sexta-feira, julho 10, 2026

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Sucesso do Marco Legal dos Bioinsumos dependerá de 4 ações do Mapa, diz entidade



A Lei nº 15.070, conhecida como o Marco Legal dos Bioinsumos, foi promulgada no final de 2024 e comemorada por grande parte do agronegócio brasileiro, visto que estabelece diretrizes para a produção, comercialização e utilização de insumos biológicos na agricultura.

De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Mauro Brant Heringer, a diretriz trouxe padrões rigorosos para a produção, armazenamento e comercialização de bioinsumos, o que garante a qualidade e segurança dos produtos que chegam ao mercado.

Contudo, apesar dos avanços, para o executivo a necessidade de harmonização com outras legislações ambientais e agrícolas existentes ainda é um entrave. Além disso, ressalta a necessidade de capacitação de produtores rurais para o uso adequado de bioinsumos, bem como o desenvolvimento de infraestrutura para pesquisa, produção e distribuição em larga escala.

Segundo Heringer, o papel atribuído ao Ministério da Agricultura (Mapa) na regulamentação e implementação da Lei Nº 15.070/2024 é crucial. “Isso coloca o ministério em uma posição de grande responsabilidade no desenvolvimento do setor de bioinsumos no Brasil”.

Para ele, o sucesso do Marco Legal dos Bioinsumos depende de quatro ações principais do Mapa:

  1. Desenvolver regulamentações claras e eficientes;
  2. Manter-se atualizada com as rápidas mudanças tecnológicas no setor;
  3. Equilibrar os interesses de diferentes stakeholders (produtores, pesquisadores, agricultores, ambientalistas); e
  4. Implementar sistemas eficientes de registro, controle e fiscalização

Registro dos bioinsumos

A Lei nº 15.070 também excluiu a obrigatoriedade de registro dos bioinsumos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Para o diretor da Abinbio, tal ação representa uma “mudança significativa na abordagem regulatória brasileira para estes produtos”.

Segundo ele, por um lado, esta alteração tem o potencial de acelerar o desenvolvimento e a adoção de bioinsumos, alinhando-se com os objetivos de promover uma agricultura mais sustentável e reduzir a dependência de agroquímicos convencionais.

“No entanto, esta mudança também traz desafios importantes. O Mapa terá que expandir significativamente a sua capacidade e expertise para garantir avaliações abrangentes que considerem não apenas a eficácia agronômica, mas também os impactos na saúde humana e no meio ambiente”, alerta ele.

Papel do Ministério da Agricultura

Heringer acrescenta que o sucesso na implementação da lei dos bioinsumos e no desenvolvimento do setor no Brasil estará intrinsecamente ligado à eficácia do Mapa.

“Será importante monitorar como o Ministério lida com esses desafios e se adapta às necessidades emergentes do setor nos próximos anos”.

Para ele, o Marco Legal dos Bioinsumos representa um passo significativo na modernização da agricultura brasileira, visto que ao proporcionar um ambiente regulatório favorável à inovação e ao uso de tecnologias sustentáveis, posiciona o Brasil na vanguarda da agricultura do século 21.



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Melaço da cana vira etanol em novo complexo de biocombustíveis inaugurado no Nordeste



Com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa e no fortalecimento da geração de energia limpa, foi inaugurado nesta segunda-feira (27) o Complexo de Biorrefinarias Integradas de Biocombustíveis Sustentáveis Avançados, em São Miguel dos Campos (AL). A Exygen, empresa do grupo Granbio, tem capacidade para produzir 600 m³ de etanol de baixo carbono por dia, utilizando resíduos de cana-de-açúcar, como o melaço, que passam por reindustrialização e refinamento.

Alagoas, cuja economia é fortemente impulsionada pelo setor sucroalcooleiro, ganha mais uma fonte de desenvolvimento econômico e geração de empregos com o projeto.
Sustentabilidade e impacto econômico. O investimento será de R$ 1,5 bilhão nos próximos quatro anos.

