sexta-feira, julho 10, 2026

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Medidas artificiais não vão reduzir preços dos alimentos, diz ex-ministro da Agricultura



O governo federal tem aventado possibilidades para frear a alta dos alimentos, como a redução da taxa de importação, reuniões com o setor de supermercados e investimento em infraestrutura logística.

Uma ala do PT, inclusive, defende o aumento de taxas de exportação na tentativa de reter produtos no mercado interno, ideia criticada pelo agro e que, de acordo com o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, não tem chances de prosperar.

Para o ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, que ficou no cargo por 15 meses durante o governo Fernando Henrique Cardoso e encarou uma inflação em níveis inimagináveis hoje em dia, de 3.000% ao ano, não se deve solucionar a alta inflacionária dos alimentos com medidas artificiais.

Para ele, embora aportes em estradas que conectam os grandes centros produtores para melhorar o escoamento sejam vistas com bons olhos, não têm como solucionar o problema no curto-prazo.

“No entanto, outras medidas são inúteis e inócuas, como querer taxar a exportação. Isso nunca deu certo. O Brasil tem que ser competitivo. Não é por acaso que abrimos tantos mercados, ou seja, somos um país competente e competitivo. A Lei Kandir [que isenta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a exportação de produtos primários] nos salvou até hoje e tem de continuar”, diz.

Segundo Turra, aliviar impostos sobre importações é outra medida “absurda”. “[Fazendo isso], você vai acabar ajudando produtores de outros países. O produtor se estimula a produzir mais quando ele ganha, quando tem preços bons, então se há nesse ano uma carência de um produto, se esse produto vem a ter um preço melhor, é o melhor estímulo para logo logo equalizar, para ficar efetivamente bom para o produtor e também para o consumidor; é a lei da oferta e da procura”.

Na opinião do ex-ministro, medidas artificiais não vão prosperar e tendem a piorar o cenário de alta dos alimentos tanto para o produtor como para o consumidor.

Segundo ele, incentivar o produtor a produzir mais e não comprometer a rentabilidade dele é a melhor solução. Porém, para isso, o seguro agrícola é essencial, visto que muitos produtores afetados por eventos climáticos catastróficos, como as enchentes do Rio Grande do Sul, não voltaram a produzir porque não se sentem resguardados.



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Preços do boi gordo caem no Norte e avanaçam em MT; veja cotações



O mercado físico do boi gordo voltou a se deparar com tentativas de compra em preços mais baixos nesta terça-feira (28), movimento mais destacado na Região Norte, além de em Goiás.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, em Mato Grosso o mercado flui de maneira oposta, com negócios concretizados acima da referência média.

“A entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do próximo mês é uma variável importante a ser considerada, podendo ampliar a necessidade de compra das indústrias e resultar na elevação dos preços da arroba”.

Preços médios da arroba do boi (a prazo)

  • São Paulo: R$ 332,08
  • Goiás: R$ 316,43
  • Minas Gerais: R$ 320,88
  • Mato Grosso do Sul: R$ 323,75
  • Mato Grosso: R$ 320,00

Mercado atacadista

O mercado atacadista volta a se deparar com acomodação de seus preços para a carne bovina. Conforme Iglesias, há expectativa em torno da entrada dos salários na economia durante a primeira quinzena do mês, período pautado por maior apelo ao consumo.

“Mesmo assim precisa ser mencionado o perfil de consumo traçado para o primeiro bimestre, o que pode dificultar altas mais consistentes dos cortes do traseiro bovino. Nessa época do ano a preferência de boa parte da população recai sobre proteínas mais acessíveis, a exemplo da carne de frango, embutidos e do ovo”, pontuou o analista

O quarto traseiro ainda é precificado a R$ 25,50 por quilo. A ponta de agulha permanece no patamar de R$ 18,00 por quilo. O quarto dianteiro segue cotado a R$ 18,00 por quilo.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, sendo negociado a R$ 5,8681 para venda e a R$ 5,8661 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8567 e a máxima de R$ 5,9202.



