domingo, julho 12, 2026

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BNDES aprova R$ 480 milhões para expansão de etanol e energia limpa



O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou R$ 480 milhões em financiamentos para ampliar a produção de etanol, energia limpa e modernizar unidades industriais da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA). O investimento está alinhado às diretrizes de descarbonização e transição energética do governo federal.

Expansão da Produção

Com R$ 220 milhões do Fundo Clima, a unidade Vale do Pontal, em Limeira do Oeste (MG), aumentará sua capacidade de produção de etanol anidro em 85 mil m³ por ano, alcançando 205 mil m³ por safra. A geração de energia a partir de biomassa também será ampliada de 34 MW para 68 MW, com o processamento de cana subindo de 2,7 milhões para 4 milhões de toneladas por safra. O projeto, avaliado em R$ 289,4 milhões, deve gerar mais de 500 empregos diretos.

Além disso, o aumento da produção permitirá à usina emitir mais Certificados de Carbonização (CBios), instrumentos do programa RenovaBio que compensam emissões de carbono e promovem a sustentabilidade no setor de combustíveis.

Modernização e sustentabilidade

Outros R$ 260 milhões, do programa BNDES Máquinas e Serviços, serão destinados à modernização industrial e aquisição de equipamentos agrícolas para as unidades Vale do Pontal, Vale do Tijuco e Canápolis. Os recursos poderão ser usados para compra de máquinas, bens de informática, automação e serviços, com foco na eficiência produtiva.

“O financiamento aprovado pelo BNDES está alinhado às diretrizes do governo do presidente Lula que orientam a ampliação da produção de biocombustíveis, fundamentais para o processo de descarbonização, além da produção de energia limpa e renovável, como a de vapor produzido na queima de biomassa, neste caso, o bagaço da cana, contribuindo para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa”, destacou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

Impacto na cadeia produtiva

Carlos Eduardo Turchetto Santos, CEO da CMAA, ressaltou o impacto positivo dos financiamentos:

“Estes recursos serão essenciais para impulsionar os investimentos de longo prazo da CMAA, permitindo-nos reforçar nosso compromisso com soluções sustentáveis e inovadoras. Com este apoio, daremos mais um passo importante para fortalecer o crescimento de nossos negócios e contribuir com o desenvolvimento econômico e ambiental do Brasil. Estamos confiantes de que esta conquista trará resultados expressivos, beneficiando não apenas a CMAA, mas toda a cadeia produtiva que apoiamos.”

A operação também foi celebrada por José Luís Gordon, diretor de Desenvolvimento Produtivo do BNDES, como essencial para consolidar o Brasil como referência global em biocombustíveis:

“A grande capacidade de produção de biocombustíveis é um diferencial brasileiro no campo da descarbonização e transição energética, compondo um dos pilares da nova política industrial e do Plano Mais Produção.”

Futuro Sustentável

Os investimentos devem não apenas impulsionar a produção, mas também fortalecer o compromisso com a sustentabilidade, posicionando o Brasil como protagonistas na luta contra as mudanças climáticas e na promoção da energia renovável.



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AgroNewsPolítica & Agro

o avanço dos defensivos biológicos nas lavouras brasileiras


Por Lucas Rivas

A agricultura brasileira é amplamente dependente de defensivos químicos importados, uma realidade que impacta diretamente os custos de produção e a competitividade do setor. Apesar de sua relevância no mercado global, o Brasil carece de uma indústria química nacional robusta, o que mantém essa dependência e o coloca como o maior mercado mundial de defensivos.

Em 2023, o país importou mais de 2,7 milhões de toneladas de defensivos, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Embora o consumo por hectare não seja o maior do mundo, a extensão das áreas cultivadas e a possibilidade de múltiplas safras anuais elevam o volume total adquirido pelos produtores. Com negociações atreladas ao dólar e influenciadas por oscilações externas, as importações tornam-se um fator crítico para o aumento dos custos agrícolas.

Em entrevista ao Portal Agrolink, Luiz Alberto Moreira da Silva, executivo com mais de cinco décadas de experiência no agro e atual diretor da Luft Agro, destaca que a ausência de uma indústria química de base sólida no Brasil impede a produção nacional de defensivos genéricos. Segundo ele, mesmo com a estruturação de um setor competitivo, atender apenas à demanda interna não seria viável, exigindo que o país também disputasse espaço no mercado internacional, o que traria desafios adicionais em termos logísticos e econômicos. “A falta de uma base industrial forte compromete nossa autonomia. E, ainda que conseguíssemos desenvolver essa estrutura, os custos poderiam ser ainda mais elevados”, analisa.

