sábado, julho 11, 2026

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Mercado de máquinas agrícolas enfrenta queda


O mercado de máquinas agrícolas no Brasil fechou 2024 com uma significativa queda nas vendas, conforme dados da FederUnacoma, com base nos registros do Ministério dos Transportes. Todos os principais tipos de máquinas sofreram retração, com destaque para os tratores, que tiveram uma diminuição de 12,3%, com 15.448 unidades vendidas (contra 17.613 em 2023), o pior desempenho desde 1952. As colheitadeiras também apresentaram uma redução de 31,8%, totalizando 266 unidades registradas, enquanto os transportadores caíram 14,9%, com 525 unidades comercializadas.

A queda se estendeu a manipuladores telescópicos e reboques. Os manipuladores reduziram em 14,4%, com 977 unidades vendidas (contra 1.141 no ano anterior), enquanto os reboques sofreram uma retração de 2,8%, com 7.504 unidades comercializadas (7.718 em 2023). Esse cenário é reflexo da alta nos custos de produção e das taxas de juros elevadas, que dificultam o acesso ao crédito, além da estagnação da renda agrícola. Este é o terceiro ano consecutivo de queda para o setor, após o pico de 2021.

O impacto também foi sentido na Europa e na América do Norte. Na União Europeia, países como França (-10,1%), Alemanha (-3,4%) e Reino Unido (-11,9%) apresentaram redução nas vendas, assim como os Estados Unidos (-13,2%) e o Canadá (-15,8%).  

Na Itália, a situação foi ainda mais desafiadora devido ao esgotamento dos incentivos para tecnologias 4.0, que impulsionaram o setor em 2021. Os programas de incentivo, como o PNRR, focados em tratores elétricos e movidos a metano, têm impacto limitado. Para a FederUnacoma, é essencial o fortalecimento de novos planos estruturais para enfrentar os desafios econômicos atuais.

 





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Banco do Brasil é eleito o mais sustentável do mundo pela sexta vez



Pela sexta vez, o Banco do Brasil (BB) foi eleito o banco mais sustentável do mundo pelo ranking Global 100, da empresa canadense de pesquisa Corporate Knights.

O ranking foi divulgado durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial, evento que reúne líderes mundiais e empresários em Davos, na Suíça, ao longo desta semana.

Lançado em 2005, o ranking Global 100 lista as 100 grandes corporações mais sustentáveis do mundo. Na edição deste ano, cerca de 8,3 mil empresas com receita anual de mais de US$ 1 bilhão por ano foram avaliadas.

Nos últimos dez anos, o BB apareceu no ranking das 100 corporações mais sustentáveis do mundo em seis. Na lista global, o banco ocupa o 17º lugar geral de sustentabilidade em todo o mundo.

Segundo a Corporate Knights, a carteira de negócios sustentáveis do Banco do Brasil, atualmente com saldo superior a R$ 370 bilhões, foi o destaque para a classificação no ranking.

Formada por linhas de crédito que financiam atividades com retorno socioambiental, a carteira equivale a cerca de 30% do volume total de crédito do banco. O BB pretende ampliar o saldo para R$ 500 bilhões até 2030.

Em nota, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, afirmou que a sustentabilidade está incorporada à estratégia da instituição, com desdobramentos em outros ramos da instituição.

“Só para ter uma ideia, já contabilizamos R$ 1,7 bilhão em saldo de financiamentos voltados para a bioeconomia na região da Amazônia Legal. Isso representa crescimento de 55% em um ano e nos proporciona mudar a vida das pessoas em aspectos sociais e ambientais. Trabalhamos por um futuro mais diverso, inclusivo e verde para todos, e esse caminho nos leva a sermos reconhecidos o banco mais sustentável do planeta”, declarou.

Avaliação independente

Submetida a avaliação independente, a carteira de crédito sustentável do BB usa critérios internacionais para definir projetos e empreendimentos dessa natureza.

Entre os segmentos financiados pela carteira, estão os setores de energias renováveis, eficiência energética, construção, transporte e turismo sustentáveis, água, pesca, floresta, agricultura sustentável, gestão de resíduos, educação, saúde e desenvolvimento local e regional.

