sábado, julho 11, 2026

News

News

Casa Civil nega debate sobre ‘intervenção artificial’ para reduzir preço dos alimentos


A Casa Civil negou que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos. O posicionamento ocorreu após o chefe da pasta, Rui Costa, ter falado que terá conversas com ministérios “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”.

“A Casa Civil informa que não está em discussão intervenção de forma artificial para reduzir preço dos alimentos. O governo irá discutir com os ministérios e produtores de alimentos as medidas que poderão ser implementadas”, afirmou a assessoria.

De acordo com a pasta, ainda não é possível avançar no detalhamento de tais medidas antes da realização das reuniões que irão tratar do assunto.

Nesta quarta-feira (22), Costa participou de entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, veículo institucional do governo federal, e disse que teria conversas com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”.

“A princípio, nós vamos fazer algumas reuniões com o ministro da Agricultura, ministro do Desenvolvimento Rural, que pega as pequenas propriedades, o MDA, e o Ministério da Fazenda para a gente buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, disse Rui Costa na ocasião.

Repercussão negativa

Rui CostaRui Costa
Rui Costa | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fala do ministro gerou repercussão e questionamentos sobre que tipo de intervenção deve ser tomada. Porém, o governo nega tal ação e admite que o ministro usou a palavra de forma inadequada.

Após a entrevista, a Casa Civil divulgou uma nota com os principais pontos da entrevista. Na publicação, porém, o ministério altera a fala do ministro, substituindo o termo “intervenções” por “ações”.

“Vamos fazer algumas reuniões, com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda, para buscar um conjunto de ações que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, diz a publicação, em referência ao que o ministro teria falado.

Cobrança por redução de preço dos alimentos

Durante reunião ministerial de segunda-feira (20), o presidente Lula cobrou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pela redução no preço dos alimentos.

Segundo integrantes que participaram do encontro, Teixeira respondeu à cobrança do chefe do Executivo dizendo que o Ministério da Agricultura, o MDA, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Fazenda têm um grupo para discutir a alta do preço dos alimentos.

De acordo com o ministro, até o fim do ano, deve ser feito um parecer sobre o tema e proposta uma solução. Lula, porém, não se contentou com a resposta e disse que o governo precisa pensar em uma resposta imediata e resolver logo a situação.

A cobrança do presidente ocorre em meio à inflação resistente dos alimentos, observada em 2024 e que deve persistir neste ano. Carnes, açúcar e café devem pressionar a inflação dos alimentos, enquanto a maior safra de grãos pode aliviar o movimento inflacionário.



Source link

News

Safra de uva da Serra Gaúcha surpreende e deve ficar acima da expectativa



A safra de uva 2024/25 da Serra Gaúcha deve ser de 860 mil toneladas, 55% maior em relação à safra 2023/24 e 5% superior à expectativa de uma safra “normal”, segundo a Emater-RS.

O cálculo engloba toda a fruta com propósito comercial, ou seja, para transformação industrial (745 mil t) ou doméstica (15 mil t), e a para consumo in natura (100 mil t), disse em nota a empresa, que no levantamento considerou 55 municípios – 49 que compõem a região de Caxias do Sul e outros seis das regiões administrativas de Lajeado e de Passo Fundo.

Na nota o engenheiro agrônomo Enio Ângelo Todeschini, do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, destaca que, com os desastres naturais históricos que marcaram o ano de 2024, especialmente o excesso de chuvas no outono e inverno, que mantiveram o solo saturado de água por quatro meses, era de se esperar uma safra com sérias deficiências.

“Surpreendentemente houve uma ótima brotação – número e vigor das gemas; fertilidade (número de cachos/broto) dentro da média e tamanho/peso dos cachos acima da média”, afirma.

De acordo com a Emater, a colheita da variedade mais cultivada na região, a bordô, que deveria ocorrer em fevereiro, foi antecipada em 20 dias. “As cultivares superprecoces e precoces apresentaram ótima sanidade das bagas, coloração e teor de açúcar. Mantendo-se as condições climáticas semelhantes às atuais, as variedades de ciclo médio e as tardias (cabernet sauvignon, moscatos, isabella) deverão apresentar a mesma qualidade”, disse.