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Saiba as cotações da soja em dia de queda do dólar



Esta terça-feira (28) foi de lentidão no mercado brasileiro de soja. Durante o dia, foram observadas oportunidades de negócios com pagamento até 31 de janeiro, uma chance pontual, mas com preços mais altos. De fevereiro em diante, as cotações são mais baixas. A queda do dólar e o encarecimento dos fretes contribuem para o quadro. No geral, as cotações estiveram mistas no Brasil na sessão.

O presidente da Emater/RS concedeu entrevista à Safras TV. Ele disse que o impacto da estiagem sobre a oleaginosa ainda não é tão significativo ao ponto estadual. A situação, no entanto, requer atenção, pois algumas regiões estão muito castigadas, enquanto outras apresentam bons resultados. A entrevista completa está no canal de Safras & Mercado no YouTube.

Preços da soja

  • Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp
    • Passo Fundo (RS) caiu de R$ 135,00 para R$ 133,00
    • Região das Missões (RS) caiu de R$ 136,00 para R$ 134,00
    • Porto de Rio Grande (RS) caiu de R$ 140,00 para R$ 138,00
    • Cascavel (PR) caiu de R$ 125,00 para R$ 122,00
    • Porto de Paranaguá (PR) caiu de R$ 132,50 para R$ 131,00
    • Rondonópolis (MT) caiu de R$ 115,50 para R$ 113,00
    • Dourados (MS) caiu de R$ 116,00 para R$ 115,00
    • Rio Verde (GO) caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00

Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a terça-feira com preços entre estáveis e levemente mais altos. O dia foi de volatilidade e tentativa de recuperação com base em fatores técnicos.

Os agentes também buscam posicionar suas carteiras, avaliando os movimentos do novo governo Trump sobre tarifas comerciais. As atenções seguem voltadas para a América do Sul. As projeções indicam retorno das chuvas para a Argentina nos próximos dias, o que poderia evitar perdas mais consistentes de produtividade.

No Brasil, as condições ainda indicam uma ampla safra, em torno de 170 milhões de toneladas. A soja em grão com entrega em março ficou estável a US$ 10,45 por bushel, enquanto a posição maio aumentou para US$ 10,59 1/2 por bushel (alta de 1,00 centavo ou 0,09%). No farelo, a posição março aumentou para US$ 301,60 por tonelada (alta de US$ 0,80 ou 0,26%) e no óleo, os contratos com vencimento em março subiram para 45,13 centavos de dólar (alta de 0,13 centavo ou 0,28%).

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,74%, negociado a R$ 5,8681 para venda e a R$ 5,8661 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,8567 e a máxima de R$ 5,9202.



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AgroNewsPolítica & Agro

Chuva acima de 150 mm e calor predominam



Calor e instabilidade definem clima na última semana de janeiro




Foto: Divulgação

Entre os dias 27 de janeiro e 3 de fevereiro de 2025, o clima no país será caracterizado por chuvas intensas em diversas regiões e temperaturas elevadas, conforme aponta o modelo COSMO do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Precipitação: distribuição desigual pelo território

  • Norte: Pancadas de chuva influenciadas pelo calor e umidade devem resultar em acumulados acima de 50 mm, com volumes que podem ultrapassar 80 mm em pontos específicos, como o norte do Amazonas e o Amapá. Áreas de Roraima e noroeste do Pará terão volumes menores, abaixo de 20 mm.
  • Nordeste: Chuvas mais intensas no centro-oeste da região, incluindo Maranhão, Piauí e oeste da Bahia, com acumulados superiores a 50 mm. No litoral leste, volumes serão inferiores a 20 mm, enquanto no centro-leste da Bahia e interior de outros estados, os acumulados ficarão abaixo de 10 mm.
  • Centro-Oeste: Instabilidades trarão chuvas generalizadas, com volumes entre 30 e 60 mm. Pontos isolados em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul poderão registrar acumulados acima de 150 mm.
  • Sudeste: Precipitações acima de 50 mm em São Paulo, sul de Minas Gerais e centro-sul do Rio de Janeiro. Pontos isolados podem ultrapassar 150 mm. Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais terão volumes abaixo de 10 mm.
  • Sul: Chuvas intensas, com volumes acima de 50 mm na maior parte da região. Pontos do oeste do Paraná e norte do Rio Grande do Sul podem registrar acumulados superiores a 80 mm, enquanto o extremo sul gaúcho terá chuvas inferiores a 20 mm.


