domingo, julho 12, 2026

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Chuva se intensifica em 3 regiões brasileiras; confira a previsão de hoje



O dia que marca o início da segunda quinzena de janeiro terá chuva abrangente, com risco para temporais, em grande parte do país. Veja a previsão para as cinco regiões:

Sul

Áreas de instabilidade seguem avançando do interior do continente, provocando pancadas de chuva no centro-oeste do Rio Grande do Sul. No leste de Santa Catarina e no Paraná, dia mais nublado e com pancadas de chuva que podem vir a qualquer momento. Por outro lado, o sol vai predominar em grande parte dos territórios paranaense e catarinense, bem como na metade leste e norte gaúcha.

Sudeste

Chuva volta a se espalhar por São Paulo, onde não se descartam precipitações de forte intensidade no interior do estado, principalmente a partir da tarde. Em Minas Gerais e Espírito Santo, a chuva continua em todas as regiões, com risco para temporais isolados. No Rio de Janeiro o dia fica nublado e pode chover a partir da tarde.

Centro-Oeste

Tempo instável e com chuva a qualquer hora entre Goiás, Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso. Nessas áreas o sol aparece entre muitas nuvens e a chuva vem ao longo do dia com até forte intensidade e não se descartam alguns temporais. Somente no sul do território sul-matogrossense o tempo fica firme.

Nordeste

O tempo permanece instável e com pancadas de chuva a qualquer hora em grande parte dos estados. As pancadas de chuva acontecem a qualquer momento no interior da Bahia, Maranhão, Piauí e no sertão, locais onde o dia deve ser de muita nebulosidade. Em João Pessoa, Paraíba, o sol aparece entre nuvens e tem previsão para pancadas de chuva isolada.

Norte

Tempo firme com sol aparecendo entre nuvens no Acre, norte e oeste do Amazonas, enquanto em Roraima e noroeste do Pará o sol é mais presente. Em Rondônia, leste e sudeste amazonense, centro-leste e oeste paraense e Tocantins, o tempo permanece mais nublado e com pancadas de chuva com até forte intensidade ao longo do dia.



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Peru autoriza que mais 9 frigoríficos brasileiros lhe vendam carne suína e de aves



O governo do Peru, por meio do “Servicio Nacional de Sanidad Agraria” (Senasa), autorizou nesta terça-feira (14), que nove novas plantas frigoríficas no Brasil exportem produtos para o país.

Desde janeiro de 2023, o país vizinho importa carne suína do estado do Acre. Agora, com as novas habilitações, unidades em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo também poderão vender.

Já para a carne de aves, houve a inclusão de planta produtiva no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em 2024, o Brasil exportou mais US$ 755 milhões em produtos agropecuários para o mercado peruano. Esse valor inclui, além das proteínas, produtos como soja, fibras têxteis, frutas, nozes e lácteos.

Já os embarques de carnes do Brasil para o país ultrapassaram US$ 141 milhões no ano passado. “Com a habilitação das novas plantas frigoríficas, projeta-se incremento expressivo nas exportações de carne suína e de aves, com benefício para toda a cadeia produtiva”, diz o Mapa, em nota.

De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o Peru possui consumo per capita de carne suína relativamente baixo, em torno de 8,5 quilos anuais, o que indica potencial para crescimento do setor.

“Com mais plantas habilitadas, temos uma excelente oportunidade para expandir nossa presença neste importante mercado”, disse.

O Peru produz mais de 220 mil toneladas anuais de carne de porco e importou 14,8 mil toneladas da proteína em 2023. A maior parte provém do Chile (57% do total), seguida pelos Estados Unidos (13% do total) e Brasil (12% do total), cuja participação deve aumentar com as novas habilitações.



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AgroNewsPolítica & Agro

Instituto de Zootecnia desenvolve projeto para aproveitamento de resíduos orgânicos no Vale do Ribeira



Pesquisa viabilizará a sustentabilidade ambiental, social e econômia


Foto: Divulgação

Na busca incansável por soluções sustentáveis aos problemas ambientais encontrados, o Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP está desenvolvendo um estudo para destino e aproveitamento adequados de resíduos orgânicos. O projeto “Sistema de produção de leite de búfalas integrado à compostagem de resíduos orgânicos”, apoiado pela Fundação AgriSus está sendo desenvolvido no Núcleo Regional de Pesquisa de Registro do IZ.

A geração de resíduos orgânicos tem aumentado exponencialmente tanto no meio rural quanto urbano e seu destino incorreto é fonte de contaminação de solo, água e ar.