Além do crédito para empreendimentos sustentáveis, o BB destaca-se por investimentos em energia solar. Desde 2020, o banco inaugurou usinas próprias em nove estados e pretende estrear mais 22 nos próximos anos.

Indicadores de desempenho

O ranking Global 100 avalia as dimensões econômica, ambiental e social de grandes companhias. Baseada em dados públicos divulgados pelas empresas, a pesquisa considera 15 indicadores de desempenho, entre os quais gestão financeira, de pessoal e de recursos; receita obtida de produtos e de serviços com benefícios sociais e/ou ambientais; diversidade racial e de gênero e desempenho da cadeia de fornecedores.

O Banco do Brasil faz parte de índices de bolsas de valores que consideram empresas sustentáveis do ponto de vista ambiental e social, como o Dow Jones Sustentability Index, da Bolsa de Nova York, nas categorias mercados globais e emergentes, o FTSE Good Index Series, da Bolsa de Londres, e o Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, a bolsa de valores brasileira. A nota de sustentabilidade do banco no ranking MSCI, da Morgan Stanley Capital International, padrão de referência do mercado global, subiu de 5 para 5,3 em 2024.



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André Corrêa do Lago é anunciado como presidente da COP 30



A COP 30 será sediada pela primeira vez na Amazônia




Foto: Foto: Divulgação/Ministério das Relações Exteriores

O diplomata André Aranha Corrêa do Lago foi escolhido como presidente da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), que acontecerá em novembro de 2025, em Belém, no Pará. A indicação foi anunciada nesta terça-feira (21) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Corrêa do Lago, atual secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, traz consigo uma trajetória de destaque nas negociações climáticas globais.

Com experiência como representante brasileiro em diversas conferências da ONU sobre o clima, o diplomata também foi embaixador do Brasil na Índia entre 2018 e 2023, período em que desempenhou um papel crucial para a implementação da política de uso de etanol em veículos no país asiático, inspirada no modelo brasileiro.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA) emitiu uma nota oficial elogiando a escolha de Corrêa do Lago e destacando sua capacidade de liderança. “A vasta experiência do embaixador em temas relacionados aos desafios das mudanças do clima não deixa dúvidas de que sua liderança trará excelentes resultados à COP do Brasil”, afirmou a entidade. A UNICA também destacou o papel decisivo de Corrêa do Lago na declaração do acordo dos ministros do G20, realizada no Brasil no ano passado.

A COP 30, que será sediada pela primeira vez na Amazônia, é vista como uma oportunidade estratégica para que o Brasil demonstre sua liderança em soluções climáticas, como o etanol e outras fontes renováveis de energia. A UNICA enfatizou a importância da conferência para consolidar o país como referência global em sustentabilidade e inovação no setor energético.

Belém será o epicentro das discussões sobre o futuro climático do planeta, com a liderança de um diplomata amplamente reconhecido por sua capacidade de articulação e visão estratégica.





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JBS doa 3 milhões de tags de rastreamento de gado com enfoque no pequeno produtor



A JBS anunciou nesta quarta-feira (22) a doação de três milhões de tags (brincos na orelha do boi) para rastreamento de rebanhos no Pará.

A iniciativa foi comunicada durante o painel “De Davos a Belém: Definindo o caminho do Brasil para uma indústria de gado sustentável e de baixo carbono”, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

De acordo com o CEO da companhia, Gilberto Tomazoni, a iniciativa ocorre em parceria com o governo do estado (sede da COP30, em novembro) e com a ONG The Nature Conservancy (TNC) e tem como objetivo rastrear 100% do plantel paraense de bovinos e búfalos até 2026.

“Colocamos a tag em 28 mil animais no ano passado e, com isso, testamos todo o sistema de tecnologia que permite rastreamento desde a colocação desse brinco na fazenda, passando pelo transporte até o processamento do animal”, detalha.

Tomazoni detalha que dos três milhões de tags, dois milhões serão destinados a pequenos produtores, permitindo, assim, que ganhem visibilidade do início ao fim da cadeia e, com isso, acessem mercados sofisticados.

Além disso, a empresa apoiou o treinamento de operadores para a leitura das tags, ampliou sua assistência técnica e regularizou mais de 15 mil fazendas na região amazônica desde 2021 por meio dos Escritórios Verdes.

