domingo, julho 12, 2026

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Agronegócio lidera exportações baianas em 2024 com US$ 6,1 bi



O agronegócio da Bahia registrou US$ 6,1 bilhões, representando 52% do total exportado pelo estado, de acordo com as informações da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados pela Secretaria de Agricultura do estado (Seagri), nesta quarta-feira (15).

O desempenho significativo destaca a importância da agropecuária na pauta de exportações da Bahia, comemorou a pasta.

De acordo com os dados do Mapa, as exportações baianas contribuiram para um saldo comercial positivo de quase US$ 5,5 bilhões.

Em comparação com 2023, houve um aumento nas exportações do agronegócio, que no ano anterior totalizaram US$ 5,8 bilhões.

Apesar dos desafios climáticos e econômicos enfrentados em 2024, o setor manteve sua posição de destaque na produção nacional de alimentos e energia.

Os principais produtos exportados pela Bahia, de acordo com a Seagri, em 2024, foram o complexo soja (45,33%), produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e seus derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%).

Os destinos principais dessas exportações incluem Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Chile e Canadá. Novos mercados também foram alcançados, como China, Japão e Índia.


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Principal rota do arroz, frango e madeira no Sul terá investimento de R$ 80 milhões



A BR-476, rodovia responsável pelo escoamento da produção de frango e madeira do Paraná e Santa Catarina, além do arroz do Rio Grande do Sul, com destino ao Mato Grosso do Sul, receberá cerca de R$ 83 milhões em investimentos, por meio do Contrato de Recuperação e Manutenção Rodoviária (Crema). A ordem de serviço para o início das obras foi assinada ontem (14).

De acordo com o Ministério dos Transportes, o trecho, de 81 quilômetros, entre União da Vitória e São Mateus do Sul, é estratégico e fundamental para a logística entre os estados do Sul e do Centro-Oeste do país. Os trabalhos já foram iniciados pela empresa vencedora da licitação. Após a restauração, a contratada será responsável pela manutenção da via pelos próximos cinco anos.

Segundo o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Paraná, Hélio Gomes, a BR-476/PR possui um tráfego pesado e cada vez mais intenso no trecho que receberá os investimentos. “A obra atende às demandas de cidadãos e autoridades locais, melhora a qualidade da rodovia e contribui para a redução de acidentes.”

O Ministério dos Transportes destaca que, com as melhorias, motoristas e passageiros que trafegam pela BR terão mais segurança e fluidez durante o percurso.



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Operação da PF apreende caminhão frigorífico com 420 kg de cocaína



Uma operação da Polícia Federal (PF), em parceria com o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e o Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Mato Grosso (Bope), resultou na apreensão de 420 kg de cocaína em um caminhão frigorífico na cidade de Pedra Preta, próxima a Rondonópolis, nesta quarta-feira (15). O motorista foi preso em flagrante.

A abordagem ocorreu na BR-364 após informações indicarem a presença de um indivíduo em atitude suspeita próximo a um frigorífico. Ele realizava reparos no teto do caminhão, utilizando materiais como cola e silicone, o que levantou suspeitas.

Com base nesses dados, as equipes realizaram a operação, que localizou o entorpecente escondido em um compartimento oculto do veículo. O motorista foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Rondonópolis, onde permanece à disposição da Justiça.

De acordo com a PF, as ações de combate ao tráfico de drogas seguem com foco na prisão de lideranças, na descapitalização de patrimônios e na desarticulação de organizações criminosas que operam na região.



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AgroNewsPolítica & Agro

perspectivas para a indústria química nacional


Ainda que desafiador, 2024 foi um ano também marcado por grandes conquistas. Uma das mais recentes foi a aprovação do Projeto de Lei do Inventário Nacional de Substâncias Química, fruto de um trabalho de mais de 10 anos da Abiquim, que posiciona o Brasil como referência no Hemisfério Sul, em regulação do uso adequado de substâncias químicas.

Também houve avanços no que tange à promoção de um ambiente regulatório para todo o setor químico e industrial brasileiro e para todos os demais componentes da cadeia produtiva. Demos passos importantes para iniciar um processo de amplificação da competitividade do setor com a lista de elevações transitórias da tarifa externa comum. Sabemos que esse é só um primeiro passo, todavia, é relevante para enfrentarmos o cenário internacional extremamente adverso, com excesso de capacidade produtiva de produtos químicos no mundo e programas pesados de subsídios nos principais produtores mundiais de químicos.