No Vale do Ribeira, o aumento na produção de búfalos tem contribuído para aumento na geração de resíduos orgânicos. “O objetivo do estudo é viabilizar um sistema de produção de leite de búfalas que integre as produções de forragem, de leite e de resíduos orgânicos de forma sustentável”, afirma o pesquisador do IZ, Nelcio Antonio Tonizza de Carvalho.

A transformação destes resíduos em compostos orgânicos possibilita a incorporação de carbono ao solo, a manutenção da saúde populacional e a preservação do bioma regional. A aplicação de adubação orgânica, além de fornecer nutrientes, ajuda a melhorar as características físicas do solo, mantendo a umidade, bem como auxiliando no aumento da diversidade biológica o que melhora a produtividade das plantas. O sistema torna-se mais econômico, aumenta a rentabilidade do produtor e diminui os impactos ambientais.

Segundo Nélcio, na pecuária, os principais resíduos orgânicos são as fezes e urina produzidas pelos animais, enquanto na área urbana são produzidos os resíduos verdes compostos por galhos, cascas de árvores, gramas, folhas verdes e secas, flores e outros materiais provenientes da arborização. “São materiais ricos em nutrientes e que podem ser submetidos à compostagem, disponibilizando nutrientes para aplicação na agricultura, em substituição ou complementação à adubação química, diminuindo o custo de produção de alimentos”.





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Procon orienta consumidores a denunciar cobrança extra sobre Pix



A Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor de São Paulo (Procon-SP) fez uma alerta nesta quarta-feira (15) para que os consumidores tomem cuidado com cobranças ilegais em pagamentos com Pix.

Segundo o órgão, não podem ser cobradas taxas extras nos pagamentos feitos nessa modalidade de transferência bancária.

“Nada mudou, nem deve mudar, para o consumidor. E, mesmo que mudasse, os fornecedores não poderiam cobrar qualquer taxa extra para receber pagamentos por qualquer modalidade – Pix, cartão de crédito, de débito ou boleto”, afirmou Patrícia Dias, assessora técnica do Procon-SP.

Segundo ela, a lei veda o repasse ao consumidor de taxas eventualmente cobradas pelas instituições financeiras ou empresas de meios de pagamento, uma vez que estes encargos compõem os custos do negócio e não podem ser cobrados à parte em função da modalidade escolhida pelo comprador.

De acordo com o Procon-SP, os consumidores que se depararem com a cobrança de taxas extras para pagamentos, devem recusar, ou registrar, de alguma forma, a cobrança extra e fazer uma reclamação ou denúncia no site da instituição.



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Boi gordo segue em alta amparado por demanda de exportação; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alta em seus preços no decorrer desta quarta-feira (15).

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, os frigoríficos ainda encontram grande dificuldade na composição de suas escalas de abate, que permanecem posicionadas entre três e seis dias úteis na média nacional.

“A demanda permanece aquecida, em especial a relacionada à exportação. O Brasil segue como melhor alternativa global para o fornecimento de carne bovina, com grandes predicados na comparação aos concorrentes”, destaca.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 332,75 (R$ 332,33 ontem)
  • Minas Gerais: R$ 319,71, estável
  • Goiás: R$ 321,43 (R$ 319,82 anteriormente)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 324,89 (R$ 324,20 ontem)
  • Mato Grosso: R$ 316,22 (R$ 316,82)

Mercado atacadista

O mercado atacadista apresentou preços mais altos nesta quarta-feira. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por reajustes no curto prazo.

“Importante mencionar que as exportações permanecem em ótimo nível, enxugando o mercado doméstico. Esta dinâmica será essencial para justificar reajustes dos preços da carne bovina no mercado interno. De maneira lógica, há limitações, como o baixo poder de compra da população, que tende a dificultar altas muito contundentes”. comenta.

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 26,75, por quilo. Ponta de agulha segue no patamar de R$ 18,50. Quarto dianteiro apresentou alta de R$ 0,50 e atingiu o patamar de R$ 18,50, por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,36%, sendo negociado a R$ 6,0240 para venda e a R$ 6,0220 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0108 e a máxima de R$ 6,0693.



