quinta-feira, julho 16, 2026

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Liderança global no uso de máquinas agrícolas autônomas será do Brasil, aposta John Deere


Imagine um produtor rural que possui fazenda de soja e milho em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia. Ao checar a previsão do tempo, descobre que terá uma janela ideal de semeadura a partir do próximo dia. Porém, ele está em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, e há anos encontra dificuldades em contratar mão de obra qualificada para operar as suas plantadeiras.

O que poderia ser uma preocupação, rapidamente se resolve: mesmo a milhares de quilômetros de distância, pega o celular do bolso e, em tempo real, envia um comando para que as suas máquinas agrícolas liguem sozinhas, se alinhem e iniciem mais uma safra com o pé direito. Esse tipo de cenário de ficção científica está mais próximo de acontecer do que muitos podem imaginar, aposta a John Deere.

Isso porque a companhia expôs os três tratores autônomos de sua segunda geração na Consumer Eletronics Show (CES 2025), em Las Vegas, nos Estados Unidos. Eles já estão à venda para os produtores norte-americanos e o plano é que desembarquem no Brasil em um futuro bastante próximo.

Modelos autônomos

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Modelo autônomo 5ML de 130 cavalos para culturas especiais, como pomares

O maior trator da multinacional, o 9RX, de 830 cavalos, voltado a grandes operações, passa a contar com um kit de autonomia que combina visão computacional avançada com inteligência artificial, tudo isso embutido em sensores e 16 câmeras individuais que permitem visão 360° do campo.

Existem, ainda, os tratores estreitos 5ML, de 130 cavalos que, em um primeiro momento, possuem motor a diesel, mas a promessa da John Deere é que no curto prazo operem também na versão elétrica. Os modelos são voltados a culturas especiais, como pomares, locais onde a pulverização com jato de ar tende a ser exaustiva.

De acordo com o vice-presidente e CTO Global da marca, Jahmy Hindman, o sistema de autonomia deles permite navegação precisa mesmo sob a densa cobertura de folhas.

Tal como o 9RX, identificam obstáculos sensíveis e pequenas variações, como insetos e até mesmo a mudança de luz do dia. Contudo, possuem a capacidade de apenas interromper a operação quando diante de empecilhos que possam realmente danificá-los, caso de pedras e grandes galhos, garante a companhia.

Segundo Hindman, o modelo tecnológico dessas máquinas foi treinado com imagens coletadas em ambiente real, sendo a maioria delas captadas em operações agrícolas nos Estados Unidos. “Estamos trabalhando para que essa tecnologia funcione bem no Brasil. Nossa projeção é que entre os próximos dois ou três anos já estaremos aptos a implementar esses modelos no país.”

E a pressa é justificável: a John Deere aposta que o Brasil estará, em um futuro próximo, entre os três principais mercados de máquinas agrícolas autônomas do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, Europa ou Canadá. Contudo, para o vice-presidente sênior e CFO global da marca, Josh Jepsen, há potencial para ir ainda mais além.

“Ao analisarmos o agronegócio brasileiro, com propriedades de tamanhos muito superiores a tudo o que vemos nos Estados Unidos e também com a dificuldade que os produtores têm de encontrar mão de obra capacitada para operar as máquinas, algo que não deve mudar e até se agravar no futuro, acreditamos que o Brasil será o primeiro mercado global em máquinas autônomas futuramente”.

Ele também destaca a capacidade de o país produzir, em alguns casos, até três safras por ano, algo que não ocorre em outras importantes nações com vocação agrícola. “Os períodos em que os produtores têm para fazer as operações em campo no Brasil são limitados, com janelas muito curtas. Uma tecnologia como a autonomia das máquinas pode ajudar nesse trabalho que, para o agricultor, pode ser muito extenuante”, afirma.

Já para o vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina da John Deere, Cristiano Correia, as próprias características geopolíticas do Brasil tendem a elevá-lo ao patamar de liderança global na adoção de máquinas autônomas.

“O Brasil possui áreas agrícolas enormes e distantes de qualquer município com mais população, então é realmente muito difícil para o agricultor atrair mão de obra qualificada. Na Europa e nos Estados Unidos isso é diferente porque as cidades são mais descentralizadas e o produtor consegue contar com os trabalhadores que necessita com um pouco mais de facilidade”.

