O governo do Paraná informou, em nota, a prorrogação por mais 180 dias da emergência zoossanitária para vigilância contra a gripe aviária de alta patogenicidade (H5N1).
O novo prazo foi instituído por meio do Decreto 8.721/2025, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). Esta é a terceira prorrogação do decreto original, assinado em 23 de julho de 2023.
De acordo com o chefe do Departamento de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), Rafael Gonçalves Dias, a medida visa garantir que a doença não atinja a avicultura comercial do estado. “É importante registrar que essa é uma medida preventiva, precisamos nos manter alertas”, afirmou, na nota.
Gripe aviária no Brasil
A gripe aviária, doença com distribuição global e ciclos pandêmicos, foi detectada pela primeira vez no Brasil em aves silvestres em 15 de maio de 2023.
Recentemente, o vírus causou uma morte humana nos Estados Unidos e foi registrado em produções comerciais de países como Chile e Colômbia.
Com a chegada do inverno no Hemisfério Norte, aves migratórias podem trazer o vírus para o Sul. Apesar do aumento dos incidentes no exterior, o Paraná não registrou nenhum caso em granjas comerciais até o momento, com a ocorrência limitada a aves silvestres.
O Dia de Campo Progresso Sementes 2025, reunirá produtores de 13 estados brasileiros para uma manhã de networking, aprendizado e inovação, na Fazenda Progresso, em Sebastião Leal (PI).
Evento acontecerá na próxima sexta-feira, dia 31 de janeiro de 2025. Os participantes poderão visitar o campo de cultivares, onde serão mostradas as últimas inovações em cultivares do portfólio do grupo.
Além disso, o evento contará com espaços como o “Arena Jovem”, com palestras de profissionais da área técnica agrícola, e a participação de representantes da associação “De Olho no Material Escolar”.
Dia de Campo da Progresso Sementes em 2024 | Foto: Guilherme Soares/Canal Rural Bahia
As mulheres que empreendem no campo também terão um espaço exclusivo, com um Workshop e Business Game destinado a elas, realizado em parceria com o Rabobank. Parceiros comerciais e institucionais também marcarão presentes no evento.
Para fechar o Dia de Campo, os participantes poderão desfrutar de um festival gastronômico com churrasco e um show ao vivo.
Em 2024, mais 3.500 pessoas participaram do evento, que além da apresentação de cultivares adaptadas ao Cerrado, recebeu a visita do governador do Piauí, Rafael Fonteles.
Na ocasião, foram abordadas as necessidades dos produtores como investimentos em infraestrutura na região.
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê uma produção de 322,53 milhões de toneladas na segunda estimativa para a safra de grãos 2024/25, um aumento de 8,2% em relação ao ciclo anterior. O crescimento de 24,6 milhões de toneladas reflete a ampliação da área plantada, projetada em 81,4 milhões de hectares, e a expectativa de recuperação da produtividade média das lavouras no país.
Thays Moura, fundadora da fintech Agree, vê o cenário como promissor, mas destaca a necessidade de planejamento financeiro. “Além da organização, as soluções de crédito personalizadas serão ideais para atender às necessidades dos produtores na próxima safra”, comenta.
A especialista ressalta que a melhora da produtividade reflete investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas. Contudo, para manter esse ritmo de crescimento, é fundamental ampliar o suporte ao crédito voltado à inovação tecnológica, incluindo agricultura de precisão e equipamentos modernos.
“Os agricultores continuarão com demandas de crédito para a aquisição de insumos, sementes, defensivos e máquinas, bem como para possíveis investimentos em infraestrutura que suportem o aumento da produção. Além disso, a expectativa de melhora na produtividade média das lavouras sugere que os investimentos em tecnologia, manejo eficiente e boas práticas agrícolas têm dado resultados”, afirma Thays.
Além disso, o PIB do agronegócio brasileiro pode crescer 5% em 2025, segundo a CNA, impulsionado pela expansão da produção agrícola primária, indústria de insumos e agroindústria exportadora. Apesar do cenário promissor, desafios como alta do dólar e juros persistem. “Apesar do aspecto positivo, o cenário continua desafiador devido à alta do dólar e dos juros, mas a Agree oferece suporte aos produtores rurais na captação do crédito rural para terem acesso às melhores condições, avaliando caso a caso, com um atendimento personalizado e presente no dia a dia dos agricultores”, completa.