O papel dos defensivos biológicos

No cenário de crescente pressão por práticas agrícolas mais sustentáveis, os defensivos biológicos despontam como uma alternativa estratégica para reduzir a dependência de químicos importados no Brasil. Para Luiz Alberto, a solução vai além da produção orgânica e já conquista espaço entre grandes players do setor. “Biológicos têm demonstrado eficiência igual ou superior em aplicações específicas, como nematicidas para soja”, explica o especialista. Ele reforça que, além de inovadores, esses produtos respondem à crescente demanda por sustentabilidade, uma exigência cada vez mais presente no mercado global e essencial para o futuro do agronegócio brasileiro.

Desafios e perspectivas

Embora promissores, os defensivos biológicos ainda enfrentam obstáculos significativos no Brasil, especialmente devido às suas exigências logísticas em um território de dimensões continentais. A necessidade de condições específicas, como refrigeração ao longo de toda a cadeia, torna o transporte e o armazenamento um desafio.

Apesar disso, Luiz Alberto Moreira da Silva mantém uma visão otimista sobre a evolução desses produtos. “Os biológicos têm superado barreiras importantes e, embora devam coexistir com os químicos por um bom tempo, a tendência é de um equilíbrio crescente entre essas soluções no campo brasileiro”, projeta.

Essa transição não apenas reforça a competitividade do agronegócio nacional, mas também responde às demandas globais por práticas mais sustentáveis, apontando para um futuro no qual a agricultura brasileira se adapta cada vez mais às necessidades ambientais e econômicas de um mercado em constante transformação.





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a queda do dólar e os ajustes no Imposto de Renda; confira análise



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.

No morning call de hoje, a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta a dificuldade do Ibovespa em manter os 119 mil pontos e a queda do dólar frente ao real. Nos EUA, o dado de inflação ao produtor trouxe alívio parcial. Na China, estímulos impulsionaram o crédito. No Brasil, Haddad comentou ajustes no IR, enquanto o setor de serviços deve mostrar retração em novembro.



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AgroNewsPolítica & Agro

agronegócio representa 23,5% do PIB do estado


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento (Seplan), divulgou dados que evidenciam o papel crucial do agronegócio na economia do estado até o terceiro trimestre de 2024. Segundo as informações obtidas da base de dados da Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o setor agropecuário representou 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. No terceiro trimestre, essa participação alcançou 26,5%, o maior índice já registrado para o período, superando os 19,8% do mesmo trimestre em 2023.

O aumento expressivo do agronegócio baiano no PIB pode ser observado em comparação aos números de 2023. Em 2023, a participação da agropecuária da Bahia no PIB nacional foi de 5,5%, enquanto em 2024, até o terceiro trimestre, esse percentual subiu para 7,1%. Esse desempenho aponta para uma recuperação considerável, após um período de retração no ano passado.

A estimativa do PIB da Bahia até o terceiro trimestre de 2024 é de R$ 349 bilhões, com o agronegócio contribuindo com aproximadamente R$ 83 bilhões, o que corresponde a 23,8% do total.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) da Bahia, conforme calculado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), acumulou receitas de R$ 54 milhões em 2024. O segmento de lavouras foi o principal responsável, com 81% do VBP total, seguido pela produção animal com 19%.

Dentro do setor de lavouras, os grãos dominaram, com 57% da produção, seguidos pelo cacau (12%), frutas (11%) e outras lavouras (20%). No segmento de produção animal, os bovinos de corte lideraram com 57% da contribuição, seguidos por aves (22%), leite (13%) e suínos e ovos (8%), conforme o divulgado pela Seagri.





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Dia será marcado por temporais e raios em duas regiões do país



A previsão do tempo da parceria entre Canal Rural e Climatempo te deixa informado, logo no começo da manhã, sobre o clima nas cinco regiões do país. Acompanhe:

Sul

Áreas de instabilidade provocam pancadas de chuva isolada pelo interior do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e do Paraná. No leste catarinense e paranaense, o transporte de umidade do oceano em direção à costa favorece para chuva isolada. Tempo firme em grande parte do Paraná e em áreas mais a sul do território gaúcho.

Sudeste

O tempo segue instável e com precipitações a qualquer hora do dia em grande parte dos estados da Região. Pode chover forte entre Espírito Santo e Minas Gerais e não se descarta temporais. Por outro lado, em São Paulo, o sol aparece, mas tem previsão para pancadas de chuva na costa litorânea e em áreas do centro-norte do estado. Já no oeste e sudoeste paulista, o sol predomina ao longo do dia e não chove.