A cerimônia de inauguração contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do ministro dos Transportes, Renan Filho e do governador Paulo Dantas (MDB). Todos destacaram a importância do complexo para o setor de transportes, o avanço tecnológico e o impacto ambiental positivo.

“Este projeto marca um passo significativo na busca por uma economia de baixo carbono. Em 2023, lançamos o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que incentiva a sustentabilidade na frota automotiva e novas tecnologias em mobilidade”, ressaltou Alckmin.

Renan Filho reforçou os benefícios econômicos e ambientais da iniciativa: “Além de reduzir emissões, o empreendimento fortalece a competitividade de Alagoas, com energia de baixo custo, segurança no abastecimento e inovação tecnológica. Será um diferencial para o estado e uma fonte de emprego e renda.”

Expansão sustentável

O projeto do complexo prevê expansão para produção de biogás e biofertilizantes, ampliando sua atuação no reaproveitamento de resíduos do setor sucroalcooleiro e consolidando o Brasil como referência global em tecnologia limpa e sustentável.

Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2024, 22,5% da energia utilizada no setor de transportes no Brasil em 2023 veio de fontes renováveis, como etanol e biodiesel, destacando o protagonismo brasileiro na transição energética global



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Especialista fala sobre os pontos de atenção para a safra de soja 24/25



No dia 7 de fevereiro acontece a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento realizado na região de Santa Carmem (MT), Sinop, na Fazenda Esperança. Com o objetivo de avaliar o cenário do mercado da soja, Dr. Agro, Marcos Fava Neves, fundador da Harven Agribusiness School, trouxe uma visão detalhada sobre a safra 24/25 e suas implicações no setor.

O relatório de janeiro de 2025 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma safra global de 424,3 milhões de toneladas, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estima um recorde de 166,3 milhões de toneladas para o Brasil. Para entender o impacto dessa safra no cenário macroeconômico, Fava Neves destacou alguns pontos essenciais.

Segundo Fava Neves, a colheita de soja no Brasil já está com 44% concluída, o que demonstra um progresso. O milho, por sua vez, está com 30% da safra colhida, indicando um ritmo geral de produção também avançado.

Fava Neves é otimista quanto à safra de soja, afirmando que a produção brasileira pode alcançar entre 165 e 170 milhões de toneladas. Isso representa uma quantidade considerável de grãos, o que pode levar a acúmulos de estoques. Além disso, ele observou que o mercado global da soja deve crescer entre 10 a 11 milhões de toneladas, e o Brasil tem grandes chances de se beneficiar dessa expansão.

Sobre o preço da soja, o especialista acredita que ele deve se manter estável, embora os custos de produção ainda sejam elevados. Contudo, ele acredita que a situação financeira do Brasil ajudará no controle da inflação. O cenário nos estados produtores é diversificado: o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades, mas Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão em melhores condições, com chuvas que favorecem a colheita.

Em relação ao aumento dos estoques globais, Fava Neves sugeriu que os produtores devem vender antecipadamente, aproveitando o câmbio favorável que chegou perto de R$ 6,20. No entanto, ele alerta que o pico de venda pode já ter sido alcançado.

Por fim, ele observou que, embora o cenário seja positivo para os produtores que mantêm os custos sob controle, a infraestrutura limitada de armazenamento pode dificultar a retenção de soja para vendas futuras. Nos Estados Unidos, o cenário é mais complicado, com resultados econômicos negativos e uma tendência de queda nos preços do dólar e do bushel de soja.

Confira a matéria completa no Mercado & Cia:



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Cuidado com a mancha púrpura na soja



As estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas



Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados
Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados – Foto: Alabama Extension

A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é um problema que pode impactar significativamente o rendimento das lavouras, conforme explica Lucas Henrique Borgio, Operador de Armazém na Louis Dreyfus Company. Essa doença foliar se manifesta através de manchas roxas ou púrpuras nas folhas, o que pode levar à queda precoce delas. Suas condições ideais de disseminação incluem alta umidade e temperaturas amenas.  

Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados, mas compreendida como um sintoma da infecção fúngica. Esse entendimento evita equívocos no momento da avaliação da qualidade dos grãos colhidos, ajudando a preservar o valor comercial da produção.  

Para combater a mancha púrpura, as estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas registrados para a cultura, a prática de rotação de culturas para reduzir a carga do inóculo no solo e o manejo adequado das condições de cultivo, como espaçamento e densidade de plantio. Essas medidas ajudam a minimizar a disseminação do fungo e seus impactos negativos.   Adotar práticas preventivas e de manejo eficazes é essencial para reduzir as perdas e manter a produtividade da soja, especialmente em áreas suscetíveis às condições que favorecem a proliferação do Septoria glycines.

“A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é uma doença foliar que provoca manchas roxas ou púrpuras nas folhas, podendo levar à queda precoce delas e impactar o rendimento da cultura. Condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecem sua disseminação. Importante destacar: a presença de manchas não deve ser considerada defeito ou grãos avariados, mas sim um sintoma da doença. O controle inclui o uso de fungicidas, rotação de culturas e manejo adequado das condições de cultivo”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.

 





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Mercado não vê eficácia em corte de taxas de importação para baratear alimentos



A redução de alíquotas de importação para alimentos, citada pelo governo como meio de baixar os preços desses itens internamente, tem sua eficácia questionada por especialistas e economistas.

Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe da G5 Partners, disse considerar pequeno o efeito de uma redução de alíquota sobre os alimentos sobre a política fiscal e ressaltou que a sinalização, com a medida, é ruim por parte do governo.

“O peso das importações na arrecadação do governo é em torno de 3%. Não é isso que vai causar um cataclisma fiscal”, afirmou Leal. “Apesar do impacto pequeno, é ruim. Grandes buracos começam com pequenas fissuras. Não é algo que o mercado gosta de ouvir quando o problema do país é fiscal.”

Leal disse também que a medida é inócua e contraproducente para conter a inflação. Ele observou que a alta das carnes tem causado apreensão no Palácio do Planalto, mas lembrou que a carne enfrenta um problema de oferta mundial.

No caso da ideia de reduzir as tarifas de importação do milho, em avaliação no Ministério da Agricultura, o analista da Consultoria Agro do Itaú BBA, Francisco Queiroz, disse que o milho importado, seja da Argentina, seja dos Estados Unidos, dificilmente chegaria a preços competitivos ao mercado brasileiro. “Mesmo com a redução das retenções que o governo argentino anunciou ontem (sexta-feira, 24), o milho argentino não chegaria mais barato aqui no Brasil”, disse.

No caso dos Estados Unidos, Queiroz destacou que o milho americano valorizado também não seria uma opção viável. “Mesmo a redução da tarifa de 8% com esse milho americano valorizado também não chegaria competitivo, ou seja, não chegaria mais barato aqui no Brasil.”

Queiroz também apontou dúvidas sobre a viabilidade logística de realizar exportações e importações simultaneamente, especialmente em um ano de safra recorde. “Como funcionaria essa logística de exportação e importação de grãos ao mesmo tempo? Confesso que isso é uma dúvida e eventualmente pode ser um gargalo.”

O analista alertou ainda para o possível impacto da medida sobre o plantio da segunda safra de milho, que representa a maior parte da produção nacional. “Se eventualmente isso acontecer e mexer com o preço, a gente pode ver um produtor mais desestimulado a plantar a segunda safra.”



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Redução de alíquota de importação de milho seria medida ‘perturbadora’, diz Abag



A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) classificou como “perturbadora” e “desnecessária” a possível redução de alíquotas de importação de alimentos, como estuda o governo. “Essa medida é absolutamente perturbadora, desequilibra as relações do campo, é desnecessária e pode, principalmente, desestimular o plantio da safrinha (de milho)”, afirmou a entidade.

A Abag destacou que o setor opera em “condições absolutamente normais” e que os produtores já enfrentam dificuldades. “Nós estamos com a realidade de custos que também sobem e nós estamos vivendo uma realidade de um período de baixos preços como o ano passado. Portanto, o produtor já vem no sacrifício, já vem no sofrimento”, destacou a entidade. “Isso é uma medida do século passado. Não estamos mais lá”, criticou a entidade.