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AgroNewsPolítica & Agro

agronegócio registra crescimento nas exportações



Exportações do setor alcançam quase US$ 6,1 bilhões




Foto: Divulgação

Segundo dados divulgados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri Ba), o agronegócio da Bahia teve um desempenho notável em 2024, com as exportações do setor alcançando quase US$ 6,1 bilhões, o que representa 52% do total exportado pelo estado. Este resultado reforça a relevância da agropecuária na economia baiana, contribuindo para um saldo comercial positivo de quase US$ 5,5 bilhões, conforme dados da plataforma Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Em comparação com o ano anterior, quando as exportações do agronegócio totalizaram US$ 5,8 bilhões, houve um aumento em 2024. Esse crescimento se manteve sólido, mesmo diante dos desafios climáticos e econômicos enfrentados pelo setor ao longo do ano. A agropecuária baiana segue com destaque na produção de alimentos e energia, reafirmando seu papel fundamental na economia nacional.

Os principais produtos exportados pela Bahia foram o complexo soja (45,33%), produtos florestais (22,44%), fibras e produtos têxteis (13,81%), cacau e seus derivados (6,49%), café (4,10%) e frutas (3,39%). As principais rotas de exportação incluem mercados tradicionais como Estados Unidos, Reino Unido, Coreia do Sul, Argentina, Chile e Canadá, além da expansão para novos destinos como China, Japão e Índia.





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Tá caindo o mundo em Mato Grosso! Veja se a chuva continuará nos próximos dias


O início de janeiro de 2025 tem sido marcado por chuva volumosa em diversas regiões de Mato Grosso, como Cuiabá, São José do Rio Claro, Nova Canaã do Norte e Sorriso.

Nos primeiros 15 dias do mês, acumulados próximos e até superiores a 300 mm foram registrados em algumas dessas localidades, superando, em muitos casos, a média climatológica mensal.

De acordo com a Climatempo, o principal fator que favorece as chuvas volumosas no estado é a formação de canais de umidade entre o Norte e o Sudeste do Brasil. Assim, a combinação do calor intenso em solo mato-grossense com a alta umidade da região Norte intensifica as precipitações.

Desde o início do verão, ocorreram três episódios de Zonas de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sendo a última a mais duradoura e presente sobre Mato Grosso. Nos próximos dias, a ZCAS deve perder força, mas a chuva continuará devido ao direcionamento do fluxo de umidade.

Mais chuva nos próximos dias?

mapa chuva Mato Grossomapa chuva Mato Grosso
Foto: Climatempo

De acordo com o mapa de previsão de acumulados de chuva (acima) para o período entre 15 e 25 de janeiro, os volumes continuarão elevados em todo o estado.

Em diversas áreas, os acumulados devem variar entre 100 mm e 200 mm, com regiões pontuais podendo registrar ainda mais.

O excesso de umidade tem prejudicado os produtores, como Pablo Felipetto, de Sorriso. Ele está precisando escalonar a entrada das colheitadeiras no pivô para não perder soja.

“Desde quinta-feira passada não conseguimos entrar com as máquinas. Não estou nem ligando elas. Está tudo parado porque a chuva não tem dado trégua”.

O presidente do Sindicato Rural do município, Diogo Damiani, reforça que o excesso de precipitação tem impedido os trabalhos em campo. “praticamente tá invernado né que a gente fala chove é o dia todo então isso nos preocupa “Tem muitas áreas de pivô prontas para serem colhidas e há mais ou menos quatro dias recebemos chuva praticamente o dia inteiro”.



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Preços da soja caem hoje; confira as cotações no país



O mercado brasileiro de soja registrou apenas lotes pontuais nesta quarta-feira (15). Ainda que os preços tenham caído, a safra nova foi negociada. Segundo a Safras & Mercado, os produtores que têm oferta disponível para embarque rápido conseguem preços mais atrativos. São lotes pequenos. O movimento do mercado é atípico, com alguns ajustes de entressafra ainda sendo finalizados.

Cotações da soja

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 135,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 134,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço caiu de R$ 141,50 para R$ 141,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 131,00 para R$ 128,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 140,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): preço se manteve em R$ 121,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 122,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 124,00 para R$ 123,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos. Após reabrir em alta, o mercado passou a oscilar bastante. No final da sessão, os contratos se consolidaram em queda.

Os contratos foram pressionados por um movimento de realização de lucros após atingirem, ontem, o maior nível desde o início de outubro do ano passado. Ao mesmo tempo, os agentes observam o início da colheita no Brasil. Ontem, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) elevou sua projeção para as exportações do país em janeiro para 2,19 milhões de toneladas.

A expectativa de que o Brasil colha uma safra recorde é o principal ponto dos agentes no momento. O país iniciou a colheita, atrasada, nos últimos dias.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 4,75 centavos de dólar ou 0,45% a US$ 10,42 3/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 10,55 1/4 por bushel, com recuo de 6,00 centavos, ou 0,56%.

