sexta-feira, julho 10, 2026

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Rio Grande do Sul recebe mais 45 máquinas agrícolas do Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a entrega de mais 45 novas máquinas agrícolas para beneficiar 38 municípios gaúchos nesta segunda-feira (27).

Os equipamentos foram adquiridos com recursos oriundos de emendas parlamentares da bancada federal da região, liberados pelo Mapa. Ao todo, foram:

  • 5 motoniveladoras;
  • 3 retroescavadeiras 79 HP;
  • 7 retroescavadeiras 85 HP;
  • 12 tratores agrícolas 70 CV; e
  • 18 tratores agrícolas 75 CV

Em 2024, o Mapa já havia realizado outras três entregas no estado, que totalizaram 92 equipamentos. Agora, ao todo, foram disponibilizadas 137 máquinas agrícolas, atendendo 120 municípios gaúchos.

De acordo com o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, Samoel Barros, presente no momento da ação, a previsão inicial era a de entregar 118 máquinas agrícolas com o recurso do exercício de 2024, mas o número foi excedido, sendo que mais estão previstas para serem enviadas ao estado em fevereiro.

Máquinas exclusivas para os produtores

As máquinas devem ser utilizadas, exclusivamente, para atender o produtor rural e as estradas rurais, conforme comunicado do Mapa.

“A expectativa é de que os equipamentos tragam resultados positivos, com aumento da produção, redução de custos, qualidade de vida dos produtores e para economia local”, diz a pasta, em nota.

Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, José Cléber, essa foi mais uma entrega importante para a reconstrução do estado.

“Essa é a quarta entrega que estamos realizando para atender as necessidades do estado e isso se deve a muito trabalho da equipe do Mapa e da confiança da bancada em aportar mais de R$ 40 milhões para essa finalidade”, disse.



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Obras de transporte não reduzem preços imediatamente, mas evitam altas futuras, diz especialista em logística



O governo federal aposta em uma força-tarefa com aproximadamente 60 obras para mitigar os problemas do escoamento de grãos no país, incluindo pavimentação de rodovias e concessões ferroviárias. A ideia é que isso possa ter um impacto na redução no preços dos alimentos. Para o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, o investimento em infraestrutura tem resultados apenas em médio e longo prazos. “Obras rodoviárias e ferroviárias não reduzem os preços imediatamente, mas evitam que aumentem no futuro”, disse.

A dependência do transporte rodoviário também agrava a volatilidade nos custos de frete. “Se há muita carga e poucos caminhões, o preço do frete sobe, e vice-versa. É a lei do mercado”, afirmou Vaz.

O diretor reforçou que a alta dos custos no início da safra é comum e que intervenções, como redução de impostos sobre o diesel e insumos, poderiam ter impacto mais imediato nos preços.

Obras paralisadas e entraves ambientais

Vaz criticou a lentidão na execução de obras essenciais devido a questões como o licenciamento ambiental. “Em Mato Grosso, a BR-242, que conecta Santiago do Norte a Querência, está há 15 anos em processo de pavimentação. O licenciamento ambiental é o nosso grande calcanhar de Aquiles”, afirmou.

Segundo ele, a solução exige vontade política e respeito ao Código Florestal, que já é um dos mais restritivos do mundo.

Vaz destacou que a infraestrutura brasileira sempre esteve defasada em relação à expansão agrícola. “Os produtores desbravaram o Cerrado e começaram a produzir antes que a infraestrutura chegasse. Ainda hoje, rodovias estruturantes não acompanham o ritmo do agronegócio”, disse.

O escoamento de grãos em Mato Grosso, por exemplo, maior estado produtor do Brasil, enfrenta desafios históricos, agravados pelo início da colheita da safra 2024/2025. Segundo Vaz, as dificuldades refletem a disparidade entre o crescimento do agronegócio e a evolução da infraestrutura de transporte no país.

Soluções e perspectivas

Para Vaz, a logística no Brasil só será efetivamente resolvida com políticas de longo prazo, maior eficiência na execução de projetos e um debate realista sobre licenciamento ambiental.

No curto prazo, ele sugere medidas como desoneração de impostos sobre combustíveis e componentes essenciais para reduzir custos logísticos.