A associação alertou ainda para possíveis impactos na produção de etanol de milho e no plantio comercial.

Na última sexta-feira (24), o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, anunciou que o governo estuda reduzir as alíquotas de importação de produtos com preços domésticos superiores aos do mercado internacional, começando pelo milho.



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EUA registram primeiro surto de gripe aviária H5N9 em granja de patos



Os Estados Unidos registraram o primeiro surto de gripe aviária H5N9 em uma granja de aves, de acordo com a Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH). O caso foi relatado nesta segunda-feira (27) e ocorreu em uma fazenda de patos localizada na Califórnia.

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Segundo relatório da WOAH, quase 119 mil aves morreram na propriedade até dezembro de 2024.

Nos últimos anos, a gripe aviária tem se espalhado globalmente, resultando no abate de milhões de aves, sendo a cepa H5N1 a principal responsável pelos danos recentes. A H5N9, no entanto, é uma variante mais rara.

Episódios

No dia 18, o estado americano da Geórgia anunciou a suspensão de todas as atividades avícolas e de venda de aves após a confirmação de um caso positivo de gripe aviária em uma operação comercial.

No início do mês, a WOAH confirmou a detecção do vírus em uma granja de galinhas poedeiras no distrito de São João das Lampas, no município de Sintra, perto da capital Lisboa.

Providências

O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), em conjunto com autoridades estaduais de saúde animal e vida selvagem, está conduzindo investigações epidemiológicas e intensificando a vigilância para lidar com os eventos relacionados à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (HPAI).



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Ritmo de semeadura de algodão está lento em MT



Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja



Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro
Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro – Foto: Canva

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA), a semeadura do algodão para a safra 2024/25 em Mato Grosso está bem abaixo da observada no ciclo anterior. Até a última sexta-feira (24/01), apenas 28,57% da área projetada foi semeada, uma redução significativa de 48,48 pontos percentuais em relação à safra 2023/24 e 24,37 pontos abaixo da média dos últimos cinco anos.

Esse atraso deve-se principalmente ao ciclo prolongado da soja e ao início lento da colheita dessa oleaginosa. Além disso, as chuvas recentes dificultaram o avanço das atividades no campo, impactando diretamente o cronograma de semeadura do algodão em diversas regiões do estado.

Entre as regiões de Mato Grosso, a Sudeste apresenta o maior progresso, com 52,48% da área destinada ao algodão já semeada. Em contraste, a região Oeste é a que mais enfrenta dificuldades, com apenas 16,82% da área semeada até o momento, evidenciando as variações nas condições climáticas e logísticas de cada local.

Apesar do atraso inicial, o avanço da semeadura, que começou com 28,57% em 20 de dezembro e atingiu 77,05% até 24 de janeiro, está dentro da faixa histórica dos últimos cinco anos. A tendência de crescimento observada segue o padrão dos ciclos anteriores, indicando uma boa expectativa para o andamento da safra 2024/25.

Concluindo, o atraso na semeadura do algodão em Mato Grosso, impulsionado por fatores climáticos e pelo ciclo prolongado da soja, exige atenção para garantir o cumprimento dos prazos de produção. Apesar das dificuldades, a expectativa é de que a safra 2024/25 siga um ritmo de crescimento dentro da normalidade.





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Produtores podem ser multados em R$ 725 milhões por danos ambientais no Pantanal



A Advocacia-Geral da União (AGU) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) para cobrar R$ 725 milhões de três infratores responsáveis por danos ambientais em uma área de 6.419,72 hectares no município de Corumbá (MS). A região, que integra o bioma Pantanal, foi degradada por queimadas, desmatamento e exploração ilegal, o que impede sua regeneração natural. A AGU também solicita R$ 212 milhões por cada ano de infração ambiental.