Centro-Oeste

Dia de céu nublado e com chuva a qualquer momento entre Goiás, Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul, onde podem ocorrer alguns temporais localizados. No oeste e sudoeste do território sul-matogrossense chove isolado em níveis moderados e com presença de raios, enquanto a faixa leste tem tempo firme.

Nordeste

Tempo instável e com chuva a qualquer hora do dia em grande parte da Região. Destaque para o tempo mais fechado e com chuva a qualquer hora na Bahia, no Maranhão, Piauí e no interior de Pernambuco, que podem ter chuva forte e alguns temporais isolados.

Norte

Pancadas de chuva alternadas com períodos de abertura de sol em Rondônia, no Amazonas, centro-sul do Pará, Tocantins e no Acre. O tempo fica firme e o sol aparece entre nuvens em Roraima, noroeste do Pará e no interior do Amapá.



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Santa Catarina recebe celebração da Uva Goethe


Segundo a Secretaria da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SAR), a partir do dia 11 de janeiro, os Vales da Uva Goethe, localizados no Sul de Santa Catarina, se tornarão o centro de uma celebração única que destaca a colheita da uva e a riqueza do enoturismo regional. A Vindima 2025, que ocorre até 9 de fevereiro, homenageia a tradição, a cultura e a gastronomia locais, com um foco especial na Uva Goethe, uma das Indicações Geográficas de Santa Catarina, que atesta a qualidade e autenticidade dos produtos da região.

De acordo com levantamento da Epagri/Cepa, 83% das uvas cultivadas em Santa Catarina são das espécies Americanas e híbridas, utilizadas principalmente para consumo in natura, produção de sucos e vinhos coloniais. Aproximadamente 13% da produção é composta pela uva Vitis Vinifera, e 4% corresponde à uva de mesa. A uva Goethe, uma das variedades híbridas, destaca-se na produção de vinhos finos.

As principais regiões produtoras de uvas em Santa Catarina são o Alto Vale do Rio do Peixe, no Meio Oeste, e o Sul do estado. Segundo o IBGE, em 2024, o estado colheu 36.682 toneladas de uvas de todas as espécies, abrangendo uma área de 3.736 hectares.

Os Vales da Uva Goethe foram pioneiros na obtenção da Indicação de Procedência, um selo de autenticidade concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), em 2012. Este reconhecimento, que contou com o apoio do Sebrae e da Epagri, reforça a qualidade da produção local e contribui para o fortalecimento do enoturismo na região.

A área de produção da uva Goethe é privilegiada, localizada entre as encostas da Serra Geral e o litoral sul catarinense. Os municípios que compõem essa região são Urussanga, Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Içara, Orleans, Treze de Maio e Nova Veneza.





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Bahia se torna líder em irrigação por pivôs centrais no Brasil


Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), a irrigação por pivôs centrais, uma tecnologia que utiliza sistemas giratórios para distribuir água de maneira uniforme sobre a área cultivada, tem se expandido rapidamente no Brasil. A região Oeste da Bahia se destaca nesse cenário, superando o Noroeste de Minas Gerais e se tornando a maior área irrigada por essa tecnologia no país. De acordo com dados levantados pela Embrapa, até outubro de 2024, a Bahia já conta com 404 mil hectares irrigados, ocupando o segundo lugar no ranking, atrás apenas de Minas Gerais, que lidera com 637 mil hectares.

Esse avanço baiano é atribuído a uma combinação de fatores naturais e tecnológicos favoráveis. O relevo do solo, a facilidade de implantação dos sistemas de irrigação, a utilização eficiente das águas do Aquífero Urucuia e a implementação de tanques de geomembrana para armazenamento de água são fundamentais para o sucesso da irrigação. Esses elementos possibilitam não apenas a expansão da área irrigada, mas também a melhoria na produtividade agrícola da região.

A irrigação por pivôs centrais oferece vários benefícios aos produtores. Com esse sistema, a produtividade por hectare pode ser até três vezes maior do que em cultivos não irrigados, além de garantir uma produção agrícola mais estável e de alta qualidade. A irrigação também permite a colheita durante a entressafra, o que contribui para a redução da necessidade de expandir a fronteira agrícola, um fator crucial para a sustentabilidade do setor.