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Oferta de carne bovina deve cair 4,9% em 2025 e pressionar preços no Brasil



Com a reversão do ciclo pecuário, a produção de carne bovina no Brasil deve enfrentar uma queda significativa em 2025. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 10,37 milhões de toneladas, volume 4,9% menor em comparação ao ano passado. O recuo está ligado à retenção de vacas reprodutoras, estratégia adotada pelos criadores.

Impacto na inflação

Embora as carnes tenham representado 10,76% do índice geral da inflação em 2024, os preços registraram queda no início deste ano. Entretanto, o analista sênior da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, alerta que as carnes seguirão pressionando os índices inflacionários ao longo de 2025.

“Muito provavelmente, nós teremos preços mais altos ao longo de toda a cadeia pecuária. A arroba do boi gordo já começou o ano mais valorizada em comparação ao ano passado. Essa dinâmica de preços mais elevados deve se manter durante toda a temporada, chegando ao consumidor final nos supermercados”, destacou Iglesias durante o telejornal Mercado & Companhia.

Menor oferta doméstica e substituição de proteínas

Iglesias prevê que o Brasil continuará exportando grandes volumes de carne bovina, o que resultará em uma redução na oferta doméstica. Isso deverá levar parte da população a migrar para proteínas alternativas, como frango, embutidos e cortes suínos, para atender às necessidades diárias.

Apesar dos desafios no setor, o analista acredita que ajustes fiscais e uma redução na carga tributária podem contribuir para amenizar os impactos no preço das carnes, diminuindo a pressão sobre o consumidor final.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar cai pela sexta sessão seguida



Com impacto global, dólar encerra dia em leve baixa no país




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney divulgados nesta segunda-feira (23), o dólar fechou quase estável no Brasil, refletindo a queda nos rendimentos dos Treasuries e o impacto global causado pela startup chinesa DeepSeek, que abalou o setor de inteligência artificial.

A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com leve baixa de 0,09%, cotada a R$ 5,9128, menor valor desde 26 de novembro de 2024, quando atingiu R$ 5,8096. Este foi o sexto dia consecutivo de desvalorização do dólar frente ao real.

Apesar da recuperação esboçada pela manhã, a moeda acumulou uma baixa de 4,31% ao longo de janeiro, sinalizando o fortalecimento do real frente ao dólar em um cenário de ajustes globais no mercado financeiro.

Na B3, às 17h05, o dólar futuro com vencimento em fevereiro registrava leve alta de 0,02%, cotado a R$ 5,9185.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,912
  • Venda: R$ 5,912

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,943
  • Venda: R$ 6,123





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Etanol atinge a maior oferta da história em 2024


O ano de 2024 ficará marcado como o período de maior oferta de etanol da história. É o que afirma a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) em balanço divulgado nesta terça-feira (28).

O volume gerado atingiu 36,83 bilhões de litros, 4,4% acima do registrado em 2023. Do total fabricado em 2024, 7,7 bilhões de litros foram produzidos a partir do milho, o que representa um aumento de 32,8% em relação ao ano anterior.

De acordo com a entidade, os indicadores consolidam o Brasil como o segundo maior produtor do mundo no ranking liderado pelos Estados Unidos.

Paridade de preços do etanol

Em 2024, a paridade de preços do etanol hidratado em relação à gasolina C foi de 65,3%, a melhor competitividade registrada desde 2010.

No último ano, o consumo de combustíveis no Brasil atingiu a marca de 59,3 bilhões de litros pela frota de veículos leves (ciclo Otto), com destaque para o aumento de 5,4 bilhões de litros no consumo de etanol hidratado no país.

“Diante dos desafios no combate à mudança do clima, o etanol se apresenta como uma das soluções tecnológicas para uma mobilidade sustentável. Podendo ser usado puro, ou seja, o etanol hidratado, ou misturado à gasolina – etanol anidro –, o seu uso contribui de forma significativa para a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa e traz economia aos consumidores no abastecimento”, comenta o presidente da Unica, Evandro Gussi.