Segundo ele, a companhia tem como meta para 2026 conectar ao sistema autônomo cerca de 1,5 milhão de máquinas agrícolas no mundo. “No Brasil, a expectativa é que sejam algumas centenas de milhares em um futuro próximo”, enfatiza.

Obstáculos a transpor

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Falta de conectividade ainda é desafio para implementação no Brasil

Ainda que a John Deere reconheça o gigante potencial brasileiro na adoção de máquinas autônomas, os executivos da empresa ficam apreensivos com a limitação da conectividade em propriedades rurais do país.

O Indicador de Conectividade Rural (ICR), por exemplo, demonstrou que por aqui apenas 37,4% dos imóveis rurais têm cobertura 4G ou 5G em toda a área de uso agropecuário.

“Por conta deste grande desafio do Brasil, iniciamos em 2024 uma parceria com a Starlink para nos ajudar a preencher esse vácuo em locais de maior deficiência de internet, como em Mato Grosso, por exemplo. Nossa expectativa é que no Brasil esses modelos de conexão acoplados à maioria das máquinas novas entre em operação em cerca de dois anos. Já para as máquinas mais antigas, o retrofit deve demorar entre três e cinco anos”, detalha o CTO Global da John Deere, Jahmy Hindman.

Segundo ele, outro desafio que a companhia trabalha para superar é fazer com que máquinas autônomas trabalhem em propriedades com terrenos mais acidentados e montanhosos – como no Rio Grande do Sul e Paraná – tão bem como já poderiam operar em lavouras planas, caso de Mato Grosso e da maioria das áreas produtivas do Cerrado brasileiro.

“A autonomia é como o desenvolvimento de uma criança, ou seja, aprendemos inicialmente a engatinhar para depois andar e só então correr. Neste momento, ainda estamos na fase de engatinhar, mas já sabemos que essa tecnologia funciona muito bem em propriedades de topografia plana e retangular. Por isso, estamos coletando imagens em terrenos mais acidentados para treinar os modelos computacionais para que as nossas máquinas possam trabalhar neles”, conta Hindman.

De acordo com o executivo, os primeiros testes bem-sucedidos do modelo autônomo das máquinas da John Deere foram feitos em propriedades de milho, soja e algodão por serem maiores e exigirem mais trabalho do produtor.

Nesta linha, o CTO global da companhia enxerga na idade média dos agricultores – 58 anos nos Estados Unidos e 46 no Brasil – outro ingrediente que pode alavancar a utilização das máquinas autônomas, visto que os poupariam do trabalho mais pesado.

*O jornalista viajou à CES 2025 a convite da John Deere



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Preço do leite fecha 2024 em queda



Média anual marca avanço de 33% em relação a 2023




Foto: Divulgação

O preço do leite pago ao produtor no Paraná encerrou 2024 em R$ 2,83 por litro, uma redução em relação ao pico registrado em novembro. O dado foi divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.

Segundo o boletim, apesar da queda no último mês do ano, a média de dezembro se destacou como a terceira mais alta de 2024. Em comparação ao mesmo período de 2023, o valor representa um aumento significativo de 33%, demonstrando recuperação em um ano desafiador.

O ano foi marcado por adversidades climáticas, incluindo fortes estiagens e geadas, que prejudicaram a produção de leite e comprometeram os rendimentos dos pecuaristas. As principais bacias leiteiras do Paraná sentiram o impacto, resultando em menor oferta de leite e produtos lácteos no mercado estadual.

Essas condições climáticas adversas aumentaram a pressão sobre o setor, agravando o custo de produção e dificultando o abastecimento.

O aumento de 33% no preço médio em relação a dezembro de 2023 reflete esforços para compensar os pecuaristas. No ano anterior, o preço de R$ 2,13 por litro foi considerado pouco atrativo, levando o governo estadual a adotar medidas para equilibrar o mercado. Entre as ações, destacou-se o estímulo ao consumo de produtos locais e a restrição à importação de lácteos, principalmente de países do Mercosul, conforme os dados da Deral.