A previsão do tempo para as áreas produtoras de soja em todo o Brasil aponta para uma semana de clima instável, com altos volumes de chuva em várias regiões, o que pode afetar as operações no campo e a evolução da safra. Veja o que espera os produtores nos próximos dias:
Sul e Sudeste do Brasil
No Paraná, a previsão é de um bom volume de chuva, com 50 mm acumulados nos próximos cinco dias, beneficiando a umidade do solo. No entanto, a situação pode ser mais complicada no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
As áreas do Norte do Rio Grande do Sul e o meio-oeste de Santa Catarina devem registrar chuvas volumosas, superando os 100 mm, o que pode prejudicar os trabalhos no campo, especialmente nas lavouras de soja. No entanto, na porção sul do Rio Grande do Sul, as chuvas serão mais fracas, com acumulados de 15 a 20 mm, o que não contribui significativamente para a reposição hídrica.
Além disso, o tempo terá uma semana chuvosa em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, com boas notícias para a umidade do solo. Porém, atenção para o sul de Minas e o leste de São Paulo, onde os acumulados podem ultrapassar os 150 mm, o que pode dificultar as atividades no campo. A previsão de chuvas mais intensas nestas áreas exige cautela, pois os trabalhos agrícolas podem ser prejudicados.
Lavouras de soja do Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul deve registrar um bom volume de chuva, com acumulados que vão ajudar a manter a umidade do solo e aliviar o calor intenso. Entretanto, o cenário será desfavorável em Goiás, onde as chuvas podem ultrapassar os 80 mm, comprometendo os trabalhos.
Em Mato Grosso, o clima será mais seco na porção Oeste, com chuvas mais fracas de 20 a 30 mm em cinco dias, favorecendo o avanço das atividades no campo. No leste do estado, as chuvas serão mais intensas, com acumulados acima de 70 mm.
Região Norte e Nordeste
Em Tocantins, as chuvas serão intensas, com acumulados de até 150 mm nos próximos cinco dias, o que pode inviabilizar as operações no campo.
Em Rondônia e no Pará, as chuvas serão mais amenas, com volumes em torno de 50 mm, favorecendo a reposição de umidade e o bom andamento das lavouras. Já em Santarém, no Pará, o clima será mais quente e seco, permitindo o avanço dos trabalhos agrícolas.
No interior da Bahia, a previsão é de chuvas moderadas, com volumes de 50 mm, o que também pode afetar as operações, mas sem grandes impactos.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou informativo com a previsão do tempo entre esta segunda-feira (27) e a próxima (3 de fevereiro). A chuva deve estar presente em quase todo o país. Confira:
Sul
A combinação de calor e umidade favorecerá instabilidades no Sul do país, com acumulados de chuva acima de 50 mm em quase toda a Região. Em algumas áreas do oeste do Paraná, de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, os volumes podem ultrapassar 80 mm (tons em vermelho no mapa abaixo). Já no sul do território gaúcho, as precipitações chegam em menores níveis, com valores abaixo de 20 mm.
Sudeste
A instabilidade provocará chuvas com acumulados acima de 50 mm em São Paulo, oeste e sul de Minas Gerais, além do centro-sul do Rio de Janeiro, podendo ultrapassar 150 mm em algumas localidades (tons de rosa). No nordeste de Minas Gerais e Espírito Santo, estão previstas chuvas com acumulados abaixo de 10 mm.
Centro-Oeste
Foto: Reprodução/Inmet
A combinação de calor e umidade tende a favorer a persistência de áreas de instabilidade, o que proporciona chuvas em toda Região com acumulados entre 30 mm e 60 mm. Além disso, o Inmet alerta que estão previstas acumulados acima de 80 mm em áreas pontuais do nordeste de Mato Grosso, nordeste do Mato Grosso do Sul e grande parte de Goiás, com chances de ultrapassar 150 mm em algumas localidades (tons de rosa).
Nordeste
A previsão indica chuva no centro-oeste da Região, com possibilidade de acumulados acima de 50 mm no Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e norte do Ceará. No litoral leste do Nordeste ocorrerão chuvas abaixo de 20 mm, enquanto que no centro-leste da Bahia e interior da Paraíba, Pernambuco, oeste de Alagoas e de Sergipe, a tendência é de chuvas com volumes abaixo de 10 mm.