Em termos absolutos, o Brasil possui uma área de 2.200.960 hectares irrigados por 33.846 pivôs centrais. A Bahia se destaca, com municípios como São Desidério (91.687 hectares) e Barreiras (60.919 hectares), enquanto Minas Gerais tem as cidades de Paracatu e Unaí, com 88.889 hectares e 81.246 hectares, respectivamente, também entre os maiores focos de irrigação.

Apesar dos benefícios evidentes, o uso intensivo de água nas áreas irrigadas pode gerar preocupações com a sustentabilidade dos mananciais. A Bahia, no entanto, se destaca pela gestão responsável da água. O monitoramento constante do nível do Aquífero Urucuia tem garantido a segurança hídrica, mitigando riscos e promovendo uma irrigação eficiente, que assegura a disponibilidade de água para as gerações futuras, conforme o divulgado pela Seagri.





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AgroNewsPolítica & AgroSafra

Chuvas acima da média no Brasil fazem preços do café encerrarem 6ª feira…


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O mercado cafeeiro se consolidou com fortes quedas nas bolsas de NY e Londres no fechamento da sessão desta sexta-feira (03). 

De acordo com o Barchart, as recentes chuvas acima da média no Brasil aliviaram as preocupações com a seca nas principais áreas produtoras de café no Brasil. 

A Somar Meteorologia relatou na última segunda-feira (30) que Minas Gerais (maior área de cultivo de café arábica do Brasil) recebeu 102,8 mm de chuva na semana passada, ou 182% da média histórica. 

O arábica encerra o dia então registrando a desvalorização de 820 pontos no valor de 318,65 cents/lbp no vencimento de março/25, uma baixa de 720 pontos no valor de 314,90 cents/lbp no de maio/25, um recuo de 705 pontos negociado por 309,10 cents/lbp no de julho/25, e uma queda de 760 pontos no valor de 302,20 cents/lbp no de setembro/25.

Já o robusta registra baixa de US$ 88 no valor de US$ 5.033/tonelada no contrato de janeiro/25, uma queda de US$ 88 no valor de US$ 4.968/tonelada no de março/25, um recuo de US$ 80 cotado por US$ 4.897/tonelada no de maio/25, e uma baixa de US$ 75 no valor de US$ 4.817/tonelada no de julho/25.

Mercado Interno

No mercado físico brasileiro, as áreas acompanhadas pelo Notícias Agrícolas também encerram a 6ª feira (03) com baixas e preços se mantém na faixa dos R$ 2 mil/saca.

O Café Arábica Tipo 6 registra queda de 2,16% no valor de R$ 2.270,00/saca em Varginha/MG, uma baixa de 1,35% em Guaxupé/MG no valor de R$ 2.193,00/saca, e um recuo de 1,72% no valor de R$ 2.280,00/saca em Franca/SP.

O Cereja Descascado encerra com baixa de 2,54% em Campos Gerais/MG no valor de R$ 2.300,00/saca, uma queda de 1,30% no valor de R$ 2.279,00/saca em Guaxupé/MG, e uma baixa de 0,42% no valor de R$ 2.380,00/saca em Poços de Caldas/MG. 
 





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AgroNewsPolítica & Agro

Goiás fecha 2024 com recordes no agronegócio


Segundo dados da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) do Governo de Goiás, o agronegócio encerrou o ano de 2024 com números positivos em diversas cadeias produtivas, refletindo o crescimento das exportações, a valorização das commodities e a ampliação dos mercados internacionais. De acordo com dados divulgados pela Seapa, por meio do programa Agro em Dados, o estado consolidou seu protagonismo tanto no cenário nacional quanto global.

Na pecuária, a carne bovina de Goiás registrou um crescimento, com um aumento de 18,8% no número de animais abatidos em relação a 2023. Entre janeiro e setembro de 2024, o estado abateu 3,1 milhões de bovinos, resultando em uma valorização do boi gordo. Em novembro, a arroba atingiu R$ 352,65, o maior valor do ano. Além disso, Goiás expandiu sua presença internacional, alcançando 86 países com suas exportações de carne bovina.

Na suinocultura, o estado também obteve bons resultados, destacando-se nas exportações e ampliando sua presença em mercados estratégicos. Países como Singapura e Angola mantiveram-se como grandes consumidores da carne suína goiana. Já a avicultura goiana teve um ano de recordes, com as exportações de carne de frango atingindo 23,2 mil toneladas em abril, impulsionadas por mercados como Japão, Emirados Árabes Unidos, Filipinas e Coreia do Sul.