No Fórum Mundial, a JBS também destacou a meta de acabar com o desmatamento entre os seus fornecedores da cadeia pecuária até este ano. “Temos tolerância zero com desmatamento. Monitoramos os nossos fornecedores há mais de 10 anos e construímos uma plataforma sustentável para tratar, também, de nossos fornecedores indiretos e estamos cumprindo todas essas metas”, ressalta o executivo.



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Arroba do boi começa a dar sinais de queda; veja cotações


O mercado físico do boi gordo teve acomodação em seus preços nesta quarta-feira (22) em grande parte do país, ou seja, os patamares ficaram de estáveis a mais baixos no
comparativo com a terça-feira.

Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o grande ponto que travou os índices da arroba é o enfraquecimento dos valores da carne no mercado interno.

“Basicamente, o padrão de consumo delimitado para o período direciona o consumo para proteínas de menor valor agregado, o que acabou resultando na queda dos preços do traseiro bovino. As exportações em alto nível e a atual posição das escalas de abate ainda é uma variável chave a ser considerada como ponto de sustentação dos preços internos”, avalia.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 333,75 (R$ 334,42 anteriormente)
  • Minas Gerais: R$ 323,53, estável
  • Goiás: R$ 323,21, sem mudanças
  • Mato Grosso do Sul: R$ 327,05, sem alteração
  • Mato Grosso: R$ 318,91 (R$ 319,82 ontem)

Mercado atacadista

carnecarne

O mercado atacadista apresenta preços acomodados no decorrer da semana. Para Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere pela queda das cotações no curto prazo, que devem ocorrer de maneira mais intensa nos cortes do traseiro bovino, pelo padrão de consumo delimitado para o primeiro bimestre.

“A preferência da população ainda recai sobre proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovo”, salienta.

O quarto traseiro foi precificado a R$ 26 por quilo. O quarto dianteiro ainda é cotado a R$ 18,50, por quilo. Já a ponta de agulha ainda é precificada a R$ 18,70 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,40%, sendo negociado a R$ 5,9465 para venda e a R$ 5,9445 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9157 e a máxima de R$ 6,0202.



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Negócios da soja estagnados; confira os preços do grão no país



O mercado brasileiro de soja esteve travado nesta quarta-feira (22). A forte queda do dólar e a retração na Bolsa de Chicago pressionaram as cotações domésticas para baixo e deixaram os agentes de fora dos negócios. Em algumas praças, os preços já se ajustaram para a safra nova.

Preços da soja

  • Passo Fundo (RS): preço se manteve em R$ 137,00
  • Missões (RS): preço se manteve em R$ 138,00
  • Porto de Rio Grande (RS): preço se manteve em R$ 142,00
  • Cascavel (PR): preço caiu de R$ 127,00 para R$ 125,00
  • Porto de Paranaguá (PR): preço caiu de R$ 135,00 para R$ 132,00
  • Rondonópolis (MT): preço caiu de R$ 120,00 para R$ 116,00
  • Dourados (MS): preço se manteve em R$ 117,00
  • Rio Verde (GO): preço caiu de R$ 121,00 para R$ 116,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira com preços mais baixos, em um dia de muita volatilidade. Além de um movimento de realização de lucros após subir mais de 3% no dia anterior, o mercado foi pressionado por novas informações sobre as tarifas a serem impostas pelo novo governo Trump.

Dessa vez, o novo presidente americano colocou na sua mira a União Europeia, Rússia e China. Trump especulou uma taxa de 10% nos produtos chineses. Com isso, as compras do país asiático ficariam mais caras, e a tendência seria de uma migração de interesse para a América do Sul.

Brasil e Argentina não estiveram fora do radar do mercado nesta quarta-feira. A informação de que a China teria suspendido a compra de soja de cinco empresas brasileiras por conta de problemas fitossanitários ajudou o mercado em seus períodos de alta. Na Argentina, a preocupação com o clima prossegue e ajudou a limitar o recuo.

Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em março fecharam com baixa de 11,25 centavos de dólar ou 1,05%, a US$ 10,56 por bushel. A posição maio teve cotação de US$ 10,68 1/4 por bushel, com perda de 9,50 centavos, ou 0,88%.