Norte
As instabilidades associadas ao calor e à alta umidade provocarão pancadas de chuva ao longo da semana, com acumulados acima de 50 mm (tons de verde) em grande parte do Norte do país. O Inmet prevê que as chuvas podem superar 80 mm (tons de vermelho a rosa) em áreas pontuais do norte do Amazonas, oeste do Pará e Amapá. Por outro lado, em grande parte de Roraima e noroeste do Pará, os acumulados de chuva deverão ficar abaixo de 20 mm (áreas em azul).
Temperaturas na semana
Entre esta segunda-feira e o dia 3 de fevereiro, as temperaturas máximas permanecem elevadas em grande parte das Região Norte e Nordeste, com valores entre 26°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C em algumas localidades do interior do Nordeste.
No Centro-Oeste, as temperaturas máximas iniciam elevadas, entre 28°C e 36°C, com tendência a diminuir em Goiás e Mato Grosso, variando entre 24°C e 30°C. Enquanto nas Regiões Sudeste e Sul os valores estarão entre 22°C e 34°C.
O Inmet alerta que, especificamente no próximo sábado (1), a temperatura máxima estará elevada nas Regiões Norte e Nordeste, variando entre 26°C e 36°C, com chances de ultrapassar 38°C no interior do Nordeste.
Na Região Centro-Oeste estão previstas temperatura máximas entre 24°C e 38°C, com os maiores índices para o oeste de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Mato Grosso.
Nas Regiões Sul e Sudeste, as temperaturas ficarão entre 20°C e 34°C, com as mínimas entre 22°C e 26°C no Norte, enquanto no Nordeste as mínimas devem variar entre 20°C e 26°C.
No Centro-Oeste e Sudeste, espera-se que as mínimas fiquem entre 20°C e 26°C ao longo da semana, com menores temperaturas nas regiões de serra de Minas Gerais e São Paulo. Na Região Sul, as mínimas estarão entre 16°C e 22°C, com tendência a aumentar e variar entre 18°C e 26°C.
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Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume – Foto: Canva
Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), a colheita do feijão-carioca na região dos Campos Gerais do Paraná, que inclui cidades como Castro e Ponta Grossa, já foi praticamente concluída. Esse encerramento tende a reduzir o impacto desse produto no mercado, alterando as fontes de abastecimento.
Por outro lado, o setor enfrenta preocupações. Empacotadores destacam o aumento do uso de câmaras frias para armazenamento e a entrada de novos produtores no mercado, o que gera insegurança sobre uma possível liberação repentina de grandes estoques. Esse cenário tem levado compradores a adotar uma postura cautelosa, com compras pontuais para evitar surpresas que impactem os preços.
“Um ponto de preocupação entre os empacotadores é o aumento no uso de câmaras frias e o fato de novos produtores, que nunca haviam plantado Feijão antes, estarem entrando na atividade. Isso gera insegurança, levando os compradores a adotar uma postura cautelosa, preferindo compras pontuais e imediatas. Há o receio de que, de uma hora para outra, o feijão represado nos armazéns seja liberado em grande volume, afetando os preços”, comenta.
Além disso, declarações recentes de um ministro sobre possíveis quedas nos preços de alimentos desconsideram que muitos valores já atingiram seu limite de redução. A manutenção desses preços pode desestimular o plantio na próxima safra, comprometendo a oferta futura e gerando alta nos preços nos próximos ciclos.
“Por isso, é fundamental reforçar nossas abordagens. Somente assim será possível criar um caminho mais seguro e sustentável para o mercado de Feijão, enfrentando os desafios imediatos sem perder de vista o desenvolvimento de um cenário favorável no futuro”, conclui.
A Lei nº 15.070, conhecida como o Marco Legal dos Bioinsumos, foi promulgada no final de 2024 e comemorada por grande parte do agronegócio brasileiro, visto que estabelece diretrizes para a produção, comercialização e utilização de insumos biológicos na agricultura.
De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Indústrias de Bioinsumos (Abinbio), Mauro Brant Heringer, a diretriz trouxe padrões rigorosos para a produção, armazenamento e comercialização de bioinsumos, o que garante a qualidade e segurança dos produtos que chegam ao mercado.