Contribuíram para o desempenho da safra, conforme a Emater, o acúmulo de horas de frio, embora mal distribuído, um pouco acima da média histórica; a alternância fisiológica; a ausência de geadas tardias; e as condições climáticas do período de setembro a dezembro (frequente ocorrência de baixas temperaturas noturnas, e temperaturas máximas diurnas, abaixo das médias para a época do ano), que favoreceram o florescimento, o desenvolvimento e a maturação das bagas, bem como a sanidade da cultura, reduzindo as intervenções fitossanitárias.

Todeschini destaca, ainda, a importância de outra prática que vem sendo trabalhada pela Emater/RS-Ascar: o uso de planta de cobertura do solo. “É a prática cultural de maior adesão e efeitos a médio e longo prazo, reduzindo o uso de herbicidas e fertilizantes, as perdas de solo, nutrientes e água. A cada ano que passa, o manejo imprimido aos pomares vem sendo aperfeiçoado, refletindo-se em aumento da produtividade ou, como nessa safra, na redução das perdas”, acrescentou.



Source link

News

Governo institui grupo de trabalho para criar PAC da agricultura familiar



O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) instituiu um grupo de trabalho (GT) para criar um Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Agricultura Familiar. A medida consta em portaria publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (22).

De acordo com a portaria, o grupo deve elaborar uma proposta a ser apresentada em 180 dias ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

O GT deve colher, analisar e sistematizar propostas apresentadas pelas organizações representativas da agricultura familiar, do cooperativismo e demais organizações da sociedade civil relacionadas ao desenvolvimento rural sustentável para a elaboração do projeto.

O grupo também tem a responsabilidade de apresentar ao MDA o relatório e parecer técnico político para a elaboração do PAC da agricultura familiar.

O colegiado será formado por sete representantes do próprio ministério, por quatro representantes da sociedade civil indicados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável (Condraf), por quatro representantes de organizações representativas da agricultura familiar indicadas pelo ministro do MDA, um representante da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e um representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O GT será coordenado pela assessoria especial do MDA.

O prazo de duração do grupo de trabalho poderá ser prorrogado, se necessário. A elaboração da proposta de um PAC para agricultura familiar ocorre em meio à pressão crescente de entidades representativas do setor pela aceleração de políticas públicas direcionadas aos agricultores familiares.

Há um descontentamento também dentro da bancada do Partido dos Trabalhadores quanto às políticas nesse segmento durante os dois primeiros anos do governo atual.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Percevejo ameaça produtividade da soja com perdas de até 50%


A presença do percevejo na cultura da soja tem causado prejuízos aos produtores, especialmente no estágio inicial de formação das vagens. O inseto ataca principalmente durante o estágio conhecido como “canivetinho”, impedindo o desenvolvimento dos grãos e levando ao abortamento das vagens. De acordo com especialistas, as perdas na produtividade podem variar entre 30% e 40%, atingindo até 50% em áreas destinadas à produção de sementes.

A dificuldade em identificar os ataques precocemente agrava o problema. No início do ciclo reprodutivo, as primeiras gerações do inseto, que vêm de plantas daninhas e áreas de vegetação nativa, depositam ovos que dão origem a novos surtos na lavoura. “Os danos só são percebidos tardiamente, quando a produtividade já foi comprometida”, alertam os pesquisadores. Além da redução na colheita, os ataques podem diminuir a qualidade dos grãos devido à injeção de toxinas e contaminação por fungos, prejudicando a classificação e o valor de mercado da soja.

Clique aqui e acesse AGROLINKFITO

O problema é ainda mais grave em plantações que utilizam inseticidas químicos como principal método de controle. O uso contínuo desses produtos tem contribuído para o aumento da resistência dos percevejos, exigindo mais pulverizações ao longo do ciclo e elevando os custos de produção. Em média, são realizadas de quatro a oito aplicações por safra, o que tem se mostrado ineficaz em muitos casos.

As informações foram divulgadas pela Life Biological Control, que apresentou uma solução inovadora para o controle do percevejo. A empresa desenvolveu o Defender Soy, um produto biológico à base da microvespa parasitoide Telenomus podisi. O insumo ataca diretamente os ovos do percevejo, evitando que novas gerações se desenvolvam. Além de reduzir as perdas na produtividade em até 30%, o método biológico diminui a necessidade de aplicações químicas, contribuindo para o manejo sustentável da lavoura.

A eficácia do Defender Soy já é comprovada com taxas de controle superiores a 95%, segundo a empresa. A microvespa é capaz de eliminar os ovos antes que eclodam, protegendo não só a cultura da soja, mas também o milho safrinha, outro alvo recorrente do percevejo-barriga-verde. O produto está disponível em regiões específicas do Brasil, com distribuição estratégica para garantir a eficiência do controle biológico.