O balanço da entidade também destaca que 2024 foi um marco para o setor com a aprovação e respectiva sanção de leis que refletem o novo momento do setor bioenergético brasileiro, entre elas o Combustível do Futuro, o Mover, o Paten, a reforma tributária e o aperfeiçoamento do RenovaBio.

“São passos muito importantes do Congresso e do Governo Federal rumo à mobilidade sustentável e à economia de baixo carbono”, salienta Gussi.

De acordo com ele, a campanha “Vai de Etanol”, que entra em sua segunda fase com uma estratégia de educação e fomento ao consumo consciente do biocombustível visa mostrar o diferencial brasileiro no setor.

“Queremos mostrar ao consumidor que, enquanto outros países começam a seguir o nosso exemplo, o Brasil possui uma solução pronta e economicamente viável para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Nosso país tem um grande ativo sustentável, que fortalece sua indústria e movimenta seu mercado interno. E é nosso objetivo levar essa conscientização ao consumidor”, comenta o presidente da Unica.

Redução das emissões de CO2

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Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Para a Unica, os benefícios ambientais do etanol se traduzem em números: desde que a tecnologia flex foi lançada no Brasil, permitindo que os carros circulassem com etanol ou gasolina ou ambos, em qualquer proporção, mais de 710 milhões de toneladas de CO2eq deixaram de ser lançadas na atmosfera, impactando positivamente na saúde de milhões de pessoas e no meio ambiente.

“Para atingir a mesma economia de CO2eq, seria preciso plantar cinco bilhões de árvores nativas e mantê-las em pé por 20 anos. Além disso, os brasileiros economizaram cerca de R$ 130 bilhões pelo uso de etanol desde 2003”, diz o balanço da entidade.



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Colheita da soja segue atrasada, com 3,2% da área no país, diz Conab



A colheita de soja da safra 2024/25 segue atrasada no Brasil. Avançou apenas 2 pontos porcentuais da semana passada para esta, atingindo 3,2% da área semeada. As informações foram divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em seu boletim semanal de progresso de safra. Em relação a igual período da safra 2023/24, quando 8,6% da área já havia sido colhida, há atraso de 5,4 pontos porcentuais. Os trabalhos de campo estão mais avançados no Paraná, onde 10% da área já foi colhida, seguido por Mato Grosso do Sul (4%) e Mato Grosso (3,6%).

Em relação à semeadura da oleaginosa, a Conab informou que a área plantada alcançava, até o domingo, 26 de janeiro, 99,2% do previsto em 2024/25, avanço de 0,3 ponto porcentual em comparação com a semana anterior e atraso de 0,2 ponto porcentual em comparação com igual período da safra passada. Os Estados de Maranhão, Piauí, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ainda têm de concluir o plantio de soja da safra 2024/25.

Milho

A colheita também está atrasada na comparação anual, tendo atingido, até a segunda-feira, 6,3% da área plantada, avanço de 1,9 ponto porcentual em comparação com a semana anterior. Em relação a igual período da safra passada, quando 10,4% da área havia sido colhida, há atraso de 4,1 pontos porcentuais. Rio Grande do Sul é o Estado mais avançado na retirada do cereal do campo, com 25% da área colhida.

A semeadura do milho verão 2024/25 no País evoluiu 2,1 pontos porcentuais até domingo, em comparação com a semana anterior, alcançando, agora, 93,1% da área prevista. Em comparação com igual período da safra 2023/24, os trabalhos estão 0,7 ponto porcentual adiantados. Maranhão, Piauí, Bahia e Rio Grande do Sul ainda semeiam as lavouras do cereal.

Já o plantio de milho de inverno 2024/25 atingia 1,4% da área prevista, atraso de 8,9 pontos porcentuais em relação à safra passada e avanço semanal de 0,9 ponto porcentual. O cultivo do cereal começou pelo Paraná (3%), Mato Grosso do Sul (2%) e Mato Grosso (1,2%).

Algodão

A safra 2024/25 alcançava no domingo 46,3% da área prevista, avanço de 7,2 pontos porcentuais em comparação com o domingo anterior. Em relação a igual período da safra 2023/24, porém, há atraso de 30,7 pontos porcentuais. Mato Grosso do Sul e Piauí já concluíram os trabalhos de campo, enquanto em Mato Grosso, principal produtor da fibra, o plantio atingia na segunda 33,5% da área prevista.