Nos subprodutos, a posição março do farelo fechou com alta de US$ 4,80 ou 1,54%, a US$ 315,80 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em março fecharam a 44,42 centavos de dólar, com baixa de 1,35 centavo ou 2,94%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,40%, sendo negociado a R$ 5,9465 para venda e a R$ 5,9445 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,9157 e a máxima de R$ 6,0202.



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Carne suína tem queda de preço e aumenta competitividade ante outras proteínas



A carne suína registra desvalorização de 14,1% na parcial de janeiro ante dezembro no atacado da Grande São Paulo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Com os preços pressionados pela oferta superior à demanda, a carcaça especial suína foi comercializada a uma média de R$ 12,09/kg na parcial do dia 21. Esse movimento aumentou a competitividade da carne suína frente às principais proteínas.

Enquanto a carcaça casada bovina registrou leve queda de 0,3% em janeiro, comercializada a uma média de R$ 23,42/kg, o frango inteiro resfriado apresentou alta de 1%, para R$ 8,39/kg no igual período.

A diferença de preço entre a carcaça especial suína e o frango inteiro resfriado caiu 35,9% de dezembro para janeiro, para R$ 3,70/kg, o que torna a carne suína mais acessível aos consumidores.

Em relação à carne bovina, a diferença entre os preços da carcaça suína e da carcaça casada bovina aumentou 20,2%, atingindo R$ 11,33/kg, fortalecendo a competitividade da proteína suína.

Insumos em queda

Os custos com insumos da cadeia produtiva de suínos recuaram na última semana. Entre os dias 14 e 21 de janeiro, o farelo de soja caiu 0,9%, com a tonelada comercializada a R$ 1.973,57 na região de Campinas (SP).

O milho apresentou retração de 0,9%, com o Indicador Esalq/BM&FBovespa a R$ 74,02/saca de 60 kg.



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MS tem 38% da área plantada afetada por falta de chuva



A estiagem em Mato Grosso do Sul atinge cerca de 1,7 milhão de hectares de soja, o equivalente a 38% da área total cultivada no estado, segundo dados do projeto Sistema de Informação Geográfica do Agronegócio (Siga-MS), da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja-MS).

A comercialização da safra 2024/25 alcançou 33,8% do total até 20 de janeiro, avanço de 0,55 ponto porcentual em relação a igual período da safra anterior. Por enquanto, segundo estimativas do projeto Siga-MS, o estado deve colher 13,977 milhões de toneladas nesta safra, com produtividade média estimada em 51,7 sacas por hectare, em uma área 6,8% maior em comparação com o ciclo anterior, totalizando 4,501 milhões de hectares.

Em relação às condições das lavouras, 61,6% estão em situação boa; 20,3% regular e 18,1% ruim. A região sul-fronteira registra o cenário mais crítico, com 44,6% das áreas em condição ruim, seguida pela região sul, com 31,2%. Em contrapartida, a região norte apresenta 93,5% das lavouras em boa condição. A região sul enfrenta 30 dias de seca moderada, com precipitações entre 1,4 mm e 66,6 mm, além de dez dias de seca severa, sem chuvas.

O Centro de Monitoramento de Tempo, do Clima e dos Recursos Hídricos de Mato Grosso do Sul (Cemtec) prevê volumes de até 178 mm de chuva para a região sul nos próximos dias, o que pode beneficiar lavouras que ainda não iniciaram o enchimento de grãos.

Em Amambaí (MS), um dos municípios mais prejudicados, 90% das lavouras foram atingidas pela falta de chuvas, sendo 60% de forma severa, com produtividade caindo de 60 para 30 sacas por hectare em algumas propriedades, segundo a Aprosoja-MS.

Dados do Siga-MS indicam que, em 17 de janeiro, aproximadamente 55% das lavouras estavam em estágios fenológicos críticos: 23% em enchimento de grãos, 29% com grãos cheios e 3% no início da maturação.

Preço da soja em MS

O preço médio da saca de 60 kg em Mato Grosso do Sul registrou desvalorização de 1,69% entre 13 e 17 de janeiro, cotada agora a R$ 116. Na comparação com igual período do ano anterior, houve valorização nominal de 10,64%.