Dentro desse contexto, importante destacar que a indústria química brasileira trabalha com energia limpa e sustentável, sendo que 83% da energia que usamos vem de fontes renováveis. Dependendo do produto, geramos metade das emissões de CO2 por tonelada produzida em relação aos nossos principais concorrentes do mundo. Terminamos 2024 com um faturamento de 158,6 bilhões de dólares. Respondemos por 11% do PIB industrial e geramos 30 bilhões de reais em tributos federais anualmente, além 2 milhões de empregos diretos e indiretos; e pagamos salários muito acima da média da indústria.

A química, portanto, é um setor econômico singular para a construção de um país mais justo, mais humano e que de fato, contribua, por meio da ciência e da tecnologia, para a solução dos principais problemas que a humanidade enfrenta hoje.

A Agenda 2050 da ONU é também a nossa agenda. E a indústria química está no caminho de alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Estamos na base da sustentabilidade da atividade agrícola, ajudando a fornecer alimentos seguros e saudáveis para uma população que já supera os 8 bilhões de habitantes no mundo. Também estamos na base do desenvolvimento de novos fármacos, vacina e tratamento de saúde, ajudando a erradicar e a superar momentos graves como foi a pandemia de Covid-19. Água potável e saneamento básico não existiriam sem a química.

Estamos atravessando a porta de entrada para a economia de baixo carbono e a indústria química está pronta para liderar essa transição. A química de baixo carbono está relacionada ao uso de tecnologias que reduzam ou neutralizem a emissão de gases de efeitos estufa – a química renovável, a captura e estocagem de carbono e a reciclagem química são alguns exemplos dessa liderança que pode ser exercida pela indústria química brasileira.

A indústria química já deixou de ser uma indústria somente de base fóssil para se tornar bioquímica. Ou seja, a química baseada em biomassa. Nesse sentido, a recente aprovação do PL 6120, que regula substâncias químicas e cria um inventário de mais de 15 mil produtos químicos coloca o Brasil alinhado às melhores práticas mundiais de segurança de produtos químicos.

Isso aumenta o potencial de inserção internacional dos nossos produtos, além de garantir mais segurança ao meio ambiente e à saúde humana. No final de 2024 criamos um grupo de trabalho de matérias primas sustentáveis com empresas associadas, não associadas, e governo. Nosso objetivo é construir a curva de neutralidade das emissões de gases de efeito estufa do setor, considerando os níveis de tecnologia e inovação que já temos, a configuração da matriz energética brasileira e o potencial da indústria para descarbonizar outros setores.

Vivemos um grande processo de desglobalização, em que as grandes potências econômicas estão fortalecendo suas indústrias com programas robustos de apoio à produção e à inovação. Os EUA, a União Europeia, o Canadá e o Japão são alguns exemplos da força de competição que estamos enfrentando.

Entendemos, portanto, que a participação do governo em seus diferentes níveis, com engajamento e atividades de coordenação, promoção e fomento será fundamental para viabilizar a transição da química fóssil para a química do carbono, equilibrando essas duas dimensões. A transição exige visão de futuro: conhecer as potencialidades, os obstáculos e os caminhos mais promissores para o Brasil é fundamental. Liderar globalmente esse processo é o tipo de oportunidade que não se apresenta duas vezes e a indústria química está pronta para esse desafio.

Por fim, importante salientar que mesmo com a química avançando na agenda de sustentabilidade ainda não conseguimos consolidar um marco regulatório e alianças na cadeia produtiva que assegurem o suprimento de matéria prima, especialmente o gás natural e o etano, em quantidade suficiente e preços que proporcionem competitividade adequada para nossa indústria. Também não temos oferta e preço de nafta competitivos no Brasil. A mesma realidade está presente no custo da energia brasileira – mesmo tendo a matriz energética mais sustentável do que outros países, o custo dela ainda é um constrangimento para nossa capacidade de competir.