No setor agrícola, Goiás obteve destaque com a soja, registrando um aumento de 6,3% na área plantada e conquistando a 4ª posição no ranking nacional de produção, com 16.822 mil toneladas em 2024. O estado também garantiu a 4ª posição nas exportações do complexo soja, com a China sendo o principal destino, somando mais de US$ 5,8 bilhões em exportações.

Já o milho goiano teve uma produção inicial comprometida por adversidades climáticas, mas a segunda safra se mostrou robusta, com um aumento de 4,8% na produção e 3,8% na produtividade, consolidando Goiás como o 3º maior produtor de milho no Brasil.





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Complexo penitenciário utiliza atividades agrícolas para ressocialização de detentos


Em quatro unidades do complexo penitenciário de Joinville, município do norte de Santa Catarina, detentos no regime semi-aberto têm a oportunidade de trabalhar com atividades agrícolas em troca de salário e redução de pena.

Assim, cultivam grande variedade de frutas, legumes e verduras nos 96 hectares disponíveis ao redor do presídio.

A produção aqui basicamente é de frutas, feijão, milho, tubérculos, como mandioca, batata-doce, beterraba, assim como as raízes tuberosas, também cebola e alho”, detalha o superintendente da Polícia Penal catarinense, Guimorvan Boita.

https://www.youtube.com/watch?v=iQ3_kFsPl3Q

Segundo ele, os produtos colhidos são utilizados na própria cozinha das penitenciárias, mas também são vendidos para hospitais, mercados e para a população das cidades vizinhas.

A renda mensal da produção gira em torno de R$ 80 mil, cerca de R$ 1 milhão por ano. “Nosso complexo tem um fundo rotativo que gira em torno de R$ 4 milhões e nesse fundo rotativo, temos iniciativa própria tanto de fazer licitação, compra de produtos, de material, então tudo o que a gente precisa dentro do nosso complexo ou de nossa Regional é retirado desse trabalho”, afirma o superintendente.

Programa combate a ociosidade

Apesar de o programa não ser novo, pelo contrário, começou na década de 1970 com a inauguração da penitenciária que, na época, tinha apenas 50 presos e hoje conta com cerca de 3.300 detentos, vem evoluindo para combater a ociosidade dentro do presídio.

“Todo preso que trabalha ganha um salário mínimo. Ele não pode ganhar menos do que isso, mas 75% desse montante fica para o preso em uma conta pecúlio e 25% retorna para a unidade para que possamos investir em benefícios, em criar mais oficinas, em obras e melhorias tanto para o interno como para a própria unidade”.

Segundo Boita, a cada três dias trabalhado, o interno ganha um dia de remissão de pena. “Além disso, ele também tem outros benefícios: durante a noite ele pode estudar, então de segunda à sexta ele trabalha 8 horas por dia […]. No sábado ele pode trabalhar outras quatro horas, mas não pode ultrapassar 44 horas semanais de trabalho”.

Vida agrícola pós-cárcere

Aprender a lidar com a terra em Joinville ajuda o interno a se ressocializar ao fim da pena, visto que o município conta com forte presença do agro e, ao mesmo tempo, com mão de obra escassa.

De acordo com o superintente, não há acompanhamento da vida do detento após o cuprimento da pena, mas existem relatos de presos que aprenderam técnicas agrícolas no complexo penitenciário.

“Sabemos de alguns que quando saíram, já tinham alguma terra ou acabaram alugando uma área de terra e esse foi o primeiro passo para eles produzirem em sua própria terra”.

O superintendente da Polícia Penal relata que quando os detentos iniciam o trabalho nas hortas do complexo, dizem que saíram do inferno para entrar no céu. “Ele passa a estar em um ambiente produtivo, bonito, um ambiente onde se produz alimento”.

Estrutura para a produção

ressocialização complexo penitenciário Joinvilleressocialização complexo penitenciário Joinville
Foto: Reprodução

Os detentos recebem toda a estrutura necessária para o cultivo, como sementes, fertilizantes e defensivos, além dos equipamentos agrícolas. A Secretaria de Agricultura de Santa Catarina doou, inclusive, um novo trator para substituir o antigo.

De acordo com o secretário de Agricultura de Santa Catarina, Valdir Colatto, a ideia é fazer com que todos os presídios de Santa Catarina tenham o programa de ressocialização por meio das atividades agrícolas.

Já o superintendente da Polícia Penal acredita que o modelo deveria ser replicado em todo o país. “O preso que trabalha pode ajudar a sua família do lado de fora e também não tem tempo de pensar em fazer coisas erradas. Ao terminar o trabalho, ele chega em sua cela, toma banho e ainda pode estudar por mais duas ou três horas à noite”.



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