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Rota Caminho dos Ipês é impulsionada com apoio do Sebrae


Marcada pela presença do ipê, árvore símbolo de Mato Grosso do Sul, a Rota Caminho dos Ipês abrange dez municípios no centro do estado: Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Negro, Rochedo, Sidrolândia e Terenos. 

Com a proximidade da Capital como diferencial, a região atrai visitantes interessados em passeios de “bate e volta”, além de experiências que incluem turismo rural e contemplação da natureza.

Empresários locais dos atrativos turísticos presentes nesses municípios identificaram objetivos comuns e decidiram unir forças para superar desafios, como a baixa visibilidade do turismo na região. 

Essa união foi impulsionada pelo Sebrae/MS em 2022, quando os empreendedores estiveram em uma caravana organizada pela instituição para participar do seminário Inspira Ecoturismo, em Bonito (MS). 

A partir de então, eles criaram um grupo no aplicativo WhatsApp para a troca de informações e estreitamento do relacionamento, que continua ativo com encontros presenciais possibilitando que as ideias compartilhadas se tornem práticas assertivas.

  • Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugestões e conte sua história de empreendedorismo pelo WhatsApp.

Para apoiar os empresários, o Sebrae, por meio do programa Transforma Turismo, promove treinamentos, mentorias e consultorias para melhorar a gestão dos negócios. 

“Quando valorizamos o turismo, desenvolvemos toda a cadeia ao redor, desde restaurantes, lanchonetes, padarias e até atrativos turísticos. Focamos em um grupo já fortalecido por um trabalho anterior do Sebrae, então apostamos que os resultados serão positivos”, afirma o analista-técnico do Sebrae/MS, Humberto Dionísio.

Foto: Arquivo Estância Alegria

Protagonistas da Rota

Além das capacitações, em 2024, os empreendedores promoveram a primeira edição do Festival de Inverno de Turismo Rural. Com o objetivo de aumentar o fluxo de visitantes diante da baixa temporada devido às temperaturas mais amenas no período, com um impacto positivo para os estabelecimentos participantes. A iniciativa terá uma nova edição neste ano.

A empresária Élda Ávila, da propriedade de turismo rural Estância Alegria, localizada em Campo Grande, integrou a programação do Festival, além de ter participado de todas as capacitações oferecidas pelo Sebrae/MS.

 “A assessoria prestada pelo Sebrae em todas as etapas da construção do nosso negócio, assim como esclarecimentos e apoio realizado através das consultorias são essenciais para que nos sintamos seguros e fortalecidos para empreender na Rota”, opina.

Foto: Arquivo Fazenda São Clemente

Com o oferecimento de trilhas e passeios nas cachoeiras, a fazenda São Clemente, em Sidrolândia, também compôs o Festival de Inverno e a empreendedora Queila Arruda quer repetir a dose este ano.

 “O Sebrae foi a melhor coisa que surgiu para o nosso empreendimento dando vários suportes, cursos e aperfeiçoamentos. Na Rota Caminhos dos Ipês, somos um grupo de oito empreendedores que uma vez por mês, em cada empreendimento, nos encontramos para trocar ideias”, afirma a empresária.

O apoio do Sebrae/MS junto aos empreendedores prossegue neste ano com oficinas, consultorias gerais e personalizadas; além da realização de rodadas de negócios e missões empresariais. 

Mais informações sobre as ações do Sebrae estão disponíveis na Central de Relacionamento, no número 0800 570 0800 ou no site: ms.sebrae.com.br.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias



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Nova pista da Imigrantes ampliará acesso logístico ao Porto de Santos



O Governo de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (10) o projeto para a ampliação do Sistema Anchieta-Imigrantes, principal rota de acesso ao Porto de Santos, estratégico para o escoamento de grãos, carnes e outros produtos agrícolas. A proposta prevê a construção de uma nova pista de descida na Rodovia dos Imigrantes, conectando o Planalto à Baixada Santista. A iniciativa foi autorizada pela Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) e busca atender às crescentes demandas do agronegócio e do transporte logístico no Brasil.

Infraestrutura moderna

A nova pista terá 21,5 quilômetros de extensão, sendo 80% composta por túneis, incluindo um túnel de 6 quilômetros, o maior do Brasil. Com duas faixas de rolamento reversíveis, o trecho garantirá maior fluidez para caminhões, ampliando em 145% a capacidade de descida de veículos pesados e em 25% a capacidade geral do sistema.