O mesmo desafio se apresenta para a produção com matéria primas renováveis, verdes, circulares, sustentáveis. Se faz necessário estabelecer as condições regulatórias e de mercado adequadas para a competitividade quando se produz a partir delas. Esses são passos fundamentais para que, de fato, consigamos fortalecer a indústria nacional. 

A Abiquim, por sua vez, segue ativa e alinhada ao DNA do setor: transformar desafios em oportunidades sempre com o olhar voltado ao bem-estar, saúde e segurança do indivíduo e do meio ambiente; o de promover o diálogo entre todos os atores envolvidos em prol do bem comum; e o de defender a competitividade da indústria nacional rumo ao desenvolvimento e crescimento do País.





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Cultivo de centeio no Brasil ganha zoneamento agrícola de risco climático



O Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do centeio foi publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (14).

Assim, os períodos de semeadura e os municípios aptos para o cultivo do cereal em nove estados da federação e no Distrito Federal são contemplados no documento. No mesmo dia, a pasta também publicou o zoneamento para a canola.

Os estudos para o centeio foram coordenados pela Embrapa Trigo (Passo Fundo, Rio Grande do Sul) no âmbito da Rede de Pesquisa e Desenvolvimento do Zarc, com apoio do Ministério e do Banco Central.

O Mapa destaca que o Zarc para a cultura era uma demanda do setor produtivo e deve ajudar a impulsionar a produção no país. Os estudos levaram em consideração os riscos de geada no espigamento, o déficit hídrico no estabelecimento e na fase de enchimento de grãos e o excesso de chuva na colheita.

Por meio da análise de riscos climáticos, foram identificados os ambientes favoráveis para a produção de centeio, considerando as classes de solo, a disponibilidade de água, o regime climático e o ciclo das cultivares. Os estados contemplados são:

  • Rio Grande do Sul;
  • Santa Catarina;
  • Paraná;
  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Mato Grosso;
  • Goiás e Distrito Federal;
  • Bahia

Centeio: cultura ameaçada

O centeio faz parte do grupo dos principais cereais cultivados no mundo. É uma espécie de estação fria, que se presta tanto para alimentação humana (grãos) quanto animal (forragem verde, feno, silagem e grãos).

A Embrapa Trigo destaca que o cereal também é utilizado como planta de serviço, seja em cultivo isolado, como cobertura verde/morta do solo, ou como componente de mixes de espécies de plantas de cobertura que são usados, exclusivamente, para a melhoria das características físicas, químicas e biológicas dos solos.

“Não obstante essas características positivas e de ser o segundo cereal mais importante para a indústria de panificação, com destaque para a produção de alimentos integrais e dietéticos, o cultivo de centeio, em escala mundial e no Brasil, vem diminuindo a cada ano que passa”, contextualiza o agrometeorologista da Embrapa Trigo, Gilberto Cunha, que coordenou a equipe responsável pela elaboração do zoneamento do Centeio no Brasil.

De acordo com ele, as causas dessa redução vão desde as mudanças de hábitos alimentares, com o consumidor dando preferência a pães de trigo, à menor produtividade desse cultivo, quando comparada com os demais cereais.

“Deve ser mencionado, ainda, que o centeio não passou por um processo de melhoramento genético tão intenso quanto os outros cereais e nem tem sido, exaustivamente, estudado em termos de práticas de manejo cultural”, completa.

Origem do cereal no Brasil

O centeio no Brasil, informa Cunha, foi introduzido pelos imigrantes alemães e poloneses no século 19. Atualmente, as estatísticas oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam o cultivo de centeio apenas no Rio Grande do Sul e no Paraná, embora, informalmente, lavouras também sejam conhecidas em Mato Grosso do Sul e em outras estados.

“A área registrada pelo Mapa para produção de sementes de centeio contabilizou, em 2024, 6.297 hectares. Essa área pode produzir sementes suficientes para semear ao redor de 125 mil hectares”, frisa Cunha.

Na atualidade, o centeio tem sido, majoritariamente, utilizado como planta forrageira para pastejo de animais e como planta de cobertura de solo, seja como espécie isolada ou em mixes de espécies.

O agrometeorologista informa, ainda, que o interesse pelo centeio tem aumentado no Brasil, especialmente, em função da sua rusticidade, que faz com que esse cereal se adapte bem em solos pobres quimicamente, com acidez mais elevada, e em ambientes mais secos.