Temperaturas: calor predomina no país

Norte e Nordeste: Máximas variam entre 26°C e 36°C, podendo ultrapassar 38°C no interior do Nordeste.

Centro-Oeste: Temperaturas de 28°C a 36°C, com tendência de queda em Goiás e Mato Grosso para até 24°C.

Sudeste e Sul: Máximas entre 22°C e 34°C, com mínimas de 18°C a 26°C.

No dia 1º de fevereiro, o calor será mais intenso no Nordeste e Norte, com temperaturas acima de 38°C. Já o Centro-Oeste registrará máximas de até 38°C, especialmente no Mato Grosso do Sul.

As mínimas variarão entre 16°C e 26°C, com destaque para o Sul, Sudeste e áreas serranas que terão temperaturas mais amenas.

 





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Brasil abre novos mercados agrícolas nos Estados Unidos e no México



O Brasil acaba de receber autorizações de Estados Unidos e México para a exportação de novos produtos agrícolas.

No caso mexicano, a abertura de mercado é para ovo em pó e ovo granulado, destinados ao consumo animal.

Em 2024, o país da América do Norte importou mais de US$ 2,9 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para os setores de proteína animal, complexo soja, produtos florestais e café.

Já para os Estados Unidos, a autorização é para o embarque de fruto seco de macadâmia, farelo de mandioca e fibra de coco do Brasil, sem a necessidade de certificação fitossanitária.

Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 12 bilhões em produtos agropecuários para os Estados Unidos. Entre os setores que mais contribuíram para essas esses números estão café, bebidas, produtos florestais, produtos de cacau e carnes.

“A abertura para os novos produtos deverá beneficiar, especialmente, pequenos e médios produtores brasileiros, que poderão acessar mercado de alto valor agregado”, diz o mapa, em nota.

Com esses anúncios, o Brasil alcança 13 aberturas de mercado em 2025, totalizando 313 novas oportunidades de negócio desde o início de 2023.



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Rio Grande do Sul recebe mais 45 máquinas agrícolas do Mapa



O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou a entrega de mais 45 novas máquinas agrícolas para beneficiar 38 municípios gaúchos nesta segunda-feira (27).

Os equipamentos foram adquiridos com recursos oriundos de emendas parlamentares da bancada federal da região, liberados pelo Mapa. Ao todo, foram:

  • 5 motoniveladoras;
  • 3 retroescavadeiras 79 HP;
  • 7 retroescavadeiras 85 HP;
  • 12 tratores agrícolas 70 CV; e
  • 18 tratores agrícolas 75 CV

Em 2024, o Mapa já havia realizado outras três entregas no estado, que totalizaram 92 equipamentos. Agora, ao todo, foram disponibilizadas 137 máquinas agrícolas, atendendo 120 municípios gaúchos.

De acordo com o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Estratégicos, Samoel Barros, presente no momento da ação, a previsão inicial era a de entregar 118 máquinas agrícolas com o recurso do exercício de 2024, mas o número foi excedido, sendo que mais estão previstas para serem enviadas ao estado em fevereiro.

Máquinas exclusivas para os produtores

As máquinas devem ser utilizadas, exclusivamente, para atender o produtor rural e as estradas rurais, conforme comunicado do Mapa.

“A expectativa é de que os equipamentos tragam resultados positivos, com aumento da produção, redução de custos, qualidade de vida dos produtores e para economia local”, diz a pasta, em nota.

Segundo o superintendente de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, José Cléber, essa foi mais uma entrega importante para a reconstrução do estado.

“Essa é a quarta entrega que estamos realizando para atender as necessidades do estado e isso se deve a muito trabalho da equipe do Mapa e da confiança da bancada em aportar mais de R$ 40 milhões para essa finalidade”, disse.