Contudo, apesar dos avanços, para o executivo a necessidade de harmonização com outras legislações ambientais e agrícolas existentes ainda é um entrave. Além disso, ressalta a necessidade de capacitação de produtores rurais para o uso adequado de bioinsumos, bem como o desenvolvimento de infraestrutura para pesquisa, produção e distribuição em larga escala.
Segundo Heringer, o papel atribuído ao Ministério da Agricultura (Mapa) na regulamentação e implementação da Lei Nº 15.070/2024 é crucial. “Isso coloca o ministério em uma posição de grande responsabilidade no desenvolvimento do setor de bioinsumos no Brasil”.
Para ele, o sucesso do Marco Legal dos Bioinsumos depende de quatro ações principais do Mapa:
Desenvolver regulamentações claras e eficientes;
Manter-se atualizada com as rápidas mudanças tecnológicas no setor;
Equilibrar os interesses de diferentes stakeholders (produtores, pesquisadores, agricultores, ambientalistas); e
Implementar sistemas eficientes de registro, controle e fiscalização
Registro dos bioinsumos
A Lei nº 15.070 também excluiu a obrigatoriedade de registro dos bioinsumos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Para o diretor da Abinbio, tal ação representa uma “mudança significativa na abordagem regulatória brasileira para estes produtos”.
Segundo ele, por um lado, esta alteração tem o potencial de acelerar o desenvolvimento e a adoção de bioinsumos, alinhando-se com os objetivos de promover uma agricultura mais sustentável e reduzir a dependência de agroquímicos convencionais.
“No entanto, esta mudança também traz desafios importantes. O Mapa terá que expandir significativamente a sua capacidade e expertise para garantir avaliações abrangentes que considerem não apenas a eficácia agronômica, mas também os impactos na saúde humana e no meio ambiente”, alerta ele.
Papel do Ministério da Agricultura
Heringer acrescenta que o sucesso na implementação da lei dos bioinsumos e no desenvolvimento do setor no Brasil estará intrinsecamente ligado à eficácia do Mapa.
“Será importante monitorar como o Ministério lida com esses desafios e se adapta às necessidades emergentes do setor nos próximos anos”.
Para ele, o Marco Legal dos Bioinsumos representa um passo significativo na modernização da agricultura brasileira, visto que ao proporcionar um ambiente regulatório favorável à inovação e ao uso de tecnologias sustentáveis, posiciona o Brasil na vanguarda da agricultura do século 21.
Com foco na redução de emissões de gases de efeito estufa e no fortalecimento da geração de energia limpa, foi inaugurado nesta segunda-feira (27) o Complexo de Biorrefinarias Integradas de Biocombustíveis Sustentáveis Avançados, em São Miguel dos Campos (AL). A Exygen, empresa do grupo Granbio, tem capacidade para produzir 600 m³ de etanol de baixo carbono por dia, utilizando resíduos de cana-de-açúcar, como o melaço, que passam por reindustrialização e refinamento.
Alagoas, cuja economia é fortemente impulsionada pelo setor sucroalcooleiro, ganha mais uma fonte de desenvolvimento econômico e geração de empregos com o projeto. Sustentabilidade e impacto econômico. O investimento será de R$ 1,5 bilhão nos próximos quatro anos.
A cerimônia de inauguração contou com a presença do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, do ministro dos Transportes, Renan Filho e do governador Paulo Dantas (MDB). Todos destacaram a importância do complexo para o setor de transportes, o avanço tecnológico e o impacto ambiental positivo.
“Este projeto marca um passo significativo na busca por uma economia de baixo carbono. Em 2023, lançamos o programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover), que incentiva a sustentabilidade na frota automotiva e novas tecnologias em mobilidade”, ressaltou Alckmin.
Renan Filho reforçou os benefícios econômicos e ambientais da iniciativa: “Além de reduzir emissões, o empreendimento fortalece a competitividade de Alagoas, com energia de baixo custo, segurança no abastecimento e inovação tecnológica. Será um diferencial para o estado e uma fonte de emprego e renda.”
Expansão sustentável
O projeto do complexo prevê expansão para produção de biogás e biofertilizantes, ampliando sua atuação no reaproveitamento de resíduos do setor sucroalcooleiro e consolidando o Brasil como referência global em tecnologia limpa e sustentável.