O Zoneamento de Risco Climático para a cultura do centeio pode ser acessado no aplicativo móvel Zarc Plantio Certo, desenvolvido pela Embrapa Agricultura Digital (SP) e disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos para os sistemas iOS e Android.



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Em São Paulo, lavouras de soja chegam à fase de maturação



As condições de clima vêm sendo favoráveis em Guaíra, na região Nordeste de São Paulo, beneficiando o desenvolvimento das lavouras da safra 2024/25 de soja. Quem informa é o Sindicato Rural do Município.

De acordo com o engenheiro-agrônomo Conrado Cesar do Nascimento Nunes, apesar de não chover na região há alguns dias, o clima se mostrou bastante favorável, garantindo boas condições às lavouras, que se dividem entre as fases de maturação final (10%) e enchimento de grãos (90%). Ele afirma que, até agora não há maiores preocupações com doenças ou ataque de pragas.

A área a ser cultivada de soja deve ter ficado entre 16 e 18 mil hectares, similar a outros anos. A produtividade esperada deve repetir a média na região, ao redor de 3.000 quilos por hectare. A expectativa é de que a colheita inicie na região em fevereiro.

A mais recente estimativa de Safras & Mercado projeta uma área cultivada para o estado de São Paulo de 1,44 milhão de hectares de soja 2024/25, 2,9% acima dos 1,4 milhão de hectares cultivados na temporada anterior (2023/24).

A produção de soja deverá atingir 5,416 milhões de toneladas, 24,6% acima das 4,346 milhões de toneladas colhidas na safra 2023/24. A produtividade média deve ficar em 3.780 quilos por hectare, acima dos 3.120 quilos obtidos na temporada anterior (2023/24).



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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná lidera exportação de carnes no Brasil


Segundo dados da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado do paraná (SEAB), impulsionado por um aumento de 56,8% na exportação de carne bovina, o Paraná manteve sua liderança no setor de proteínas animais no Brasil em 2024. O estado registrou participação de 25,5% em volume e 17,9% em receita das exportações nacionais das principais carnes — bovina, suína e de frango.

Mesmo enfrentando desafios climáticos, o setor agropecuário paranaense obteve resultados expressivos, exportando 4,8% a mais em 2024 do que no ano anterior. O volume exportado saltou de 2,276 milhões para 2,387 milhões de toneladas, enquanto a receita subiu de US$ 4,2 bilhões para US$ 4,6 bilhões, um aumento de 8,4%.

A carne bovina foi o maior destaque, com embarques passando de 20,8 mil toneladas em 2023 para 32,6 mil toneladas em 2024, aumento de 56,8%. A receita cresceu 52,6%, alcançando US$ 137,4 milhões. Novos mercados, como Alemanha, Angola, Camboja e México, contribuíram para essa expansão, enquanto países como China, Estados Unidos e Emirados Árabes aumentaram significativamente suas compras.

O Paraná consolidou sua posição como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil, com 2,171 milhões de toneladas exportadas em 2024, um aumento de 4%. A arrecadação subiu para US$ 4 bilhões, 7% superior ao ano anterior. Destaque para a Lituânia, que se tornou um novo parceiro comercial, adquirindo 476 toneladas por US$ 555,6 mil.

A carne suína apresentou crescimento de 12,7% na receita, alcançando US$ 423,6 milhões, com um volume exportado de 183,6 mil toneladas (+9,3%). Países como Filipinas e Argentina impulsionaram esse resultado, com aumentos expressivos na compra.

O mercado de peixes também cresceu de forma significativa, com exportações de 7,6 mil toneladas (+47%) e uma receita de US$ 34,9 milhões (+87%). Estados Unidos e Canadá lideraram as aquisições, sendo responsáveis por grande parte do crescimento.





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Revestimento comestível dobra vida útil do morango e reduz desperdício



Pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP) desenvolveram um biofilme comestível que dobra a vida útil do morango, um dos frutos mais perecíveis do mercado. Feito com antioxidantes extraídos da casca de romã e quitosana obtida de lulas, o revestimento reduz a contaminação por fungos, mantém a textura, aroma e sabor, além de minimizar a perda de massa durante o armazenamento refrigerado.