A Aprosoja-MS monitora semanalmente a situação e deve apresentar dados finais da safra 2024/25 em maio.



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Brasil registra redução nas exportações para a China



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja



China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja
China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja – Foto: Divulgação

De acordo com o relatório CEBC-Alerta, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, as exportações do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, impulsionada pela redução de 19% no faturamento das vendas de soja. Esse declínio foi resultado de uma diminuição tanto no volume embarcado (-2,6%) quanto no preço (-20%) do produto, que continua sendo um dos principais itens exportados para o mercado chinês. A soja teve sua participação na pauta de exportações do Brasil para a China reduzida em 3,9 pontos percentuais, fechando o ano com 33% do total exportado. 

Apesar dessa queda, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja, absorvendo 73% do total exportado em 2024. No entanto, o cenário foi mais positivo para outros produtos. O petróleo, por exemplo, se destacou como o principal produto exportado pelo Brasil para o mundo, com uma participação de 13% nas exportações totais. O faturamento com as exportações de petróleo cresceu 5,2%, e a China se manteve como o maior destino dessas exportações, com 45% do total enviado para o exterior. O valor das vendas de petróleo para o mercado chinês teve um pequeno aumento de 1% em relação ao ano anterior.

Além da China, outros países também se destacaram nas exportações de petróleo. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma participação de 13%, seguidos pela Espanha, com 11%. Dessa forma, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, especialmente no setor de petróleo, demonstrando sua importância estratégica no comércio internacional do Brasil.

 





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Casa Civil nega debate sobre ‘intervenção artificial’ para reduzir preço dos alimentos


A Casa Civil negou que esteja em discussão uma “intervenção de forma artificial” para reduzir os preços dos alimentos. O posicionamento ocorreu após o chefe da pasta, Rui Costa, ter falado que terá conversas com ministérios “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”.

“A Casa Civil informa que não está em discussão intervenção de forma artificial para reduzir preço dos alimentos. O governo irá discutir com os ministérios e produtores de alimentos as medidas que poderão ser implementadas”, afirmou a assessoria.

De acordo com a pasta, ainda não é possível avançar no detalhamento de tais medidas antes da realização das reuniões que irão tratar do assunto.

Nesta quarta-feira (22), Costa participou de entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, veículo institucional do governo federal, e disse que teria conversas com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário e da Fazenda “para buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”.

“A princípio, nós vamos fazer algumas reuniões com o ministro da Agricultura, ministro do Desenvolvimento Rural, que pega as pequenas propriedades, o MDA, e o Ministério da Fazenda para a gente buscar conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, disse Rui Costa na ocasião.

Repercussão negativa

Rui CostaRui Costa
Rui Costa | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A fala do ministro gerou repercussão e questionamentos sobre que tipo de intervenção deve ser tomada. Porém, o governo nega tal ação e admite que o ministro usou a palavra de forma inadequada.

Após a entrevista, a Casa Civil divulgou uma nota com os principais pontos da entrevista. Na publicação, porém, o ministério altera a fala do ministro, substituindo o termo “intervenções” por “ações”.

“Vamos fazer algumas reuniões, com os ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Agrário, da Fazenda, para buscar um conjunto de ações que sinalizem para o barateamento dos alimentos”, diz a publicação, em referência ao que o ministro teria falado.

Cobrança por redução de preço dos alimentos

Durante reunião ministerial de segunda-feira (20), o presidente Lula cobrou os ministros da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, pela redução no preço dos alimentos.

Segundo integrantes que participaram do encontro, Teixeira respondeu à cobrança do chefe do Executivo dizendo que o Ministério da Agricultura, o MDA, o Ministério do Desenvolvimento Social e o Ministério da Fazenda têm um grupo para discutir a alta do preço dos alimentos.

De acordo com o ministro, até o fim do ano, deve ser feito um parecer sobre o tema e proposta uma solução. Lula, porém, não se contentou com a resposta e disse que o governo precisa pensar em uma resposta imediata e resolver logo a situação.

A cobrança do presidente ocorre em meio à inflação resistente dos alimentos, observada em 2024 e que deve persistir neste ano. Carnes, açúcar e café devem pressionar a inflação dos alimentos, enquanto a maior safra de grãos pode aliviar o movimento inflacionário.



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