Nos subprodutos, a posição janeiro do farelo fechou com baixa de US$ 3,80 ou 1,24% a US$ 302,00 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em janeiro fecharam a 46,27 centavos de dólar, com alta de 0,05 centavo ou 0,1%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,36%, negociado a R$ 6,0240 para venda e a R$ 6,0220 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 6,0108 e a máxima de R$ 6,0693.



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Municípios do Oeste Baiano se destacam entre os 10 maiores exportadores do Nordeste


A Bahia possui 22 municípios no ranking entre os 50 maiores exportadores do Nordeste em 2024, com destaque para dois da região Oeste do estado que estão no Top 10.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Luis Eduardo Magalhães (LEM) aparece na 3ª posição, seguido de Barreiras que ocupa o 10º lugar da lista.

O valor exportado por LEM foi de US$ 2.126.039.017 e Barreiras US$ 724.336.767.

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Contêineres embarcados em navio no Porto de Salvador | Foto: Manu Dias/GOV BA

Outros municípios também da região Oeste estão entre os 25 que mais exportaram no Nordeste:

  • Formosa do Rio Preto – 19ª posição – (US$ 315.242.399);
  • São Desidério – 21ª posição – (US$ 261.561.537);
  • Correntina – 24ª posição (US$ 229.781.283).

O primeiro lugar do ranking ficou com São Francisco do Conde, na região metropolitana de Salvador (US$ 2.246.297.358), seguido de São Luís, capital do Maranhão (US$ 2.147.381.805).

Carro-chefe das exportações

De acordo com a prefeitura de Barreiras, o carro-chefe das exportações do município continuou sendo a soja, que simboliza a força e a produtividade do agronegócio local e também da maioria dos municípios da região.

De acordo com último boletim da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), divulgado nesta terça-feira (14), a área total estimada de soja para a safra 2024/25 na região é de 2,135 milhões de hectares e uma produção recorde de 8,582 de toneladas.

O desempenho reflete a expansão da produção e representatividade do agronegócio para a economia do estado, que de acordo com a Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o setor correspondeu a 23,5% do PIB total da Bahia até o terceiro trimestre de 2024.


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Governo retira fiscalização do Pix após fake news e repercussão negativa



Após ampla repercussão negativa e postagens com fake news, o governo decidiu revogar nesta quarta-feira (15) o ato normativo que alterava as regras de fiscalização da Receita Federal nas operações do Pix.

O anúncio foi feito pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, e pelo Ministério da Fazenda, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Assim, as regras de fiscalização para operações acima de R$ 5 mil para pessoas físicas, iniciadas em janeiro, deixam de valer.

De acordo com o ministro da Economia, Fernando Haddad, o governo editará ainda uma medida provisória (MP) que equipara o pagamento em Pix ao realizado em dinheiro. O objetivo é que os pequenos comércios possam cobrar taxas diferentes para os valores digitais ou em espécie.

O ministro Fernando Haddad chamou todo o imbróglio de “manipulação de opinião pública”. “O estrago está feito, inclusive com senadores e deputados agindo contra o Estado brasileiro. Eles vão responder por isso”, afirmou.

Segundo Haddad, a MP vai focar na proteção e garantia do Pix e, além disso, vai tirar dúvidas que têm sido levantadas desde que as novas regras entraram em vigor. “Para não dar força aos mentirosos, que podem conturbar a aprovação da MP, essa normativa sai de cena para que os parlamentares olhem para o que é importante”, afirmou o ministro, em coletiva de imprensa.

Fake news sobre o Pix

Informações falsas, como taxações no Pix, quebra de sigilo fiscal, taxação para empreendedor e até boletos sobre débitos que não existem estavam circulando nas redes sociais nos últimos dias após a Receita Federal anunciar a norma que entraria em vigor agora em janeiro.

Na verdade, o que mudaria seria que as instituições financeiras (como bancos digitais e operadoras de pagamentos, a exemplo das “maquininhas”) repassariam à Receita informações de movimentações que excedessem R$ 15 mil mensais, no caso de pessoa jurídica (como o MEI, a Microempresa e a Empresa de Pequeno Porte), e R$ 5 mil mensais se fosse de pessoa física.

“Não haverá nenhuma cobrança sobre o Pix. É importante estar atento, pois criminosos estão gerando boletos falsos sobre supostas taxas referentes ao uso do Pix para aplicar golpe”, disse a Receita Federal, em comunicado.

Por fim, o órgão assegurava que “não existe tributação sobre Pix, e nunca vai existir, até porque a Constituição não autoriza imposto sobre movimentação financeira”.



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