Testes e resultados

Durante experimentos laboratoriais, morangos revestidos com a película apresentaram:

  • 11% menos perda de peso após 12 dias de refrigeração.
  • Atraso de contaminação por fungos, que ocorreu entre 6 e 8 dias, em comparação com 4 dias para os frutos sem proteção.
  • Preservação de 40% a mais de compostos aromáticos responsáveis pelo aroma característico da fruta.

Além disso, análises sensoriais mostraram que o revestimento não alterou o sabor, aroma ou aparência da fruta, destacando seu potencial comercial.

Solução sustentável e econômica

A película é composta por resíduos de cascas de romã, ricas em antioxidantes, e quitosana extraída de lulas, o que evita alergenicidade associada à versão de camarões. A tecnologia tem custo estimado de R$ 0,15 por fruta, viabilizando o uso em larga escala.

“O revestimento aumenta a durabilidade, reduz perdas e aproveita resíduos agroindustriais. É uma solução sustentável e acessível para produtores e consumidores,” afirma Mirella Bertolo, pós-doutoranda e autora do estudo.



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Onda de calor traz temperaturas acima de 40 °C; saiba áreas atingidas e quando chega frente fria



O Brasil enfrenta uma onda de calor com temperaturas ultrapassando 40 °C em diversas regiões do país. De acordo com a Climatempo, o calor extremo afeta principalmente o oeste do Rio Grande do Sul, áreas próximas à fronteira com a Argentina, e o oeste e sul de Mato Grosso do Sul, próximo ao Paraguai.

Além dessas áreas, o calor intenso também será sentido em grande parte do Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná, extremo oeste de São Paulo e centro-sul de Mato Grosso do Sul, com temperaturas alcançando até 38 °C.

Até o momento, a maior temperatura registrada em 2025 foi de 41,8 °C, no dia 10 de janeiro, em Porto Murtinho (MS), conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Saiba por que as temperaturas estão altas

A onda de calor é causada pela dificuldade das frentes frias em avançar para o norte da Argentina e o Uruguai, devido aos fortes ventos nos altos níveis da atmosfera.

Sem o ar frio de origem polar, uma bolha de ar quente se formou na região, intensificando as temperaturas em parte do Brasil e países vizinhos.



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Mesmo com queda no volume exportado, suco de laranja atinge US$ 1,8 bi



O setor de suco de laranja registrou uma queda de 19,7% no volume exportado nos primeiros seis meses da safra 2024/25 (julho a dezembro), totalizando 430.078 toneladas, contra 535.604 toneladas no mesmo período da safra anterior. Apesar disso, o faturamento atingiu US$ 1,87 bilhão, uma alta de 42,66% em relação aos US$ 1,31 bilhão registrados na safra 2023/24, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

A redução no consumo global e a oferta restrita, reflexo de safras menores, têm impactado o mercado, de acordo com Ibiapaba Netto, diretor-executivo da CitrusBR. “Cinco ciclos de safras pequenas e médias, somados a uma alta de preços sem precedentes, mostram que a queda na demanda era inevitável”, explicou.

Principais destinos e resultadose

Europa

A Europa manteve-se como o maior destino, representando 42,72% das exportações. O volume exportado caiu 22,21%, de 294.033 para 228.692 toneladas. Em contrapartida, o faturamento subiu 41,01%, alcançando US$ 1,03 bilhão, ante os US$ 735,3 milhões da safra anterior.

Estados Unidos

Os embarques para os EUA totalizaram 161.641 toneladas, queda de 7,17% em relação às 174.128 toneladas da safra passada. Já a receita cresceu 56,37%, somando US$ 675,8 milhões frente aos US$ 432 milhões no mesmo período anterior.

Ásia

  • Japão: Exportações recuaram 14,07%, para 11.441 toneladas, mas o faturamento teve aumento expressivo de 79,75%, chegando a US$ 62,9 milhões.
  • China: A queda foi mais acentuada, com volume reduzido em 46,08%, para 19.223 toneladas. O faturamento caiu 17,35%, totalizando US$ 52,2 milhões.

Outros mercados somaram 114.607 toneladas e faturamento de US$ 48.772.433, complementando os valores totais do período.



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