 

 





Source link

News

Polícia prende grupo que vendeu 800 t de carne que ficou submersa na enchente do RS



A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma ação nesta quarta-feira (22) contra uma empresa do município de Três Rios que vendeu carne que ficou submersa em Porto Alegre, durante a enchente que devastou o Rio Grande do Sul, em 2024. A Operação Carne Fraca é coordenada pela Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ) e tem o apoio da Decon-RS.

De acordo com as investigações, entre maio e junho de 2024, os empresários adquiriram 800 toneladas de carne bovina que ficou submersa por vários dias na capital gaúcha.

A alegação foi que o produto seria usado na fabricação de ração animal. No entanto, a carne foi comercializado como carne para consumo humano, colocando em risco consumidores em diversas regiões do país.

Prisão e apreensões

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos e na sede da empresa.

Em um dos locais, os policiais encontraram produtos estragados, o que resultou na prisão de um dos sócios por armazenar mercadoria imprópria para o consumo.

Ao todo, quatro pessoas foram presas em flagrante.

Crimes relacionados à venda de carne estragada

Os responsáveis pela empresa podem responder pelos crimes de associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos.

As investigações continuam para apurar se outras empresas participaram do esquema de venda irregular da carne contaminada.



Source link

News

São Paulo instala Conselho de Mudanças Climáticas para fortalecer resiliência de cidades


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, anunciou nesta quarta-feira (22), a instalação do Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC), que vai acompanhar e monitorar a implementação da estratégia do estado na prevenção e enfrentamento a eventos climáticos extremos.

A iniciativa é composta por representantes do governo estadual, dos municípios e da sociedade civil.

“No que diz respeito à mitigação de efeitos e à adaptação climática, nós temos uma série de ações que estão em curso e agora vamos avançar na questão governança, que é muito importante, com o conselho e com a participação dos municípios, do estado e da sociedade civil, que está representada por meio de entidades super relevantes e pela Academia. Tenho certeza que a gente vai dar passos importantes na questão da sustentabilidade para aproveitar as oportunidades que estão aí”, afirmou o governador.

Redução de emissões

O Conselho terá a missão de acompanhar e monitorar a implementação da estratégia climática do estado. De acordo com o governador, a prioridade é reduzir as emissões de gases de efeito estufa e tornar as cidades paulistas mais resilientes a desastres provocados por grandes inundações, deslizamentos, incêndios florestais e estiagem prolongada, entre outros. As secretarias da Casa Civil e de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística lideram a iniciativa.

De caráter consultivo, o Conselho é composto por 18 membros, divididos entre governo, sociedade civil e municípios. Entre os membros do governo fazem parte as secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, da Casa Civil, de Desenvolvimento Econômico, de Ciência, Tecnologia e Informação, de Agricultura e Abastecimento e Transportes Metropolitanos, da Saúde e a Defesa Civil do Estado de São Paulo.

Já entre os municípios estão as regiões metropolitanas de São Paulo e da Baixada Santista e a Associação Nacional de Municípios e Meio Ambiente (Anamma). Representando a sociedade civil, foram convidadas organizações socioambientais com atuação na área de mudanças climáticas, universidades públicas paulistas e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o objetivo do Conselho é o de promover uma governança mais integrada e representativa. “Com uma atuação coordenada, haverá uma articulação entre os setores estratégicos para a resiliência climática e economia de baixo carbono, como restauração ecológica, segurança alimentar, resiliência hídrica, gestão de resíduos e saneamento e mercado de carbono”, comentou.

Recuperação florestal em São Paulo

Floresta CantareiraFloresta Cantareira
Foto: Projeto NewFor/Divulgação Agência Fapesp

Durante o evento de anúncio do CEMC, também foi noticiado um chamamento público da Fundação Florestal para selecionar projetos de coleta de sementes de espécies nativas nas Unidades de Conservação estaduais.

A iniciativa faz parte da estratégia do governo paulista para promover a recuperação florestal no estado utilizando vegetação nativa, inclusive espécies ameaçadas de extinção. Um catálogo de 200 espécies de árvores nativas das unidades de conservação estará disponível no site da Fundação, para direcionar o trabalho dos interessados na coleta de sementes.

Dispensa de licenciamento ambiental

Outro anúncio, que promete acelerar a expansão da energia solar no estado, foi que a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) passará a dispensar o licenciamento ambiental para implementação de sistemas de geração de energia fotovoltaica de uso próprio, com capacidade instalada de até 5MW, para atividades já licenciadas.