“Essa obra é essencial para o crescimento do agronegócio e da logística brasileira. Vamos garantir mais eficiência no escoamento de cargas pelo Porto de Santos, vital para exportações agrícolas, além de mais conforto e segurança para os motoristas”, destacou o governador Tarcísio de Freitas.

O traçado começará no km 43 da Rodovia dos Imigrantes (SP-160), com acesso ao Rodoanel Mário Covas (SP-021), e se conectará no km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni (SP-055), próximo ao Polo Industrial de Cubatão. Essa configuração permitirá acesso rápido às margens Direita e Esquerda do Porto de Santos, atendendo à crescente demanda de exportações agrícolas e industriais.

Tecnologia e segurança para o transporte pesado

Com uma inclinação média de 4%, o novo trajeto garantirá maior segurança para caminhões carregados. Túneis paralelos de emergência, reversibilidade de sentido e uso de estradas de serviço existentes são destaques do projeto, que também prioriza a redução de impactos ambientais.

“Estamos planejando soluções estruturais de longo prazo para melhorar a mobilidade entre o Planalto e a Baixada Santista, essenciais para o escoamento da produção agroindustrial brasileira”, explicou Rafael Benini, secretário de Parcerias em Investimentos.

Próximos passos

A Ecovias, concessionária responsável pelo Sistema Anchieta-Imigrantes, já iniciou a elaboração do projeto funcional. Em seguida, serão realizados os projetos básico e executivo, que definirão o cronograma e o custo total da obra, prevista para começar após a conclusão do licenciamento ambiental em 2026.

Com o agronegócio representando boa parte do PIB nacional e o Porto de Santos como o principal ponto de exportação, a nova pista da Imigrantes será um divisor de águas para o setor. A previsão orçamentária para a realização da obra não foi divulgada.



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Chuva forte atinge boa parte do Brasil nesta sexta-feira



O aumento no transporte de umidade combinado com o calor pode provocar chuva forte em boa parte do Brasil. Em São Paulo, o tempo seguirá instável, mas a chuva será irregular em todo o estado. Ao longo do dia, as nuvens aumentarão gradativamente, com condições para pancadas localizadas à tarde, acompanhadas de raios.

No Rio Grande do Sul, há previsão de pancadas irregulares no planalto e na serra gaúcha. A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) continuará influenciando o clima em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Mato Grosso. Roraima será um dos poucos estados sem previsão de chuva significativa. Confira o detalhamento, segundo a Climatempo, por região:

Sul

Áreas de instabilidade predominam na região.

  • Rio Grande do Sul: Pancadas irregulares no planalto e na serra gaúcha, com chance de chuva forte, raios e ventos em pontos isolados. Nas demais áreas, o tempo será aberto, abafado e com sol entre nuvens.
  • Santa Catarina: Previsão de pancadas isoladas em quase todo o estado. No leste, haverá mais nebulosidade, enquanto no centro e oeste, atenção para chuva forte com raios em alguns municípios.
  • Paraná: Céu encoberto no leste e litoral, com chuva moderada ao longo do dia. No interior, céu parcialmente nublado e pancadas irregulares à tarde, especialmente nas regiões sul, centro e nordeste.

Sudeste

A influência da ZCAS concentra chuva intensa no norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

  • Minas Gerais e Espírito Santo: Risco elevado de temporais com volumes significativos e transtornos.
  • Rio de Janeiro: Sexta-feira nublada, com pancadas de chuva isoladas pela manhã e irregulares ao longo do dia.
  • São Paulo: Instabilidades perdem força, mas haverá céu parcialmente nublado e pancadas irregulares à tarde. O litoral terá mais umidade, enquanto o extremo oeste terá tempo seco e umidade baixa.

Centro-Oeste

A ZCAS mantém chuva intensa sobre Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

  • Mato Grosso e Goiás: Alerta para temporais à tarde, com volumes elevados no nordeste de Mato Grosso e norte de Goiás.
  • Distrito Federal: Temporais localizados, especialmente no período da tarde.
  • Mato Grosso do Sul: Chuva forte no norte e nordeste, enquanto o sul do estado terá tempo seco e calor.

