde 1961, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Em São Paulo, o governo estadual investiu mais de R$ 1,6 bilhão em iniciativas para combater a seca e seus efeitos no campo, com medidas que incluem perfuração de poços, despoluição de rios e fortalecimento dos sistemas de irrigação.

Entre as ações, destaca-se o lançamento do Plano Estadual de Irrigação pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento. O objetivo é ampliar a área irrigada para 15% da área produtiva total do estado, que atualmente representa cerca de 6%. Foram liberados R$ 200 milhões em linhas de crédito para infraestrutura de irrigação, promovendo maior resiliência agrícola.

Perfuração de poços e reforço hídrico

A SP Águas, antiga DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), realizou a perfuração de 127 poços profundos em 116 municípios desde o final de 2023. Com investimento de R$ 134 milhões, os poços aumentaram a vazão em 5,8 milhões de litros de água por hora, ajudando a mitigar o racionamento em áreas críticas.

Adicionalmente, foram iniciadas as obras de 13 novos poços em 11 municípios, além da construção de três piscinões em Franco da Rocha e a retomada de duas barragens na região de Campinas. Estas últimas beneficiarão cerca de 7 milhões de pessoas, com um investimento total de R$ 1,3 bilhão.

Despoluição de rios

O programa Rios Vivos foi responsável por retirar 1,3 milhão de metros cúbicos de sedimentos de 163 cursos d’água em mais de 100 cidades. Com investimentos de R$ 95,5 milhões, a iniciativa melhora a captação de água e reduz riscos de enchentes.

Em Bauru, cerca de 12 mil metros cúbicos de resíduos foram removidos do Rio Batalha em 60 dias, permitindo maior vazão para abastecimento público. Desde 2023, o governo estadual já destinou R$ 740 milhões para ações de desassoreamento, com projeção de superar R$ 1 bilhão até o final das obras.

Defesa Civil e combate a incêndios

A Defesa Civil de São Paulo distribuiu recursos para municípios afetados pela seca, como Barretos e Bauru, que receberam R$ 1 milhão cada para melhorias na gestão hídrica e ações de conscientização. A Operação São Paulo Sem Fogo investiu R$ 169,9 milhões no combate a incêndios em áreas rurais, incluindo equipamentos, monitoramento por satélite e ações preventivas.

Com investimentos robustos e iniciativas diversificadas, São Paulo busca enfrentar os desafios impostos pelas mudanças climáticas, promovendo segurança hídrica e sustentabilidade agrícola.



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Temperaturas ficam acima da média histórica e prejudicam agro brasileiro



A média das temperaturas no Brasil em 2024 ficou 0,79 °C acima da média histórica de 1991/2020, encerrando o período em 25,02 °C. Em 2023, a média anual foi de 24,92 °C, 0,69°C acima da média histórica. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e publicados no portal do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O levantamento destaca que os anos analisados estavam sob influência do fenômeno El Niño, com intensidade de forte a muito forte, assim como em 2023 e nos primeiros meses de 2024. O calor excessivo afetou o agronegócio, impactando culturas como café, milho, soja, entre outras.

Após analisar os desvios das temperaturas médias anuais no Brasil entre 1961 e 2024, o Inmet constatou uma tendência de aumento estatisticamente significativo das temperaturas ao longo dos anos. Esse fenômeno pode estar relacionado a mudanças climáticas globais e alterações ambientais locais.

Aquecimento global

De acordo com a versão provisória do relatório Estado Global do Clima 2024, publicada pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) em novembro de 2024, a temperatura média da superfície global ficou 1,54 °C acima da média histórica de 1850/1900 até setembro do ano passado.

Com esse valor, o ano de 2024 tende a superar a temperatura média global de 2023, que até então era o ano mais quente já registrado. Por 16 meses consecutivos (de junho de 2023 a setembro de 2024), a temperatura média global provavelmente excedeu qualquer registro anterior, segundo a análise consolidada dos conjuntos de dados da OMM.

O Inmet representa o Brasil na Organização Meteorológica Mundial desde 1950.



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Colheita de melancia ganha ritmo



Melão também apresenta bons resultados




Foto: Canva

Segundo o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, a colheita de melancia avança no Rio Grande do Sul, com destaque para as regiões de Bagé, Quaraí e Pelotas. As áreas plantadas apresentam bons índices de produtividade, qualidade elevada das frutas e preços competitivos no mercado local e regional.

Em São Gabriel, na região de Bagé, foram implantados 75 hectares, com 30% da colheita já concluída. Cerca de 30% das lavouras ainda estão em fase de frutificação, 30% em floração e 10% em desenvolvimento vegetativo após plantio recente. As frutas colhidas possuem tamanhos grandes, com peso variando entre 17 e 20 kg. As variedades mais cultivadas são Jubilee e as híbridas Conquista e Combat.

O preço na lavoura oscila entre R$ 1,80 e R$ 1,90 por quilo, enquanto no comércio municipal, as unidades são vendidas por valores entre R$ 25 e R$ 30. Aproximadamente 40% da produção é destinada ao consumo local, e os outros 60% são comercializados em municípios vizinhos. Em Quaraí, foram plantados 70 hectares, e 10% das áreas já foram colhidas.

Na região de Soledade, apesar da redução nas chuvas e menor umidade no solo, o desenvolvimento das lavouras segue dentro do esperado e sem prejuízos significativos. Já na região de Pelotas, a cultura apresenta bom desenvolvimento após a realização de tratos culturais. Em Rio Grande, 60% das lavouras estão em frutificação, e a previsão é de que a colheita se intensifique a partir de fevereiro de 2025.

Em Santa Rosa, os produtores de melão que utilizam sistema de mulching com irrigação por gotejamento estão em plena colheita. A produção tem se mostrado satisfatória, com frutas de alta qualidade e comercialização regional. O preço médio praticado é de R$ 7,00 por quilo.





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