O evento ainda serviu para destacar a instituição do Centro Paulista de Radares e Alertas Meteorológicos (CePram), que visa colocar a tecnologia e a modernização a serviço da proteção de vidas, por meio da integração dos radares e equipamentos disponíveis.

O CePram funcionará sob a gestão da Defesa Civil estadual e contará com profissionais especializados como meteorologistas, hidrólogos e geólogos. A iniciativa integra o programa SP Sempre Alerta.

Atualmente, o estado conta com sete radares meteorológicos, dois deles adquiridos recentemente – o de Ilhabela, que contou com investimento de R$ 10 milhões, e outro instalado em Campinas, adquirido por cerca de R$ 4 milhões. Dos sete radares disponíveis, um é gerido pela SP Águas, dois são geridos pela Universidade de São Paulo (USP), três pela Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) e um pela Universidade de Campinas (Unicamp).

O CePram permitirá a integração de todos os equipamentos e, com isso, as informações e dados produzidos por eles estarão disponíveis em um único lugar, permitindo uma cobertura meteorológica de todo o território paulista. A inovação visa aprimorar a capacidade de prever eventos extremos e melhorar a emissão de alertas à população, ou seja, está em consonância com o Conselho Estadual de Mudanças Climáticas (CEMC).



Source link

News

De café da manhã especial a debates; saiba como se inscrever



Está chegando a Abertura Nacional da Colheita da Soja Safra 24/25! O evento ocorrerá no dia 7 de fevereiro, em Santa Carmen (MT), região de Sinop, na Fazenda Esperança. O encontro com produtores e especialistas do setor começará com um café da manhã especial às 8h30 (horário de Brasília), com almoço, debates e show. Para se inscrever, acesse o link.

Além das máquinas em campo, haverá debates com especialistas sobre sustentabilidade, COP 30, biodiesel e a produção de alimentos. Nossa equipe conversou com o governador de Mato Grosso, estado que sediará o evento. A soja é o principal produto das exportações brasileiras, e desde os anos 90, Mato Grosso tem se destacado na produção nacional, impulsionado por avanços tecnológicos e alta demanda.

O governador Mauro Mendes destacou os investimentos essenciais do governo estadual em infraestrutura, como quase 5.000 km de rodovias asfaltadas, que garantem melhor escoamento, logística e qualidade de vida para os mato-grossenses. Esses investimentos são fundamentais para o crescimento da produção de soja e do agronegócio no estado.

Anote na agenda: dia 7 de fevereiro, a partir das 8h30 (horário de Brasília), com café da manhã, transmissão ao vivo pelo Canal Rural e redes sociais do Soja Brasil. Também teremos um almoço especial e show para celebrar a largada das máquinas e os 20 anos da Aprosoja Mato Grosso. Não perca esse grande evento e uma safra com muitas informações!



Source link

News

China suspende importação de soja de 5 unidades de empresas brasileiras



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou hoje (22) que recebeu duas notificações da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) suspendendo temporariamente as importações de soja de cinco unidades de cinco empresas brasileiras. Os grãos teriam apresentado inconformidades relacionadas a revestimento com defensivos e pragas quarentenárias.

Segundo o Mapa, que não divulgou o nome das empresas, estão suspensas apenas as operações das unidades citadas na notificação, enquanto investigações são realizadas.

A pasta destacou que o intercâmbio de informações sobre monitoramentos de produtos importados entre Brasil e China faz parte das rotinas de fiscalização e ressaltou “os sólidos canais de comunicação, transparência e confiança entre os dois países”.

Outras unidades das empresas notificadas seguem exportando normalmente para a China, e o volume total de negociações do Brasil com o país não deverá ser impactado pela suspensão.

O Mapa aguarda os planos de ação das empresas envolvidas, que devem detalhar os procedimentos adotados para evitar novas ocorrências. Além disso, a fiscalização dos embarques brasileiros será intensificada, com o objetivo de solicitar a revogação das suspensões.

“O tema está sendo tratado com naturalidade, considerando que não conformidades, como as indicadas pelo lado chinês, são passíveis de ocorrer na rotina das exportações. As ações para corrigir eventuais desvios são sempre fundamentais para fortalecer as relações de confiança entre os países”, conclui a nota do governo.