Nordeste

A reorganização da ZCAS amplia as áreas de chuva.

  • Bahia: Perigo de chuva forte e acumulados elevados no sul e oeste.
  • Demais estados: Temporais isolados, principalmente no interior do Maranhão, Piauí e Pernambuco. No litoral de Alagoas, sem chuva significativa.

Norte

Calor e umidade intensificam as chuvas na maior parte da região.

  • Rondônia, sul do Amazonas, Pará, Tocantins e Amapá: Alerta para temporais fortes com raios e ventos.
  • Roraima: Predomínio de tempo firme, sem previsão de chuva.



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Seca e neve redefinem desafios agrícolas na Europa


O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta terça-feira (7) o boletim semanal Weekly Weather and Crop Bulletin, destacando o impacto do clima irregular nas atividades agrícolas de diferentes regiões da Europa.

Durante a primeira metade do período analisado, o tempo seco predominou, sendo substituído por chuva e neve no final da semana em diversas áreas do norte da Europa. No entanto, regiões como Espanha, norte da Itália e Hungria continuaram enfrentando condições de seca, ampliando os déficits de umidade do solo.

As chuvas, concentradas na Inglaterra, Escandinávia e Estados Bálticos, variaram de 10 a 75 mm, enquanto França, Alemanha e Polônia registraram volumes menores, entre 5 e 35 mm. Neve foi observada em partes mais altas da Alemanha, Polônia, Lituânia e Bálcãs ocidentais, mas as principais áreas agrícolas da Europa central e oriental permaneceram com cobertura de neve abaixo de 5 cm.

A seca se intensificou na Espanha, norte da Itália e, particularmente, no sudoeste da Hungria, onde a região de Transdanúbia registrou apenas 32% da precipitação normal desde 1º de outubro. Este é o período mais seco em 30 anos na área, aumentando preocupações sobre os impactos na produção agrícola.

O relatório também apontou contrastes significativos nas temperaturas. Enquanto a Europa Ocidental registrou condições abaixo da média, com quedas de até 6°C na Espanha, o leste do continente experimentou calor anômalo, com temperaturas entre 2°C e 6°C acima do normal.

As condições variáveis tiveram efeitos mistos sobre o trabalho agrícola. O céu ensolarado no início da semana favoreceu atividades de campo e manutenção em áreas como França e Alemanha. Contudo, o retorno das chuvas e o frio intenso nas elevações aumentaram os desafios para as principais regiões agrícolas do continente.

 





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Mapa investe R$ 21 milhões na recuperação da agropecuária gaúcha



Mapa celebra convênio de R$ 21 milhões para fortalecer a defesa agropecuária no RS




Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) oficializou, por meio de publicação no Diário Oficial da União, o convênio com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi/RS). O acordo, com valor global de R$ 21.284.243,09, prevê repasses de R$ 21 milhões pelo Governo Federal para reforçar o setor agropecuário no estado.

De acordo com José Cleber Dias de Souza, superintendente do Mapa no Rio Grande do Sul, as negociações para o convênio começaram em maio de 2024, durante a instalação do gabinete itinerante liderado pelo ministro Carlos Fávaro. Na ocasião, um plano detalhado foi elaborado pela equipe da Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado, em parceria com a Seapi/RS e a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério, com foco na recuperação das atividades agropecuárias gaúchas.

Os recursos foram viabilizados por meio da Medida Provisória nº 1.260/2024, que destinou verbas também ao Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e à Embrapa. No total, mais de R$ 80 milhões foram alocados para ações no Rio Grande do Sul, sendo uma parte destinada ao convênio com a Seapi/RS.

Investimentos Previstos

Os recursos serão aplicados em diversas frentes estratégicas da agropecuária gaúcha, incluindo:

  • Defesa agropecuária animal e vegetal;
  • Pesquisa e diagnóstico de sanidade;
  • Aquisição de equipamentos de escritório, informática, materiais laboratoriais e veículos.

Esses investimentos têm como objetivo garantir a sanidade dos cultivos e criações, fortalecer os serviços prestados aos agricultores e criadores, e promover a competitividade do setor.