A ação foi proposta pelo Grupo de Enfrentamento Estratégico aos Ilícitos e Crimes Ambientais, chamado AGU Enfrenta, criado em 2024, fruto de uma parceria com a Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Inquérito

A investigação teve origem na operação “Prometeu,” conduzida pela PF em setembro de 2024, que apurou crimes como incêndios florestais, desmatamento e exploração ilegal de terras públicas. Segundo o inquérito, entre junho e setembro de 2020, queimadas intensas devastaram uma área devoluta da União, ainda em processo de arrecadação pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Posteriormente, os réus instalaram duas fazendas no local, com cerca de 3 mil hectares cada, onde construíram estradas, currais e edificações para a prática de pecuária.

Desde 2021, os réus exploram a área de forma irregular, impedindo a regeneração do bioma. Em junho de 2024, uma operação do Ibama constatou a continuidade das infrações, incluindo o uso de motosserras e incêndios para derrubada de árvores de grande porte.

A AGU reuniu laudos e fotografias que comprovam as infrações ambientais e destacou que, independentemente de eventuais condenações na esfera penal ou administrativa, os réus não estão isentos de reparar os danos causados ao meio ambiente.

Penalidades

Além do pagamento de R$ 725 milhões, a ação solicita o bloqueio de bens dos responsáveis até que cessem as práticas que impedem a regeneração do bioma e elaborem um Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) para cada fazenda.

Participaram do trabalho a Procuradoria Nacional de Clima e Meio Ambiente (Pronaclima), a Procuradoria-Geral da União (PGU) e a Consultoria Jurídica do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Com informações da AGU.



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Brasil bate recorde histórico na produção de carnes e ovos em 2024



A produção brasileira de carnes bovina, suína e de aves atingiu um marco histórico em 2024, com 31,57 milhões de toneladas, conforme divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Este é o maior volume já registrado na série histórica da estatal, impulsionado pelo auge do ciclo pecuário e pela crescente demanda no mercado interno e externo.

Expectativas para 2025

Para 2025, a produção total deve se manter estável, alcançando 31,56 milhões de toneladas, com crescimento na produção de carnes suína e de aves, mesmo diante da redução prevista para a bovina.

Carne suína

Desde 2022, a produção de carne suína supera 5 milhões de toneladas, tendo alcançado 5,36 milhões de toneladas em 2024, o maior volume já registrado. As exportações também bateram recorde, com 1,32 milhão de toneladas, mesmo com a menor demanda da China. Países como Japão (+131%), México (+51%) e Filipinas (+100%) têm elevado suas compras. Para 2025, a produção deve crescer 3,1%, atingindo 5,53 milhões de toneladas.

Carne de aves

A produção de carne de aves fechou 2024 em 15,31 milhões de toneladas, impulsionada por exportações de 5,16 milhões de toneladas, mesmo com a retração da demanda chinesa (-18%). Para 2025, é esperado um novo recorde, com produção de 15,66 milhões de toneladas e exportações projetadas em 5,31 milhões de toneladas, mantendo o mercado interno bem abastecido.

Carne bovina

O ciclo pecuário levou a produção de carne bovina a 10,91 milhões de toneladas em 2024, também um recorde histórico. As exportações atingiram 3,78 milhões de toneladas, com destaque para a China (46% das compras) e aumentos expressivos nos embarques para os EUA (+52%) e Emirados Árabes (+72%). Para 2025, com o início da reversão do ciclo e maior retenção de fêmeas, a produção deve cair para 10,37 milhões de toneladas, mas as exportações devem permanecer em alta, estimadas em 3,86 milhões de toneladas.

Produção de ovos

Em 2024, a produção de ovos foi estimada em 45,8 bilhões de unidades, crescimento de 11% em relação a 2023. Para 2025, é esperado um aumento moderado de 4,8%, elevando a produção para 48 bilhões de unidades, um novo recorde.

Consumo

Mesmo com a redução na disponibilidade de carne bovina em 2025, os aumentos projetados para as carnes suína e de aves devem manter o consumo per capita acima de 102 kg/habitante/ano, consolidando o Brasil como líder global em produção e exportação de proteínas animais.



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