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Obras de transporte não reduzem preços imediatamente, mas evitam altas futuras, diz especialista em logística



O governo federal aposta em uma força-tarefa com aproximadamente 60 obras para mitigar os problemas do escoamento de grãos no país, incluindo pavimentação de rodovias e concessões ferroviárias. A ideia é que isso possa ter um impacto na redução no preços dos alimentos. Para o diretor-executivo do Movimento Pró-Logística de Mato Grosso, Edeon Vaz, o investimento em infraestrutura tem resultados apenas em médio e longo prazos. “Obras rodoviárias e ferroviárias não reduzem os preços imediatamente, mas evitam que aumentem no futuro”, disse.

A dependência do transporte rodoviário também agrava a volatilidade nos custos de frete. “Se há muita carga e poucos caminhões, o preço do frete sobe, e vice-versa. É a lei do mercado”, afirmou Vaz.

O diretor reforçou que a alta dos custos no início da safra é comum e que intervenções, como redução de impostos sobre o diesel e insumos, poderiam ter impacto mais imediato nos preços.

Obras paralisadas e entraves ambientais

Vaz criticou a lentidão na execução de obras essenciais devido a questões como o licenciamento ambiental. “Em Mato Grosso, a BR-242, que conecta Santiago do Norte a Querência, está há 15 anos em processo de pavimentação. O licenciamento ambiental é o nosso grande calcanhar de Aquiles”, afirmou.

Segundo ele, a solução exige vontade política e respeito ao Código Florestal, que já é um dos mais restritivos do mundo.

Vaz destacou que a infraestrutura brasileira sempre esteve defasada em relação à expansão agrícola. “Os produtores desbravaram o Cerrado e começaram a produzir antes que a infraestrutura chegasse. Ainda hoje, rodovias estruturantes não acompanham o ritmo do agronegócio”, disse.

O escoamento de grãos em Mato Grosso, por exemplo, maior estado produtor do Brasil, enfrenta desafios históricos, agravados pelo início da colheita da safra 2024/2025. Segundo Vaz, as dificuldades refletem a disparidade entre o crescimento do agronegócio e a evolução da infraestrutura de transporte no país.

Soluções e perspectivas

Para Vaz, a logística no Brasil só será efetivamente resolvida com políticas de longo prazo, maior eficiência na execução de projetos e um debate realista sobre licenciamento ambiental.

No curto prazo, ele sugere medidas como desoneração de impostos sobre combustíveis e componentes essenciais para reduzir custos logísticos.



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Oferta de carne bovina deve cair 4,9% em 2025 e pressionar preços no Brasil



Com a reversão do ciclo pecuário, a produção de carne bovina no Brasil deve enfrentar uma queda significativa em 2025. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma produção de 10,37 milhões de toneladas, volume 4,9% menor em comparação ao ano passado. O recuo está ligado à retenção de vacas reprodutoras, estratégia adotada pelos criadores.

Impacto na inflação

Embora as carnes tenham representado 10,76% do índice geral da inflação em 2024, os preços registraram queda no início deste ano. Entretanto, o analista sênior da consultoria Safras & Mercado, Fernando Iglesias, alerta que as carnes seguirão pressionando os índices inflacionários ao longo de 2025.

“Muito provavelmente, nós teremos preços mais altos ao longo de toda a cadeia pecuária. A arroba do boi gordo já começou o ano mais valorizada em comparação ao ano passado. Essa dinâmica de preços mais elevados deve se manter durante toda a temporada, chegando ao consumidor final nos supermercados”, destacou Iglesias durante o telejornal Mercado & Companhia.

Menor oferta doméstica e substituição de proteínas

Iglesias prevê que o Brasil continuará exportando grandes volumes de carne bovina, o que resultará em uma redução na oferta doméstica. Isso deverá levar parte da população a migrar para proteínas alternativas, como frango, embutidos e cortes suínos, para atender às necessidades diárias.

Apesar dos desafios no setor, o analista acredita que ajustes fiscais e uma redução na carga tributária podem contribuir para amenizar os impactos no preço das carnes, diminuindo a pressão sobre o consumidor final.



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AgroNewsPolítica & Agro

Dólar cai pela sexta sessão seguida



Com impacto global, dólar encerra dia em leve baixa no país




Foto: Pixabay

Segundo dados do InfoMoney divulgados nesta segunda-feira (23), o dólar fechou quase estável no Brasil, refletindo a queda nos rendimentos dos Treasuries e o impacto global causado pela startup chinesa DeepSeek, que abalou o setor de inteligência artificial.