O novo convênio reafirma o compromisso do Governo Federal com o fortalecimento da agropecuária no estado, assegurando condições adequadas para a produção e comercialização de produtos agrícolas e pecuários. O investimento também contribui para a resiliência do setor diante de desafios climáticos e econômicos, que impactaram o Rio Grande do Sul nos últimos anos, conforme apontado pelo Mapa.





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inflação final de 2024 e o impacto do Payroll; confira análise


Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, destaca o dia morno no mercado: o Ibovespa subiu levemente e o dólar caiu para R$ 6,04. Apesar da queda no varejo em novembro, o setor segue em um bom momento.

Hoje, o foco está na inflação oficial de 2024, com projeção de 4,86%, e no Payroll dos EUA, que pode agitar os mercados.

Para mais conteúdos de mercado financeiro, acesse: Bom Dia Mercado!

Ariane Benedito, apresentadora do podcast Diário Econômico
Foto: divulgação



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Mato Grosso do Sul alcança superávit de US$ 7,1 bilhões em 2024


Segundo dados divulgados pela Agência de Notícia do MS, o Mato Grosso do Sul encerrou 2024 com um superávit comercial de US$ 7,1 bilhões, impulsionado pelo desempenho robusto das exportações de commodities agrícolas e produtos industrializados. Os dados constam na Carta de Conjuntura divulgada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

No acumulado do ano, o estado registrou US$ 9,969 bilhões em exportações, contra US$ 2,808 bilhões em importações. Entre os produtos exportados, a soja liderou com 28,7% do total (US$ 2,8 bilhões), seguida pela celulose, que respondeu por 26,6% das vendas externas (US$ 2,6 bilhões). Este último produto destacou-se com um aumento de 79,1% em relação a 2023, conforme apontaram os dados.

No lado das importações, o gás natural foi o principal item adquirido, representando 41,3% do total, seguido por adubos (11,3%) e cobre (7,6%).

A China manteve sua posição como principal destino das exportações do estado, com 45,4% do valor total. Destaque também para o crescimento exponencial de mercados como Turquia, que ampliou suas compras em 158,6%, e Emirados Árabes Unidos, com alta de 101% em comparação a 2023.

De acordo com o informado, o setor industrial foi um dos destaques de 2024, com crescimento de 25,13% na receita e 12,42% no volume exportado. Por outro lado, a agropecuária registrou queda significativa, com retração de 36,7% no valor exportado e de 35% na movimentação de cargas.

No contexto regional, Três Lagoas liderou as exportações, representando 26,2% do valor total, com avanço de 45,3% em relação ao ano anterior (US$ 2,6 bilhões). Ribas do Rio Pardo teve o maior crescimento percentual, registrando alta de 690% nas exportações, impulsionado pela instalação de uma nova fábrica de celulose, totalizando US$ 428 milhões em vendas externas. Em contraste, Dourados sofreu uma retração de 43,1%, enquanto Campo Grande teve um crescimento modesto de 4,4%, alcançando US$ 532 milhões.





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Estiagem afeta produção de mandioca



A escassez de água no solo resultou em estresse hídrico nas plantas




Foto: Canva

De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (9) pela Emater/RS-Ascar, a seca prolongada na região administrativa de Santa Rosa, no Rio Grande do Sul, tem impactado diretamente as lavouras de mandioca. A escassez de água no solo resultou em estresse hídrico nas plantas, que apresentam murchamento intenso das folhas ao longo do dia.

Em áreas onde a mandioca foi plantada mais cedo, a colheita já começou. Embora as raízes colhidas apresentem menor tamanho, a qualidade interna, com polvilho suficiente, tem garantido boas características de cozimento e sabor.

Entretanto, atividades como a capina foram suspensas devido à baixa umidade do solo, que dificulta o trabalho mecânico e aumenta a evapotranspiração, prejudicando ainda mais o cultivo. Apesar das adversidades, a cultura de mandioca na região mantém um bom potencial, com produtividade estimada em 16 toneladas por hectare, considerada dentro da média histórica para o município.

A mandioca está no período de entressafra, e a comercialização segue com preço estável, cotado a R$ 6,00 por quilo. A estimativa é que os impactos climáticos possam influenciar no abastecimento e, consequentemente, nas cotações futuras, caso a situação de estiagem persista.





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