Tanto o atraso na semeadura de algodão quanto na de milho safrinha devem-se à colheita mais lenta de soja, já que os produtos são cultivados em sistema de rotação de culturas após a retirada da soja do campo.

Arroz

O plantio alcançava, até domingo, 98,2% da área prevista, ou 1,7 ponto porcentual mais na comparação com a semana passada e avanço de 0,5 ponto porcentual na comparação com igual período da safra 2023/24. A colheita do cereal também começou, com 0,9% da área prevista já retirada do campo, avanço de 0,4 ponto porcentual. Em igual período da safra passada, 1,77% da área havia sido colhida, ou 0,8 ponto porcentual a mais. No Rio Grande do Sul, Estado que concentra 80% da produção nacional, a colheita da safra nova ainda não foi iniciada.

Feijão

A primeira safra 2024/25 atingia, até a segunda, 84,2% da área prevista, ou 5,7 pontos porcentuais mais em comparação com o domingo passado. Em comparação com igual período de 2023/24, há atraso de 1 ponto porcentual. A colheita de feijão alcançava 39% da área plantada, avanço de 6,5 pontos porcentuais na comparação com o domingo anterior e de 10,9 pontos porcentuais em relação ao ano-safra anterior. Paraná já colheu 83% das lavouras, seguido por Santa Catarina, com 47,1% da área colhida, e Rio Grande do Sul, com 35%.



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Alta do milho brasileiro depende da colheita da soja e da safra argentina; entenda



O atraso na colheita da soja em várias regiões do Brasil tem gerado preocupação no mercado quanto ao andamento do plantio do milho que, por consequência, também está aquém do ritmo.

Na Argentina, a Bolsa de Cereales reportou uma piora na condição das lavouras do cereal, o que pode trazer impactos significativos na expectativa de produção.

Em termos de preços, no contrato com vencimento em março, o milho encerrou a semana cotado a US$ 4,86 por bushel (+0,21%) em Chicago. Já na B3, o movimento foi oposto, com queda de 2,02%, fechando a R$ 75,15 por saca no vencimento de janeiro. Tal cenário impactou o mercado físico brasileiro, gerando desvalorização em diversas regiões.

E agora, o que esperar do mercado?

Confira quatro pontos de atenção ao mercado do milho para esta semana, de acordo com projeções da plataforma Grão Direto:

  • Safra da Argentina: como dito, a safra de milho 2024/25 enfrenta grandes desafios devido às altas temperaturas e à falta de umidade, especialmente em Entre Ríos, levando a reduções nas estimativas de produção: a Bolsa de Cereais de Buenos Aires prevê 49 milhões de toneladas. A volatilidade climática continuará sendo uma preocupação para os produtores do país vizinho.
  • Segunda safra de milho: de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio do milho segunda safra está atrasado em comparação ao mesmo período do ano passado, com apenas 0,5% da área semeada, contra 5% no ano anterior. O atraso é devido, principalmente, ao atraso na colheita da soja, causado pelas chuvas intensas nas regiões produtoras. Apesar disso, o mercado ainda não demonstra grande preocupação, mas isso pode mudar nos próximos dias.
  • Fora do calendário ideal: o plantio da segunda safra de milho deve se intensificar no final de janeiro e fevereiro, com condições climáticas favoráveis na maioria das regiões produtoras. “No entanto, o atraso na colheita da soja e as chuvas intensas podem impactar o calendário ideal de plantio, resultando em semeaduras mais tardias e, possivelmente, afetando a produtividade”, diz a Grão Direto.
  • Redução das retenciones: o governo argentino reduziu temporariamente as taxas de exportação de produtos agrícolas, com validade de 27 de janeiro a 30 de junho de 2025. Assim, as taxas para a soja caíram de 33% para 26%, para derivados de soja de 31% para 24,5%, e para grãos como trigo e milho de 12% para 9,5%. A medida, prometida pelo presidente Javier Milei, busca apoiar o setor agrícola, afetado pela seca e baixos preços, aumentando a competitividade das exportações e impactando o mercado global, com desafios ao agronegócio brasileiro.