Segundo o Balanço Energético Nacional (BEN) de 2024, 22,5% da energia utilizada no setor de transportes no Brasil em 2023 veio de fontes renováveis, como etanol e biodiesel, destacando o protagonismo brasileiro na transição energética global
No dia 7 de fevereiro acontece a Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento realizado na região de Santa Carmem (MT), Sinop, na Fazenda Esperança. Com o objetivo de avaliar o cenário do mercado da soja, Dr. Agro, Marcos Fava Neves, fundador da Harven Agribusiness School, trouxe uma visão detalhada sobre a safra 24/25 e suas implicações no setor.
O relatório de janeiro de 2025 do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê uma safra global de 424,3 milhões de toneladas, enquanto a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) estima um recorde de 166,3 milhões de toneladas para o Brasil. Para entender o impacto dessa safra no cenário macroeconômico, Fava Neves destacou alguns pontos essenciais.
Segundo Fava Neves, a colheita de soja no Brasil já está com 44% concluída, o que demonstra um progresso. O milho, por sua vez, está com 30% da safra colhida, indicando um ritmo geral de produção também avançado.
Fava Neves é otimista quanto à safra de soja, afirmando que a produção brasileira pode alcançar entre 165 e 170 milhões de toneladas. Isso representa uma quantidade considerável de grãos, o que pode levar a acúmulos de estoques. Além disso, ele observou que o mercado global da soja deve crescer entre 10 a 11 milhões de toneladas, e o Brasil tem grandes chances de se beneficiar dessa expansão.
Sobre o preço da soja, o especialista acredita que ele deve se manter estável, embora os custos de produção ainda sejam elevados. Contudo, ele acredita que a situação financeira do Brasil ajudará no controle da inflação. O cenário nos estados produtores é diversificado: o Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades, mas Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul estão em melhores condições, com chuvas que favorecem a colheita.
Em relação ao aumento dos estoques globais, Fava Neves sugeriu que os produtores devem vender antecipadamente, aproveitando o câmbio favorável que chegou perto de R$ 6,20. No entanto, ele alerta que o pico de venda pode já ter sido alcançado.
Por fim, ele observou que, embora o cenário seja positivo para os produtores que mantêm os custos sob controle, a infraestrutura limitada de armazenamento pode dificultar a retenção de soja para vendas futuras. Nos Estados Unidos, o cenário é mais complicado, com resultados econômicos negativos e uma tendência de queda nos preços do dólar e do bushel de soja.
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Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados – Foto: Alabama Extension
A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é um problema que pode impactar significativamente o rendimento das lavouras, conforme explica Lucas Henrique Borgio, Operador de Armazém na Louis Dreyfus Company. Essa doença foliar se manifesta através de manchas roxas ou púrpuras nas folhas, o que pode levar à queda precoce delas. Suas condições ideais de disseminação incluem alta umidade e temperaturas amenas.
Um ponto importante destacado é que a presença das manchas não deve ser confundida com defeitos ou grãos avariados, mas compreendida como um sintoma da infecção fúngica. Esse entendimento evita equívocos no momento da avaliação da qualidade dos grãos colhidos, ajudando a preservar o valor comercial da produção.
Para combater a mancha púrpura, as estratégias recomendadas incluem o uso de fungicidas registrados para a cultura, a prática de rotação de culturas para reduzir a carga do inóculo no solo e o manejo adequado das condições de cultivo, como espaçamento e densidade de plantio. Essas medidas ajudam a minimizar a disseminação do fungo e seus impactos negativos. Adotar práticas preventivas e de manejo eficazes é essencial para reduzir as perdas e manter a produtividade da soja, especialmente em áreas suscetíveis às condições que favorecem a proliferação do Septoria glycines.
“A mancha púrpura na soja, causada pelo fungo Septoria glycines, é uma doença foliar que provoca manchas roxas ou púrpuras nas folhas, podendo levar à queda precoce delas e impactar o rendimento da cultura. Condições de alta umidade e temperaturas amenas favorecem sua disseminação. Importante destacar: a presença de manchas não deve ser considerada defeito ou grãos avariados, mas sim um sintoma da doença. O controle inclui o uso de fungicidas, rotação de culturas e manejo adequado das condições de cultivo”, escreveu, em seu perfil na rede social LinkedIn.