A moeda norte-americana à vista encerrou o dia com leve baixa de 0,09%, cotada a R$ 5,9128, menor valor desde 26 de novembro de 2024, quando atingiu R$ 5,8096. Este foi o sexto dia consecutivo de desvalorização do dólar frente ao real.

Apesar da recuperação esboçada pela manhã, a moeda acumulou uma baixa de 4,31% ao longo de janeiro, sinalizando o fortalecimento do real frente ao dólar em um cenário de ajustes globais no mercado financeiro.

Na B3, às 17h05, o dólar futuro com vencimento em fevereiro registrava leve alta de 0,02%, cotado a R$ 5,9185.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,912
  • Venda: R$ 5,912

Dólar turismo

  • Compra: R$ 5,943
  • Venda: R$ 6,123





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Etanol atinge a maior oferta da história em 2024


O ano de 2024 ficará marcado como o período de maior oferta de etanol da história. É o que afirma a União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) em balanço divulgado nesta terça-feira (28).

O volume gerado atingiu 36,83 bilhões de litros, 4,4% acima do registrado em 2023. Do total fabricado em 2024, 7,7 bilhões de litros foram produzidos a partir do milho, o que representa um aumento de 32,8% em relação ao ano anterior.

De acordo com a entidade, os indicadores consolidam o Brasil como o segundo maior produtor do mundo no ranking liderado pelos Estados Unidos.

Paridade de preços do etanol

Em 2024, a paridade de preços do etanol hidratado em relação à gasolina C foi de 65,3%, a melhor competitividade registrada desde 2010.

No último ano, o consumo de combustíveis no Brasil atingiu a marca de 59,3 bilhões de litros pela frota de veículos leves (ciclo Otto), com destaque para o aumento de 5,4 bilhões de litros no consumo de etanol hidratado no país.

“Diante dos desafios no combate à mudança do clima, o etanol se apresenta como uma das soluções tecnológicas para uma mobilidade sustentável. Podendo ser usado puro, ou seja, o etanol hidratado, ou misturado à gasolina – etanol anidro –, o seu uso contribui de forma significativa para a redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa e traz economia aos consumidores no abastecimento”, comenta o presidente da Unica, Evandro Gussi.

O balanço da entidade também destaca que 2024 foi um marco para o setor com a aprovação e respectiva sanção de leis que refletem o novo momento do setor bioenergético brasileiro, entre elas o Combustível do Futuro, o Mover, o Paten, a reforma tributária e o aperfeiçoamento do RenovaBio.

“São passos muito importantes do Congresso e do Governo Federal rumo à mobilidade sustentável e à economia de baixo carbono”, salienta Gussi.

De acordo com ele, a campanha “Vai de Etanol”, que entra em sua segunda fase com uma estratégia de educação e fomento ao consumo consciente do biocombustível visa mostrar o diferencial brasileiro no setor.

“Queremos mostrar ao consumidor que, enquanto outros países começam a seguir o nosso exemplo, o Brasil possui uma solução pronta e economicamente viável para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Nosso país tem um grande ativo sustentável, que fortalece sua indústria e movimenta seu mercado interno. E é nosso objetivo levar essa conscientização ao consumidor”, comenta o presidente da Unica.

Redução das emissões de CO2

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Foto: Joédson Alves/ Agência Brasil

Para a Unica, os benefícios ambientais do etanol se traduzem em números: desde que a tecnologia flex foi lançada no Brasil, permitindo que os carros circulassem com etanol ou gasolina ou ambos, em qualquer proporção, mais de 710 milhões de toneladas de CO2eq deixaram de ser lançadas na atmosfera, impactando positivamente na saúde de milhões de pessoas e no meio ambiente.

“Para atingir a mesma economia de CO2eq, seria preciso plantar cinco bilhões de árvores nativas e mantê-las em pé por 20 anos. Além disso, os brasileiros economizaram cerca de R$ 130 bilhões pelo uso de etanol desde 2003”, diz o balanço da entidade.



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