Análise gráfica do milho

Com base nas cotações da Bolsa de Chicago, o contrato março do milho está em uma “região importante”, diz a plataforma.

Para que mantenha um cenário de alta é necessário que o preço consiga se manter acima dos US$ 4,80/bushel. “Perdendo esta região, o milho poderá sofrer pressão vendedora e buscar patamares de US$ 4,70 a US$ 4,47/bushel. Uma queda significativa perante ao movimento de alta que o milho percorreu durante as últimas semanas”, analisa a Grão Direto.

De acordo com a plataforma, as cotações de milho poderão continuar seu movimento de queda durante a semana, podendo romper a região dos R$ 75,00 na B3, que poderá ser revertido com pequeno avanço no plantio. “Isso deve continuar impactando os preços dos mercado físico brasileiros em diversas regiões.”



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Interior de SP enfrenta surto de dengue com mais de 30 mil casos e 16 mortes



O interior de São Paulo vive uma grave situação de saúde pública devido ao surto de dengue. Desde o início do ano, já foram registrados mais de 32 mil casos da doença e 16 mortes em todo o estado. A região do Noroeste Paulista, que inclui Araçatuba, São José do Rio Preto, São João da Boa Vista, Araraquara e Ribeirão Preto, é a mais afetada, concentrando 25.850 casos e quase metade das mortes confirmadas.

Medidas

Para enfrentar a epidemia, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) anunciou um repasse de R$ 228 milhões do IGM SUS Paulista (Incentivo à Gestão Municipal), recurso destinado a apoiar as cidades no combate a doenças transmitidas por mosquitos. Além disso, foi criado o Centro de Operações de Emergências (COE), que coordenará estratégias e ações contra o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika.

O COE será composto por diversas secretarias estaduais, como Saúde, Educação, Meio Ambiente e Segurança Pública, além de contar com a participação do Exército e do Conselho de Secretários Municipais de Saúde. A prioridade será planejar e executar ações como pulverização de áreas críticas, aquisição de equipamentos e reforço no combate ao mosquito.

“Desde o ano passado, o Estado tem adotado uma série de medidas preventivas. Além do repasse recorde do IGM SUS Paulista, vamos adquirir mais 100 equipamentos de nebulização portátil, totalizando 730 unidades, além de ampliar o número de máquinas pesadas para combate, que chegarão a 55 unidades,” afirmou o secretário estadual de Saúde, Eleuses Paiva.

Dengue: sintomas e prevenção

A dengue é uma doença viral transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. Os principais sintomas incluem febre alta, dores no corpo, atrás dos olhos e nas articulações, além de manchas avermelhadas na pele e coceira.

Para evitar a proliferação do mosquito, é essencial:

  • Eliminar criadouros: esvaziar recipientes com água parada
  • Proteger-se contra picadas: usar repelente e roupas que cubram a pele
  • Adotar barreiras físicas: instalar telas em portas e janelas
  • Participar de ações comunitárias: contribuir com programas de controle de vetores.

Com a intensificação das medidas do governo e o apoio da população, a expectativa é conter a proliferação do mosquito e reduzir os impactos da doença no estado.



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Impactos do clima e da política externa no mercado da soja



A soja enfrenta um cenário de volatilidade e incerteza. Conforme informações da plataforma Grão Direto, fatores como mudanças políticas nos EUA, condições climáticas na América do Sul e a flutuação do dólar têm impactado diretamente o mercado, gerando desafios para produtores brasileiros e compradores internacionais.

Como o mercado da soja se comportou?

A eleição de Donald Trump, com a adoção de uma política mais agressiva em relação às tarifas de importação, gerou preocupação no mercado da soja. O governo dos Estados Unidos pretende implementar taxas de até 10% sobre as importações chinesas, o que pode afetar negativamente os preços internacionais da soja, especialmente na Bolsa de Chicago, maior referência global para a commodity.

Além disso, o clima também foi um fator importante que influenciou o mercado nos últimos dias. No Brasil, a previsão de chuvas excessivas no Centro-Norte (Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais) levou a atrasos na colheita da soja, impactando a qualidade dos grãos. Ao mesmo tempo, o Sul do Brasil sofre com a estiagem, que, embora favoreça a colheita da soja, prejudica o plantio do milho safrinha. As condições climáticas têm gerado volatilidade nas cotações da soja e devem continuar a influenciar o mercado no curto prazo.