Source link

News

Polícia prende grupo que vendeu 800 kg de carne que ficou submersa na enchente do RS



A Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou uma ação nesta quarta-feira (22) contra uma empresa do município de Três Rios que vendeu carne que ficou submersa em Porto Alegre, durante a enchente que devastou o Rio Grande do Sul, em 2024. A Operação Carne Fraca é coordenada pela Delegacia do Consumidor do Rio de Janeiro (Decon-RJ) e tem o apoio da Decon-RS.

De acordo com as investigações, entre maio e junho de 2024, os empresários adquiriram 800 toneladas de carne bovina que ficou submersa por vários dias na capital gaúcha.

A alegação foi que o produto seria usado na fabricação de ração animal. No entanto, a carne foi comercializado como carne para consumo humano, colocando em risco consumidores em diversas regiões do país.

Prisão e apreensões

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nas residências dos envolvidos e na sede da empresa.

Em um dos locais, os policiais encontraram produtos estragados, o que resultou na prisão de um dos sócios por armazenar mercadoria imprópria para o consumo.

Ao todo, quatro pessoas foram presas em flagrante.

Crimes relacionados à venda de carne estragada

Os responsáveis pela empresa podem responder pelos crimes de associação criminosa, receptação, adulteração e corrupção de alimentos.

As investigações continuam para apurar se outras empresas participaram do esquema de venda irregular da carne contaminada.



Source link

AgroNewsPolítica & Agro

Saiba como reduzir os prejuízos em caso de estiagem


A estiagem que atinge novamente o Rio Grande do Sul tem causado sérios prejuízos aos produtores rurais, especialmente nas culturas de milho e soja. Segundo informações divulgadas pela HBS Advogados, é fundamental que os agricultores tomem providências para comprovar as perdas decorrentes da seca, garantindo assim a mitigação dos prejuízos e a preservação de seus direitos.

Laudos técnicos como ferramenta essencial

De acordo com a HBS Advogados, uma das principais ações que o produtor deve adotar é a obtenção de laudos técnicos periódicos elaborados por profissionais habilitados, acompanhados da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Esses documentos são indispensáveis para quantificar as perdas e comprovar a frustração de safra antes da colheita. “Fotos, vídeos, atas notariais, decretos municipais de situação de emergência e notícias podem complementar os laudos e reforçar a comprovação”, explicam os especialistas da HBS.

Seguro agrícola: requisitos e cuidados

Os advogados da HBS também destacam a importância de comunicar a seguradora conforme as condições estabelecidas na apólice do seguro agrícola. Além disso, orientam que o produtor aguarde a vistoria antes de iniciar a colheita e esteja acompanhado de um assistente técnico durante o processo. “É fundamental revisar atentamente os termos de vistoria antes de assiná-los. Em caso de divergência, o produtor deve formalizar suas razões e, se necessário, solicitar uma nova vistoria”, alertam.

Colheita antecipada: como se proteger

Mesmo quando a colheita precisa ser iniciada antes da vistoria, devido à urgência, os advogados recomendam que o produtor arquive os laudos técnicos e demais documentos que comprovem os investimentos na lavoura. Esses registros serão cruciais para possíveis prorrogações ou renegociações de contratos.

Prorrogação de dívidas: um direito do produtor rural

Segundo a HBS Advogados, o Manual de Crédito Rural assegura ao produtor a possibilidade de prorrogar vencimentos de operações de crédito rural com base em sua capacidade de pagamento, sem a cobrança de juros adicionais, multas ou encargos. “Para acessar esse direito, é imprescindível protocolar o pedido antes do vencimento, acompanhado de documentação que comprove as perdas sofridas. Isso permitirá que o banco reestruture os prazos conforme o ciclo da lavoura e as condições financeiras do mutuário”, ressaltam. A HBS também menciona a Súmula 298 do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que a prorrogação de dívidas rurais não é uma faculdade dos bancos, mas um direito do produtor.

Renegociações em contratos fora do sistema financeiro

Além das operações de crédito rural, a HBS alerta que o produtor também pode buscar soluções para renegociar contratos fora do sistema financeiro. Nesse caso, é necessário avaliar, previamente, as medidas jurídicas mais adequadas para evitar inadimplências e, se possível, resolver as questões de forma extrajudicial.

Proatividade é a chave para mitigar danos

A HBS Advogados reforça que os produtores prejudicados pela estiagem devem ser proativos, adotando rapidamente as providências cabíveis, com base na documentação necessária e nas particularidades de cada caso.





Source link