Dólar em queda

A cotação do dólar também foi impactada por uma leve desaceleração da inflação no Brasil. Com a moeda norte-americana recuando para R$ 5,91, o mercado viu um certo otimismo se espalhar, mas com efeitos negativos sobre os preços internos da soja. A queda do dólar pode tornar a soja brasileira mais cara para os compradores internacionais, dificultando a comercialização e pressionando os preços para baixo.

E o que esperar do mercado?

O clima continua sendo o principal fator de incerteza para os próximos meses. A continuidade das chuvas intensas no Centro-Norte pode causar novos atrasos na colheita e reduzir a qualidade dos grãos. Por outro lado, as condições de seca no Sul devem favorecer a colheita, mas agravar a situação do milho. Esse cenário de instabilidade climática poderá continuar a pressionar os preços, principalmente no curto prazo.

As políticas de Trump podem influenciar os preços da soja de maneira significativa. Caso as tarifas sobre as importações chinesas sejam implementadas, as cotações da soja podem recuar, devido à redução da demanda global. Porém, se houver valorização dos prêmios externos, pode haver um certo alívio nas quedas, equilibrando as forças no mercado.

Na Argentina, a safra de soja enfrenta dificuldades, com altas temperaturas e a falta de umidade prejudicando as lavouras. A estimativa de produção foi revista para baixo, o que reduz a oferta de soja no mercado global e pode gerar um aumento nos preços internacionais, beneficiando produtores no Brasil.

Contratos futuros da soja

Os contratos futuros de soja para março/2025 na Bolsa de Chicago apresentaram um movimento técnico importante. Após atingir US$ 10,75/bushel, os preços sofreram pressão vendedora e fecharam a semana em US$ 10,50/bushel. Esse nível é crucial para determinar a direção futura das cotações.

Se o mercado mantiver os preços acima de US$ 10,40/bushel, é possível que tenha uma valorização até US$ 10,95/bushel. Porém, a perda deste suporte pode resultar em uma queda até US$ 10,23/bushel e, em um cenário mais pessimista, até US$ 10,00/bushel.



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AgroNewsPolítica & Agro

Paraná abre edital de R$ 77 milhões para Compras Direta de alimentos


O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, anunciou nesta segunda-feira (27) o edital de Chamada Pública Eletrônica para o programa Compra Direta Paraná. Nesta edição, serão destinados R$ 77 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Combate à Pobreza. A partir de 30 de janeiro, estará aberto o sistema para o recebimento das propostas.

O programa visa adquirir alimentos produzidos pela agricultura familiar no Paraná, que serão destinados à rede socioassistencial do estado, incluindo restaurantes populares, cozinhas comunitárias, hospitais filantrópicos, além de Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas), entre outros.

A iniciativa visa fortalecer circuitos locais e regionais de comercialização, além de valorizar a biodiversidade, promover a produção orgânica, incentivar hábitos alimentares saudáveis e estimular o cooperativismo. O limite para cada Declaração Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP/CAF Jurídica) é de R$ 200 mil.

O edital também traz novidades, como o incremento das quantidades a serem adquiridas nos municípios que compõem a Rota do Progresso, com foco em áreas de menor Índice Ipardes de Desempenho Municipal. Outra novidade é a inclusão de alimentos orgânicos, como frutas, hortaliças e legumes, que terão um adicional de até 30% no valor da compra, garantindo, ainda, análise dos resíduos de agrotóxicos.

Desde 2020, a chamada pública utiliza um sistema informatizado desenvolvido pela Celepar, que facilita todo o processo, desde o cadastro dos agricultores até a execução dos contratos, beneficiando cerca de mil entidades em todo o estado.

O Compra Direta Paraná é exclusivo para organizações com a DAP/CAF Jurídica e residentes no estado, com exigência de funcionamento por pelo menos um ano. As contratações terão duração de 12 meses, com possibilidade de extensão por até cinco anos. A entrega dos produtos está prevista para iniciar em abril e se estender até abril de 2026.





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